Esportes

Juventus estreia em casa

A Federação Paulista de Futebol divulgou a tabela provisória do Campeonato Paulista da Série A-2 em 2017, na manhã dessa quarta-feira (30). Disputam a competição 20 clubes, que jogam entre si em turno único na primeira fase. Os dois primeiros colocados conquistam o acesso à elite do futebol estadual. O campeão ganha também uma vaga na Copa do Brasil de 2018. Os seis últimos colocados serão rebaixados para a Série A3.

A tabela aponta a estreia do Juventus contra o Capivariano no dia 29 de janeiro (domingo), no estádio Conde Rodolfo Crespi, na Rua Javari, na Mooca.

Destaque para o clássico paulista entre Juventus e Portuguesa de Desportos, que está marcado para o dia 22 de março, com mando do time juventino.

Datas e horários estão sujeitos à alterações, devido a demanda da televisão e ajustes do calendário.

Confira os jogos do Moleque Travesso na competição:

Data Jogo Estádio
29/1 Juventus x Capivariano Casa
1/2 Juventus x Água Santa Fora
5/2 Juventus x Penapolense Fora
12/2 Juventus x Votuporanguense Casa
15/2 Juventus x Mogi Mirim Fora
19/2 Juventus x Sertãozinho Fora
25/2 Juventus x Guarani Casa
1/3 Juventus x Bragantino Fora
5/3 Juventus x Rio Preto Casa
12/3 Juventus x São Caetano Fora
19/3 Juventus x Taubaté Casa
22/3 Juventus x Portuguesa Casa
26/3 Juventus x Xv de Piracicaba Fora
29/3 Juventus x Barretos Casa
2/4 Juventus x Velo Clube Fora
9/4 Juventus x Rio Claro Casa
12/4 Juventus x União Barbarense Fora
16/4 Juventus x Batatais Casa
23/4 Juventus x Oeste Fora

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Esportes

Super Chapecoense

Em nossa jornada errante de infinitas provações, a dor é um salto inevitável para novos caminhos.

Todo o mundo esportivo faz  uma reverência à Associação Chapecoense de Futebol, sua comunidade e todos aqueles vitimados no terrível acidente aéreo em Antióquia, na Colômbia, na madrugada do dia 28 de novembro.

O time catarinense viajava para um sonho. Era seu jogo da vida. O maior desafio de todos em sua história. A final tão aguardada da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.

A partida não aconteceu. A alegria e euforia se transformou num grande pesadelo.

Torino, Manchester United e Seleção da Zâmbia foram algumas outras equipes do mundo que passaram por trauma terrível e semelhante.

A última exibição oficial do Verdão do Condá foi no estádio Palestra Itália no último domingo, dia 27 de novembro, na festa do título de campeão brasileiro da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Nossa solidariedade para toda a cidade de Chapecó, familiares e torcedores.

A Super Chapecoense está na eternidade.
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Esportes

Nove vezes Palestra

A Sociedade Esportiva Palmeiras conquistou o seu nono título de Campeão Brasileiro na tarde de domingo (27) ao vencer a Chapecoense no estádio Palestra Itália pelo placar de 1 a 0, gol marcado pelo lateral-direito Fabiano.

Essa é a segunda conquista do Verdão em sua casa, desde a sua reinauguração em novembro de 2014. Em 2015 o Palmeiras conquistou a Copa do Brasil.

