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Presidente dos Enfermos

Em 21 de dezembro de 1917, Valentino Sola foi eleito à presidência da Società Sportiva Palestra Italia, em substituição a Duilio Frugoli, assumindo o cargo em 1918. Em menos de quatro anos de vida, era o décimo mandatário do alviverde. Sua missão esportiva era dar continuidade ao bom trabalho e manter a organização do elenco que havia sido vice-campeão paulista em sua segunda participação no torneio estadual.

Bianco, Picagli e Heitor já eram a espinha dorsal da equipe, que rivalizava com o Clube Atlético Paulistano pelos primeiros postos da competição oficial. A expectativa dos palestrinos ao ver em sua galeria de troféus a primeira conquista do clube era imensa e as chances reais.

O período teve início com a realização da primeira partida interestadual da história do Palestra Itália contra o São Cristovão do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro, válido pelo jogo de ida em disputa da “Taça Jornal do Commércio”, no dia 13 de janeiro.

Em seguida, o Palestra foi convidado pelo Sport Club Corinthians Paulista para a inauguração de seu novo estádio na Ponte Grande, valendo a posse do “Troféu da Associação dos Chronistas Sportivos”, no dia 17 de março.  O jogo terminou empatado em 3 a 3, tendo a necessidade de um jogo desempate para saber quem ficaria com o troféu. Assim sendo, nesta nova partida no dia 24 de março coube ao Palestra a vitória por 4 a 2 alcançando mais uma conquista em cima desse nosso eterno rival.

Iniciado o Campeonato Paulista, o Palestra era apontado como um dos favoritos ao título. Até que os incidentes verificados na partida contra o Clube Atlético Paulistano culminaram com o desligamento do clube alviverde do torneio.

A partir disso, em 4 de julho de 1918, Sola inicia no seio palestrino dois caminhos para o alviverde se manter ativo e em evolução nas lides esportivas e sociais: construção de um campo próprio e criação de uma nova liga de futebol.

Federação Olímpica Paulista

Valentino Sola de pronto arregaçou as mangas e mobilizou clubes que estavam alijados da APEA, a fim de colocar em prática a criação de uma nova liga e manter o futebol com regras mais organizadas e justas.

Surgia a Federação Olímpica Paulista (FOP). Formava-se, assim, a mais nova cisão no futebol paulista, composta pelas seguintes equipes: Palestra Itália, América, Americano, Campos Elyseos, Touring Club Paulistano e Luzitano.

Imaginava-se, àquela altura, um enfraquecimento do Palestra com a sua saída da APEA, entretanto, ocorreu justamente o contrário. O Palestra continuou lotando os campos onde atuava, enquanto a APEA ficou sem um dos seus mais rentáveis integrantes.

O apogeu palestrino, entretanto, ocorreu no dia 01 de setembro, quando derrotou a Seleção Mineira por 6 a 2, para um público de aproximadamente 15.000 pessoas no estádio do Parque Antárctica. Esta vitória rendeu ao clube o título honorário de “Campeão do Brasil”, proclamado pelos jornais Fanfulla e Diário Popular.

Em 01 de outubro, após inúmeras reuniões conciliatórias, bem como a intervenção do presidente da Associação dos Cronistas Esporitvos do Estado de São Paulo, Sr. Olival Costa, junto aos dirigentes da APEA e do alviverde, foi declarada a volta do Palestra para a entidade organizadora dos esportes em São Paulo e a extinção da FOP.

Gripe Espanhola

Em 20 de outubro, uma hora antes de serem iniciadas as partidas da rodada do Campeonato Paulista de 1918, com os estádios tomados pelos torcedores, agentes sanitários ali chegaram para impedir a realização dos jogos, exigindo que não se formasse concentração de público, por causa da “Influenza Hespanhola”, que já se alastrava em solo brasileiro e paulista.

Por conta disso, houve interrupção por dois meses dos jogos oficiais, sendo retomada as partidas em dezembro daquele ano.

Clubes como o Palestra Italia abriram as suas sedes para que se transformassem em leitos de tratamento para os enfermos. No caso palestrino, foram abertas 30 vagas na antiga sala social do clube localizada na rua Líbero Badaró. Os atendimentos aconteceram com a anuência e apoio dos médicos da Cruz Vermelha Brasileira. Além disso o alviverde doou durante três meses para os órgãos de saúde a quantia de 500 mil réis mensais para outros custeios necessários.

Valentino Sola, presidente palestrino, era um jovem que aos 32 anos de idade (nasceu em 29 de junho de 1886) atuava como médico e possuía uma clínica na rua Direita.  Fez seus estudos preliminares no Instituto Manzione de São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Roma, Itália, em 1912. Suas especialidades eram as doenças de pele, sífilis, doenças venéreas, urologia, tuberculose e lupus. Antes de residir no Brasil, ele já havia trabalhado em clínicas de Nápoles, Roma e Paris.

Quando dos primeiros casos do surto da Gripe em São Paulo, Sola liderou a abertura do primeiro posto de combate a doença justamente nas dependências do clube que presidia, com a anuência total de seus pares. Ele ao lado do seu colega de medicina Giuseppe Zaccaro foram os responsáveis diretamente pelos cuidados dos pacientes.

Dos 20 locais de tratamento sob a supervisão da Cruz Vermelha Brasileira, o Posto Hospitalar Palestra Italia foi o terceiro que mais recebeu enfermos (atrás apenas da sede da própria entidade e do Posto da Comunidade Syria de São Paulo), segundo relatório da própria entidade publicado em fevereiro de 1919.

Guerra Civil Italiana

Extinta a Grande Gripe em São Paulo, Sola foi reeleito para o cargo de presidente do clube alviverde em 30 de dezembro de 1918. Ficou no posto por menos de quatro meses, pois em 4 de abril de 1919 ele deixa o cargo mais alto do seu clube de coração retornando para a Itália, a fim de quitar as suas obrigações militares.

