Esportes

Copa São Paulo de Futebol

O primeiro desafio do futebol palmeirense em 2015 será a tradicional disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Com 46 participações ao longo da história, o alviverde luta por um título inédito em sua história.

Vice-Campeão em 1970 e 2003, o Palmeiras entra na disputa com uma base forte e com boas condições de disputar as primeiras colocações do torneio. As esperanças da torcida palmeirense ficam depositadas nas jovens promessas da equipe sub-17, que se sagrou vice-campeã paulista nessa temporada de 2014, em especial o atacante Gabriel Jesus.

O artilheiro das categorias de base com 37 gols, teve seu vínculo renovado com o Palmeiras e terá a sua prova de fogo sendo o grande líder dessa equipe e a referência ofensiva.

Por duas vezes o alviverde teve o artilheiro da competição: Guina em 1985 e Willian em 2004.

O Palmeiras disputará a primeira fase na cidade de Limeira e faz a sua estreia no dia 5 de janeiro contra a Desportiva Ferroviária do Espírito Santo. Essa é a segunda vez que o Verdão adota como sede a cidade de Limeira. Em 2006, o time alviverde disputou três jogos em terras limeirenses, com uma vitória, um empate e uma derrota.

Os jogos do Verdão no estádio Major Levy Sobrinho são os seguintes:

5/1 21h Palmeiras x Desportiva Ferroviária-ES
8/1 19h Palmeiras x Murici-AL
11/1 16h Palmeiras x Internacional de Limeira-SP

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Confira informações e curiosidades do Palmeiras na história da competição:

Jogos: 178
Vitórias: 89
Empates: 39
Derrotas: 50
Gols Pró: 349
Gols Contra: 205

Maior goleada a favor: 1999 – Palmeiras 8×0 Flamengo-SP, em Guarulhos-SP
Maior goleada sofrida: 1971 – Palmeiras 0x4 Botafogo-RJ, em Pirituba
Jogo com maior número de gols: 1985 – Palmeiras 4×5 Brasil de Pelotas-RS, no Palestra Itália
Jogador que marcou o maior número de gols numa única partida: Willian (2004 – Palmeiras 7×0 São Carlense-SP), Diego Souza (2003 – Palmeiras 7×1 Internacional-SP), Magrão (1994 – Palmeiras 5×1 Sport Recife-PE), Miguel (2011 – Palmeiras 7×0 Mirassol-SP) – todos com 3 gols marcados cada
Decisões por penalidades: Participou de nove decisões com: 3 vitória e 6 derrota
Equipe que mais enfrentou: Grêmio-RS em seis oportunidades
Ano em que disputou mais partidas: 2003, 2004 e 2010 – sete partidas disputadas
Ano em que marcou mais gols: 2003 – 26 gols marcados em 7 jogos disputados
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Centenário em números

No ano do seu primeiro centenário a Sociedade Esportiva Palmeiras demonstrou a sua tradicional força poliesportiva, elevando e dignificando o nome do clube nas mais diversas modalidades.

Confira os principais títulos conquistados pelo alviverde em 2014:

ARCO E FLECHA

Jogos Sul-Americanos de Santiago no Chile (equipe mista)
Campeonato Brasileiro Outdoor (por equipes)

ATLETISMO

5ª corrida Eu Quero a Paz – Piracicaba (atleta – Gilson Miranda)
Circuito Delta Ipiranga (atleta – Gilson Miranda)
Circuito das Estações (atleta – Gilson Miranda)
Prova 24 Horas da Virada Esportiva de São Paulo (atleta – Silvia Vinhal)
Maratona Revezamento Ayrton Senna (atletas – Gilson Miranda e Francisco Carlos da Silva)

BASQUETE

Campeão da Grande São Paulo – sub-12
Campeão Estadual – sub-12
Campeão Estadual – sub-15

BOCHAS

Campeão Paulista Feminino
Campeão Paulista Primavera Feminino

BOXE

Campeão Paulista Juvenil (por equipes)
Campeão Brasileiro Juvenil (atleta – Vinicius Barros – categoria 75kg)
Copa Lisoboxe (por equipes)
Copa dos Campeões (por equipes)

