Esportes

Tradição é Modernidade

São Paulo amanheceu cinzenta. Garoa, frio e chuva. Era dia de novo técnico na Sociedade Esportiva Palmeiras. A escolha da diretoria foi por um nome histórico entre os palestrinos. Gaúcho. Bigode farto. Campeoníssimo. Pela terceira vez com a honra de dirigir o time de futebol profissional, que vinha de um vice-campeonato brasileiro e paulista….

Foi exatamente assim que em novembro de 1971, o técnico Oswaldo Brandão voltava para o Palmeiras, onde no ano seguinte ele edificaria a Segunda Academia de Futebol, que conquistaria tudo o que disputou até 1974.

Foi exatamente assim que em 3 de agosto de 2018, o técnico Luiz Felipe Scolari volta para o Palmeiras para comandar o futebol esmeraldino até 2020.

Felipão tem a alma palestrina. A empatia do treinador com o Verdão é imensa e a memória afetiva da torcida foi sacudida com a sua volta ao Palestra Italia.

Muitos são os fatos marcantes em suas passagens pelo Palmeiras. Bem como os títulos conquistados. Logo em sua primeira passagem foi vice-campeão Brasileiro em 1997. No ano seguinte, conquistou a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana Mercosul. Em 1999 foi campeão da Copa Libertadores da América, vice-campeão paulista e vice-campeão mundial interclubes. Em 2000, campeão do Torneio Rio São Paulo e da Copa dos Campeões, alem de ser vice-campeão da Copa Sul-Americana Mercosul e da Libertadores.

Felipão é o cara da Libertadores. Nosso Capitão América. Ele é o técnico que mais treinou o Palmeiras na competição, com 28 jogos. É o técnico que mais venceu em Libertadores, com 14 triunfos. Único a treinar a equipe pela terceira vez no torneio. Único que chegou em duas finais (1999 e 2000). Único a vencer um título continental em 1999. Além de duas inesquecíveis e eternas eliminações sobre o nosso maior rival na competição continental.

Felipão também é o cara do Brasileirão. Ele é o técnico que mais vezes comandou o alviverde na competição com 172 partidas disputadas pelo Palmeiras, nas duas passagens que ele teve pelo clube.

Felipão também é o cara da Copa do Brasil. Ele é o técnico que mais venceu a competição pelo Palmeiras, com duas conquistas, em 1998 e 2012.

Felipão também é o cara do Palmeiras! Ele é o segundo técnico que mais treinou o Verdão em sua história, com 408 jogos, atrás apenas de Oswaldo Brandão. Foram 192 vitórias sob o seu comando, sendo o terceiro comandante mais vitorioso do alviverde, atrás de Brandão e Luxemburgo.

Gaúcho de Passo Fundo, Felipão também é o cara do Brasil. Foi sob o seu comando que a seleção brasileira conquistou o seu último título numa Copa do Mundo de Seleções, em 2002. Felipão possui o recorde de ser o treinador com maior número de vitórias consecutivas em Copas do Mundo, com 11 vitórias seguidas, entre 2002 e 2006, treinando a seleção brasileira e portuguesa, respectivamente.

No Século XXI, nenhum técnico brasileiro conquistou mais títulos que Felipão, com 14 conquistas entre 2001 e 2018, somando as suas passagens por clubes e seleções.

A sua estreia pelo Palmeiras na primeira passagem aconteceu no amistoso contra o Caldas de Goiás, em 22 de junho de 1997, em partida realizada fora de casa, vencida pelo Palmeiras por 2 a 0. O atacante Cris, formado nas categorias de base do Palmeiras, fez o primeiro gol da primeira Era Felipão no Palestra Italia.

Na sua segunda passagem, estreou diante do Avaí, também fora de casa, no 18 de julho de 2010, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, com derrota pelo placar de 4 a 2. O lateral-esquerdo Gabriel Silva, formado nas categorias de base do Palmeiras, fez o primeiro do Verdão na segunda Era Felipão no Palestra Italia.

Agora, em sua terceira passagem, também estreará fora de casa, no domingo (5), contra o América-MG, no estádio Independência, em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro.

Em sua primeira passagem pelo Palmeiras, o atleta mais utilizado por Felipão foi o volante Galeano, em 210 jogos. Já na sua segunda passagem pelo alviverde, o jogador mais utilizado por Scolari foi o volante Márcio Araujo em 139 jogos.

