Esportes

Anos eleitorais

A Sociedade Esportiva Palmeiras desunida só ganhou duas séries B em anos políticos. Nosso ponto de partida é o ano de 1978, há 40 anos atrás, período em que entendemos que a unidade palestrina sofreu a sua pior crise moral e que nos afundou durante mais de uma década num ostracismo de dar dó, desde que homens se digladiaram entre si na busca desenfreada pelo poder em nossa querida instituição, colocando interesses pessoais acima de outros princípios que sempre nortearam o nosso Verdão.

De lá para cá, as Glórias Alviverdes em anos de eleições presidenciais no alviverde só aconteceram quando o clube se manteve coeso e sereno, apontando para o mais alto cargo da vida palestrina um candidato único, como nos casos de 1994, 1999 e 2016.

Todos os demais anos, sem exceção, em que a família palestrina se viu dividida por questões internas para definir o rumo do seu mais importante mandatário, sangramos esportivamente e notadamente isso se reflete nos pífios resultados colhidos nesses períodos no departamento de futebol, onde a energia de todos se dispersa e nossas forças são consumidas por batalhas internas, que nos enfraquecem sobremaneira para os inúmeros desafios que temos pela frente, contra os mais diversos rivais.

Estamos num momento delicado de nossa história, mais uma vez, em outro ano político da vida alviverde. Inúmeros ruídos se impõem em nossa caminhada. Vozes se levantam de todos os lados, num barulho ensurdecedor. Difícil saber quem tem a razão. A alma palestrina se agita. A paz tende a colapsar. Nenhum clube sente mais os efeitos danosos da política no seu futebol que o Palmeiras.

Fogos amigos. Fogos inimigos. Fogos ocultos. Fogos de vaidades. Fogos de paixões.

A contingência de mudar o rumo da carta magna que norteia as nossas vidas é imprescíndivel. Isso é fato e assunto superado. Mas, levar a questão para o casuísmo é, no minímo, querer reprimir a vocação evolutiva que imprimimos de uns anos para cá. Não é correto e justo. É dever de todo palestrino lutar pela nossa evolução sempre em todas as esferas.

Há algum tempo, temos um modelo arcaíco, que induz ao gestor usar o primeiro ano de seu mandato para se adaptar ao posto de comando e suas atribuições e no ano subsequente se dedique a fazer campanha para um novo mandato. Nesse meio tempo, o clube fica estagnado e envolto com uma corda em seu pescoço, estrangulado em suas reais necessidades, simplesmente por ainda perpetuarmos regras antigas para a solução de problemas atuais. Não tem o menor cabimento!

Em resumo, nesse atual modelo, ano sim e ano não, a política é o que predomina nas alamedas palestrinas, criando uma atmosfera constante de tensão e desarmonia, que em nada contribui para o progresso do nosso querido Palestra. Há quem interessa isso? Tenho certeza que a ninguém que de fato diz amar e defender o nosso pavilhão esmeraldino!

Personificar esse momento é um retrocesso. O Palmeiras precisa continuar andando para frente. Toda transição tem benefícios e prejuízos. Cabe a cada um de nós avaliar os prós e contras e procurar a melhor decisão de acordo com nossa consciência. Mas, acima de tudo, o que deve ser debatido e levado em conta é o sentimento de vanguarda que sempre foi vocacação do nosso amado Palestra.

Aqui listamos todos os anos políticos na vida palmeirense nas últimas 4 décadas, relacionando com o desempenho da equipe profissional de futebol:

2016 – Campeão Brasileiro (candidato único)

2014 – Não ganhou nada

2013 – Campeão da Série B

2011 – Não ganhou nada

2009 – Não ganhou nada

2007 – Não ganhou nada

2005 – Não ganhou nada

2003 – Campeão da Série B

2001 – Não ganhou nada

1999 – Campeão da Libertadores (candidato único)

1997 – Não ganhou nada

1994 – Campeão Paulista e Brasileiro (candidato único)

1992 – Não ganhou nada

1990 – Não ganhou nada

1988 – Não ganhou nada

1987 – Não ganhou nada

1984 – Não ganhou nada

1982 – Não ganhou nada

1980 – Não ganhou nada

1978 – Não ganhou nada

torcida

FORZA VERDÃO!!!

 

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Esportes

O Amor é Verde

O futebol é um dos maiores elementos de inserção social que o mundo já produziu. Ele é capaz de quebrar barreiras de classe. Vencer intolerâncias. Parar Guerras. Causar diplomacia. Promover o sonho. Resgatar vidas. Irmanar sentimentos. Provocar emoções. E, acima de tudo, manter sempre viva a paixão juvenil que existe em nossos corações.

