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Simplesmente Zé

Dez minutos do segundo tempo. Sobe a placa com o número 11 anunciando a substituição na Sociedade Esportiva Palmeiras. Sai Zé Roberto. Entra a história. O palco lotado se levanta. A saída de campo não é linear. Há uma volta olímpica sob aplausos de todos. Ao completar todo o trajeto, Dudu, o capitão do time alviverde, se ajoelha perante o lateral-esquerdo palestrino. Desamarra as chuteiras do veterano atleta, como gesto simbólico de gratidão e representando toda a família palmeirense.

Sobem do túnel duas torcedoras empunhando uma linda corbelha de flores em suas mãos. O velho Zé as recebe junto com uma cartão de prata contendo alguns belos e justos dizeres. Ele desce solitário para os vestiários na sua última caminhada no gramado em que a luta o aguarda!

Assim sonhei. Assim poderia ser. Assim pede a tradição verde e branca para um momento de despedida daqueles que nos marcaram e emocionaram vestindo o manto esmeraldino.

Aos 43 anos, foram 132 partidas e 10 gols marcados, em três anos de Verdão. Conquistou a Copa do Brasil de 2015 e o Campeonato Brasileiro de 2016.  Mas, acima de tudo, sua maior conquista foi ter representado o alviverde imponente transformando a lealdade em padrão, com tremenda competência e dignidade.

Tornou-se o jogador mais velho a fazer um gol pela Taça Libertadores da América, com 42 anos, 10 meses e 18 dias, ao marcar contra o Atlético Tucumán em 24 de maio de 2017, no estádio Palestra Itália.

Portuguesa, Real Madrid, Flamengo, Bayern Leverkusen, Bayern Munique, Santos, Hamburgo, Grêmio, Seleção Brasileira foram algumas das suas camisas ao longo da brilhante carreira.

Cativou o coração de uma das torcidas mais exigentes e apaixonadas do futebol mundial. Algo para poucos escolhidos. Menos por bater no peito e dizer que o Palmeiras é Gigante. Mais por ter sido um exemplo de caráter e de profissionalismo que será lembrado por gerações palestrinas com tremendo orgulho.

Numa era onde tudo é efêmero e instantâneo, Zé soube ser eterno! Sua simplicidade e disciplina são o resumo de um Palmeiras vencedor e um exemplo para todos na instituição. Sua imagem estará para sempre no panteão sagrado esmeraldino ao lado dos nossos heróis palestrinos!

zé roberto

VIVA ZÉ ROBERTO! MUITO OBRIGADO POR TUDO!

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Fax(z) me rir

Analfabetismo funcional é a incapacidade que uma pessoa demonstra ao não compreender textos simples. Definição mais simples ainda acessível a qualquer um que digitar essa expressão no buscador da internet e que agora foi engedrada no vocabulário futebolístico.

Se você é um analfabeto funcional, por gentileza, aconselho encerrar aqui a leitura. Afinal, da última quarta-feira, dia 15 de novembro, para cá, quem não compra gambá por lebre, se tornou um ignorante.

Sim! Somos todos ignorantes ao rejeitar a condição de maior campeão nacional do Sport Club Corinthians Paulista goela abaixo, como se o futebol brasileiro se resumisse aos seus feitos e suas vontades, de acordo com segmentos da mídia e o próprio clube através das suas mídias sociais.

O complexo de inferioridade que o atual campeão da Série A assumiu oficialmente é algo patético. Que me desculpem meus queridos amigos alvinegros (tenho inúmeros que carrego no coração), mas usar suas conquistas para diminuir ou desqualificar as glórias alheias é no minímo indelicado.

Maior Campeão do Povo. Maior Campeão Estadual. Maior Campeão da Copa São Paulo de Juniores. Maior Campeão do Samba. Maior Campeão de uma edição da Libertadores. Bi-Campeão Mundial.

Olha quanta coisa bonita e verdadeira a ser exaltada por vocês! Com justiça! Com mérito! Com reconhecimento dos rivais!

Mas a geração “Faz me rir”, aquela que expulsou Rivelino do Parque São Jorge após a derrota de mais um título para o Palmeiras em 74 e que não ganhava do Santos de Pelé, resolveu bradar a plenos pulmões que “títulos são festejados em campo e não nos gabinetes”.