Durante a primeira Guerra Mundial, Valentino Sola estava no Brasil exercendo as suas funções na medicina e já participando da organização inicial do Palestra Italia, não podendo cumprir o seu dever junto ao serviço militar.

Em solo italiano, dedicou-se a contribuir no posto de médico dos militares durante a Guerra Civil Italiana que eclodiu no ano de 1919. Logo em seguida, nesse mesmo período, foi destacado para atuar na cidade de Fiume (hoje Rijeka, na Croácia), onde os italianos liderados por Gabrielle D´Annunzio travaram uma batalha com os croatas pela conquista daquele território.

Retorno ao Palestra

Em 1921, Valentino Sola retorna a cidade de São Paulo já casado com a senhora Ignez Galizia, em matrimônio realizado na cidade de Nápoles.

Agraciado com a Ordem de Cavalheiro da Coroa Italiana pelos seus serviços prestados ao governo peninsular, manteve suas atividades médicas na capital paulista. No Palestra Italia, esteve ativo como conselheiro e associado. Fez parte de outras entidades ítalo-brasileiras como a Sociedade Dante Alighieri.

Foi homenageado pela prefeitura de São Paulo com nome de rua Doutor Valentino Sola, no bairro Jardim da Gloria, na Zona Sul da cidade. Integrou o corpo médico do Hospital Humberto I (também conhecido como Hospital Matarazzo ou Hospital dos Italianos) e também mantinha suas atividades na sua própria clínica cirúrgica até o seu falecimento com 43 anos de idade, em 6 de fevereiro de 1930.

Conferencista, ensaísta, poeta e jornalista, foi colaborador do períodico “La Stampa Sportiva” onde assinava matérias com os pseudônimos de Doutor Esse e Edelweis.

Como Sola, outros dois presidentes do clube alviverde também exerceram a profissão da medicina: Raphael Parisi (1934 a 1938) e Francisco Patti (1945 a 1947).

Nesse momento em que os profissionais de saúde se transformam em heróis anônimos em busca de estabelecer a paz social na linha de frente do combate a essa desastrosa pandemia, trazemos a singela lembrança do Dr. Valentino Sola, o Presidente dos Enfermos!

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Valentino Sola, médico italiano e presidente do Palestra Italia em 1918

FORZA VERDÃO!!!

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Futebol paulista paralisado

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu suspender, a partir de segunda-feira (16) por prazo indeterminado, as competições nacionais sob sua coordenação que estão em andamento: Copa do Brasil, Campeonatos Brasileiros Femininos A1 e A2, Campeonato Brasileiro Sub-17 e Copa do Brasil Sub-20.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) se reunirá na manhã de segunda-feira (16) com os clubes filiados das Séries A-1, A-2 e A-3 para deliberar medidas contra a expansão da COVID-19, popularmente conhecida como Coronavírus, e deve seguir os mesmos passos da entidade máxima do futebol brasileiro, paralisando temporariamente os campeonatos oficiais das três divisões bandeirante.

Relembre todos os casos na história do esporte bretão em São Paulo em que a principal competição estadual foi interrompida:

Gripe Espanhola 1918

Em 20 de outubro, uma hora antes de serem iniciadas as partidas da rodada do Campeonato Paulista de 1918, com os estádios tomados pelos torcedores, agentes sanitários ali chegaram para impedir a realização dos jogos, exigindo que não se formasse concentração de público, por causa da “Influenza Hespanhola”, que já se alastrava em solo brasileiro e paulista.

Por conta disso, houve interrupção por dois meses dos jogos oficiais, sendo retomada as partidas em dezembro daquele ano.

A APEA (Associação de Esportes Atléticos), à época ficou contrariada com as autoridades de saúde pelo fato de outras atividades consideradas de risco, como circos, teatros, cinemas, por exemplos, não terem a mesma fiscalização e determinação que foi estabelecida pelos agentes públicos.

De acordo com registros de 1918, em São Paulo viviam aproximadamente 410.872 pessoas, sendo que 152.657 adquiriram a gripe espanhola, dos quais foram registrados 2.756 óbitos. A prefeitura franqueou aos munícipes o serviço funerário para pessoas de baixa renda.

Clubes como o Palestra Italia abriram as suas sedes para que se transformassem em leitos de tratamento para os enfermos. No caso palestrino, foram abertas 30 vagas na antiga sala social do clube localizada na rua Líbero Badaró. Os atendimentos aconteceram com a anuência e apoio dos médicos da Cruz Vermelha Brasileira. Além disso o alviverde doou durante três meses para os órgãos de saúde a quantia de 500 mil réis mensais para outros custeios necessários.

O Palestra participou também da criação junto com empresários do setor privado de um grupo de apoio denominado “Comissão de Socorro Estado-Fanfulla” que tinha como objetivo abastecer os enfermos e suas famílias com alimentos e obtenção de ambulâncias para o tratamento em locais de difícil acesso e locomoção.

Houve um engajamento de toda população e vencido o mal, para não expor os atletas, na volta das atividades esportivas, a APEA determinou que os jogos teriam redução de dez minutos em sua duração, ou seja, disputando as partidas em dois tempos de 35 minutos, para preservar a saúde dos atletas até a normalização total da epidemia.

Revolução Tenentista 1924

O Campeonato Paulista de Futebol ficou suspenso por quase três meses na temporada de 1924 devido a convulsão social vivida em São Paulo motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de São Paulo e Minas Gerais.

A capital paulista foi duramente bombardeada e ocupada pelas forças legalistas. A confusão pelas ruas e os riscos que a população corria fez com que o futebol oficial fosse interrompido de 29 de junho a 17 de agosto.

Revolução Paulista 1932

O Campeonato Paulista de 1932 teve uma brusca parada por causa da Revolução Constitucionalista que se deflagrou no dia 9 de julho. O futebol na capital paulista ficou suspenso de julho a novembro e foi reestabelecido após as hostilidades cessarem.