Coincidência ou não, ambos eram volantes contestados pela torcida, não eram os mais dotados tecnicamente, eram operários, jogavam para o time e eram incansáveis na sua entrega, esforço e espírito de luta.

Na primeira passagem, Felipão efetivou promessas da base do alviverde que se tornaram ídolos do clube e astros mundiais, como o caso do goleiro Marcos e do zagueiro Roque Júnior.

Muitos outros atletas da categoria de base foram utilizados pelo treinador em sua primeira passagem, como por exemplo: Adriano, Cassiano, Cris, Daniel, Eriberto, Jorginho Paulista, Thiago Gentil, Marcelo (G), Gilvan (G), Paulo Assunção, Rubens Junior, Beto, Ferrugem, Juliano, Rodrigo Taddei, Tiago Silva, Thiago Matias, Chocolate, entre outros.

Na segunda passagem, Felipão também deu muito espaço para as categorias de base e utilizou os seguintes atletas: Gabriel Silva, Luis Felipe, Vinicius, Patrik, Fernando, Bruno Turco, Bruno Oliveira, Miguel, Caio Mancha, Bruno Dybal, João Denoni, Luiz Gustavo, Patrick Vieira, Gualberto, Wellington, Raphael Alemão (G), Bruno (G), Deola (G), entre outros.

Felipão revolucionou o jeito do Palmeiras jogar. Acostumado com o estilo acadêmico e cadenciado das Academias ou com o futebol espetáculo dos anos 90, Luiz Felipe Scolari implementou o futebol por resultados no Palestra. Jogos truncados, torcida e time jogando juntos, jogo sem tanto brilho, mas com ampla dose de emoção do começo ao fim. Verdadeiras batalhas! Que só fortaleceram o clube, a torcida e a nossa rica galeria de troféus.

Foi Felipão que cunhou algumas expressões que ficaram populares na torcida do Palmeiras e no vocabulário do futebol brasileiro. Os corneteiros do passado foram batizados pelo treinador como Turma do Amendoim. Na sua segunda passagem, os amendoins passaram a ser chamados de Turma do Limão.

Entre as inúmeras declarações e entrevistas que ficaram marcantes em sua carreira de treinador, um vazamento de uma preleção na véspera da partida contra o Corinthians na partida de volta da semifinal da Copa Libertadores da América de 2000, ele vaticina um mantra que ecoa até hoje entre os palestrinos: “Tem que ter Raiva dessa Porra de Corinthians!”.

Esse é o espírito palestrino. Vibrante. Passional. Emotivo. Vitorioso. Obcecado pelas conquistas e com um amor latente à flor da pele.

Scolari, com seu jeito italiano, bonachão, deixa o Palmeiras mais Palestra. Que em sua terceira passagem, time, técnico e torcida cantem a mesma música que embalou a conquista da Libertadores em 1999. “Fica Felipão, no fim do ano, nós vamos pro Japão!”, em referência a disputa do Mundial Interclubes que acontecia em Tóquio, em jogo único.

Agora, que o sonho se renove! Que a esperança seja cada vez mais Verde!

Bem vindo de volta Felipão! A casa é sua! O Palestra e os palestrinos te amam!

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FORZA VERDÃO!!!

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EU VOTO SIM!!!

No dia 4 de agosto acontece a Assembleia Geral que definirá a concordância ou discordância com relação às propostas de alteração do estatuto social da Sociedade Esportiva Palmeiras aprovadas pelo Conselho Deliberativo no último mês de maio.

Listamos os motivos que nos leva a VOTARMOS SIM!

ESTABILIDADE

Clube que pratica futebol de alto nível sofre com o intenso processo político que, invariavelmente, reflete no time e seus jogadores. A mudança do tempo de mandato do presidente e vices da diretoria executiva é essencial para equalizar esses distúrbios, tensões e ruídos. Instabilidade interna impede o desenvolvimento de qualquer instituição.

GOVERNANÇA

Planejamento estratégico a longo prazo é inviabilizado dado o tempo de mandato do gestor do clube, já que o presidente muda a cada dois anos, sendo prejudicial para a evolução sustentável e racional da nossa associação.

