Esportes

Dudu e mais 10

Creio que daqui a cinquenta anos, quando, talvez, eu não exista mais, continuando porém a existir o Palestra, o vezo que toma conta dos palestrinos a cada derrota, também continuará, sem esperanças de desaperecer.

Na hora do revez, o palestrino limita-se a criticar. Critica em primeiro lugar a diretoria, critica o campo, critica o juiz, critica os jogadores, critica a si mesmo. Moléstia sem cura!

Foi assim que o fundador do Palestra Itália, Vincenzo Ragognetti, definiu nas páginas da Revista Vida Esportiva Paulista, em 1941, o perfil dos palestrinos, a qual reproduzimos e nos identificamos em gênero, número e grau.

Afirmação oportuna e que pode ser repetida em diversos momentos de nossa história. Um espelho de nossa alma. Uma radiografia do nosso DNA alviverde. Uma fratura exposta do nosso jeito peculiar de entender as coisas do nosso querido Palmeiras. Sempre com uma passionalidade visceral.

No início do Palestra, em 1920, o alvo da torcida era o craque Ministro. Quando as coisas não iam bem, ele era o culpado. Depois que Ministro deixou o Palestra, o alvo passou a ser Heitor Marcelino. Cada vez que o maior artilheiro da história esmeraldina iria jogar contra o Paulistano, diziam que ele afinava. Não queria jogar. Fazia corpo mole.

Quando Heitor pendurou as chuteiras, o alvo foi o atacante Romeu Pelliciari. Cada derrota do clube alviverde, ele era tratado como pipoqueiro. Pelliciari foi embora e o alvo passou a ser o meia-atacante Lima. Diziam que nos Derbys ele não era de nada.

No final dos anos 70 foi a vez do nosso bode expiatório se chamar Jorge Mendonça. Baladeiro, cachaceiro, indolente era alguns dos rótulos colados na testa do craque palmeirense. Nos anos 80, o atacante Jorginho Putinatti era pé-frio. Nos anos 90, Edmundo era mercenário. Nos anos 2000, o meia Alex era sonolento. Chegou a vez de Dudu!

Com 46 gols em pouco mais de três anos o atacante e capitão palestrino é o atual vice-artilheiro do Palmeiras no século XXI, atrás apenas de Vagner Love, com 54 gols. Dois títulos de campeão nacional. Três vices-campeonatos. O jogador com maior número de assistências do elenco. Dois gols na final da Copa do Brasil em 2015. Artilheiro do time na temporada em 2015, com 16 gols. Vice-artilheiro da equipe no Brasileirão de 2016, com 6 gols, atrás apenas de Gabriel Jesus. Artilheiro do time no Brasileirão de 2017, com 9 gols marcados. Vice-artilheiro da equipe na temporada 2017, com 16 gols marcados. Maior artilheiro da história do estádio Palestra Itália, após a sua reforma em 2014, com 23 gols marcados.

Esse é o jogador que “não serve” para alguns setores da nossa torcida? Esse é o “ídolo de barro” para aqueles que adoram procurar um bode expiatório? Esse é o jogador que “afunda” o Verdão? Esse é o jogador que “desrrespeita” o torcedor ao não comemorar um gol que nos garante uma vitória? A quem interessa criar uma rota de colisão contra um dos principais jogadores do atual elenco?

Ironia a parte, uma miopia sem tamanho que se repete como um padrão de tempos em tempos, mas que cabe a todos nós escolhermos continuar presos a esse ciclo destrutivo, ou evoluir para um caminho mais iluminado.

Breve comparativo com jogadores chaves dos rivais e com período proporcional ao de Dudu no Palmeiras:

Corinthians

Rodriguinho chegou em 2013 no time do Parque São Jorge e só se firmou no elenco alvinegro em 2015. De lá para cá, disputou 160 jogos e marcou 33 gols nesse período.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2017, diante do São Paulo. Contra os três principais  rivais paulistas fez quatro gols no total. (Dois contra o São Paulo, dois contra o Palmeiras e nenhum contra o Santos).

