Esportes

Futebol e Basquete

As duas primeiras modalidades esportivas coletivas da história da Sociedade Esportiva Palmeiras foram, pela ordem, o Futebol e o Basquete. Essa tradição secular do alviverde é um orgulho para todos os palmeirenses que vibraram com inúmeras glórias e ídolos dentro dos gramados e dos ginásios.

Uma expressão do passado cantada pelos palestrinos nas vitórias simboliza essa simbiose : “É com o pé, é com a mão, o Palestra é o Campeão!”.

Essa ligação entre as modalidades fica ainda mais viva quando notamos que consagrados atletas do futebol jogaram partidas oficiais de basquete pelo alviverde, bem como craques das cestas também atuaram pelo esporte bretão palestrino.

Listamos esses casos únicos na vida esportiva esmeraldina:

Oscar Paolillo

Em 1925 atuou pela equipe de futebol do Segundo Quadro do Palestra Italia. Há relatos que também atuava como goleiro, mas é na linha, jogando no meio campo, que aparece os registros de sua participação na equipe esmeraldina naquela temporada.

Craque do basquete, Oscar é o primeiro ídolo nacional desse esporte. Responsável por disseminar a modalidade pelo interior paulista, principalmente, organizando excursões e levando as regras do jogo para as pessoas e praticantes.

Defendeu o Palestra, a seleção paulista e brasileira, conquistando títulos por onde passou. Conciliava a função de jogador e técnico da equipe, cargo esse que ocupou por 24 anos, com pequenos intervalos, até 1949. Um dos seus tantos recordes!

Continuou a servir o clube como o primeiro gerente de futebol da história do futebol brasileiro, ainda nos anos 50. É o funcionário mais antigo até hoje que se tem registro no Palmeiras, com mais de 60 anos de serviços prestados, vindo a falecer nos anos 90.

Renato Paolillo

Assim como seu irmão Oscar, Renato também defendeu a equipe de futebol do Segundo Quadro do Palestra Italia em 1925, atuando no meio campo.

Mas, certamente, sua passagem pelo clube alviverde foi justamente dentro de quadra, vestindo a camisa do basquete palestrino. Enquanto Oscar se encarregava de encestar, Renato era o responsável por guardar a cesta palestrina e evitar os ataques dos adversários.

Se dedicou a vida associativa do clube alviverde, sendo representante oficial da instituição em Federações e Confederações.

Heitor

Figura conhecida nos círculos esportivos por causa de suas qualidades como grande centroavante nos primeiros tempos do futebol paulista, Heitor participou da partida inaugural do basquete alvivede na função de “guarda” em 1924. Sua tarefa era bloquear o ataque adversário, muitas vezes com o uso da força, já que a dinâmica do basquete naquela época era totalmente diferente dos tempos atuais. Seu porte físico e estatura privilegiada – há informações da própria família que sua altura era por volta de 1,90 m – fizeram de Heitor um exímio jogador de defesa militando como cestobolista do Palestra.

Em 1928 participou da campanha do título paulista de basquete do alviverde. Esta equipe foi  batizada carinhosamente pela crônica esportiva como “Os Invencíveis”. Heitor, junto com os irmãos Paolillo – Renato e Oscar – foram os grandes ícones palestrinos que contribuíram para o basquete se tornar o segundo esporte mais popular do Estado de São Paulo e do país, naquela década.

Suas virtudes futebolísticas, são desnecessárias apresentações. Trata-se do maior artilheiro da história palestrina, clube que defendeu de 1916 a 1931, com títulos e glórias.

Nascimento

Um dos maiores goleiros do futebol brasileiro nos anos 20 e 30, Oscar Francisco Nascimento, também deixou sua marca no basquete alviverde. Incorporado a equipe em 1929, foi peça fundamental, ao lado de Heitor, Oscar e Renato para a conquista do bi-campeonato paulista de basquete, sendo pivô do quinteto esmeraldino até o ano de 1932.

Nesse mesmo período, atuando pelo futebol do Verdão conquistou três títulos paulistas e um Torneio Rio-São Paulo com a nossa camisa, mantendo a tradição de grandes goleiros de nossa história.

Vivaldo

Uma lenda do basquete esmeraldino nas décadas de 30 e 40, Vivaldo Biagioni estreou nas quadras e nos gramados no ano de 1935. No futebol palestrino, participou da equipe de Segundo Quadros que ficou com o título de Vice-Campeão Paulista em 35.

Nas quadras, entretanto, teve ainda mais sucesso, defendendo o basquete alviverde por 20 anos! Depois de encerrada a carreira de jogador, foi diretor das categorias de base do basquete do Palmeiras e conselheiro. Em 1949 Vivaldo Biagioni foi eleito o melhor esportista do ano pelo DEFE e recebeu título de benemerência da Federação Paulista de Basquete.

Foi Campeão Paulista e Campeão Estadual em 1935, entre outros torneios.

Índio

O goleiro Índio, reserva do lendário Oberdan Cattani na década de 40, também dividia seu tempo entre o campo e as quadras. Atuando como pivô, ele participou da equipe palestrina de basquete entre 1943 e 1946.

Ulysses de Almeida Pupo, seu verdadeiro nome, participou da campanha do título alviverde do Torneio de Preparação da FPB em 1943, derrotando o quinteto do São Paulo F.C. na final pelo placar de 41 a 34.

Eurides Gianinni, Vendrame e Arnaldo, entre outros craques, foram seus companheiros de equipe nas quadras.

Como goleiro do Verdão, fez seis partidas oficiais pela equipe principal em 1946, sendo o titular na campanha do título do Torneio Início do Campeonato Paulista daquela temporada. Pela equipe aspirantes, foi vice-campeão paulista em 1943.

heitor, renato e oscar1

Equipe palestrina anos 20. Da esquerda para a direita: Heitor Marcelino Domingues (segundo jogador), Oscar Paolillo (terceiro jogador) e Renato Paolillo (quinto jogador)

FORZA VERDÃO!!!

