Esportes

Palmeiras na Olímpiada

Foi realizada a convocação da Seleção Olímpica Brasileira de Futebol na manhã de quarta-feira (29) para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Entre os convocados, dois atletas da Sociedade Esportiva Palmeiras estão nessa relação: o goleiro Fernando Prass e o atacante Gabriel Jesus.

O Brasil luta pela inédita medalha de ouro na competição. Quatro atletas do Palmeiras em 1996 conquistaram a medalha de bronze pela seleção brasileira em Atlanta, nos Estados Unidos: Flávio Conceição, Amaral, Rivaldo e Luizão.

Confira a relação dos futebolistas alviverdes que representaram o Brasil nas Olímpiadas ao longo da história:

Roma 1960 – Paulinho Ferreira
Roma 1960 – Waldyr
Roma 1960 – Gil
Roma 1960 – Ivan
Toquio 1964 – Caravetti
Cidade do México 1968 – Jorge
Cidade do México 1968 – Moreno
Cidade do México 1968 – China
Cidade do México 1968 – Raul Marcel (G)
Munique 1972 – Celso
Montreal 1976 – Rosemiro
Atlanta 1996 – Flávio Conceição (medalha de bronze)
Atlanta 1996 – Amaral (medalha de bronze)
Atlanta 1996 – Rivaldo (medalha de bronze)
Atlanta 1996 – Luizão (medalha de bronze)
Sidney 2000 – Alex
Rio de Janeiro 2016 – Gabriel Jesus
Rio de Janeiro 2016 – Fernando Prass

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FORZA VERDÃO!!!

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Esportes, Italianidade

Gol ítalo-brasileiro na Euro

O gol marcado pelo atacante Eder contra a Suécia pela  segunda rodada da Eurocopa que garantiu a vitória da seleção italiana por 1 a 0, em Toulouse, na França, nessa quinta-feira (17), além de classificar a Azzurra para as oitavas de final da competição, tem um peso histórico.

O catarinense nascido na cidade de Lauro Muller tornou-se o primeiro ítalo-brasileiro a fazer um gol na fase final do torneio defendendo a seleção da Itália.

Angelo Benedicto Sormani, ítalo-brasileiro que defendeu a Azzurra nos anos 60, fez um gol na fase de qualificação da Eurocopa de 1964, na vitória diante da Turquia por 1 a 0, em 27 de março de 1963, em Istanbul.

Mais recentemente, seu compatriota e companheiro de seleção, Thiago Motta marcou um gol em 2011 na vitória diante da Eslovênia, na fase de qualificação da Eurocopa de 2012.

O jogador, que atualmente defende a Internazionale de Milão, estreou pela seleção italiana em 28 de março de 2015, diante da Bulgaria, no empate de 2 a 2, na fase de qualificação da Euro. Na ocasião, foi o autor do gol que decretou a igualdade no placar.

Éder Citadin Martins construiu toda a sua carreira como jogador profisional no futebol italiano com passagens pelo Empoli, Frosinone, Brescia, Cesena e Sampdoria. Pela Squadra Azzurra, o atacante atuou em 12 partidas e marcou três gols.

Na próxima quarta-feira (22), a Itália encara a Irlanda em seu último compromisso pela primeira fase da competição, na cidade de Lille.

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Derby da liderança

Pela primeira vez na era dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro (2003 em diante) Palmeiras e Corinthians fazem um clássico onde o confronto direto pode representar a liderança da competição, nesse domingo (12), no estádio Palestra Itália.

O time do Parque São Jorge está na ponta. Um empate ou uma vitória mantém o alvinegro nessa condição. Para o time palestrino, só a vitória interessa para que ele alcance a primeira colocação. Ambos torcem por tropeços dos gaúchos Internacional e Grêmio, que também podem assumir a dianteira.

Além de toda a mística e tensão natural que envolvem essas duas camisas, esse grande clássico fica ainda mais potencializado devido a data da partida. Ela remete a um dos Derbys mais marcantes da vida palmeirense: 12 de junho de 1993.

Mais que a celebração dos namorados, foi nesse dia mágico que os alviverdes renovaram a paixão pelo seu amor maior. A conquista histórica do Campeonato Paulista naquele ano pelo placar de 4 a 0 em cima do maior rival fez toda uma geração de palmeirenses soltar o grito de campeão da garganta pela primeira vez. Momento eterno. Momento inesquecível. Momento insuperável.

O fato de jogar em casa, onde conquistou 100% dos pontos disputados nesse Brasileirão até aqui, e a lembrança de um dos feitos mais marcantes de sua história, fazem com que o palestrino esteja otimista para o grande confronto.

Além disso, para os alviverdes o Derby tem outros aspectos especiais. A última vitória palestrina em seu estádio diante do rival aconteceu em 4 de abril de 1970, partida válida pela Taça São Paulo, pelo placar de 3 a 1, com três gols de César Maluco para o Palmeiras.

De lá para cá, houve mais cinco jogos no local, com uma vitória alvinegra e quatro empates. Desde a reforma do Palestra Itália e sua reabertura em 2014 foram duas partidas sem que o Verdão alcançasse a vitória perante o seu torcedor.

Se por um lado o Verdão tem a chance de quebrar esse incômodo tabu, ele também luta para manter o jejum de quatro jogos sem perder para o time do Parque São Jorge. Desde 19 de abril de 2015, semifinal do Campeonato Paulista, onde o Verdão eliminou o alvinegro em pleno Itaquerão, o Palmeiras permanece invicto contra o Timão. Foram quatro jogos, com duas vitórias palmeirenses e dois empates.

