Esportes

Craques Centenários

Eis uma pequena homenagem à todos os grandes heróis de todas as modalidades desenvolvidas na história do Palestra Italia – Palmeiras em 100 anos de existência.

Atletas-símbolos do Verdão que representaram com dignidade e grandeza a tradição esportiva do clube alviverde, nas mais diversas práticas esportivas:

Arco e Flecha – Sarah de Oliveira Nikitin

Aikidô – Fernando Rosario de Sousa

Atletismo – Ettore Blasi

Baseball – Equipe Campeã Paulista de 1928

Basquete – Milton Setrini Junior (Carioquinha)

Basquete sobre Patins – Edgard Stinchi

Bochas – Angelo Bulla

Boxe – Paulo de Jesus

Ciclismo – Rolando Montesi

Esgrima – Ferdinando Alessandri

Futebol – Ademir da Guia

Futebol Americano – Equipe Campeã Paulista 2010

Futebol de Mesa – Michilin

Futsal – Sorage

Futebol Society – Equipe Campeã Mundial 2010

Ginástica – Jéssica Rodrigues

Halterofilismo – Luiz Gonzaga de Almeida

Handebol – Equipe Campeã Brasileira Feminina 2000

Hóquei – Hiada Torlay

Judô – Henrique Guimarães

Karatê – Jair Davanso

Motociclismo – Guilherme Spera

Motonáutica – Atayde Patreze

Natação – Freddy Jacob

Patinação – Cecilia D`Andrea

Polo Aquático – Equipe Campeão Paulista 1958

Rugby – Equipe Campeã de 1982

Saltos Ornamentais – Equipe Campeã Paulista 1960

Tae Kwon Do – Stephanie Marina P. Morales

Tênis – Henrique Terroni

Tênis de Mesa – Biriba e Hugo Hoyama

Tiro – Sergio Lynn

Voleibol – Giovane Gavio

Xadrez – Equipe Campeã Paulista 1997

SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS

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Esportes

Palestra, um sonho de menino

*** Por Vincenzo Ragognetti (Gazeta Esportiva 1958)

Poder-se-ia escrever um livro sobre o trabalho feito por Luigi Cervo em prol do futebol paulista e, particularmente, para a fundação e afirmação do Palestra Italia.

1914. Chegaram e brilharam os italianos de Turim, jogando um futebol vistoso, entusiasmando os paulistas, metendo orgulho aos muitos italianos aqui demandados, em busca de fortuna e de nova pátria para os seus filhos.

Italiano ele também, Luigi Cervo, também se encheu de brio, ele um humilde, mas generoso filho da mais do que generosa Calábria na Itália, e ali mesmo, no escritório das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, localizado à rua Direita, já então o escritório mais importante do maior parque industrial do Brasil, chamou alguns dos seus mais vivos amigos e meteu-lhes na cabeça de fundar uma sociedade esportiva tipicamente italiana, que como os ingleses e alemães, pudesse ter o seu time de futebol, disputando jogos oficiais.

A turminha do Matarazzo aderiu e lá foi Luigi Cervo a procura de outros elementos fora da casa onde trabalhava para cumprir a sua missão que Deus lhe dera: fundar o Palestra Italia.

Tinha, então, Luigi Cervo um pouco mais de vinte anos: a idade em que o italiano aqui vindo de sua terra olha ao seu redor e tenta acertar no negócio que um dia o fará um magnata, um comendador, um colecionador de milhões.

Com a sua inteligência, sútil e lúcida, com sua incrível capacidade de trabalho, com a sua resistência, com a sua persistência, Luigi Cervo, talvez dedicando-se à uma industria, um comércio, um banco, teria morrido milionário, legando aos seu filhos não uma herança espiritual, mas uma verdadeira fortuna.

Mas Luigi Cervo não nascera com a alma assim. Mas com a alma de um sonhador. Um romântico que sempre fora na São Paulo do lampião a gás e das serenatas nas esquinas dos bairros excêntricos, preferindo ouvir o som de uma boa canção napolitana do que o estridente e agudo som das moedas do “vil metal”.