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Esportes

Futebol paulista paralisado

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu suspender, a partir de segunda-feira (16) por prazo indeterminado, as competições nacionais sob sua coordenação que estão em andamento: Copa do Brasil, Campeonatos Brasileiros Femininos A1 e A2, Campeonato Brasileiro Sub-17 e Copa do Brasil Sub-20.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) se reunirá na manhã de segunda-feira (16) com os clubes filiados das Séries A-1, A-2 e A-3 para deliberar medidas contra a expansão da COVID-19, popularmente conhecida como Coronavírus, e deve seguir os mesmos passos da entidade máxima do futebol brasileiro, paralisando temporariamente os campeonatos oficiais das três divisões bandeirante.

Relembre todos os casos na história do esporte bretão em São Paulo em que a principal competição estadual foi interrompida:

Gripe Espanhola 1918

Em 20 de outubro, uma hora antes de serem iniciadas as partidas da rodada do Campeonato Paulista de 1918, com os estádios tomados pelos torcedores, agentes sanitários ali chegaram para impedir a realização dos jogos, exigindo que não se formasse concentração de público, por causa da “Influenza Hespanhola”, que já se alastrava em solo brasileiro e paulista.

Por conta disso, houve interrupção por dois meses dos jogos oficiais, sendo retomada as partidas em dezembro daquele ano.

A APEA (Associação de Esportes Atléticos), à época ficou contrariada com as autoridades de saúde pelo fato de outras atividades consideradas de risco, como circos, teatros, cinemas, por exemplos, não terem a mesma fiscalização e determinação que foi estabelecida pelos agentes públicos.

De acordo com registros de 1918, em São Paulo viviam aproximadamente 410.872 pessoas, sendo que 152.657 adquiriram a gripe espanhola, dos quais foram registrados 2.756 óbitos. A prefeitura franqueou aos munícipes o serviço funerário para pessoas de baixa renda.

Clubes como o Palestra Italia abriram as suas sedes para que se transformassem em leitos de tratamento para os enfermos. No caso palestrino, foram abertas 30 vagas na antiga sala social do clube localizada na rua Líbero Badaró. Os atendimentos aconteceram com a anuência e apoio dos médicos da Cruz Vermelha Brasileira. Além disso o alviverde doou durante três meses para os órgãos de saúde a quantia de 500 mil réis mensais para outros custeios necessários.

O Palestra participou também da criação junto com empresários do setor privado de um grupo de apoio denominado “Comissão de Socorro Estado-Fanfulla” que tinha como objetivo abastecer os enfermos e suas famílias com alimentos e obtenção de ambulâncias para o tratamento em locais de difícil acesso e locomoção.

Houve um engajamento de toda população e vencido o mal, para não expor os atletas, na volta das atividades esportivas, a APEA determinou que os jogos teriam redução de dez minutos em sua duração, ou seja, disputando as partidas em dois tempos de 35 minutos, para preservar a saúde dos atletas até a normalização total da epidemia.

Revolução Tenentista 1924

O Campeonato Paulista de Futebol ficou suspenso por quase três meses na temporada de 1924 devido a convulsão social vivida em São Paulo motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de São Paulo e Minas Gerais.

A capital paulista foi duramente bombardeada e ocupada pelas forças legalistas. A confusão pelas ruas e os riscos que a população corria fez com que o futebol oficial fosse interrompido de 29 de junho a 17 de agosto.

Revolução Paulista 1932

O Campeonato Paulista de 1932 teve uma brusca parada por causa da Revolução Constitucionalista que se deflagrou no dia 9 de julho. O futebol na capital paulista ficou suspenso de julho a novembro e foi reestabelecido após as hostilidades cessarem.

Devido a essa interrupção, o Campeonato Paulista daquele ano, previsto inicialmente para dois turnos, teve somente o primeiro turno disputado. Os clubes, entre eles o Palestra Italia, colaboraram com o governo paulista, cedendo dependências de suas sedes para que ali se instalassem enfermarias, com campanhas de arrecadação e doação de taças e medalhas, alimentos enlatados, sabonetes, cigarros e outro utensílios para os combatentes.

Criou-se uma divisão do exército denominada como voluntários esportivos, vindos de 60 clubes da capital e interior, chegando a 1,4 mil homens. Os treinamento e manobras militares foram realizados no campo do São Paulo da Floresta, na Ponte Grande. Os atletas/soldados lutaram na cidade de Eleutério, na divisa com Minas, onde se concentravam os embates mais cerrados. Um segundo batalhão esportivo dirigiu-se à região da Mogiana, também na fronteira.

Jabaquarada 1952

O Jabaquara Atlético Clube da cidade de Santos foi declarado rebaixado no Campeonato Paulista de 1951. O time do litoral paulista inconformado com a decisão esportiva, pleiteou a sua permanência na divisão principal através de um recurso junto ao Conselho Nacional de Desportos (CND), órgão regulador e responsável por todo o esporte no país, naquela época.

Como a Federação Paulista de Futebol não havia registrado junto ao CND a Lei de Acesso e Descenso, estabelecida em 1948, e temendo que isso ameaçasse toda a estrutura do futebol paulista, com diversas ações na justiça por todo e qualquer clube, a entidade máxima bandeirante decidiu não rebaixar o Jabaquara e modificar a Lei do Acesso e Descenso, dentro das normas do CND.

Todo esse trâmite fez com que o Campeonato Paulista daquele ano ficasse suspenso durante todo primeiro semestre, iniciando a temporada de jogos apenas em agosto.

Liminar do Corinthians 1979

O então presidente da Federação Paulista de Futebol, Nabi Abi Chedid, visando um maior lucro na fase decisiva do Campeonato Paulista de 1979, ofereceu às emissoras de televisão o direito de transmissão direta de uma rodada dupla, mediante o pagamento da cota de seis milhões  de cruzeiros, uma fortuna para a época.

