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Choque-Rei em números

O Verdão defende um tabu de 11 anos invicto no clássico Choque-Rei diante do São Paulo Futebol Clube nesse sábado (2), às 21h, pelo Campeonato Brasileiro, no estádio Palestra Itália. Desde o dia 29 de agosto de 2007, o alviverde não perde para os tricolores na casa palestrina.

De lá para cá, foram 10 jogos, com 8 vitórias alviverdes e 2 empates. Nesse período, o Verdão marcou 24 gols contra 5 gols dos são-paulinos.

No geral, o estádio Palestra Itália recebeu 42 clássicos entre as equipes, com 22 vitórias alviverdes, 10 vitórias do São Paulo, 10 empates, 67 gols pró Palmeiras e 34 gols pró Tricolor.

Entre os grandes clubes paulistas (Santos e Corinthians), o São Paulo é a equipe que menos visitou o Palmeiras em seus domínios. Os santistas jogaram 78 vezes contra os palestrinos no estádio Palestra Itália e os corintianos 47 vezes.

Do atual elenco, Dudu, Keno e Willian já marcaram 2 gols cada no confronto contra os tricolores.

Números Gerais

O São Paulo Futebol Clube tem uma dualidade histórica em sua data de fundação. Algumas correntes entendem que o Tricolor Paulista tem sua trajetória iniciada em 25 de janeiro de 1930. Outros entendem que o início do atual São Paulo se deu no dia 16 de dezembro de 1935.

Sem entrar no mérito dessa questão, aqui apresentamos as estatísticas entre Palestrinos e Tricolores nesses dois períodos.

Na somatória a seguir, estão incluídos jogos do Torneio Início do Campeonato Paulista e um jogo válido pela Taça Manoel Domingos Correa.

Palmeiras x São Paulo da Floresta (1930 até hoje)

Jogos: 325
Vitórias Palmeiras: 107
Empates: 106
Vitórias SPFC: 112
426 gols pró Palmeiras
431 gols contra Palmeiras

Palmeiras x São Paulo F.C. (1936 até hoje)

Jogos: 309
Vitórias Palmeiras: 102
Empates: 99
Vitórias SPFC: 108
402 gols pró Palmeiras
406 gols contra Palmeiras

Maior Goleada a favor do Palmeiras:
19/05/1965 Palmeiras 5 x 0 São Paulo – Rinaldo, Servílio (2), Dario (2) – Torneio Rio São Paulo

Maior Artilheiro do Palmeiras no Choque-Rei:
Evair – com 9 gols marcados

Taças conquistadas pelo Palmeiras em confrontos diretos contra os Tricolores:

1930 Torneio Início do Campeonato Paulista
1932 Taça A Bola
1933 Taça O Dia
1942 Taça Vida Esportiva Paulista
1944 Taça Choque Rei
1946 Torneio Início do Campeonato Paulista
1952 Torneio Quadrangular São Paulo-Rio (*** título dividido)
1983 Taça Tv Record
1984 Taça Paulo Machado de Carvalho
1985 Taça Diário Popular

Taças conquistadas pelo São Paulo em confrontos diretos contra os Palmeirenses:

1931 Taça General Isidoro Lopes
1932 Torneio Início do Campeonato Paulista
1952 Torneio Quadrangular São Paulo-Rio (*** título dividido)
1976 Toneio Triangular Maringá
1992 Campeonato Paulista

palmeiras x spfc1

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Palestra na frente

Nos oito Derbys realizados em toda a história da Arena de Itaquera, quem saiu na frente nunca perdeu. Essa lógica foi mantida na tarde de sábado (31), quando o Palmeiras venceu o Corinthians pelo placar de 1 a 0, gol marcado pelo atacante colombiano Borja, no jogo de ida da final do Campeonato Paulista.

O jogo de volta acontece no estádio Palestra Itália, no próximo domingo (8), às 16h, apenas com torcida palmeirense. Para essa partida, o volante Felipe Melo, expulso de campo, cumpre suspensão automática e é desfalque garantido na equipe de Roger Machado.

