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Balcão de negócios

Os atuais comandantes do Palmeiras se gabam de conduzir o clube com responsabilidade financeira e administrativa. Tem nisso um dos seus principais pilares. Um discurso louvável. Pés no chão. Lúcido. Racional. Atento a realidade. Uma retórica que, no entanto, não se aplica na prática.

A troca de Robinho e Lucas por Fabrício e Fabiano é mais um recibo da total incompetência e falta de planejamento que vai na contramão do que é apregoado pelos gestores. Não pela saída dos dois atletas que estavam no elenco alviverde. Mas pela incorporação no elenco de jogadores medianos e que não resolvem em nada os problemas do time.

No início de 2016 foram contratados oito reservas. Agora, contratamos mais dois suplentes. Jogadores de nível questionável. Que nunca foram soluções por onde passaram. Pelo contrário.

A diretoria de futebol opta por paliativos. Não ataca a causa com o remédio correto. Logo vivemos  da mesma doença crônica que nos consome ano após ano.

Temos um elenco com mais de 50 atletas (um recorde na história centenária do clube). E ainda não temos um meia armador e um zagueiro confiáveis para dar o equilíbrio necessário para a equipe. Qualquer adepto do futebol com inteligência mediana e que assiste os jogos do Palmeiras consegue notar isso com clareza.

De 2000 para cá, vivemos a lógica do “Bom e Barato” que nos asfixia técnica e economicamente. Optamos pela quantidade e abrimos mão da qualidade. Não por acaso os resultados tem sido pífios, em comparação a história e grandeza do clube. Times com mais dívidas e com menos receitas tem demonstrado maior capacidade de gerir os seus recursos do que o alviverde.

De 2013 para cá, a direção palestrina tem se notabilizado por negociações estapafúrdias. O caso Barcos foi a primeira fratura exposta. Depois, o caso Alan Kardec  sendo arrancado do Palmeiras por um rival. A margem disso, uma série de contratações absurdas como Weldinho (com renovação de contrato), Fellype Gabriel, Bruno César, Leandro (5 milhões de Euros), Leandro Almeida (3 milhões de Reais), entre outros menos “badalados” que somam mais de 70 contratações, algo nunca visto antes na história palestrina num tão curto espaço de tempo.

A frente desse “planejamento” do departamento de futebol profissional já tivemos Brunoro e agora Alexandre Mattos. A “sorte” do Palmeiras é que temos um presidente bilionário. Seu personalismo e o seu talão de cheques faz com que a incompetência de Brunoro e Mattos sejam minimizadas.

Viramos o maior balcão de negócios do futebol sul-americano. Gastamos como o Real Madrid para um desempenho medíocre.

Ao final do ano, Nobre deixa o cargo de presidente. E quem pagará essa conta? A resposta é simples: NÓS TORCEDORES!

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FORZA VERDÃO!!!

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Verdão contra tabus

Palmeiras e Santos Futebol Clube entram em campo no domingo (24) no estádio da Vila Belmiro pela semifinal do Campeonato Paulista. Para avançar às finais do estadual, os palestrinos precisarão superar uma série de tabus.

Apesar do confronto datar mais de  100 anos, sendo o rival mais antigo em atividade na vida do alviverde, o Verdão enfrentou o Peixe nessa fase do estadual em apenas três ocasiões: 1999, 2000 e 2009.

Em 1999, o Palmeiras superou os santistas e garantiu vaga na final do Paulista, ao ser derrotado por 2 a 1 no jogo de ida no Morumbi. No jogo de volta, também no Cícero Pompeu de Toledo, o Verdão devolveu o placar de 2 a 1 e eliminou os santistas.

Em 2000, o confronto, também em jogos de ida e volta, registrou empate em 0 a 0 e vitória santistas por 3 a 2, numa virada espetacular, após o time palmeirense abrir 2 a 0 no placar, no estádio do Morumbi.

O terceiro embate entre alviverdes e alvinegros aconteceu em 2009. Também em dois confrontos, os santistas venceram o Verdão por 2 a 1 nos jogos na Vila Belmiro e Palestra Itália. Naquela ocasião o meia Robinho, que hoje defende o Palmeiras, atuava pelo time praiano.

Além desse tabu em Campeonatos Paulistas, o clube alvinegro não é derrotado em seus domínios desde 2011.  A última derrota santista em sua casa foi imposta justamente pelo Palmeiras ao vencê-los por 1 a 0.

De lá para cá, o Verdão fez nove jogos na casa santista, com oito derrotas e apenas um empate, contando partidas pelo Campeonato Paulista, Brasileiro e Copa do Brasil.