A rodada em questão marcava Palmeiras x Guarani na partida principal e Corinthians x Ponte Preta, na preliminar.

Vicente Matheus, presidente do Sport Club Corinthians Paulista, com muita artimanha, aproveitando a brecha de Nabi, informou não concordar com a atribuição de seu clube participar de uma rodada dupla e ainda por cima de uma preliminar do seu maior rival. Matheus entrou com recurso na Justiça Comum e obteve liminar paralisando o Campeonato por quase três meses, entre novembro de 1979 e janeiro de 1980.

gripe espannhola 1918

Encarte publicado em jornais para a prevenção contra a Gripe Espanhola de 1918 (Acervo Jota Roberto)

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Esportes

Forza Juve

O Juventus vive uma crise profunda dentro e fora de campo. Nos bastidores, o presidente Domingos Sanches é acusado de tentar burlar acordos contratuais com o objetivo de mascarar prejuízos ao órgão de fiscalização regido pelo Conselho Deliberativo, segundo matéria publicada pelo portal Gazeta Esportiva, no dia 7 de fevereiro. O mandatário pode sofrer um inédito impeachment na história do clube grená, por conta desse ato.

No futebol, o ambiente turbulento da política grená se reflete no desempenho risível que o time apresenta no Campeonato Paulista da Série A-2. Até o momento, o Moleque Travesso perdeu todos os seis jogos que disputou em campo (sendo quatro deles na Rua Javari), possui três pontos ganhos devido a um W.O. a seu favor contra o Rio Claro e ocupa a zona de rebaixamento do torneio.

A última vez que o clube sofreu quatro derrotas seguidas na Rua Javari foi entre setembro de 2012 e janeiro de 2013. Na ocasião, o time da Mooca perdeu para Palmeiras B e Grêmio Audax (Copa Paulista 2012), São Caetano (Amistoso) e Noroeste (Paulista A-2 2013).

Foi também nesse período que o Juventus obteve seis derrotas seguidas, igualando a marca negativa atual. Quatro pela Copa Paulista de 2012 (Palmeiras-B, São Bernardo, Grêmio Audax e Atlético Sorocaba), uma em jogo amistoso (São Caetano) e uma pelo Campeonato Paulista da Série A-2 (Noroeste).

Se analisarmos apenas o desempenho no Campeonato Paulista da Série A-2, as últimas duas vezes que o Juventus teve uma sequência superior ou igual a cinco derrotas consecutivas, o clube não conseguiu evitar o rebaixamento para a Série A-3.

Em 2009, foram cinco derrotas seguidas na competição (São Bento de Sorocaba, Rio Branco de Americana, Flamengo de Guarulhos, Rio Claro e São Bernardo). O Moleque Travesso acabou na décima sétima colocação e foi relegado para a Série A-3.

Em 2013, foram seis derrotas consecutivas (Portuguesa, Grêmio Osasco, Capivariano, Audax, Catanduvense e São Carlos). A equipe grená terminou na vigésima colocação e pela segunda vez nesse novo século teve que disputar a terceira divisão.

O momento atual é delicadíssimo. O time não apresenta poder de reação com a bola nos pés e seus mandatários se vêem envolvidos num dos maiores escândalos da vida juventina. A iminência de mais um rebaixamento para o penúltimo escalão do futebol paulista é cada vez mais tangível.

No século XXI, o Moleque Travesso esteve na elite da divisão estadual em apenas seis ocasiões. A cada ano o clube se afunda ainda mais nas divisões inferiores. Já se passaram uma década de sua última participação entre os principais clubes do Estado.

Venda da Javari, times obscuros, gestões turbulentas, política efervescente, falta de renovação dos quadros dirigentes, má influência de empresários, fim do departamento de futebol profissional são assuntos recorrentes e que só empobrecem a cada dia a reputação e tradição histórica que os juventinos levaram décadas para construir com muito suor e trabalho.

Aos que amam a camisa avinhada, passou da hora de exigir o respeito e o tratamento devido que esse grande clube merece. A Mooca precisa se levantar e acordar desse sono profundo que tomou conta do nosso querido Clube Atlético Juventus.

É inaceitável vê-lo definhar a passos largos de braços cruzados. Não somos apenas um clube de canolli e de pão com mortadela. Nascemos e nos fizemos grandes pelas proezas e feitos no futebol. O jogo de bola é que possibilitou aos juventinos possuir e edificar um dos maiores clubes sociais da América Latina. Foram 11 camisas avinhadas e alguns abnegados que projetaram tudo aquilo que ainda nos resta e orgulhamos.

Basta de tanto desamor para com uma das nossas maiores paixões! Há inúmeros juventinos de bem, que hoje estão tristes e envergonhados pelo ponto em que chegamos.

Há tempo de reagir e dar a volta por cima! A história da comunidade italiana (predominantemente) que construiu o bairro da Mooca e sangrou nas suas indústrias é de luta! Ela não medirá esforços para reconduzir um de seus filhos mais pródigos para um caminho mais abençoado e glorioso.

juveFORZA JUVE!!!

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Esportes, Italianidade

Azzurra Nera

O futebol italiano registrou na noite dessa segunda-feira (13) a sua maior tragédia em toda a história gloriosa do calcio peninsular. Em pleno estádio San Siro (Giuseppe Meazza) em Milão, com cerca de 70 mil pessoas, a Itália não foi capaz de sequer marcar um mísero gol diante da Suécia, em partida de volta válida pela repescagem da Copa do Mundo 2018 e viu suas pretensões de disputar a competição na Rússia se pulverizar.

Um drama anunciado. Dentro e fora de campo, a Azzurra definha. Os grandes craques inexistem. Faltam lideranças. A renovação de valores é aquém do esperado. Uma safra de jovens atletas que se mostraram incapazes de suportar o peso e a tradição de uma das camisas mais importantes do esporte bretão. Um comportamento tático covarde e ultrapassado. Um futebol doméstico recheado de estrangeiros e numa posição de segundo escalão no plano europeu. Categorias de base e formativas com poucos italianos.

