Esportes

Livro Palmeiras x Corinthians

Historiador e professor Alfredo Oscar Salun acaba de lançar um livro sobre a história de Palmeiras e Corinthians em seus primórdios.

Denominado “Corinthians e Palestra Itália: Futebol em Terras Bandeirantes”, a obra retrata com riqueza de detalhes o início dessas duas agremiações e a sua trajetória na consolidação de sua popularidade.

Um trabalho de profunda pesquisa e metodológico, como é a marca dos trabalhos realizados pelo competentíssimo Salun. Confira a entrevista exclusiva concedida pelo autor:

Como surgiu a ideia de fazer uma obra sobre o Palestra Itália e o Corinthians? Por quê?

RESP: Inicialmente o objetivo era apenas abordar a historia da mudança de nome da Sociedade Esportiva Palmeiras, antigo Palestra Itália. No mestrado, havia estudado a Força Expedicionária Brasileira e sua atuação na Itália, utilizando documentos, jornais e história oral.  Quando pensei em um tema para o doutorado, resolvi continuar no mesmo tempo histórico (governo Vargas e a Segunda Guerra Mundial), então como palmeirense e amante do futebol, optei por unir o útil com o agradável. Por essa razão, achei que pesquisar sobre o processo de nacionalização do Palestra Itália, seria uma ótima solução, aproveitaria meu conhecimento sobre o período e ampliaria para aspectos esportivos.  Uma parte da pesquisa foi nos arquivos do DEOPS disponíveis no Arquivo do Estado, procurava informações sobre a nacionalização dos clubes paulistanos, e me deparei com o prontuário do Corinthians. Ele era maior que o do Palestra e do Germânia, fato que me chamou a atenção. Assim, tomei conhecimento sobre o afastamento do presidente espanhol Correcher em 1940/1941. Dessa forma, percebi que seria interessante em todos os sentidos, entrelaçar a história desses dois clubes, que tinham muito em comum, até aquele período.

A obra retrata a São Paulo do início do século XIX com um olhar romântico e riqueza de detalhes, muito além da esfera esportiva? Qual a contribuição desse ambiente efervescente influenciou na grandeza de Palestra e Corinthians?

RESP: A cidade de São Paulo até a metade do século XIX era muito provinciana. A expansão cafeeira no Estado, o processo de imigração e industrialização, colaboraram para uma profunda alteração do perfil da capital paulista. Em poucas décadas, teve um crescimento populacional enorme e passou por um procedimento de urbanização muito rápido. Em 1920, já era, junto com o Rio de janeiro, a metrópole mais dinâmica do Brasil. Entre 1910-1920, cerca de metade da população paulistana era formada por imigrantes ou seus descendentes, assim, italianos, espanhóis, portugueses, árabes, alemães, britânicos e outros grupos, conviviam com brasileiros natos, fossem brancos, negros, indígenas ou mestiços. Isso proporcionava um caldo cultural muito instigante, que acredito ter sido responsável pela formação de um tipo particular de futebolista, que agregava diversas influências. Como pude notar em pesquisas nos jornais de época (1910-1918) é possível perceber como a vida esportiva era um fenômeno mundial, e que atingia a capital paulista. Diversos trabalhos acadêmicos tem se debruçado sobre essa temática. O futebol, em tal contexto, se tornou por diversos motivos, um esporte altamente receptivo para os jovens, fosse ele oriundo da elite, classe média ou grupos populares. Incialmente os clubes paulistanos estavam ligados aos jovens de famílias tradicionais e de classe média (e imigrantes), entretanto, rapidamente surgiram clubes entre os operários e pequenos comerciários, difícil hoje apontar que motivos levaram a dissolução de uns e o sucesso de outros, com certeza, Palestra e Corinthians se tornaram clubes importantes nesse período, graças ás conquistas esportivas que atraiam simpatizantes/torcedores. Podemos dizer que era um circulo, quanto mais vitorioso era, aumentava o numero de torcedores e isso impulsionava seus dirigentes, a buscarem atletas competitivos e formarem esquadrões que pudessem obter grandes triunfos. Finalmente a constituição de uma praça de esportes, estádios e espaço para lazer, serviam para atrair associados, que enriqueciam ainda mais os clubes.

Qual a importância de Palestra e Corinthians na formação da identidade do paulistano?