AVANÇO

Clubes paulistas e rivais tradicionais do Palmeiras estão há quase uma década à frente nessa discussão sobre o tempo adequado de mandato. Dos clubes de futebol profissional que disputam a Série A do Brasil, apenas três deles ainda adotam uma gestão de dois anos de mandato. Além disso, os principais clubes do mundo possuem gestões com três anos ou mais para os cargos de presidente e vices.

PROFISSIONALISMO

Clube em sintonia com os principais modelos de gestão aplicados no mundo, oxigenado e com a atenção constante para o progresso em todas as suas esferas administrativa, social, política e desportiva.

PROTAGONISMO

Através da Lei de Incentivo ao Esporte e de uma gestão com tempo maior de mandato, projeta-se ainda mais a vocação vanguardista que a Sociedade Esportiva Palmeiras possui como missão e objetivo desde a sua fundação.

PROCESSO DEMOCRÁTICO E TRANSPARENTE

A autonomia do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral dos Associados são soberanas. Dentro do regime democrático e pré-estabelecido no nosso estatuto, a claúsula do filtro para a candidatura do presidente e sua chapa é ponto de fé dos egrégios conselheiros. Cabe a eles determinarem quem está apto a concorrer. E cabe ao associado referendar através do voto individual e secreto quem tem mais condições de ser o mandatário a guiar os destinos do Palmeiras.

ADEQUAÇÃO AO SÉCULO XXI

Estar em sintonia com o que há de mais moderno, eficiente e inovador. Esse é o impulso que o Palmeiras tem como vocação desde as suas origens. É dever de todos os palmeirenses trabalhar para que isso seja um ponto de fé para todas as gerações que defendem o nosso querido pavilhão esmeraldino.

Associado você está decidindo qual o Palmeiras do futuro. O resultado dessa votação impactará profundamente os próximos anos de nosso clube. Iniciamos um processo de modernização que já tem proporcionado bons resultados, contudo, ainda não está consolidado. Não podemos admitir um retrocesso nesse momento. Colocaria em risco tudo o que juntos construímos nos últimos anos. Não nos esqueçamos das agruras de um passado nem tão distante. Encontramos o caminho que nos conduzirá a um futuro ainda mais promissor. Não vamos desperdiçar essa oportunidade única.

EU VOTO SIM! PELA MODERNIDADE

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Choque-Rei em números

O Verdão defende um tabu de 11 anos invicto no clássico Choque-Rei diante do São Paulo Futebol Clube nesse sábado (2), às 21h, pelo Campeonato Brasileiro, no estádio Palestra Itália. Desde o dia 29 de agosto de 2007, o alviverde não perde para os tricolores na casa palestrina.

De lá para cá, foram 10 jogos, com 8 vitórias alviverdes e 2 empates. Nesse período, o Verdão marcou 24 gols contra 5 gols dos são-paulinos.

No geral, o estádio Palestra Itália recebeu 42 clássicos entre as equipes, com 22 vitórias alviverdes, 10 vitórias do São Paulo, 10 empates, 67 gols pró Palmeiras e 34 gols pró Tricolor.

Entre os grandes clubes paulistas (Santos e Corinthians), o São Paulo é a equipe que menos visitou o Palmeiras em seus domínios. Os santistas jogaram 78 vezes contra os palestrinos no estádio Palestra Itália e os corintianos 47 vezes.

Do atual elenco, Dudu, Keno e Willian já marcaram 2 gols cada no confronto contra os tricolores.

Números Gerais

O São Paulo Futebol Clube tem uma dualidade histórica em sua data de fundação. Algumas correntes entendem que o Tricolor Paulista tem sua trajetória iniciada em 25 de janeiro de 1930. Outros entendem que o início do atual São Paulo se deu no dia 16 de dezembro de 1935.

Sem entrar no mérito dessa questão, aqui apresentamos as estatísticas entre Palestrinos e Tricolores nesses dois períodos.

Na somatória a seguir, estão incluídos jogos do Torneio Início do Campeonato Paulista e um jogo válido pela Taça Manoel Domingos Correa.