Confira detalhes da campanha vitoriosa do alviverde

37 jogos
23 vitórias
8 empates
6 derrotas
60 gols pró
31 gols contra

Segundo melhor ataque
Melhor defesa
Campeão do Primeiro Turno
Campeão do Segundo Turno
Time que mais venceu como visitante
Time que menos perdeu como mandante
Time que mais vezes se manteve na liderança
15 jogos sem derrotas durante a competição (melhor sequência no torneio)

Elenco Campeão 2016

Goleiros: Fernando Prass, Jaílson, Vagner e Vinicius Silvestre
Laterais: Zé Roberto, João Pedro, Egidio, Jean, Fabrício, Fabiano
Zagueiros: Edu Dracena, Vitor Hugo, Thiago Martins, Mina
Meio Campistas: Arouca, Moisés, Matheus Salles, Thiago Santos, Allione, Gabriel, Cleiton Xavier, Tchê Tchê, Vitinho
Atacantes: Alecsandro, Cristaldo, Dudu, Gabriel Jesus, Erik, Rafael Marques, Barrios, Roger Guedes, Luan, Leandro Pereira

Curiosidades

Pioneiro: Jailson é o primeiro goleiro negro a ser campeão atuando como titular da meta alviverde. Lourenço, Olavo, Tonho e Aranha foram goleiros negros na história do alviverde que participaram de elencos campeões.

Fim de jejuns: O Verdão venceu o Sport em Pernambuco (que não acontecia desde 2009), ganhou do Internacional no Beira-Rio depois de 19 anos e derrotou o Atlético-PR em Curitiba pela primeira vez desde 2008.

Olímpico: Gabriel Jesus conquistou a medalha de ouro olímpica inédita para o futebol brasileiro.

Gringos: Nunca numa conquista de um título brasileiro do Palmeiras houve tantos estrangeiros no elenco. Cristaldo, Lucas Barrios e Allione (Argentinos) e Mina (Colombiano).

Juventude: Gabriel Jesus, com 19 anos, é um dos jovens atletas do Verdão a conquistar um título Brasileiro. Ele nasceu em 03/04/1997. Alex Alves em 1994, com 19 anos, e Mario em 1973, também com 19 anos, foram jovens a levantar o troféu com a camisa do Palmeiras.

Presidente Pé Quente: Em menos de 24 horas após ser eleito presidente do Palmeiras, Maurício Galliote é o primeiro presidente campeão brasileiro antes mesmo de sua posse na história alviverde.

Conquistas do Palmeiras no  estádio Palestra Itália

Internacionais
Taça Libertadores da América – 1999
Copa Sul-Americana Mercosul – 1998

Nacionais
Campeonato Brasileiro – 2016
Copa do Brasil – 2015
Torneio Rio-São Paulo – 1933

Estaduais
Campeonato Paulista – 1926, 1933, 1936, 1976, 1996 e 2008
Campeonato Paulista Extra – 1926 e 1938
Torneio Início do Campeonato Paulista – 1927, 1939 e 1969
Campeonato Estadual (Taça Competência) – 1926 e 1927

Hall da Fama

Brasileiro (Taça Brasil) 1960

Valdir de Moraes (G), Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar, Jorge, Zequinha, Humberto Tozzi, Romeiro, Julinho, Chinesinho, Cruz. Técnico: Oswaldo Brandão

Brasileiro (Taça Brasil) 1967

Valdir de Moraes (G), Geraldo Scalera, Baldocchi, Minuca, Ferrari, Dudu, Zequinha, César, Ademir da Guia, Tupãzinho, Lula. Técnico: Mário Travaglini

Brasileiro (Roberto Gomes Pedroza) 1967  

Perez (G),  Djalma Santos, Baldocchi, Minuca, Ferrari, Dudu, Ademir da Guia, Dario (Zico), Servilio, César, Tupãzinho (Rinaldo). Técnico:Mário Travaglini

Brasileiro (Roberto Gomes Pedroza) 1969

Leão (G), Eurico, Baldocchi, Nélson, Zeca, Dudu, Ademir da Guia, Edu (Cardoso), Jaime, César, Pio. Técnico: Filpo Nuñez  

Brasileiro 1972

Leão (G), Eurico, Luis Pereira, Alfredo, Zeca, Dudu (Zé Carlos), Ademir da Guia, Edu (Ronaldo), Leivinha, Madurga, Nei. Técnico: Oswaldo Brandão