Os alvinegros precisam vencer por dois gols ou mais de diferença para ficar com a taça. Uma vitória deles por um gol de diferença leva a decisão para a cobrança de penalidades máximas. Ao alviverde, um empate ou vitória por qualquer placar garante a taça.

Nessa temporada, o Corinthians perdeu todas as primeiras partidas nos jogos eliminatórios do Campeonato Paulista, contra Bragantino e São Paulo, e reverteu no jogo de volta.

Já o Palmeiras ganhou todas as primeiras partidas nos jogos eliminatórios do Campeonato Paulista, contra Novorizontino e Santos, e garantiu a vantagem sobre os seus rivais no jogo de volta.

A vitória palestrina põe fim a um incômodo tabu. O time palmeirense não ganhava um Derby há quatro partidas, desde 17 de setembro de 2016, quando bateu os alvinegros pelo placar de 2 a 0, pelo Campeonato Brasileiro, na própria Arena de Itaquera. De lá para cá, foram quatro confrontos, com quatro vitórias seguidas dos corintianos, registrando a maior sequência positiva da história do clube de Parque São Jorge contra o seu maior rival.

Essa é a primera decisão entre as equipe na Era da Arenas. É também a primeira final entre ambos no século XXI. A última decisão entre os rivais aconteceu há 19 anos atrás, em 1999, pelo Campeonato Paulista, com vitória alvinegra.

No total, os times já decidiram cinco estaduais, com três vitórias palmeirenses (1936, 1974 e 1993) e duas dos alvinegros (1995 e 1999).

Estrangeiro goleador

O atacante colombiano Miguel Borja é o décimo terceiro estrangeiro a marcar gol em Derbys atuando pela Sociedade Esportiva Palmeiras. Yerri Mina, Carazzo, Echevarrieta, Villadoniga, Gonzalez, Bovio, Ponce de Leon, Artime, Rincon,  Arce, Munoz e Valdivia foram os outros estrangeiros alviverdes que escreveram seus nomes na história ao marcarem gols no tradicional confronto entre palestrinos e corintianos.

Borja também deixou sua marca em todos os clássicos nessa temporada (Santos, São Paulo e Corinthians). O último atleta palmeirense a marcar um gol em cada clássico no mesmo ano foi o zagueiro Yerri Mina, em 2016.

Com 7 gols marcados no Campeonato Paulista, Borja é o atual artilheiro da competição. Se ele mantiver a ponta dos goleadores até o fim do campeonato, o colombiano pode entrar para história do futebol paulista ao se tornar o primeiro jogador estrangeiro da era profissional a ser artilheiro do campeonato estadual mais importante do país.

Exceto pelos primeiros tempos do futebol paulista na década de 10, onde atletas de origem inglesa e alemã acabaram na artilharia geral da competição, nunca um jogador de origem sul-americana terminou como artilheiro do Paulistão.

Herbert Boyes (inglês do São Paulo Atlhetic foi artilheiro em 1903, 1904 e 1910), Hermann Friese (alemão do Germânia foi artilheiro em 1905), Fuller (alemão do Germânia foi artilheiro em 1906), Whatley (britânico do Mackenzie College foi artilheiro em em 1913).

Desde então, nenhum outro estrangeiro terminou na artilharia máxima do torneio.

Decisão fora de campo

Mal acabou uma decisão dentro de campo, o Verdão já terá outra importante batalha nos tribunais. O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SP) confirmou para a próxima segunda, dia 2 de abril, o novo julgamento do goleiro palmeirense Jailson, no Pleno.

Punido no primeiro julgamento com três partidas de gancho, pela expulsão e por declaração dada após o clássico contra o Corinthians, na primeira fase da competição estadual, Jailson ainda tinha um jogo a cumprir, mas foi liberado na fase semifinal graças a efeito suspensivo.

Títulos no Palestra

Ao longo de mais de cem anos, tanto Palmeiras quanto Corinthians já conquistaram inúmeros títulos estaduais no estádio Palestra Itália, palco da partida decisiva que definirá o Campeão Paulista de 2018.

Os alvinegros foram campeões paulistas no estádio palestrino nos anos de 1914 (primeira conquista futebolística de sua história), 1916 e 1929. Além de celebrarem uma conquista de Torneio Início do Campeonato Paulista em 1936.

