Esportes

Palestra reverte vantagem e quebra tabu na decisão

A fórmula de disputa do atual Campeonato Paulista foi implementada a partir de 2007. De lá para cá essa é a nona decisão de título onde um jogo de ida e de volta determina o Campeão Estadual. Em seis oportunidades o time que venceu o primeiro jogo ficou com o título. Apenas uma vez uma equipe reverteu o resultado da primeira partida da final. E em apenas uma única vez o primeiro encontro da decisão terminou empatado.

Isso posto, não quer dizer que o Palmeiras já pode ser apontado como o Campeão Paulista da atual temporada, após ter vencido a primeira partida da decisão contra o Santos, pelo placar de 1 a 0, nesse domingo (26), no estádio Palestra Itália. Pelo contrário.

O fato é que, ao fim da partida, a crônica esportiva de forma massacrante ignorou a magnitude da vitória palestrina, que reverteu a vantagem santista, e já aponta o Santos Futebol Clube como o franco favorito para se tornar o campeão do Estado pelo fato do clube praiano jogar em seus domínios na partida de volta.

Tudo por que o Palmeiras perdeu uma penalidade máxima e não venceu por mais gols de diferença (!?). Creio que isso é uma análise bem superficial, que distorce os fatos e subjulga a força das duas camisas.

Palmeiras e Santos sempre fizeram jogos duros e equilibrados ao longo dos tempos. Qualquer vantagem, por menor que ela seja, em um clássico dessa grandeza e em se tratando de uma decisão de campeonato deveria ser mais respeitado.

É natural que o Santos se fortaleça jogando na Vila Belmiro. Sempre foi assim. Mas isso não é o bastante para diminuir a vitória palmeirense e a vantagem construída.

Um torcedor mais desatento ao ouvir o pós-jogo das rádios e televisões ficou com a impressão de que o Palmeiras havia perdido por goleada e que iria para a Vila Belmiro jogar o segundo jogo precisando vencer por cinco gols de diferença.

Se o Palmeiras teve o pênalti perdido pelo Dudu, o Peixe teve um gol certo na pequena área desperdiçado pelo artilheiro do campeonato Ricardo Oliveira. Até nos erros capitais de jogadores decisivos houve equilíbrio entre as equipes. Tudo natural e dentro da normalidade de um grande jogo como foi Palmeiras e Santos.

O Palmeiras fez um jogo inteligente. Jogou com equilíbrio e não correu riscos para construir a sua vitória. O Santos é um time bem montado. Tem muita velocidade, técnica e juventude. Soube se defender e sofreu o gol num lance fortuito.

Ambos estão qualificados a serem campeões. E será justo o título ficar nas mãos de qualquer uma das equipes, que iniciaram novos projetos no início da temporada, cheios de incertezas e fizeram por merecer alcançarem os primeiros postos.

Sobre a arbitragem, Vinicius Furlan esteve nervoso e atrapalhado. Seu erro capital foi a não marcação de uma penalidade máxima escandalosa na primeira etapa a favor do Palmeiras, quando Rafael Marques foi calçado por trás na hora do chute.

O resultado positivo em favor do Palmeiras serviu também para por fim a um incômodo tabu. O Verdão não vencia o Peixe há oito partidas, o que torna ainda mais significativa a vitória palestrina.

Agora o desfecho dessa decisão será na Vila Belmiro na próxima semana. Os críticos já decidiram que o “patinho feio” da semana pré-final será o Verdão. E assim, como um qualquer, o Verdão vai à Santos como foi à Itaquera enfrentar o seu arquirival Corinthians. Desacreditado por todos, menos por nós palestrinos de alma.

Abaixo segue todas as finais do Paulista de 2007 até hoje, com os vencedores da primeira partida e os seus campeões:

2007 São Caetano venceu o primeiro jogo contra o Santos. Santos reverteu e foi campeão.

2008 Palmeiras venceu o primeiro jogo contra a Ponte Preta. Palmeiras campeão.

2009 Corinthians venceu o primeiro jogo contra o Santos. Corinthians campeão.

2010 Santos venceu o  primeiro jogo contra o Santo André. Santos campeão.

2011 Empate no primeiro jogo entre Santos e Corinthians. Santos campeão.

2012 Santos venceu o primeiro jogo contra o Guarani. Santos campeão.

2013 Corinthians venceu o primeiro jogo contra o Santos. Corinthians campeão.

2014 Ituano venceu o primeiro jogo contra o Santos. Ituano campeão.
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Palmeiras x Santos

Apesar de Palmeiras e Santos se encontrarem apenas pela segunda vez  em uma decisão de Campeonato Paulista em toda a história – a primeira foi em 1959 com vitória alviverde –, as equipes já tiveram confrontos diretos que definiram o campeão estadual em outras cinco oportunidades.

Como o sistema de disputa dessas competições do passado eram os pontos corridos, os embates entre o Verdão e o Peixe representaram verdadeiras decisões durante o próprio torneio. Por três vezes o Palmeiras saiu vencedor e o alvinegro praiano levantou a taça em outras duas ocasiões.

Confira os cinco confrontos diretos que valeram o título da competição estadual:

1927  Palestra Itália Campeão

4/3/1928 Palestra Itália 3×2 Santos
Estádio Vila Belmiro
Gols: Tedesco, Lara, Perillo (PAL);  Evangelista, Camarão (SAN)
PAL:  Perth (G), Bianco,  Miguel Pascoarelli, Xingo, Gogliardo, Serafini, Tedesco, Heitor, Armandinho, Lara, Perillo. Técnico: Amílcar Barbuy
SAN: Athie (G), Bilu, Meira, Hugo, Julio, Alfredo, Omar, Camarão, Siriri, Araken Patuska, Evangelista. Técnico: não identificado

Os dois times lutaram palmo a palmo na liderança da competição. O Palestra era a melhor defesa da competição. O Santos era o melhor ataque com 100 gols marcados. Na penúltima rodada, o Santos jogava em sua casa e precisava vencer o alviverde para entrar na última rodada com chances de título, já que o Palestra liderava por um ponto de diferença sobre o rival. A vitória na Vila Belmiro, num jogo épico, garantiu o título ao Verdão com uma rodada de antecedência.

