Esportes

Todos os jogos da seleção brasileira no Palestra Itália

A seleção brasileira de futebol volta a atuar no estádio Palestra Itália  após 43 anos. A última exibição na casa palestrina aconceteceu no ano de 1972, quando a seleção olímpica empatou com o Palmeiras por 0 a 0.

No total, foram seis partidas da seleção no Palestra Itália, com três vitórias, dois empates e uma derrota.

Confira todas as partidas do Brasil no estádio Palmeirense:

22/10/1922 Seleção Brasileira 2×1 Seleção Argentina – Copa Rocca
Estádio Palestra Italia
Gols: Gambarotta (2) (Bra); Chiessa (Arg)
Brasil: Mesquita (G), Grané, Clodô, Abate, Faragassi, Nesi, Leite de Castro (Brasileiro), Zezé, Gambarotta, Tepet, Osses.
Argentina: Tesoriere (G), Celli, Costaldi, Chambrolín, Médici, Solari, Rivet, Chiessa, Gaslini, Francia, De Césari.

*** Primeiro jogo da seleção brasileira no Estado de São Paulo. O argentino Chiessa fez o primeiro gol desse confronto.

2/7/1931 Seleção Brasileira 6×1 Ferencvaros-HUN – Amistoso
Estádio Palestra Italia
Gols: Del Debbio, Alexandre De Maria, Nilo (2), Petronilho (2) (Bra); Tancos (Fer)
Brasil:  Velloso (G), Domingos, Del Debbio, Pepe, Guimarães, Serafini, Ministrinho, Nico, Petronilho, Preguinho (Rato), Teófilo (Alexandre De Maria). Técnico: Luiz Vinhaes
Ferencvaros: Amsel (G), Tackacs I, Koranyl, Luka, Sarosi, Lazar, Tancos, Tackacs II, Turay, Szedlacsek, Kohut. Técnico: István Tóth-Potya

16/12/1934 Seleção Brasileira 4×1 Palestra Italia – Amistoso
Estádio Palestra Italia
Gols: Armandinho, Waldemar de Britto, Leônidas (2) (Bra); Romeu Pelliciari (Pal)
Brasil: Victor (G), Sylvio Hoffman, Luiz Luz, Ariel, Martim (Carvalho Leite), Canalli, Luisinho, Waldemar de Britto, Armandinho, Leônidas, Patesko. Técnico: Armindo Nobs Ferreira
Palestra: Aymoré Moreira (G), Carnera, Narciso, Tunga, Dula, Zezé Moreira, Avelino, Sandro, Romeu Pelliciari, Carnieri (Carazzo), Imparato. Técnico: Humberto Cabelli

18/2/1940 Seleção Brasileira 2×2 Seleção Argentina – Copa Rocca
Estádio Palestra Italia
Gols: Leônidas (2) (Bra); Cassán, Baldonedo (Arg)
Brasil: Aymoré Moreira (G), Jaú, Junqueira, Afonsinho (Del Nero), Zarzur, Argemiro, Adílson, Romeu, Leônidas, Tim, Carreiro. Técnico: Silvio Lagreca
Argentina: Gualco (G), Salomón, Valussi, Araguez, Perucca, A. Suarez, Peucelle, Satre, Arrieta (Cassán), Baldonedo, Garcia. Técnico: Guillermo Stábile

25/2/1940 Seleção Brasileira 0x3 Seleção Argentina – Copa Rocca
Estádio Palestra Italia
Gols: Baldonedo, Fidel, Sastre (Arg)
Brasil: Aymoré (G), Jaú, Florindo, Del Nero, Zarzur (Brandão), Argemiro, Adilson (Lopes), Romeu, Leônidas, Tim, Carreiro. Técnico: Silvio Lagreca
Argentina: Gualco (G), Salomon, Valussi, Araguez, Perucca, A. Suárez, Peucelle (Zorilla), Baldonedo (Fidel), Sastre, Cassan, Garcia. Técnico: Guillermo Stábile