Ainda mais triste foi ver a imagem de velhos ídolos como De Rossi e Buffon, campeões mundiais em 2006, terem um fim de carreira com a camisa nacional tão melancólico.

Desde 1958, uma catástrofe como essa não havia registro, quando o futebol italiano caiu perante a Irlanda do Norte, em Belfast, com Ghiggia e Schiaffino (ítalos-uruguaios que oito anos antes ganharam o mundial com o Uruguai diante do Brasil em pleno no Maracanã), endossando a camisa “tricolore”.

Ressurgir se faz imperativo. Olhar para o trabalho de base é uma das primeiras iniciativas. A Itália é a maior campeã européia sub-21 com cinco títulos (1992, 1994, 1996, 2000 e 2004), produzindo nessas disputas atletas como Chiellini, Nesta, Pirlo, Totti, entre tantos outros. Não obstante, em 2006, a Azzurra conquistou a Copa do Mundo, após 24 anos de jejum.

Em 2019, a Itália será o país-sede do próximo campeonato europeu sub-21. Será essa a geração de valores que poderão dar outro rumo e perspectiva para uma nova Itália. Que se plante hoje o que iremos colher no futuro. A história italiana não se resume a esse pesadelo que assistimos diante da Suécia.

Sem a Itália, a Copa do Mundo da Rússia fica um pouco menor.

Ao Risorgimento, Azzurra!

Te voglio bene assai >>> 

https://www.youtube.com/watch?v=84OOTHBuvqM 

Soccer - 2006 FIFA World Cup Germany - Final - Italy v France - Olympiastadion - Berlin

AVANTI ITÁLIA!!!

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Esportes

Pupilos de Jesus

Se o time de futebol principal da Sociedade Esportiva Palmeiras deixou a desejar e frustrou  os torcedores alviverdes nessa temporada, a categoria de base está nos enchendo de orgulho!

Os garotos palmeirenses fazem uma temporada das mais gloriosas na história do clube esmeraldino. Sob a coordenação geral de João Paulo Sampaio, que ingressou no clube em 2015, e direção de Marcelo Dedeschi Teixeira, palestrino dos mais ativos e apaixonados na instituição, o Verdão evolui a passos largos, dentro e fora de campo.

Os resultados alcançados falam por si só. Inúmeros atletas em seleção brasileira, projeção internacional, títulos, formação de atletas, mas acima de tudo, preparando todos para a vida além do futebol. Exemplo de trabalho bem feito, em sintonia com as tradições alviverdes.

Profissionalismo sem perder a essência e referências que sempre nortearam o Palmeiras. O cantar do hino pelos garotos, a emoção e brilho no olhar de cada um, o comprometimento com os valores alviverdes, a defesa incansável das nossas cores. Tudo isso salvaguarda a chama palestrina sempre acesa, projetando um futuro promissor e mostrando para nossa apaixonada coletividade que o caminho e os exemplos a serem seguidos estão dentro da nossa casa.

Em 2017, além de bons e talentosos valores em todas as categorias, o clube é protagonista nas principais disputas. Vejamos:

Sub-11

Campeonato Paulista: 22 jogos, 21 vitórias, 1 empate, 111 gols marcados, 6 gols contra.

Finalista da competição. Enfrenta o Santos Futebol Clube na decisão.

Destaque: Luighi Hanri – 18 gols marcados. Artilheiro geral do torneio.

Títulos conquistados esse ano: Copa Bellmare no Japão

Sub-13

Campeonato Paulista: 22 jogos, 17 vitórias, 4 empates, 1 derrota, 64 gols marcados, 11 gols contra.

Finalista da competição. Enfrenta o Sport Club Corinthians Paulista na decisão.

Destaque: Marcos Eduardo – 16 gols marcados. Artilheiro da equipe no torneio.

Títulos conquistados esse ano: Copa Ouro, Copa Cidade Verde e Copa Cidade de São Ludgero.

Sub-15

Campeonato Paulista: 30 jogos, 27 vitórias, 1 empate, 2 derrotas, 121 gols marcados, 12 gols contra.

Finalista da competição. Enfrenta o São Paulo Futebol Clube na decisão.

Destaque: Gabriel Silva – 27 gols marcados. Artilheiro geral do torneio.

Títulos conquistados esse ano: Copa Nike Premier e Torneio Brasil-Japão.

Sub-17

Campeonato Paulista: 30 jogos, 24 vitórias, 2 empates, 4 derrotas, 108 gols marcados, 20 gols contra.

Finalista da competição. Enfrenta a Ponte Preta na decisão.

Destaque: Diego – 19 gols marcados. Artilheiro da equipe no torneio.

Títulos conquistados esse ano: Scopigno Cup na Itália.

*** Semifinalista da Copa do Brasil. Decide a vaga para a final contra o Flamengo-RJ na próxima quinta-feira (16), no Rio de Janeiro. Na partida de ida  goleou pelo placar de 4 a1 o seu rival.

Sub-20

Campeonato Paulista: 27 jogos, 21 vitórias, 4 empates, 2 derrotas, 72 gols marcados, 18 gols contra.

Semifinalista da competição. Enfrenta o Grêmio Novorizontino na partida de volta.

Destaque: Léo Passos – 14 gols marcados. Artilheiro da equipe no torneio.

Títulos conquistados esse ano: Torneio de Bellinzona na Suíça.

Finais do Paulista

Sub-11: Palmeiras x Santos F.C.

Sub-13: Palmeiras x S.C. Corinthians Paulista

Sub-15: Palmeiras x São Paulo F.C.

