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Juventus na Copinha

Na tarde de quarta-feira (4), às 14h, o Juventus faz a sua estreia na Copa São Paulo de Futebol Júnior diante da Portuguesa de Desportos, no estádio Conde Rodolfo Crespi, na rua Javari, na Mooca, com entrada franca.

Os grenás lutam pelo seu segundo título na competição. A primeira conquista dos avinhados aconteceu em 1985. Em outras três ocasiões o Juventus foi às finais, sagrando-se Vice-Campeão da Copinha em 1989, 1990 e 2000.

Na história

Essa será a sexta vez que Juventus e Portuguesa de Desportos se enfrentam na história da Copa São Paulo. Em cinco jogos, foram duas vitórias do time da Mooca e três empates, com sete gols marcados e três gols contra.

Em 1989 os dois times se enfrentaram na semifinal da competição. Após empate em 0 a  0, o Juventus se classificou para a final ao bater a Lusa nos pênaltis por 3 a 1.

O último confronto aconteceu em 2006, em Taubaté, quando o Moleque Travesso venceu o rival por 3 a 1, em jogo válido pela segunda fase da competição.

Baixe aqui o Press Kit com toda a história do C.A.Juventus na Copa São Paulo:

Press Kit – Juventus – Copa São Paulo Futebol Júnior

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Técnicos no Juventus

Dono de uma das maiores rivalidades do futebol mundial, os atuais treinadores de Palmeiras e Corinthians possuem história no Clube Atlético Juventus.

Eduardo Baptista e Fábio Carille vestiram a camisa grená em suas carreiras como jogadores de futebol. Ambos atuaram na posição de zagueiro em suas passagens pela rua Javari.

O novo comandante do alviverde chegou à final da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 1990 defedendo o time da Mooca. Na ocasião, o Juventus cumpriu uma excelente campanha, sendo superado apenas na final da competição pelo Flamengo-RJ por 1 a 0 no estádio do Pacaembu.

“Comecei na Ponte Preta até os 18 anos e fui para o Juventus, onde fiquei dois anos. Participei do grupo da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1990, em que perdemos para o Flamengo de Djalminha, Junior Baiano, Marcelinho Carioca e Paulo Nunes. O nosso time tinha Anderson Lima e Fernando Diniz, e demos um trabalho danado para eles, perdemos por apenas 1 a 0. Eles suaram sangue para vencer a gente. Eu era reserva do Sangaletti”, declarou Eduardo Baptista em entrevista concedida ao site da ESPN.com.br para os jornalistas Antônio Strini e Vladimir Bianchini, no dia 15 de março de 2015.

Já o treinador alvinegro jogou pelo Moleque Travesso de 2002 a 2004. Nesse período, ele defendeu a equipe profissional em 26 jogos e marcou um gol, justamente na vitória grená diante do Mogi Mirim por 2 a 1, no estádio Wilson de Barros, em Mogi Mirim, no dia 31 de janeiro de 2002, pelo Campeonato Paulista Série A-1.

Carille atuava com o seu primeiro nome: Fábio Luiz. Sua estreia aconteceu no dia 20 de janeiro de 2002, no empate em 2 a 2 com o Ituano, no estádio da rua Javari.

No Paulistão de 2002, que não contou com a participação das equipes do Corinthians, Guarani, Palmeiras, Paulista de Jundiaí, Ponte Preta, Portuguesa, Santos, São Caetano e São Paulo, o Juventus terminou na 4º colocação, sendo uma das melhores posições alcançadas no estadual de sua história.

Na foto, Fábio Carille é o terceiro atleta em pé, da direita para a esquerda.

Foto: Acervo Pessoal/Reproduçãofabio-carille-2002

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Pesquisador Alviverde

Fábio Marcello é um pesquisador e colecionador da história do futebol mundial. Palestrino de berço, morador do italianíssimo bairro do Bom Retiro, toda a sua família sempre participou do clube alviverde.