1947 Palmeiras Campeão

28/12/1947 Palmeiras 2×1 Santos
Estádio Vila Belmiro
Gols: Arturzinho, Turcão (PAL); Odair (SAN)
PAL: Oberdan (G), Caieira, Turcão, Zezé Procópio, Túllio, Waldemar Fiume, Lula, Arturzinho, Oswaldinho II, Lima, Canhotinho. Técnico: Osvaldo Brandão
SAN: Rene (G), Dinho, Expedito, Nene, Dacunto, Alfredo, Odair, Zeferino, Adolfrizes, Antoninho, Leonaldo. Técnico: não identificado

A tabela do Campeonato Paulista de 1947 previa para a última rodada um confronto entre Palmeiras e Santos, na casa santista. O Peixe não tinha mais chances de título. O Verdão lutava pelo caneco diretamente com o Corinthians. A vitória palmeirense foi construída no primeiro tempo e garantiu mais uma taça ao Verdão.

1960 Santos Campeão

16/12/1960 Palmeiras 1×2 Santos
Estádio Vila Belmiro
Gols:  Chinesinho (PAL); Zito, Pelé (SAN)
PAL: Valdir de Moraes (G), Djalma Santos, Valdemar Carabina, Jorge, Zequinha, Aldemar, Julinho Botelho, Humberto Tozzi (Nardo), Romeiro, Chinesinho, Cruz. Técnico: Oswaldo Brandão
SAN: Laercio (G), Dalmo, Mauro, Zé Carlos, Calvet, Zito, Sormani (Dorval), Mengalvio, Coutinho, Pelé,  Pepe. Técnico: Lula

O Santos lutava pelo título palmo a palmo com a Portuguesa de Desportos. O Verdão já estava fora da disputa pelo caneco. Na última rodada, o Peixe venceu o alviverde em seus domínios e passou a Lusa na tabela de classificação, garantindo mais um título para o time da Vila Belmiro.

1968 Santos Campeão

19/5/1968 Palmeiras 1×3 Santos
Estádio Palestra Itália
Gols:  China (PAL); Edu, Pelé, Toninho Guerreiro (SAN)
PAL: Maidana (G), Djalma Santos, Baldocchi, Minuca, Jorge, Julio Amaral, Zequinha, Swing, China, Cabralzinho (Morais), Gildo. Técnico: Alfredo Gonzalez
SAN: Claudio (G), Carlos Alberto, Ramos Delgado, Joel, Rildo, Clodoaldo, Lima, Toninho Guerreiro, Douglas, Pelé, Edu. Técnico: Antoninho

O Santos não teve rival no Campeonato Paulista de 1968. Dominou a competição com extrema facilidade e foi campeão por antecedência justamente na partida diante do Palmeiras no Palestra Itália. O Verdão atuou nesse jogo com um time reserva, pois três dias antes havia disputado a terceira partida da final da Taça Libertadores da América contra o Estudiantes de La Plata.

Veja o vídeo da partida: https://www.youtube.com/watch?v=C6ln6mmB-NU

1996 Palmeiras Campeão

2/6/1996 Palmeiras 2×0 Santos
Estádio Palestra Itália
Gols: Luizão, Cleber (PAL)
PAL:  Velloso (G), Cafu, Sandro, Cleber,  Junior (Elivelton), Galeano, Amaral (Marquinhos), Rivaldo, Djalminha, Muller,  Luizão. Técnico: Vanderlei Luxemburgo
SAN: Edinho (G), Claudio, Sandro, Narciso, Marcos Adriano, Gallo, Baiano, Jamelli, Robert (Camanducaia), Macedo (Nando), Giovanni. Técnico: Orlando Pereira

Campeão do primeiro turno de forma invicta, o Verdão foi um rolo compressor no Paulistão de 1996 registrando a melhor campanha da história do profissionalismo. Para garantir o caneco de forma direta, bastava ao alviverde vencer o segundo turno. E isso aconteceu justamente no confronto direto diante do Santos, que ficou na segunda colocação no segundo turno.

Veja o vídeo da partida: https://www.youtube.com/watch?v=Jbs39kSUibw

Tabu alviverde

O Palmeiras não vence o Santos há oito jogos. A útlima vitória do time palmeirense sobre o rival praiano aconteceu no dia 5 de fevereiro de 2012, Palmeiras 2 x 1 Santos,  gols marcados por Fernandão e Juninho para o Verdão e Neymar para o Peixe, em confronto válido pelo Campeonato Paulista,  realizado em Presidente Prudente.

De lá para cá foram seis vitórias santistas e dois empates. Os últimos quatro confrontos entre as equipes foram todos vencidos pelo alvinegro da Baixada Santista.

A  última vitória do Palmeiras no estádio da Vila Belmiro, palco da grande decisão, aconteceu em 3 de abril de 2011, por 1 a 0, gol marcado por Kleber, pelo Campeonato Paulista.

Veja o vídeo da última vitória palmeirense sobre os santistas: https://www.youtube.com/watch?v=v39BkIUg7NY

Clássico no Palestra Itália

No Palestra Itália, estádio do primeiro jogo da finalíssima, a última vitória palmeirense foi em  8 de fevereiro de 2009, pelo Campeonato Paulista. O Verdão goleou o alvinegro praiano pelo placar de 4 a 1, gols marcados por Edmilson, Lenny e Keirrison (2).

Já o último clássico entre as equipes no Palestra Itália aconteceu no dia 28 de junho de 2009. Na ocasião, o houve empate pelo placar de 1 a 1, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Obina marcou o gol palmeirense, enquanto Robson (que trata-se do Robinho que hoje atua pelo Palmeiras) marcou o gol santista.

Ao longo de toda a história, Palmeiras e Santos já jogaram 70 partidas no estádio palmeirense. Foram 36 vitórias palestrinas, 14 vitórias santistas e 20 empates. O Verdão marcou 137 gols e sofreu 75 dos santistas.

Veja o vídeo da última vitória palmeirense no Palestra Itália: https://www.youtube.com/watch?v=SQsAQzFsbdU

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A festa da minoria

Cresci ouvindo dos palestrinos mais velhos muitas histórias da final do Campeonato Paulista de 1974. O Palmeiras tinha a Academia e um time acostumado com decisões. O rival amargava uma longa fila de títulos.