Ao longo do tempo, entretanto, o Palmeiras leva ampla vantagem nos confrontos diretos contra os santistas. Confira:

Palmeiras x Santos
Jogos: 322
Vitórias Palmeiras: 136
Empates: 85
Vitórias Santos: 101

Maior Goleada a favor do Palmeiras:  11/12/1932 Palestra Itália 8×0 Santos – Campeonato Paulista

Maior Goleada a favor do Santos: 03/10/1915 Palestra Itália 0x7 Santos – Amistoso

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FORZA VERDÃO!!!

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Palmeiras não se diminui

O Palmeiras precisava muito mais que suas próprias forças para seguir em frente na Copa Libertadores da América 2016. O Verdão dependia de si e dos uruguaios do Nacional para que a queda prematura na primeira fase não ocorresse. Não deu.

No Palestra Itália, um valente alviverde goleou o frágil River Plate-URU com certa facilidade. Mostrou que poderia ter uma melhor sorte no torneio, caso o planejamento inicial não fosse tão danoso aos interesses palestrinos.

No Parque Central, em Montevidéu, um surto de caxumba às vésperas da partida entre Rosário Central-ARG e Nacional-URU prenunciava que os uruguaios não fariam o menor esforço perante os argentinos para serem os líderes do Grupo.

Prevísivel foi o jogo indolente do azul e branco da capital uruguaia. Os argentinos sem forçar alcançaram seus gols com serenidade e pouco suor.

Fato é que o Verdão tinha plena consciência de que não poderia sonhar com algo diferente, dada as circunstâncias em que ele mesmo se meteu. Os palestrinos deixaram escapar a classificação quando foram atropelados pelos nacionalistas em seus domínios.

Quando cedeu os empates para o River Plate-URU e Rosario Central-ARG, quando estavámos a frente do placar por duas vezes, em ambas as partidas fora de casa.

Não há o que lamentar. Fica a lição para o segundo semestre e também para as finais do Campeonato Paulista. Arrumar as falhas individuais, técnicas, táticas e físicas do elenco com mais serenidade e equilíbrio.

A chegada do novo treinador já trouxe um novo espírito para a torcida e para o elenco. É nítida a diferença nesse aspecto. Que os comandantes alviverdes possam dar o respaldo necessário para que esse grupo se fortaleça ainda mais. Sem arroubos personalistas e bravatas. Com discrição e labor incansável.

O Palmeiras não se  diminui ao deixar a Libertadores. Pelo contrário. Soa como um alívio na alma dos rivais diretos, que já temiam nova eliminação na fase eliminatórias.

O Palmeiras não se diminui ao deixar a Libertadores. Pelo contrário. Os uruguaios até hoje não engolem que foi o alviverde quem os humilhou em 1965, vestindo a camisa amarela da seleção brasileira, pelo placar de 3 a 0 no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte.

O Palmeiras não se diminui ao deixar a Libertadores. Pelo contrário. Sua apaixonada torcida sabe que outras batalhas teremos pela frente.

O Palmeiras não se diminui ao deixar a Libertadores. Pelo contrário.  Nosso sonho não tem limites.

A Copa Libertadores da América 2017 começou na quinta-feira dia 14 de abril.

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FORZA VERDÃO!!!

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O craque em primeiro lugar

Jair da Rosa Pinto era o cérebro da equipe do Flamengo em 1949.  Compunha uma linha no rubro-negro carioca formada por craques como Zizinho, Durval, Esquerdinha, Biguá e Bria.

Gênio irrasível, sua saída da Gávea foi turbulenta. Ele recebeu a acusação de ter sido subornado no jogo em que o Flamengo perdeu por 5 a 2 para o Vasco. A sua camisa foi queimada pela torcida, em protesto.

Ferrucio Sandoli, presidente do Palmeiras, sagaz e grande conhecedor de futebol, não pensou duas vezes. Pegou o trem e foi para o Rio de Janeiro. Em poucas horas, o Palmeiras contava em suas fileiras com um dos maiores camisas 10 do futebol brasileiro.

Jair disputou a Copa do Mundo de 1950, sendo um dos destaques da seleção brasileira no mundial, no fatídico vice-campeonato canarinho, diante dos uruguaios, numa das maiores tragédias da história do futebol.

No ano seguinte, em 1951, Jajá – como era conhecido –  liderou o alviverde na conquista do Mundial Interclubes diante da Juventus de Turim, no mesmo estádio do Maracanã.

César Maluco era um joia das categorias de base do Flamengo nos anos 60. Mas era tido pelos mentores cariocas como um craque problema.