Ele, então, deu corpo, alma, trabalho, sacríficio, tudo, mas tudo mesmo, o que a vida lhe poderia conceder para fundar o Palestra Itália!

Posto o Palestra Italia entre os grandes clubes, Luigi Cervo retirou-se. Ficou a olhar de longe a obra feita com carinho, muitos sacrifícios, muitas renúncias e muito trabalho.

Nos momentos críticos, de crise interna, Luigi Cervo era convocado para dizer algo, dar um conselho, traçar uma orientação, espelhar uma situação. Ia sempre com o seu bom sorrisso, soldado palestrino de primeira linha, sempre pronto, mas sempre na sombra e discreto.

Miudo e ágil, irriquieto sempre como um passarinho, morreu pobre, como todos os sonhadores, como todos os idealistas.

Nunca pediu nem banquetes, nem homenagens, nem honrárias, pois quis sempre servir o Palestra Italia com humildade e constância.

Para que a geração futura de palestrinos nunca mais se esqueça de quem lhe deu o clube que tanto amamos, não seria o caso, agora, o Palmeiras de erigir um busto em bronze na sua suntuosa sede social?

Espero que o Palmeiras, que herdou a tradição e a pujança do Palestra Italia, cumprirá o seu dever com Luigi Cervo, seu fundador, a quem deu a vida, pois mais não podia abnegadamente dar.

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Esportes

Carta Aberta aos Palmeirenses

“Ilmo Sr. Presidente da Diretoria Executiva da Sociedade Esportiva Palmeiras,

Paulo de Almeida Nobre

Nós, abaixo-assinados, conselheiros e associados da nossa gloriosa e querida instituição, pedimos – mui respeitosamente – por meio desta, o agendamento de um encontro com V. Sa., em caráter de urgência, para tratar de assuntos que são de interesse de toda a coletividade Palmeirense e que necessitam de um consequente esclarecimento e debate.

Enquanto representantes de um número expressivo de associados e de torcedores sentimo-nos, diante de tão delicada posição na qual se encontra a Sociedade Esportiva Palmeiras no corrente campeonato nacional, na obrigação de rogar à V. Sa. as suas justificativas e o seu posicionamento acerca do que segue:

– Qual foi o planejamento adotado para a montagem do elenco de futebol para a atual temporada;

– Quais conceitos e critérios utilizados para negociação de atletas (entrada e saída);

– Quais atitudes práticas estão sendo tomadas pelo Departamento de Futebol, a curto prazo, para que a equipe reaja no plano técnico no atual campeonato nacional;

– Qual o responsável direto hoje pelo Departamento de Futebol e qual a real função do funcionário (executivo?!) Omar Feitosa;

– Qual a atual situação da prospecção da geração de novas receitas (patrocínio) para o fortalecimento do nosso elenco profissional;

– Como V. Sa. pretende construir uma reaproximação com a torcida do Palmeiras, que hoje encontra-se segmentada em nichos com as mais diversas conotações e alcunhas, perdendo sentido de unidade, que é o propósito fim de uma instituição; e

– Qual a situação do processo de arbitragem envolvendo a disputa com a WTorre?

Queremos contribuir construtivamente para a edificação de uma Sociedade Esportiva Palmeiras cada vez mais forte, democrática, vencedora e nos colocamos à disposição como força operosa nesse momento agudo e delicado que atravessamos.

Há tempos estamos pleiteando esse encontro com V. Sa., o qual não evolui por conflito de sua agenda e afazeres. Esperamos que dessa vez isso possa se concretizar, a fim de não postergarmos mais esta discussão de assuntos tão relevantes.

Temos a total certeza que quem se engrandecerá nesse encontro será única e exclusivamente a nossa querida e gloriosa Sociedade Esportiva Palmeiras, que deve estar sempre acima de qualquer interesse individual, particular ou de quaisquer grupos.

Reiteramos os votos da mais elevada estima e sem mais para o momento subscrevemos.”

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