O clima criado para aquela decisão era a favor do time alvinegro. A torcida corintiana lotou o Morumbi com 100 mil torcedores. Mas foram os poucos palmeirenses presentes no estádio quem comandaram a festa, após o gol de Ronaldo, dando mais um título ao Verdão e deixando os corintianos por mais um ano sem conquistas.

Guardada as devidas proporções, o jogo válido pela semifinal do Campeonato Paulista entre Palmeiras e Corinthians na Arena Itaquera nesse domingo (19) trouxe aspectos bem similares aos vividos em 74.

Lá como cá, a torcida alvinegra lotou o estádio. E novamente quem festejou foram os bravos palestrinos em minoria no palco do jogo. Não era uma decisão de título. Nem o Palmeiras é um time como aquela Academia. Tão pouco o Corinthians vive um jejum de troféus. Mas a história, com seus vilões e heróis, estava lá. Pairando no ar e permeando o inconsciente coletivo.

Atualmente, o Verdão precisava de um jogo decisivo para a sua afirmação dentro e fora de campo. O torcedor da nova geração palestrina não tinha vivido na pele uma partida como a de hoje para reafirmar o que a história palestrina é pródiga em nos ensinar.

O dia 19 de abril de 2015 será para uma geração de palestrinos o que foi 12 de junho de 1993 para a minha geração e o que o dia 22 de dezembro de 1974 foi para os alviverdes mais antigos.

Particularmente, vivi todos esses momentos de forma diferente e intensa. O jogo de 1974 esteve presente no meu imaginário durante anos na infância e juventude. O jogo de 1993 eu senti na pele e carrego essa marca profunda dentro de mim pela eternidade. O jogo de hoje representa o passar de um bastão para os mais jovens palestrinos.

A vitória palestrina nas penalidades diante do seu maior rival, na casa do adversário, que detém uma longa invencibilidade, para mim se resume numa cena:

O pai dizendo para o filho entre lágrimas e abraços: “Tá vendo, meu filho, isso é o Palmeiras. Obrigado por confiar em mim. Essa vitória é para você”. O filho, emocionado, responde nos braços do pai: “Obrigado meu pai por ter me tornado palmeirense. Valeu cada segundo, de alegria e tristeza, ter confiado em você .”

Eu vivi isso com meu pai em 93. Ele viveu com seu pai em outros momentos. Outros filhos e pais viveram isso em outras oportunidades. Outros tantos ainda viverão esse sentimento.

O futebol em sua essência é um pouco disso também. Uma prova de amor e uma renovação constante da fé e da esperança nas cores do nosso querido clube.

VIVA A SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS!

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Derby dos Tabus

O clássico entre Palmeiras e Corinthians no próximo domingo na Arena de Itaquera vale muito mais que uma vaga à final do Campeonato Paulista de 2015.  Além de toda a rivalidade natural entre alviverdes e alvinegros, o confronto de número 356 da história leva a campo algumas marcas e tabus a serem quebrados, a saber:

– A última vitória do Palmeiras sobre o Corinthians na capital paulista aconteceu em 2/3/2008 quando o Verdão bateu o seu rival pelo placar de 1 a 0, gol de Valdivia, no estádio do Morumbi, válida pelo Campeonato Paulista;

– Essa partida de 2/3/2008 também foi a última vitória alviverde em Campeonato Paulista sobre o time do Parque São Jorge. De lá para cá, foram jogadas oito partidas pelo estadual com quatro empates e quatro vitórias do  time alvinegro;

– No confronto geral, a última vitória do Palmeiras sobre o seu rival aconteceu em 28/8/2011 pelo placar de 2 a1, gols marcados por Luan e Fernandão, pelo Campeonato Brasileiro, em Presidente Prudente. De lá para cá, foram jogadas nove partidas com quatro empates e cinco vitórias alvinegras;

– O Corinthians defende uma longa invencibilidade em seu novo estádio;

– A maior série de jogos que o Corinthians ficou sem perder para o Palmeiras em toda a história foram 10 partidas. O Timão pode igualar essa marca, já que sustenta uma invencibilidade de nove partidas sem derrotas para o rival;

– Será essa a primeira semifinal de uma competição disputada entre as equipes com o mando real de uma das equipes. Todos os outros confrontos se deram em campos neutros (Morumbi e Pacaembu);

– A última vitória do Palmeiras em um campo de propriedade do Corinthians, no Parque São Jorge, acaonteceu no dia 7/9/1938, pelo Campeonato Paulista. O Verdão venceu por 2 a 1.

Outro ingrediente em particular que apimenta ainda mais o clássico de domingo é a presença de Vagner Love, hoje defendendo as cores do Corinthians. O atacante formado nas categorias de base do Verdão é o maior artilheiro do Palmeiras no Século XXI com 54 gols marcados e pela primeira vez enfrenta o seu ex-clube com a camisa do maior rival.

Entendendo os números

Algumas correntes e segmentos da mídia divulgam que se caso o time alvinegro vença, ele empataria com o Palmeiras em números totais de vitórias em toda a história dos confrontos.

Isso não é verdade. Vamos explicar o por quê:

Analisando os dados oficiais divulgados pela assessoria do clube alvinegro, eles não consideram os jogos do torneio início do campeonato paulista, da taça henrique mundel e contabiliza um jogo entre segundos  quadros de 1929.

Já os dados oficiais do Palmeiras considera os jogos do torneio início do campeonato paulista, da taça henrique mundel e não contabiliza o jogo de segundos quadros de 1929.

Com isso os números ficam assim dispostos:

Para o Corinthians: 345 jogos, 121 vitórias Palmeiras, 104 empates e 120 vitórias Corinthians

Para o Palmeiras: 355 jogos, 125 vitórias Palmeiras, 108 empates e 122 vitórias Corinthians

Comentário

O trabalho elaborado pela Sociedade Esportiva Palmeiras é o mais fidedigno aos fatos da história do Derby, pois engloba todos os confrontos oficiais entre as equipes principais dos dois tradicionais clubes na história, sem distinção, respeitando e preservando a história puramente factual, frio, sem análises, interpretações personalistas ou julgamentos.