Já os palestrinos, comemoraram em sua casa os títulos paulistas de 1926, 1933, 1936, 1976, 1996 e 2008. Os palmeirenses também celebraram em seus domínios os troféus da Taça Libertadores de 1999, da Copa Sul-Americana Mercosul em 1998, do Torneio Rio-São Paulo em 1933, dos Campeonatos Paulistas Extras de 1926 e 1938, do Torneio Início do Campeonato Paulista de 1927, 1939 e 1969, da Copa do Brasil de 2015 e do Brasileiro de 2016.

Apenas por duas vezes em toda a história, palmeirenses e corintianos fizeram o jogo de volta de uma decisão de qualquer competição na casa alviverde.

O Campeonato Paulista de 1936 foi a primeira decisão entre palestrinos e corintianos em confrontos eliminatórios no estádio Palestra Itália. Na ocasião, o Verdão venceu por 2 a 1, gols marcados por Moacyr e Luzinho Mesquita, e ficou com a taça.

Em 1938 foi a segunda decisão entre os maiores rivais realizada na casa palestrina. Valendo pelo Campeonato Paulista Extra, novamente o alviverde venceu por 2 a 1, gols marcados por Barrilotti e Rolando, e conquistou mais uma competição sobre os alvinegros.

Números do Derby

Com o triunfo em Itaquera, o Palmeiras abriu uma margem de quatro vitórias sobre o seu maior rival em toda a história dos confrontos diretos entre as equipes. Em 366 jogos, são 130 vitórias palestrinas, 110 empates e 126 vitórias dos alvinegros.

Os números do trabalho apresentado pela Sociedade Esportiva Palmeiras englobam todas as competições disputadas entre as equipes, inclusive o Torneio Início do Campeonato Paulista, respeitando e preservando a história puramente factual, frio, sem análises, interpretações personalistas, critérios próprios ou julgamentos.

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Raça, técnica e coração

O primeiro tempo do Palmeiras no Choque-Rei dessa quinta-feira (8), pelo Campeonato Paulista, no estádio Palestra Itália, pode ser sintetizado no título acima. Os mais de 34 mil torcedores presentes viram uma disposição incrível dos palestrinos, além de um futebol técnico e bem organizado em campo.

A atmosfera no palco palmeirense ferveu do primeiro ao último minuto. Arquibancada e time na mesma sintonia. Uma pressão absurda que sufocou o rival, que ficou acuado e sem saída. Não teve bola perdida nem passe quadrado. Com essas combinações o Verdão construiu uma grande vitória.

Roger Machado conduziu os seus comandados com maestria e precisou de apenas 45 minutos para se impor sobre o seu tradicional adversário. Os jogadores chaves da equipe renderam o esperado e a cada jogo o time ganha forma, personalidade e segue evoluindo. Fruto e mérito do trabalho do treinador, que merece respeito e apoio.

Não há como descartar as fragilidades apresentadas pelos tricolores, as quais o técnico alviverde soube explorar com competência e inteligência. O São Paulo optava por bloquear o meio de campo e deu os lados do campo para o Palmeiras. Isso foi decisivo para o triunfo alviverde. Não obstante, os laterais Marcos Rocha e Victor Luis foram um dos maiores destaques do clássico.

Não teve bola perdida ou dispersão do lado verde. Todos os atletas merecem uma menção pela regularidade apresentada e cumpriram a risca as suas funções táticas, no ataque e na defesa.

Os esmeraldinos sabiam do tamanho e importância do jogo, que pode ter garantido a primeira colocação geral na classificação do estadual, a qual dá ao Palmeiras o direito de disputar os jogos decisivos nas fases seguintes ao lado do seu torcedor. Uma vantagem considerável.

O jogo de ontem também marcou o centésimo jogo do Verdão na sua casa, após a sua reforma e reabertura em 2014, o que dá ainda mais lustro ao triunfo palestrino.

Os ruídos e boatarias que cercaram o dia a dia palmeirense tendem a diminuir, após a apresentação e resultado obtidos por Roger Machado. Chegou-se ao cúmulo de ventilarem a possibilidade de criar uma pressão insustentável em torno do treinador em caso de um placar diferente daquele que foi obtido.