Sub-17: Palmeiras x Ponte Preta

*** Sub-20 disputando a fase semifinal. Venceu a partida de ida contra o Grêmio Novorizontino pelo placar de 2 a 0, fora de casa. Decide a vaga em casa na próxima sexta-feira (17), na Arena Barueri, com a vantagem de jogar por dois resultados a favor.

Na história

Apenas em duas ocasiões na história do Palmeiras todas as categorias de base do clube chegaram a decisão de suas respectivas disputas num mesmo ano, em competições promovidas pela Federação Paulista de Futebol.

Em 1959, o Verdão chegou a final no sub-15 (campeão), sub-17 (vice-campeão), aspirantes (campeão) e extra-amador (campeão).

Em 1977, o Palmeiras repetiu o feito ao chegar em todas as finais das competições de base vigentes: sub-15 (vice-campeão), sub-17 (vice-campeão) e sub-20 (campeão).

Em toda a história do Campeonato Paulista das categorias de base, desde que foi introduziu em 1972 a disputa das três categorias (sub-15, sub-17 e sub-20), apenas uma vez uma equipe ganhou todos os títulos das suas respectivas categorias num mesmo ano. Ocorreu em 1995, quando o São Paulo Futebol Clube alcançou esse feito, jamais repetido.

A partir de 2008, quando a Federação Paulista de Futebol introduziu as cinco categorias (sub-11, sub-13, sub-15, sub-17), apenas o Santos Futebol Clube em 2015 chegou em todas as finais num mesmo ano. Entretanto, nenhuma agremiação jamais conquistou mais que três títulos num único ano.

Clube Formador

A oralidade por vezes reproduz um discurso que não condiz com a realidade. Uma das principais miopias no universo do futebol é de que “a base do Palmeiras não revela ninguém”.

Para não cansar o leitor com uma lista extensa, apresento apenas alguns exemplos:

Atletas formados no Palmeiras que disputaram Copas do Mundo

Filó (jogou pela Seleção da Italia) – 1930
Romeu Pelliciari – 1938
Dino Sani – 1958
Mazzola – 1958
Alfredo Mostarda – 1974
Pedrinho Vicençote – 1982
Zetti – 1994
Marcos – 2002
Roque Júnior – 2002

Atletas que chegaram a seleção brasileira formados no Palmeiras (além dos citados acima)

David Braz, Diego Cavalieri, Vagner Love, Elias, Bruno Cesar, Ilsinho, Glauber, Amaral, Velloso, Zetti, Edu Manga, Canhotinho, Gino Orlando, Lima, Oberdan Cattani, Begliomini, Junqueira, Waldemar Fiume, Ministrinho, Gogliardo, Serafini, entre outros.

Atletas na Série A do Campeonato Brasileiro em 2017 formados no Palmeiras

Pedro Geromel (Grêmio), David Braz (Santos), Rafael Vaz (Flamengo), Diego Cavalieri (Fluminense), Marquinho (Fluminense), Victor Luis (Botafogo), Lucas Rocha (Vasco da Gama), Thiago Martins (Bahia), Matheus Salles (Bahia), Elias (Atlético-MG), Roger Bernardo (Atlético-MG), Anselmo (Sport Recife), Nikão (Atlético-PR), João Pedro (Chapecoense), Nadson (Chapecoense).

Jóia da Coroa

A maior de todas as recentes revelações das categorias de base da Sociedade Esportiva Palmeiras brilha atualmente com a camisa do Manchester City, na Inglaterra, e da seleção braslieira. Trata-se de Gabriel Jesus.

Exemplo para todos os jovens palestrinos – e não palmeirenses também -, o atacante formado no Verdão foi protagonista do título brasileiro conquistado em 2016 e agora tem a missão de conduzir o seu novo clube aos principais troféus ingleses e europeus, assim como dar ao povo brasileiro mais uma (ou algumas) Copa do Mundo.

Jesus deixou um legado no Palmeiras. Seu futebol, conduta e cárater iluminam e inspiram futuros craques no seio alviverde. Que os frutos dessa colheita sejam ainda mais férteis e projete no Palmeiras outras jóias raras, assim como ocorreu com nosso eterno menino das Alamedas Gabriel.

jesus

FORZA VERDÃO!!!

 

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Esportes, Italianidade

Rumo à Copa

A seleção italiana entra em campo nessa sexta-feira (10) pela partida de ida contra a Suécia válida pela repescagem das Eliminatórias da  Copa do Mundo de 2018, às 17h45 (horário de Brasília), em Estolcomo, na Suécia.

A ausência do atacante sueco Ibrahimovic é um alento para as pretensões italianas rumo à Rússia. Os ítalo-brasileiros Jorginho, que atua pelo Napoli, e Eder, que joga pela Internazionale, estão entre os 27 convocados para essa partida pelo técnico Gianpiero Ventura.

Confira a relação dos atletas que tem a missão de conduzir a Itália ao Mundial:

Buffon, Donnarumma, Perin, Astori, Barzagli, Bonnucci, Chiellini, D’Ambrosio, Darmian, Rugani, Spinazzola, Zappacosta, Bernardeschi, Candreva, De Rossi, El Shaarawy, Florenzi, Gagliardini, Insigne, Jorginho, Parolo, Verratti, Belotti, Eder, Gabbiadini, Immobile e Zaza.

Na primeira fase, os italianos ficaram em segundo lugar no Grupo G, tendo a Espanha como líder alcançado a vaga direta ao Mundial, com cinco pontos a mais que a Azzurra. Já os suecos ficaram na vice-liderança do Grupo A, atrás da seleção francesa e eliminando a tradicional Holanda.

Na história dos confrontos diretos entre Itália e Suécia, os números apontam: 23 jogos, 11 vitórias italianas, seis empates, seis vitórias suecas. A Itália anotou 28 gols e a Suécia 24 tentos.