Palmeiras x São Paulo da Floresta (1930 até hoje)

Jogos: 325
Vitórias Palmeiras: 107
Empates: 106
Vitórias SPFC: 112
426 gols pró Palmeiras
431 gols contra Palmeiras

Palmeiras x São Paulo F.C. (1936 até hoje)

Jogos: 309
Vitórias Palmeiras: 102
Empates: 99
Vitórias SPFC: 108
402 gols pró Palmeiras
406 gols contra Palmeiras

Maior Goleada a favor do Palmeiras:
19/05/1965 Palmeiras 5 x 0 São Paulo – Rinaldo, Servílio (2), Dario (2) – Torneio Rio São Paulo

Maior Artilheiro do Palmeiras no Choque-Rei:
Evair – com 9 gols marcados

Taças conquistadas pelo Palmeiras em confrontos diretos contra os Tricolores:

1930 Torneio Início do Campeonato Paulista
1932 Taça A Bola
1933 Taça O Dia
1942 Taça Vida Esportiva Paulista
1944 Taça Choque Rei
1946 Torneio Início do Campeonato Paulista
1952 Torneio Quadrangular São Paulo-Rio (*** título dividido)
1983 Taça Tv Record
1984 Taça Paulo Machado de Carvalho
1985 Taça Diário Popular

Taças conquistadas pelo São Paulo em confrontos diretos contra os Palmeirenses:

1931 Taça General Isidoro Lopes
1932 Torneio Início do Campeonato Paulista
1952 Torneio Quadrangular São Paulo-Rio (*** título dividido)
1976 Toneio Triangular Maringá
1992 Campeonato Paulista

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Sem alarmismo

Os paredros do Conselho Deliberativo da nossa querida Sociedade Esportiva Palmeiras se reuniram na noite de segunda-feira (21) para ratificar as alterações estatutárias que estavam em discussão desde 2013.

Em votação, foi aprovada a alteração estatutária que determina o período de mandato para o cargo de presidente de dois para três anos e aplicado já na próxima eleição. Votaram a favor dessa alteração 143 conselheiros, e eram necessários 141 votos.

Portanto, ao final de 2018, teremos eleições presidenciais no Verdão (ainda sem candidatos definidos) e quem vencê-las cumprirá um mandato de três anos a partir de 2019.

Essa foi a alteração mais significativa, debatida e polêmica. Outros tópicos também foram votados, como:

Aprovação para permitir uso da lei de incentivo do esporte;

Rejeição da diminuição do número de conselheiros vitalícios;

Aprovação da alteração de horário de votação em assembléias gerais, das oito para às dezessete horas;

Aprovação para que todos os candidatos que não forem eleitos para o Conselho Deliberativo passam a ser suplentes;

Aprovação da proposta para impor obrigações para conselheiros vitalícios terem que se justificar nas faltas às sessões;

Agora, os sócios precisarão se manifestar em assembléia geral para confirmar ou não essas alterações estatutárias no mês de julho em data ainda a ser definida.

Mais uma etapa na vida palestrina se cumpriu. O clube avança. Poderia evoluir mais. Mas o que fora referendado pelo nosso egrégio Conselho Deliberativo já pode ser encarado como um passo importante na direção que devemos nos guiar, dando sequência ao caminho progressista que trilhamos.

Cabe a todos nós palestrinos estarmos atentos e vigilantes para esse novo ciclo que se abre em nossa querida instituição. Não há vencidos ou derrotados, nesse momento. Nossos conselheiros cumpriram o seu dever!

A eterna missão, valores e ideais que nos impulsionam e nos movem rumo às Glórias desde nossa abençoada fundação em 26 de agosto de 1914 continuam sempre íntegros. Isso jamais mudará!

Assim auguramos e lutaremos para que nossos representantes nunca desviem o seu pensamento desse sagrado objetivo que nos conduziu a sermos o Maior Campeão do Brasil, dentro e fora de campo.

Agora, vamos em frente para o gramado que a luta nos aguarda. Serenos, unidos, com fé e amor inabaláveis! Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores devem ser as nossas principais preocupações e foco, desde já!

Temos muitos objetivos ainda por se cumprirem nessa temporada. Ao trabalho, palestrinos! Sem alarmismos e agitações desnecessárias. Quarta-feira tem outra importante decisão contra o América-MG!