Muito se fala em não repetir os erros de 2017. Cogitar uma troca de comando seria jogar nossa temporada (que só está no início) na lata do lixo. A continuidade do que foi planejado inicialmente com unidade e equilíbrio são cruciais para o sucesso da equipe.

Que o Verdão aproveite uma temporária calmaria (algo raro na vida de qualquer clube) para se fortalecer para os confrontos decisivos que teremos pela frente no Estadual e na Libertadores.

Com raça, técnica e coração, o Palmeiras tem tudo para dar as alegrias que nós torcedores tanto sonhamos e seguir rumo às Glórias.

Que essa postura apresentada diante do São Paulo seja uma constante e não uma exceção em nossa caminhada.

borja

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Gringos no Palestra

Yerri Mina se tornou o quadragésimo atleta estrangeiro da Sociedade Esportiva Palmeiras a marcar gol no estádio Palestra Itália. O zagueiro colombiano foi para as redes no clássico diante do Santos, na  última terça-feira (12), no empate por 1 a 1, pelo Campeonato Brasileiro.

Em 17 de julho de 1927, o espanhol Carazzo foi o primeiro atleta estrangeiro pertencente ao alviverde a anotar um tento na casa palestrina, na goleada por 11 a 2 contra o Corinthians de São Bernardo do Campo, em partida válida pelo Campeonato Paulista.

O atleta estrangeiro do Verdão que mais gols marcou no estádio foi o argentino Echevarrieta, com 46 gols anotados.

Dos 3.803 gols marcados pelo Palmeiras em seu estádio até aqui, 257 foram feitos por jogadores de outras nacionalidades.

Assim como Mina, colombianos que vestiram a camisa esmeraldina também deixaram suas marcas no estádio: Pablo Armero, Lozano, Asprilla, Rincon e Munoz.

Confira os dez maiores artilheiros estrangeiros do Palmeiras no estádio do Palesta Itália:

Echevarrieta   46

Arce                  27

Munoz              20

Artime              18

Villadoniga      14

Valdivia            13

Rincon              11

Cristaldo          11

Hector Silva     8

Asprilla             8

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Palestra Italia em livro

Berço da primeira partida do futebol oficial no Brasil em 1902, a obra “Parque dos Sonhos” retrata os feitos históricos, evoluções arquitetônicas, jogos, marcas, recordes, estatísticas, fotos inéditas e curiosidades do Estádio Palestra Italia, ao longo dos tempos.

O lançamento e a noite de autógrafos acontece no dia 29 de março (terça-feira), a partir das 19h, no saguão principal da Biblioteca Municipal Mário de Andrade, localizado na Rua da Consolação, 94, no centro de São Paulo, a 100 metros da estação de metrô Anhangabaú, com entrada franca.

Organizado por  Fernando Razzo Galuppo e José Ezequiel de Oliveira Filho em parceria com a editora In House, o livro conta com riqueza de detalhes, fruto do exaustivo e metódico trabalho de pesquisa dos autores.

“O Palestra Italia precisava ter um registro para a posteridade de suas fases e momentos.  O local trata-se de um dos únicos espaços esportivos do século XIX que se mantém ativo e atualizado na grande metropole paulista, que a cada segundo despreza as suas referencias históricas”, diz Fernando Galuppo.

O livro surgiu de um bate-papo informal entre os autores. “Como pesquisadores da história do futebol, em especial, das coisas do Palmeiras, sentiamos a falta de um trabalho organizado que pudesse contar a história da casa palmeirense. Quem era o maior artilheiro? Quais foram os grandes momentos e mudanças? Qual foto mais marcante? Quantos títulos foram conquistados? Eram algumas questões que tinhamos e como resultado surgiu esse lindo trabalho”, comenta José Ezequiel de Oliveira.

Localizado no bairro da Água Branca, o Parque Antartica ocupava uma área de cerca de 20 alqueires e foi fundado em 1891 pela Companhia Antarctica Paulista, fundada naquele mesmo ano, que havia adquirido o terreno para a instalação da sua fábrica de cerveja. O local se transformou numa referencia de recreação e divertimento, sendo palco, entre outros das primeiras partidas de futebol da pauliceia.