Devido a essa interrupção, o Campeonato Paulista daquele ano, previsto inicialmente para dois turnos, teve somente o primeiro turno disputado. Os clubes, entre eles o Palestra Italia, colaboraram com o governo paulista, cedendo dependências de suas sedes para que ali se instalassem enfermarias, com campanhas de arrecadação e doação de taças e medalhas, alimentos enlatados, sabonetes, cigarros e outro utensílios para os combatentes.

Criou-se uma divisão do exército denominada como voluntários esportivos, vindos de 60 clubes da capital e interior, chegando a 1,4 mil homens. Os treinamento e manobras militares foram realizados no campo do São Paulo da Floresta, na Ponte Grande. Os atletas/soldados lutaram na cidade de Eleutério, na divisa com Minas, onde se concentravam os embates mais cerrados. Um segundo batalhão esportivo dirigiu-se à região da Mogiana, também na fronteira.

Jabaquarada 1952

O Jabaquara Atlético Clube da cidade de Santos foi declarado rebaixado no Campeonato Paulista de 1951. O time do litoral paulista inconformado com a decisão esportiva, pleiteou a sua permanência na divisão principal através de um recurso junto ao Conselho Nacional de Desportos (CND), órgão regulador e responsável por todo o esporte no país, naquela época.

Como a Federação Paulista de Futebol não havia registrado junto ao CND a Lei de Acesso e Descenso, estabelecida em 1948, e temendo que isso ameaçasse toda a estrutura do futebol paulista, com diversas ações na justiça por todo e qualquer clube, a entidade máxima bandeirante decidiu não rebaixar o Jabaquara e modificar a Lei do Acesso e Descenso, dentro das normas do CND.

Todo esse trâmite fez com que o Campeonato Paulista daquele ano ficasse suspenso durante todo primeiro semestre, iniciando a temporada de jogos apenas em agosto.

Liminar do Corinthians 1979

O então presidente da Federação Paulista de Futebol, Nabi Abi Chedid, visando um maior lucro na fase decisiva do Campeonato Paulista de 1979, ofereceu às emissoras de televisão o direito de transmissão direta de uma rodada dupla, mediante o pagamento da cota de seis milhões  de cruzeiros, uma fortuna para a época.

A rodada em questão marcava Palmeiras x Guarani na partida principal e Corinthians x Ponte Preta, na preliminar.

Vicente Matheus, presidente do Sport Club Corinthians Paulista, com muita artimanha, aproveitando a brecha de Nabi, informou não concordar com a atribuição de seu clube participar de uma rodada dupla e ainda por cima de uma preliminar do seu maior rival. Matheus entrou com recurso na Justiça Comum e obteve liminar paralisando o Campeonato por quase três meses, entre novembro de 1979 e janeiro de 1980.

gripe espannhola 1918

Encarte publicado em jornais para a prevenção contra a Gripe Espanhola de 1918 (Acervo Jota Roberto)

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Nossa única bandeira é Verde

Nascemos pela paixão e saudades de imigrantes italianos por sua pátria nos anos 10. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Anunciamos a participação dos filhos dos italianos na Primeira Guerra no nosso baile inaugural nos anos 10.  Hoje, outros bradariam: direitistas!

Abrimos nossa sede social para o povo na Gripe Espanhola nos anos 10. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Compramos o Parque Antártica com o apoio do clã Matarazzo nos anos 20. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Auxiliamos as famílias das chuvas que desabrigaram centenas de pessoas em Santos nos anos 20. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Recebemos Getúlio Vargas em nossas dependências nos anos 30. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Auxiliamos as famílias do desastre da Cantareira nos anos 30. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Recebemos o General Adalberto Mendes para as nossas fileiras nos anos 40. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Fomos perseguidos pela ditadura tropical devido a nossa origem nos anos 40. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Ajudamos na construção da Catedral da Sé nos anos 40. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Auxiliamos na reorganização do Partido Comunista do Brasil nos anos 40. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Ajudamos na construção da Catedral de Nossa Senhora da Aparecida nos anos 50. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Beneficiamos mais de 700 instituições assistenciais, contemplando com a sua ajuda mais de 300 mil pessoas, com os Periquitos em Revista nos anos 50. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Recebemos o presidente da Itália Giovanni Gronchi em nossa sede nos anos 50. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Abrimos nosso clube para uma das maiores festas do movimento negro brasileiro, a Chic Show nos anos 70 e 80. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Criamos a Escola MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização) em nossa sede social nos anos 70. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Recebemos os shows da Anistia Internacional em nosso estádio nos anos 80. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Enfrentamos amistosamente a Seleção da Argentina durante o regime militar instaurado naquele país nos anos 70. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Fomos pioneiros a reconhecer a participação das mulheres nas arquibancadas oferecendo flores e entrada gratuita para elas nos anos 80. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Enfrentamos amistosamente a Seleção do Chile durante o regime de Pinochet nos anos 80. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Lilico, o primeiro atleta brasileiro declaradamente homossexual, atuou no voleibol do Palmeiras nos anos 2000. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Homofobia veste verde foi uma faixa estendida por nossa torcida nos anos 2000. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Tivemos atletas com a camisa 24 nos anos 2000. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Não tivemos atletas com a camisa 24 nos anos 2000. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Recebemos em nossa Arena o músico Roger Waters que bradou a #elenao nos anos 2010.  Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Recebemos em nossa Arena o presidente da República Jair Messias Bolsonaro nos anos 2010. Hoje, outros bradariam: direitistas!

O nosso alviverde é um dos pouquíssimos clubes no mundo que se grafa nos dois gêneros. A Sociedade Esportiva Palmeiras, ou simplesmente, o Palmeiras!

Nossa querida instituição não tem lado. Nunca teve. Nunca terá. É laica em seus princípios, valores e estatutos desde sempre. A única bandeira que ostenta em mais de 100 anos de rica e gloriosa existência é a verde e branca.