A diretoria palestrina, comandada pelo presidente Delfino Facchina, recebeu uma sondagem do Flamengo que propôs uma troca por empréstimo. O Palmeiras mandava o atacante Ademar Pantera – que havia sido artilheiro do Torneio Rio-São Paulo pelo Verdão – e recebia a promessa flamenguista.

César Maluco veio para o Palestra, aprovou, conquistou títulos, tornou-se ídolo da torcida. É até hoje o maior artilheiro da era profissional do Palmeiras.

Edmundo surgiu nas categorias de base do Vasco da Gama como uma joia, nos anos 90. Habilidoso e ótimo finalizador, em pouco tempo no time profissional já dava sinais que seria um ídolo cruzmaltino do tamanho de Roberto Dinamite ou Romário.

Sua rebeldia fez com que ele trocasse São Januário pelo Palestra Itália. Vestiu a camisa alviverde e foi um dos pilares daquele time inesquecível de 1993, campeão após 16 anos de jejum, diante do maior rival. Ganhou inúmeros títulos. É ídolo eterno do Verdão.

Fred é uma bandeira do Fluminense. Um craque de personalidade forte, tal qual Jair da Rosa Pinto, César Maluco e Edmundo. Todos forjados no futebol carioca. O atacante Tricolor está em rota de colisão nas Laranjeiras. Prestes a trilhar novos caminhos e desfilar o seu talento em outras praças.

Se os atuais comandantes alviverdes se debruçarem na linda história alviverde e tiverem a perspicácia dos antigos palestrinos, a chance dela se repetir com letras douradas no século XXI é uma possibilidade real para que no segundo semestre possamos ter um caminho ainda mais Glorioso na vida palmeirense.

Em primeiro lugar vem o craque! A camisa palestrina é pródiga em nos provar essa máxima.

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FORZA VERDÃO!!!

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Entre o céu e o inferno

“Uma torcida preocupa-se com a má conduta de uma jovem estrela”… Assim escreve um jornalista, a respeito da expulsão do atacante Gabriel Jesus, na última quarta-feira diante do Rosário Central da Argentina, pela Copa Libertadores da América.

Se essa fosse a única preocupação da TORCIDA palestrina, nossos problemas estavam resolvidos. Pelo contrário, antes do Jesus, nos preocupamos com os preços dos ingressos, com a qualificação do nosso elenco, com os possíveis reforços, com as vagas às próximas fases do Paulista e da Libertadores, como entraremos no Brasileirão, quem fica e que sai, enfim.

Nesse contexto, Jesus sempre foi visto como solução. Nunca como engodo e preocupação, como alguns setores da mídia querem nos induzir. A memória curta desses setores do jornalismo esportivo talvez esqueçam que foi a TORCIDA quem escalou Gabriel Jesus em 2015 nos tempos de Oswaldo Oliveira. O técnico até caiu por causa disso. Todo jogo, cantavamos em uníssono para que Jesus participasse das partidas. Sua entrada em campo era ovacionada pela TORCIDA!

Eu, como parte integrante da TORCIDA palestrina, que convivo intensamente em diversos setores alviverdes, NUNCA ouvi essa discussão na arquibancada, nos butecos, nas alamedas, entre os cornetas, entre os cardeais, entre os amendoins, ou em qualquer canto onde se respira a vida palestrina. NUNCA!

Talvez a “preocupação”  transferida à TORCIDA, seja do próprio jornalista ou de seu veículo. O colega  tenta associar a imagem de Jesus a “jogador problema”. Assim como outros já fizeram recentemente com Dudu, lembram?

Em mais de 50 jogos como profissional, Jesus teve apenas a expulsão do meio de semana! Uma única expulsão como atleta profissional! Justamente num jogo em alta tensão. Numa das maiores rivalidades do futebol mundial. Argentinos e Brasileiros. Valendo a vida na competição. No campo do adversário. Com uma pressão incalculável para quem analisa os fatos de uma redação refrigerada. Até mesmo jogadores tarimbados se descontrolaram num cenário como esse por diversas vezes, o que dirá de um jogador de 19 anos?

O histórico de Jesus na seleção brasileira e categoria de base do Verdão são irrepreensíveis. Sua maior crítica é a sua mãe, a qual ele cita, honra e reverencia em cada discurso. Em cada gesto. Um menino do bem. Um menino de ouro. Longe de ser problema. Uma grata revelação num pobre futebol brasileiro.

O jornalista cita num trecho: “Ao englobar o torneio que projetou o camisa 12, Gabriel Jesus chega a 0,21 cartões por partidas.”.