O trabalho elaborado pelo Sport Club Corinthians Paulista distorce os números, alegando que os Torneio Inícios e a Taça Henrique Mundel não eram competições jogadas em 90 minutos, apesar da competição ser oficial, ter súmula, juiz, valer taça, ter público, bilheteria e registros nas federações e imprensa.

Aqui contestamos o trabalho do clube de Parque São Jorge com veemência, pois nem sempre na história do futebol as partidas eram jogadas em 90 minutos. No início dos tempos, por exemplo, as partidas eram divididas em dois tempos de 40.

Indo além, as partidas disputadas em 1918 e início de 1919 foram limitadas em seu tempo de jogo ainda mais, baixando as partidas do Campeonato Paulista para dois tempos de 35 minutos, devido a epidemia da Gripe Espanhola.

Ora, partindo da análise dos corinthianos, teria então que ser deconsiderado quase três anos de história do Derby, pois a regra utilizada por eles para formatação de seus conceitos históricos não atende aos parâmetros de análise por eles criados.

Lembramos a regra número 1 de quando se trabalha com história e memória: Não se mede o passado com a régua do presente, e vice-versa. Deve-se respeitar os fatos de acordo com o seu tempo e o seu espírito.

No entanto, cabe a cada um julgar por si só os metódos adotados pelas duas instituições na preservação da história de um dos maiores confrontos do futebol mundial e utilizar qual melhor lhe convém.

O que não se pode compactuar é com distorções e conjecturas parciais, sem uma reflexão, opinião e esclarecimento mais amplo.

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Palmeiras x Corinthians em mais uma semifinal paulista

O Palmeiras chega mais uma vez na fase semifinal do Campeonato Paulista. Pela 26 vez o Verdão está presente entre os quatro melhores na história do torneio, desde que a competição mudou o seu formato tradicional de pontos corridos.

De 1902 a 1969 o Campeonato Paulista sempre foi disputado no sistema de pontos corridos. Em 69 houve a primeira mudança no sistema de disputa, onde as quatro melhores equipes do torneio disputavam um quadrangular final. De 1970 a 1974 voltaram o sistema de pontos corridos, com os campeões de cada turno se enfrentando na final. De 1975 em diante houveram mudanças constantes e a cada ano um novo modelo de regulamento foi introduzido. De lá para cá, os pontos corridos só foram disputados novamente nos anos de 1984, 1994, 2005 e 2006.

Portanto, de 1969 até hoje, excetuando os campeonatos de 1970 a 1974, 1984, 1994, 2002 (os times grandes não disputaram o Paulistão), 2005 e 2006 foram realizadas 36 edições do Paulista em que o título foi decidido em cárater eliminatório.

Segue abaixo todos os anos em que o Palmeiras ficou entre os quatro melhores do Paulista, desde o fim dos pontos corridos em 1969, nas 36 edições do Paulistão que tiveram disputas eliminatórias:

1969 Vice-Campeão
1975 3º lugar
1976 Campeão
1977 4º lugar
1978 4º lugar
1979 3º lugar
1982 3º lugar
1983 4º lugar
1986 Vice-Campeão
1987 4º lugar
1990 4º lugar
1991 3º lugar
1992 Vice-Campeão
1993 Campeão
1995 Vice-Campeão
1996 Campeão
1997 4º lugar
1998 4º lugar
1999 Vice-Campeão
2000 4º lugar
2003 4º lugar
2004 4º lugar
2008 Campeão
2009 3º lugar
2011 3º lugar
2014 3º lugar

PALMEIRAS x CORINTHIANS

No próximo final de semana na Arena Corinthians, em Itaquera, mais uma página de uma das maiores e mais apaixonantes rivalidades do futebol mundial será contada. O Derby Paulista na fase semifinal do Campeonato Paulista será realizado pela sexta vez em toda a história do Paulistão.

Nas cinco vezes anteriores em que os dois tradicionais rivais se enfrentaram nessa fase do estadual, o time do Parque São Jorge levou a melhor por quatro vezes: 1979, 1983, 2003 e 2011. O Verdão somente conseguiu eliminar o seu adversário na semifinal de 1986.

A particularidade do confronto atual é que em todas as cinco disputas anteriores, as partidas foram realizadas em campo neutro (Pacaembu ou Morumbi). Pela primeira vez na história, uma das equipes terá, de fato, o mando do jogo em sua própria casa. Nesse caso, por ter tido a melhor campanha ao longo de todo o torneio, essa primazia coube ao time alvinegro.

Confira um breve resumo de todos os confrontos semifinais entre Palmeiras e Corinthians na história Paulistão:

1979

27/1/1980 Palmeiras 1×1 Corinthians Gols: Jorge Mendonça (PAL); Palhinha (COR)

30/1/1980 Palmeiras 0x1 Corinthians Gols: Biro-Biro (COR)

A semifinal do Campeonato Paulista de 1979 foi disputada somente no início de 80, devido as manobras políticas do presidente corintiano Vicente Matheus. Em duas partidas, o Timão levou a melhor sobre o Verdão com um empate e uma vitória.

Veja o vídeo dessa partida: https://www.youtube.com/watch?v=13lYshe31tA

1983

4/12/1983 Palmeiras 1×1 Corinthians Gols: Baltazar (PAL); Sócrates (COR)

8/12/1983 Palmeiras 0x1 Corinthians Gols: Sócrates (COR)

Os rivais chegaram a mais uma fase semifinal em igualdade de condições. Mas o talento do craque Sócrates prevaleceu na segunda partida e desequilibrou o confronto em favor dos alvinegros.

Veja o vídeo dessa partida: https://www.youtube.com/watch?v=41bpquqLjX0

1986

24/8/1986 Palmeiras 0x1 Corinthians Gols: Cristovão (COR)

27/8/1986 Palmeiras 3×0 Corinthians Gols: Mirandinha (2), Éder (PAL)

Na primeira partida, o corinthianos venceram com um gol irregular de Cristovão, além do Verdão ter um gol mal anulado do zagueiro Vagner Bacharel, segundo registros da imprensa da época. No jogo de volta, os palmeirenses atropelaram o rival do Parque São Jorge, com direito a gol olímpico do atacante Éder.

