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Tripleta clássica

O gol marcado pelo zagueiro colombiano Yerri Mina contra o Sport Club Corinthians Paulista, pelo Campeonato Brasileiro, na Arena Itaquera, no domingo (17), além de garantir a vitória palmeirense pelo placar de 2 a 0 e a liderança do torneio, fez com que o jogador entrasse para a história alviverde ao marcar gols em três clássicos consecutivos.

Mina já havia balançado as redes nas partidas contra o Santos e o São Paulo nessa temporada. O fato não é uma novidade na vida palmeirense. Outros atletas já haviam realizado o feito alcançado pelo colombiano.

O último atleta palmeirense a ter marcado gols em três clássicos consecutivamente foi o atacante Henrique em 2014. Nesse mesmo ano, Alan Kardec também marcou gols em três clássicos seguidos.

No século XXI, os atacantes Edmundo (em 2007) e Vagner Love (em 2004) também registraram essa marca, anotando seguidamente contra Corinthians, São Paulo e Santos.

Euller (em 2000) e Arce (em 2002) marcaram gols diante dos três principais rivais estaduais do alviverde numa mesma temporada, mas não em jogos consecutivos.

Confira os atletas palmeirenses que marcaram gols contra os três rivais estaduais num mesmo ano, de 2000 para cá:

2016 – Mina
2014 – Henrique e Alan Kardec
2007 – Edmundo
2004 – Vagner Love
2002 – Arce
2000 – Euller

Mais recordes

O Derby vencido pelo Palmeiras também registrou outros dois momentos históricos.

O primeiro deles é o fato do Verdão quebrar uma invencibilidade do rival do Parque São Jorge que não perdia em seu estádio havia 34 jogos.

O segundo momento aponta que desde 2007 o Palmeiras não ficava três partidas seguidas sem sofrer gols do seu mais tradicional rival. Em apenas três períodos da história desse confronto esse feito se repetiu: em 1965, de 1988 a 1989 e de 2007 a 2008.

Estrangeiros

Yerri Mina é o décimo segundo atleta estrangeiro do Palmeiras a marcar em um Derby.

Carazzo, Echevarrieta, Villadoniga, Gonzalez, Bovio, Ponce de Leon, Artime, Rincon,  Arce, Munoz e Valdivia foram os estrangeiros alviverdes que escreveram seus nomes na história do Derby ao marcar gols no tradicional confronto.

Palmeiras x Santos

YERRI MINA MARCOU GOL EM TODOS OS CLÁSSICOS EM 2016

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Derby da liderança

Pela primeira vez na era dos pontos corridos do Campeonato Brasileiro (2003 em diante) Palmeiras e Corinthians fazem um clássico onde o confronto direto pode representar a liderança da competição, nesse domingo (12), no estádio Palestra Itália.

O time do Parque São Jorge está na ponta. Um empate ou uma vitória mantém o alvinegro nessa condição. Para o time palestrino, só a vitória interessa para que ele alcance a primeira colocação. Ambos torcem por tropeços dos gaúchos Internacional e Grêmio, que também podem assumir a dianteira.

Além de toda a mística e tensão natural que envolvem essas duas camisas, esse grande clássico fica ainda mais potencializado devido a data da partida. Ela remete a um dos Derbys mais marcantes da vida palmeirense: 12 de junho de 1993.

Mais que a celebração dos namorados, foi nesse dia mágico que os alviverdes renovaram a paixão pelo seu amor maior. A conquista histórica do Campeonato Paulista naquele ano pelo placar de 4 a 0 em cima do maior rival fez toda uma geração de palmeirenses soltar o grito de campeão da garganta pela primeira vez. Momento eterno. Momento inesquecível. Momento insuperável.

O fato de jogar em casa, onde conquistou 100% dos pontos disputados nesse Brasileirão até aqui, e a lembrança de um dos feitos mais marcantes de sua história, fazem com que o palestrino esteja otimista para o grande confronto.

Além disso, para os alviverdes o Derby tem outros aspectos especiais. A última vitória palestrina em seu estádio diante do rival aconteceu em 4 de abril de 1970, partida válida pela Taça São Paulo, pelo placar de 3 a 1, com três gols de César Maluco para o Palmeiras.

