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Sair na frente

Muitas são as avaliações e opiniões para entender uma derrota em um clássico. São evocados todos os tipos de argumentos, dos mais racionais, aos mais passionais. Todos com suas motivações e que merecem reflexão, compreensão e respeito.

A tentativa da busca do diagnóstico correto para se curar uma incomôda ferida pode vir de diversas formas para que se encontre esse caminho, a fim de estancar a dor que nos consome a alma.

Parto do princípio que em clássicos, principalmente, quem sai na frente do placar tem a grande chance de ser o vencedor, ou pelo menos, não sai derrotado. E não importa se joga como visitante ou mandante, se tem elenco superior ou inferior, se está num bom ou mau momento, se o salário está em dia ou atrasado, se o treino foi aberto ou fechado, se a estrutura do Centro de Treinamento é ótima ou péssima.

Quando a bola rola, quem marca primeiro tem vantagem. Isso é um fato que se impõe acima de posse de bola, chutes a gol, números de passes, escalação certa ou errada, jogador “A” ou “B”, arbitragem, ou qualquer outro atributo que por ventura seja imputado o fator da derrota ou da vitória.

Nos últimos 20 Derbys, a equipe que fez o primeiro gol no confronto não perdeu. A última virada num clássico aconteceu em 24 de junho de 2012, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, realizada no estádio do Pacaembu, pelo placar de 2 a 1. Na ocasião, o Palmeiras marcou um a zero no placar, aos três minutos da primeira etapa, gol marcado por Mazinho. Romarinho, aos 33 minutos do primeiro tempo e aos 10 minutos da etapa complementar, se encarregou de dar a vitória aos alvinegros.

Já a última virada palestrina no clássico contra os alvinegros ocorreu em 28 de agosto de 2011, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, realizada no estádio Prudentão, em Presidente Prudente, também pelo placar de 2 a 1. Emerson Sheik abriu o marcador aos 18 minutos da primeira etapa. Aos 34 minutos Luan empatou para o Verdão. O atacante Fernandão, aos sete minutos do segundo tempo, determinou a vitória alviverde.

Tanto nos recentes confrontos em Itaquera ou no Palestra Itália, quem saiu na frente do marcador não perdeu. Uma lógica que talvez a psicologia possa explicar melhor e trazer mais subsídios para o porquê disso.

Podemos ampliar essa hipótese para além dos clássicos e tentar analisar um recorte maior, se essa perspectiva também se aplica em todos os jogos e com maior frequência em quais circunstâncias. Enfim, lançar uma luz para que possamos compreender o jogo, muito além de achismos e do fígado. Toda manifestação que se debruce com objetivo de evoluir em busca das vitórias é válida.

De todo modo, o torcedor é passional. Está chateado por ver seu time ter um desempenho abaixo da crítica contra o seu principal rival. Não sou diferente. Nada apaga a dor de uma derrota. Apenas a esperança de vencê-lo no próximo encontro. Já aguardamos ansiosamente por isso. Pelo Brasileirão, o jogo do segundo turno, no Palestra Itália, ainda não tem data definida. Talvez podemos nos enfrentar pela Copa do Brasil ou Libertadores ainda.  Teremos muitos embates pela frente.

Perder o controle e criar terra arrasada não é o rumo mais inteligente para enfrentar os nossos problemas (os quais temos vários, dentro e fora de campo). Haver cobranças, detectar as falhas, trabalhar para que elas mudem devem ser circunstâncias naturais na vida de um grande clube como a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Lembro um fato histórico, sem a pretensão alguma de qualquer tipo de comparação além dos resultados em si. Elencos e épocas completamente diferentes. Mas que vale a reflexão. A Academia de Futebol do Palmeiras entre 1971 a 1974 ficou 15 jogos consecutivos sem vencer o São Paulo Futebol Clube e de 1970  a 1973  ficou 10 partidas consecutivas sem vencer o Corinthians. Ao final, conquistamos títulos em cima de todos eles e essa geração ficou imortalizada na vida palestrina como uma das principais referências para todos nós alviverdes.

Ademir da Guia esteve presente em todas essas partidas (ou na maioria). Não foi taxado de pipoqueiro ou sem alma por causa disso, por exemplo. Pelo contrário. É reverenciado com toda a justiça e méritos como um ícone palestrino. Talvez o maior de todos.

Repito, para deixar bem claro e não haver distorções, longe de qualquer comparação. Tempos infinitamente distintos. Mas o radicalismo e intolerância não nos levarão a solucionar os nossos problemas, muito menos diminuir os obstáculos que ainda temos pela frente. E não são poucos!

As vitórias virão! Vamos com fé, palestrinos!

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Fiel… mas nem tanto!

A torcida corintiana se auto-denomina como Fiel, pela sua relação apaixonada com o time. O preto e branco é sagrado para eles. Verde nem pensar. Vetam e repudiam tudo o que pode se referir a Sociedade Esportiva Palmeiras, dada a rivalidade que ambos nutrem entre si. A paranóia é tão grande que já cogitaram pintar o gramado do estádio de Itaquera, mudaram janelas esverdeadas, barraram alfaces dos lanches e balinhas de hortelã, entre outras manias. Roupa verde, então, nem por decreto!