RESP: Tem uma importância muito grande, não á toa, o livro “Brás, Bexiga e Barra Funda” de Antônio Alcântara Machado cita inúmeras vezes esses dois clubes e seus torcedores. Os jornais e revistas também exploravam a imagem deles para atrair leitores. Por ser um clube ligado aos italianos e seus descendentes, no caso do Palestra, e de espanhóis, portugueses, italianos e brasileiros natos em relação ao Corinthians, na grande maioria classe média e operários, foi natural que representassem um ideário paulistano. Isto é, os imigrantes eram parte essencial da formação de uma identidade paulistana, alguns bairros se tornariam com o tempo, locais celebrados e identificados como “cartões postais” da cidade. Lembremos que São Paulo era considerado uma cidade italiana e que esse grupo deixou fortes marcas: língua, costumes, culinária, festas religiosas, etc. Então vamos somar outros imigrantes ligados ao Corinthians, que também foram de suma importância no desenvolvimento da cidade, assim, aliados as questões de classe social, além do enriquecimento de alguns representantes de tais comunidades, era difícil que a popularidade deles, não se convertesse em parte do ethos.

Como você analisa essa paixão e rivalidade latente entre palestrinos e corintianos, desde os primórdios?

RESP: O futebol já estava despertando grandes paixões, podemos perceber isso nos inúmeros entreveros entre os clubes tradicionais, como Paulistano, Atlética Palmeiras, Americano, Mackenzie e o São Paulo AC. Os conflitos entre atletas e dirigentes, que incluía reclamações as arbitragens e contra os dirigentes da Liga paulista de Futebol, causavam grandes confusões. Em meu livro demonstro, por exemplo, que o rompimento da LPF e a criação da APSA estiveram muito mais relacionados com as disputas de poder e interesses financeiros dos dirigentes dos clubes tradicionais, do que o preconceito contra a introdução de operários nos jogos da liga. Portanto, a rivalidade entre Palestra e Corinthians, é parte dessa situação. É notório que foram os dois clubes populares que mais obtiveram sucesso na capital, mas não eram os únicos. Entretanto, o primeiro jogo entre eles, ocorreu somente quando tivemos a fusão da APSA com a LPF. O Corinthians já era um clube vitorioso em 1918, mas o Palestra, conseguiu ocupar com muita rapidez, um lugar de destaque. Tanto que o trio de ferro era o Paulistano, Palestra e Corinthians, que venceram a maioria dos campeonatos regionais. A rivalidade entre Palestra e Corinthians, era muito grande, entretanto, o Paulistano (e depois o São Paulo FC), era usualmente o rival de ambos, já que representava o “paulistano tradicional” e aqueles os “imigrantes”. É possível perceber que apesar das divergências, nos anos 1920 e 1930, usualmente os dois clubes estavam aliados nas disputas políticas.

Qual a maior dificuldade e também a maior curiosidade que você se deparou ao produzir a obra?

RESP: A maior dificuldade foi em relação a documentação, já que infelizmente o Brasil é um pais que tem muitos problemas com a preservação da memória. Claro, que nos últimos vinte anos isso mudou, mas nenhuma entidade esportiva em São Paulo tem um acervo digno de nota. Em relação ao Palmeiras parece existir arquivo um pouco mais consistente, mas com muita dificuldade para ser pesquisado. Dessa forma, contei com acervos familiares, isso é, filhos de antigos dirigentes que guardavam cópias de atas e outros documentos. Os jornais de época, também foram essenciais, muitas vezes para confrontar diversas versões, por isso, utilizar diferentes periódicos, também permitiu perceber como um assunto era retratado. Assim, o pesquisador ao selecionar um jornal, corre o risco de não perceber que esta selecionando também apenas uma única versão. Nesse ponto, podemos dizer como foi curioso analisar vários jornais, foram mais de vinte periódicos diferentes e como percebemos a parcialidade de alguns. Entretanto, talvez o fato mais instigante, foi acompanhar a “amizade” entre os dirigentes e torcedores do Corinthians e Palestra até por volta de 1943, quando o alviverde, era denominado de o clube mais popular do Brasil e apontado pela imprensa como o mais rico também. Claro, que havia rivalidades, mas no jogo em 1942 entre Palmeiras e São Paulo que definiu o campeão daquele ano, os torcedores italianos e espanhóis corintianos foram muito mais simpáticos a vitória do alviverde. Os dois acabaram sofrendo um processo de nacionalização em outubro de 1942 quando alguns associados foram obrigados a se licenciarem, por serem descendentes dos “súditos do Eixo”. Essa situação especifica, é pouco explorada na história dos clubes, já que mais de trezentos indivíduos foram impedidos em função da legislação nacionalista do Estado Novo, de continuarem como associados.