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Anos eleitorais

A Sociedade Esportiva Palmeiras desunida só ganhou duas séries B em anos políticos. Nosso ponto de partida é o ano de 1978, há 40 anos atrás, período em que entendemos que a unidade palestrina sofreu a sua pior crise moral e que nos afundou durante mais de uma década num ostracismo de dar dó, desde que homens se digladiaram entre si na busca desenfreada pelo poder em nossa querida instituição, colocando interesses pessoais acima de outros princípios que sempre nortearam o nosso Verdão.

De lá para cá, as Glórias Alviverdes em anos de eleições presidenciais no alviverde só aconteceram quando o clube se manteve coeso e sereno, apontando para o mais alto cargo da vida palestrina um candidato único, como nos casos de 1994, 1999 e 2016.

Todos os demais anos, sem exceção, em que a família palestrina se viu dividida por questões internas para definir o rumo do seu mais importante mandatário, sangramos esportivamente e notadamente isso se reflete nos pífios resultados colhidos nesses períodos no departamento de futebol, onde a energia de todos se dispersa e nossas forças são consumidas por batalhas internas, que nos enfraquecem sobremaneira para os inúmeros desafios que temos pela frente, contra os mais diversos rivais.

Estamos num momento delicado de nossa história, mais uma vez, em outro ano político da vida alviverde. Inúmeros ruídos se impõem em nossa caminhada. Vozes se levantam de todos os lados, num barulho ensurdecedor. Difícil saber quem tem a razão. A alma palestrina se agita. A paz tende a colapsar. Nenhum clube sente mais os efeitos danosos da política no seu futebol que o Palmeiras.

Fogos amigos. Fogos inimigos. Fogos ocultos. Fogos de vaidades. Fogos de paixões.

A contingência de mudar o rumo da carta magna que norteia as nossas vidas é imprescíndivel. Isso é fato e assunto superado. Mas, levar a questão para o casuísmo é, no minímo, querer reprimir a vocação evolutiva que imprimimos de uns anos para cá. Não é correto e justo. É dever de todo palestrino lutar pela nossa evolução sempre em todas as esferas.

Há algum tempo, temos um modelo arcaíco, que induz ao gestor usar o primeiro ano de seu mandato para se adaptar ao posto de comando e suas atribuições e no ano subsequente se dedique a fazer campanha para um novo mandato. Nesse meio tempo, o clube fica estagnado e envolto com uma corda em seu pescoço, estrangulado em suas reais necessidades, simplesmente por ainda perpetuarmos regras antigas para a solução de problemas atuais. Não tem o menor cabimento!

Em resumo, nesse atual modelo, ano sim e ano não, a política é o que predomina nas alamedas palestrinas, criando uma atmosfera constante de tensão e desarmonia, que em nada contribui para o progresso do nosso querido Palestra. Há quem interessa isso? Tenho certeza que a ninguém que de fato diz amar e defender o nosso pavilhão esmeraldino!

Personificar esse momento é um retrocesso. O Palmeiras precisa continuar andando para frente. Toda transição tem benefícios e prejuízos. Cabe a cada um de nós avaliar os prós e contras e procurar a melhor decisão de acordo com nossa consciência. Mas, acima de tudo, o que deve ser debatido e levado em conta é o sentimento de vanguarda que sempre foi vocacação do nosso amado Palestra.

Aqui listamos todos os anos políticos na vida palmeirense nas últimas 4 décadas, relacionando com o desempenho da equipe profissional de futebol:

2016 – Campeão Brasileiro (candidato único)

2014 – Não ganhou nada

2013 – Campeão da Série B

2011 – Não ganhou nada

2009 – Não ganhou nada

2007 – Não ganhou nada

2005 – Não ganhou nada

2003 – Campeão da Série B

2001 – Não ganhou nada

1999 – Campeão da Libertadores (candidato único)

1997 – Não ganhou nada

1994 – Campeão Paulista e Brasileiro (candidato único)

1992 – Não ganhou nada

1990 – Não ganhou nada

1988 – Não ganhou nada

1987 – Não ganhou nada

1984 – Não ganhou nada

1982 – Não ganhou nada

1980 – Não ganhou nada

1978 – Não ganhou nada

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Sair na frente

Muitas são as avaliações e opiniões para entender uma derrota em um clássico. São evocados todos os tipos de argumentos, dos mais racionais, aos mais passionais. Todos com suas motivações e que merecem reflexão, compreensão e respeito.

A tentativa da busca do diagnóstico correto para se curar uma incomôda ferida pode vir de diversas formas para que se encontre esse caminho, a fim de estancar a dor que nos consome a alma.