Brasileiro 1973

Leão (G), Eurico, Luis Pereira, Alfredo, Zeca, Dudu, Ademir da Guia, Ronaldo, Leivinha, César, Nei. Técnico: Oswaldo Brandão

Brasileiro 1993  

Sérgio (G), Gil Baiano, Antonio Carlos, Cléber (Tonhão), Roberto Carlos, César Sampaio, Mazinho, Edilson, Zinho, Edmundo, Evair (Sorato). Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Brasileiro 1994

Velloso (G), Claudio, Antonio Carlos, Cléber, Roberto Carlos, César Sampaio, Flávio Conceição, Rivaldo, Zinho, Edmundo (Amaral), Evair. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Brasileiro 2016

Jailson (G) (Fernando Prass (G)), Fabiano, Edu Dracena (Mina), Vitor Hugo, Zé Roberto, Tchê Tchê, Moisés, Jean (Cleiton Xavier), Roger Guedes, Dudu, Gabriel Jesus. Técnico: Cuca

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FORZA VERDÃO!!!

VIVA O CAMPEÃO! VIVA O PALESTRÃO!

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Esportes, Italianidade

Livro Palestrino

A jornalista Carla Barbosa é a autora da obra “Palmeiras: O Brasil de Coração Italiano”, pela editora Multifoco, que será lançada no próximo dia 17 de dezembro (sábado), das 14h às 19h, no Museu do Futebol, na Praça Charles Muller, estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Em entrevista excluvisa para o blog, a autora conta um pouco mais sobre a sua nova publicação

Como surgiu a Idéia da elaboração dessa obra?

RESP: Quando entrei na faculdade, todos diziam que o TCC (Trabalho de conclusão de curso) era um bicho de sete cabeças. Então pensei: já que é tão difícil, vou fazer algo que me faça feliz e resolvi unir o útil ao agradável, escrevendo um livro, que era um sonho e sobre o Palmeiras, por quem sou apaixonada.

O problema é que eu não conhecia ninguém do clube e nunca tinha ido para São Paulo sozinha (cada viagem era uma aventura). Quando decidi que escreveria o livro, comecei uma busca na internet por nomes que pudessem me ajudar, foi quando surgiu Galuppo e Finelli. As primeiras pessoas que me ajudaram dentro do clube.

De início, quis escrever sobre o ex-goleiro Marcos, mas, coincidiu com a aposentadoria dele e outros dois livros foram escritos. Mudei de planos. Comprei vários livros do Palmeiras e pensei: o que não tiver aprofundado em nenhum deles, eu vou escrever.

Foi assim que nasceu a ideia de falar sobre o Brasil x Uruguai em 65 na inauguração do Mineirão, quando o Palmeiras representou a seleção brasileira. O livro é um contraponto entre o preconceito sofrido pelos italianos e a consolidação de um clube fundado por eles. Escrever em primeira pessoa foi para homenagear meu avô, palmeirense e descendente de italianos. É como se ele contasse o livro. O personagem é fictício, mas, todas as histórias contadas são reais, colhidas nas entrevistas com Mauro Beting, Ademir da Guia, Jota Roberto, entre tantos outros, além das pesquisas que fiz ao longo de dois anos.

Qual a maior curiosidade que encontrou durante as suas pesquisas? E a maior dificuldade?

RESP: O futebol antigo, da época de fundação do Palestra, era um futebol solidário. Arrecadavam dinheiro para ajudar quem precisava, um clube ajudava o outro, como é o caso do jogo das Barricas, entre Palmeiras x Corinthians para ajudar o São Paulo. Sem contar que no início, nenhum jogador vivia disso. Jogavam apenas por amor e hobby. Isso foi além de uma bela curiosidade algo que me fez entender a beleza do futebol, que infelizmente hoje em dia está se perdendo.