Veja o vídeo dessa partida: https://www.youtube.com/watch?v=B5QXngv3yOY

2003

5/3/2003 Palmeiras 2×2 Corinthians Gols: Adãozinho, Neném (PAL); Liedson, Anderson (COR)

8/3/2003 Palmeiras 2×4 Corinthians Gols: Fabricio (contra), Munoz (PAL); Liedson, Rogerio, Gil (2) (COR)

Com um time inferior tecnicamente e se reestruturando para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B, o Palmeiras não foi páreo para o seu rival. No primeiro jogo, conseguiu um bom empate, mas na segunda partida foi amplamente dominado.

Veja o vídeo da primeira partida: https://www.youtube.com/watch?v=LfB58y05-Qg

Veja o vídeo da segunda partida: https://www.youtube.com/watch?v=S55MAvmunoo

2011

1/5/2011 Palmeiras (5) 1×1 (6) Corinthians Gols: Leandro Amaro (PAL); Willian (COR)

Após empate no tempo normal, a decisão foi para a cobrança de penalidades. Os corinthianos converteram todas as suas cobranças. O palmeirense João Vitor teve a sua cobrança defendida pelo goleiro do time alvinegro.

Veja o vídeo da partida: https://www.youtube.com/watch?v=JLPSMU8fA3I

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100 Gols de Edmundo

Edmundo, um dos maiores ídolos da história da Sociedade Esportiva Palmeiras, chegou a marca de 100 gols com a camisa do alviverde.

A marca centenária foi alcançada no jogo festivo de despedida do meia Alex, realizado no estádio Palestra Itália, no último dia 28 de março, que reuniu a equipe do Palmeiras 1999 contra um combinado dos amigos do Alex.

Atuando pela equipe do Palmeiras de 1999, o Animal foi às redes após conlcuir lindo passe de Evair e driblar o goleiro adversário, garantindo a vitória palmeirense pelo placar de 5 a 3.

Pelo Verdão, Edmundo marcou 99 gols em jogos oficiais e um gol em jogo extra-oficial. Entre as curiosidades de sua carreira, o Animal sempre que marcou gols no Corinthians, jamais perdeu atuando pelo time alviverde.

Edmundo é um dos poucos atletas na história do Palmeiras que anotou gols contra todos os principais clubes do eixo Rio-São Paulo.

Confira a lista completa dos 100 gols do Animal pelo Verdão:

Gols Data Adversário Competição
1 07/02/1993 Palmeiras 3 x 1 Santos Campeonato Paulista
2 14/02/1993 Palmeiras 2 x 0 Corinthians Campeonato Paulista
3 28/02/1993 Palmeiras 4 x 0 Portuguesa Campeonato Paulista
4 06/04/1993 Palmeiras 3 x 0 4 de Julho-PI Copa do Brasil
5 25/04/1993 Palmeiras 2 x 0 Ituano Campeonato Paulista
6 27/04/1993 Palmeiras 1 x 1 Grêmio-RS Copa do Brasil
7 29/04/1993 Palmeiras 3 x 0 Guarani-SP Campeonato Paulista
8 08/05/1993 Palmeiras 2 x 1 Xv de Piracicaba Campeonato Paulista
9 16/05/1993 Palmeiras 6 x 1 Rio Branco Campeonato Paulista
10 16/05/1993 Palmeiras 6 x 1 Rio Branco Campeonato Paulista
11 20/05/1993 Palmeiras 2 x 0 Guarani-SP Campeonato Paulista
12 22/05/1993 Palmeiras 1 x 0 Ferroviária Campeonato Paulista
13 02/06/1993 Palmeiras 4 x 1 Ferroviária Campeonato Paulista
14 11/07/1993 Palmeiras 3 x 0 Fluminense-RJ Torneio Rio-São Paulo
15 04/08/1993 Palmeiras 2 x 0 Corinthians Torneio Rio-São Paulo
16 04/08/1993 Palmeiras 2 x 0 Corinthians Torneio Rio-São Paulo
17 12/09/1993 Palmeiras 3 x 0 Sport Recife-PE Campeonato Brasileiro
18 12/09/1993 Palmeiras 3 x 0 Sport Recife-PE Campeonato Brasileiro
19 18/09/1993 Palmeiras 1 x 1 Grêmio-RS Campeonato Brasileiro
20 12/10/1993 Palmeiras 3 x 1 Guarani-SP Campeonato Brasileiro
21 30/10/1993 Palmeiras 3 x 1 Grêmio-RS Campeonato Brasileiro
22 30/10/1993 Palmeiras 3 x 1 Grêmio-RS Campeonato Brasileiro
23 06/11/1993 Palmeiras 3 x 2 Atlético-MG Campeonato Brasileiro
24 28/11/1993 Palmeiras 2 x 1 Remo-PA Campeonato Brasileiro
25 01/12/1993 Palmeiras 3 x 0 Guarani-SP Campeonato Brasileiro
26 04/12/1993 Palmeiras 2 x 0 São Paulo-SP Campeonato Brasileiro
27 19/12/1993 Palmeiras 2 x 0 Vitória-BA Campeonato Brasileiro
28 05/02/1994 Palmeiras 6 x 1 Ituano Campeonato Paulista
29 05/02/1994 Palmeiras 6 x 1 Ituano Campeonato Paulista
30 12/02/1994 Palmeiras 4 x 0 Portuguesa Campeonato Paulista
31 12/02/1994 Palmeiras 4 x 0 Portuguesa Campeonato Paulista
32 05/04/1994 Palmeiras 2 x 0 União São João Campeonato Paulista
33 05/04/1994 Palmeiras 2 x 0 União São João Campeonato Paulista
34 12/04/1994 Palmeiras 6 x 0 Bragantino Campeonato Paulista
35 12/04/1994 Palmeiras 6 x 0 Bragantino Campeonato Paulista
36 09/07/1994 Palmeiras 5 x 0 Jubilo Iwata-JAP Amistoso
37 09/07/1994 Palmeiras 5 x 0 Jubilo Iwata-JAP Amistoso
38 19/07/1994 Palmeiras 4 x 0 Nagoya-JAP Amistoso
39 19/07/1994 Palmeiras 4 x 0 Nagoya-JAP Amistoso
40 05/08/1994 Palmeiras 3 x 1 Videoton-HUN Copa Parmalat
41 17/08/1994 Palmeiras 3 x 1 Nautico-PE Campeonato Brasileiro
42 21/08/1994 Palmeiras 2 x 0 Internacional-RS Campeonato Brasileiro
43 24/08/1994 Palmeiras 5 x 1 União São João Campeonato Brasileiro
44 03/09/1994 Palmeiras 1 x 1 Fluminense-RJ Campeonato Brasileiro
45 18/09/1994 Palmeiras 4 x 1 Nautico-PE Campeonato Brasileiro
46 24/09/1994 Palmeiras 4 x 2 Paraná Clube-PR Campeonato Brasileiro
47 30/10/1994 Palmeiras 2 x 2 São Paulo-SP Campeonato Brasileiro
48 30/10/1994 Palmeiras 2 x 2 São Paulo-SP Campeonato Brasileiro
49 15/12/1994 Palmeiras 3 x 1 Corinthians Campeonato Brasileiro
50 08/02/1995 Palmeiras 5 x 0 Guarani-SP Campeonato Paulista
51 08/02/1995 Palmeiras 5 x 0 Guarani-SP Campeonato Paulista
52 11/02/1995 Palmeiras 2 x 2 América de Rio Preto Campeonato Paulista
53 17/02/1995 Palmeiras 2 x 1 ABC-RN Copa do Brasil
54 21/02/1995 Palmeiras 3 x 2 Grêmio-RS Libertadores da América
55 24/02/1995 Palmeiras 3 x 1 Araçatuba Campeonato Paulista
56 24/02/1995 Palmeiras 3 x 1 Araçatuba Campeonato Paulista
57 04/03/1995 Palmeiras 1 x 0 Ferroviária Campeonato Paulista
58 18/03/1995 Palmeiras 2 x 1 Novorizontino Campeonato Paulista
59 24/03/1995 Palmeiras 1 x 0 ABC-RN Copa do Brasil
60 28/03/1995 Palmeiras 2 x 1 Emelec-EQU Libertadores da América
61 28/03/1995 Palmeiras 2 x 1 Emelec-EQU Libertadores da América
62 04/04/1995 Palmeiras 7 x 1 El Nacional-EQU Libertadores da América
63 04/04/1995 Palmeiras 7 x 1 El Nacional-EQU Libertadores da América
64 06/04/1995 Palmeiras 3 x 0 Ponte Preta Campeonato Paulista
65 18/01/2006 Palmeiras 1 x 0 São Bento Campeonato Paulista
66 28/01/2006 Palmeiras 4 x 0 Portuguesa Santista Campeonato Paulista
67 01/02/2006 Palmeiras 4 x 2 Deportivo Tachira-VEN Libertadores da América
68 05/02/2006 Palmeiras 2 x 4 São Paulo-SP Campeonato Paulista
69 22/02/2006 Palmeiras 4 x 3 Juventus Campeonato Paulista
70 02/03/2006 Palmeiras 3 x 2 Atlético Nacional-COL Libertadores da América
71 11/03/2006 Palmeiras 2 x 1 Portuguesa Campeonato Paulista
72 19/03/2006 Palmeiras 4 x 2 Ponte Preta Campeonato Paulista
73 16/04/2006 Palmeiras 2 x 3 Ponte Preta Campeonato Brasileiro
74 26/04/2006 Palmeiras 1 x 1 São Paulo-SP Libertadores da América
75 13/07/2006 Palmeiras 4 x 2 Vasco da Gama-RJ Campeonato Brasileiro
76 13/07/2006 Palmeiras 4 x 2 Vasco da Gama-RJ Campeonato Brasileiro
77 23/07/2006 Palmeiras 3 x 1 Goiás-GO Campeonato Brasileiro
78 29/07/2006 Palmeiras 4 x 2 Paraná Clube-PR Campeonato Brasileiro
79 17/08/2006 Palmeiras 1 x 1 Juventude-RS Campeonato Brasileiro
80 09/09/2006 Palmeiras 3 x 1 São Caetano Campeonato Brasileiro
81 08/10/2006 Palmeiras 3 x 1 Flamengo-RJ Campeonato Brasileiro
82 05/11/2006 Palmeiras 2 x 4 Paraná Clube-PR Campeonato Brasileiro
83 12/11/2006 Palmeiras 2 x 1 Botafogo-RJ Campeonato Brasileiro
84 04/02/2007 Palmeiras 3 x 3 Santos Campeonato Paulista
85 04/03/2007 Palmeiras 3 x 0 Corinthians Campeonato Paulista
86 04/03/2007 Palmeiras 3 x 0 Corinthians Campeonato Paulista
87 07/03/2007 Palmeiras 1 x 2 Noroeste Campeonato Paulista
88 11/03/2007 Palmeiras 4 x 1 Juventus Campeonato Paulista
89 11/03/2007 Palmeiras 4 x 1 Juventus Campeonato Paulista
90 18/03/2007 Palmeiras 4 x 2 Sertãozinho Campeonato Paulista
91 18/03/2007 Palmeiras 4 x 2 Sertãozinho Campeonato Paulista
92 24/03/2007 Palmeiras 3 x 2 Marilia Campeonato Paulista
93 29/03/2007 Palmeiras 2 x 0 América de Rio Preto Campeonato Paulista
94 01/04/2007 Palmeiras 1 x 3 São Paulo-SP Campeonato Paulista
95 08/04/2007 Palmeiras 2 x 2 Guaratingueta Campeonato Paulista
96 13/05/2007 Palmeiras 4 x 2 Flamengo-RJ Campeonato Brasileiro
97 13/05/2007 Palmeiras 4 x 2 Flamengo-RJ Campeonato Brasileiro
98 06/09/2007 Palmeiras 1 x 1 Botafogo-RJ Campeonato Brasileiro
99 02/12/2007 Palmeiras 1 x 3 Atlético-MG Campeonato Brasileiro
100 28/03/2015 Palmeiras 5 x 3 Amigos do Alex Amistoso

 

 t_73891_o-animal-olha-com-admiracao-para-os-37-mil-palmeirenses-no-adeus-de-marcosEdmundo honrou como poucos a camisa palmeirense. Ganhou títulos e se eternizou no coração da torcida alviverde como um dos maiores ídolos da história da Sociedade Esportiva Palmeiras

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Esportes

10 jogos memoráveis na história do Clube Atlético Juventus

Grandes jogos marcaram a trajetória gloriosa do Clube Atlético Juventus, que completa 91 anos de existência no próximo dia 20 de abril. Partidas memoráveis que encantaram e se fixaram na memória e no coração do torcedor juventino através de gerações.