Em abril de 1920, o Parque Antartica foi comprado pelo Palestra Italia, naquilo que ficou conhecido como a loucura do século. “Foi uma ousadia que causou um grande espanto nos meios esportivos e fora dele. Guardadas as devidas proporções, para se ter noção do empreendimento, nos dias de hoje era como se um grupo de jovens que recém fundaram um clube planejassem comprar o Parque do Ibirapuera para construir e edificar a sua sede esportiva. Esse sonho virou realidade e vive intensamente por quase um século”, explica Galuppo.

De lá para cá, a praça esportiva teve diversas melhorias e mudanças em sua estrutura física. “A primeira grande construção podemos verificar nos anos 30, quando o estádio passou a ter arquibancadas de concreto armado, a primeira do genero em São Paulo. Depois, a construção do Jardim Suspenso, nos anos 60. E mais recentemente uma arena Multiuso. Isso demonstra o pensamento de vanguarda que norteia os palestrinos, ao longo dos tempos”, lembra Ezequiel.

Com 178 páginas, rico em fotos, colorido e papel nobre, a montagem e diagramação do livro ficou por conta de Márcio Martelli. “Foi um trabalho apaixonante. Envolvi-me nessa linda história e não há como não se emocionar por cada momento”, fala.

O trabalho conta ainda com prefácio do ministro Aldo Rebelo e texos dos jornalistas Adriano Pessini e Rodrigo Barneschi, entre outros. Tudo em dois idiomas:  inglês e português. “Era imprescindivel a obra ser bilingue, pois essa historia ultrapassa os limites de um clube ou de espaço. É o registro de um local que guarda memorias e sentimentos, que merecem ser preservados pelas futuras gerações, em todo canto do mundo”, finaliza Ezequiel.

Serviços:

O que: Livro Parque dos Sonhos
Onde: Biblioteca Municipal Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94, ao lado da estação de metrô Anhangabaú
Horário: a partir das 19h
Quando: 29 de março (terça-feira)
Entrada Franca
http://inhousestore.com.br/parque-dos-sonhos.html

CONVITE PARQUE DOS SONHOS

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Palestra Cinquentão

Quando o Palmeiras entrar em campo na quarta-feira (9) contra o Nacional-URU pela terceira rodada da primeira fase da Copa Libertadores da América, no estádio Palestra Itália, o time alviverde fará a sua partida de número 50 em sua casa pelo torneio continental.

Até aqui foram 49 jogos, 34 vitórias, 11 empates, 4 derrotas, 120 gols pró e 41 gols contra.

O número de jogos é relativamente baixo para um clube que participa da competição desde 1961. Isso se explica pelo fato do Palmeiras usar em seus mandos de campo o estádio municipal do Pacaembu em suas duas primeiras participações em 1961 e 1968.

A primeira partida do Verdão no estádio Palestra Italia aconteceu em 3 de março de 1971 contra o Deportivo Galicia da Venezuela, apenas em sua terceira participação no torneio. O time palmeirense venceu pelo placar de 3 a 0. O atacante Cesar Maluco foi autor do primeiro gol alviverde em sua casa pela competição continental. Completaram o placar Fedato e Hector Silva.

A maior goleada do Palmeiras na competição em sua casa foi no dia 4 de abril de 1995.   Palmeiras 7×0 El Nacional do Equador. Paulo Isidoro, Edmundo (2), Rivaldo (2) e Valber (2) foram os autores dos gols palestrinos.

Outra goleada marcante para o torcedor palmeirense foi diante do Boca Juniors-ARG pelo placar de 6 a 1, em 9 de março de 1994. Foi uma aula de futebol dos palmeirenses sobre os argentinos!

A conquista da Copa Libertadores da América em 1999 teve como palco a casa palmeirense. Diante do Deportivo Cali-COL, o Verdão venceu os colombianos no tempo normal por 2 a 1 e também nas penalidades máximas pelo placar de 4 a 3.