Seu pai (já falecido) era conhecido nas alamedas palestrinas como Chamorro. Foi um grande incentivador do basquete alviverde e apaixonado pelo futebol do Verdão. Seu irmão, Renato, foi halterofilista do Palmeiras, além de praticante de Aikidô.

Confira a entrevista e um pouco mais desse grande conhecedor da vida esportiva palmeirense:

Conte um pouco da sua atuação como pesquisador da história do Palmeiras?

RESP: Primeiramente é um prazer muito grande participar do seu blog meu querido amigo Fernando. Minha vida no Palmeiras começou em 1974 quando meu falecido pai começou a me levar no clube, e diferentemente da maioria das pessoas eu assitia mais jogos de basquete do que de futebol, não porque meu pai gostava menos, mas me facilitava mais ir ao ginásio do que ao campo de futebol. Aos poucos comecei a ver as modadlidade do clube e isso me fascinava muito. Ganhava revistas na época e ia colecionando e recortando os materiais, como não existia tecnologia como hoje, ia guardando aos poucos as coisas que o meu clube me dava.

Comecei a catalogar em cadernos e panfletos de propaganda a relação de taças que o clube ganhava, através de jornais como a Gazeta Esportiva, e jornais que sócios do clube me mandavam quando não era mais sócio.

Antigamente também tínhamos um telefone que o clube disponibilizava para os torcedores que davam todas as conquistas e resultados dos esportes amadores.

A partir de 1999, retornei ao clube e fui anexando as minhas coisas com as de historiadores e pesquisadores que conhecia no Palmeiras. Com o surgimento da tecnologia ao longo do tempo fui fazendo um banco de dados enorme, tudo na forma digital. Hoje possuo inúmeras  informações não apenas do clube do meu coração, mas de muitos clubes do mundo.

Formamos equipes de pesquisadores junto com você, Galuppo, e outras pessoas e fizemos muitos e muitos trabalhos em pró da Sociedade Esportiva Palmeiras, como reformas de sala de troféus, programas na internet, reportagens para tvs e rádios, e também livros.

O que mais lhe encanta nessa linda história palmeirense?

RESP: São tantas emoções. Mas a variedade de modalidades que o clube possui dentro da sua riquíssima história, osterntar o título durante duas décadas de 60 e 70 como a maior potência desportiva da América do Sul. Além de ser campeã do século do futebol e em várias outraa modalidades.  Além de todos os recordes alcançados. Elaborei um livro, mas não lançado, desta linda história de 43 modadlidades esportivas.que espero um dia publicar.

Qual o momento como torcedor que você mais se emocionou?

RESP: Acredito que foi a conquista da Libertadores da América em 1999, ao ver Marcos, Evair, Zinho ganhar este título e ir para o Japão foi demais. Nos esportes amadores, ter assistido a final da Copa Continental de Futsal em 1981, um verdadeiro mundial de clubes. A partida final contra o Olímpico de Belo Horizonte do grande craque Jackson foi inacreditável. Nosso ginásio tinha quase 3.000 pessoas em um domingo de manhã.

Você foi mascote oficial do basquete do Palmeiras nos anos 70. Quais suas principais lembranças dos esportes amadores do Verdão?

RESP: Fui mascote em um jogo da seleção Brasileira contra a Peruana no ginásio do Palmeiras. Tinha 4 anos de idade, meu pai me levou, foi  um sábado  de manhã. Depois fomos almoçar no Defe com os jogadores da época, entre eles Dodi, Zé Geraldo, Saiani e o grande Carioquinha, o qual deu uma camisa para o meu pai. Aquele jogo comemorava os 50 anos da FPB.

Dentro das lembranças são muitas, paulistas e estaduais de basquete entre eles paulista mini 1987, paulista mirim 1989, paulista mirim 1992, torneios inícios, paulistas de hóquei, várias competições de levantamento de peso e futsal.  Acompanhei intensamente tudo isso de perto

Qual o seu grande sonho em relação a história do Palmeiras?

RESP: Uma coisa que luto é termos uma sala informatizada, juntando todos os materias históricos digitalizados, para auxiliar o torcedor para que possamos mostrar tudo que eles não conhecem do Palmeiras. Tomara que um dia isso possa se tornar realidade.