Então vejamos:

Taça Brasil. Idealizada em 1959 para apontar o campeão nacional pela Confederação Brasileira de Desportos (atual Confederação Brasileira de Futebol, entidade máxima do futebol em nossa terra), com todos os Estados da nação representados, de forma justa, democrática e igualitária, criando uma integração jamais vista até então.

Dia 28 de dezembro de 1960. O estádio do Pacaembu tinha um carpete verde lindo, mas que em nada lembrava um gabinete. Palmeiras 8 a 2 Fortaleza. Finalíssima. Título alviverde. Para disputar essa competição era necessário ser campeão estadual. O que de fato aconteceu em 1959. Na bola, revaldo, gramado e cancha, deu Palestra. Com direito a goleada por 3 a 0 no Corinthians, 2 a 0 no São Paulo e vitória sobre o Santos de Pelé por 2 a 1, entre outros. Dos Paulistas, só Palmeiras e Santos Futebol Clube tiveram tal privilégio de disputar e ganhar esse torneio, pela qualidade e competência em campo.

No caso alviverde, isso se repetiu em 1967 (por duas vezes, na Taça Brasil e no Robertão, versão estendida e ampliada do torneio nacional a partir dessa data) e em 1969. Curiosamente, num período em que o maior rival palestrino tinha mais alegrias nas competições de piscina, bocha, basquete, pedestrianismo, do que no esporte bretão. Mais curioso ainda é que em duas ocasiões Palmeiras e Corinthians estiveram diretamente envolvidos na luta pelo título. No campo, deu Palestra, como de costume!

Em 1967 e 1969, o time alvinegro liderou de ponta a ponta a competição. Mas no quadrangular final de ambas as disputas fracassou e entregou o título para o Palmeiras. A dor da derrota de 69 para o rival fez surgir até mesmo a formação da maior organizada alvinegra. Mas isso não vem ao caso. É outra história. O fax ainda não existia.

Seria exaustivo falar aqui das formas semânticas adotadas para definir um campeão brasileiro de futebol de 1902 para cá. Desde a Taça Ioduran (um analfabeto funcional não entenderia do que se trata) até hoje, são inúmeras as discussões a respeito. Torneio Rio-São Paulo de Clubes já foi parâmetro para apontar um campeão brasileiro nos anos 30, pelo seu prestígio e pioneirismo.

Revisionistas se arrepiam só de pensar numa discussão a respeito, afinal iriam reduzir o debate a um gabinete, ou a um fax. Ou então evocar anacronismo. Afinal, os arautos da opinião pública e da cátedra decretaram que o futebol  começou em 1971 e não conseguem medir com a régua da sua miopia o que lhes é estranho as suas paixões.

Dizer que quando convém evocam a FIFA para diminuir o Mundial de 1951 do Palmeiras é desnecessário. Mas para validar o que acreditam como verdade ignoram normativas da CBF, que com suas deficiências e qualidades, é o órgão que regula e determina os rumos e destinos do esporte das massas.

Dois pesos. Duas medidas. Dizer por aí que não há clubismo, que há isenção, é analfabetismo funcional dos mais agudos!

Parafraseando as linhas que li por aí, no mais eu teria vergonha de estar ao lado desses “vitoriosos”….

Que usurparam o dinheiro público para adquirir seu patrimônio na era da Lava Jato.
Que ostenta o maior jejum da história sem títulos entre os grandes clubes com 23 anos.
Que jamais repetiu os 8 a 0 sofridos pelo maior rival.
Que viu o seu maior rival sair da fila justamente com uma goleada por 4 a 0 num Derby.
Que não conseguiu ser Campeão do Século XX.
Que se vangloria de um título brasileiro no escândalo da máfia do apito em 2005.

No mais, o maior campeão do Brasil,  SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, parabeniza o atual campeão nacional de 2017 pela sua conquista maiúscula e indiscutível, nos vencendo legitimamente em todos os confrontos diretos, dentro do campo!

Quem sabe um dia vocês chegam lá e nos superam nessa condição de líder. Tudo é plenamente possível e ninguém é imbatível. Mas até lá, continuaremos eternamente sendo o osso duro arremessado na janela de vocês!

luis pereira consola rivelino 1974

FORZA PALESTRA!!!