Conte um pouco do seu trabalho sobre memória esportiva?

RESP: Acho que o trabalho tem duas qualidades nesse contexto. A primeira consiste na utilização da história oral, pois entrevistei uma série de colaboradores como jornalistas, atletas, dirigentes (familiares) e outras personagens ligadas ao futebol. A íntegra das entrevistas está disponível na tese que pode ser encontrada digitalmente. A segunda questão são os jornais de época que contribuem para a ampliação do acervo referente a memoria esportiva.

Quem é Alfredo Oscar Salun?

RESP: Sou Doutor em História Social pela USP e Mestre pela PUC-SP. Professor do curso de História da Uninove e pesquisador do NEHO\USP e GEINT. Autor de diversos livros e artigos sobre História, Educação e Esportes.

Para quem deseja adquirir a obra acesse o site:

todasasmusas@gmail.com

ou  através do email: todasasmusas.org

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Capa do livro publicado por Alfredo Oscar Salun

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Há 20 anos invicto

No próximo domingo (31), às 19h30, o Palmeiras estreia no Campeonato Paulista diante do Botafogo de Ribeirão Preto, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Essa será a centésima participação palmeirense no Paulistão.

O Verdão mantém um tabu em estreias pelo Estadual. Desde 1996 o Verdão não perde na partida inaugural do torneio. A última derrota alviverde na primeira rodada aconteceu em 25 de janeiro de 1995, diante da Portuguesa, no Canindé, pelo placar de 2 a 1. Essa é a maior série invicta entre os grandes clubes paulistas, na atualidade.

De lá para cá, foram 12 vitórias e 7 vitórias, em 19 jogos. Nesse período, a maior goleada alviverde foi pelo placar de 6 a 1 diante da Ferroviária de Araraquara, em 1996, no estádio Palestra Itália. Em 2002, os grandes clubes de São Paulo não participaram do Campeonato Paulista, de acordo com regulamento da Federação Paulista de Futebol.

Nos últimos 20 anos, o primeiro rival do Palmeiras no Paulistão foi o Botafogo de Ribeirão Preto em duas oportunidades nos anos de 2001 e 2011. Foram dois empates, 3 a 3 e 0 a 0, respectivamente.

Por força do regulamento, em 2001, a partida foi decidida nas penalidades máximas e o time ribeirão pretano venceu pelo placar de 3 a 1, ganhando o ponto extra.

Nesse período, o estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, foi palco de duas estreias alviverdes também. Em 2001 (empate em 3 a 3 contra o Botafogo) e em 2009 (vitória palmeirense contra o Santo André, por 1 a 0).

O meia Cleiton Xavier tem levado sorte nas estreias do Paulistão. Ele atuou na partida inicial do Campeonato Paulista nas edições de 2009 e 2010, marcando um gol em cada jogo. Em 2009 foi o autor do tento da vitória palmeirense por 1 a 0 diante do Santo André e em 2010 deixou a sua marca na goleada por 5 a 1, contra o Mogi Mirim.

Em 2015, Cleiton não pode ser inscrito na primeira fase do Campeonato Paulista devido a demora na sua documentação, após o seu retorno ao clube. Devido a uma lesão, provavelmente não reunirá condições físicas para atuar também na partida inaugural dessa temporada.

De 1996 para cá, seis jogadores marcaram dois gols a favor do Palmeiras na partida de estreia do Paulistão: Djalminha (1996), Muñoz (2004), Marcel (2005), Willian (2007), Alex Mineiro (2008) e Diego Souza (2010).

Será a quarta vez consecutiva que o goleiro Fernando Prass será o goleiro titular do Palmeiras na estreia do Paulista. Nos últimos 20 anos, ele fica atrás apenas de Velloso que foi titular da meta alviverde em estreias estaduais em cinco edições de 1995 a 1999.

Nos últimos 20 anos, Marcelo Oliveira será o décimo terceiro treinador diferente que inicia a competição no comando do time alviverde.