Hoje você também tem um pequeno negócio de camisas esportivas. Fale sobre esse seu trabalho.

RESP: Há seis anos que possuo uma sociedade com um amigo e fazemos camisas retrô e camisas polo todas bordadas, com o tema futebol.

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FORZA VERDÃO!!!

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Juventus estreia em casa

A Federação Paulista de Futebol divulgou a tabela provisória do Campeonato Paulista da Série A-2 em 2017, na manhã dessa quarta-feira (30). Disputam a competição 20 clubes, que jogam entre si em turno único na primeira fase. Os dois primeiros colocados conquistam o acesso à elite do futebol estadual. O campeão ganha também uma vaga na Copa do Brasil de 2018. Os seis últimos colocados serão rebaixados para a Série A3.

A tabela aponta a estreia do Juventus contra o Capivariano no dia 29 de janeiro (domingo), no estádio Conde Rodolfo Crespi, na Rua Javari, na Mooca.

Destaque para o clássico paulista entre Juventus e Portuguesa de Desportos, que está marcado para o dia 22 de março, com mando do time juventino.

Datas e horários estão sujeitos à alterações, devido a demanda da televisão e ajustes do calendário.

Confira os jogos do Moleque Travesso na competição:

Data Jogo Estádio
29/1 Juventus x Capivariano Casa
1/2 Juventus x Água Santa Fora
5/2 Juventus x Penapolense Fora
12/2 Juventus x Votuporanguense Casa
15/2 Juventus x Mogi Mirim Fora
19/2 Juventus x Sertãozinho Fora
25/2 Juventus x Guarani Casa
1/3 Juventus x Bragantino Fora
5/3 Juventus x Rio Preto Casa
12/3 Juventus x São Caetano Fora
19/3 Juventus x Taubaté Casa
22/3 Juventus x Portuguesa Casa
26/3 Juventus x Xv de Piracicaba Fora
29/3 Juventus x Barretos Casa
2/4 Juventus x Velo Clube Fora
9/4 Juventus x Rio Claro Casa
12/4 Juventus x União Barbarense Fora
16/4 Juventus x Batatais Casa
23/4 Juventus x Oeste Fora

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Super Chapecoense

Em nossa jornada errante de infinitas provações, a dor é um salto inevitável para novos caminhos.

Todo o mundo esportivo faz  uma reverência à Associação Chapecoense de Futebol, sua comunidade e todos aqueles vitimados no terrível acidente aéreo em Antióquia, na Colômbia, na madrugada do dia 28 de novembro.

O time catarinense viajava para um sonho. Era seu jogo da vida. O maior desafio de todos em sua história. A final tão aguardada da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.

A partida não aconteceu. A alegria e euforia se transformou num grande pesadelo.

Torino, Manchester United e Seleção da Zâmbia foram algumas outras equipes do mundo que passaram por trauma terrível e semelhante.

A última exibição oficial do Verdão do Condá foi no estádio Palestra Itália no último domingo, dia 27 de novembro, na festa do título de campeão brasileiro da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Nossa solidariedade para toda a cidade de Chapecó, familiares e torcedores.

A Super Chapecoense está na eternidade.
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Nove vezes Palestra

A Sociedade Esportiva Palmeiras conquistou o seu nono título de Campeão Brasileiro na tarde de domingo (27) ao vencer a Chapecoense no estádio Palestra Itália pelo placar de 1 a 0, gol marcado pelo lateral-direito Fabiano.

Essa é a segunda conquista do Verdão em sua casa, desde a sua reinauguração em novembro de 2014. Em 2015 o Palmeiras conquistou a Copa do Brasil.