Mas isso nem sempre foi assim. Por duas vezes na história, os corintianos viraram casaca literalmente e vibraram pelo seu maior rival Palmeiras, com manifestações públicas e declaradas.

O primeiro registro aconteceu em maio de 1971. Na véspera da partida decisiva entre Palmeiras e Nacional do Uruguai, no Pacaembu, válida pela fase semifinal da Copa libertadores da América, uma comitiva da torcida organizada corintiana foi prestar apoio aos palmeirenses no treinamento, espontaneamente.

Com a premissa de que o “Palmeiras era Brasil na competição continental”, os alvinegros foram até o Palestra Itália dois dias antes do confronto contra os uruguaios e deixaram sua promessa aos dirigentes palestrinos de que estariam no Pacaembu apoiando o Verdão.

O jornal “A Gazeta Esportiva”, do dia 1 de maio de 1971, na página 6, registrou esse fato pitoresco e inusitado, a qual transcrevemos na íntegra:

TORCIDA DO TIMÃO NO BOM EXEMPLO

Parece mesmo que as torcidas de São Paulo estão dispostas a colaborar com a apresentação do Palmeiras diante do Nacional. Ontem, no finalzinho da tarde, a torcida corinthiana compareceu ao Parque Antártica. Falaram com Ernani e comunicaram sua solidariedade para o prélio de amanhã à tarde. Ernani estava feliz:

‘A torcida corinthiana começou com bom exemplo. Irá torcer para o Palmeiras. Grande demonstração. Afinal de contas tudo é Brasil’.

Sorrindo faz um lembrete:

‘O Corinthians já veio. Esperamos contar com a solidariedade de todas as torcidas. Ainda há tempoa para que todos compareçam ao Parque Antártica e dêem o voto de apoio”.

Ernani em questão, citado na matéria, era Ernani Matarazzo, diretor de futebol do Palmeiras naquele período. Um fundador da TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras), que preferiu não se identificar, viveu de perto essa curiosa situação e nos relatou o seguinte. “Conto essa história e poucos acreditam. Participei dos acordos com a Gaviões antes do jogo. O Milton Peruzzi (jornalista da Gazeta Esportiva) foi quem teve a idéia de trazê-los no Palmeiras. Os corintianos chegaram com uns 50 torcedores no treino lá no Palestra. Vieram até com instrumentos musicais”, se recorda.

No jogo, os alvinegros se fizeram representar e gritavam Brasil e não Palmeiras nas arquibancadas, comenta o torcedor palmeirense. “Tava na cara que isso não poderia dar certo. Além deles trazerem azar para nós, já que estavam na fila há anos, perdemos o jogo e a classificação. Fico puto até hoje ao lembrar disso”, conta o palmeirense em meio a gargalhadas.

As manifestações corintianas ao Palmeiras não pararam por aí e se repetiram 17 anos depois. Em 16 de julho de 1988, o Corinthians precisava vencer o Santos no estádio do Pacaembu e torcer para o Palmeiras vencer o São Paulo no estádio do Morumbi para chegar a final do Campeonato Paulista daquele ano.

O time do Parque São Jorge venceu os santistas por 2 a 0.  O Verdão venceu o Tricolor Paulista por 1 a 0. Quando o placar eletrônico do estádio municipal anunciou a vitória alviverde, a Fiel explodiu numa só voz: Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras!!!

Os corintianos avançaram para a decisão do estadual e conquistaram o título contra o Guarani de Campinas.

Veja aqui o vídeo sobre esse fato histórico:

https://www.youtube.com/watch?v=nCP0PQjY4yQ

É inegável a paixão corintiana pelo seu clube… Mas a fidelidade por eles propalada em verso e prosa, nem tanto!

palmeiras sccp rivalidade

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Números do Derby

O Torneio Início foi uma competição criada puramente pelos brasileiros. O primeiro registro desse modelo de torneio de tiro curto, congregando diversas agremiações em um mesmo dia e local, com caráter beneficente, aconteceu justamente nos primeiros anos do século passado.

Pode se dizer que o Rio de Janeiro foi o berço do Torneio Início, já que a competição foi criada em 1916 pela Associação de Cronistas Desportivos do Rio de Janeiro (entidade atualmente denominada Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro – ACERJ). A primeira edição do Torneio Início do Rio de Janeiro, cuja final fora disputada entre Fluminense e América e que teve o Tricolor Carioca como o grande vencedor, jogando em casa, contou com cerca de cinco mil espectadores e teve a renda destinada em benefício da instituição denominada Patronato de Menores.

Três anos mais tarde, em 1919, a Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (ACEESP), junto com a Associação Atlética das Palmeiras, extinto clube da capital paulista, introduziram a competição no calendário esportivo bandeirante.