Apenas quatro técnicos conseguiram iniciar o Paulistão à frente do Palmeiras de maneira consecutiva, nos últimos 20 anos: Felipão (98, 99, 2000), Jair Picerni (2003 e 2004) , Vanderlei Luxemburgo (2008 e 2009) e Gilson Kleina (2013 e 2014).

Luxemburgo em 1996 e Felipão em 2011 foram os únicos treinadores que tiveram outras passagens como estreantes no estadual pelo Palmeiras.

Confira as estreias do Palmeiras no Paulistão nos últimos 20 anos:

1996 – Palmeiras 6 x 1 Ferroviária de Araraquara-SP
1997 –  Palmeiras 1 x 1 São José-SP
1998 – Palmeiras 2 x 2 Guarani-SP
1999 – Palmeiras 1 x 1 Santos-SP
2000 – Palmeiras 1 x 1 Guarani-SP
2001 – Palmeiras  3 x 3 Botafogo de Ribeirão Preto-SP
2002 – não houve disputa
2003 – Palmeiras 2 x 1 Mogi Mirim-SP
2004 – Palmeiras 5 x 2 Paulista de Jundiaí-SP
2005 – Palmeiras 5 x 3 Internacional de Limeira-SP
2006 – Palmeiras 2 x 1 Ituano-SP
2007 – Palmeiras 4 x 2 Paulista de Jundiai-SP
2008 – Palmeiras 3 x 1 Sertãozinho-SP
2009 – Palmeiras 1 x 0 Santo André-SP
2010 – Palmeiras 5 x 1 Mogi Mirim-SP
2011 – Palmeiras 0 x 0 Botafogo de Ribeirão Preto-SP
2012 – Palmeiras 2 x 1 Bragantino-SP
2013 – Palmeiras 0 x 0 Bragantino-SP
2014 – Palmeiras 2 x 1 Linense-SP
2015 – Palmeiras 3 x 1 Grêmio Osasco Audax-SP

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FORZA VERDÃO!!!

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Torneio Sul-Americano

O Palmeiras disputa a final da Copa Antel contra o Nacional-URU, no estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, às 23h15, nesse sábado, 23 de janeiro. A partida terá transmissão ao vivo pelos canais de Tv a Cabo Sportv e Espn Brasil.

A equipe alviverde vai em busca de sua primeira taça na atual temporada e também do seu sexto título em torneios preparatórios sul-americanos, em nove disputados ao longo de sua centenária trajetória.

Justamente no palco da final, em 1947, o Palmeiras disputou o seu primeiro torneio sul-americano. Com Boca Juniors-ARG, River Plate-ARG, Nacional-URU e Peñarol-URU, o Verdão participou do Torneio do Atlântico, em Montevidéu, no Uruguai. O time palmeirense terminou em quinto lugar.

Em 1956, Palmeiras, Corinthians, Santos, São Paulo, Nacional-URU, Boca Juniors-ARG e Newell`s Old Boys-ARG participaram da Taça Roberto Gomes Pedrosa, realizada em São Paulo. O Verdão ficou em quarto lugar.

Em 1962, o Palmeiras participou de dois torneios e teve 100% de aproveitamento. O primeiro aconteceu em Manizales, na Colombia, contra o Once Caldas-COL e o Milionarios-COL. O time palmeirense venceu os dois rivais colombianos e faturou o caneco.

A segunda conquista em 1962 foi em Lima, no Peru. Palmeiras, Botafogo-RJ, Sporting Cristal-PER e Universitario-PER disputaram o Torneio Quadrangular de Lima. O alviverde venceu seus três adversários e ficou com a taça.

Em 1964, o Verdão foi ao Chile disputar o Torneio Quadrangular de Santiago, com Independiente-ARG, Universidad Católica-CHI e Universidad do Chile-CHI. Com uma vitória, um empate e uma derrota, o Verdão ficou com o vice-campeonato, por obter menor número de pontos em relação aos argentinos.

Em 1965, o Verdão foi convidado para Torneio IV Centenário do Rio de Janeiro, junto com Fluminense-RJ, Peñarol-URU e Seleção do Paraguai.

