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Essa camisa verde…

Mais um ano se encerra e com ele surgem reflexões, retrospectivas, planos, promessas, esperanças, recordações e memórias. Minha lembrança nesse período de festas e confraternizações é sobre um legado que os meus antepassados me deixaram e que ostento com alma e orgulho: a camisa verde!

Quando todos aclamavam Arthur Friedenreich como o Maior de Todos, surge uma camisa verde para desbanca–lo.

Quando todos diziam que Leônidas da Silva era um Gênio, surge uma camisa verde para derrotá-lo.

Quando todos reconheciam Pelé como o Rei do Futebol, surge uma camisa verde para contrapor sua dinastia.

Quando todos reverenciavam Rivellino como o Craque do Povo, surge uma camisa verde para calar mais de 100 mil almas no estádio e outros milhões espalhados pelo mundo.

Quando todos idolatravam Zico como o Galinho do Maracanã, surge uma camisa verde para deixá-lo de quatro perante sua própria gente.

Quando todos bradavam que nosso jejum de títulos era fruto de feitiços e purgações inquebráveis, surge uma camisa verde que flutua no caminho entre a marca do pênalti e as redes do nosso maior rival num estourou incontrolável de lágrimas e sorrisos de pura e reprimida alegria.

Quando todos cantavam em prosa e verso o onze de Telê Santana e Raí, surge uma camisa verde para recriar os princípios do futebol acadêmico.

Quando todos proclamavam Marcelinho Carioca como o Pé de Anjo, surge uma camisa verde para canonizar um novo santo que com as mãos faz o milagre na Terra, ungido sob a proteção dos Deuses da Bola.

Ah, essa camisa verde… De tantas glórias e conquistas. Paixão de muitos. Azar de outros. Mística, mágica e histórica. Eterna. Que se refaz a cada tombo. Que ressurge sempre que desenganada. Que bate de frente contra tudo e todos. Que encanta e transforma a lealdade em padrão.

Imorredouro Palestra. Para sempre Palmeiras. Nostra Società. Nossa Família.

Abençoado seja o Mestre Junqueira, o Pai da Bola Waldemar Fiume, o Divino Ademir da Guia, a Muralha Oberdan Cattani, o Capitão Dudu e o Santo Marcos. Guardiões das nossas tradições que zelam as alamedas ad-eternum com o brilho e luz dos seus bustos em bronze.

Rumo às vitórias, Palestrinos! O ano de 2020 está aí e o nosso sentimento é sempre para que essa amada camisa verde nos emocione e nos encha de alegrias!

Feliz ano novo a todos!

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FORZA VERDÃO!!!
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