É tratado como “Reidriguinho”.

Santos

Gabriel foi alçado a equipe profissional do Santos em 2013. Disputou 157 jogos e marcou 57 gols.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2014, diante do Corinthians. Contra os três principais  rivais paulistas fez 12 gols no total. (Seis contra o Palmeiras, três contra o Corinthians e três contra o São Paulo).

É tratado como “Gabigol”.

Palmeiras

Dudu chegou em 2015 no Palmeiras. Fez 184 jogos e marcou 46 gols.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2015, diante do Corinthians. Contra os três principais  rivais paulistas fez 7 gols no total. (Três contra o Santos, dois contra o Corinthians e dois contra o São Paulo).

Como iremos tratá-lo?

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Palmeiras x Santos

No próximo domingo (4), às 17h, o alviverde faz o seu primeiro clássico na atual temporada diante do Santos Futebol Clube, no estádio Palestra Itália, pelo Campeonato Paulista. Além da rivalidade recente entre as equipes, que  disputaram diversas partidas decisivas nos últimos anos, o encontro marca o primeiro jogo do meia Lucas Lima contra o seu ex-clube.

Se por um lado será a primeira vez de Lima usando a camisa alviverde perante o Peixe, do lado santista David Braz, que foi formado na  categoria de base do Palmeiras, novamente veste a camisa alvinegra contra o Verdão. Por essa particularidade, esse será o jogo dos “exs”.

Garotos x Experiência

Ao longo da história do clássico entre Palmeiras e Santos os dois clubes sempre apresentaram um jogo franco e vistoso quando se encontraram, com muitos gols e plasticidade. O time praiano invariavelmente aposta em jovens garotos de talento e pratica um futebol ofensivo, jogando e deixando  jogar, sempre privilegiando o ataque.

Já o Palmeiras normalmente aposta em jogadores mais experientes, renomados, e possui uma longa tradição de praticar um jogo mais cadenciado e técnico, com vocação de propor o jogo a todo instante e impor a sua classe para dominar os seus adversários e alcançar as vitórias.

Fazendo uma análise rápida de ambos elencos, as duas escolas de futebol nesse ano estão em consonância com suas tradições históricas.

O Peixe aposta na velocidade dos seus garotos de frente (Copete, Arthur Gomes, Rodrygo, Gabriel) para buscar o resultado positivo. Já o Palestra deverá buscar o caminho da vitória contando com a habilidade de Lucas Lima, Dudu, Moisés, Willian e Gustavo Scarpa.

Craques

Grandes craques vestiram a camisa dos dois clubes ao longo do tempo. O primeiro caso ocorreu nos anos 30, com o atacante Feitiço. Um dos maiores artilheiros do time da Vila Belmiro, encerrou a sua carreira atuando pelo Palestra Itália.

Nos anos 40, Claudio Cristovão Pinho, revelado no time santista se transferiu para o Palmeiras e foi o autor do primeiro gol da história do alviverde, após adotar o seu novo nome em 1942. Ainda nesse período, o atacante argentino Echevarrieta, que é o estrangeiro com maior número de gols da história palmeirense, se transferiu para o time praiano. Em 1943, o goleiro Ciro Portieri atuou pelo Palmeiras em duas partidas. Ele marcou época defendendo a meta santista na conquista do primeiro título estadual do Santos em 1935.

Nos anos 50, o goleiro Laercio e o meia Jair da Rosa Pinto, que defenderam o Palmeiras, foram para o Santos. Em contrapartida, o zagueiro Formiga, o meia Vasconcelos e o atacante Odair Titica, ídolos santistas, trocaram o alvinegro pelo Verdão.

O zagueiro Djalma Dias, que brilhou na Academia Palmeirense nos anos 60, também teve grande passagem com a camisa santista. Alfredo Mostarda outro grande zagueiro palmeirense que fez parte da Academia Alviverde dos anos 70, defendeu o Santos no fim de sua carreira.

Zetti, goleiro formado no Palmeiras nos anos 80 e com passagens pela seleção brasileira, defendeu as duas camisas.