Sob o seu manto sempre esteve (e estará) todos os credos, raças, cores e religiões. Sem distinção. Ela não escolhe ou seleciona quem dela participa ou faz parte. O processo é inverso. Ela é escolhida, por pura paixão juvenil e quase nenhuma razão por quem quiser e bem entender que o verde é a sua alma.

Dos rincões mais distantes do planeta ao quadrilátero da Pompéia pulsam milhões de corações esmeraldas. Com diversidades múltiplas. Cada qual com a sua verdade, simpatia, empatia e antipatia.

Não se confunde Sociedade Esportiva Palmeiras com quaisquer ideologias que não sejam as vitórias nas lides esportivas. Esse é o seu destino e vocação. Essa é a responsabilidade e missão de quem a comanda. É a herança deixada por nossos antepassados.

O Palmeiras não é de direita. O Palmeiras não é de centro. O Palmeiras não é de esquerda. O único “ismo” que nos representa é o PALMEIRISMO! A única política que nos move (ou não) é a das cornetas pulsantes e incessantes em nossas sagradas Alamedas. E essa já nos basta, cansa, consome, divide, une, ergue ou afunda.

É por tudo isso e muito mais que o Palmeiras é um clube de todos, sempre!

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FORZA VERDÃO!!!

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Essa camisa verde…

Mais um ano se encerra e com ele surgem reflexões, retrospectivas, planos, promessas, esperanças, recordações e memórias. Minha lembrança nesse período de festas e confraternizações é sobre um legado que os meus antepassados me deixaram e que ostento com alma e orgulho: a camisa verde!

Quando todos aclamavam Arthur Friedenreich como o Maior de Todos, surge uma camisa verde para desbanca–lo.

Quando todos diziam que Leônidas da Silva era um Gênio, surge uma camisa verde para derrotá-lo.

Quando todos reconheciam Pelé como o Rei do Futebol, surge uma camisa verde para contrapor sua dinastia.

Quando todos reverenciavam Rivellino como o Craque do Povo, surge uma camisa verde para calar mais de 100 mil almas no estádio e outros milhões espalhados pelo mundo.

Quando todos idolatravam Zico como o Galinho do Maracanã, surge uma camisa verde para deixá-lo de quatro perante sua própria gente.

Quando todos bradavam que nosso jejum de títulos era fruto de feitiços e purgações inquebráveis, surge uma camisa verde que flutua no caminho entre a marca do pênalti e as redes do nosso maior rival num estourou incontrolável de lágrimas e sorrisos de pura e reprimida alegria.

Quando todos cantavam em prosa e verso o onze de Telê Santana e Raí, surge uma camisa verde para recriar os princípios do futebol acadêmico.

Quando todos proclamavam Marcelinho Carioca como o Pé de Anjo, surge uma camisa verde para canonizar um novo santo que com as mãos faz o milagre na Terra, ungido sob a proteção dos Deuses da Bola.

Ah, essa camisa verde… De tantas glórias e conquistas. Paixão de muitos. Azar de outros. Mística, mágica e histórica. Eterna. Que se refaz a cada tombo. Que ressurge sempre que desenganada. Que bate de frente contra tudo e todos. Que encanta e transforma a lealdade em padrão.

Imorredouro Palestra. Para sempre Palmeiras. Nostra Società. Nossa Família.

Abençoado seja o Mestre Junqueira, o Pai da Bola Waldemar Fiume, o Divino Ademir da Guia, a Muralha Oberdan Cattani, o Capitão Dudu e o Santo Marcos. Guardiões das nossas tradições que zelam as alamedas ad-eternum com o brilho e luz dos seus bustos em bronze.

Rumo às vitórias, Palestrinos! O ano de 2020 está aí e o nosso sentimento é sempre para que essa amada camisa verde nos emocione e nos encha de alegrias!

Feliz ano novo a todos!

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Urubu Alviverde

O Palmeiras não tem mundial. Foi com esse coro que a torcida flamenguista se despediu da delegação rubro-negra nas ruas do Rio de Janeiro na véspera da final da Copa Libertadores da América de 2019, diante do River Plate, em Lima no Peru, no sábado (23).

Qualquer torcida no mundo pode entoar esse cântico jocoso (e inócuo) contra os palmeirenses. Menos os rubro-negros! Isso se explica ao revisitarmos a história. Voltamos no tempo, mais especificamente, na semifinal do Mundial Interclubes de 1951. No Maracanã recém-inaugurado se enfrentavam Palmeiras e Vasco da Gama em busca de uma vaga na grande decisão contra os italianos da Juventus de Turim.

Desnecessário dizer da rivalidade histórica entre vascaínos e urubus. O Vasco era o atual bi-campeão carioca e o Flamengo estava sem vencer um título desde 1944. O cruzmaltino era a base da seleção brasileira que capitulou em 1950 perante o Uruguai e o grande esquadrão do futebol brasileiro.

Jaime de Carvalho, lendário e folclórico chefe da torcida flamenguista nesse período, responsável por organizar a festa nas arquibancadas do Rio de Janeiro com a sua charanga, se incumbiu de formar um bloco “anti-vasco” e apoiar efusivamente os palmeirenses, afinal ele não podia ficar por baixo ao ver o chefe da torcida vascaína, o também histórico João de Lucca, triunfar e tripudiar mais uma vez no Maraca.

Na manhã do dia 11 de julho, veio a convocação para todos os rubro-negros da torcida uniformizada se concentrarem na rua Alcindo Guanabara, número 21, sexto andar, sala 611, sede de Jaime. O destino seria o Maraca. Dessa vez, o apoio não era ao rubro-negro… Mas ao alviverde de Palestra Itália! Palmeiras e Vasco fariam a primeira partida da semifinal naquele dia. Entre as músicas tradicionais da charanga, uma seria entoada pela primeira vez em homenagem aos palmeirenses: Periquitinho Verde, da carioquíssima Dircinha Batista, sucesso no Carnaval de 1937.