O maior exemplo dos últimos tempos veio à luz sob a pena abençoada do jornalista Ricardo Magatti, nas páginas do site do jornal O Estado de São Paulo, na tarde desse sábado (28) – leia a matéria na íntegra aqui.

Sob o título “Menino dribla a família e ‘some de casa’ para ver o Palmeiras”, Magatti traz a história de vida do menino Adysson que, sem dinheiro, movido apenas pelo seu sonho e sua paixão, no auge dos seus oito anos de idade, entrou de graça no estádio do Pacaembu no último final de semana e assistiu pela primeira vez uma partida de futebol do seu time de coração, a SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS!

Texto belíssimo que nos envolve e nos emociona do início ao fim. Nos momentos de dificuldades de nossas vidas, deveria ser leitura obrigatória. Melhor que qualquer filosofia, guru e auto-ajuda. Dá vontade de cada um de nós ser um pouco Adysson, tamanha pureza e inocência dos seus gestos. Como o garoto, meu primeiro encantamento com o Palmeiras foi também aos oito anos de idade e no mesmo Pacaembu. Só isso me fez verter lágrimas em meio a leitura.

A aula de palestrinidade do menino Adysson é de um gigantismo único! Algo puro, cristalino, ingênuo, mágico e imaculado. Deveria ser impresso, moldurado, enquadrado e ficar exposto no portão principal do Estádio Palestra Itália para que todos leiam e jamais se esqueçam do que é ser palmeirense.

Uma alma abençoada de nome André Martins, que também estava a caminho do estádio naquele final de semana, notou o garoto em meio a multidão e teve a sensibilidade de dar-lhe um lanche e uma camisa do Palmeiras. Nem preciso dizer que esse André Martins já tem o meu mais profundo respeito e carinho para sempre. Que gesto. Sem palavras. Apenas gratidão!

E o garoto, em sua saga, entra no estádio e sua primeira reação é afirmar: “Nossa, que grande!”…. Caramba, que vontade de dar um abraço nesse menino e dizer: Grande é você, Adysson. Gigante!

Imagino quantos Adysson (palmeirenses ou não) existem por aí e que não tiveram a sorte de encontrarem anjos da guarda como o Ricardo Magatti e o André Martins, que definitivamente mudaram toda a história de vida desse menino. Algo de uma humanidade singular! Que ainda nos faz acreditar de que tudo vale a pena.

De tudo isso, além da emoção que nos consome, inúmeras lições ficam, entre elas: o jornalista Ricardo Magatti, que nos brindou com essa belíssima história, merece o prêmio de melhor matéria do ano, além dos nossos parabéns e reverência. O André Martins merece toda a nossa consideração e aplausos por representar o que é ser palmeirense no seu mais alto grau, ao tratar o menino com uma dignidade infinita. E o Adysson merece uma carteirinha de sócio-torcedor-símbolo-perpétuo para entrar em qualquer estádio do mundo que o Palmeiras estiver, quando e onde jogar, com direito irrestrito para sentar no lugar que quiser, até mesmo na tribuna presidencial. Além de toda sorte em sua vida para superar todos os obstáculos que o mundo já lhe impõe.

Adysson, que prometeu não mentir mais para a mãe e sonha em ser um dia jogador do Palmeiras, pertence a uma coletividade que é muito mais que um aglomerado desportivo repleto de glórias. Somos uma Sociedade formada por cerca de  18 milhões de almas. Todos irmãos pertencentes a uma imensa, generosa e afetiva famiglia.

Menino, saiba que a partir de agora essa também é a nossa promessa e o nosso sonho! VIVA O NOSSO ADYSSON! VIVA O PALESTRA!

O AMOR É VERDE!!!

simbolo-original

FORZA VERDÃO!!!

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Esportes

Mística Palestrina

Negro. Sociedade Esportiva Palmeiras. Decisão. Pacaembu. Lotação máxima. Número 42. Combinações perfeitas e que se renovam na história alviverde, como uma espécie de misticismo protetor das tradições esmeraldinas.

Em 20 de setembro de 1942, Og Moreira, meio campista, negro, capitão palestrino, no estádio municipal lotado, parava o craque Lêonidas da Silva e conduzia o Verdão a mais um título paulista, superando o São Paulo Futebol Clube na partida final.

Após quase 76 anos, um negro, na mesma cancha do Pacaembu, abarrotada com mais de 36 mil almas, vestindo a camisa 42 às costas conduziu o Palmeiras a mais uma decisão estadual, na noite chuvosa de terça-feira, 27 de março de 2018.

O goleiro Jailson voou como uma pantera no canto direito de sua meta e defendeu a cobrança de penalidade máxima do jovem atacante santista Diogo Vitor, na decisão por pênaltis, que deu a vitória aos palmeirenses pelo placar de 5 a 4, na partida de volta das semifinais do Paulistão, diante do Santos Futebol Clube.