Nos anos 90, Cleber (zagueiro), Cesar Sampaio (meio campo) e Velloso (goleiro), marcaram as suas trajetórias com as duas camisas. Nos anos 2000, o meia Pedrinho e o volante Arouca também mostraram seu valor nos dois clubes, conquistando títulos.

Casos únicos

Poucos sabem, mas dois dos maiores ídolos santistas tiveram passagens relâmpago pela Sociedade Esportiva Palmeiras.

O meia Antoninho Fernandes foi contratado pelo Palmeiras junto ao time praiano em janeiro de 1951. Chegou a fazer dois jogos pelo alviverde e marcou um gol. Mas a saudades da Vila Belmiro e a relutância dos cartolas praianos em ceder o passe do craque santista fez com que o negócio fosse desfeito e ele retornasse ao Peixe, onde continuou a sua jornada de grande craque.

O outro caso trata-se do atacante Pagão. Em 1955 o jogador pertencia a Portuguesa Santista e foi oferecido ao Palmeiras em sigilo para disputar uma partida amistosa no Rio de Janeiro, onde seria a sua prova de fogo para firmar um contrato com o time palestrino, em caso de ser aprovado.

Os lusos santistas nutriam uma forte rivalidade com o time alvinegro e estavam dispostos a cedê-lo ao Verdão, ao invés do seu vizinho praiano, que já cobiçava o atleta.

Pagão estraçalhou com a camisa alviverde. Fez três gols no amistoso contra a Seleção de Barra Mansa e praticamente selou a sua ida em definitivo para o alviverde. Para não chamar a atenção, os dirigentes alviverdes ao invés de divulgar na súmula da partida o nome de Pagão, colocaram o nome de “Fernando” para o camisa 9.

Mas a notícia inesperadamente vazou na cidade Santos. Os cartolas santistas se mobilizaram e rapidamente endossaram um cheque para o tio de Pagão num valor acima do dobro do que o Palmeiras oferecia para a compra do passe do seu sobrinho junto a Lusa Santista.

Na volta para a cidade praiana, Pagão que dava como certo o seu destino traçado para o Parque Antártica, mal sabia que sua vida esportiva já estava acertada pelo seu tio com o clube da Vila Belmiro, onde se transformou num dos maiores craques do clube e do futebol brasileiro.

Santistas Palmeirenses

Três ídolos santistas já declararam publicamente a sua paixão juvenil pelo Palmeiras, ao longo da história.

O primeiro deles foi José Ely de Miranda, o eterno capitão santista Zito. Em matéria publicada no jornal A Gazeta Esportiva do dia 24 de novembro de 2011, o jogador contou que quando menino torcia para o Palmeiras e seu ídolo era o goleiro Oberdan Cattani.

Em sua biografia escrita pelo jornalista Wladimir Miranda, intitulada “O artilheiro indomável”, o atacante Serginho Chulapa também declarou sua torcida pelo Palmeiras.  Na página 25, há a seguinte afirmação: “… na infância, passada nos campos de terra batida no bairro da Casa Verde, torcia mesmo para o Palmeiras.”

Chulapa conclue dizendo que adorava ver jogar o irreverente e inquieto Cesar Maluco, com a camisa palestrina.

Mais recentemente, o atacante Neymar Jr., também afirmou publicamente em diversas oportunidades a sua torcida pelo Palmeiras quando criança, em entrevistas e nas redes sociais.

No entanto, todos eles nunca jogaram no Palmeiras e brilharam com a camisa santista.

Divino na Vila

Ademir da Guia treinou na equipe juvenil do Santos quando garoto.  Foi aprovado e tinha proposta para ficar na Vila Belmiro. Seu pai Domingos da Guia seria o treinador do time infantil do Peixe.