Colo Colo-CHI, São Paulo-SP (duas vezes), Cerro Porteño-PAR foram as únicas equipes a conquistarem vitórias sobre o Verdão em seus domínios pela Copa Libertadores.

O goleiro Marcos é o recordista de jogos com a camisa do Palmeiras no Palestra Italia, com 26 jogos na meta do Verdão pela Copa Libertadores da América, em seis edições do torneio. O meia-atacante Lopes é o maior artilheiro do Palmeiras no Palestra Itália, com oito gols marcados.

Principais artilheiros do Palmeiras no Palestra Italia pela Libertadores:

Lopes – 8
Edmundo – 7
Rivaldo – 5
Alex – 5

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Recomeço…

Dentro de seus domínios o time comandado por Marcelo Oliveira tem sido ineficaz em 2016 como nunca se viu em toda a história do Palmeiras.

Nem nos tempos da fila nos anos 80 ou dos times pífios que tivemos no início dos anos 2000 são tão frágeis como o time atual jogando no Palestra Itália.

A derrota para a Ferroviária por 2 a 1 no domingo já iguala o recorde negativo de 1976 como o pior início do Verdão em seu estádio.

Se o Palmeiras não vencer o Rosário Central-ARG na quinta-feira pela Copa Libertadores será a primeira vez em mais de 100 anos de vida que o time alviverde ficará quatro jogos sem vitórias nas quatro primeiras partidas em sua casa. Um completo absurdo!

Falta brio. Falta qualidade. Falta tática. Falta preparo. Falta tudo!

Mas acima de tudo, falta uma proposta de jogo bem definida. O Palmeiras há anos não tem um conceito de futebol definido. Desde o fim da Academia nos anos 70 uma filosofia de jogo inexiste. Nem se quer é discutida entre as lideranças do clube, como algo importante e prioritário.

Exceção feita ao período Parmalat nos anos 90, vivemos do personalizamos de alguns e nos descaracterizamos de nossas tradições futebolísticas ano após ano. Cada um que chega põe seu jeito. E quando sai leva com ele sua proposta. E a instituição, a todo tempo, precisa correr atrás e se reinventar.

Entregamos o nosso futebol à terceiros e ignoramos nossa essência vitoriosa que nos conduziu ao título de Campeão do Século XX no país do futebol.

Técnico tem culpa. Jogador tem culpa. Mas acima de tudo, os responsáveis pelo projeto esportivo do Palmeiras são os maiores responsáveis pelo baixo rendimento dessa atual temporada.

Contratações aos montes. Time despersonalizado. Problemas nos departamentos físicos e médicos. Isolamento do treinador. Falta de respaldo ao elenco nos momentos de crise junto a imprensa e ao torcedor. Preços abusivos que afastam o torcedor de sua paixão. E, acima de tudo, entregam um “produto” pobre!

O Palmeiras de fevereiro de 2016 não é nem sombra do Palmeiras campeão da Copa do Brasil em dezembro de 2015.

Não apenas pela baixa qualidade do futebol apresentado em campo. Mas não há sinergia e coesão, que havia há poucos meses atrás em todos os setores.

Bradaram por ai que ninguém é campeão em fevereiro. Mas lembro que em abril colheremos o que plantamos (ou não) em fevereiro…  Atenção. Já perdemos 12 pontos no Paulista, sendo DEZ deles em casa. Esse ano caem seis equipes. Vacilar agora é agonia no final.

Que quinta-feira a história seja outra. Que na Libertadores inicie de vez a nossa temporada! Não da boca para fora. Mas com atitude em campo e fora dele.

O Palmeiras nunca perdeu como mandante para times argentinos em Libertadores! Foram 9 jogos, 6 vitórias, 3 empates, 21 gols pró e 5 gols contra.

HONREM ESSA TRADIÇÃO!

NÃO JOGUEM NO LIXO MAIS ESSE ORGULHO ESPORTIVO QUE OSTENTAMOS HÁ MAIS DE 100 ANOS!

Lá estaremos na quinta – lotando o Palestra como sempre. Como estivemos hoje. Renda milionária garantida! Esperamos, no minímo, um futebol à altura do valor do produto!

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