Sua fórmula popular foi reproduzida nas principais praças esportivas do Brasil: os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, por exemplo, já haviam aderido à competição a partir de 1917, enquanto, no Paraná, o Torneio Início foi implantado em 1918. Já em Pernambuco e na Bahia, a competição começou a ser disputada em 1919 – assim como em São Paulo. E no Ceará, no Rio Grande do Sul e em Alagoas, o certame fora disputado pela primeira vez, respectivamente, em 1920, 1921 e 1927.

A partir dos anos 50, por conta de questões financeiras e do aumento dos clubes nas divisões principais, a competição perdeu a sua importância, sendo descontinuada, tendo algumas edições esporádicas e esparsas, mas sem o mesmo prestígio.

O livro oficial da Federação Paulista de Futebol, escrito pelo jornalista Rubens Ribeiro, denominado “O Caminho da Bola”, que remonta a trajetória de mais de cem anos de futebol em São Paulo, retrata todas as edições da competição, com detalhes e resultados dos jogos.

PALMEIRAS NO TORNEIO INÍCIO

De 1919 a 1996, a Sociedade Esportiva Palmeiras disputou 87 partidas válidas pelo Torneio Início do Campeonato Paulista em toda a história da competição, contra as mais diversas agremiações, sagrando-se campeão nas seguintes edições: 1927, 1930, 1935, 1939, 1942, 1946 e 1969.

Independente do adversário, todas essas partidas são consideradas válidas pelo clube devido os seguintes critérios:

(1) Competição oficial organizada e chancelada pela entidade máxima do futebol estadual;

(2) Competição com regulamento definido;

(3) Competição com premiação estabelecida (troféu e bonificação em dinheiro aos participantes);

(4) Competição com arbitragem oficial;

(5) Competição com ampla difusão da mídia;

(6) Competição com bilheteria, renda e público;

(7) Competição com tradição e continuidade por cerca de quatro décadas consecutivas;

(8) Competição congregando todos os filiados da Divisão Principal;

(9) Competição em que as equipes utilizam seus uniformes oficiais;

(10) Competição em que os atletas deveriam estar devidamente filiados e registrados de acordo com as normas vigentes;

(11) Competição com súmula oficial.

Posto isso, a Sociedade Esportiva Palmeiras entende que há mais elementos que fazem a competição ter um pertencimento histórico relevante em vez de simplesmente eliminá-la de sua vida esportiva, como algo que nunca existiu, por puro anacronismo.

QUEM TAMBÉM CONSIDERA

O Clube de Regatas do Flamengo, por exemplo, que congrega um grupo de reconhecidos historiadores do clube na difusão e resgate histórico da agremiação carioca, por meio do site Fla-Estatísticas, tem o seguinte entendimento sobre a validação do Torneio Início como jogo oficial, o qual transcrevemos:

“JOGOS OFICIAIS: Consideramos na estatística oficial de jogos, aqueles em que o time do Flamengo entrou em campo obedecendo os critérios da FIFA. Mesmo quando há uma das restrições citadas abaixo, consideramos como jogo oficial do clube.

1ª Restrição: Jogos disputados em torneios que tinham jogos com duração menor que 90 minutos. Como exemplo, temos o Torneio Início e alguns torneios disputados na Europa e América do Sul. Mesmo não seguindo as determinações oficiais da FIFA, consideramos estes jogos oficiais, pois faziam parte de torneios realizados por Federações, Confederações e Entidades locais oficiais e quando o C. R. Flamengo se sagrava campeão, o título era considerado na lista oficial de títulos do clube.”

Veja mais aqui: www.flaestatistica.com/criterios

DIVERGÊNCIAS

Há divergências nos números dos confrontos entre Palmeiras e Corinthians justamente por conta dos critérios utilizados pelos clubes no tratamento de sua história: o Alviverde considera as partidas válidas por Torneios Inícios para fins de estatísticas, enquanto o Alvinegro suprime estes resultados quando contabilizam seu retrospecto.

Desde a implementação estatutária do Departamento de Acervo Histórico da Sociedade Esportiva Palmeiras, em 2005, o grupo de trabalho alviverde segue a mesma metodologia e princípios, e sempre considerando as partidas válidas pelo Torneio Início, a exemplo do que fez o Almanaque do Palmeiras, de autoria de Celso Dario Unzelte e Mário Sergio Venditti, publicado em 2004 pela Editora Abril, que contempla jogos de Torneio Início e outras competições similares contra todas as equipes do futebol paulista, sem distinção e revisionismo.

O Sport Club Corinthians Paulista, conforme a sua posição oficial e pública, utiliza como números oficiais os dados fornecidos pelo jornalista Celso Dario Unzelte.

De 2000 até os dias atuais, Unzelte já apresentou as seguintes posições nos mais diversos trabalhos por ele elaborado:

Almanaque do Timão – Volume 1 – (autor: Celso Dario Unzelte) publicado em 2000 pela Editora Abril.

Todo o almanaque considera as dezenas de jogos do Corinthians pelo Torneio Início de 1919 a 1996, além do Torneio Henrique Mündel, o qual a agremiação corintiana jogou com o time titular.

