Esportes

BIBLIOFUT: A LITERATURA DO FUTEBOL BRASILEIRO

O livro é o resultado de estudos e pesquisas de um bibliófilo e um bibliotecário sobre obras publicadas com o tema futebol. A obra se divide em duas partes:

A primeira UM RELATO DA LITERATURA DO FUTEBOL BRASILEIRO buscou indicar os livros que tratam do ludopédio, divididos em cinco fases históricas adotadas, e devam ser conhecidos segundo a visão de um dos autores Domingos D’Angelo.

A segunda BIBLIOGRAFIA BRASILEIRA DE FUTEBOL é o resultado de uma ampla pesquisa de Ademir Takara que relaciona 4.570 livros publicados no Brasil sobre futebol, de acordo com uma classificação segundo o seu conteúdo e as normas da biblioteconomia.

A obra é fruto de um trabalho de dois pesquisadores e tem objetivo permitir que outros pesquisadores, acadêmicos ou não, possam aprofundar a leitura ou identificar alguma publicação para suas pesquisas.

No prefácio do livro o jornalista Mauricio Stycer afirma: “Pesquisadores interessados em futebol vão encontrar neste livro um mapa do tesouro para as mais variadas investigações. Editores atentos vão perceber que seu Domingos e Ademir estão colocando à disposição uma verdadeira mina de ouro, com sugestões de reedições de obras hoje esquecidas ou menos valorizadas do que mereceriam.”

Serviços

12h30/13h15. Bate-papo e sessão de autógrafos com Domingos Antonio D’Angelo Jr. e Ademir Takara, autores do livro “Bibliofut: a literatura do futebol brasileiro” (Jundiaí: In House, 2019). O livro —fruto do trabalho de dois pesquisadores que amam o futebol e resolveram compartilhar suas paixões pelo esporte bretão e pelos livros— estará à venda no local pelo preço de R$ 50,00. Domingos é consultor de relações do trabalho, bibliófilo —dono de uma ampla biblioteca com livros sobre futebol— e um dos fundadores do Memofut. Ademir é bacharel em Biblioteconomia e História pela Universidade de São Paulo (USP) e bibliotecário do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) do Museu do Futebol.

Dia: 14/09 (sábado), às 12:30 horas
(114ª Reunião do Memofut – Grupo Literatura e Memória do Futebol)
MUSEU DO FUTEBOL – Auditório Armando Nogueira
(Estádio do Pacaembu, Praça Charles Miller)
Estacionamento com Zona Azul.

Convite lançamento BIBLIOFUT

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Esportes

Fratello è verde

Luiz Antônio Venker Menezes, ou simplesmente Mano Menezes, é o novo técnico da Sociedade Esportiva Palmeiras para a sequência da temporada 2019, em substituição a Luiz Felipe Scolari.

Treinador da seleção brasileira entre 2010 e 2012, o novo comandante esmeraldino possui as seguintes conquistas em seu currículo: Campeão Gaúcho (2002/06/07), Campeão Paulista (2009), Campeão Mineiro (2018/19) e Campeão da Copa do Brasil (2009/17/18).

A chegada de um treinador que teve passagem pelo maior rival alviverde não é novidade na vida palmeirense, bem como com passagem pela seleção brasileira. Ele será o décimo sexto comandante palestrino a ter servido o selecionado nacional e o trigésimo terceiro profissional com passagem pelo time do Parque São Jorge a vestir o manto verde e branco.

Confira os técnicos que trabalharam no Palestra/Palmeiras que atuaram como técnico ou jogador no maior rival:

Bianco Spartaco Gambini – 1921, 1922, 1923 e 1930/1931
Amilcar Barbuy – 1924 a 1925 e 1929
Joaquim Almeida (Bororó) – 1927 a 1928
Arturo Fabbi – 1937
Armando Del Debbio – 1942 a 1944 e 1945
Oswaldo Brandão – 1945 a 1946 e 1947 a 1948 e 1958 a 1960 e 1971 a 1975 e 1980
Jim Lopes – 1950
Aymoré Moreira – 1954 a 1955 e 1956 a 1957 e 1967
Armando Renganeschi – 1961
Silvio Pirillo – 1963 a 1964
Mario Travaglini – 1964 a 1968 e 1971 e 1984 a 1985
Filpo Nunez – 1964 a 1965 e 1968 a 1969 e 1978 a 1979
Fleitas Solich – 1966
Rubens Minelli – 1969 a 1971 e 1982 a 1983 e 1987 a 1988
Helio Maffia – 1972 a 1974
Dino Sani – 1975 a 1976
Jorge Viera – 1977 a 1978 e 1981
Carlos Alberto Silva – 1984 e 1995
Enio Andrade – 1988
Emerson Leão – 1989 e  2005 a 2006
Jair Pereira – 1990
Paulo Cesar Carpegiani – 1991
Nelsinho Baptista – 1991 a 1992
Vanderlei Luxemburgo – 1993 a 1994 e 1995 a 1996 e 2002 e 2008 a 2009
Valdir Espinosa – 1995
Jair Picerni – 2003 a 2004 e 2006
Wilson Coimbra – 2004 e 2005
Candinho – 2005
Tite – 2006
Antonio Carlos Zago – 2010
Jorge Parraga – 2010
Oswaldo de Oliveira – 2015
Mano Menezes – 2019

Confira os técnicos que trabalharam no Palestra/Palmeiras com passagem pela seleção brasileira:

Ramon Platero – 1925
Silvio Lagreca – 1940
Aymoré Moreira – 1953/1961 a 1963/1967 a 1968
Osvaldo Brandão – 1955/1956/1957/1975 a 1977
Silvio Pirillo – 1957
Filpo Nunez – 1965
Mario Travaglini – 1976
Telê Santana – 1980 a 1982/1985 a 1986
Carlos Alberto Silva – 1987 a 1988
Vanderlei Luxemburgo -1998 a 2000
Candinho – 1999 a 2000
Pedro Santilli – 2000
Emerson Leão – 2001
Luiz Felipe Scolari – 2001 a 2002/2013 e 2014
Mano Menezes – 2010 a 2012
Tite – 2016 até os dias atuais

mano menezes
FORZA VERDÃO!!!

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Esportes

Obrigado, Scolari!

Hoje São Paulo amanheceu cinzenta, assim como no dia 4 de agosto de 2018. Naquela manhã era dia de novo técnico na Sociedade Esportiva Palmeiras. Retornava ao alviverde Luiz Felipe Scolari para nos conduzir ao Deca campeonato nacional. Foi um momento mágico! Um tremendo orgulho para toda a nossa apaixonada coletividade.

Felipão deixa o Verdão na noite de segunda-feira (2). Termina mais um ciclo vitorioso ainda maior e idolatrado como quando chegou há um ano atrás. Tornou a Sala de Troféus palestrina ainda mais rica. Quebrou novos recordes defendendo as nossas cores. Felipão tem a alma palestrina e o respeito profundo por tudo que construiu em nossa amada sociedade esportiva.

Vice-campeão Brasileiro em 1997, campeão da Copa do Brasil e a da Copa Sul-Americana Mercosul em 1998, campeão da Copa Libertadores da América de 1999, vice-campeão paulista, vice-campeão da Copa Sul-Americana Mercosul e vice-campeão mundial interclubes em 1999, campeão do Torneio Rio São Paulo, da Copa dos Campeões e vice-campeão da Libertadores em 2000, campeão da Copa do Brasil em 2012 e campeão brasileiro em 2018.

Único técnico a treinar o Palmeiras em 4 Libertadores. O que mais venceu na competição continental pelo alviverde com 24 triunfos. Único que chegou em duas finais (1999 e 2000). Único a vencer um título continental em 1999. Além de duas inesquecíveis e eternas eliminações sobre o nosso maior rival na competição continental.

Ele é o técnico que mais vezes comandou o alviverde na história do Campeonato Brasileiro com 209 partidas. Em 2018/19 registrou a inigualável marca de 33 partidas invictas na competição nacional. Um recorde absoluto na história palestrina.

Ele é o segundo técnico que mais treinou o Verdão em sua história, com 485 jogos, atrás apenas de Oswaldo Brandão. Foram 238 vitórias sob o seu comando!

Felipão revolucionou o jeito do Palmeiras jogar. Acostumado com o estilo acadêmico e cadenciado das Academias ou com o futebol espetáculo dos anos 90, Luiz Felipe Scolari implementou o futebol por resultados no Palestra. O Scolarismo é tão nosso, quanto o brilhantismo das Academias.

