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Técnicos Argentinos no Palmeiras

O técnico Ricardo Gareca será o sexto argentino a comandar o Palmeiras em sua história.

Conheça os demais argentinos que treinaram o Verdão:

Jim Lopes – treinou o Palmeiras em 39 partidas no ano de 1950. Foi Campeão da Taça Cidade de São Paulo de 1950, a primeira conquista do célebre time que sagrou-se Campeão Mundial de 1951 e das Cinco Coroas. Jim Lopes montou a base vencedora de um time que ficou marcado na história palestrina.

Abel Picabea – treinou o Palmeiras em 40 partidas no ano de 1952. Comandou o Verdão na excursão no México e na América Central. Sagrou-se campeão do Torneio Quadrangular São Paulo-Rio de 1952.

Armando Renganeschi – treinou o Palmeiras em 55 partidas no ano de 1961. Foi o primeiro treinador a comandar o Palmeiras na Taça Libertadores da América em 1961, onde chegou a final e sagrou-se vice-campeão continental.

Filpo Nuñes – treinou o Palmeiras em 154 partidas em três passagens. A primeira e mais importante delas foi em 1965, quando sagrou-se campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1965 e foi o primeiro e único – até então – estrangeiro a comandar a seleção brasileira de futebol, quando o Palmeiras representou o Brasil no torneio inaugural do Mineirão no dia 7 de setembro. Foi o mentor intelectual da Primeira Academia de Futebol. Sua segunda passagem foi entre 1968 e 1969 e a terceira passagem entre 1978 e 1979, ambas sem tanto brilho como a que ocorrera em 65.

Alfredo Gonzalez – treinou o Palmeiras em 14 partidas em 1968. Comandou o Palmeiras na Taça Libertadores da América em 1968, onde chegou a final e sagrou-se vice-campeão continental.

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O argentino Filpo Nuñes foi o pai da Primeira Academia de Futebol do Palmeiras em 1965

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Olhar anímico do Verdão

O que está acontecendo com o nosso Palmeiras?

Essa foi – e está sendo – a pergunta que mais tenho ouvido nos últimos meses com mais ênfase, para não dizer nos últimos anos, sobre os caminhos da nossa querida Sociedade Esportiva Palmeiras.

Resultados que não condizem com a nossa grandeza. Gestões atrapalhadas. Fogueira das vaidades. Cardeais que não se entendem. Falta de imaginação, ambição e idealismo. Jogadores obscuros. Negócios mal feitos. Pensamento derrotista.

Tudo isso são fraturas expostas que relutam em cicatrizar, causando uma cegueira e angústia coletiva. Fantasmas ressurgem. Parece que uma sombra espessa e mofada teima em ocultar o nosso brilho. A cada revés sentimos que estão arrancando um pedacinho dos nossos corações e que a chama vai se apagando.

O lado anímico do alviverde está ferido. E uma legião de apaixonados largados à toda sorte!

Essa é a minha tradução do inconsciente coletivo que paira sobre nós. Mas esse estado é reversível, pois nada na vida é absoluto e imutável.

Debruçando-me sobre a história palestrina para compreender o atual momento, chego a algumas reflexões, as quais compartilho:

1-) O estado atual é bem parecido com um cenário de “guerra civil”;

2-) Toda guerra tem apenas dois propósitos: aniquilamento ou poder;

3-) Em teoria, não faz sentido nos aniquilarmos;

4-) Logo, brigamos pelo poder;

5-) O poder é construído, entre outra coisas, com diplomacia;

6-) E a falta de diplomacia atual dos nossos cardeais perpetua o estado caótico em que nos encontramos, sendo nós os “civis” – torcedores – vítimas de um fogo cruzado sem fim, sofrendo todos os males de uma briga fratricida.