Esse mesmo Almanaque foi reeditado em 2005, porém, desta vez, sem os jogos do Torneio Início e do Torneio Henrique Mündel.

Corinthians x Palmeiras – Uma história de Rivalidade (autor: Antônio Carlos Napoleão), publicado em 2001 pela editora Mauad, com colaboração de Celso Dario Unzelte.

O trabalho distingue o Torneio Início separadamente, mas traz como jogo válido o Torneio Henrique Mündel.

Revista Placar – Os Grandes Clássicos (maio de 2005). Com colaboração de Celso Dario Unzelte

A edição não considera os Torneios Inícios, mas traz como jogo válido o Torneio Henrique Mündel.

Site – Meu Timão

Um dos portais mais importantes de difusão de conteúdo sobre o Sport Club Corinthians Paulista, o Meu Timão apresentou matéria especial sobre a conquista do Torneio Início, em 17 de novembro de 2017, às 16h43, assinada por Celso Dario Unzelte.

Site Oficial – SCCP

O site oficial do Sport Club Corinthians Paulista também faz referências à competição, tanto em algumas matérias do site quanto na sua relação de conquistas e cronologia histórica.

Revista O Mundo do Futebol publicada em 2003 pela Editora On Line, com colaboração e consultoria de Celso Dario Unzelte.

A obra traz os jogos do Torneio Início e do Torneio Henrique Mündel na contagem geral dos números do confronto.

CONCLUSÃO

O trabalho elaborado pela Sociedade Esportiva Palmeiras engloba todos os confrontos oficiais entre as equipes principais dos dois tradicionais clubes na história, sem distinção, respeitando e preservando a história puramente factual, de forma fria, sem análises, interpretações personalistas, critérios próprios ou julgamentos.

O trabalho elaborado pelo Sport Club Corinthians Paulista apresenta os números, alegando que os Torneios Inícios e a Taça Henrique Mündel não eram competições jogadas em 90 minutos, apesar de a competição ser oficial organizada pela entidade máxima do futebol bandeirante, ter súmula, juiz, valer taça, ter público, bilheteria e registros nas federações e imprensa.

Vale lembrar que, nem sempre na história do futebol, as partidas eram jogadas em 90 minutos. No início dos tempos, por exemplo, as partidas eram divididas em dois tempos de 40.

Indo além, as partidas disputadas em 1918 e no começo de 1919 foram limitadas em seu tempo de jogo ainda mais, baixando as partidas do Campeonato Paulista para dois tempos de 35 minutos, devido à epidemia da Gripe Espanhola, por exemplo.

Segundo a ótica alvinegra, como ficam os jogos que houveram prorrogação? Afinal, segundo eles, o critério para estabelecer o que é ou não jogo válido são apenas os 90 minutos. Partindo disso, a semifinal do campeonato paulista de 1986 e as finais do paulista de 1993 e 1995 deverão ser riscadas da história do Derby?

Partindo da análise dos corintianos, teriam então que ser deconsiderados inúmeros jogos da história do Derby, pois a regra utilizada por eles para formatação de seus conceitos históricos não atende aos parâmetros de análise por eles mesmos criados e entendidos como ponto de fé e verdade absoluta, aos quais apontamos acima.

O trabalho do Palmeiras tem como a regra número 1 o seguinte parâmetro: não se mede o passado com a régua do presente e vice-versa. Deve-se respeitar os fatos de acordo com o seu tempo e o seu espírito.

No entanto, cabe a cada um julgar por si só os metódos adotados pelas duas instituições na preservação da história de um dos maiores confrontos do futebol mundial e utilizar a métrica que melhor lhe convém. A Sociedade Esportiva Palmeiras trabalha com fatos. E, aos fatos, respondemos.

Se o Corinthians entende que os jogos do Torneio Início contra o Palmeiras devam ser descartados e não valem nada, entendemos que eles prestam um desserviço à memória de seu próprio clube. Afinal, o time alvinegro possui oito títulos da competição, sendo o maior campeão do torneio, e por conta de não reconhecê-lo, segundo o que foi exposto no trabalho alvinegro, tem por si só essas conquistas descartadas de sua rica galeria de campeões. Já nós, do Palmeiras, damos muito valor a tudo aquilo que conquistamos, com suor e fibra, no gramado em que a luta sempre nos aguarda. Principalmente a todas as vitórias sobre o nosso maior rival.