Obrigado Felipão! Temos enorme gratidão por tudo! O Palestra e os palestrinos te amam!

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Esportes

Levantar a cabeça

Frustração. Decepção. Ressentimento. Raiva. Ou qualquer outro sentimento que o valha é justo e compreensível nesse momento entre nós palmeirenses para expressar um dissabor. O torcedor tem sempre razão e acima de tudo paixão. Cada um sente e se manifesta por uma perda a sua maneira. A todos os palestrinos meu respeito profundo e um pedido de desculpas por uma eliminação dolorida.

Desde o fim da fatídica noite da última terça-feira no estádio municipal muito ouvi, li e observei atento e calado, buscando um melhor entendimento. Somente agora me sinto em condições razoáveis para me expressar sobre o atual momento.

Muitas soluções sendo apontadas. Muitas teorias sendo levantadas sobre o fracasso da desclassificação e da temporada, até aqui. Muita agitação de toda ordem e partindo de todas as frentes. Algumas com consciência e razoabilidade. Outras odiosas e oportunistas.

Vozes que não tem nenhuma relação com o Palmeiras se levantam e bradam a pleno pulmões: “O Palmeiras é Soberbo”, “O Palmeiras joga feio”, “O Palmeiras é Arrogante”, “O Palmeiras é antipático”. Fazem enquete para induzir o ódio ao Verde. Tentam de todas as formas colar tendências ideológicas a um clube laico e plural. Tratam o clube esmeraldino com caricatura e falta de respeito. Como se tudo o que fazemos é pífio e quem defende essas cores são uns completos idiotas e ignorantes.

Quase sempre esses mesmos que verbalizam contra o Palmeiras na derrota são aqueles que na vitória afirmam: “Esquema não sei o quê”, “Fair Play Financeiro”, “Campeão por Fax”, “Ultrapassado”, entre outros menosprezos, afim de diminuir as nossas glórias e conquistas.

Esses “formadores de opinião”, em sua maioria são ex-jogadores de rivais, que lutaram contra nós dentro do campo toda vida, que possuem referências outras que não são as nossas, que desconhecem a nossa essência, que tem empatia com outros valores.

De todas as manifestações de ex-jogadores que li e ouvi, fico com a mais pura e verdadeira. De alguém que de fato deve ser ouvido e nos representa como nenhum outro jamais fez. Ademir da Guia, o maior de todos de nossa história, em sua conta oficial de twitter, escreveu:

“A dor é passageira, mas o orgulho de torcer para o Palmeiras é eterno. Domingo vocês têm uma nova oportunidade de dar a volta por cima. Nos encham de orgulho novamente!”. Estou sempre com você, Divino. E faço minhas as suas palavras!

Somos todos nós que vestimos verde que temos a capacidade de reverter esse estado de espírito em que nos colocamos. Foi assim no passado, quando enfrentamos juntos um longo jejum de títulos. Quando resgatamos o Verdão de seus dois descensos. Quando sobrevivemos a Guerra. Será assim pela eternidade. Por entre gerações, o nosso processo constante de renascimento. Temos uma longa jornada pela frente. A começar pelo duelo no Maracanã, no Rio de Janeiro, domingo, contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro.

A hora é de levantar a cabeça e mostrar que de fato é campeão!

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FORZA VERDÃO!!!

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Italianidade

Paulistinha, sim senhor!

O palmeirense tem sido tachado por alguns setores da crônica esportiva e também por dirigentes do futebol paulista como um clube “chorão”, justamente pelo fato dos esmeraldinos lutarem por aquilo que julgam ser o caminho mais correto. Um comportamento, no mínimo, infantilizado de quem tenta diminuir os reclames palestrinos e não aceita ser contestado, adotando um discurso subserviente.

De 2018 para cá, a má vontade (quero ainda não acreditar em má fé) e os sucessivos erros contra a Sociedade Esportiva Palmeiras protagonizados pela FPF são notórios, gerando um estado de espírito litigioso entre as partes.

Na história centenária Palestrina, o clube alviverde já protagonizou duas grandes cisões com a entidade máxima do futebol paulista, afastando-se das competições estaduais, por não concordar com a forma desrespeitosa que fora tratado.