Parto do princípio que em clássicos, principalmente, quem sai na frente do placar tem a grande chance de ser o vencedor, ou pelo menos, não sai derrotado. E não importa se joga como visitante ou mandante, se tem elenco superior ou inferior, se está num bom ou mau momento, se o salário está em dia ou atrasado, se o treino foi aberto ou fechado, se a estrutura do Centro de Treinamento é ótima ou péssima.

Quando a bola rola, quem marca primeiro tem vantagem. Isso é um fato que se impõe acima de posse de bola, chutes a gol, números de passes, escalação certa ou errada, jogador “A” ou “B”, arbitragem, ou qualquer outro atributo que por ventura seja imputado o fator da derrota ou da vitória.

Nos últimos 20 Derbys, a equipe que fez o primeiro gol no confronto não perdeu. A última virada num clássico aconteceu em 24 de junho de 2012, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, realizada no estádio do Pacaembu, pelo placar de 2 a 1. Na ocasião, o Palmeiras marcou um a zero no placar, aos três minutos da primeira etapa, gol marcado por Mazinho. Romarinho, aos 33 minutos do primeiro tempo e aos 10 minutos da etapa complementar, se encarregou de dar a vitória aos alvinegros.

Já a última virada palestrina no clássico contra os alvinegros ocorreu em 28 de agosto de 2011, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, realizada no estádio Prudentão, em Presidente Prudente, também pelo placar de 2 a 1. Emerson Sheik abriu o marcador aos 18 minutos da primeira etapa. Aos 34 minutos Luan empatou para o Verdão. O atacante Fernandão, aos sete minutos do segundo tempo, determinou a vitória alviverde.

Tanto nos recentes confrontos em Itaquera ou no Palestra Itália, quem saiu na frente do marcador não perdeu. Uma lógica que talvez a psicologia possa explicar melhor e trazer mais subsídios para o porquê disso.

Podemos ampliar essa hipótese para além dos clássicos e tentar analisar um recorte maior, se essa perspectiva também se aplica em todos os jogos e com maior frequência em quais circunstâncias. Enfim, lançar uma luz para que possamos compreender o jogo, muito além de achismos e do fígado. Toda manifestação que se debruce com objetivo de evoluir em busca das vitórias é válida.

De todo modo, o torcedor é passional. Está chateado por ver seu time ter um desempenho abaixo da crítica contra o seu principal rival. Não sou diferente. Nada apaga a dor de uma derrota. Apenas a esperança de vencê-lo no próximo encontro. Já aguardamos ansiosamente por isso. Pelo Brasileirão, o jogo do segundo turno, no Palestra Itália, ainda não tem data definida. Talvez podemos nos enfrentar pela Copa do Brasil ou Libertadores ainda.  Teremos muitos embates pela frente.

Perder o controle e criar terra arrasada não é o rumo mais inteligente para enfrentar os nossos problemas (os quais temos vários, dentro e fora de campo). Haver cobranças, detectar as falhas, trabalhar para que elas mudem devem ser circunstâncias naturais na vida de um grande clube como a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Lembro um fato histórico, sem a pretensão alguma de qualquer tipo de comparação além dos resultados em si. Elencos e épocas completamente diferentes. Mas que vale a reflexão. A Academia de Futebol do Palmeiras entre 1971 a 1974 ficou 15 jogos consecutivos sem vencer o São Paulo Futebol Clube e de 1970  a 1973  ficou 10 partidas consecutivas sem vencer o Corinthians. Ao final, conquistamos títulos em cima de todos eles e essa geração ficou imortalizada na vida palestrina como uma das principais referências para todos nós alviverdes.

Ademir da Guia esteve presente em todas essas partidas (ou na maioria). Não foi taxado de pipoqueiro ou sem alma por causa disso, por exemplo. Pelo contrário. É reverenciado com toda a justiça e méritos como um ícone palestrino. Talvez o maior de todos.

Repito, para deixar bem claro e não haver distorções, longe de qualquer comparação. Tempos infinitamente distintos. Mas o radicalismo e intolerância não nos levarão a solucionar os nossos problemas, muito menos diminuir os obstáculos que ainda temos pela frente. E não são poucos!

As vitórias virão! Vamos com fé, palestrinos!