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Pupilos de Jesus

Se o time de futebol principal da Sociedade Esportiva Palmeiras deixou a desejar e frustrou  os torcedores alviverdes nessa temporada, a categoria de base está nos enchendo de orgulho!

Os garotos palmeirenses fazem uma temporada das mais gloriosas na história do clube esmeraldino. Sob a coordenação geral de João Paulo Sampaio, que ingressou no clube em 2015, e direção de Marcelo Dedeschi Teixeira, palestrino dos mais ativos e apaixonados na instituição, o Verdão evolui a passos largos, dentro e fora de campo.

Os resultados alcançados falam por si só. Inúmeros atletas em seleção brasileira, projeção internacional, títulos, formação de atletas, mas acima de tudo, preparando todos para a vida além do futebol. Exemplo de trabalho bem feito, em sintonia com as tradições alviverdes.

Profissionalismo sem perder a essência e referências que sempre nortearam o Palmeiras. O cantar do hino pelos garotos, a emoção e brilho no olhar de cada um, o comprometimento com os valores alviverdes, a defesa incansável das nossas cores. Tudo isso salvaguarda a chama palestrina sempre acesa, projetando um futuro promissor e mostrando para nossa apaixonada coletividade que o caminho e os exemplos a serem seguidos estão dentro da nossa casa.

Em 2017, além de bons e talentosos valores em todas as categorias, o clube é protagonista nas principais disputas. Vejamos:

Sub-11

Campeonato Paulista: 22 jogos, 21 vitórias, 1 empate, 111 gols marcados, 6 gols contra.

Finalista da competição. Enfrenta o Santos Futebol Clube na decisão.

Destaque: Luighi Hanri – 18 gols marcados. Artilheiro geral do torneio.

Títulos conquistados esse ano: Copa Bellmare no Japão

Sub-13

Campeonato Paulista: 22 jogos, 17 vitórias, 4 empates, 1 derrota, 64 gols marcados, 11 gols contra.

Finalista da competição. Enfrenta o Sport Club Corinthians Paulista na decisão.

Destaque: Marcos Eduardo – 16 gols marcados. Artilheiro da equipe no torneio.

Títulos conquistados esse ano: Copa Ouro, Copa Cidade Verde e Copa Cidade de São Ludgero.

Sub-15

Campeonato Paulista: 30 jogos, 27 vitórias, 1 empate, 2 derrotas, 121 gols marcados, 12 gols contra.

Finalista da competição. Enfrenta o São Paulo Futebol Clube na decisão.

Destaque: Gabriel Silva – 27 gols marcados. Artilheiro geral do torneio.

Títulos conquistados esse ano: Copa Nike Premier e Torneio Brasil-Japão.

Sub-17

Campeonato Paulista: 30 jogos, 24 vitórias, 2 empates, 4 derrotas, 108 gols marcados, 20 gols contra.

Finalista da competição. Enfrenta a Ponte Preta na decisão.

Destaque: Diego – 19 gols marcados. Artilheiro da equipe no torneio.

Títulos conquistados esse ano: Scopigno Cup na Itália.

*** Semifinalista da Copa do Brasil. Decide a vaga para a final contra o Flamengo-RJ na próxima quinta-feira (16), no Rio de Janeiro. Na partida de ida  goleou pelo placar de 4 a1 o seu rival.

Sub-20

Campeonato Paulista: 27 jogos, 21 vitórias, 4 empates, 2 derrotas, 72 gols marcados, 18 gols contra.

Semifinalista da competição. Enfrenta o Grêmio Novorizontino na partida de volta.

Destaque: Léo Passos – 14 gols marcados. Artilheiro da equipe no torneio.

Títulos conquistados esse ano: Torneio de Bellinzona na Suíça.

Finais do Paulista

Sub-11: Palmeiras x Santos F.C.

Sub-13: Palmeiras x S.C. Corinthians Paulista

Sub-15: Palmeiras x São Paulo F.C.