A primeira delas aconteceu em 1918. Tendo início o Campeonato Paulista, o Palestra, com pouco mais de três anos de vida, já era apontado como uma potência do futebol paulista, dono de uma popularidade enorme e candidato a conquista do título.

Apesar de alguns tropeços diante da A.A. das Palmeiras e da A.A. São Bento, a equipe brigava pelas primeiras colocações. Foi quando no dia 30 de junho, no jogo entre Palestra Italia e Clube Atlético Paulistano, devido aos inúmeros erros cometidos pelo juiz da partida em favor do Paulistano, entre outras provocações feitas por dirigentes deste clube dias antes da partida nos veículos de imprensa, jogadores e torcedores alviverdes envolveram-se na maior briga já vista, até então, no esporte paulista.

As arquibancadas do estádio do Jardim América, sede do Paulistano, clube aristocrata onde se concentrava a burguesia da cidade, foram completamente destruídas pelos palestrinos. O árbitro apanhou feito gente grande. A guarda montada precisou intervir. Foi um verdadeiro caos!

Era o orgulho do Palestra que tinha sido ferido. Segmentos da imprensa e o próprio Paulistano haviam tocado na essência italiana daqueles imigrantes que viam no Palestra um elo que os uniam a sua terra natal, a Itália.

Provocações de todos os tipos contra os torcedores e jogadores palestrinos, a fim de desestabilizá-los foi o motivo maior que gerou um estado pleno de revolta, culminando com o mau resultado no campo de jogo, tornando uma simples partida, numa questão de vida ou morte para a coletividade palestrina.

Assim sendo, no dia 3 de julho de 1918, a gente palestrina, após uma histórica assembleia geral, que reuniu mais de 800 associados, decidiu o desligamento do Palestra Italia da APSA (Associação Paulista de Sports Atléticos), por unanimidade de votos, e automaticamente a criação de uma nova liga.

Surgia a Federação Olímpica Paulista – F.O.P. Formava-se, assim, a mais nova cisão no futebol paulista, composta pelas seguintes equipes: Palestra Italia, América-SP, Americano-SP, Campos Elyseos, Touring Club Paulistano e Luzitano.

Eis a transcrição da decisão palestrina veiculada nos jornais da época no dia 4 de julho de 1918, sob o título, “O Palestra desliga-se da APSA”:

“De acordo com a assembléia geral realizada no dia 03/07/1918, a Societa Sportiva Palestra Italia, por unanimidade de votos – o que representou mais de 800 votos – decidiu o desligamento dessa sociedade da APSA.

Os motivos dessa resolução são bastante conhecidos em São Paulo e devem-se aos deploráveis incidentes ocorridos no Jardim América em 30/06/1918.

Na mesma reunião foi aventada a idéia de construir um campo próprio, sendo aberta então uma subscrição entre os sócios presentes que imediatamente logrou o saldo de 60 contos de réis”.

Imaginava-se, aquela altura, um enfraquecimento do Palestra com a sua saída da APSA, entretanto, ocorreu justamente o contrário. O Palestra continuou forte, vencedor, deu início ao projeto de compra de sua praça esportiva, enquanto a APSA perdia um dos seus mais rentáveis integrantes.

A volta para a competição estadual veio no ano seguinte, após inúmeras reuniões conciliatórias, bem como a intervenção do presidente da Associação do Chronistas Sporitvos do Estado de São Paulo, Sr. Olival Costa.

Nova cisão em 1924

Uma vez mais, como em 1918, o Palestra Italia sacrificou-se tecnicamente, tomando a decisão de abandonar o campeonato oficial da APSA, a fim de que prevalecesse o respeito que lhe era devido, bem como a honra e dignidade da família palestrina.

A entidade maior do futebol passava por uma reforma nas suas leis esportivas e disciplinares a pedido do Paulistano e apoiado pela maioria dos clubes filiados, inclusive pelo próprio clube de Parque Antártica.

Logo após a primeira partida da equipe no certame local contra o Paulistano, no dia 21 de abril de 1924, Nigro e Cassarini, atletas alvi-esmeraldinos, foram os primeiros alvos de tais reformas, sendo ambos acusados de praticarem jogo violento e de modo arbitrário suspensos por três jogos pela comissão de sindicância da Associação. O clube alviverde, a contragosto, recorreu a decisão, mas de nada adiantou.