De lá para cá, houve mais cinco jogos no local, com uma vitória alvinegra e quatro empates. Desde a reforma do Palestra Itália e sua reabertura em 2014 foram duas partidas sem que o Verdão alcançasse a vitória perante o seu torcedor.

Se por um lado o Verdão tem a chance de quebrar esse incômodo tabu, ele também luta para manter o jejum de quatro jogos sem perder para o time do Parque São Jorge. Desde 19 de abril de 2015, semifinal do Campeonato Paulista, onde o Verdão eliminou o alvinegro em pleno Itaquerão, o Palmeiras permanece invicto contra o Timão. Foram quatro jogos, com duas vitórias palmeirenses e dois empates.

Por tudo isso, e por si só, o clássico do final de semana terá tudo para ser mais um grande jogo na vida de uma das maiores rivalidades do futebol mundial.

Confira os números gerais do Derby ao longo dos tempos:

Jogos: 359
Vitórias Palmeiras: 127
Empates: 110
Vitórias Corinthians: 122
*** Inclui os jogos do Torneio Início do Campeonato Paulista

Maior Goleada a favor do Palmeiras: 05/11/1933 Palestra 8 x 0 Corinthians – Campeonato Paulista / Rio São Paulo

Maior Goleada a favor do Corinthians: 01/08/1982 Palmeiras 1 x 5 Corinthians – Campeonato Paulista e Taça Derby; 27/08/1952 Palmeiras 1 x 5 Corinthians – Taça Cidade de São Paulo

Quem mais jogou o Derby: Ademir da Guia – 57 jogos

Quem mais marcou gols pelo Palmeiras no clássico: Heitor – 15 gols marcados

Derbys no estádio Palestra Itália: 43 jogos
Vitórias Palmeiras: 22
Empates: 9
Vitórias Corinthians: 12

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FORZA VERDÃO!!!

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Nada é por acaso

Será que venceremos?  Esta foi a primeira pergunta que ela fez na manhã de domingo ao acordar nos braços do seu namorado, após uma noite mágica de amor.

O namorado com um olhar cúmplice responde com um sorriso sereno e uma leve afirmativa.

Era dia de Derby. Palmeiras e Corinthians. O pensamento desde o início da semana era só esse. O Verde em crise e desacreditado. O Preto navegando em rio sereno.

Ela nada otimista. Racional. Ele só positivismo. Passional. Ela com o ingresso comprado há dias. Ele nem ingresso tinha há poucas horas da partida. Um ansioso. Outro relaxado.

O diálogo fluia durante o café da manhã. Ela dizia: “Não ganhamos deles lá no Pacaembu há 21 anos. Eles tem o Tite e está dando tudo certo. Como acreditar numa vitória hoje?”.

Ele respondia: “A mística, meu amor. Chegou a hora do Palestra! Hoje mudaremos a história. Hoje faremos a história! O jogo vai ser duro até os 30 do segundo tempo. Depois, o Palestra vencerá. Confie em mim!”.

Durante o papo, ela confessa. “Preciso lhe dizer que já fui em alguns Derbys. Mas nunca vi uma vitória do nosso Palmeiras. Isso não lhe preocupa?”. Sem responder, ele a abraça e lhe dá um beijo.

Ela veste a camisa palestrina. Das inúmeras que tem, a escolhida para a grande ocasião é a número 7 que Edmundo vestiu em 1994 e cansou de vencer o maior rival alviverde.

Distantes na arquibancada do Pacaembu, mas unidos em sentimento, ambos acompanharam apreensivos o desenrolar de mais um clássico. Lances perdidos. Ansiedade. Erros. Acertos. Um persistente 0 a 0 que se arrastava até os 30 do segundo tempo.

Pênalti para o Corinthians. Ela pensou e vociferou com o universo. “Meu Deus, de novo não! Será que a culpa é minha? Será que é uma maldição eu não ver o Palmeiras vencer o Derby? Que castigo é esse? O que fiz para merecer?”.

Ele fechou os olhos. Cerrou os punhos e pediu a Deus. “Meu Senhor, abençoe o Fernando Prass nessa hora. Faça com que ele defenda essa penalidade. Eu já cansei de ver o Palmeiras vencê-los. Mas a minha amada nunca. Por tudo quanto é mais sagrado, dê essa Glória para ela!”