Sobre a dificuldade, acredito que a maior delas foi conseguir viabilizar a obra. Foram quatro anos tentando, mas, quando uma editora se interessava, não fechava devido ao licenciamento de marca do Palmeiras. Foi aí que resolvi eliminar as imagens que remetiam ao clube e focar na imigração. Sem símbolo, e sem a marca Palmeiras, consegui a aprovação da editora Multifoco, do Rio de Janeiro para lançamento independente. Meu sonho sempre foi uma publicação pelo clube, como produto oficial, mas, infelizmente isso não foi possível.

A relação Palmeiras-Itália é o tema central da obra. Como você analisa essa ligação nos dias atuais?

RESP: Hoje em dia, sinceramente acho que isso se perdeu. Algumas pessoas lutam para que o Palmeiras continue Palestra de raiz. Mas, vejo isso pouco difundido. Poucos palmeirenses sabem de fato dessa origem, dos propósitos daquele grupo de imigrantes que fundaram o clube e é exatamente com essa parte da história, o meu compromisso ao lançar o livro.

A influência da cultura italiana é um traço marcante em diversos segmentos da nossa sociedade. Qual a importância do Palmeiras na difusão desses valores ao longo dos tempos?

RESP: A principal contribuição do clube foi romper o preconceito. Mas, como disse, acho que muito da cultura italiana se perdeu e os valores também. Os mais novos precisam conhecer essa história e se orgulhar dela, sendo descendente ou não de italiano, pois esse povo construiu mais que o Palmeiras, mais que São Paulo, eles fazem parte da identidade do Brasil.

Em 1942 o clube teve que mudar de nome de Palestra Itália para Palmeiras devido a Grande Guerra. Como você avalia esse fato do ponto de vista da relação entre o clube a sua italianidade ancestral?

RESP: Difícil saber se os laços começaram a se romper a partir daí, ou com o passar dos anos. Com certeza esse momento da história teve sua parcela de culpa, já que as raízes foram cortadas a força e as consequências da Guerra foram sofridas. Mas, não acho que esse tenha sido o único motivo. Certamente a mistura com o Brasil falou mais alto. Não digo que não seja um clube brasileiro, claro que é. Mas, acho que pouco se fala sobre a história… de onde veio. Na verdade, isso acontece com todos os clubes. Pouco se fala das origens. Os torcedores não tem esse conhecimento porque simplesmente ele não é repassado.

Diversas ações ao longo do tempo rementem o clube as suas origens, tais como camisas comemorativas, por exemplo. Como você avalia essas iniciativas?

RESP: Acho bacana demais! Além de lindas, esse tipo de iniciativa é fundamental para contar a história e mostrar que o palmeirense tem orgulho das raízes. Nosso Palmeiras tem o estádio com um nome que remete aos tempos de Palestra, abriu uma cantina também com o nome Palestra e as cores da Itália, isso é lindo. Mas, volto a dizer, a maioria sabe apenas que é um clube de descendência italiana. Talvez os torcedores paulistas tenham um conhecimento maior, por causa da influência mais próxima dos italianos. Mas, eu que moro em Minas Gerais, quando conto algo sobre a fundação, ninguém conhece. Acho que o livro vai tentar cumprir um pouco desse papel.

Com o fim dos processos migratórios, é fato que o clube deixou de ser um ambiente de italianidade há décadas. Você acredita que as futuras gerações preservarão essa identidade? Quais os desafios?

RESP: Se nada mudar, acredito que não. Os palmeirenses mais velhos e principalmente, o próprio clube devem fomentar isso. Ir além das camisas comemorativas. Muitos jovens não conhecem a história do futebol no Brasil, como ele veio pra cá, qual o propósito, enfim. Não só as raízes italianas precisam ser preservadas, como também a ideologia do futebol. O principal desafio é romper a barreira do capitalismo. Futebol hoje é sinônimo de dinheiro. Pouca gente se importa com a história, mas, ela é apaixonante!