NÚMEROS DO DERBY

Jogos: 367
Vitórias Palmeiras: 130
Empates: 110
Vitórias Corinthians: 127
Gols marcados Palmeiras: 521
Gols marcados Corinthians: 481

Subscrevemos:

» Fernando Razzo Galuppo
Jornalista e Pesquisador

» Fábio Marcello
Colaborador de Acervo Histórico e Memória da S. E. Palmeiras

» José Ezequiel Filho
Conselheiro da S. E. Palmeiras e Pesquisador

» José Mariano Barrella
Conselheiro, Pesquisador e ex-Diretor de Acervo Histórico e Memória da S. E. Palmeiras

» Jota Christianini
Conselheiro, Pesquisador e ex-Diretor de Acervo Histórico e Memória da S. E. Palmeiras

» Júlio César Ragazzi
Pesquisador, ex-Diretor de Acervo Histórico e Memória da S. E. Palmeiras e Jornalista

» Luciano Pasqualini
Pesquisador, ex-Diretor de Acervo Histórico e Memória da S. E. Palmeiras

» Ricardo Bacconi
Pesquisador

» Academia da Memória Palestra Palmeiras

BAIXE AQUI O PDF >>>  0 – DOC Torneio Início

Clássico Palmeiras X Corinthians

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Maior chororô da história

Mimimi e chororô são alguns termos que passaram a ser utilizados recentemente no vocábulo do futebol. Geralmente utilizados para desqualificar a reivindicação de um rival que por ventura se sentiu lesado pelas circunstâncias de um jogo fatídico, de um gol irregular, de um erro de arbitragem, de uma injustiça ou de uma interferência externa que pode decidir a sorte de um título.

Nos confrontos entre Palmeiras e Corinthians, dado o passionalismo predominante nas duas agremiações, o ganhador vai ao céu. O derrotado ao inferno. Um revés no Derby sempre deixa sequelas profundas no lado perdedor. Um resultado negativo num dos jogos de maior rivalidade do futebol mundial já derrubou técnicos, jogadores, árbitros e causou turbulências, confusões e cicatrizes das mais diversas ordens, que ficam marcadas pela eternidade.

Rivelino, ídolo alvinegro, em 1974, após a derrota na final do Campeonato Paulista para o Palmeiras foi escurraçado do Parque São Jorge e considerado o grande vilão pela perda do caneco e do jejum de mais de 20 anos sem conquistas do seu clube, até então.

Edilson, outro ídolo dos corintianos, em 2000, após mais uma eliminação para o Palmeiras na Taça Libertadores da América, foi enxotado pelos torcedores e citado como um dos culpados por mais uma derrota para o seu maior rival.

Exemplos não faltam. Mas uma derrota em especial se destaca como o maior chororô da história dos confrontos entre Sociedade Esportiva Palmeiras e Sport Club Corinthians Paulista nos mais de 100 anos dessa rivalidade. Foi a única derrota que se tem registro no clássico que derrubou do presidente ao porteiro do clube perdedor!

Em 5 de novembro de 1933, em partida válida pelo segundo turno do Campeonato Paulista e Torneio Rio-São Paulo, o Verdão recebeu os alvinegros no estádio Palestra Itália.

Após a partida preliminar, vencida por goleada pelo segundo quadro palestrino pelo placar de 4 a 0, os dois times subiram ao campo com as seguintes formações. O Palestra com Nascimento; Carnera, Junqueira; Tunga, Dula e Tuffy; Avelino, Gabardo, Romeu, Lara e Imparato. Técnico: Humberto Cabelli. O Corinthians atuou com: Onça, Rossi e Bazani; Jango, Brancácio e Carlos; Carlinhos, Baianinho, Zuza, Chola e Gallet, dirigidos por Pedro Mazzulo.

Logo aos sete minutos de jogo, Romeu Pelliciari abriu o placar, aproveitando cruzamento de Imparato. Aos 28 minutos, nova assistência de Imparato e gol de Romeu Pelliciari. Aos 40 minutos, Romeu recebe passe de Gabardo e marca o terceiro gol alviverde, encerrando a primeira etapa.

Na volta do intervalo, o Verdão manteve o mesmo ímpeto e logo no primeiro minuto, Gabardo fez linda jogada individual, driblando toda a defensiva alvinegra e entrando com bola e tudo nas redes adversárias.

Romeu se encarregou de marcar o quinto gol palestrino (seu quarto na partida), aos sete minutos, aproveitando um rebote do goleiro, após chute de Imparato. Dois minutos depois, foi a vez de Romeu servir a Imparato que marcou o sexto gol palestrino. Aos 35 minutos, Romeu Pelliciari chutou, o goleiro rival espalmou e Imparato aproveitou o rebote para mandar para as redes, anotando o sétimo gol. Aos 40 minutos, Imparato fechou o placar. Palestra 8 a 0 Corinthians!

Além do elevado número de gols, houve ainda um pênalti não marcado a favor do Palestra, por uma mão na bola do zagueiro alvinegro dentro da área ignorada pelo árbitro da partida Haroldo Dias Motta, uma bola na trave corintiana e um gol anulado por impedimento de Imparato.

Palestra 8 a 0! A maior goleada da história centenária do Derby! A maior derrota de toda a história centenária do Sport Club Corinthians Paulista!

“Era um clube de carroceiros e era campeão. Tornou-se um clube de doutores e não vale nada”, dizia a página esportiva da  Folha da Noite.