Foi vendo Og Moreira jogar que surgiu a frase do nosso hino “Defesa que ninguém passa”, escrita por Antônio Sergi. Foi vendo Jailson jogar que todos nós palmeirenses reafirmamos essa estrofe como uma verdade absoluta!

Og Moreira é o Jailson do passado. Jailson é o Og Moreira do presente. Negros. Palestrinos. Decisivos. Predestinados. Ídolos. Amados pelos palmeirenses. Espíritos vencedores. Capazes de produzir as lágrimas alegres de toda uma nação. Trovadores de versos mágicos através do jogo de bola. Anjos guardiões de nossa fé inabalável e de nossos sonhos mais felizes.

Abençoada seja a gente palestrina em contar em suas fileiras com Og Moreira. Abençoada seja a gente palmeirense em contar em suas fileiras com Jailson.

VIVA JAILSÃO DA MASSA!
VIVA OG MOREIRA!
VIVA A SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS!

Rumo à Rússia

Certamente, nas vésperas da convocação final para a Copa do Mundo de 2018, Jailson garantiu o seu passaporte para a Rússia. O goleiro palestrino inegavelmente tem sido um dos maiores nomes da posição no Brasil e merece estar na maior competição de seleções.

Abre o olho, Tite. O Jailsão tem estrela!

Tabus Quebrados

Após quase três anos, o Verdão está de volta a uma final de Campeonato Paulista. Nos últimos dois anos, o Palmeiras havia sido eliminado na fase semifinal do torneio, pelo próprio Santos em 2016 e pela Ponte Preta em 2017.

Os palmeirenses aguardam o seu adversário na grande decisão que sai do encontro entre São Paulo Futebol Clube e Sport Club Corinthians Paulista, que acontece nessa quarta-feira (28), em Itaquera.

Para alcançar essa condição de finalista, o alviverde, além de vencer os santistas, precisou superar alguns tabus e traumas.

Desde 1999,  O Verdão não vencia o Peixe na fase semifinal do estadual. De lá para cá, foram três encontros entre as equipes nessa fase, todas com vitórias alvinegras em 2000, 2009 e 2016.

No estádio do Pacaembu, o Verdão não havia tendo um retrospecto positivo recentemente nos confrontos eliminatórios, por qualquer competição. Apesar das vitórias contra o Novorizontino pelas quartas de final do Paulista em 2017, e das classificações na Copa do Brasil diante de Vilhena, Sampaio Correa e Avaí, todas em 2014, o time palmeirense acumulou algumas eliminações traumáticas para o seu torcedor no local, tais quais:

2010 – Palmeiras 1×2 Goiás – Copa Sul-Americana (Semifinais)
2011 – Palmeiras (5) 1×1 (6) Corinthians – Campeonato Paulista (Semifinais)
2011 – Palmeiras 2×0 Coritiba – Copa do Brasil (Quartas de Finais)
2011 – Palmeiras 3×1 Vasco da Gama – Copa Sul-Americana (Primeira Fase)
2013 – Palmeiras 1×2 Tijuana – Copa Libertadores da América (Oitavas de Finais)
2014 – Palmeiras 0x1 Ituano – Campeonato Paulista (Semifinais)

A vitória diante dos santistas exorciza alguns fantasmas que teimavam a circundar a vida palestrina.

Finais de Paulista

Em toda a história do Campeonato Paulista, a Sociedade Esportiva Palmeiras chega a sua décima segunda decisão de título, excetuando as competições em cárater de pontos corridos para definição do campeão do torneio.

Em finais, o Verdão conquistou seis títulos estaduais e por cinco vezes ficou com o vice-campeonato. Dos possíveis finalistas, o Palmeiras fez apenas uma decisão contra o São Paulo, em 1992, e foi derrotado pelos tricolores. Diante dos corintianos, foram cinco finais, com três vitórias alviverdes contra duas dos alvinegros.

Detentor da melhor campanha da competição, essa será a terceira vez em toda a história do torneio que o Palmeiras disputa a partida final da competição no estádio Palestra Itália. Nas duas vezes anteriores em que isso aconteceu, nos anos de 1936 e 2008, o Verdão sagrou-se campeão paulista.

Essa é a terceira final de Campeonato Paulista que o Verdão disputa no Século XXI. Em 2008, o Verdão sagrou-se campeão e em 2015 obteve o vice-campeonato.