8/7/1972 Seleção Brasileira 0x0 Palmeiras – Amistoso
Estádio Palestra Italia
Gols: –
Brasil: Nielsen (G), Terezo, Fred, Osmar (Wagner), Celso, Falcão (Angelo), Rubens, Pedrinho, Manoel (Zé Carlos), Washington, Dirceu. Técnico: Antoninho
Palmeiras: Raul Marcel (G), João Carlos, Luis Pereira, Alfredo, Zeca, Dudu, Ademir da Guia, Ronaldo (Edu), Madurga, Fedato, Nei. Técnico: Oswaldo Brandão

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A Magia dá Adeus

Após a vitória alviverde no clássico contra o Corinthians por 2 a 0, Valdivia sinalizou com a sua saída do Palmeiras. Com uma grande exibição e sendo decisivo nos dois gols palmeirenses, o Mago pode ter feito a sua última partida com a camisa alviverde no Derby de Itaquera.

Em suas duas passagens (2006/08 e 2010 até hoje) pelo clube de Palestra Itália, o chileno viveu uma relação extremamente sentimental e passional. Foi amor e ódio. Foi craque e chinelinho. Foi gênio e displicente. Foi céu e inferno. Foi oito e oitenta. Dividiu opiniões. Não teve meio termo.

Particularmente, me identifico com essa personalidade do nosso meia. Gosto de gente assim. São autênticos em seus gestos ao errar e acertar. Seguem seus impulsos e deixam marcas, negativas e positivas, por onde passam.

Curiosamente, em sua estreia diante do Juventude-RS, pelo Campeonato Brasileiro, em 17 de agosto de 2006, no estádio Palestra Itália, ele entrou no segundo tempo substituindo o ídolo palmeirense Edmundo. O Animal em toda a sua carreira também foi passional e polêmico, tal qual o chileno.

Valdivia é, sem dúvida alguma, o jogador mais irreverente do Palmeiras no século XXI. Foi ele protagonista de momentos que incendiaram os palestrinos: O Chororô, O Chute no vácuo, O “cala a boca” para o Rogério Ceni e, por fim, as Embaixadinhas em Itaquera.

As lesões foram, talvez, o seu maior obstáculo em sua trajetória no Palestra Itália. Algumas consideradas forçadas. Outras de fato abateram o meia e bloquearam todo o seu potencial. Inquestionável, entretanto, é o seu talento, empatia e carisma.

Em nove temporadas com o Palmeiras conquistou apenas dois títulos: Campeonato Paulista (2008) e Copa do Brasil (2012), sendo protagonista em ambos. Poderia ter vencido outros troféus pelo Verdão. Mas nesse período em que defendeu o clube foi quase sempre o talento solitário de equipes com baixo nível técnico.

Valdivia é o segundo maior artilheiro do Palmeiras no Século XXI, com 41 gols marcados, em 241 jogos, entre 2006 a 2015. Abaixo, o desempenho do Mago nos clássicos contra os principais rivais paulistas:

Contra o Corinthians
Jogos: 15
Gols: 1
Vitórias: 5
Empates: 5
Derrotas: 5
*** Expulso em uma partida

Contra o São Paulo
Jogos: 15
Gols: 3
Vitórias: 4
Empates: 4
Derrotas: 7
*** Perdeu uma penalidade máxima

Contra o Santos
Jogos: 10
Gols: 0
Vitórias: 2
Empates: 4
Derrotas: 4

Valdivia, com seus defeitos e qualidades, foi o jogador que mais se identificou com o palmeirense no novo século. É a referência alviverde para toda uma geração de torcedores palestrinos carentes de ídolos e de bons times.