Contra todos os prognósticos, o Verdão venceu o esquadrão da Colina Histórica por 2 a 1, gols de Richard e Liminha, no primeiro confronto. O apoio de Jaime de Carvalho e a charanga flamenguista ao Palmeiras deu certo e se repetiu no segundo da semifinal, no dia 15 de julho, quando o alviverde garantiu um empate em 0 a 0 e a vaga na finalíssima.

Nas partidas da final do Torneio Internacional de Clubes Campeões, nome oficial consagrado pela FIFA organizadora da competição, contra a Juventus da Itália, nos dias 18 e 22 de julho, com públicos de cerca de 90 mil pessoas presentes em cada uma das partidas, a grande maioria dos cariocas presentes que se juntaram aos alviverdes no estádio municipal apoiando o Palmeiras na conquista histórica foi de flamenguistas, segundo os registros e relatos da época, que aplaudiram a conquista alviverde, entre eles Jaime de Carvalho, chefe da torcida rubro-negra, e sua charanga.

O jornalista Mario Filho, torcedor flamenguista doente, na sua obra “O negro no futebol brasileiro”, em sua segunda edição publicada em 1964, assim descreveu esse momento:

“O carioca apoiou tanto o Palmeiras no primeiro jogo (…) que no domingo da finalíssima quem quisesse guiar-se pelas placas dos carros não saberia se estava no Rio ou em São Paulo. Milhares e milhares de carros vieram para o Rio. E ônibus fretados. E caminhões. Não havia um lugar num trem ou num avião.

O paulista compreendeu que não era o Palmeiras que estava em jogo.  Que era o futebol brasileiro. Não quis ficar atrás do carioca. E o Maracanã parecia que recuava no tempo. Voltava a 50, ao campeonato do mundo.”

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Revista oficial do Palmeiras, Periquito 70, homenageando o apoio flamenguista em 1951

Gratidão ao Povo Carioca

Das muitas estátuas, placas, medalhas e monumentos espalhados pelas alamedas da Sociedade Esportiva Palmeiras há um que merece destaque muito especial de carinho e atenção. É o obelisco ao torcedor carioca.

Ele é um marco de reconhecimento do Palmeiras e de toda a sua gente pelo apoio e incentivo dado pela torcida carioca nas partidas decisivas do Mundial Interclubes conquistado pelo alviverde, diminuindo um pouco a dor e o sofrimento da torcida brasileira pela perda, naquele mesmo palco, o Maracanã, da Copa do Mundo de 1950.

Os cariocas, com orgulho, vestiram a camisa palmeirense. Vibraram, cantaram, torceram e sofreram todas as emoções  daquela conquista.  Jogaram como o 12º jogador.  Por isso, os palmeirenses repartem com toda a gente da Cidade Maravilhosa essa grande vitória do futebol brasileiro, imortalizado numa grande pedra de mármore num gesto de homenagem a todos os flamenguistas, botafoguenses, americanos, vascaínos, tricolores e banguenses que se irmanaram sob o manto esmeraldino.

No majestoso dia 22 de julho, mais de 90 mil torcedores afluíram ao estádio do Maracanã e celebraram uma das páginas mais bonitas  da história do mais importante palco do futebol mundial.

O jornal A Gazeta Esportiva, de 19 de julho, produziu um editorial exaltando a participação da torcida carioca na vitória do Palmeiras na primeira partida da final contra a Juventus, intitulado “Obrigado, torcida carioca”, com os seguintes dizeres:

“Num momento crítico para o futebol brasileiro, que poderá ver repetido o 16 de julho de 1950, cariocas e paulistas irmanaram-se a fim de que uma nova infelicidade não viesse a sacrificar o nosso prestígio universal. Assim, ontem à noite no Maracanã, aquela multidão de guanabarianos que produziu um milhão e trezentos mil cruzeiros de renda, soube dar o seu apoio ao Palmeiras, que no momento representa o futebol do Brasil na Taça Rio.

Souberam os cariocas, na falta da massa bandeirante, dar todo o seu apoio ao alviverde, souberam incentivar os companheiros de Jair, para que o triunfo sorrisse às cores nacionais. Peleja difícil, isto porque, com toda a superioridade, não conseguiu o Palmeiras ir além da contagem mínima. Mas o que interessa é deixar patenteado o nosso muito obrigado à torcida guanabariana que soube apoiar o nosso quadro e que tal se repita no próximo domingo, quando então, para o Brasil, poderá ser conquistado o título de campeão dos campeões mundiais.

Afinal de contas, para a melhoria do futebol brasileiro, chegamos ao ponto que não havíamos conseguido em 1950, quando não se verificava esta união entre paulistas e cariocas e, enfim, brasileiros.

Ontem, felizmente, viu-se que todos os recalques internos que jamais devem por em jogo a soberania do futebol brasileiro, foram colocados à margem. Os nossos irmãos cariocas compreenderam que se não foi possível ao Vasco da Gama defender o futebol brasileiro, e cabendo ao Palmeiras tal proeza, este merecia todo o apoio de nossa gente.

Via-se, em Maracanã, a unidade do futebol brasileiro. Uma só alma, um espírito uno, muito embora no Maracanã não estivesse a camiseta da seleção nacional. Mas, se era do Palmeiras, era também do Brasil, que soube trabalhar com sangue, alma e técnica, para realizar uma partida sem cochilos, procurando uma recuperação que, em suas conseqüências, poderá também se constituir na recuperação do futebol brasileiro, tragicamente perdido no ano passado.

É necessário que este espírito de união, entre todos os brasileiros, permaneça. Não nos importa sejamos paulistas, cariocas, mineiros ou gaúchos. Importa, isto sim, que somos brasileiros e precisamos nos fortalecer mais e mais diante do futebol universal.”

Em 1951 o urubu se vestiu de periquito. Rubro-negro trocou a sua camisa pela verde e branca. A tradicional charanga flamenguista apoiou o Palmeiras e gritou a plenos pulmões Campeão Mundial, junto com todo o Maracanã! O Verdão reestabelecia o orgulho ferido do povo brasileiro com sua mágica conquista.