A arquibancada explode. Um barulho ensurdecedor. Prass pega o pênalti de Lucca com maestria. Entre abraços e lágrimas, ele abre os olhos. Mantém a sua crença de nunca ver as penalidades. Seu pedido foi atendido. Gratidão.

Ela não acredita no que vê. Reage com raiva. Xinga e extravassa. Anda pelas arquibancadas para aliviar a tensão. Canta e vibra. É pura pilha de nervos.

Num hiato de menos de dois minutos, o baixinho Dudu, que veste a camisa 7, a mesma que ela estava vestindo, ganha no alto do gigante Cássio. De cabeça, ele desvia a bola para as redes do alvinegro. Delírio verde!

Caía o rival do Parque São Jorge. Caía o tabu de 21 anos sem vitórias palestrinas no Pacaembu. Caía todos os medos e fantasmas.

É a primeira vitória dela no Derby visto numa arquibancada. Festa Palmeirense! Alívio!

Ao fim do jogo quando ambos se encontram na Praça Charles Muller, o abraço e o beijo apaixonado selam um final de semana perfeito.

A mesma praça que cruzou o destino dessas duas almas pela primeira vez. O mesmo Palmeiras que os une desde a eternidade!

Nada é por acaso!

dudu

VIVA O PALESTRA!!!
FORZA VERDÃO!!!

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Palmeiras quebra Tabu

O clássico de domingo (31) na Arena Corinthians vencido pelo Palmeiras pelo placar de 2 a 0 sobre o time do Parque São Jorge, com gols de Zé Roberto e Rafael Marques, pelo Campeonato Brasileiro, pôs fim há um tabu de 10 jogos (5 empates e 5 derrotas) sem vitórias do clube alviverde sobre o seu tradicional rival.

Pela quarta vez em toda a história do Derby o Corinthians não conseguiu ultrapassar a marca de 10 jogos sem derrotas para o Palmeiras. A maior sequência do Derby sem derrotas pertence ao Verdão. Foram 12 jogos de invencibilidade palmeirense sobre os alvinegros, entre 4/5/1930 a 5/8/1934, com 11 vitórias e 1 empate. Essa também foi a maior sequência de vitórias dos confrontos.

Relembre como caíram os outros três jejuns palmeirense no Derby:

A primeira sequência alvinegra de 10 jogos invictos sobre o rival alviverde durou de 26/12/1948 a 24/3/1951. O jogo da quebra do tabu palmeirense aconteceu em 8/4/1951, no estádio do Pacaembu. Era a primeira partida da decisão do Torneio Rio-São Paulo. O Palmeiras venceu por 3 a 2.

Liminha abriu o placar para o Palmeiras, aos 4 minutos. Colombo empatou aos 34 minutos. O zagueiro Homero jogou contra as  próprias redes, colocando o Verdão em vantagem aos 42 minutos. No segundo tempo, Jackson empatou novamente aos 3 minutos. Aquiles, aos 20 minutos, marcou o gol da vitória palmeirense, a quebra do tabu e dava o primeiro passo rumo ao título da competição sobre o rival, que aconteceria três dias depois.

O segundo longo jejum palmeirense aconteceu de 6/7/1952 a 21/7/1954. O jogo da quebra do tabu aconteceu em 29/8/1954, na cidade de Barretos, no interior de São Paulo, válida pela Taça Centenário de Barretos. Com um gol de Rodrigues Tatu, aos 28 do segundo tempo, o Verdão quebrou o tabu e garantiu mais uma taça sobre o rival alvinegro.

O terceiro grande tabu do time alviverde foi do dia 22/11/1970 a 4/4/1973.  O jogo da redenção palestrina aconteceu em 26/5/1973, no estádio do Pacaembu, válido pela Taça São Paulo. O Verdão venceu pelo placar de 1 a 0 e quebrou o tabu com um gol de Edu, aos 29 minutos do segundo tempo.

Zé Roberto entra para a história

Com o gol marcado no clássico, o meia palmeirense Zé Roberto entrou para a história do Derby como o jogador mais velho a marcar um gol no tradicional confronto, com 40 anos de idade.