Confira todas as finais do Palmeiras no Paulistão:

1920 – Palestra Itália 2×1 Paulistano – (campeão)
1936 – Palestra Itália 2×1 Corinthians – (campeão)
1959 – Palmeiras 2×1 Santos – (campeão)
1974 – Palmeiras 1×0 Corinthians – (campeão)
1986 – Palmeiras 1×2 Internacional de Limeira – (vice-campeão)
1992 – Palmeiras 1×2 São Paulo – (vice-campeão)
1993 – Palmeiras 4×0 Corinthians – (campeão)
1995 – Palmeiras 1×2 Corinthians – (vice-campeão)
1999 – Palmeiras 2×2 Corinthians – (vice-campeão)
2008 – Palmeiras 5×0 Ponte Preta – (campeão)
2015 – Palmeiras 1×2 Santos – (vice-campeão)

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FORZA VERDÃO!!!

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Esportes, Italianidade

Rumo a Copa

Se com  a bola nos pés a Itália frustrou os seus torcedores e não conseguiu alcançar o objetivo de participar da Copa do Mundo da Rússia, os peninsulares ainda possuem uma chance de disputar um Mundial em outra tradicional modalidade do país: o basquete.

A seleção italiana comandada pelo técnico Romeo Sacchetti, que substituiu Ettore Messina, entra em quadra no próximo dia 23 de fevereiro (sexta-feira), em Treviso, contra a Holanda e no dia 26 de fevereiro (segunda-feira) diante da Romênia, na cidade de Cluj-Napoca, na Romênia, pela fase de qualificação européia para a Copa do Mundo de Basquete na China em 2019.

Para essas duas partidas, Sacchetti convocou 16 atletas, são eles: Abass (Ala-Pivô do Milano), Aradori (Ala do Virtus Bologna), Biligha (Pivô do Venezia), Burns (Ala-Pivô do Cantù), Crosariol (Pivô do Cantù), Della Valle (Armador do Reggio Emilia), Filloy (Armador do Avellino), Flaccadori (Ala-Armador do Trento), Fontecchio (Ala-Pivô do Cremona), Gaspardo (Ala-Pivô do Pistoia), Gentile (Ala do Virtus Bologna), Pascolo (Ala-Pivô do Milano), Polonara (Ala-Pivô do Sassari), Brian Sacchetti (Ala Pivô do Brescia), Luca Vitali (Armador do Brescia), Michele Vitali (Armador do Brescia).

A Azzurra não poderá contar com Marco Belinelli (Ala do Atlanta Hawks) e Danilo Gallinari (Ala-Pivô do Los Angeles Clippers), que disputam a temporada regular da liga de basquete norte-americana NBA.

Nas eliminatórias, a Itália lidera o Grupo D, com duas vitórias em dois jogos disputados, diante da Croácia (80×64) e da Romênia (75×70). Participam 32 seleções dessa fase européia. As 12 melhores classificadas avançam diretamente para o Mundial.

Os destaques individuais ficam por conta do armador Della Valle, cestinha da equipe na competição com 20.5 pontos por jogo, do pivô Gentile com 5.5 rebotes por jogo e do armador Filloy com 4 assistências por jogo.

História

As duas melhores posições da Itália nos mundiais de basquete adulto masculino foram nos anos 70, quando alcançou a fase semifinal do torneio em 1970 (na antiga Iugoslávia) e 1978 (nas Filipinas), terminando em quarto lugar em ambas ocasiões.

Em 17 edições, foram oito participações italianas na competição. A primeira vez foi  em 1963, quando o torneio foi sediado no Brasil. A última vez que a Itália esteve no torneio foi em 2006, no Japão. Nos últimos dois mundiais, a Itália não obteve classificação (2010 na Turquia e 2014 na Espanha).

O ala-armador Antonello Riva, com 18 partidas disputadas pela Azzurra no torneio, anotou 434 pontos e está entre os 10 jogadores com melhor média e número de pontos marcados na história dos mundiais. Riva é o maior cestinha de todos os tempos da Liga Italiana de Basquete e atuou como atleta de 1977 a 2005.

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O jovem armador Della Valle, uma esperança de renovação do basquete italiano

FORZA AZZURRI!!!

 

 

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Esportes

Palmeiras x Santos

No próximo domingo (4), às 17h, o alviverde faz o seu primeiro clássico na atual temporada diante do Santos Futebol Clube, no estádio Palestra Itália, pelo Campeonato Paulista. Além da rivalidade recente entre as equipes, que  disputaram diversas partidas decisivas nos últimos anos, o encontro marca o primeiro jogo do meia Lucas Lima contra o seu ex-clube.

Se por um lado será a primeira vez de Lima usando a camisa alviverde perante o Peixe, do lado santista David Braz, que foi formado na  categoria de base do Palmeiras, novamente veste a camisa alvinegra contra o Verdão. Por essa particularidade, esse será o jogo dos “exs”.

Garotos x Experiência

Ao longo da história do clássico entre Palmeiras e Santos os dois clubes sempre apresentaram um jogo franco e vistoso quando se encontraram, com muitos gols e plasticidade. O time praiano invariavelmente aposta em jovens garotos de talento e pratica um futebol ofensivo, jogando e deixando  jogar, sempre privilegiando o ataque.