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Placa em homenagem ao apoio da torcida carioca ao Palmeiras na conquista do Mundial de  1951

FORZA VERDÃO!!!

 

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Palmeiras e o VAR (II)

A história recente do Palmeiras com o árbitro assistente de vídeo (VAR – Video Assistant Referee) já se constitui como uma das páginas efervescentes no futebol brasileiro.  O alviverde é um dos clubes brasileiros que mais batalhou pela introdução oficial dessa nova tecnologia nas competições. Entretanto, são os palestrinos que tem protagonizado os principais episódios desse novo método.

Confira uma breve cronologia do VAR na vida esportiva palmeirense:

Palmeiras x Corinthians – Campeonato Paulista 2018

O Palmeiras divulgou no dia 10 de abril um vídeo que comprova “de maneira inequívoca e irrefutável” que houve interferência externa na final do estadual contra o maior rival, no estádio Palestra Italia, dois dias antes.

Segundo o clube, pelas imagens feitas com câmeras de segurança uma pessoa que seria da FPF (Federação Paulista de Futebol), o diretor de arbitragem Dionísio Roberto Domingos, se aproxima de um dos bandeiras da partida para passar um recado.

De acordo ainda com o Palmeiras, as imagens mostram que houve violação das normas internacionais e do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). Pelas regras, ninguém pode se comunicar com os membros da arbitragem.

Recentemente, em 2019, um caso parecido envolvendo as equipes de Ponte Preta e Aparecidense, em jogo válido pela Copa do Brasil, foi anulado pelo STJD, que determinou a realização de uma nova partida. O caso palmeirense foi arquivado.

Essa foi a primeira vez que o VAR (mesmo que extraoficialmente) foi utilizado no futebol brasileiro. Um ano depois, o recurso foi oficializado pela Federação Paulista de Futebol na fase final do Campeonato Paulista A-1.

Palmeiras x Bahia – Copa do Brasil 2018

Em 2 de agosto de 2018 o VAR virou uma realidade no futebol brasileiro. Depois de Anderson Daronco marcar pênalti de Gregore em Artur, em lance da partida entre Bahia e Palmeiras, e expulsar o volante do Bahia, o árbitro voltou atrás na marcação e anulou o cartão vermelho.

Foi a primeira vez na história da Copa do Brasil que o VAR ajudou o árbitro a alterar uma decisão tomada no campo.

Depois de seis minutos de análise e discussão do lance com Leandro Vuaden, escalado como árbitro de vídeo, Daronco substituiu a advertência para amarelo.

Minutos depois, o VAR entrou em ação mais uma vez após cotovelada de Deyverson em Mena. Daronco pediu calma aos jogadores para ouvir o que o árbitro de vídeo tinha a dizer e, na sequência, deu cartão vermelho ao atacante do Palmeiras, que deixou o campo chorando.

Palmeiras x Cruzeiro – Copa do Brasil 2018

Em 12 de setembro de 2018 o Palmeiras fez reclamações em relação à derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro pelo duelo de ida das semifinais da Copa do Brasil no estádio Palestra Italia. Tudo por um gol anulado já aos 52 minutos do segundo tempo.

No lance, Fábio saiu mal do gol e dividiu a bola com o cruzeirense Léo e com o palmeirense Edu Dracena. O juiz Wagner Reway marcou falta, mas, enquanto apitava, viu Antônio Carlos chutar para o gol vazio e empatar a partida. O Palmeiras pediu que o árbitro revisse o lance pelo VAR, mas ele mandou a partida continuar.

Palmeiras x Boca Juniors – Copa Libertadores da América 2018

Em 31 de outubro a atuação do árbitro de vídeo roubou a cena no primeiro tempo do jogo entre Palmeiras e Boca Juniors, na arena do Verdão, pelas semifinais da Libertadores. Com o recurso, o árbitro colombiano Wilmar Roldán anulou um gol de Bruno Henrique no início do jogo, por impedimento de Deyverson.

A reclamação contra o árbitro Wilmar Roldán foi toda no primeiro tempo. Já nos acréscimos, os jogadores do Palmeiras reclamaram a não marcação de um pênalti num lance em que a bola teria batido na mão de Pablo Pérez. Roldán não chegou a parar o jogo para ver o replay do lance na tela do VAR ao lado do gramado.

Palmeiras x Novorizontino – Campeonato Paulista 2019

No dia 23 de março  na partida contra o Novorizontino, pelas quartas de final do Campeonato Paulista, o Palmeiras mostrou descontentamento pelo gol do time do interior paulista não ter sido anulado com o VAR. No início da jogada, a bola bateu na mão de Murilo Henrique, mas a equipe de arbitragem confirmou o lance, mesmo após análise no vídeo.

O jogo foi o primeiro da história do Campeonato Paulista com o uso oficial do árbitro de vídeo. Thiago Duarte Peixoto foi o juiz responsável pelo VAR, e depois de confirmar o gol do Novorizontino, ainda marcou um pênalti para a equipe do interior, por toque de mão de Antônio Carlos dentro da área. Fernando Prass fez a defesa na cobrança de Murilo Henrique.

Palmeiras x São Paulo – Campeonato Paulista 2019

No dia 30 de março, em jogo válido pela semifinal da competição, no estádio do Morumbi, aos 37 minutos do primeiro tempo, Dudu recebeu passe de Bruno Henrique e foi derrubado na área.

O árbitro Vinicius Furlan assinalou pênalti de Reinaldo no lance, mas voltou atrás e desmarcou a infração após consultar o VAR, comandado por Raphael Claus, auxiliado por Emerson de Carvalho e Flávio de Souza.

Palmeiras x Botafogo-RJ – Campeonato Brasileiro 2019

No dia 25 de maio, em jogo válido pelo primeiro turno da competição nacional, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, Distrito Federal, aos 12 minutos do segundo tempo, o árbitro Paulo Roberto Alves Junior marcou pênalti de Gabriel sobre Deyverson, após consulta ao VAR. Na cobrança, o zagueiro Gustavo Gomez converteu.