A gota d’agua, no entanto, estava reservada para o dia 3 de maio de 1924. No tumultuado jogo contra o Braz Atlhetico, o Palestra, já desfalcado destes importantes jogadores, além de Picagli que fora suspenso pela APSA no final da temporada anterior, participou de uma grande confusão dentro de campo. Primo, goleiro alviverde, brigou com atletas da equipe adversária, Heitor sofreu uma grave contusão, devido à violência dos adversários, o juiz da partida abandonou o campo tendo que ser substituído, enfim houve de tudo, menos futebol.

No dia seguinte a partida, a decisão da APSA foi ágil e severa contra o Palestra, suspendendo Primo e Heitor, imediatamente. A diretoria palestrina reuniu-se e decidiu, por unanimidade, abandonar a competição citadina, deixando clara a sua posição de descontentamento com os modos como o clube vinha sendo tratado pela entidade que controlava o futebol paulista.

O clube ficou disputando amistosos durante todo o ano de 1924, retornando para as disputas oficiais no ano seguinte, após disputa de um jogo eliminatório contra o campeão da segunda divisão do Campeonato Paulista.

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Esportes

Palmeiras e o VAR

A história recente do Palmeiras com o árbitro assistente de vídeo (VAR – Video Assistant Referee) já se constitui como uma das páginas efervescentes no futebol brasileiro.  O alviverde é um dos clubes brasileiros que mais batalhou pela introdução oficial dessa nova tecnologia nas competições. Entretanto, são os palestrinos que tem protagonizado os principais episódios desse novo método.

Confira uma breve cronologia do VAR na vida esportiva palmeirense:

Palmeiras x Corinthians – Campeonato Paulista 2018

O Palmeiras divulgou no dia 10 de abril um vídeo que comprova “de maneira inequívoca e irrefutável” que houve interferência externa na final do estadual contra o maior rival, no estádio Palestra Italia, dois dias antes.

Segundo o clube, pelas imagens feitas com câmeras de segurança uma pessoa que seria da FPF (Federação Paulista de Futebol), o diretor de arbitragem Dionísio Roberto Domingos, se aproxima de um dos bandeiras da partida para passar um recado.

De acordo ainda com o Palmeiras, as imagens mostram que houve violação das normas internacionais e do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). Pelas regras, ninguém pode se comunicar com os membros da arbitragem.

Recentemente, em 2019, um caso parecido envolvendo as equipes de Ponte Preta e Aparecidense, em jogo válido pela Copa do Brasil, foi anulado pelo STJD, que determinou a realização de uma nova partida. O caso palmeirense foi arquivado.

Essa foi a primeira vez que o VAR (mesmo que extraoficialmente) foi utilizado no futebol brasileiro. Um ano depois, o recurso foi oficializado pela Federação Paulista de Futebol na fase final do Campeonato Paulista A-1.

Palmeiras x Bahia – Copa do Brasil 2018

Em 2 de agosto de 2018 o VAR virou uma realidade no futebol brasileiro. Depois de Anderson Daronco marcar pênalti de Gregore em Artur, em lance da partida entre Bahia e Palmeiras, e expulsar o volante do Bahia, o árbitro voltou atrás na marcação e anulou o cartão vermelho.

Foi a primeira vez na história da Copa do Brasil que o VAR ajudou o árbitro a alterar uma decisão tomada no campo.

Depois de seis minutos de análise e discussão do lance com Leandro Vuaden, escalado como árbitro de vídeo, Daronco substituiu a advertência para amarelo.

Minutos depois, o VAR entrou em ação mais uma vez após cotovelada de Deyverson em Mena. Daronco pediu calma aos jogadores para ouvir o que o árbitro de vídeo tinha a dizer e, na sequência, deu cartão vermelho ao atacante do Palmeiras, que deixou o campo chorando.

Palmeiras x Cruzeiro – Copa do Brasil 2018

Em 12 de setembro de 2018 o Palmeiras fez reclamações em relação à derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro pelo duelo de ida das semifinais da Copa do Brasil no estádio Palestra Italia. Tudo por um gol anulado já aos 52 minutos do segundo tempo.

No lance, Fábio saiu mal do gol e dividiu a bola com o cruzeirense Léo e com o palmeirense Edu Dracena. O juiz Wagner Reway marcou falta, mas, enquanto apitava, viu Antônio Carlos chutar para o gol vazio e empatar a partida. O Palmeiras pediu que o árbitro revisse o lance pelo VAR, mas ele mandou a partida continuar.