Na primeira partida o alviverde goleou a Seleção do Paraguai por 5 a 2 e superou na final o Peñarol-URU na decisão por pênaltis, ao vencer por 1 a 0, após empate em 0 a 0, no tempo normal, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Em 1970, o Palmeiras foi convidado para participar do Torneio de Cochabamba, na Bolívia, junto com Portuguesa de Desportos, Litoral-BOL e  Jorge Wilstermann-BOL. Os dois times brasileiros terminaram em primeiro lugar na disputa, com o mesmo número de pontos.

Por terem outros compromissos já agendados e um calendário apertado, os dirigentes de Lusa e Palmeiras decidiram dividir o título de campeão, sem que houvesse a partida final.

O último torneio Sul-Americano que o Palmeiras disputou foi o  Torneio de Mar del Plata, em 1972, ao lado de San Lorenzo-ARG, Boca Juniors-ARG e Peñarol-URU. O Verdão sagrou-se campeão invicto, por acumular o maior número de pontos.

Confira os jogos decisivos dos torneios sul-americanos disputados pelo Palmeiras ao longo da história:

1947 – Palmeiras 1×3 River Plate-ARG – Torneio do Atlântico – Palmeiras 5 Lugar

1956 – Palmeiras 2×0 São Paulo – Torneio Roberto Gomes Pedrosa – Palmeiras 4 Lugar

1962 – Palmeiras 4×0 Milionarios- COL – Torneio de Manizales – Palmeiras Campeão

1962 – Palmeiras 1×0 Botafogo-RJ – Torneio Cidade de Lima – Palmeiras Campeão

1964 – Palmeiras 0x0 Universidad do Chile – Torneio Quadrangular do Chile – Palmeiras Vice-Campeão

1965 – Palmeiras 0x0 Peñarol-URU – Torneio IV Centenário do Rio de Janeiro – Palmeiras Campeão

1970 – Palmeiras 4×0 Jorge Wilstermann-BOL – Torneio de Cochabamba – Palmeiras Campeão

1972 – Palmeiras 1×1 San Lorenzo-ARG – Torneio de Mar del Plata – Palmeiras Campeão

Veja a relação de torneios Sul-Americanos conquistados pelo Palmeiras em sua história:

Torneio de Manizales-Colômbia (1962)
Torneio Cidade de Lima-Peru (1962)
Torneio IV Centenário do Rio de Janeiro (1965)
Torneio de Cochabamba (1970)
Torneio de Mar del Plata-Argentina (1972)

Relembre a última conquista em torneios sul-americanos de cada um dos grandes clubes paulistas:

Santos Futebol Clube

1983 – Campeão do Torneio Triangular Vencedores de América (no Uruguai – final contra o Peñarol-URU)
Clubes Participantes: Santos, Peñarol-URU, Nacional-URU

São Paulo Futebol Clube

1993 – Campeão do Torneio de Santiago (no Chile –  final contra o Universidad Católica-CHI)
Clubes Participantes: São Paulo, Universidad do Chile-CHI, Universidad Católica-CHI

Sport Club Corinthians Paulista

1975 – Campeão da Copa São Paulo Futebol Clube (em São Paulo – final contra o São Paulo)
Clubes Participantes: San Lorenzo-ARG, Peñarol-URU, São Paulo, Corinthians

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FORZA VERDÃO!!!

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Stadium Palestra Italia

O portal do Jornal Lance! trouxe hoje, dia 22 de janeiro, em seu notciário sobre o Palmeiras a seguinte manchete: “Com documento de 1920, Ambev cobra WTorre por direitos no Allianz”, o qual pode ser acessado no seguinte link:

http://www.lance.com.br/palmeiras/com-documento-1920-ambev-cobra-wtorre-por-direitos-allianz.html

Sem entrar no mérito jurídico da questão, o qual, como leigo, acho sem nenhum fundamento por parte da cervejaria e totalmente oportunista, afinal a Companhia Antartica Paulista que firmou o acordo com o Palestra Italia em 1920 não existe mais desde 2000, após falência e fusão com a Brahma que originou a Ambev.

Confira o trecho “polêmico” da cópia original da Escritura de Venda e Compra do Estádio Palestra Itália, registrada no 11 Cartório  de Notas de São Paulo, localizado na Rua Domingos de Morais, no bairro da Vila Mariana, em 27 de abril de 1920:

estadio

PS: Meu saudoso e querido pai trabalhou 50 anos na Companhia Antartica Paulista. Foi seu único registro na Carteira de Trabalho. Quando ela faliu, ele entrou em depressão profunda. E poucos anos depois veio a falecer em decorrência dessa mágoa. Um dos seus superiores era o Ataíde Gil Guerreiro, diretor de futebol do São Paulo Futebol Clube, que foi presidente da Associação Brasileira das Distribuidoras Antarctica e um dos articuladores da fusão que originou a AMBEV.