Sub-17: Palmeiras x Ponte Preta

*** Sub-20 disputando a fase semifinal. Venceu a partida de ida contra o Grêmio Novorizontino pelo placar de 2 a 0, fora de casa. Decide a vaga em casa na próxima sexta-feira (17), na Arena Barueri, com a vantagem de jogar por dois resultados a favor.

Na história

Apenas em duas ocasiões na história do Palmeiras todas as categorias de base do clube chegaram a decisão de suas respectivas disputas num mesmo ano, em competições promovidas pela Federação Paulista de Futebol.

Em 1959, o Verdão chegou a final no sub-15 (campeão), sub-17 (vice-campeão), aspirantes (campeão) e extra-amador (campeão).

Em 1977, o Palmeiras repetiu o feito ao chegar em todas as finais das competições de base vigentes: sub-15 (vice-campeão), sub-17 (vice-campeão) e sub-20 (campeão).

Em toda a história do Campeonato Paulista das categorias de base, desde que foi introduziu em 1972 a disputa das três categorias (sub-15, sub-17 e sub-20), apenas uma vez uma equipe ganhou todos os títulos das suas respectivas categorias num mesmo ano. Ocorreu em 1995, quando o São Paulo Futebol Clube alcançou esse feito, jamais repetido.

A partir de 2008, quando a Federação Paulista de Futebol introduziu as cinco categorias (sub-11, sub-13, sub-15, sub-17), apenas o Santos Futebol Clube em 2015 chegou em todas as finais num mesmo ano. Entretanto, nenhuma agremiação jamais conquistou mais que três títulos num único ano.

Clube Formador

A oralidade por vezes reproduz um discurso que não condiz com a realidade. Uma das principais miopias no universo do futebol é de que “a base do Palmeiras não revela ninguém”.

Para não cansar o leitor com uma lista extensa, apresento apenas alguns exemplos:

Atletas formados no Palmeiras que disputaram Copas do Mundo

Filó (jogou pela Seleção da Italia) – 1930
Romeu Pelliciari – 1938
Dino Sani – 1958
Mazzola – 1958
Alfredo Mostarda – 1974
Pedrinho Vicençote – 1982
Zetti – 1994
Marcos – 2002
Roque Júnior – 2002

Atletas que chegaram a seleção brasileira formados no Palmeiras (além dos citados acima)

David Braz, Diego Cavalieri, Vagner Love, Elias, Bruno Cesar, Ilsinho, Glauber, Amaral, Velloso, Zetti, Edu Manga, Canhotinho, Gino Orlando, Lima, Oberdan Cattani, Begliomini, Junqueira, Waldemar Fiume, Ministrinho, Gogliardo, Serafini, entre outros.

Atletas na Série A do Campeonato Brasileiro em 2017 formados no Palmeiras

Pedro Geromel (Grêmio), David Braz (Santos), Rafael Vaz (Flamengo), Diego Cavalieri (Fluminense), Marquinho (Fluminense), Victor Luis (Botafogo), Lucas Rocha (Vasco da Gama), Thiago Martins (Bahia), Matheus Salles (Bahia), Elias (Atlético-MG), Roger Bernardo (Atlético-MG), Anselmo (Sport Recife), Nikão (Atlético-PR), João Pedro (Chapecoense), Nadson (Chapecoense).

Jóia da Coroa

A maior de todas as recentes revelações das categorias de base da Sociedade Esportiva Palmeiras brilha atualmente com a camisa do Manchester City, na Inglaterra, e da seleção braslieira. Trata-se de Gabriel Jesus.

Exemplo para todos os jovens palestrinos – e não palmeirenses também -, o atacante formado no Verdão foi protagonista do título brasileiro conquistado em 2016 e agora tem a missão de conduzir o seu novo clube aos principais troféus ingleses e europeus, assim como dar ao povo brasileiro mais uma (ou algumas) Copa do Mundo.

Jesus deixou um legado no Palmeiras. Seu futebol, conduta e cárater iluminam e inspiram futuros craques no seio alviverde. Que os frutos dessa colheita sejam ainda mais férteis e projete no Palmeiras outras jóias raras, assim como ocorreu com nosso eterno menino das Alamedas Gabriel.

jesus

FORZA VERDÃO!!!

 

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Respeito não se compra!