FUTEBOL DE MESA

Campeão Brasileiro (atleta – Jefferson do Amaral Genta)
Taça São Paulo (atleta – Jefferson do Amaral Genta)
Campeão Sul-Americano (atleta – Jefferson do Amaral Genta)

FUTSAL

Campeão Estadual – sub-8
Campeão Metropolitano – sub-16
Taça dos Invictos – sub-8

GINÁSTICA AERÓBICA

Torneio Estadual (por equipes)
Copa São Paulo (por equipes)
Campeão Brasileiro Adulto (trios)

LEVANTAMENTO DE PESO

Copa Paulista Juvenil
Copa Paulista Adulto Feminino
Copa São Paulo Juvenil
Copa São Paulo Adulto Feminino
Campeão Paulista Juvenil
Campeão Paulista Adulto Feminino
Campeão Paulista Adulto Masculino
Torneio Nacional Juvenil
Torneio Nacional Adulto Feminino
Torneio Nacional Adulto Masculino

JUDÔ

Campeão Brasileiro da Região V – Senior Feminino – categoria médio (atleta – Talita Liborio Morais)
Campeão Brasileiro da Região V – Senior Feminino – categoria pesado (atleta – Riva Coelho)
Circuito Pan-Americano – (atleta – Vitor Hugo Carvalho)
Campeonato Pan-Americano – (atleta – Vitor Hugo Carvalho)
Campeão Brasileira – Sub-23 Feminino – categoria médio (atleta – Talita Liborio Morais)

KARATÊ

Campeão Paulista –  (atleta – Jair Davanso – Categoria Master – Kata)
Campeão Paulista – (atleta – Manuela Castellini Galiotte – Categoria mirim: de 6 a 7 anos – Kata)

PATINAÇÃO ARTÍSTICA

Copa Pan-Americana de Clubes (6 medalhas de ouro)
Campeonato Paulista (3 medalhas de ouro)
Torneio Estadual (8 medalhas de ouro)
Campeonato Brasileiro (1 medalha de ouro)
Torneio Nacional (6 medalhas de ouro)
Copa Interamericana (6 medalhas de ouro)

TÊNIS

17 medalhas individuais em torneio oficiais da FPT
Campeão Paulista Interclubes (Terceira Classe Masculino)
Campeão Estadual (Categoria 3 – Feminino)
Campeão Estadual (Categoria 4 – Feminino)

TÊNIS DE MESA

Campeão Brasileiro Feminino (por equipes)
Jogos Abertos do Interior Feminino (por equipes)
Jogos Abertos do Interior Feminino (duplas)

FUTEBOL  – CATEGORIA DE BASE

Campeão I Copa Adalberto Mendes (sub-10)
Vice-Campeão Paulista FPF (sub-11)
Campeão I Copa Adalberto Mendes (sub-12)
Vice-Campeão Paulista FPF (sub-17)
Campeão do Torneio do Qatar (sub-17)
Campeão do Troféu Oberdan Cattani (Veteranos)
Campeão do Troféu Heitor Marcelino (Veteranos)

21 convocações de atletas para as seleções brasileiras de base em 2014

FUTEBOL – PROFISSIONAL

Campeão da Copa Euroamericana (Troféu Julio Botelho)

Jogos: 64
Vitórias: 29
Empates: 9
Derrotas: 26
Gols Pró: 75
Gols Contra: 79
Saldo: -4

Artilheiro da temporada: Henrique – 18 gols marcados
Maior Goleada a favor: Palmeiras 4×1 Atlético Sorocaba-SP – 26/1
Maior Goleada sofrida: Palmeiras 0x6 Goiás-GO – 21/9
Estádio onde mais atuou: Pacaembu – 31 vezes
Atleta que mais atuou: Marcelo Oliveira – 53 jogos
Adversário que mais enfrentou: Atlético-MG – 4 vezes
Técnico que mais comandou: Gilson Kleina – 23 jogos
Partida com maior público: 29/11 – Palmeiras 1×3 Internacional-RS – 41.148 pagantes

Ao fim da temporada 2014, nesses seus 100 anos de história, os números totais do futebol profissional palmeirense apontam o seguinte:

Jogos: 5.761
Vitórias: 3.082
Empates: 1.410
Derrotas: 1.269
Gols pró: 11.254
Gols contra: 6.542

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VIVA A SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS!