Saiba mais sobre a obra através dos links abaixo:

https://www.facebook.com/dribledeletra/?ref=ts&fref=ts

https://www.facebook.com/PalmeirasOBrasilDeCoracaoItaliano/?fref=ts

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FORZA VERDÃO!!!

 

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Esportes

Famiglia Palestra

A história do basquete do Palmeiras pode ser descrita por algumas famílias que sempre estiveram ligadas a modalidade dentro do clube apoiando incansavelmente a sua evolução com abnegação e amor.

Paolillo, Caviglia, Capodaglio, Ranieri, Biagioni, Gambini, Massa, Setrini, Casanova, Capucci, Barrichello, Carone, Aguirre entre tantos outros sobrenomes marcaram as suas trajetórias esportivas e pessoais através das cestas do Palestra Itália.

Uma delas, entretanto, tem motivo especial para comemorar essa semana. No último domingo (13), o caçula da família Faria sagrou-se campeão paulista mini (sub-13). Tiago, ou Tico como todos nós conhecemos, segue os passos do avô, do pai, dos tios e dos irmãos com a camisa palestrina. Todos campeões com o basquete alviverde.

O início dessa dinastia começou nos anos 70, quando o patriarca Ronaldo Aguiar Faria assumiu a diretoria de basquete do Palmeiras e seus filhos, Roberto, Ricardo e Ronaldo atuavam como atletas nas categorias de base do alviverde. Durante quase uma década, todos obtiveram conquistas importantes individuais e coletivas.

Cresceram como atletas e profissionais, seguindo caminhos e oportunidades de vida fora do Palestra Itália. Mas nunca se desligaram das alamedas do Parque Antártica, sempre vivenciando intensamente a vida esportiva do Verdão.

A continuidade dessa saga foi retomada por Ronaldo Aguiar Faria Junior que assumiu ao cargo de técnico das categorias de base do Palmeiras no final dos anos 90, ocupando essa função até os anos 2000. Logo foi alçado a diretor efetivo da modalidade em 2007. Justamente nesse ano seu filho mais velho Pedro fez parte de uma geração vencedora na categoria de base do basquete palmeirense, após longo período de jejum.

Pedro cumpriu uma linda trajetória, alcançando as seleções paulista e brasileira. Atuou no basquete universitário norte-americano e teve sua estreia como profissional atuando pelo Clube de Regatas do Flamengo.

João, o filho do meio, quase fura a tradição dos Faria no basquete. Apaixonado pelo futebol, fez parte das equipes de futsal e futebol de campo do Palmeiras. Mas o basquete falou mais alto e logo trocou os pés pelas mãos. Em 2015, sagrou-se campeão estadual juvenil, título que o alviverde não conquistava desde 1983.

Um fato inusitado aconteceu em 19 de setembro de 2015. João, atuando pelo Palmeiras e Pedro, pelo Flamengo, se enfrentaram em uma partida oficial pela Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB). Venceu o palestrino, por 57 a 50.

Coube agora a Tiago dar seguimento à essa caminhada da família no basquete alviverde. E o garoto assim o faz com grande competência. Já são sete títulos em três anos. Igualou o recorde de atleta do Palmeiras com maior número de títulos de campeão paulista na categoria de base consecutivos, vencendo o torneio da Grande São Paulo por quatro vezes seguidas, algo que só havia acontecido nos anos 60. Duas vezes o maior cestinha da competição. Eleito uma vez o melhor atleta do ano em sua categoria pela Federação Paulista de Basquete. E essa caminhada esportiva ainda nem começou.

Por tudo isso e muito mais, longa vida à família Faria!

Que essa simbíose gloriosa permaneça por tantas outras gerações e nos sirva de exemplo!