A semana alviverde pós-Derby começou com uma postagem do jornalista corintiano Chico Lang denegrindo o meio campista palmeirense Moisés. De modo canalha, Lang “vazou” uma montagem juvenil de uma possível conversa do jogador por Whatsapp sobre os bastidores e motivos da derrota esmeraldina diante do seu maior rival, envolvendo o atleta numa trama surreal, sem o minímo de apuração e critério jornalístico. Simplesmente, soltou no ar de modo leviano algo falacioso, a fim de atingir o Palmeiras, o camisa 10 e toda sua coletividade.

Menos de 24 horas antes desse absurdo, em entrevista coletiva, o presidente do Vitória da Bahia, Agenor Gordilho, foi categórico ao afirmar: “Vamos atropelar o Palmeiras dentro de casa”, se referindo a partida entre os dois clubes, pelo Campeonato Brasileiro.

De modo afirmativo, o mandatário cravou a vitória – que de fato viria a acontecer de modo avassalador – sem nenhum pudor e ressalvas, sendo que há três meses seu clube não ganhava sequer um jogo-treino em seus domínios. Um desavisado poderia interpretar que o time baiano é quem lutava no topo da tabela e o alviverde era um cachorro vira-latas qualquer da competição.

Em outubro, o jornalista André Pugliesi, do jornal A Gazeta do Povo, no blog Memória FC, publicou matéria sob o título “Ranking aponta times mais beneficiados e prejudicados pelos árbitros na tabela do Brasileirão 2017”. Transcrevemos aqui um trecho na íntegra da matéria:

“O ranking do Brasileirão de times mais beneficiados e prejudicados pelos árbitros é baseado em avaliação dos lances polêmicos da disputa feita pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com a Comissão de Arbitragem. Levantamento que é divulgado pela entidade após cada rodada do Nacional. Até então, foram apresentados exames de lances até a 26ª rodada.”

Adivinhe quem é o time mais lesado, de acordo com o ESTUDO OFICIAL DA ENTIDADE MÁXIMA DO FUTEBOL NACIONAL. Sim, acertou. Chama-se Sociedade Esportiva Palmeiras.

Soma-se a isso o fato de no mês de agosto o atleta Felipe Melo “vazar” um áudio contra o então treinador Cuca, acusando-o de mau-caráter e se “vendendo” para os rivais, após  entornar alguns “champagnes” numa festinha.

A essa altura, o leitor deve estar se perguntando, mas o que tudo isso tem a ver? O que há de relação em tudo isso? Explico, caro leitor.

Uma instituição se faz com princípios e valores. O Palmeiras sempre se norteou por isso. Desde a sua iluminada fundação em 26 de agosto de 1914, a sua gente se orgulha da sua autonomia. De encarar tudo de frente. De caminhar com as próprias pernas. Do suor de suas conquistas. De superar as tempestades com altivez. Do labor incansável a fim de construir uma potência poliesportiva, administrativa, social e patrimonial, que arrebata milhões de almas e corações.

Jamais nossos paredros se curvaram ao caminho mais fácil. Jamais se calaram quando fomos achacados. Jamais se omitiram quando nosso pavilhão fora ultrajado. Jamais deixaram de se posicionar para defender as cores palestrinas.

Enfrentamos Guerras. Perseguições. Manipulações. Hostilidades. Preconceitos. Bravatas. Jejuns. Descensos. E tudo mais que o valha. Mas sempre de frente! Cabeça erguida. Afirmativos em nossos ideais. Sem temer o revés ou a dureza do prélio que se apresente, seja ele qual for.

Esses ensinamentos nos conduziram até aqui. Projetou-nos além das quatro linhas. Transformou a nossa lealdade em padrão. Isso faz o Palmeiras mais Palmeiras!

Que esses pilares permaneçam sempre presentes nas almas de todas as gerações palestrinas e teremos a garantia de que o caminho, mesmo espinhoso, será sempre superado!

Uma temporada frustrante se encerra. Com ela ficam lições a serem aprendidas. Uma correção de rota se faz necessária. Sem desespero, com a serenidade, inteligência e retidão que guiam nossos comandantes. Mas, acima de tudo, entendam, que o respeito e a dignidade devem ser conquistados com atitude, pois são bens que não estão à venda por aí em qualquer prateleira e por cifra alguma.