Entrevistado pela mesma Folha da Noite, Amilcar Barbuy, ex-jogador do Palestra e do Corinthians, sócio do clube de Parque São Jorge e que acompanhou o jogo das arquibancadas, foi enfático. “Os corintianos já entraram cabisbaixos para enfrentar um grande time. A derrota era eminente.”, falou.

A Folha da Manhã no dia 7 de novembro trouxe a seguinte manchete: “Demitiu-se coletivamente a diretoria do Sport Club Corinthians”.

O corpo da matéria trazia ainda o seguinte sub-título:  “Os diretores foram levados a agir dessa forma, em virtude da manifestação de desagrado realizada pelos torcedores após o encontro contra o Palestra. Houve tentativa de empastelamento da sede do alvinegro”.

Um manifesto foi redigido pelos descontentes alvinegros:

“Corintianos!
Reunamos hoje, às 21 horas, na sede social, para exigir, por incompetência, a demissão coletiva da diretoria que está ‘dirigindo’ atualmente nosso clube e entregue todos os poderes ao seguinte ‘Comitê dos  Cinco’: Neco, Amilcar, Grané, Apparicio, Ciasca.
Todos nossos consagrados campeões do passado que deram o melhor de sua mocidade em prol das nossas cores, e que esse Comitê nomeie uma diretoria provisória que dirija os destinos do nosso glorioso branco e preto, sob seus controle, até a próxima assembléia geral.
São Paulo, 6 de novembro de 1933.
Corintianos! Só uma vassourada nos salvará!”

Com essa missiva, cerca de 500 torcedores se organizaram e tentaram invadir a sede do clube que foi fechada para evitar depredações. Toda diretoria corintiana pediu demissão. Chororô e vassourada, sem precedentes, que ainda ecoa no seio alvinegro, cerca de mais de 80 anos depois, como uma cicatriz incurável, sendo lembrada para sempre como o dia em que o Palestra Itália derrubou todo comando alvinegro, impondo-lhe a maior das derrotas dentro e fora de campo!

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O Amor é Verde

O futebol é um dos maiores elementos de inserção social que o mundo já produziu. Ele é capaz de quebrar barreiras de classe. Vencer intolerâncias. Parar Guerras. Causar diplomacia. Promover o sonho. Resgatar vidas. Irmanar sentimentos. Provocar emoções. E, acima de tudo, manter sempre viva a paixão juvenil que existe em nossos corações.

O maior exemplo dos últimos tempos veio à luz sob a pena abençoada do jornalista Ricardo Magatti, nas páginas do site do jornal O Estado de São Paulo, na tarde desse sábado (28) – leia a matéria na íntegra aqui.

Sob o título “Menino dribla a família e ‘some de casa’ para ver o Palmeiras”, Magatti traz a história de vida do menino Adysson que, sem dinheiro, movido apenas pelo seu sonho e sua paixão, no auge dos seus oito anos de idade, entrou de graça no estádio do Pacaembu no último final de semana e assistiu pela primeira vez uma partida de futebol do seu time de coração, a SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS!

Texto belíssimo que nos envolve e nos emociona do início ao fim. Nos momentos de dificuldades de nossas vidas, deveria ser leitura obrigatória. Melhor que qualquer filosofia, guru e auto-ajuda. Dá vontade de cada um de nós ser um pouco Adysson, tamanha pureza e inocência dos seus gestos. Como o garoto, meu primeiro encantamento com o Palmeiras foi também aos oito anos de idade e no mesmo Pacaembu. Só isso me fez verter lágrimas em meio a leitura.

A aula de palestrinidade do menino Adysson é de um gigantismo único! Algo puro, cristalino, ingênuo, mágico e imaculado. Deveria ser impresso, moldurado, enquadrado e ficar exposto no portão principal do Estádio Palestra Itália para que todos leiam e jamais se esqueçam do que é ser palmeirense.

Uma alma abençoada de nome André Martins, que também estava a caminho do estádio naquele final de semana, notou o garoto em meio a multidão e teve a sensibilidade de dar-lhe um lanche e uma camisa do Palmeiras. Nem preciso dizer que esse André Martins já tem o meu mais profundo respeito e carinho para sempre. Que gesto. Sem palavras. Apenas gratidão!

E o garoto, em sua saga, entra no estádio e sua primeira reação é afirmar: “Nossa, que grande!”…. Caramba, que vontade de dar um abraço nesse menino e dizer: Grande é você, Adysson. Gigante!

Imagino quantos Adysson (palmeirenses ou não) existem por aí e que não tiveram a sorte de encontrarem anjos da guarda como o Ricardo Magatti e o André Martins, que definitivamente mudaram toda a história de vida desse menino. Algo de uma humanidade singular! Que ainda nos faz acreditar de que tudo vale a pena.

De tudo isso, além da emoção que nos consome, inúmeras lições ficam, entre elas: o jornalista Ricardo Magatti, que nos brindou com essa belíssima história, merece o prêmio de melhor matéria do ano, além dos nossos parabéns e reverência. O André Martins merece toda a nossa consideração e aplausos por representar o que é ser palmeirense no seu mais alto grau, ao tratar o menino com uma dignidade infinita. E o Adysson merece uma carteirinha de sócio-torcedor-símbolo-perpétuo para entrar em qualquer estádio do mundo que o Palmeiras estiver, quando e onde jogar, com direito irrestrito para sentar no lugar que quiser, até mesmo na tribuna presidencial. Além de toda sorte em sua vida para superar todos os obstáculos que o mundo já lhe impõe.