Confira a trajetória dos irmãos Faria na categoria de base do basquete do Palmeiras:

PEDRO ALCANTARA ABBADE AGUIAR FARIA

798 pontos
Campeão Copa Sudeste (2007), Campeão Paulista Mirim (2007), Campeão Paulista Infantil (2008), Campeão Estadual Infantil (2008)

Convocações para a seleção brasileira sub-15 e sub-16 (Quinto lugar na Copa América)
Convocações para a seleção paulista sub-15

JOÃO ALCANTARA ABBADE AGUIAR FARIA

1.056 pontos
Campeão Paulista Mirim (2011), Campeão Estadual Juvenil (2015)

TIAGO ALCANTARA ABBADE AGUIAR FARIA

1.338 pontos
Campeão Paulista Pré-Mini (2013), Campeão Estadual Pré-Mini (2013), Campeão Paulista Pré-Mini (2014), Campeão Estadual (2014), Campeão Paulista Pré-Mini (2015), Campeão Estadual (2015), Campeão Paulista Mini (2016)

Cestinha do Campeonato Paulista Pré Mini (2015) e Cestinha do Campeonato Paulista Mini (2016)

Troféu Antonio Chakmat (2015) – Melhor Atleta do Ano

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É COM O PÉ, É COM A MÃO, O PALESTRA É CAMPEÃO!!!

periquito

FORZA VERDÃO!!!

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Falta o camisa 9

No último dia 7 de novembro um novo membro ilustre integrou o panteão sagrado dos heróis palestrinos com um busto de bronze nas alamedas do Palestra Itália. Trata-se do meio campista Olegário Tolói de Oliveira, vulgarmente conhecido como Dudu.

O jogador, que marcou época nos anos 60 e 70 pelo alviverde, juntou-se a Oberdan Cattani, Marcos, Junqueira, Waldemar Fiume e Ademir da Guia com tamanha e exclusiva honrária.

Justa e merecida homenagem. Todos os nossos ídolos, que sangraram pelo manto palestrino com raça e técnica como assim o fez esse sexteto fantástico, devem ser exaltados e reverenciados sempre. Todo o aplauso e gesto de carinho são pouco perante a alegria, emoção e glórias eternas que esses personagens nos legaram.

Todos os envolvidos nessas homenagens estão de parabéns. Preservar a nossa memória e valorizar a história gloriosa do querido Palestra é garantia de manter sempre viva a chama que nos norteia por mais de um século.

Exaltar os grandes atletas palestrinos é dar referência para todos (verdes ou não) da grandeza de princípios que mantém o alviverde sempre imponente dentro e fora das lides esportivas.

Nessa seleção de grandes craques já temos dois goleiros, um zagueiro, dois volantes e um meia. Para que façamos jus ao nosso hino oficial, que exalta todos os setores que compõem a formação de uma equipe, celebrando a defesa que ninguém passa, a linha e atacante de raça, falta o camisa 9 entre os imortais.

Não é difícil buscarmos essa figura na vida palestrina. Craques que envergaram a 9 com galhardia não faltam. Ademar Pantera, Aquiles, Cesar Lemos, Evair, Heitor Marcelino, Humberto Tozzi, Mazzola, Liminha, Romeu Pelliciari, Servílio, Tupãzinho e Vavá são alguns dos maiores centroavantes do Verdão. Mestres em balançar às redes adversárias. Astros de primeira grandeza, que além do dever de ofício, cumpriram sua trajetória no Palmeiras com alma e coração.

Qualquer um deles ali representados num busto de bronze já cumpriria a ausência de um grande atacante entre os eternos ídolos palmeirenses que ornamentam os jardins do nosso amado Palestra Itália.

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FORZA VERDÃO!!!

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História que se repete

Reproduzimos aqui um artigo escrito pelo jornalista Vincenzo Ragognetti na Revista Vida Esportiva Paulista, número 30, em agosto de 1942.