Como forma de homenagem, selecionei 10 grandes jogos da história do Moleque Travesso. Não foi nada fácil. Pois, o processo de escolha sempre é uma atitude bastante subjetiva e que leva em conta muito o gosto pessoal. Óbvio, que uma ou outra partida de grande importância para alguns possa não constar nessa relação. Mas criei essa lista procurando analisar a história do Juventus com frieza e consultando muitos amigos que acompanham o clube da Mooca há anos.

Tantos outros jogos marcantes do Juventus vem a minha memória, como o gol de bicicleta do atacante Silva contra o Corinthians, a virada espetacular contra o Coruripe na Copa do Brasil, entre tantos outros. Mas tinha que selecionar apenas 10 jogos e fiz as minhas escolhas, tendo que deixar muita coisa boa de fora, infelizmente.

Seria bastante gratificante e enriquecedor para mim conhecer a opinião do leitor sobre a sua lista de jogos também. É sempre importante essa troca de conhecimentos.

Abaixo, segue a relação das partidas históricas do querido Moleque Travesso e sua respectiva justificativa do porque foi considerado um jogo especial na vida juventina:

22/4/1979 Juventus 1×0 Corinthians – Campeonato Paulista

Jogo válido pela semifinal do segundo turno do Campeonato Paulista de 1978. Estádio Cícero Pompeu de Toledo lotado, com cerca de 80.000 pesssoas. O jogo terminou empatado no tempo normal. Ataliba, no segundo tempo da prorrogação, marca o gol da classificação juventina, calando a torcida alvinegra e classificando o Juventus para a final do segundo turno contra o Guarani, contra todos os prognósticos e para a surpresa geral. Afinal, o time do Parque São Jorge era o campeão do primeiro turno e contava com craques como Sócrates, Zé Maria, Wladimir, Palhinha, Biro-Biro, entre outros.

“Fiz o gol no final do 2º tempo da prorrogação. Vencemos por 1 a 0. Foi impressionante o silêncio que ficou no estádio”, disse o atacante Ataliba, ao recordar esse grande momento de sua carreira no Juventus.

O Juventus jogou essa partida com: Colonesi (G), Deodoro, Cedenir, Fagundes, Paulinho, Tião, Nedo, Brecha, Ataliba, Cesar (Tatá), Wilsinho. Técnico: Roberto Brida

4/5/1983 Juventus 1×0 CSA-AL – Campeonato Brasileiro – Taça de Prata

O maior título conquistado na história do Juventus. O time grená garantiu a taça diante dos alagoanos em partida disputada no estádio do Parque São Jorge. Paulo Martins, em cobrança de penalidade máxima, fez o gol juventino, levando à loucura os torcedores presentes e iniciando uma festa que começou no bairro do Tatuapé e terminou nas cantinas e pizzarias do bairro da Mooca.

O Juventus jogou essa partida com: Carlos (G), Nélson, Deodoro, Nelsinho, Bizi, César, Paulo Martins, Gatãozinho, Sídnei, Ilo (Bira), Cândido (Mário). Técnico: Candinho

Veja os melhores momentos: https://www.youtube.com/watch?v=Dq2Xg0aPjvw

25/11/2007 Juventus 2×3 Linense – Copa Paulista de Futebol

Uma derrota com sabor de vitória! Na Rua Javari lotada, o Juventus poderia até perder por um gol de diferença para ser campeão da Copa Paulista, pois havia vencido o primeiro jogo da final em Lins. O Moleque Travesso perdia o jogo pelo placar de 3 a 1, até o último minuto do segundo tempo. De forma dramática, com um gol marcado pelo lateral-esquerdo João Paulo nos acréscimos, o Juventus garantiu o título para o time da Mooca, para delírio dos juventinos!

Com essa conquista, o Juventus garantiu vaga para disputar pela primeira vez a Copa do Brasil.

O Juventus jogou essa partida com: Marcelo (G), Valdir (Liminha), Renato, Levi, Almir, João Paulo, Glauber, Elias (Igor), Johnny, Cadu (Ivan), Márcio. Técnico: Márcio Bittencourt

Veja os gols: https://www.youtube.com/watch?v=1qZBswMEwcM

01/05/1932  Juventus  5×4  Corinthians – Campeonato Paulista

O maior time da história juventina nasceu nesse jogo. Batizado como “Máquina Juventina”, a equipe grená que disputou o Campeonato Paulista registrou a melhor campanha da história do clube na competição e é sempre motivo de orgulho e saudosismo para os juventinos da velha guarda.

No extinto estádio da Chacará da Floresta, o Juventus deu uma aula de bola e comandou o placar do início ao fim da partida. Hércules de Miranda, que anos depois brilhou com a camisa da Seleção Brasileira, foi celebrado como grande craque a partir desse jogo, devido a sua atuação de gala e técnica apurada.

O Juventus jogou essa partida com: José (G), Segalla, Piola, Joãozinho, Brandão, Rafael, Vazio, Nico, Orlando, Moacyr, Hércules. Técnico: Raphael Liguori

14/9/1930 Juventus 2 x 1 Corinthians – Campeonato Paulista

Foi nessa partida que nasceu a alcunha “Moleque Travesso”, pelo insuperável jornalista e historiador Thomaz Mazzoni. Um virada espetacular do time juventino, em pleno estádio Parque São Jorge, contra todos os prognósticos, garantiu ao Juventus seu primeiro grande resultado na elite do futebol paulista.

O time da Mooca debutava na competição e aprontou uma verdadeira travessura diante de um dos maiores times da história corintiana. Com gols de Nico e Piola, o time grená surpreendeu a todos, demonstrando fibra, valentia e uma garra incomum em busca vitória.