Por que não lembrar que a média dele de gols por partida é de 0,27? Não é um fator mais relevante e interessante para audiência? E também superior ao número de cartões e mais significativo?

A TORCIDA do Palmeiras não está preocupada com os cartões amarelos ou vermelhos do Gabriel Jesus. Queremos os seus gols, os seus dribles, a sua ginga, a sua garra, a sua imprevisibilidade e sua fibra. E que isso se reverta em conquistas e vitórias.

Já tivemos gênios mais irrassíveis em nossa história que são ídolos eternos em nossa galeria dos imortais e no coração da torcida: Liminha, Jair da Rosa Pinto, Cesar Maluco, Edmundo, Djalminha.

A TORCIDA palmeirense simpatiza com os “bad boys” do futebol. Eles são viscerais como nós torcedores. Eles nos representam. Vemos um pouco da nossa paixão nesses personagens. Amamos os “indisciplinados” de nossa história.

O fato por trás da matéria sobre “a preocupação da torcida” parece ser outro. Talvez alguns colegas ainda não engoliram as verdades que Jesus falou sobre a mídia após a partida contra o Rio Claro. Toda a retaliação – sútil, descarada ou velada – será pouca contra o garoto. Mesmo em um jogo em que ele faz dois gols, manda uma bola na trave e é o melhor atleta palmeirense em campo, mesmo sendo expulso.

Imagina o dia em que ele passar em branco o que dirão? Qual será a maledicência contra o garoto?

A TORCIDA DO PALMEIRAS eu tenho plena consciência de como agirá. Enquanto ele vestir e honrar nosso escudo, entoaremos em alto e bom som o grito a plenos pulmões:  Glória, glória, aleluia, é Gabriel Jesus!

jesus

FORZA VERDÃO!!!

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Nada é por acaso

Será que venceremos?  Esta foi a primeira pergunta que ela fez na manhã de domingo ao acordar nos braços do seu namorado, após uma noite mágica de amor.

O namorado com um olhar cúmplice responde com um sorriso sereno e uma leve afirmativa.

Era dia de Derby. Palmeiras e Corinthians. O pensamento desde o início da semana era só esse. O Verde em crise e desacreditado. O Preto navegando em rio sereno.

Ela nada otimista. Racional. Ele só positivismo. Passional. Ela com o ingresso comprado há dias. Ele nem ingresso tinha há poucas horas da partida. Um ansioso. Outro relaxado.

O diálogo fluia durante o café da manhã. Ela dizia: “Não ganhamos deles lá no Pacaembu há 21 anos. Eles tem o Tite e está dando tudo certo. Como acreditar numa vitória hoje?”.

Ele respondia: “A mística, meu amor. Chegou a hora do Palestra! Hoje mudaremos a história. Hoje faremos a história! O jogo vai ser duro até os 30 do segundo tempo. Depois, o Palestra vencerá. Confie em mim!”.

Durante o papo, ela confessa. “Preciso lhe dizer que já fui em alguns Derbys. Mas nunca vi uma vitória do nosso Palmeiras. Isso não lhe preocupa?”. Sem responder, ele a abraça e lhe dá um beijo.

Ela veste a camisa palestrina. Das inúmeras que tem, a escolhida para a grande ocasião é a número 7 que Edmundo vestiu em 1994 e cansou de vencer o maior rival alviverde.

Distantes na arquibancada do Pacaembu, mas unidos em sentimento, ambos acompanharam apreensivos o desenrolar de mais um clássico. Lances perdidos. Ansiedade. Erros. Acertos. Um persistente 0 a 0 que se arrastava até os 30 do segundo tempo.

Pênalti para o Corinthians. Ela pensou e vociferou com o universo. “Meu Deus, de novo não! Será que a culpa é minha? Será que é uma maldição eu não ver o Palmeiras vencer o Derby? Que castigo é esse? O que fiz para merecer?”.

Ele fechou os olhos. Cerrou os punhos e pediu a Deus. “Meu Senhor, abençoe o Fernando Prass nessa hora. Faça com que ele defenda essa penalidade. Eu já cansei de ver o Palmeiras vencê-los. Mas a minha amada nunca. Por tudo quanto é mais sagrado, dê essa Glória para ela!”

A arquibancada explode. Um barulho ensurdecedor. Prass pega o pênalti de Lucca com maestria. Entre abraços e lágrimas, ele abre os olhos. Mantém a sua crença de nunca ver as penalidades. Seu pedido foi atendido. Gratidão.

Ela não acredita no que vê. Reage com raiva. Xinga e extravassa. Anda pelas arquibancadas para aliviar a tensão. Canta e vibra. É pura pilha de nervos.