Já o Palmeiras normalmente aposta em jogadores mais experientes, renomados, e possui uma longa tradição de praticar um jogo mais cadenciado e técnico, com vocação de propor o jogo a todo instante e impor a sua classe para dominar os seus adversários e alcançar as vitórias.

Fazendo uma análise rápida de ambos elencos, as duas escolas de futebol nesse ano estão em consonância com suas tradições históricas.

O Peixe aposta na velocidade dos seus garotos de frente (Copete, Arthur Gomes, Rodrygo, Gabriel) para buscar o resultado positivo. Já o Palestra deverá buscar o caminho da vitória contando com a habilidade de Lucas Lima, Dudu, Moisés, Willian e Gustavo Scarpa.

Craques

Grandes craques vestiram a camisa dos dois clubes ao longo do tempo. O primeiro caso ocorreu nos anos 30, com o atacante Feitiço. Um dos maiores artilheiros do time da Vila Belmiro, encerrou a sua carreira atuando pelo Palestra Itália.

Nos anos 40, Claudio Cristovão Pinho, revelado no time santista se transferiu para o Palmeiras e foi o autor do primeiro gol da história do alviverde, após adotar o seu novo nome em 1942. Ainda nesse período, o atacante argentino Echevarrieta, que é o estrangeiro com maior número de gols da história palmeirense, se transferiu para o time praiano. Em 1943, o goleiro Ciro Portieri atuou pelo Palmeiras em duas partidas. Ele marcou época defendendo a meta santista na conquista do primeiro título estadual do Santos em 1935.

Nos anos 50, o goleiro Laercio e o meia Jair da Rosa Pinto, que defenderam o Palmeiras, foram para o Santos. Em contrapartida, o zagueiro Formiga, o meia Vasconcelos e o atacante Odair Titica, ídolos santistas, trocaram o alvinegro pelo Verdão.

O zagueiro Djalma Dias, que brilhou na Academia Palmeirense nos anos 60, também teve grande passagem com a camisa santista. Alfredo Mostarda outro grande zagueiro palmeirense que fez parte da Academia Alviverde dos anos 70, defendeu o Santos no fim de sua carreira.

Zetti, goleiro formado no Palmeiras nos anos 80 e com passagens pela seleção brasileira, defendeu as duas camisas.

Nos anos 90, Cleber (zagueiro), Cesar Sampaio (meio campo) e Velloso (goleiro), marcaram as suas trajetórias com as duas camisas. Nos anos 2000, o meia Pedrinho e o volante Arouca também mostraram seu valor nos dois clubes, conquistando títulos.

Casos únicos

Poucos sabem, mas dois dos maiores ídolos santistas tiveram passagens relâmpago pela Sociedade Esportiva Palmeiras.

O meia Antoninho Fernandes foi contratado pelo Palmeiras junto ao time praiano em janeiro de 1951. Chegou a fazer dois jogos pelo alviverde e marcou um gol. Mas a saudades da Vila Belmiro e a relutância dos cartolas praianos em ceder o passe do craque santista fez com que o negócio fosse desfeito e ele retornasse ao Peixe, onde continuou a sua jornada de grande craque.

O outro caso trata-se do atacante Pagão. Em 1955 o jogador pertencia a Portuguesa Santista e foi oferecido ao Palmeiras em sigilo para disputar uma partida amistosa no Rio de Janeiro, onde seria a sua prova de fogo para firmar um contrato com o time palestrino, em caso de ser aprovado.

Os lusos santistas nutriam uma forte rivalidade com o time alvinegro e estavam dispostos a cedê-lo ao Verdão, ao invés do seu vizinho praiano, que já cobiçava o atleta.

Pagão estraçalhou com a camisa alviverde. Fez três gols no amistoso contra a Seleção de Barra Mansa e praticamente selou a sua ida em definitivo para o alviverde. Para não chamar a atenção, os dirigentes alviverdes ao invés de divulgar na súmula da partida o nome de Pagão, colocaram o nome de “Fernando” para o camisa 9.

Mas a notícia inesperadamente vazou na cidade Santos. Os cartolas santistas se mobilizaram e rapidamente endossaram um cheque para o tio de Pagão num valor acima do dobro do que o Palmeiras oferecia para a compra do passe do seu sobrinho junto a Lusa Santista.

Na volta para a cidade praiana, Pagão que dava como certo o seu destino traçado para o Parque Antártica, mal sabia que sua vida esportiva já estava acertada pelo seu tio com o clube da Vila Belmiro, onde se transformou num dos maiores craques do clube e do futebol brasileiro.

Santistas Palmeirenses

Três ídolos santistas já declararam publicamente a sua paixão juvenil pelo Palmeiras, ao longo da história.