Em Estocolmo, palco da partida, a Itália conquistou apenas uma vitória contra o seu rival e tenta quebrar um tabu de 105 anos. O único triunfo ocorreu no longíquo ano de 1912, quando os italianos comandados pelo mítico Vittorio Pozzo venceram por 1 a 0, gol marcado por Franco Bontadini, em jogo válido pelas eliminatórias olímpicas. De lá para cá, houveram mais quatro jogos na capital sueca, com duas vitórias a favor dos locais e dois empates.

Por outro lado, a Suécia não vence a Itália desde 1998, quando superou os peninsulares em jogo amistoso em Gotemburgo pelo placar de 1 a 0. Desse jogo até os dias atuais, foram cinco partidas, com quatro vitórias italianas e um empate.

Uma da mais importantes seleções de futebol do mundo, a Azzurra disputou seis finais de Copa do Mundo e sagrou-se vencedora em quatro oportunidades (1934, 1938, 1982 e 2006). Apenas duas vezes os italianos não participaram do Mundial de seleções (1930 e 1958).

Itália e Suécia voltam a jogar na segunda-feira (13), às 17h45, em Milão.

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AVANTI AZZURRA!!!

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Elenco alviverde

Chegada a reta final da temporada, cabe uma breve análise do elenco de futebol profissional da Sociedade Esportiva Palmeiras, decantado no início desse ano como “o melhor do Brasil”, mas que na prática demonstrou desequilíbrio nos momentos decisivos e frustrou as expectativas da apaixonada torcida esmeraldina, sem ao menos sequer chegar a uma decisão e figurar como protagonista nas competições que participou.

Goleiros

Fernando Prass (55 jogos, 59 gols sofridos, 17 jogos sem sofrer gols). Aos 39 anos, viveu uma temporada irregular.

Jailson (9 jogos, 8 gols sofridos, 3 jogos sem sofrer gols). Aos 36 anos, sofreu uma grave lesão.

Vinicius Silvestre (23 anos) e Daniel Fuzato (20 anos) não tiveram oportunidades de atuar nessa temporada.

Zagueiros

Antonio Carlos (8 jogos). Aos 24 anos, nas chances que teve se mostrou inseguro e abaixo da média.

Edu Dracena (44 jogos). Aos 36 anos, assumiu a condição de titular durante a temporada.

Juninho (21 jogos). Aos 22 anos, marcou um gol contra a favor do Cruzeiro que lhe custou a retirada da equipe titular.

Luan (17 jogos, 1 expulsão). Aos 24 anos, não demonstrou ainda o bom futebol que apresentava no Vasco da Gama e Seleção Brasileira.

Mina (31 jogos, 5 gols marcados). Aos 23 anos, lesões e seleção colombiana fizeram com que ele não tivesse uma maior sequência na temporada.

Laterais

Egidio (35 jogos, 1 gol marcado). Aos 31 anos, chegou a ser barrado pelo técnico Cuca, após perda do pênalti decisivo na Copa Libertadores. Demonstra uma grande fragilidade defensiva e técnica.

Fabiano (19 jogos, 1 gol marcado). Aos 25 anos, nunca se firmou e manteve uma regularidade.

Mayke (23 jogos, 1 gol marcado). Aos 24 anos, por falta de opção assumiu a titularidade.

Zé Roberto (33 jogos, 1 gol marcado). Aos 43 anos, foi um reserva de luxo.

Meio-campistas

Jean (38 jogos, 4 gols marcados). Aos 31 anos, não se fixou nem na lateral e nem no meio campo.

Guerra (35 jogos, 7 gols marcados). Aos 32 anos, utilizado com pouco frequência e na maior parte vindo do banco de reservas, sofreu com lesões.

Arouca (2 jogos). Aos 31 anos, praticamente não atuou nessa temporada devido grave lesão.

Bruno Henrique (16 jogos, 2 gols marcados). Aos 28 anos, assumiu a titularidade logo que foi contratado.

Felipe Melo (29 jogos, 2 gols marcados). Aos 34 anos, é mais ativo nas redes sociais e em confusões, que dentro do campo. Muito ego. Pouca bola.

Hyoran (5 jogos, 1 gol marcado). Aos 24 anos, teve poucas chances de atuar. Na maioria vindo do banco de reservas.

Michel Bastos (34 jogos, 2 gols marcados). Aos 34 anos, pouco produziu na lateral ou no meio campo.

Moisés (16 jogos, 4 gols marcados). Aos 29 anos, perdeu grande parte do ano por uma grave lesão. É o termômetro do meio campo alviverde.

Raphael Veiga (22 jogos, 2 gols marcados). Aos 22 anos, sempre utilizado como opção vinda do banco de reservas.

Tchê Tchê (49 jogos, 2 gols marcados, 1 expulsão). Aos 25 anos, caiu de produção drasticamente, se comparado ao ano anterior.

Thiago Santos (39 jogos, 1 gol marcado). Aos 28 anos, apesar de ser opção no banco de reservas, sempre que esteve em campo deu conta do recado com seu forte poder de marcação.

Atacantes

Borja (41 jogos, 10 gols marcados). Aos 24 anos, teve problemas de adaptação para se firmar como o homem-gol que a torcida sonha.

Deyverson (16 jogos, 3 gols marcados, 1 expulsão). Aos 26 anos, veio no meio do ano para ser uma opção no setor. Não se firmou.

Dudu (47 jogos, 13 gols marcados, 1 expulsão). Aos 25 anos, é o titular e o capitão da equipe. Por vezes questionado para assumir um maior protagonismo nos momentos decisivos.

Erik (15 jogos). Aos 23 anos, surgiu como promessa mas perdeu espaço e não demonstra reação para reconquistá-lo.

Keno (48 jogos, 8 gols marcados). Aos 28 anos, ganhou a titularidade na reta final da temporada.

Roger Guedes (50 jogos, 8 gols marcados, 1 expulsão). Aos 21 anos, começou o ano como titular e agora é apenas uma opção.