Como solução para reverter essa espiral negativa enxergo dois caminhos:

1-) Nossos cardeais, que na minha modesta opinião, hoje são apenas quatro grandes líderes – Mustafá Contursi, Affonso Della Monica Netto, Luiz Gonzaga Belluzzo e Carlos Bernardo Facchina Nunes – precisam exercer toda as suas diplomacias, que um dia os conduziram ao posto mais alto de nossa querida instituição, a fim de firmarem um pacto para se ter governança política. Pacto, na minha ótica, é diferente de união. União é utopia num cenário de “guerra”. Pacto subtende-se acordos, tratos, compromissos, combinações e  convenções. Uma pacto não subverte uma crença ou anula diferenças. A união, sim, pode contaminá-la e induzir a um erro de premissa. São coisas distintas no jogo do poder.

2-) Um projeto esportivo sólido, onde o talento tem que prevalecer sobre todo e qualquer atributo. Construí-lo se faz necessário para que possamos renovar os ideais e ambições da nossa querida Sociedade Esportiva, para que ela siga em frente por mais cem anos.

Vejo essas duas frentes de trabalho como possíveis horizontes para que o Palmeiras retome um caminho mais assertivo e a competitividade que lhe é peculiar.

Conceitualmente, se pensarmos numa pirâmide, o Palmeiras vencedor sempre se estruturou da seguinte maneira, pela ordem de prioridade:

1-) Esportes (Talento)
2-) Patrimônio (Material e Imaterial)
3-) Finanças (Meio e não fim)

Para ilustrar o conceito, explico:

O esporte em alto desempenho sempre foi nosso maior compromisso e fator desencadeante para a aquisição de patrimônio material (bens, estádio, melhorias, centro de formação, etc.)  e imaterial (torcida, prestígio, emoção, respeito, etc.), sendo as finanças os meios necessários  para atingirmos esse fim, objeto esse que consta como sendo o artigo 1º do nosso estatuto social, carta magna que rege os nossos destinos clubísticos.

Uma herança que nos foi legada pelos nossos antepassados, a qual devemos preservar com todo zelo e paixão.

De um certo período de tempo, até os dias atuais, essa pirâmide encontra-se invertida. Recoloca-lá de volta em seu estado natural é missão de fé dos homens de bem e que guiam nossos caminhos.

Vai de encontro à nossa alma vencedora, respeitando a nossa tradição de conquistas em todos os planos.

A ruptura com esses paradigmas, porém, causa o enfraquecimento. Subverte tudo o que somos e conhecemos. Redefine toda a nossa essência e nos expõe ao sofrimento.

É dessa maneira que enxergo nossos destinos e respondo aos meus queridos amigos palestrinos – ou não – a respeito da pergunta que abre esse post.

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FORZA PALESTRA SEMPRE!

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Felipão e Telê Santana

Felipão e Telê Santana _dois dos maiores técnicos do futebol brasileiro_, além da carreira vitoriosa, possuem mais uma semelhança em comum em suas trajetórias profissionais.

Ambos deixaram o comando da Sociedade Esportiva Palmeiras para dirigirem a seleção brasileira em uma Copa do Mundo.

Telê encantou o mundo com o Brasil na Copa de 1982, com um futebol técnico e ofensivo. Entretanto, ficou marcado pela derrota por 3 a 2 diante da Itália, no fatídico desastre de Sarriá.

Antes de comandar a seleção, Telê foi o responsável pela inesquecível goleada do Verdão diante do Flamengo de Zico e companhia, por 4 a 1, em pleno Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, no dia 9 de dezembro de 1979. Após essa partida, ele garantiu a sua ida para o comando da seleção.

Já Felipão deixou o time alviverde para assumir o Brasil numa situação, no minímo, inusitada. Campeão da Copa do Brasil no primeiro semestre de 2012, o treinador não repetiu o mesmo desempenho no segundo semestre daquele mesmo ano a frente do alviverde no Campeonato Brasileiro, e deixou o clube na zona do rebaixamento, restando 16 rodadas para o fim da competição, sendo substituído por Gilson Kleina, que não evitou a queda à Série B.

Que as semelhanças entre 1982 e 2014 acabem por aí. Afinal, dessa vez, o povo brasileiro quer chorar e se emocionar de alegria, sendo aclamado e reverenciado pelo mundo não apenas como “campeão moral” como em 82, mas sim, como campeão de fato!

ImagemImagemFelipão e Telê Santana dois mestres que saíram do Palmeiras diretamente para a seleção brasileira para a disputa de uma Copa do Mundo

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