Adysson, que prometeu não mentir mais para a mãe e sonha em ser um dia jogador do Palmeiras, pertence a uma coletividade que é muito mais que um aglomerado desportivo repleto de glórias. Somos uma Sociedade formada por cerca de  18 milhões de almas. Todos irmãos pertencentes a uma imensa, generosa e afetiva famiglia.

Menino, saiba que a partir de agora essa também é a nossa promessa e o nosso sonho! VIVA O NOSSO ADYSSON! VIVA O PALESTRA!

O AMOR É VERDE!!!

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Chapéu de touro

O deputado federal do partido dos trabalhadores e atual presidente do time de Parque São Jorge, que afirma publicamente sem constrangimentos para quem quiser ouvir que se não roubar não ganha, após mais um estelionato esportivo praticado pelo clube que representa, com conivência da entidade máxima do futebol paulista e alguns órgãos de comunicação, resolveu sair do obscurantismo e abrir a latrina para  falar da……. Sociedade Esportiva Palmeiras, sua gestão e elenco.

Como já é de praxe no parlamento brasileiro, sexta-feira (ainda mais véspera de feriado), o deputado deu um miguezão rotineiro no expediente (mais um), e convidou os coleguinhas da imprensa para palestrar sobre o alviverde imponente, entre outras coisas, como era hábito no passado das conchettas de outrora, que se preocupavam em cuidar da vida alheia, mais que das suas.

Já que o time do povo não foi assunto na semana e não passou de um valente e épico empate em 0 a 0 no Barradão, em Salvador, contra o Vitória, jogando um futebol mágico e encantador que fez lembrar o Juventus da Mooca de Milton Buzzetto nos anos 70, a dor de cotovelo do deputado por ver o maior feito esportivo da história do futebol brasileiro contra um dos maiores times argentinos em seus domínios ser mais uma vez protagonizado pelo Palestra e repercutindo no mundo inteiro o fanatismo da nossa apaixonada torcida, resolveu criar um factóidezinho para mostrar quem é o bonzão da parada.

O rei da cocada preta jogou com a inteligência de todos apresentando uns números de salários e negociações feitas pelos mandatários do Verdão, com uma autoridade professoral. Fez contas. Cuspiu números e valores. Disse o que funciona no mundo da bola para ganhar campeonato. Mostrou gabarito. Debochou do parceiro do Palmeiras, esquecendo que por trás de seu clube tinha (ou ainda tem) a máfia russa, banco Excel, Hicks Muse e outros tantos, além de o último balanço financeiro alvinegro apresentar um rombo de cerca de mais de 35 milhões de reais. Mas quem se importa com tudo isso? Vamos falar do Palestra!

O deputado gosta de transparecer que ele é o entendidão das negociatas. Que de bastidores ele manja tudo. Tergiversa com um português mal acabado. Chucrão memo. Daquele jeito. Criando uma atmosfera de gangster, como ele mesmo gosta de se definir e acreditar.

Lá em Itaquera no palácio de mármore da lava jato ele bate na mesa de seu gabinete acarpetado e bem fresquinho no ar condicionado, em meio a um trago de Marlboro, perante seus asseclas: Sou fodão! Aqui é cúrintia. Parmera não tem vez. Sangue no zoio. Tapa na oreia. Comigo não é brincadeira. E a galinhada pira!

O reizinho da Zona Leste, que acha que o centro do universo é alvinegro, não passa de uma caricatura mal acabada do saudoso Vicente Matheus, com menos escrúpulos, brilho e originalidade.

O recalque com as coisas do alviverde em cada sua manifestação é sofrível. Não engole até hoje que o seu clube levou um baile do atual gestor de futebol palestrino Alexandre Mattos na contratação de Dudu em 2015. Quando cita o atacante e ídolo palmeirense, lembra um marido traído que implora a vagina da mulher que o despreza e se regozija nos braços de seu pior desafeto. Fiel ao seu complexo de inferioridade, não se conforma com outro sorriso que não seja ao de sua imagem e semelhança.

Expert da grama alheia, o poderoso chefão do time do povo, gagueja e se omite quando o assunto é o seu umbigo. Atitude típica de um leão desdentado, que rosna furioso por sua presa, mas que no fim tem que se contentar com uma macarronada vencida e azeda de anteontem.

Viva o campeão paulista de 2018 e sua gente, capaz de produzir figuras tão insignificantes e desprezíveis, que nos faz recordar eternamente quem sempre será o clube do Faz me Rir.