Por tudo isso, e por si só, o clássico do final de semana terá tudo para ser mais um grande jogo na vida de uma das maiores rivalidades do futebol mundial.

Confira os números gerais do Derby ao longo dos tempos:

Jogos: 359
Vitórias Palmeiras: 127
Empates: 110
Vitórias Corinthians: 122
*** Inclui os jogos do Torneio Início do Campeonato Paulista

Maior Goleada a favor do Palmeiras: 05/11/1933 Palestra 8 x 0 Corinthians – Campeonato Paulista / Rio São Paulo

Maior Goleada a favor do Corinthians: 01/08/1982 Palmeiras 1 x 5 Corinthians – Campeonato Paulista e Taça Derby; 27/08/1952 Palmeiras 1 x 5 Corinthians – Taça Cidade de São Paulo

Quem mais jogou o Derby: Ademir da Guia – 57 jogos

Quem mais marcou gols pelo Palmeiras no clássico: Heitor – 15 gols marcados

Derbys no estádio Palestra Itália: 43 jogos
Vitórias Palmeiras: 22
Empates: 9
Vitórias Corinthians: 12

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Nada aprendemos

Desde 1995, mais precisamente desde a batalha do Pacaembu, a questão da violência nos estádios de futebol é tratada pelas autoridades constituídas e pesquisadores com maior destaque. Diversas versões e pontos de vistas ainda são debatidos para compreender melhor as motivações dos fatos e encontrar um caminho.

Mais de 20 anos se passaram sobre esse episódio e a resposta encontrada pela Segurança Pública para coibir esse fenômeno é simplista: o fim das torcidas organizadas. Foi assim com Capez, prossegue com Castilho, como demonstrado em entrevista concedida no programa Bate-Bola, da Espn Brasil, dessa terça (31).

O atual promotor evoca um apelo da “sociedade” para acabar com as organizadas. Prega a torcida única nos estádios como um modelo ideal. Diz que custo e logística para cuidar de  torcidas são inviáveis para o Estado. Afirma que dirigentes são reféns das torcidas. Entre outros argumentos.

Talvez o promotor não tenha lido os jornais recentemente. Ou se esqueceu do fato de dois presidentes de clubes importantes da capital paulista (São Paulo e Corinthians) afirmarem categoricamente manter relações estreitas com torcidas organizadas. Leco e Andrade não pareceram nada reféns em suas afirmações quando trataram do assunto. Pelo contrário. Talvez pelo fato de que as organizadas sempre foram alimentadas e financiadas por cartolas. Há um erro histórico na fala do promotor, portanto.

Quando ele afirma que a “sociedade” quer o fim das organizadas, lembro que essa mesma “sociedade” quer o fim da corrupção no país, por exemplo, e nem por isso prega o fim do Congresso, que se demonstrou um antro de promiscuidade sem fim.

Puna-se indivíduos e não instituições quando se há um delito. Acho que isso é uma premissa básica. Não precisa ser um grande jurista para ter essa percepção – vide o didatismo contido na Operação Lava Jato.

Com as torcidas organizadas, o processo encontrado pelas autoridades tem sido o inverso. Acredito que por essas serem instituições de caráter popular.

As afirmações de Castilho demonstram que o Estado não está preparado para lidar com os eventos de massa, em especial o futebol. Resume essas manifestações a custos de cavalaria, bombas de gás e destacamento de contingente policial. Como se esses gastos já não estivessem contemplados nos borderôs dos grandes jogos que movimentam milhões e que revertem percentual para os gastos com segurança.

Está mais do que constatado em diversas pesquisas que as brigas, as confusões e os ilícitos estão hoje fora dos estádios, o que não justifica em hipótese alguma a tese apresentada de torcida única dentro deles.

Castilho diz que torcida única aumenta o público presente nos estádios.  Na experiência realizada no clássico entre São Paulo e Palmeiras no Morumbi, no último final de semana, nada aponta para essa perspectiva. Afinal, pouco mais de 20 mil pessoas estiveram presentes, num local com no minímo o triplo da capacidade atingida.

Não compreender que torcida é uma identidade cultural de um determinado segmento e simplificá-la como um bando de vagabundos e marginais, como crê o promotor, é dar continuidade a mais 20 anos de atraso.

Dissociar as torcidas de uma realidade social é miopia aguda. Vivemos numa sociedade intolerante sob todos os aspectos. Somos um dos países que mais mata, estupra e fere direitos civis por minuto. E isso se reflete também nas microorganizações.

Borrachada e canetada não constroem uma atmosfera melhor. Pode ser um paliativo repressor, mas não ataca a causa e extingue o problema. Drogas, lavagem de dinheiro, má educação, entre outras mazelas, arruínam toda a nossa nação e não apenas o meio do futebol e seus agentes.

Mas pode haver uma motivação que ainda está oculta por trás de tudo isso e a que ainda não nos atentamos. Talvez tudo isso não passe apenas de pirotecnia, mais uma vez, para interesses pessoais. Ou então para que se acelere ainda mais o processo de elitização em curso no nosso futebol, com o objetivo de eliminar o “elemento estranho” ao novo universo do esporte-bretão, com ações higienistas disfarçadas de discursos populistas.

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