Confira detalhes da campanha vitoriosa do alviverde

37 jogos
23 vitórias
8 empates
6 derrotas
60 gols pró
31 gols contra

Segundo melhor ataque
Melhor defesa
Campeão do Primeiro Turno
Campeão do Segundo Turno
Time que mais venceu como visitante
Time que menos perdeu como mandante
Time que mais vezes se manteve na liderança
15 jogos sem derrotas durante a competição (melhor sequência no torneio)

Elenco Campeão 2016

Goleiros: Fernando Prass, Jaílson, Vagner e Vinicius Silvestre
Laterais: Zé Roberto, João Pedro, Egidio, Jean, Fabrício, Fabiano
Zagueiros: Edu Dracena, Vitor Hugo, Thiago Martins, Mina
Meio Campistas: Arouca, Moisés, Matheus Salles, Thiago Santos, Allione, Gabriel, Cleiton Xavier, Tchê Tchê, Vitinho
Atacantes: Alecsandro, Cristaldo, Dudu, Gabriel Jesus, Erik, Rafael Marques, Barrios, Roger Guedes, Luan, Leandro Pereira

Curiosidades

Pioneiro: Jailson é o primeiro goleiro negro a ser campeão atuando como titular da meta alviverde. Lourenço, Olavo, Tonho e Aranha foram goleiros negros na história do alviverde que participaram de elencos campeões.

Fim de jejuns: O Verdão venceu o Sport em Pernambuco (que não acontecia desde 2009), ganhou do Internacional no Beira-Rio depois de 19 anos e derrotou o Atlético-PR em Curitiba pela primeira vez desde 2008.

Olímpico: Gabriel Jesus conquistou a medalha de ouro olímpica inédita para o futebol brasileiro.

Gringos: Nunca numa conquista de um título brasileiro do Palmeiras houve tantos estrangeiros no elenco. Cristaldo, Lucas Barrios e Allione (Argentinos) e Mina (Colombiano).

Juventude: Gabriel Jesus, com 19 anos, é um dos jovens atletas do Verdão a conquistar um título Brasileiro. Ele nasceu em 03/04/1997. Alex Alves em 1994, com 19 anos, e Mario em 1973, também com 19 anos, foram jovens a levantar o troféu com a camisa do Palmeiras.

Presidente Pé Quente: Em menos de 24 horas após ser eleito presidente do Palmeiras, Maurício Galliote é o primeiro presidente campeão brasileiro antes mesmo de sua posse na história alviverde.

Conquistas do Palmeiras no  estádio Palestra Itália

Internacionais
Taça Libertadores da América – 1999
Copa Sul-Americana Mercosul – 1998

Nacionais
Campeonato Brasileiro – 2016
Copa do Brasil – 2015
Torneio Rio-São Paulo – 1933

Estaduais
Campeonato Paulista – 1926, 1933, 1936, 1976, 1996 e 2008
Campeonato Paulista Extra – 1926 e 1938
Torneio Início do Campeonato Paulista – 1927, 1939 e 1969
Campeonato Estadual (Taça Competência) – 1926 e 1927

Hall da Fama

Brasileiro (Taça Brasil) 1960

Valdir de Moraes (G), Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar, Jorge, Zequinha, Humberto Tozzi, Romeiro, Julinho, Chinesinho, Cruz. Técnico: Oswaldo Brandão

Brasileiro (Taça Brasil) 1967

Valdir de Moraes (G), Geraldo Scalera, Baldocchi, Minuca, Ferrari, Dudu, Zequinha, César, Ademir da Guia, Tupãzinho, Lula. Técnico: Mário Travaglini

Brasileiro (Roberto Gomes Pedroza) 1967  

Perez (G),  Djalma Santos, Baldocchi, Minuca, Ferrari, Dudu, Ademir da Guia, Dario (Zico), Servilio, César, Tupãzinho (Rinaldo). Técnico:Mário Travaglini

Brasileiro (Roberto Gomes Pedroza) 1969

Leão (G), Eurico, Baldocchi, Nélson, Zeca, Dudu, Ademir da Guia, Edu (Cardoso), Jaime, César, Pio. Técnico: Filpo Nuñez  

Brasileiro 1972

Leão (G), Eurico, Luis Pereira, Alfredo, Zeca, Dudu (Zé Carlos), Ademir da Guia, Edu (Ronaldo), Leivinha, Madurga, Nei. Técnico: Oswaldo Brandão