PS: Qualquer cidadão pode ter acesso a uma cópia dessa certidão solicitando-a no referido cartório.

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Esportes, Italianidade

Italiano no Paulistão

Após 20 anos haverá um jogador de origem italiana disputando o Campeonato Paulista da Série A-1.

O volante Giorgio Sanchez Pasetto, nascido em Roma, na Itália, irá defender a equipe do Rio Claro Futebol Clube, do interior Paulista, no estadual de 2016.

O jogador pertence ao Vasco da Gama-RJ e pelo clube carioca disputou diversos jogos na categoria de base. Com 20 anos de idade, Giorgio chega ao time paulista por empréstimo, justamente para ter maior experiência atuando pelos profissionais.

Em 2012, Giorgio defendeu a equipe sub-17 do próprio Rio Claro no Campeonato Paulista da categoria e marcou um gol na temporada, antes de se transferir para o cruzmaltino.

O último jogador de origem italiana a atuar no Campeonato Paulista foi Marco Ósio, que defendeu o Palmeiras entre 1995 e 1996. Já veterano, Ósio foi contratado pelo Verdão junto ao Parma e fez 10 jogos no estadual de 96, todas as vezes vindo do banco de reservas.

Seu único gol – o último a ser marcado por um italiano no futebol brasileiro – foi na goleada por 4 a 1 contra o Juventus da Mooca, no dia 11 de fevereiro de 1996, no estádio Palestra Italia.

Ósio foi campeão do Torneio Euro-América e do Paulista pelo Palmeiras.

Confira os atletas de origem italiana que jogaram no futebol paulista:

Luiz Fabbi – 1910 – (Sport Club Corinthians Paulista)
Rafaelle Perrone – 1910 – (Sport Club Corinthians Paulista)
Francesco Police – 1910 a 1917 – (Sport Club Corinthians Paulista)
Nanni Fabbi – 1915 – (Sociedade Esportiva Palmeiras)
Bonato – 1915 – (Sociedade Esportiva Palmeiras)
Arione – 1917 – (Sociedade Esportiva Palmeiras)
Albertoni – 1921 – (Sociedade Esportiva Palmeiras)
Di Pietro – 1921 – (Sociedade Esportiva Palmeiras)
Gaetano De Domenico – anos 20 e 30 – atuou por três clubes: Associação Atlética São Bento, Paysandu e Clube Atlético Ypiranga
Savério – 1950 – (Santos Futebol Clube)
Marco Ósio – 1995 a 1996 – (Sociedade Esportiva Palmeiras)

*** Não entra nessa relação atletas naturalizados

Relembre o gol de Marco Ósio em 1996:

Técnico Italiano no Brasil

Aos  poucos os esportistas italianos estão descobrindo o mercado brasileiro. Amedeo Mangone, ex-técnico do Albinoleffe, será o novo comandante do Gama do Distrito Federal em 2016, que irá disputar o Campeonato Brasiliense, a Copa do Brasil e a Copa Verde.

Nascido em Milão, Mangone iniciou sua carreira de jogador nas categorias de base do Milan em 1984. Não teve espaço no time rossonero e foi cedido para o Pergocrema da Série C. Em 1989 foi contratado pela Solbiatese, onde ficou até 1993, quando assinou com o Bari.

Foi no time barese que ganhou projeção, ajudando a equipe a subir para a Série A. Defendeu o Bologna, Roma, Parma, Brescia, Piacenza e  Catanzaro, onde encerrou a carreira em 2005.

No Brescia em 2002 atuou ao lado de Roberto Baggio e Pepe Guardiola, entre outros craques. Foi campeão italiano com a Roma em 2000-01 e da Copa Italia com o Parma em 2001-02.

Em 2006 começou como treinador nas categorias de base do Pavia. Foi promovido para o time principal no ano seguinte, onde permaneceu até 2010. Naquele ano, transferiu-se para a Reggiana, onde ficou até 2011. Ficou um tempo parado e em 2014 foi contratado pelo Albinoleffe.