Palmeiras x Boca Juniors – Copa Libertadores da América 2018

Em 31 de outubro a atuação do árbitro de vídeo roubou a cena no primeiro tempo do jogo entre Palmeiras e Boca Juniors, na arena do Verdão, pelas semifinais da Libertadores. Com o recurso, o árbitro colombiano Wilmar Roldán anulou um gol de Bruno Henrique no início do jogo, por impedimento de Deyverson.

A reclamação contra o árbitro Wilmar Roldán foi toda no primeiro tempo. Já nos acréscimos, os jogadores do Palmeiras reclamaram a não marcação de um pênalti num lance em que a bola teria batido na mão de Pablo Pérez. Roldán não chegou a parar o jogo para ver o replay do lance na tela do VAR ao lado do gramado.

Palmeiras x Novorizontino – Campeonato Paulista 2019

No dia 23 de março  na partida contra o Novorizontino, pelas quartas de final do Campeonato Paulista, o Palmeiras mostrou descontentamento pelo gol do time do interior paulista não ter sido anulado com o VAR. No início da jogada, a bola bateu na mão de Murilo Henrique, mas a equipe de arbitragem confirmou o lance, mesmo após análise no vídeo.

O jogo foi o primeiro da história do Campeonato Paulista com o uso oficial do árbitro de vídeo. Thiago Duarte Peixoto foi o juiz responsável pelo VAR, e depois de confirmar o gol do Novorizontino, ainda marcou um pênalti para a equipe do interior, por toque de mão de Antônio Carlos dentro da área. Fernando Prass fez a defesa na cobrança de Murilo Henrique.

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Artes, Esportes

Bola e batucada

Nada mais brasileiro que samba e futebol. Expressões da cultura popular que estão na alma de nossa terra e nossa gente. Quase três meses após ser decacampeão nacional de futebol e se consolidar como o maior campeão do Brasil, o palmeirense também tem orgulho de pela primeira vez conquistar o Carnaval paulistano.

O Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba Mancha Verde, formado por membros da maior torcida organizada da Sociedade Esportiva Palmeiras, escreveu seu nome no panteão sagrado das escolas campeãs do Grupo Especial.

O carnavalesco Jorge Freitas desenvolveu o enredo “Oxalá, Salve a Princesa! A Saga de uma Guerreira Negra!”, interpretado por Freddy Vianna, que destacou a força da mulher e sua luta por igualdade, a escravidão, direitos dos negros e intolerância religiosa, em desfile realizado na noite de sexta-feira (1).

A apuração das notas aconteceu na tarde de terça-feira (5) no sambódromo do Anhembi. Não deu outra. Vitória alviverde justa e merecida. Um desejo ambicionado desde 1996, quando a Mancha Verde realizou o seu primeiro desfile, ainda como um bloco carnavalesco. O melhor desempenho da escola, até então, havia sido um terceiro lugar no ano passado, com o enredo “A amizade. A Mancha agradece do fundo do nosso quintal”, do carnavalesco Pedro Alexandre “Magoo”.

Paulo Serdan, presidente da Mancha Verde, mostrou mais uma vez a sua competência e liderança. Conduziu a entidade a um título histórico e inédito. Ele é o símbolo maior dessa conquista e será lembrado para sempre.

É inevitável também nesse momento de festa e alegria a lembrança de tantos amigos manchistas. Em especial o saudoso Moacir Bianchi, que sonhou e trabalhou arduamente por esse momento. Ele e o patrono Cléo certamente festejaram como nunca no plano eterno a conquista de sua coletividade.

Mancha Verde é samba, é raça, é raiz
Manto que me envolve e que me faz feliz
Quanta emoção, meu coração sente ao ver meu pavilhão
Ah, Mancha Verde eu sou
União glórias e dignidades
Traz o verde da felicidade
Mostrando que na realidade
Minha escola é religião
Mancha Verde é religião

Pavilhão_Mancha-Verde-02

PARABÉNS MANCHA VERDE, DIGNA CAMPEÃ DO CARNAVAL PAULISTANO 2019

Com a bola nos pés e o batuque nas mãos, o Palestra é o cazzo do campeão!

FORZA VERDÃO!!!

 

 

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