Que em 2015 nosso querido alviverde seja ainda mais iluminado e vitorioso!

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Futsal quebra tabu de 27 anos

A equipe de futsal infantil (sub-16) do Palmeiras sagrou-se Campeã Metropolitana 2014, na tarde de sábado (13), ao golear na decisão o Osasco pelo placar de 5 a 0, em partida realizada no Ginásio da Federação Paulista de Futsal, na Penha.

Os gols alviverdes foram marcados por: Matheus dos Reis (3), Matheus Roxo e Luis Gustavo.

O time comandado pelo técnico Valdir de Freitas pôs fim a um tabu de 27 anos sem conquistas de um metropolitano nessa categoria. O Verdão é um dos maiores vencedores e acumula agora 12 troféus do Campeonato Metropolitano Infantil: 1966, 1967, 1968, 1969, 1970, 1974, 1978, 1979, 1980, 1984, 1987 e 2014.

A campanha do Palmeiras no torneio apontou: 18 jogos, 15 vitórias, 1 empate, 2 derrotas 85 gols pró e 18 gols contra. O time palmeirense foi o melhor ataque e a melhor defesa do torneio. Gabriel Victor Mancini, atleta palmeirense, foi o vice-artilheiro do Metropolitano com 16 gols marcados.

Confira todos os jogos do time alviverde:

PALMEIRAS 2 x 0 Banespa
PALMEIRAS 0 x 5 Osasco
PALMEIRAS 5 x 1 Santos
PALMEIRAS 6 x 0 Mercedez Bens
PALMEIRAS 5 x 0 Banespa
PALMEIRAS 7 x 0 Osasco
PALMEIRAS 2 x 0 Mercedez Bens
PALMEIRAS 7 x 2 Santos
PALMEIRAS 7 x 0 AABB
PALMEIRAS 5 x 0 AABB
PALMEIRAS 7 x 1 Banespa
PALMEIRAS 7 x 1 Banespa
PALMEIRAS 5 x 0 Asa Guarulhos
PALMEIRAS 6 x 1 Asa Guarulhos
PALMEIRAS 3 x 4 Portuguesa
PALMEIRAS 5 x 2 Portuguesa
PALMEIRAS 1 x 1 Osasco
PALMEIRAS  5 x 0 Osasco

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Trinca da esperança

A demissão de Omar Feitosa, José Carlos Brunoro e Dorival Jr. na noite dessa segunda-feira (8/12) era um processo natural de um ano trágico na vida palmeirense.

Os dois primeiros, com atraso, pecaram na condução dos rumos do departamento de futebol e ficaram aquém das expectativas. Tiveram dois anos para estruturar um trabalho dentro e fora do campo e se mostraram ineficientes em ambos.

O vestiário conturbado, a ausência nos momentos de crise, a condução – ou falta dela – nas negociações, a formatação do elenco, prioritariamente, foram algumas das falhas cometidas pela dupla Brunoro/Feitosa que os fizeram declinar de seus postos e perder a cada dia o controle da situação.

Dorival Jr., que pegou um rabo de foguete, nunca foi o nome dos sonhos de Nobre e seus pares. Assumiu em cárater emergencial e apesar de todo o seu esforço demonstrou toda a sua fragilidade ao comandar um grande clube.

A ele, pesa o fato de dar autoridade em demasia para o descomprometido Wesley, que passou a exercer liderança negativa sobre o elenco, entrando em rota de colisão com os jogadores argentinos, causando um racha e uma tensão ainda maior num grupo pressionado e fragilizado. Além do fato de demonstrar limitações táticas na reta final da competição, onde conquistou apenas 1 ponto em 18 disputados, o que poderia ter custado um novo descenso ao clube alviverde.

Soma-se a tudo uma conta política que Paulo Nobre começa a pagar. Mustafá Contursi – líder do COF e principal força política para a reeleição presidencial do mandatário – teria pedido a cabeça de quatro elementos que compõem o staff de Nobre: Omar, Brunoro, Dorival e Fernando Mello (assessor do presidente).