Mangone será o segundo treinador de origem italiana em atividade no Brasil nos últimos 20 anos.

O calabres Raffaelle Graniti atua como técnico no Brasil desde 1991. Sua carreira tem grande projeção no sul do país, com passagens por alguns dos principais clubes de Santa Catarina, como o Avaí, Joinville e Criciúma. Graniti foi campeão catarinense da 3 Divisão no comando do Caçador. Atualmente ele é o treinador do Fluminense de Itaum-SC.

 

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Amedeo Mangone novo técnico do Gama-DF

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Marco Ósio defendeu o Palmeiras em 1995 e 1996

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Giorgio irá jogar pelo Rio Claro no Campeonato Paulista 2016

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Esportes, Italianidade

Pioneiro na Itália

Achille Gama Malcher foi o primeiro brasileiro a ingressar no futebol italiano em 1909.

Paraense da cidade do Belém, seu impacto na vida esportiva italiana foi imediato. Além de fazer parte da fundação da Internazionale de Milão, Gama, atuando como atacante, no dia 10 de  janeiro de 1909, marcou o primeiro da história da Internazionale em Campeonatos Italianos, justamente no Derby de Milão, onde o Milan venceu a Inter por 3 a 2.

Como atleta neroazzurri, participou de 46 jogos, marcando 19 gols, entre 1909 e 1914.

Gama participou da primeira comissão técnica que organizou a seleção italiana de futebol, ao lado de Umberto Meazza, Agostino Recalcati, Alberto Criveli, Giovanni Camperio.

Esse quinteto teve a responsabilidade de convocar pela primeira vez a Squadra Azzurra para o seu amistoso inaugural contra os franceses. A estreia, no dia 15 de Maio de 1910, no Arena di Milano, foi a mais feliz possível. A Itália goleou a França pelo placar de 6 a 2, gols marcados por Lana (3), Fosatti, Rizzi, Debernardi.

A primeira formação da Azzurra foi assim constituída: Mario De Simoni, Francesco Cali, Franco Varisco, Domenico Capello, Virgilio Fossati, Attilio Trerè, Enrico Debernardi, Giuseppe Rizzi, Aldo Cevenini, Pietro Lana, Arturo Boiocchi.

Gama, junto com os demais membros da comissão técnica, comandou a seleção da Itália em mais duas partidas. Em 27 de maio de 1910 na derrota para a Hungria por 6 a 1 e na revanche contra a mesma equipe húngara em 6 de janeiro de 1911, com nova derrota italiana por 1 a 0.

Ao fim da sua carreira de jogador, atuou como árbitro. Seu grande momento foi nas Olimpiadas de 1928, em Amsterdã, na Holanda. Filiado como representante da Federação Italiana, Gama foi o bandeirinha da primeira partida da final da competição entre Uruguai e Argentina, em 10 de junho, que terminou empatada em  1 a 1.

A medalha de ouro foi decidida três dias depois em nova partida. Os uruguaios venceram por 2 a 1 e conquistaram o bi-campeonato olímpico.

Gama interrompeu sua carreira de árbitro e por um curto período assumiu o comando técnico do Bologna, na temporada de 1932-33. Ele substitiuiu o treinador húngaro József Nagy, que assumia a gestão da nova Escola de Treinadores da Federação Italiana de Futebol, faltando 11 rodadas para o fim do campeonato. Teve um bom desempenho e levou o Bologna à terceira colocação do torneio.

Achille Gama Malcher era irmão do famoso maestro brasileiro José da Gama Malcher , que era chefe do partido Liberal do Belém do Pará, grande personalidade da sociedade paraense, e regia em São Paulo a Companhia Lyrica Italiana no final do Século XX, entre outras atividades.

Legado

Seu sobrinho, Alberto Monard da Gama Malcher Filho, seguiu a carreira do tio como desportista praticando remo e futebol pelo Clube do Remo, time de coração da família.

Atuando como zagueiro, teve destaque nas categorias de base do Flamengo e Botafogo, sendo campeão carioca juvenil em 1936 pelo rubro-negro e vice-campeão juvenil pelo alvinegro em 1937. Uma lesão no joelho o fez abandonar o futebol

Começou a atuar como árbitro e teve grande projeção. Inscreveu-se no quadro de juízes da Federação Metropolitana de Futebol e começou a dirigir jogos do campeonato carioca, entrando, também para os quadros da CBD (hoje, CBF).