Brasileiro 1973

Leão (G), Eurico, Luis Pereira, Alfredo, Zeca, Dudu, Ademir da Guia, Ronaldo, Leivinha, César, Nei. Técnico: Oswaldo Brandão

Brasileiro 1993  

Sérgio (G), Gil Baiano, Antonio Carlos, Cléber (Tonhão), Roberto Carlos, César Sampaio, Mazinho, Edilson, Zinho, Edmundo, Evair (Sorato). Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Brasileiro 1994

Velloso (G), Claudio, Antonio Carlos, Cléber, Roberto Carlos, César Sampaio, Flávio Conceição, Rivaldo, Zinho, Edmundo (Amaral), Evair. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Brasileiro 2016

Jailson (G) (Fernando Prass (G)), Fabiano, Edu Dracena (Mina), Vitor Hugo, Zé Roberto, Tchê Tchê, Moisés, Jean (Cleiton Xavier), Roger Guedes, Dudu, Gabriel Jesus. Técnico: Cuca

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FORZA VERDÃO!!!

VIVA O CAMPEÃO! VIVA O PALESTRÃO!

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Esportes, Italianidade

Livro Palestrino

A jornalista Carla Barbosa é a autora da obra “Palmeiras: O Brasil de Coração Italiano”, pela editora Multifoco, que será lançada no próximo dia 17 de dezembro (sábado), das 14h às 19h, no Museu do Futebol, na Praça Charles Muller, estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Em entrevista excluvisa para o blog, a autora conta um pouco mais sobre a sua nova publicação

Como surgiu a Idéia da elaboração dessa obra?

RESP: Quando entrei na faculdade, todos diziam que o TCC (Trabalho de conclusão de curso) era um bicho de sete cabeças. Então pensei: já que é tão difícil, vou fazer algo que me faça feliz e resolvi unir o útil ao agradável, escrevendo um livro, que era um sonho e sobre o Palmeiras, por quem sou apaixonada.

O problema é que eu não conhecia ninguém do clube e nunca tinha ido para São Paulo sozinha (cada viagem era uma aventura). Quando decidi que escreveria o livro, comecei uma busca na internet por nomes que pudessem me ajudar, foi quando surgiu Galuppo e Finelli. As primeiras pessoas que me ajudaram dentro do clube.

De início, quis escrever sobre o ex-goleiro Marcos, mas, coincidiu com a aposentadoria dele e outros dois livros foram escritos. Mudei de planos. Comprei vários livros do Palmeiras e pensei: o que não tiver aprofundado em nenhum deles, eu vou escrever.

Foi assim que nasceu a ideia de falar sobre o Brasil x Uruguai em 65 na inauguração do Mineirão, quando o Palmeiras representou a seleção brasileira. O livro é um contraponto entre o preconceito sofrido pelos italianos e a consolidação de um clube fundado por eles. Escrever em primeira pessoa foi para homenagear meu avô, palmeirense e descendente de italianos. É como se ele contasse o livro. O personagem é fictício, mas, todas as histórias contadas são reais, colhidas nas entrevistas com Mauro Beting, Ademir da Guia, Jota Roberto, entre tantos outros, além das pesquisas que fiz ao longo de dois anos.

Qual a maior curiosidade que encontrou durante as suas pesquisas? E a maior dificuldade?

RESP: O futebol antigo, da época de fundação do Palestra, era um futebol solidário. Arrecadavam dinheiro para ajudar quem precisava, um clube ajudava o outro, como é o caso do jogo das Barricas, entre Palmeiras x Corinthians para ajudar o São Paulo. Sem contar que no início, nenhum jogador vivia disso. Jogavam apenas por amor e hobby. Isso foi além de uma bela curiosidade algo que me fez entender a beleza do futebol, que infelizmente hoje em dia está se perdendo.