Willian (49 jogos, 17 gols marcados, 1 expulsão). Aos 30 anos, chegou para ser uma opção no setor e se tornou o principal atacante da equipe.

Atletas que voltam de empréstimo:

Goleiro

Vagner (Guarani)

Laterais

João Pedro (Chapecoense)
Lucas (Fluminense)
Taylor (Paysandu)
Mateus Muller (Vila Nova-GO)
Victor Luis (Botafogo)

Zagueiros

Leandro Almeida (Figueirense)
Thiago Martins (Bahia)
*** Tobio (Rosario-ARG) e Nathan (Servette-SUI) emprestados até junho/2018

Volantes

Matheus Sales (Bahia)
Bruninho (Juventude)
Daniel (Bragantino)
Renato (Paysandu)

Meias

Allione (Bahia)
Juninho (Guarani)
Patrick Vieira (Londrina)

*** Vitinho (Barcelona-ESP) emprestado até junho/2018

Atacantes

Leandro (Kashima Antlers-JAP)
Artur (Londrina)
Gabriel Leite (Guarani)
Kaue (Oeste)
Mouche (Olimpia-PAR)
Rodolfo (Portuguesa)

*** Gabriel Barbosa (SPAL-ITA) emprestado até junho/2018

Atletas que terminam contrato com o Palmeiras após o empréstimo:

Bruno Oliveira (Bragantino), Léo Cunha (Potiguar), Gabriel Dias (Paraná Clube), Luiz Gustavo (Oeste), Amaral (Chapecoense), Robinho (Cruzeiro), Alecsandro (Coritiba), Luan (América-MG), Vinícius (Adanaspor-Turquia)

Esse é o cenário que teremos para o próximo ano no departamento de futebol profissional da Sociedade Esportiva Palmeiras. Além dos atletas do atual elenco e os que voltam de empréstimo, ainda teremos as possíveis contratações e alguns atletas da categoria de base que deverão ser incorporados para as disputas da Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil, Paulista e alguns prováveis torneios amistosos.

Apenas por suposição, não levando em conta questões contratuais, creio que essas seriam as mudanças a serem efetuadas para 2018:

Reintegração dos Emprestados (3)
Thiago Martins, Victor Luis, João Pedro

Promoções (2)
Pedro (zagueiro sub-20) e Fernando (atacante sub-20)

Negociáveis (11)
Mina (possivelmente irá para o Barcelona), Antonio Carlos, Egidio, Fabiano, Mayke, Zé Roberto (irá se aposentar), Jean, Arouca, Michel Bastos, Felipe Melo, Deyverson e Erik.

Contratações (5)
Dois laterais (um para cada lado), dois jogadores de meio campo (um de criação e outro com característica defensiva) e um atacante.

*** Números de jogos e gols atualizados até o dia 07/11/2017

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FORZA VERDÃO!!!

 

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Esportes

Arquibancada ou Camarote

Você prefere os camarotes ou as arquibancadas? Foi a pergunta da educada e atenciosa guia de uma belíssima arena multiuso ultra moderna padrão FIFA aos visitantes, ao fim de sua apresentação.

Espontaneamente, um garoto de cerca de 12 anos, é afirmativo: ARQUIBANCADAS! O grupo formado por 30 pessoas começa a rir. Uns por incompreensão. Outros por concordância. Afinal, o que um menino de pouca idade pode saber o que é melhor?

Estrangeirismos. Bussiness. Gourmets. Números grande eloquentes. Tecnologia. Vanguarda. Facilidades. Conforto. Gigantismo. Nada disso atraiu a atenção do garoto. Ficou entendiado. Murcho. Sem reagir.

Ao chegar no andar mais alto da nova arena, ele observa tudo com atenção e questiona:  Onde fica a torcida com as bandeiras?

A guia aponta o local. O olhar fica fixo. Se perde no tempo. Buscando algo no vazio das arquibancadas com cadeiras demarcadas. Cadê a festa?

Segue a visitação. Anfiteatros. Salas de reuniões. Recursos recicláveis. Espaços privativos.
Eis que surge a taça de uma conquista histórica do clube. O sorriso do garoto se abre. Olha para o seu pai com encanto. É o primeiro vínculo que o conecta a sua paixão clubística. A mágica não dura muito. Para ter uma foto com o troféu há um custo. A mesada já tinha sido utilizada na compra do ingresso da partida do seu clube de coração. Uma frustração. Tempos modernos. Grana curta. Preços proibitivos.

Mas isso não era motivo para desaminar ou diminuir o seu sentimento. Pelo contrário. O grupo desce em direção aos vestiários dos jogadores. O garoto é o primeiro a rolar no gramado sintético que reveste o piso do local. Num giro de 360 graus ele vê estampado nas paredes os trechos marcantes da história do seu clube passar diante de si. Craques. Momentos. Frases. Referências. Alma.

Tira fotos ao lado do armário de seus ídolos atuais. Começa um vídeo dos grandes feitos do clube. Observa com total atenção. Ele vibra. Não viveu in loco quase nenhum deles. Mas chora. Se emociona. Beija o escudo. Comemora o gol do videotape com a mesma intensidade de um feito inédito. Como se estivesse lá.

Completamente em êxtase, chega o grande momento da visita. Ele sobe ao gramado, imitando o gesto de seus heróis. Faz o sinal da cruz. Coloca o pé direito em primeiro lugar para dar sorte. Repete o mesmo ritual que ele assiste nos jogos. Vê de perto o gigantismo do campo. Se ajoelha. Grita um gol solitário. Todos riem. O garoto está feliz.

Vestido com o manto sagrado do seu clube (não o orginal, mas um genérico bem acabado), ele mantém viva a chama e a poesia do jogo, com sua pureza e ingenuidade juvenis.
arenapalestra

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Esportes

Quer ser campeão no Palmeiras?