Nobre, obediente, cumpriu três delas visando um processo de reformulação. O cargo de Mello, o presidente resiste e tenta demover Mustafá de sua recomendação.

Além da demissão dos membros do departamento de futebol, a expectativa também fica por conta da lista de dispensa dos atletas. O primeiro a se despedir da Academia de Futebol foi o meia Bruno César, que já se despediu dos seus ex-companheiros.

Mesmo que tardio, na avaliação de boa parcela de palmeirenses, as mudanças foram acertadas e sinaliza como um vento de esperança por dias melhores na combalida auto-estima do torcedor que sonha com um time competitivo e digno das tradições esmeraldinas nos próximos anos.

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100 anos em 90 minutos

O clima que antecedeu a partida entre Palmeiras x Atlético-PR  previa uma tragédia na vida palmeirense.  Tensão, desconfiança, acertos, promotor, polícia militar, e tudo mais que o valha para tornar o ar no entorno do estádio Palestra Itália cada vez mais carregado, não bastando a pressão natural que a tabela do Brasileirão friamente apontava para a razão de todos nós alviverdes.

O Palmeiras dependia de si para evitar uma queda para a Série B no ano de seu centenário. O Verdão entraria em campo e jogaria a sua honra. Jogaria a fé de um povo.  Jogaria a sua vida. Mais que isso, em 90 minutos, 100 anos de glórias estaria em jogo.

Como demonstrado nas outras 37 rodadas do torneio, a fragilidade defensiva do Palmeiras – que sofreu 59 gols e foi a pior defesa da competição – aumentou a angústia que tomava parte das mais de 30 mil almas presentes no Palestra e outros milhões espalhados pelo mundo a fora, ao conceder a abertura do placar ao adversário.

Henrique – sempre ele –, com toda a sua limitação, teve a frieza de anotar o pênalti da igualdade, entrando para a história duplamente: pelo gol da redenção e ao ser o primeiro atleta palmeirense a balançar as redes na nova casa esmeraldina.

A comoção e o alívio palestrino, entretanto, veio de fato da Bahia de todos os Santos. Do Santos Futebol Clube, que soube honrar a sua grandeza e segurar dignamente o ímpeto do Vitória – adversário direto do Verdão na briga pela degola – vencendo-o por 1 a 0.

Mais que a permanência na Série A, aos palmeirenses ficam alguns aprendizados e lições, entre os quais:

– O que nos faz ser um grande clube, são grandes times;

– Tradição se faz com títulos e troféus;

– Sem investimentos e qualidade técnica não se vai a lugar nenhum;

– Torcida, estádio moderno e camisa não são garantias de vitórias;

– Respeitar as tradições palestrinas é questão “sine qua non”.

Para 2015, o torcedor esmeraldino espera muito mais do clube do seu coração.  Começando por uma grande reformulação da mentalidade de quem nos norteia, passando por uma zaga decente, um meio campo criativo e um ataque efetivo. É o minímo que essa imortal e consagrada camisa alviverde merece.

Que nossos comandantes tenham a nobreza, dignidade e, acima de tudo, competência de não mais resumir a nossa gloriosa história a toda sorte dos  90 minutos de uma partida de futebol.

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Flashback…

A memória afetiva é uma das jóias mais raras que um ser humano deveria cultivar como um tesouro. É um baú de lembranças que dá sabor e nostalgia a momentos que jamais poderíamos imaginar que teriam alguma importância e que viriam à tona em um certo momento de nossa caminhada.

Palmeiras e Atlético Paranaense, nessas circunstâncias, me remetem a uma partida em especial. Estou com ela grudada a semana inteira na minha mente.

Numa tarde fria de domingo do dia 20 de novembro de 1988, o alviverde recebia o Furacão no estádio Palestra Itália, pelo Campeonato Brasileiro.  O contexto era bem parecido com o atual. O Verdão beirando a zona de rebaixamento  e os paranaenses no meio da tabela.