O primeiro deles foi José Ely de Miranda, o eterno capitão santista Zito. Em matéria publicada no jornal A Gazeta Esportiva do dia 24 de novembro de 2011, o jogador contou que quando menino torcia para o Palmeiras e seu ídolo era o goleiro Oberdan Cattani.

Em sua biografia escrita pelo jornalista Wladimir Miranda, intitulada “O artilheiro indomável”, o atacante Serginho Chulapa também declarou sua torcida pelo Palmeiras.  Na página 25, há a seguinte afirmação: “… na infância, passada nos campos de terra batida no bairro da Casa Verde, torcia mesmo para o Palmeiras.”

Chulapa conclue dizendo que adorava ver jogar o irreverente e inquieto Cesar Maluco, com a camisa palestrina.

Mais recentemente, o atacante Neymar Jr., também afirmou publicamente em diversas oportunidades a sua torcida pelo Palmeiras quando criança, em entrevistas e nas redes sociais.

No entanto, todos eles nunca jogaram no Palmeiras e brilharam com a camisa santista.

Divino na Vila

Ademir da Guia treinou na equipe juvenil do Santos quando garoto.  Foi aprovado e tinha proposta para ficar na Vila Belmiro. Seu pai Domingos da Guia seria o treinador do time infantil do Peixe.

Domingos iria pedir como salário aos diretores do Santos 9 mil reais para os dois acertarem sua vida com o Peixe. Eles ganhavam 3 mil reais no Bangu. Mas na negociação, o pai de Da Guia aumentou sua pedida para 13 mil reais. O diretor das categorias de base santista disse que somente o responsável por todo o departamente de futebol poderia autorizar aquele salário, mas que no momento ele acompanhava o time principal do Peixe em um compromisso e só chegaria alguns dias depois.

Ademir pediu para o seu pai para voltarem para Bangu. Era semana de carnaval e pretendiam retornar ao litoral paulista após os festejos de Momo. Brincaram o carnaval no Rio de Janeiro e nunca mais voltaram. O destino de Ademir da Guia seria o Palmeiras, para a nossa felicidade!

Chuva de Gols

Nenhum outro clássico paulista teve tantos gols numa única partida como o jogo entre Palmeiras 6×7 Santos, em 6 de março de 1958, válido pelo Torneio Rio-São Paulo, realizado no estádio municipal do Pacaembu.

Dizem que torcedores morreram de emoção dado os revezes do placar, ora com o Palmeiras na frente ora com o Peixe.

Números no Palestra

Essa será a partida de número 78 entre as equipes no estádio Palestra Itália. Até aqui foram 77 jogos, com 40 vitórias alviverdes, 22 empates, 15 vitórias santistas, 144 gols marcados pelos palmeirenses, contra 79 sofridos. Nenhum outro clube fez tantos gols no Palmeiras em seus domínios como o Santos.

O clássico de domingo tornará o Santos Futebol Clube o time que mais vezes atuou diante do Palmeiras em sua casa.

A última vitória do Palmeiras contra os santistas no Palestra Itália foi justamente na decisão da Copa do Brasil no dia 2 de dezembro de 2015, pelo placar de 2 a 1, gols palestrinos marcados por Dudu (2). Na ocasião, o alviverde conquistou o título da competição na disputa por pênaltis.

De lá para cá houveram mais três confrontos, com dois empates e uma vitória do time praiano.

*** Em caso de reprodução dos dados acima, é obrigatório dar os créditos das informações ao autor Fernando Razzo Galuppo e seu respectivo blog pessoal ***

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FORZA VERDÃO!!!

 

 

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Esportes

Resgate da tradição

Alex Alves foi anunciado essa semana como o novo treinador do time de futebol profissional do Clube Atlético Juventus para a sequência do Campeonato Paulista da Série A-2, em substituição a Edmilson de Jesus, e faz a sua estreia no domingo (4), diante do Sertãozinho, às 10h, no estádio Conde Rodolfo Crespi, pela quinta rodada da competição.

O ex-atacante do Moleque Travesso nos anos 2000 resgata uma velha tradição no time da Mooca. Ao longo do tempo, foram inúmeros atletas que jogaram pelo clube avinhado e que também tiveram a oportunidade de se tornar o comandante grená. O primeiro caso aconteceu nos anos 30, com o meia Nico.

De lá para cá, nomes importantes também marcaram a história nas duas funções. Clóvis Nori, o Professor, e Milton Buzzetto mostraram todo o seu talento fora de campo, assim como fizeram com brilhantismo envergando a camisa juventina.

Buzzetto sagrou-se campeão do Torneio de Classificação do Campeonato Paulista em 1971.

Roberto Brida, que formou a famosa dupla de meio campo com seu irmão Brecha, também provou seu valor no comando técnico do Moleque Travesso.