Num hiato de menos de dois minutos, o baixinho Dudu, que veste a camisa 7, a mesma que ela estava vestindo, ganha no alto do gigante Cássio. De cabeça, ele desvia a bola para as redes do alvinegro. Delírio verde!

Caía o rival do Parque São Jorge. Caía o tabu de 21 anos sem vitórias palestrinas no Pacaembu. Caía todos os medos e fantasmas.

É a primeira vitória dela no Derby visto numa arquibancada. Festa Palmeirense! Alívio!

Ao fim do jogo quando ambos se encontram na Praça Charles Muller, o abraço e o beijo apaixonado selam um final de semana perfeito.

A mesma praça que cruzou o destino dessas duas almas pela primeira vez. O mesmo Palmeiras que os une desde a eternidade!

Nada é por acaso!

dudu

VIVA O PALESTRA!!!
FORZA VERDÃO!!!

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Jesus sempre Salva!

O garoto de ouro do Palmeiras, Gabriel Jesus, ao fim da partida de quinta-feira (31) a noite no Pacaembu contra o Rio Claro, pelo Campeonato Paulista, saiu do gramado do estádio municipal dizendo que a vitória do Verdão tinha tido um gosto amargo para a imprensa, que notadamente amplifica a pressão no clube de Palestra Itália, em relação aos demais rivais da capital.

Talvez, inconscientemente, o jogador tenha sintetizado a relação de mais de 100 anos entre o Verde e a mídia com uma clareza e espontaneidade jamais antes abordada por nenhum atleta palestrino.

O Verdão nasceu numa carta de jornal. Um dos seus fundadores e idealizadores foi brilhante escritor e jornalista, Vincenzo Ragognetti. E isso por si só já bastava para essa relação secular ter sido mais amistosa.

O que vemos é exatamente o contrário. O expediente “anti-palestrino” nasce com o clube. Jornais que representavam as oligarquias paulistana sempre tiveram um viés de desdenhar e diminuir os feitos esmeraldinos. Até mesmo de falsear fatos para desestabilizar o “time dos italianinhos”, como pejorativamente nos chamavam.

É historico. Sobre o assunto poderia discorrer páginas. Mas recomendo o brilhante trabalho ‘Imigração e Futebol – O caso Palestra Itália’ de José Renato de Campos Araújo, que aborda a questão com precisão e nitidez cirurgicas. Vale a pena ler essa obra.

Gabriel Jesus falou uma verdade. Dura aos colegas da imprensa. Mas uma verdade. A reação de alguns jornalistas em relação as suas palavras foi no minímo antagônica. Afinal, o ganha pão do jornalismo é a crítica. E com isso ela deveria saber lidar quando é criticada e não agir de modo reacionário e virulento. Mas buscar entender os reais motivos da critica que lhe fazem.

Gabriel Jesus – como todo jogador de futebol – convive com a crítica 24 horas por dia. Desde o cafezinho pela manhã na Padaria quando faz um golaço ou quando perde um gol feito, até as tribunas dos inexoráveis especialistas. Todo dia ele é obrigado a ouvir apupos e louvações e é treinado para viver nessa atmosfera.

Quando ele emite uma opinião sincera e que não goza da simpatia dos colegas, logo vem o ataque como forma de resposta. “Baixa a Bola Moleque”. Se essa frase fosse proferida por um jornalista – alvo da crítica – vá lá. É até compreensível. Mas partiu de um ex-jogador (colega de profissão de Jesus), que nem mesmo tem habilitação acadêmica para exercer tal cargo. Uma falha da desunida categoria, que dá margem a qualquer um usar dos meios de comunicação sem ao menos conhecer essa maravilhosa ciência.

“Um jogadorzinho desse aí, que tem só dois gols no Paulista, Pottker tem mais gols do que você. Nem titular do Palmeiras você é”.

Essa frase explica muito a realidade de certos setores do nosso jornalismo esportivo, que se subverte a grandiloquencia ao invés do talento e da reflexão mais aguçada. Ela põe fim a qualquer discussão, de tão brejeira e pueril.

Se Gabriel Jesus fosse do time do Dr. Sócrates, seria aclamado como um novo profeta “do povo”, por suas sábias e redentoras palavras contra o veículo alienante. Mas ele não é. Ele veste verde. A camisa dos “carcamanos”. E isso ofusca os espíritos vencidos pela sua mística, que se revestem de uma inveja mascarada de ódio contra os seus símbolos e heróis.

Jesus, com seu verbo divino e com a bola nos pés, sempre Salva!

VIVA O MENINO JESUS!jesus

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