Primeira vez

A derrota para o Palmeiras registrou a primeira derrota do Sport Club Corinthians Paulista em clássicos no seu novo estádio em Itaquera.

Estatísticas

Desde 1915 até hoje, a equipe principal de futebol do Palestra- Palmeiras realizou 5.791 jogos oficiais. A vitória palmeirense diante do Corinthians foi a de número 3.100 na história do clube esmeraldino, que ainda registra 1.416 empates e 1.275 derrotas, com 11.305 gols pró e 6.565 gols contra.

 

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A festa da minoria

Cresci ouvindo dos palestrinos mais velhos muitas histórias da final do Campeonato Paulista de 1974. O Palmeiras tinha a Academia e um time acostumado com decisões. O rival amargava uma longa fila de títulos.

O clima criado para aquela decisão era a favor do time alvinegro. A torcida corintiana lotou o Morumbi com 100 mil torcedores. Mas foram os poucos palmeirenses presentes no estádio quem comandaram a festa, após o gol de Ronaldo, dando mais um título ao Verdão e deixando os corintianos por mais um ano sem conquistas.

Guardada as devidas proporções, o jogo válido pela semifinal do Campeonato Paulista entre Palmeiras e Corinthians na Arena Itaquera nesse domingo (19) trouxe aspectos bem similares aos vividos em 74.

Lá como cá, a torcida alvinegra lotou o estádio. E novamente quem festejou foram os bravos palestrinos em minoria no palco do jogo. Não era uma decisão de título. Nem o Palmeiras é um time como aquela Academia. Tão pouco o Corinthians vive um jejum de troféus. Mas a história, com seus vilões e heróis, estava lá. Pairando no ar e permeando o inconsciente coletivo.

Atualmente, o Verdão precisava de um jogo decisivo para a sua afirmação dentro e fora de campo. O torcedor da nova geração palestrina não tinha vivido na pele uma partida como a de hoje para reafirmar o que a história palestrina é pródiga em nos ensinar.

O dia 19 de abril de 2015 será para uma geração de palestrinos o que foi 12 de junho de 1993 para a minha geração e o que o dia 22 de dezembro de 1974 foi para os alviverdes mais antigos.

Particularmente, vivi todos esses momentos de forma diferente e intensa. O jogo de 1974 esteve presente no meu imaginário durante anos na infância e juventude. O jogo de 1993 eu senti na pele e carrego essa marca profunda dentro de mim pela eternidade. O jogo de hoje representa o passar de um bastão para os mais jovens palestrinos.

A vitória palestrina nas penalidades diante do seu maior rival, na casa do adversário, que detém uma longa invencibilidade, para mim se resume numa cena:

O pai dizendo para o filho entre lágrimas e abraços: “Tá vendo, meu filho, isso é o Palmeiras. Obrigado por confiar em mim. Essa vitória é para você”. O filho, emocionado, responde nos braços do pai: “Obrigado meu pai por ter me tornado palmeirense. Valeu cada segundo, de alegria e tristeza, ter confiado em você .”

Eu vivi isso com meu pai em 93. Ele viveu com seu pai em outros momentos. Outros filhos e pais viveram isso em outras oportunidades. Outros tantos ainda viverão esse sentimento.

O futebol em sua essência é um pouco disso também. Uma prova de amor e uma renovação constante da fé e da esperança nas cores do nosso querido clube.

VIVA A SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS!

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Derby dos Tabus

O clássico entre Palmeiras e Corinthians no próximo domingo na Arena de Itaquera vale muito mais que uma vaga à final do Campeonato Paulista de 2015.  Além de toda a rivalidade natural entre alviverdes e alvinegros, o confronto de número 356 da história leva a campo algumas marcas e tabus a serem quebrados, a saber:

– A última vitória do Palmeiras sobre o Corinthians na capital paulista aconteceu em 2/3/2008 quando o Verdão bateu o seu rival pelo placar de 1 a 0, gol de Valdivia, no estádio do Morumbi, válida pelo Campeonato Paulista;

– Essa partida de 2/3/2008 também foi a última vitória alviverde em Campeonato Paulista sobre o time do Parque São Jorge. De lá para cá, foram jogadas oito partidas pelo estadual com quatro empates e quatro vitórias do  time alvinegro;