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FORZA VERDÃO!!!

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Elenco alviverde

Chegada a reta final da temporada, cabe uma breve análise do elenco de futebol profissional da Sociedade Esportiva Palmeiras, decantado no início desse ano como “o melhor do Brasil”, mas que na prática demonstrou desequilíbrio nos momentos decisivos e frustrou as expectativas da apaixonada torcida esmeraldina, sem ao menos sequer chegar a uma decisão e figurar como protagonista nas competições que participou.

Goleiros

Fernando Prass (55 jogos, 59 gols sofridos, 17 jogos sem sofrer gols). Aos 39 anos, viveu uma temporada irregular.

Jailson (9 jogos, 8 gols sofridos, 3 jogos sem sofrer gols). Aos 36 anos, sofreu uma grave lesão.

Vinicius Silvestre (23 anos) e Daniel Fuzato (20 anos) não tiveram oportunidades de atuar nessa temporada.

Zagueiros

Antonio Carlos (8 jogos). Aos 24 anos, nas chances que teve se mostrou inseguro e abaixo da média.

Edu Dracena (44 jogos). Aos 36 anos, assumiu a condição de titular durante a temporada.

Juninho (21 jogos). Aos 22 anos, marcou um gol contra a favor do Cruzeiro que lhe custou a retirada da equipe titular.

Luan (17 jogos, 1 expulsão). Aos 24 anos, não demonstrou ainda o bom futebol que apresentava no Vasco da Gama e Seleção Brasileira.

Mina (31 jogos, 5 gols marcados). Aos 23 anos, lesões e seleção colombiana fizeram com que ele não tivesse uma maior sequência na temporada.

Laterais

Egidio (35 jogos, 1 gol marcado). Aos 31 anos, chegou a ser barrado pelo técnico Cuca, após perda do pênalti decisivo na Copa Libertadores. Demonstra uma grande fragilidade defensiva e técnica.

Fabiano (19 jogos, 1 gol marcado). Aos 25 anos, nunca se firmou e manteve uma regularidade.

Mayke (23 jogos, 1 gol marcado). Aos 24 anos, por falta de opção assumiu a titularidade.

Zé Roberto (33 jogos, 1 gol marcado). Aos 43 anos, foi um reserva de luxo.

Meio-campistas

Jean (38 jogos, 4 gols marcados). Aos 31 anos, não se fixou nem na lateral e nem no meio campo.

Guerra (35 jogos, 7 gols marcados). Aos 32 anos, utilizado com pouco frequência e na maior parte vindo do banco de reservas, sofreu com lesões.

Arouca (2 jogos). Aos 31 anos, praticamente não atuou nessa temporada devido grave lesão.

Bruno Henrique (16 jogos, 2 gols marcados). Aos 28 anos, assumiu a titularidade logo que foi contratado.

Felipe Melo (29 jogos, 2 gols marcados). Aos 34 anos, é mais ativo nas redes sociais e em confusões, que dentro do campo. Muito ego. Pouca bola.

Hyoran (5 jogos, 1 gol marcado). Aos 24 anos, teve poucas chances de atuar. Na maioria vindo do banco de reservas.

Michel Bastos (34 jogos, 2 gols marcados). Aos 34 anos, pouco produziu na lateral ou no meio campo.

Moisés (16 jogos, 4 gols marcados). Aos 29 anos, perdeu grande parte do ano por uma grave lesão. É o termômetro do meio campo alviverde.

Raphael Veiga (22 jogos, 2 gols marcados). Aos 22 anos, sempre utilizado como opção vinda do banco de reservas.

Tchê Tchê (49 jogos, 2 gols marcados, 1 expulsão). Aos 25 anos, caiu de produção drasticamente, se comparado ao ano anterior.

Thiago Santos (39 jogos, 1 gol marcado). Aos 28 anos, apesar de ser opção no banco de reservas, sempre que esteve em campo deu conta do recado com seu forte poder de marcação.

Atacantes

Borja (41 jogos, 10 gols marcados). Aos 24 anos, teve problemas de adaptação para se firmar como o homem-gol que a torcida sonha.