Palmeiras x Atlético-PR – Campeonato Brasileiro 2019

O jogo entre Palmeiras e Atlético-PR, no dia 8 de junho, no estádio Palestra Italia, teve uma expulsão revista pelo árbitro de vídeo. Aos 37 minutos do primeiro tempo, o árbitro de campo, Rodrigo D’Alonso Ferreira, mostrou cartão vermelho direto para o meia Nikão, do Atlético, por conta de uma entrada no goleiro Weverton, do Palmeiras. Mas a expulsão foi anulada, após consulta ao VAR.

Palmeiras x Ceará – Campeonato Brasileiro 2019

Em 20 de julho, em jogo válido pelo primeiro turno da competição nacional, no estádio Castelão, em Fortaleza, aos 24 minutos de jogo, o time alviverde teve um pênalti marcado pelo árbitro Rodrigo D´Alonso. No entanto, o VAR chamou o juiz para checagem, e a decisão foi anulada.

Palmeiras x Vasco da Gama-RJ – Campeonato Brasileiro 2019

Em 27 de julho, em jogo válido pelo primeiro turno da competição nacional, no estádio Palestra Italia, aos 10 minutos do primeiro tempo, após tiro de canto, o goleiro Fernando Miguel afastou pelo alto e, no rebote, Arthur Cabral arriscou chute. A bola bateu no braço do zagueiro Leandro Castan.

No primeiro momento, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro nada marcou, mas, ao consultar o VAR, optou por assinalar o pênalti. Na cobrança, Gustavo Scarpa não deu chances para o goleiro vascaíno e igualou o marcador.

Palmeiras x Godoy Cruz-ARG – Copa Libertadores da América 2019

Em 30 de julho, no estádio Palestra Italia, aos 11 minutos, o árbitro colombiano Wilmar Roldán marcou pênalti para o Palmeiras com o auxílio do VAR pelo fato de o zagueiro argentino ter tocado na bola com o braço. Raphael Veiga foi para a cobrança e não desperdiçou, batendo forte, no cantinho, para abrir o placar.

Palmeiras x Bahia – Campeonato Brasileiro 2019

Em 11 de agosto, no estádio Palestra Italia, o árbitro Igor Junio Benevenuto de Oliveira utilizou o VAR duas vezes para marcação de duas penalidades máximas contra o Palmeiras.

Aos 2 minutos. Arthur Caike desviou a bola de cabeça e Diogo Barbosa fez um toque de mão dentro da área. O VAR checou e, após longos minutos de indecisão, o árbitro Benevutto confirmou a penalidade. Gilberto foi para a bola e empatou a partida.

Aos 33 minutos, o VAR foi acionado de novo para conferir uma possível falta de Luan em Arthur Kayke. E, novamente, após longos minutos de indecisão e demora, Benevutto confirmou a penalidade. Gilberto foi novamente para a bola e voltou a empatar o duelo.

Palmeiras x Flamengo-RJ – Campeonato Brasileiro 2019

Em 1 de setembro, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, logo no começo da partida, Matheus Fernandes chegou a marcar para o Palmeiras, mas o árbitro Rafael Traci, orientado pelo VAR, assinalou impedimento de Willian.

Nos acréscimos da primeira etapa, após cobrança de falta, Vitor Hugo cabeceou e, no rebote, Willian mandou para as redes. O assistente, porém, marcou impedimento, confirmado pelo VAR.

Palmeiras x Goiás – Campeonato Brasileiro 2019

Em 7 de setembro, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, aos 42 minutos do primeiro tempo, Luiz Adriano recebeu de Dudu dentro da área e, no rebote, fez o gol. A arbitragem de Wagner Reway, porém, anulou e marcou falta de ataque.

Palmeiras x Internacional-RS – Campeonato Brasileiro 2019

No dia 29 de setembro, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, o árbitro de vídeo anula gol do Verdão aos 40 minutos, Bruno Henrique empurra para o fundo da rede, só que o lance foi analisado pelo VAR, que marcou mão de Willian. O árbitro Braulio da Silva Machado anulou a jogada.

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Esportes

Goleadas verdes no século XXI

O Palmeiras conquistou a 109 vitória por goleada nesse século XXI (de 2001 para cá) ao vencer o CSA pelo placar de 6 a 2, no estádio do Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro, na noite de quinta-feira (26).

Essa foi a quinta vez que o Verdão anotou seis gols numa mesma partida nesse período. Relembre todas as goleadas palestrinas:

data adversário ano
14/3 Palmeiras 4 x 1 Sport Boys-PER 2001
18/3 Palmeiras 5 x 1 União Barbarense
2/5 Palmeiras 5 x 2 Cerro Porteño-PAR
13/9 Palmeiras 4 x 0 Universidad de Chile
20/3 Palmeiras 4 x 2 São Paulo-SP 2002
24/6 Palmeiras 4 x 0 Seleção de Rio Claro
3/7 Palmeiras 4 x 0 Bahia-BA
6/7 Palmeiras 4 x 0 River-PI
17/10 Palmeiras 4 x 2 Guarani-SP
16/1 Palmeiras 4 x 2 Caldense-MG 2003
18/1 Palmeiras 11 x 1 Seleção de Estiva-MG
12/3 Palmeiras 5 x 1 Operário-MT
17/5 Palmeiras 4 x 0 São Raimundo-AM
24/5 Palmeiras 4 x 1 Caxias-RS
14/6 Palmeiras 5 x 0 Mogi Mirim-SP
23/8 Palmeiras 5 x 1 União São João-SP
20/9 Palmeiras 6 x 1 Avaí-SC
29/11 Palmeiras 4 x 1 Botafogo-RJ
18/1 Palmeiras 4 x 1 Comercial Rib. Preto 2004
21/1 Palmeiras 5 x 2 Paulista de Jundiaí
8/2 Palmeiras 4 x 1 Guarani-SP
25/2 Palmeiras 5 x 1 União São João-SP
6/3 Palmeiras 4 x 2 Santo André-SP
7/4 Palmeiras 4 x 0 São Gabriel-RS
2/5 Palmeiras 4 x 0 Corinthians-SP
23/5 Palmeiras 4 x 0 Santos-SP
7/7 Palmeiras 4 x 1 Juventude-RS
26/9 Palmeiras 5 x 2 Vasco da Gama-RJ
19/1 Palmeiras 5 x 3 Inter de Limeira-SP 2005
27/2 Palmeiras 4 x 1 Ituano-SP
26/3 Palmeiras 4 x 1 Marilia-SP
18/6 Palmeiras 5 x 2 Vasco da Gama-RJ
3/7 Palmeiras 4 x 1 Botafogo-RJ
20/7 Palmeiras 4 x 1 Figueirense-SC
5/10 Palmeiras 5 x 3 Paysandu-PA
20/11 Palmeiras 6 x 2 Ponte Preta-SP
28/1 Palmeiras 4 x 0 Portuguesa Santista 2006
1/2 Palmeiras 4 x 2 Deportivo Táchira
19/2 Palmeiras 4 x 0 São Caetano-SP
22/2 Palmeiras 4 x 3 Juventus-SP
19/3 Palmeiras 4 x 2 Ponte Preta-SP
13/7 Palmeiras 4 x 2 Vasco da Gama-RJ
29/7 Palmeiras 4 x 2 Paraná Clube-PR
18/1 Palmeiras 4 x 2 Paulista de Jundiaí 2007
14/2 Palmeiras 5 x 0 Operário-MT
11/3 Palmeiras 4 x 1 Juventus-SP
18/3 Palmeiras 4 x 2 Sertãozinho-SP
13/5 Palmeiras 4 x 2 Flamengo-RJ
16/2 Palmeiras 4 x 0 Juventus-SP 2008
9/3 Palmeiras 5 x 2 Bragantino-SP
16/3 Palmeiras 4 x 1 São Paulo-SP
2/4 Palmeiras 5 x 1 Central-PE
4/5 Palmeiras 5 x 0 Ponte Preta-SP
12/6 Palmeiras 5 x 2 Cruzeiro-MG
24/7 Palmeiras 4 x 2 Santos-SP
24/8 Palmeiras 4 x 2 Portuguesa-SP
29/1 Palmeiras 5 x 1 Real Potosi-BOL 2009
8/2 Palmeiras 4 x 1 Santos-SP
25/2 Palmeiras 4 x 3 São Caetano-SP
11/7 Palmeiras 4 x 1 Náutico-PE
29/10 Palmeiras 4 x 0 Goias-GO
16/1 Palmeiras 5 x 1 Mogi Mirim-SP 2010
25/2 Palmeiras 4 x 0 Flamengo-PI
14/3 Palmeiras 4 x 3 Santos-SP
22/5 Palmeiras 4 x 2 Grêmio-RS
7/10 Palmeiras 4 x 1 Avaí-SC
20/1 Palmeiras 4 x 1 Ituano-SP 2011
2/3 Palmeiras 5 x 1 Comercial-PI
16/3 Palmeiras 4 x 0 Uberaba-MG
19/6 Palmeiras 5 x 0 Avaí-SC
11/3 Palmeiras 6 x 2 Botafogo-SP 2012
9/5 Palmeiras 4 x 0 Paraná Clube-PR
14/4 Palmeiras 4 x 1 Guarani-SP 2013
7/7 Palmeiras 4 x 0 Oeste-SP
12/7 Palmeiras 4 x 1 ABC-RN
30/7 Palmeiras 4 x 0 Icasa-CE
17/9 Palmeiras 4 x 2 Avaí-SC
8/10 Palmeiras 4 x 0 Figueirense-SC
23/11 Palmeiras 4 x 1 Ceará-CE
26/1 Palmeiras 4 x 1 Atlético Sorocaba-SP 2014
2/10 Palmeiras 4 x 2 Chapecoense-SC
4/3 Palmeiras 4 x 1 Vitória Conquista-BA 2015
12/5 Palmeiras 5 x 1 Sampaio Correa-MA
28/6 Palmeiras 4 x 0 São Paulo-SP
26/7 Palmeiras 4 x 1 Vasco da Gama-RJ
16/8 Palmeiras 4 x 2 Flamengo-RJ
16/9 Palmeiras 4 x 1 Fluminense-RJ
25/2 Palmeiras 4 x 1 Xv de Piracicaba-SP 2016
6/3 Palmeiras 4 x 1 Capivariano-SP
14/4 Palmeiras 4 x 0 River Plate-URU
14/5 Palmeiras 4 x 0 Atlético-PR
2/6 Palmeiras 4 x 3 Grêmio-RS
30/6 Palmeiras 4 x 0 Figueirense-SC
19/2 Palmeiras 4 x 0 Linense-SP 2017
25/2 Palmeiras 4 x 1 Ferroviária-SP
14/5 Palmeiras 4 x 0 Vasco da Gama-RJ
18/6 Palmeiras 4 x 2 Bahia-BA
16/7 Palmeiras 4 x 2 Vitória-BA
27/8 Palmeiras 4 x 2 São Paulo-SP
16/11 Palmeiras 5 x 1 Sport Recife-PE
21/3 Palmeiras 5 x 0 Novorizontino-SP 2018
8/7 Palmeiras 6 x 0 Liga Alajuelense-CRC
21/11 Palmeiras 4 x 0 América-MG
26/3 Palmeiras 5 x 0 Novorizontino-SP 2019
25/4 Palmeiras 4 x 0 Melgar-PER
28/4 Palmeiras 4 x 0 Fortaleza-CE
18/5 Palmeiras 4 x 0 Santos-SP
30/7 Palmeiras 4 x 0 Godoy Cruz-ARG
26/9 Palmeiras 6 x 2 CSA-AL

FORZA VERDÃO!!!

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