Na coletiva de imprensa do deputado nessa sexta-feira (27) lá em Itaquera, só faltou a trilha sonora de Reginaldo Rossi, uma dose de caninha cavalinho, uma foto dele ao lado de seu padrinho político na sede da Polícia Federal em Curitiba, apresentar o contra cheque da Arena de Itaquera e vestir um chapelão de touro, típico dos cornos mansos.

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FORZA VERDÃO!!!

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Dudu e mais 10

Creio que daqui a cinquenta anos, quando, talvez, eu não exista mais, continuando porém a existir o Palestra, o vezo que toma conta dos palestrinos a cada derrota, também continuará, sem esperanças de desaperecer.

Na hora do revez, o palestrino limita-se a criticar. Critica em primeiro lugar a diretoria, critica o campo, critica o juiz, critica os jogadores, critica a si mesmo. Moléstia sem cura!

Foi assim que o fundador do Palestra Itália, Vincenzo Ragognetti, definiu nas páginas da Revista Vida Esportiva Paulista, em 1941, o perfil dos palestrinos, a qual reproduzimos e nos identificamos em gênero, número e grau.

Afirmação oportuna e que pode ser repetida em diversos momentos de nossa história. Um espelho de nossa alma. Uma radiografia do nosso DNA alviverde. Uma fratura exposta do nosso jeito peculiar de entender as coisas do nosso querido Palmeiras. Sempre com uma passionalidade visceral.

No início do Palestra, em 1920, o alvo da torcida era o craque Ministro. Quando as coisas não iam bem, ele era o culpado. Depois que Ministro deixou o Palestra, o alvo passou a ser Heitor Marcelino. Cada vez que o maior artilheiro da história esmeraldina iria jogar contra o Paulistano, diziam que ele afinava. Não queria jogar. Fazia corpo mole.

Quando Heitor pendurou as chuteiras, o alvo foi o atacante Romeu Pelliciari. Cada derrota do clube alviverde, ele era tratado como pipoqueiro. Pelliciari foi embora e o alvo passou a ser o meia-atacante Lima. Diziam que nos Derbys ele não era de nada.

No final dos anos 70 foi a vez do nosso bode expiatório se chamar Jorge Mendonça. Baladeiro, cachaceiro, indolente era alguns dos rótulos colados na testa do craque palmeirense. Nos anos 80, o atacante Jorginho Putinatti era pé-frio. Nos anos 90, Edmundo era mercenário. Nos anos 2000, o meia Alex era sonolento. Chegou a vez de Dudu!

Com 46 gols em pouco mais de três anos o atacante e capitão palestrino é o atual vice-artilheiro do Palmeiras no século XXI, atrás apenas de Vagner Love, com 54 gols. Dois títulos de campeão nacional. Três vices-campeonatos. O jogador com maior número de assistências do elenco. Dois gols na final da Copa do Brasil em 2015. Artilheiro do time na temporada em 2015, com 16 gols. Vice-artilheiro da equipe no Brasileirão de 2016, com 6 gols, atrás apenas de Gabriel Jesus. Artilheiro do time no Brasileirão de 2017, com 9 gols marcados. Vice-artilheiro da equipe na temporada 2017, com 16 gols marcados. Maior artilheiro da história do estádio Palestra Itália, após a sua reforma em 2014, com 23 gols marcados.

Esse é o jogador que “não serve” para alguns setores da nossa torcida? Esse é o “ídolo de barro” para aqueles que adoram procurar um bode expiatório? Esse é o jogador que “afunda” o Verdão? Esse é o jogador que “desrrespeita” o torcedor ao não comemorar um gol que nos garante uma vitória? A quem interessa criar uma rota de colisão contra um dos principais jogadores do atual elenco?

Ironia a parte, uma miopia sem tamanho que se repete como um padrão de tempos em tempos, mas que cabe a todos nós escolhermos continuar presos a esse ciclo destrutivo, ou evoluir para um caminho mais iluminado.

Breve comparativo com jogadores chaves dos rivais e com período proporcional ao de Dudu no Palmeiras:

Corinthians

Rodriguinho chegou em 2013 no time do Parque São Jorge e só se firmou no elenco alvinegro em 2015. De lá para cá, disputou 160 jogos e marcou 33 gols nesse período.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2017, diante do São Paulo. Contra os três principais  rivais paulistas fez quatro gols no total. (Dois contra o São Paulo, dois contra o Palmeiras e nenhum contra o Santos).

É tratado como “Reidriguinho”.

Santos

Gabriel foi alçado a equipe profissional do Santos em 2013. Disputou 157 jogos e marcou 57 gols.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2014, diante do Corinthians. Contra os três principais  rivais paulistas fez 12 gols no total. (Seis contra o Palmeiras, três contra o Corinthians e três contra o São Paulo).

É tratado como “Gabigol”.

Palmeiras

Dudu chegou em 2015 no Palmeiras. Fez 184 jogos e marcou 46 gols.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2015, diante do Corinthians. Contra os três principais  rivais paulistas fez 7 gols no total. (Três contra o Santos, dois contra o Corinthians e dois contra o São Paulo).

Como iremos tratá-lo?

dudu

FORZA VERDÃO!!!

 

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