Gama Malcher foi um dos árbitros escalados pela Fifa para a Copa do Mundo de 1950, o primeiro no Brasil e  também foi o primeiro árbitro a apitar um jogo oficial no estádio do  Maracanã, num amistoso envolvendo as seleções do Rio de Janeiro e São Paulo.

Na ocasião, dois árbitros foram escalados para o jogo: Gama Malcher e Mário Gonçalves Vianna. Gama Malcher apitou o primeiro tempo e Vianna a segunda etapa.

Ele também foi designado pela FIFA, a pedido de Ottorino Barassi, para ser o representante do Brasil no quadro de árbitros do Mundial de Clubes – Copa Rio – de 1951.

Sabendo que a Confederação impedia a convocação de dois juízes do mesmo país por onerar os cofres, em respeito a carreira e amizade que nutria com Mario Vianna, ele abriu mão de receber as suas cotas de arbitragem, para que ambos pudessem participar do grandioso evento, vencido pela Sociedade Esportiva Palmeiras diante da Juventus de Turim.

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Achille Gama Malcher foi o primeiro brasileiro a jogar no Calcio Italiano

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Início do Verdão no Exterior

Na quarta-feira, dia 20, a Sociedade Esportiva Palmeiras faz a sua primeira partida oficial na temporada de 2016. O Verdão enfrenta o Libertad-PAR, pela Copa Antel, no estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai.

A partida será transmitida AO VIVO pelo canal de TV a cabo Espn Brasil, a partir das 19h30.

Essa será a  décima quinta vez que o Verdão abre o seu ano futebolístico atuando contra um clube estrangeiro. Um fato que chama atenção é que o Palmeiras sempre marcou ao menos um gol na primeira partida da temporada quando enfrentou um time do exterior.

Foram nove partidas dos palmeirenses contra clubes das Américas, quatro contra europeus e uma contra asiáticos. Essa será a primeira vez que o Palmeiras faz a sua estreia no ano enfrentando um time paraguaio.

A última vez que o Verdão jogou a sua primeira partida do ano contra um time da América do Sul foi em 1973, diante do Independiente da Argentina. Vitória palmeirense pelo placar de 2 a 0, gols de Edu e Ademir da Guia, no estádio Palestra Italia.

Há 47 anos que o Palmeiras não fazia a sua estreia fora do Brasil. A última vez que isso aconteceu foi em 1969, no dia 9 de janeiro, diante da equipe húngara do MTK, em Mar del Plata, na Argentina. Os europeus venceram pelo placar de 2 a 1.

Das quatorze oportunidades que o Palmeiras iniciou a temporada contra times do exterior, em sete ele conquistou ao menos um título de grande relevância ao fim do período: Campeão Paulista (1947), Campeão Paulista (1959), Campeão Paulista (1963), Campeão Brasileiro (1969), Campeão Brasileiro (1973), Campeão da Copa do Brasil (2012) e Campeão da Copa do Brasil (2015).

Confira o retrospecto do Palmeiras em toda a história nos confrontos inaugurais da temporada contra equipes estrangeiras:

26/01/1930 Palestra Itália 4×1 Tucuman-ARG
09/02/1941 Palestra Itália 1×1 Gymnasia y Esgrima-ARG
01/01/1946 Palmeiras 2×1 Rosario Centra-ARG
12/01/1947 Palmeiras 2×2 Boca Juniors-ARG
04/01/1959 Palmeiras 4×1 Barcelona de Guayaquil-EQU
09/01/1962 Palmeiras 3×2 Universitario-PER
06/01/1963 Palmeiras 2×2 Nacional-MEX
16/01/1964 Palmeiras 1×2 Sporting Cristal-PER
09/01/1969 Palmeiras 1×2 MTK-HUN
13/01/1971 Palmeiras 1×1 Benfica-POR
28/01/1973 Palmeiras 2×0 Independiente-ARG
27/01/1991 Palmeiras 2×0 Hamburgo-ALE
14/01/2012 Palmeiras 1×0 Ajax-HOL
17/01/2015 Palmeiras 3×1 Shandong Luneng-CHN

Jogos: 14
Vitórias: 8
Empates: 4
Derrotas: 2
Gols Pró: 29
Gols Contra: 16

periquito

FORZA VERDÃO!!!

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