Deyverson (16 jogos, 3 gols marcados, 1 expulsão). Aos 26 anos, veio no meio do ano para ser uma opção no setor. Não se firmou.

Dudu (47 jogos, 13 gols marcados, 1 expulsão). Aos 25 anos, é o titular e o capitão da equipe. Por vezes questionado para assumir um maior protagonismo nos momentos decisivos.

Erik (15 jogos). Aos 23 anos, surgiu como promessa mas perdeu espaço e não demonstra reação para reconquistá-lo.

Keno (48 jogos, 8 gols marcados). Aos 28 anos, ganhou a titularidade na reta final da temporada.

Roger Guedes (50 jogos, 8 gols marcados, 1 expulsão). Aos 21 anos, começou o ano como titular e agora é apenas uma opção.

Willian (49 jogos, 17 gols marcados, 1 expulsão). Aos 30 anos, chegou para ser uma opção no setor e se tornou o principal atacante da equipe.

Atletas que voltam de empréstimo:

Goleiro

Vagner (Guarani)

Laterais

João Pedro (Chapecoense)
Lucas (Fluminense)
Taylor (Paysandu)
Mateus Muller (Vila Nova-GO)
Victor Luis (Botafogo)

Zagueiros

Leandro Almeida (Figueirense)
Thiago Martins (Bahia)
*** Tobio (Rosario-ARG) e Nathan (Servette-SUI) emprestados até junho/2018

Volantes

Matheus Sales (Bahia)
Bruninho (Juventude)
Daniel (Bragantino)
Renato (Paysandu)

Meias

Allione (Bahia)
Juninho (Guarani)
Patrick Vieira (Londrina)

*** Vitinho (Barcelona-ESP) emprestado até junho/2018

Atacantes

Leandro (Kashima Antlers-JAP)
Artur (Londrina)
Gabriel Leite (Guarani)
Kaue (Oeste)
Mouche (Olimpia-PAR)
Rodolfo (Portuguesa)

*** Gabriel Barbosa (SPAL-ITA) emprestado até junho/2018

Atletas que terminam contrato com o Palmeiras após o empréstimo:

Bruno Oliveira (Bragantino), Léo Cunha (Potiguar), Gabriel Dias (Paraná Clube), Luiz Gustavo (Oeste), Amaral (Chapecoense), Robinho (Cruzeiro), Alecsandro (Coritiba), Luan (América-MG), Vinícius (Adanaspor-Turquia)

Esse é o cenário que teremos para o próximo ano no departamento de futebol profissional da Sociedade Esportiva Palmeiras. Além dos atletas do atual elenco e os que voltam de empréstimo, ainda teremos as possíveis contratações e alguns atletas da categoria de base que deverão ser incorporados para as disputas da Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil, Paulista e alguns prováveis torneios amistosos.

Apenas por suposição, não levando em conta questões contratuais, creio que essas seriam as mudanças a serem efetuadas para 2018:

Reintegração dos Emprestados (3)
Thiago Martins, Victor Luis, João Pedro

Promoções (2)
Pedro (zagueiro sub-20) e Fernando (atacante sub-20)

Negociáveis (11)
Mina (possivelmente irá para o Barcelona), Antonio Carlos, Egidio, Fabiano, Mayke, Zé Roberto (irá se aposentar), Jean, Arouca, Michel Bastos, Felipe Melo, Deyverson e Erik.

Contratações (5)
Dois laterais (um para cada lado), dois jogadores de meio campo (um de criação e outro com característica defensiva) e um atacante.

*** Números de jogos e gols atualizados até o dia 07/11/2017

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FORZA VERDÃO!!!

 

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Lambendo as feridas

Mês de Abril. Eduardo Baptista no comando do Palmeiras. Jogo de ida contra a Ponte Preta válido pela semifinal do Campeonato Paulista em Campinas. Em 30 minutos, Palmeiras sofre três gols e vê a vaga para a final do estadual distante.

Mês de Junho. Cuca no comando do Palmeiras. Jogo de ida válido pelas quartas de final da Copa do Brasil no estádio Palestra Itália. Em 30 minutos, Palmeiras sofre três gols e, apesar da reação, é eliminado pelos gols sofridos em casa.