Sobre a dificuldade, acredito que a maior delas foi conseguir viabilizar a obra. Foram quatro anos tentando, mas, quando uma editora se interessava, não fechava devido ao licenciamento de marca do Palmeiras. Foi aí que resolvi eliminar as imagens que remetiam ao clube e focar na imigração. Sem símbolo, e sem a marca Palmeiras, consegui a aprovação da editora Multifoco, do Rio de Janeiro para lançamento independente. Meu sonho sempre foi uma publicação pelo clube, como produto oficial, mas, infelizmente isso não foi possível.

A relação Palmeiras-Itália é o tema central da obra. Como você analisa essa ligação nos dias atuais?

RESP: Hoje em dia, sinceramente acho que isso se perdeu. Algumas pessoas lutam para que o Palmeiras continue Palestra de raiz. Mas, vejo isso pouco difundido. Poucos palmeirenses sabem de fato dessa origem, dos propósitos daquele grupo de imigrantes que fundaram o clube e é exatamente com essa parte da história, o meu compromisso ao lançar o livro.

A influência da cultura italiana é um traço marcante em diversos segmentos da nossa sociedade. Qual a importância do Palmeiras na difusão desses valores ao longo dos tempos?

RESP: A principal contribuição do clube foi romper o preconceito. Mas, como disse, acho que muito da cultura italiana se perdeu e os valores também. Os mais novos precisam conhecer essa história e se orgulhar dela, sendo descendente ou não de italiano, pois esse povo construiu mais que o Palmeiras, mais que São Paulo, eles fazem parte da identidade do Brasil.

Em 1942 o clube teve que mudar de nome de Palestra Itália para Palmeiras devido a Grande Guerra. Como você avalia esse fato do ponto de vista da relação entre o clube a sua italianidade ancestral?

RESP: Difícil saber se os laços começaram a se romper a partir daí, ou com o passar dos anos. Com certeza esse momento da história teve sua parcela de culpa, já que as raízes foram cortadas a força e as consequências da Guerra foram sofridas. Mas, não acho que esse tenha sido o único motivo. Certamente a mistura com o Brasil falou mais alto. Não digo que não seja um clube brasileiro, claro que é. Mas, acho que pouco se fala sobre a história… de onde veio. Na verdade, isso acontece com todos os clubes. Pouco se fala das origens. Os torcedores não tem esse conhecimento porque simplesmente ele não é repassado.

Diversas ações ao longo do tempo rementem o clube as suas origens, tais como camisas comemorativas, por exemplo. Como você avalia essas iniciativas?

RESP: Acho bacana demais! Além de lindas, esse tipo de iniciativa é fundamental para contar a história e mostrar que o palmeirense tem orgulho das raízes. Nosso Palmeiras tem o estádio com um nome que remete aos tempos de Palestra, abriu uma cantina também com o nome Palestra e as cores da Itália, isso é lindo. Mas, volto a dizer, a maioria sabe apenas que é um clube de descendência italiana. Talvez os torcedores paulistas tenham um conhecimento maior, por causa da influência mais próxima dos italianos. Mas, eu que moro em Minas Gerais, quando conto algo sobre a fundação, ninguém conhece. Acho que o livro vai tentar cumprir um pouco desse papel.

Com o fim dos processos migratórios, é fato que o clube deixou de ser um ambiente de italianidade há décadas. Você acredita que as futuras gerações preservarão essa identidade? Quais os desafios?

RESP: Se nada mudar, acredito que não. Os palmeirenses mais velhos e principalmente, o próprio clube devem fomentar isso. Ir além das camisas comemorativas. Muitos jovens não conhecem a história do futebol no Brasil, como ele veio pra cá, qual o propósito, enfim. Não só as raízes italianas precisam ser preservadas, como também a ideologia do futebol. O principal desafio é romper a barreira do capitalismo. Futebol hoje é sinônimo de dinheiro. Pouca gente se importa com a história, mas, ela é apaixonante!

Saiba mais sobre a obra através dos links abaixo:

https://www.facebook.com/dribledeletra/?ref=ts&fref=ts

https://www.facebook.com/PalmeirasOBrasilDeCoracaoItaliano/?fref=ts

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FORZA VERDÃO!!!

 

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