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Fiel… mas nem tanto!

A torcida corintiana se auto-denomina como Fiel, pela sua relação apaixonada com o time. O preto e branco é sagrado para eles. Verde nem pensar. Vetam e repudiam tudo o que pode se referir a Sociedade Esportiva Palmeiras, dada a rivalidade que ambos nutrem entre si. A paranóia é tão grande que já cogitaram pintar o gramado do estádio de Itaquera, mudaram janelas esverdeadas, barraram alfaces dos lanches e balinhas de hortelã, entre outras manias. Roupa verde, então, nem por decreto!

Mas isso nem sempre foi assim. Por duas vezes na história, os corintianos viraram casaca literalmente e vibraram pelo seu maior rival Palmeiras, com manifestações públicas e declaradas.

O primeiro registro aconteceu em maio de 1971. Na véspera da partida decisiva entre Palmeiras e Nacional do Uruguai, no Pacaembu, válida pela fase semifinal da Copa libertadores da América, uma comitiva da torcida organizada corintiana foi prestar apoio aos palmeirenses no treinamento, espontaneamente.

Com a premissa de que o “Palmeiras era Brasil na competição continental”, os alvinegros foram até o Palestra Itália dois dias antes do confronto contra os uruguaios e deixaram sua promessa aos dirigentes palestrinos de que estariam no Pacaembu apoiando o Verdão.

O jornal “A Gazeta Esportiva”, do dia 1 de maio de 1971, na página 6, registrou esse fato pitoresco e inusitado, a qual transcrevemos na íntegra:

TORCIDA DO TIMÃO NO BOM EXEMPLO

Parece mesmo que as torcidas de São Paulo estão dispostas a colaborar com a apresentação do Palmeiras diante do Nacional. Ontem, no finalzinho da tarde, a torcida corinthiana compareceu ao Parque Antártica. Falaram com Ernani e comunicaram sua solidariedade para o prélio de amanhã à tarde. Ernani estava feliz:

‘A torcida corinthiana começou com bom exemplo. Irá torcer para o Palmeiras. Grande demonstração. Afinal de contas tudo é Brasil’.

Sorrindo faz um lembrete:

‘O Corinthians já veio. Esperamos contar com a solidariedade de todas as torcidas. Ainda há tempoa para que todos compareçam ao Parque Antártica e dêem o voto de apoio”.

Ernani em questão, citado na matéria, era Ernani Matarazzo, diretor de futebol do Palmeiras naquele período. Um fundador da TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras), que preferiu não se identificar, viveu de perto essa curiosa situação e nos relatou o seguinte. “Conto essa história e poucos acreditam. Participei dos acordos com a Gaviões antes do jogo. O Milton Peruzzi (jornalista da Gazeta Esportiva) foi quem teve a idéia de trazê-los no Palmeiras. Os corintianos chegaram com uns 50 torcedores no treino lá no Palestra. Vieram até com instrumentos musicais”, se recorda.

No jogo, os alvinegros se fizeram representar e gritavam Brasil e não Palmeiras nas arquibancadas, comenta o torcedor palmeirense. “Tava na cara que isso não poderia dar certo. Além deles trazerem azar para nós, já que estavam na fila há anos, perdemos o jogo e a classificação. Fico puto até hoje ao lembrar disso”, conta o palmeirense em meio a gargalhadas.

As manifestações corintianas ao Palmeiras não pararam por aí e se repetiram 17 anos depois. Em 16 de julho de 1988, o Corinthians precisava vencer o Santos no estádio do Pacaembu e torcer para o Palmeiras vencer o São Paulo no estádio do Morumbi para chegar a final do Campeonato Paulista daquele ano.

O time do Parque São Jorge venceu os santistas por 2 a 0.  O Verdão venceu o Tricolor Paulista por 1 a 0. Quando o placar eletrônico do estádio municipal anunciou a vitória alviverde, a Fiel explodiu numa só voz: Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras!!!

Os corintianos avançaram para a decisão do estadual e conquistaram o título contra o Guarani de Campinas.

Veja aqui o vídeo sobre esse fato histórico:

https://www.youtube.com/watch?v=nCP0PQjY4yQ

É inegável a paixão corintiana pelo seu clube… Mas a fidelidade por eles propalada em verso e prosa, nem tanto!

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