O volante Márcio Bittencourt teve uma curta passagem como atleta nos anos 90, mas como treinador se eternizou no coração da torcida juventina. O título da Copa Paulista de Futebol de 2007 foi o último grito de campeão do futebol juventino, levando o time a uma inédita participação na Copa do Brasil. Bittencourt foi o comandante desse feito inesquecível.

O ponta-esquerda Esquerdinha, em 2010, foi o último ex-atleta juventino que treinou o elenco principal do Moleque Travesso.

Confira os ex-jogadores que atuaram como técnico da equipe profissional:

Anos 30: Nico

Anos 40: Raul

Anos 50: Milani, Paulo, Manduco e Diogo

Anos 60: Pinga, Clovis Nori

Anos 70: Milton Buzzetto, Roberto Brida e Clovis Nori

Anos 80: Milton Buzzetto e Deodoro

Anos 90: Oscar Amaro, Vanderlei Luis, Roberto Brida, José Carlos Serrão, José Luis Carbone e Ecio Pasca

Anos 2000: Roberto Brida, Sergio Soares, Márcio Bittencourt, José Carlos Serrão, Betinho, Esquerdinha e Alex Alves

*** Em caso de reprodução dos dados acima, é obrigatório dar os créditos das informações ao autor Fernando Razzo Galuppo e seu respectivo blog pessoal ***

juve

FORZA JUVE!!!

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Pupilos de Jesus

Se o time de futebol principal da Sociedade Esportiva Palmeiras deixou a desejar e frustrou  os torcedores alviverdes nessa temporada, a categoria de base está nos enchendo de orgulho!

Os garotos palmeirenses fazem uma temporada das mais gloriosas na história do clube esmeraldino. Sob a coordenação geral de João Paulo Sampaio, que ingressou no clube em 2015, e direção de Marcelo Dedeschi Teixeira, palestrino dos mais ativos e apaixonados na instituição, o Verdão evolui a passos largos, dentro e fora de campo.

Os resultados alcançados falam por si só. Inúmeros atletas em seleção brasileira, projeção internacional, títulos, formação de atletas, mas acima de tudo, preparando todos para a vida além do futebol. Exemplo de trabalho bem feito, em sintonia com as tradições alviverdes.

Profissionalismo sem perder a essência e referências que sempre nortearam o Palmeiras. O cantar do hino pelos garotos, a emoção e brilho no olhar de cada um, o comprometimento com os valores alviverdes, a defesa incansável das nossas cores. Tudo isso salvaguarda a chama palestrina sempre acesa, projetando um futuro promissor e mostrando para nossa apaixonada coletividade que o caminho e os exemplos a serem seguidos estão dentro da nossa casa.

Em 2017, além de bons e talentosos valores em todas as categorias, o clube é protagonista nas principais disputas. Vejamos:

Sub-11

Campeonato Paulista: 22 jogos, 21 vitórias, 1 empate, 111 gols marcados, 6 gols contra.

Finalista da competição. Enfrenta o Santos Futebol Clube na decisão.

Destaque: Luighi Hanri – 18 gols marcados. Artilheiro geral do torneio.

Títulos conquistados esse ano: Copa Bellmare no Japão

Sub-13

Campeonato Paulista: 22 jogos, 17 vitórias, 4 empates, 1 derrota, 64 gols marcados, 11 gols contra.

Finalista da competição. Enfrenta o Sport Club Corinthians Paulista na decisão.

Destaque: Marcos Eduardo – 16 gols marcados. Artilheiro da equipe no torneio.

Títulos conquistados esse ano: Copa Ouro, Copa Cidade Verde e Copa Cidade de São Ludgero.

Sub-15

Campeonato Paulista: 30 jogos, 27 vitórias, 1 empate, 2 derrotas, 121 gols marcados, 12 gols contra.

Finalista da competição. Enfrenta o São Paulo Futebol Clube na decisão.

Destaque: Gabriel Silva – 27 gols marcados. Artilheiro geral do torneio.

Títulos conquistados esse ano: Copa Nike Premier e Torneio Brasil-Japão.

Sub-17

Campeonato Paulista: 30 jogos, 24 vitórias, 2 empates, 4 derrotas, 108 gols marcados, 20 gols contra.

Finalista da competição. Enfrenta a Ponte Preta na decisão.

Destaque: Diego – 19 gols marcados. Artilheiro da equipe no torneio.

Títulos conquistados esse ano: Scopigno Cup na Itália.

*** Semifinalista da Copa do Brasil. Decide a vaga para a final contra o Flamengo-RJ na próxima quinta-feira (16), no Rio de Janeiro. Na partida de ida  goleou pelo placar de 4 a1 o seu rival.

Sub-20

Campeonato Paulista: 27 jogos, 21 vitórias, 4 empates, 2 derrotas, 72 gols marcados, 18 gols contra.