– No confronto geral, a última vitória do Palmeiras sobre o seu rival aconteceu em 28/8/2011 pelo placar de 2 a1, gols marcados por Luan e Fernandão, pelo Campeonato Brasileiro, em Presidente Prudente. De lá para cá, foram jogadas nove partidas com quatro empates e cinco vitórias alvinegras;

– O Corinthians defende uma longa invencibilidade em seu novo estádio;

– A maior série de jogos que o Corinthians ficou sem perder para o Palmeiras em toda a história foram 10 partidas. O Timão pode igualar essa marca, já que sustenta uma invencibilidade de nove partidas sem derrotas para o rival;

– Será essa a primeira semifinal de uma competição disputada entre as equipes com o mando real de uma das equipes. Todos os outros confrontos se deram em campos neutros (Morumbi e Pacaembu);

– A última vitória do Palmeiras em um campo de propriedade do Corinthians, no Parque São Jorge, acaonteceu no dia 7/9/1938, pelo Campeonato Paulista. O Verdão venceu por 2 a 1.

Outro ingrediente em particular que apimenta ainda mais o clássico de domingo é a presença de Vagner Love, hoje defendendo as cores do Corinthians. O atacante formado nas categorias de base do Verdão é o maior artilheiro do Palmeiras no Século XXI com 54 gols marcados e pela primeira vez enfrenta o seu ex-clube com a camisa do maior rival.

Entendendo os números

Algumas correntes e segmentos da mídia divulgam que se caso o time alvinegro vença, ele empataria com o Palmeiras em números totais de vitórias em toda a história dos confrontos.

Isso não é verdade. Vamos explicar o por quê:

Analisando os dados oficiais divulgados pela assessoria do clube alvinegro, eles não consideram os jogos do torneio início do campeonato paulista, da taça henrique mundel e contabiliza um jogo entre segundos  quadros de 1929.

Já os dados oficiais do Palmeiras considera os jogos do torneio início do campeonato paulista, da taça henrique mundel e não contabiliza o jogo de segundos quadros de 1929.

Com isso os números ficam assim dispostos:

Para o Corinthians: 345 jogos, 121 vitórias Palmeiras, 104 empates e 120 vitórias Corinthians

Para o Palmeiras: 355 jogos, 125 vitórias Palmeiras, 108 empates e 122 vitórias Corinthians

Comentário

O trabalho elaborado pela Sociedade Esportiva Palmeiras é o mais fidedigno aos fatos da história do Derby, pois engloba todos os confrontos oficiais entre as equipes principais dos dois tradicionais clubes na história, sem distinção, respeitando e preservando a história puramente factual, frio, sem análises, interpretações personalistas ou julgamentos.

O trabalho elaborado pelo Sport Club Corinthians Paulista distorce os números, alegando que os Torneio Inícios e a Taça Henrique Mundel não eram competições jogadas em 90 minutos, apesar da competição ser oficial, ter súmula, juiz, valer taça, ter público, bilheteria e registros nas federações e imprensa.

Aqui contestamos o trabalho do clube de Parque São Jorge com veemência, pois nem sempre na história do futebol as partidas eram jogadas em 90 minutos. No início dos tempos, por exemplo, as partidas eram divididas em dois tempos de 40.

Indo além, as partidas disputadas em 1918 e início de 1919 foram limitadas em seu tempo de jogo ainda mais, baixando as partidas do Campeonato Paulista para dois tempos de 35 minutos, devido a epidemia da Gripe Espanhola.

Ora, partindo da análise dos corinthianos, teria então que ser deconsiderado quase três anos de história do Derby, pois a regra utilizada por eles para formatação de seus conceitos históricos não atende aos parâmetros de análise por eles criados.

Lembramos a regra número 1 de quando se trabalha com história e memória: Não se mede o passado com a régua do presente, e vice-versa. Deve-se respeitar os fatos de acordo com o seu tempo e o seu espírito.

No entanto, cabe a cada um julgar por si só os metódos adotados pelas duas instituições na preservação da história de um dos maiores confrontos do futebol mundial e utilizar qual melhor lhe convém.

O que não se pode compactuar é com distorções e conjecturas parciais, sem uma reflexão, opinião e esclarecimento mais amplo.

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