O Juventus jogou essa partida com: José (G), Berti, Segalla, Bellacosa, Dudu, Rafael, Vazio, Nico, Raul, Piccinin, Piola. Técnico: Raphael Liguori

10/6/1953 Juventus 2×1 Roma-ITA – Amistoso

Um verdadeiro show de bola do Juventus em pleno estádio Olimpico de Roma, na Itália. O Moleque Travesso superou a poderosa equipe romanista em seus domínios, fazendo prevalecer toda a sua técnica e garra.

A squadra italiana contava em suas fileiras com jogadores consagrados do futebol europeu, além de um velho conhecido dos brasileiros: Alcides Edgardo Ghiggia, o atacante uruguaio, protagonista do Maracanazzo, em 1950.

Os registros da imprensa da época dão conta que essa tenha sido, até então, uma das maiores exibições de um clube brasileiro em solo europeu. A vitória juventina teve um sabor ainda mais especial por ser contra a equipe de Gigghia

O Juventus jogou essa partida com: Walter (G), Juvenal, Salvador, Vitor, Nicolau, Diogo, Paz, Zezinho, Durval, Edelcio, Bazão. Técnico: Mário Rossini

31/5/1969 Juventus 1×0 Palmeiras – Campeonato Paulista

Após 12 anos sem vitórias contra o Palmeiras, o Moleque Travesso recebeu o time alviverde na Rua Javari e venceu pelo placar de 1 a 0. Além do fim do tabu, o time da Mooca conseguiu se livrar do fantasma do rebaixamento para a segundona do Paulista, através de um golaço do atacante Antoninho que ganhou em velocidade dos defensores palmeirenses, driblou o goleiro Leão e tocou para o fundo das redes. Era o Moleque Travesso derrubando a Academia de Futebol

A euforia tomou conta dos torcedores juventinos ao fim do jogo, que invadiram o campo e carregaram a equipe avinhada numa grande festa.

O Juventus jogou essa partida com: Donah (G), Celso, Carlos, Virgílio, Geraldo Scalera, Gonçalves, Ferreirinha, Antoninho, Adilson (Frazão), Brecha, Luizinho. Técnico: Noronha

21/3/1993 Juventus 2×1 Palmeiras – Campeonato Paulista

Uma das poucas alegrias juventinas no ano de 1993 foi ter vencido o esquadrão palmeirense. O time de Palestra Italia era aclamado pela mídia como o “Dream Team” do futebol brasileiro, após os investimentos feitos pela patrocinadora do clube que montou uma verdadeira seleção, com craques como Edmundo, Mazinho, Evair, Zinho e Cesar Sampaio.

O Verdão era tido como imbatível e vinha atropelando um a um os seus rivais na competição. O time da Mooca completava 12 rodadas sem vencer e amargava a zona de rebaixamento.

O técnico Basílio assumia o cargo de treinador do Juventus no lugar de Oscar Amaro, com a árdua missão de salvar o Moleque Travesso das últimas posições.

Contra todos os prognósticos, o Juventus fez uma partida primorosa defensivamente diante dos palmeirenses. Mesmo saindo atrás do placar, o Juventus conseguiu uma virada histórica com gols de Márcio Griggio e Élcio.

O Juventus jogou essa partida com: Cossa (G), Anderson, Sangaletti, Odair, Robinson, Luisão, Vizolli, Márcio Griggio, Élcio, Cuca (Fernando), Silva (Índio). Técnico: Basílio

Veja os gols: https://www.youtube.com/watch?v=DMXWQ8oIVd4

25/1/2006 Juventus 1×0 São Paulo – Campeonato Paulista

Após um ano longe da elite do estadual, o Juventus voltava para a divisão principal e tinha pela frente o poderoso São Paulo Futebol Clube, que acabara de se sagrar Campeão do Mundo diante do Liverpool, no estádio Cícero Pompeu de Toledo.

Com Sérgio Soares no comando da equipe grená, o time da Mooca montou um ferrolho defensivo impenetrável. O Tricolor Paulista tentou de todo jeito. Mas num contragolpe fulminante, o atacante Sérgio Lobo bateu cruzado sem chances para o goleiro Bosco.

Festa e delírio da torcida juventina! O gigante Tricolor caia em seus domínios para o Moleque Travesso. Faixa carimbada!

O Juventus jogou essa partida com: Paulo Musse (G), Paulinho (Sérgio Lobo), Max Sandro, Fabrício, Gilvan, Júlio César, Naves, Alê, Wellington Paulista (Gustavo), Renato Medeiros (Paulo Isidoro), Rafael Silva. Técnico: Sérgio Soares

Veja o gol: https://www.youtube.com/watch?v=X995mbBbdX0

11/6/1972 Juventus 2×2 Panathinaikos-GRE – Amistoso

Milton Buzzetto ganhou fama como treinador do Juventus por armar grandes retrancas e fortes sistemas defensivos. Quando jogador, atuou como zagueiro no próprio Juventus, talvez por isso a mentalidade e estilo defensivo corria em seu DNA.

Na excursão juventina para Europa em 1972, Buzzetto encantou toda a crônica europeia e os adversários com o futebol apresentado pelo Juventus. Foram 9 jogos invictos. A partida mais marcante e que recebeu registro de toda a mídia foi justamente contra o Panathinaikos da Grécia.

Então vice-campeão da Champions League em 1971, os gregos tinham como treinador o lendário Ferenc Puskas. O comandante húngaro levou a equipe grega ao bi-campeonato nacional em 71-72 e tinha uma equipe quase que imbatível, mas não foi páreo para a retranca de Buzzetto.

Perante 70 mil pessoas no estádio Olímpico de Atenas, Sergio Pinheiro e Ziza anotaram os gols juventinos e protagonizaram uma das maiores travessuras grenás em nível internacional de toda a sua história.

O dia em que Buzzetto parou Puskas. Assim celebrou a imprensa á época, destacando a eficiência tática e defensiva do time da Mooca.

O Juventus jogou essa partida com: Miguel (G), Chiquinho, Carlos, Oscar, Osmar, Brida, Brecha, Ziza (Luis Antonio) Adinan, Sérgio Pinheiro, Antoninho. Técnico: Milton Buzzetto

 

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