Foi assim com essa frase que Alexandre Mattos, atual diretor de futebol do Palmeiras, cativou os  atletas contratados no início da temporada. Uma ambição justa e válida. Afinal, quem veste essa camisa alviverde tem sempre que ter em mente títulos, vitórias e conquistas.

Entretanto a pergunta se esvazia na medida que o departamento de futebol profissional demonstra fragilidades conceituais para que a resposta seja materializada na prática.

Tudo o que foi plantado em janeiro se destruiu em março. Pré-temporada perdida. Resultados abaixo do esperado. Time sem padrão de jogo. Preparação física questionavel. Contratações equivocadas. Departamento médico lotado. Insegurança da torcida. Demissão de técnico.

Ao meu ver, a falta de um conceito claro na condução do futebol alviverde é a causa principal para que o ambiente seja sempre instável e propício para tais oscilações. Todo o resto é consequência. Recomeçar com o bonde andando parece ser uma tendência do Palmeiras nos últimos anos.

A história mostra que os times campeões e de sucesso são aqueles mais estáveis em todos os setores. E nesse sentido não temos acompanhado o que ela nos ensina como legado. Pelo contrário.

Entendo que a escolha de um nome para comandar o time no restante da temporada é secundária. O que de fato merece atenção é o perfil de comando que precisamos para alcançar nossos objetivos.

Que tipo de elenco temos em mãos? Qual o perfil desses atletas? Eles podem nos dar o que esperamos nas competições que disputaremos? Que estilo de futebol adotaremos? Quais necessidades precisamos ainda suprir para termos uma equipe mais coesa?

São algumas das questões que me tocam, antes mesmo de pensar num nome ideal para ser o novo técnico palestrino.

Pegando as últimas duas trocas de comando, temos, em síntese, o seguinte cenário:

Oswaldo Oliveira era um treinador adepto ao toque de bola. Gostava da cadencia e da posse de bola. Montou um elenco com esse perfil. Foi questionado por isso. Perdeu o Paulistão e foi demitido.

Marcelo Oliveira chegou. Sempre foi um treinador adepto ao jogo de transição e contra-ataque. O oposto de Oswaldo. Sempre teve dificuldades em propor o jogo nos times que comandou. Pegou um elenco com perfil mais cadenciado montado pelo seu antecessor.  Foi questionado por não conseguir ter um time com toque de bola. Venceu a Copa do Brasil. E três meses depois foi demitido por não conseguir “evoluir” com jogadores aos quais ele mesmo entendia serem adequados para o sucesso do seu estilo de jogo.

Vejam, em menos de um ano, o futebol do Palmeiras mudou duas vezes de conceito e proposta de jogo. Oswaldo foi questionado porque seu time cadenciava o jogo. Marcelo foi questionado porque seu time não cadenciava o jogo. Um antagonismo. Uma confusão. Uma bagunça. Uma falta de identidade.

Afinal, o que a instituição Palmeiras quer do seu departamento de futebol? Até quando vamos viver de personalismo? Quando teremos uma proposta de jogo realmente clara, a qual represente nossas tradições esportivas? Quando teremos uma regularidade?

Quer ser campeão no Palmeiras? Sim. Óbvio. É o que mais queremos! Essa deve ser a resposta do novo técnico quando Mattos ligar para ele oferecendo o cargo com a dita indagação.

Mas para responder essa simples pergunta com a assertiva que desejamos, espero que o novo comandante responda a tantas outras questões que passam ao largo até mesmo da reflexão das nossas atuais lideranças!

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FORZA VERDÃO!!!

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Esportes

Mundo Verde

No último dia 20 de setembro a Sociedade Esportiva Palmeiras sagrou-se bi-campeão mundial de futebol de mesa. O feito máximo da modaldade foi conquistado pelo botonista Jefferson do Amaral Genta.

O Mundial aconteceu em Debrecen, na Hungria e contou com atletas do Brasil, Hungria, Romênia, Servia, Croácia, Polônia e Japão.

Jefferson entra para o seleto rol dos campeões mundiais na vida palmeirense, escrevendo o seu nome com letras douradas entre os heróis palestrinos que colocaram o pavilhão alviverde no lugar mais alto de sua modalidade.

São conquistas como essa que renovam a tradição e vocação olímpica da coletividade palestrina e que nos enchem de orgulho e brilho.

Ver o Verdão ser reverenciado no topo do mundo, em qualquer modalidade em que atue, é de um gigantismo incalculável e privilégio singular para seletos esportistas predestinados a dignificar a camisa alviverde.

Nos mais de 101 anos de atividades esportivas, a Sociedade Esportiva Palmeiras se orgulha em ostentar os seguintes títulos mundiais em sua gloriosa história:

Por equipes

– Futebol Profissional: 1951

– Futebol de Salão Adulto Masculino: 1981

– Ginástica Aeróbica: 2001
(Provas de trio e grupo na categoria juvenil no Mundial ANAC)

– Futebol Society Adulto Masculino: 2010

Individuais

– Tênis de Mesa: 1958
(individual – Ubiraci Rodrigues da Costa – Biriba)

– Ginástica Aeróbica: 2000 e 2001
(individual – Juliana Rocha – Bi-campeã Mundial ANAC na categoria juvenil, prova individual feminino)

– Patinação Artística: 2008, 2009 e 2010
(individual – Gustavo Casado)

– Futebol de Mesa: 2009 e 2015
(individual – Marcus Paulo Zuccato (Quinho) – em 2009) (individual – Jefferson do Amaral Genta – em 2015)

– Judô: 2011
(individual – Fernanda Pellegrini – classe máster  feminino – categoria 78kg)

mundial_futebol biriba futsal 1981

Da esquerda para direita: Campeão Mundial de Futebol em 1951; Biriba Campeão Mundial de Tênis de Mesa em 1958; Campeão Mundial de Futsal em 1981

VIVA A SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS!

SALVE OS NOSSOS GRANDES CAMPEÕES MUNDIAIS! 

periquito

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