O Palmeiras, timidamente, reagia na competição após empate em 1 a 1 e vitória nos penais – o regulamento do torneio previa que em caso de empate um ponto extra era disputado nas penalidades – diante do Flamengo, no Maracanã, onde o goleiro Zetti quebrou a perna numa dividida de bola e o centroavante Gaúcho assumiu a meta, sendo decisivo ao pegar as penalidades dos cariocas e garantindo o ponto extra ao Palmeiras.

Diante do Atlético-PR, a esperança alviverde que – por coincidência – não vencia há cinco jogos, era a estreia oficial do goleiro Ivan Izzo.  Nada mais havia de atrativo para aquela agonizante partida, além da paixão clubística.

Como já era rotina, no auge dos meus 9 anos de idade, fui de mãos dadas com meu querido e saudoso pai Francisco Galuppo para o Palestra ver o nosso Verdão se livrar de vez do fantasma do rebaixamento, que mesmo faltando oito rodadas para o final da competição, já rondava vivamente as alamedas do Jardim Suspenso.

Chegando em nosso estádio, o velho placar atrás do gol da curva do Palestra Itália anunciava a nada empolgante formação do alviverde aos pouco mais de 10 mil presentes da seguinte maneira: Ivan Izzo (G), Zanata, Toninho Cecilio, Murillo, Felix, Gerson Caçapa, Silvio, Bandeira, Tato, Gaúcho, Mauro. Técnico: Ênio Andrade. Durante a partida entraram ainda Amauri  e Ditinho Souza. Um time equivalente ao dos tempos atuais.

O Palmeiras, como sempre, começou pressionando, e parecia que ganharia fácil. Os primeiros 10 minutos foi um massacre. Mas a falta de qualidade técnica fez com que a partida fosse para o intervalo empatada em 0 a 0. Tato, aos 21min do segundo tempo abriu o placar para o alviverde. Mas a alegria durou pouco mais de dez minutos. Em uma bobeada da defesa, aos 34 min, num bate rebate na área palestrina, surgiu o empate dos paranaenses, levando o jogo para os pênaltis.

Silvio e Bandeira erraram as suas cobranças. O Furacão foi mais eficiente e ficou com o ponto extra. A torcida saiu frustrada e apontando o ponta-esquerda Mauro e o volante Bandeira como vilões. A reação palestrina não veio. Mas, por “mérito” dos adversários, os palmeirenses se livraram da degola e os quatro rebaixados naquela ocasião foram: Bangu-RJ, América-RJ, Santa Cruz-PE e Criciúma-SC.

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Quando futebol é um detalhe

Mala branca, mala preta, promotor, stjd, segurança, bares, violência, teorias conspiratórias e outras aberrações. Tudo isso, dentro de um outro contexto, faria sentido. Menos no futebol. Essa semana lendo, assistindo e ouvindo a mídia esportiva o espectador mais atento percebe que o assunto futebol – puramente – ocupou pouco mais de 10% de todo o conteúdo dos noticiários.

Declarações absurdas, auto-promoção, gente em busca de holofotes e desvio de foco  revelam que a mentalidade esportiva do Brasil está cada vez mais atrofiada e pequena. Não é a toa que os resultados esportivos de nossos clubes e de nossa seleção seguem pífios, afinal, cada vez menos o esporte tem seu espaço ocupado por gente preparada e que entende do riscado.

Em plena reta final do principal campeonato nacional, sabemos menos das qualidades  reais das equipes, dos nomes dos atletas, das possibilidades de cada um, dos esquemas táticos mais adequados, dos astros que podem dedicidir positiva e negativamente, do desgaste de uma temporada extenuante, dos projetos para o futuro das equipes e das competições, das grandes revelações, dos grandes fracassos.

Enfim, tudo foi dito, menos do sacrossanto mundo da bola. Hoje, o nome de um promotor está mais em evidência que o camisa 9 do time de coração. Ao invés de se preocupar com o adversário no campo de jogo, todos estão angustiados por saber se irá surgir alguma liminar ou grande golpe de bastidor que mude o destino dos fatos.

O colarinho branco dá lugar ao suor da camisa. A caneta pesa mais que a chuteira. A lama  passa a não ser mais uma consequência de um fator climático. A honra ao mérito se torna um cifrão na conta bancária. A paixão do torcedor uma megasena acumulada. E o futebol segue sendo apenas um detalhe.

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