O conteúdo é atual e recorrente na história palmeirense. Qualquer semelhança é mera coincidência:

O Palestra vence, mas não convence… Sempre o velho estribilho

Desde a sua fundação, o Palestra não tem sorte com os comentários que os fãs de todos os times e os cronistas de todas as penas fazem sobre os resultados dos seus embates. O palestrino está acostumado com isso, e não liga, e acolhe tudo com o seu bom sorriso de superioridade, com aquela atitude que constitui o gesto de “faire de niches” dos que tem certeza do seu valor intrínseco e real.

A frase já se tornou a mofa tradicional do palestrino de todas as camadas. A cada fim de jogo, em que o quadro aplicou, com saúde e com galhardia, toda a potencialidade da sua habilidade, o torcedor do clube alviverde, contente com a vitória espetacular e bonita, pensa com ar de chacota e com a intenção de troçar:

“Amanhã, todos os jornais dirão que o Palestra venceu mas não convenceu!”

Dito e acertado: no dia seguinte, em letras garrafais, ou em letras sem garrafas, a maior parte dos cronistas tenta convencer os seus leitores de que o Palestra “venceu, mas… não convenceu”. Não convenceu, naturalmente, eles, torcedores sistemáticos do  “contra ao Palestra”, eles adversários intransigentes do alviverde, a todo o custo.

Não se compreende por que  isto acontece somente com o Palestra. Não se compreende ainda mais, entre cronistas imparciais, sem cor de nenhum clube, que olham as refregas com completa isenção de ânimo, e sem se deixar levar pela torcida, cega e vesga.

Um exemplo de palpitante atualidade: há dias, feriram-se dois encontros, que, nas vésperas, eram taxados de “jogos-chaves”, “jogos-perigosos”, em que o Palestra deveria atacar no seu “fortim”, o Juventus, o “papão de todos os campeões”, no seu campo na rua Javari; e em que o São Paulo F.C. deveria enfrentar na Vila Belmiro, no seu campo, na sua cidade, e com a sua torcida, o Santos F.C..

Pois bem, sabe-se o resultado dos dois embates: duas perfeitas “barbadas”, para os dois quadros colocados nos primeiros lugares. Leiam, por favor, as crônicas, do dia seguinte: o que o São Paulo fez foi um assombro, um espetáculo empolgante de futebol mestre, uma exibição memorável de clássico jogo de grande e alta categoria, enfim, um hino aos tricolores, que souberam tão galhardamente conquistar a vitória difícil.

O que fez o  Palestra, ao contrário, foi uma coisa fácil, pois o encontro foi bem pouco interessante, sem um só episódio digno de nota, uma refrega tão pouco disputada que nem valeu a pena de ir assistir, e um jornal, com o peso da sua responsabilidade, chegou ao cúmulo de afirmar, em letras de forma, que o jogo entre o Palestra e o Juventus chegou a dar… sono! A repetição da velha ladainha:  O Palestra venceu, mas não convenceu.

Ora, isso não se explica, porque não é justo. Tudo o que tem sabor de injustiça deve ser apontado, para se evitar a sua repetição. O Palestra é um clube de tamanha responsabilidade nos esportes brasileiros, de tamanha fama, em todos os centros, onde se cultiva o futebol no resto do país, que não precisa mendigar elogios a quem quer que seja. Cumpre a sua missão com altivez, com dignidade, e, direi também, com religiosidade. Mas é necessário não insistir no achincalhe sistemático a tudo que ele faz, a todas as vitórias que ele conquista, com igual esforço do que os outros, a todos os êxitos que ele obtém com sacrifício dos seus dirigentes, com abnegação dos seus sócios, com devoção, por todos aqueles que seguem a bandeira verde e branca.

Pois, que se “vencesse e não convecesse” o Palestra não seria, no panorama nacional, a sociedade típica que é, o “clube mais popular do Brasil”, e não teria privilégio glorioso de ser o único clube em todo o país que jogou, venceu e convenceu, em todos os campos dentro e fora do Estádio!”

periquito

FORZA VERDÃO!!!

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