O Mago se despede do Palmeiras para defender o Chile na Copa América. A incerteza de sua volta é o que fica no coração do torcedor. Se o Derby de Itaquera, de fato, representou o adeus definitivo do meia com a torcida palestrina, nos resta apenas a gratidão pelos bons momentos e o desejo de boa sorte em seu novo destino!

vacuo

VALDIVIA CHUTA NO VÁCUO

silencio ceni

VALDIVIA MANDA ROGÉRIO CENI FICAR QUIETINHO

chororo

VALDIVIA FAZ O CHORORÔ

No vídeo abaixo, Valdivia mostra quem é o verdadeiro Rei das Embaixadas nos Derbys, na vitória palmeirense sobre o Corinthians, em plena Arena de Itaquera:

https://www.youtube.com/watch?v=dDZFzaUHzjU

VALEU, MAGO! MUITO OBRIGADO!

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Palmeiras quebra Tabu

O clássico de domingo (31) na Arena Corinthians vencido pelo Palmeiras pelo placar de 2 a 0 sobre o time do Parque São Jorge, com gols de Zé Roberto e Rafael Marques, pelo Campeonato Brasileiro, pôs fim há um tabu de 10 jogos (5 empates e 5 derrotas) sem vitórias do clube alviverde sobre o seu tradicional rival.

Pela quarta vez em toda a história do Derby o Corinthians não conseguiu ultrapassar a marca de 10 jogos sem derrotas para o Palmeiras. A maior sequência do Derby sem derrotas pertence ao Verdão. Foram 12 jogos de invencibilidade palmeirense sobre os alvinegros, entre 4/5/1930 a 5/8/1934, com 11 vitórias e 1 empate. Essa também foi a maior sequência de vitórias dos confrontos.

Relembre como caíram os outros três jejuns palmeirense no Derby:

A primeira sequência alvinegra de 10 jogos invictos sobre o rival alviverde durou de 26/12/1948 a 24/3/1951. O jogo da quebra do tabu palmeirense aconteceu em 8/4/1951, no estádio do Pacaembu. Era a primeira partida da decisão do Torneio Rio-São Paulo. O Palmeiras venceu por 3 a 2.

Liminha abriu o placar para o Palmeiras, aos 4 minutos. Colombo empatou aos 34 minutos. O zagueiro Homero jogou contra as  próprias redes, colocando o Verdão em vantagem aos 42 minutos. No segundo tempo, Jackson empatou novamente aos 3 minutos. Aquiles, aos 20 minutos, marcou o gol da vitória palmeirense, a quebra do tabu e dava o primeiro passo rumo ao título da competição sobre o rival, que aconteceria três dias depois.

O segundo longo jejum palmeirense aconteceu de 6/7/1952 a 21/7/1954. O jogo da quebra do tabu aconteceu em 29/8/1954, na cidade de Barretos, no interior de São Paulo, válida pela Taça Centenário de Barretos. Com um gol de Rodrigues Tatu, aos 28 do segundo tempo, o Verdão quebrou o tabu e garantiu mais uma taça sobre o rival alvinegro.

O terceiro grande tabu do time alviverde foi do dia 22/11/1970 a 4/4/1973.  O jogo da redenção palestrina aconteceu em 26/5/1973, no estádio do Pacaembu, válido pela Taça São Paulo. O Verdão venceu pelo placar de 1 a 0 e quebrou o tabu com um gol de Edu, aos 29 minutos do segundo tempo.

Zé Roberto entra para a história

Com o gol marcado no clássico, o meia palmeirense Zé Roberto entrou para a história do Derby como o jogador mais velho a marcar um gol no tradicional confronto, com 40 anos de idade.

Primeira vez

A derrota para o Palmeiras registrou a primeira derrota do Sport Club Corinthians Paulista em clássicos no seu novo estádio em Itaquera.

Estatísticas

Desde 1915 até hoje, a equipe principal de futebol do Palestra- Palmeiras realizou 5.791 jogos oficiais. A vitória palmeirense diante do Corinthians foi a de número 3.100 na história do clube esmeraldino, que ainda registra 1.416 empates e 1.275 derrotas, com 11.305 gols pró e 6.565 gols contra.

 

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