Semifinalista da competição. Enfrenta o Grêmio Novorizontino na partida de volta.

Destaque: Léo Passos – 14 gols marcados. Artilheiro da equipe no torneio.

Títulos conquistados esse ano: Torneio de Bellinzona na Suíça.

Finais do Paulista

Sub-11: Palmeiras x Santos F.C.

Sub-13: Palmeiras x S.C. Corinthians Paulista

Sub-15: Palmeiras x São Paulo F.C.

Sub-17: Palmeiras x Ponte Preta

*** Sub-20 disputando a fase semifinal. Venceu a partida de ida contra o Grêmio Novorizontino pelo placar de 2 a 0, fora de casa. Decide a vaga em casa na próxima sexta-feira (17), na Arena Barueri, com a vantagem de jogar por dois resultados a favor.

Na história

Apenas em duas ocasiões na história do Palmeiras todas as categorias de base do clube chegaram a decisão de suas respectivas disputas num mesmo ano, em competições promovidas pela Federação Paulista de Futebol.

Em 1959, o Verdão chegou a final no sub-15 (campeão), sub-17 (vice-campeão), aspirantes (campeão) e extra-amador (campeão).

Em 1977, o Palmeiras repetiu o feito ao chegar em todas as finais das competições de base vigentes: sub-15 (vice-campeão), sub-17 (vice-campeão) e sub-20 (campeão).

Em toda a história do Campeonato Paulista das categorias de base, desde que foi introduziu em 1972 a disputa das três categorias (sub-15, sub-17 e sub-20), apenas uma vez uma equipe ganhou todos os títulos das suas respectivas categorias num mesmo ano. Ocorreu em 1995, quando o São Paulo Futebol Clube alcançou esse feito, jamais repetido.

A partir de 2008, quando a Federação Paulista de Futebol introduziu as cinco categorias (sub-11, sub-13, sub-15, sub-17), apenas o Santos Futebol Clube em 2015 chegou em todas as finais num mesmo ano. Entretanto, nenhuma agremiação jamais conquistou mais que três títulos num único ano.

Clube Formador

A oralidade por vezes reproduz um discurso que não condiz com a realidade. Uma das principais miopias no universo do futebol é de que “a base do Palmeiras não revela ninguém”.

Para não cansar o leitor com uma lista extensa, apresento apenas alguns exemplos:

Atletas formados no Palmeiras que disputaram Copas do Mundo

Filó (jogou pela Seleção da Italia) – 1930
Romeu Pelliciari – 1938
Dino Sani – 1958
Mazzola – 1958
Alfredo Mostarda – 1974
Pedrinho Vicençote – 1982
Zetti – 1994
Marcos – 2002
Roque Júnior – 2002

Atletas que chegaram a seleção brasileira formados no Palmeiras (além dos citados acima)

David Braz, Diego Cavalieri, Vagner Love, Elias, Bruno Cesar, Ilsinho, Glauber, Amaral, Velloso, Zetti, Edu Manga, Canhotinho, Gino Orlando, Lima, Oberdan Cattani, Begliomini, Junqueira, Waldemar Fiume, Ministrinho, Gogliardo, Serafini, entre outros.

Atletas na Série A do Campeonato Brasileiro em 2017 formados no Palmeiras

Pedro Geromel (Grêmio), David Braz (Santos), Rafael Vaz (Flamengo), Diego Cavalieri (Fluminense), Marquinho (Fluminense), Victor Luis (Botafogo), Lucas Rocha (Vasco da Gama), Thiago Martins (Bahia), Matheus Salles (Bahia), Elias (Atlético-MG), Roger Bernardo (Atlético-MG), Anselmo (Sport Recife), Nikão (Atlético-PR), João Pedro (Chapecoense), Nadson (Chapecoense).

Jóia da Coroa

A maior de todas as recentes revelações das categorias de base da Sociedade Esportiva Palmeiras brilha atualmente com a camisa do Manchester City, na Inglaterra, e da seleção braslieira. Trata-se de Gabriel Jesus.

Exemplo para todos os jovens palestrinos – e não palmeirenses também -, o atacante formado no Verdão foi protagonista do título brasileiro conquistado em 2016 e agora tem a missão de conduzir o seu novo clube aos principais troféus ingleses e europeus, assim como dar ao povo brasileiro mais uma (ou algumas) Copa do Mundo.

Jesus deixou um legado no Palmeiras. Seu futebol, conduta e cárater iluminam e inspiram futuros craques no seio alviverde. Que os frutos dessa colheita sejam ainda mais férteis e projete no Palmeiras outras jóias raras, assim como ocorreu com nosso eterno menino das Alamedas Gabriel.

jesus

FORZA VERDÃO!!!

 

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