Mês de Novembro. Alberto Valentim no comando do Palmeiras. Jogo decisivo diante do maior rival pelo Campeonato Brasileiro na casa do adversário. Em 30 minutos, Palmeiras sofre três gols e dá adeus a disputa do título nacional.

Nada é por acaso. Jogamos sem qualquer proteção defensiva durante todo o ano. Todo aberto. Com um meio campo pobre, sem capacidade de criação e marcação. Laterais inexistentes. Erros capitais nos momentos decisivos, na defesa e no ataque. Individualidades abaixo da média e não representando o fator decisivo que assumiam outrora.

Soma-se a isso as diversas mudanças de comando. Um bastidor confuso e contratações equivocadas, que tornaram nosso elenco inchado e desequilibrado.

Sintomático é que em todos os momentos em que dependemos apenas das nossas forças, esse atual elenco deixou muito a desejar e nos frustrou. Não conseguimos fazer um grande jogo sequer nessa temporada.

Nos clássicos, um desempenho apático. Três derrotas contra o maior rival. Duas vitórias e uma derrota contra um cambaleante São Paulo. Uma vitória e duas derrotas contra o Santos. Nesses nove jogos, 13 gols sofridos e 11 gols marcados. Um saldo pífio.

Eliminações prematuras no Paulista, Copa do Brasil, Libertadores e Brasileiro. Um ano em que foi prometido o céu aos torcedores, com ostentação milionária, acaba de forma melancólica e amarga!

Que os egos não ceguem as cabeças pensantes da Sociedade Esportiva Palmeiras e que tenham luz para tomarem as decisões necessárias e reformular um elenco mofado, sem brilho e que está aquém das nossas expectativas.

A hora é de ter lucidez, analisar os erros cometidos (que foram além do limite em todas as esferas), lamber as feridas e recuperar o espaço perdido, projetando um 2018 de acordo com as tradições palestrinas!

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FORZA VERDÃO!!!

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Mágico Novembro

Derby é sempre um momento catalisador de emoções, paixões e acima de tudo memórias. A cidade literalmente se divide há mais de 100 anos em torno desses dois tradicionais pavilhões. Dessa vez, o Brasil estará dividido também. Todas as atenções e olhares estarão para a luta que será travada no fim de semana na Zona Leste de São Paulo.

Calções negros de um lado. Manto esmeraldino do outro. No palco de Itaquera o sonho ou a desilusão de mais um título nacional na vida esportiva dessas duas agremiações estará em jogo.

Um revés pode ser um duro golpe para as pretensões dos verdes ou dos alvinegros. Tudo ou nada. Céu ou inferno. Alegria ou tristeza. Herói ou vilão. O Derby é assim! E sempre será!

Fé, crendice, mística, superstição, apego e tudo mais que o valha juntam-se aos 22 elementos dentro de campo na hora que a bola rolar. Milhões de almas e corações vibram e anseiam pela hora do gol fantástico que romperá a alegria transbordante ou a depressão profunda.

Um fator a mais nessa linda história é que o ano de 2017 marca o centenário desse confronto. Até aqui, na atual temporada, foram dois embates, ambos com vitórias a favor do time de Parque São Jorge (1 a 0 pelo Paulista e 2 a 0 pelo Brasileiro). Um espinho na garganta palestrina, que sequer teve o gostinho de celebrar um mísero gol diante do rival nos dois jogos realizados, algo que não acontecia desde 2011.

A vendetta alviverde tem muitos ingredientes motivacionais: primeira vitória no ano do centenário do Derby, estabelecer vantagem de vitórias na casa inimiga (em 5 jogos lá disputados são duas vitórias para cada lado e um empate), devolver a derrota sofrida em seus domínios no primeiro turno e diminuir a vantagem a favor do rival na tabela de classificação do Brasileiro para, de fato, buscar o tão sonhado troféu.

No domingo, o time mosqueteiro terá a totalidade da torcida presente no estádio e a liderança do torneio a seu favor.

Já os palestrinos, subirão ao gramado sob a égide dos heróis do eterno dia 5 de novembro de 1933, data em que o Palestra Itália impôs a maior goleada da história do Derby, ao superar o rival por inatingíveis 8 a 0!

periquito

FORZA VERDÃO!!!

 

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