Domingos iria pedir como salário aos diretores do Santos 9 mil reais para os dois acertarem sua vida com o Peixe. Eles ganhavam 3 mil reais no Bangu. Mas na negociação, o pai de Da Guia aumentou sua pedida para 13 mil reais. O diretor das categorias de base santista disse que somente o responsável por todo o departamente de futebol poderia autorizar aquele salário, mas que no momento ele acompanhava o time principal do Peixe em um compromisso e só chegaria alguns dias depois.

Ademir pediu para o seu pai para voltarem para Bangu. Era semana de carnaval e pretendiam retornar ao litoral paulista após os festejos de Momo. Brincaram o carnaval no Rio de Janeiro e nunca mais voltaram. O destino de Ademir da Guia seria o Palmeiras, para a nossa felicidade!

Chuva de Gols

Nenhum outro clássico paulista teve tantos gols numa única partida como o jogo entre Palmeiras 6×7 Santos, em 6 de março de 1958, válido pelo Torneio Rio-São Paulo, realizado no estádio municipal do Pacaembu.

Dizem que torcedores morreram de emoção dado os revezes do placar, ora com o Palmeiras na frente ora com o Peixe.

Números no Palestra

Essa será a partida de número 78 entre as equipes no estádio Palestra Itália. Até aqui foram 77 jogos, com 40 vitórias alviverdes, 22 empates, 15 vitórias santistas, 144 gols marcados pelos palmeirenses, contra 79 sofridos. Nenhum outro clube fez tantos gols no Palmeiras em seus domínios como o Santos.

O clássico de domingo tornará o Santos Futebol Clube o time que mais vezes atuou diante do Palmeiras em sua casa.

A última vitória do Palmeiras contra os santistas no Palestra Itália foi justamente na decisão da Copa do Brasil no dia 2 de dezembro de 2015, pelo placar de 2 a 1, gols palestrinos marcados por Dudu (2). Na ocasião, o alviverde conquistou o título da competição na disputa por pênaltis.

De lá para cá houveram mais três confrontos, com dois empates e uma vitória do time praiano.

*** Em caso de reprodução dos dados acima, é obrigatório dar os créditos das informações ao autor Fernando Razzo Galuppo e seu respectivo blog pessoal ***

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Sequência positiva

Desde 2014, ano que marcou o centenário alviverde, o Palmeiras não iniciava o Campeonato Paulista com quatro vitórias consecutivas. Naquela ocasião o Verdão atingiria ainda a marca de seis jogos seguidos com triunfos no Estadual. Mas esperamos que as semelhanças com aquela temporada para o time de hoje acabem por aí, afinal todos recordamos como foi angustiante aquela jornada, sob todos os aspectos.

Esse atual Palmeiras de Roger Machado, além dos bons resultados alcançados até aqui, chama atenção pela organização do sistema tático e do posicionamento tanto defensivo como ofensivo, nos quatro jogos que disputamos.

Acima das individualidades, o time palestrino vem adquirindo força de conjunto. Todos dando a sua parcela de contribuição. Goleiro decidindo na meta. Laterais menos expostos. Linha de zagueiros mais postada. Meio campistas dando a harmonia necessária na frente e atrás. Atacantes ajudando na linha de marcação e contribuindo na construção das chances de gols.

Discretamente, o alviverde esboça uma forma interessante e moderna de jogar, que vai ao encontro do anseio do torcedor. Lógico que ainda falta muito para evoluir. Só estamos no início de um longo e promissor ano.  Não serão nada fáceis os obstáculos dentro do Estadual, pela Libertadores e nas disputas Nacionais. Mas desde já conseguimos identificar uma postura que pode colher bons frutos nos torneios e competições que teremos pela frente.

O equilíbrio emocional dentro e fora de campo, o controle para lidar com as vaidades e a constante atenção para que a presunção, a maledicência e as intrigas não tomem conta do ambiente é um dever de todos que querem contribuir para um Palmeiras vencedor.

Temos visto achaques constantes de setores da imprensa que tentam a toda hora nos contaminar com suas fantasias e frustrações, afim de nos desviar do nosso real objetivo e destruir esse trabalho inicial.

“Fair play financeiro”, “colete de imprensa”, “Esquema Crefisa” e outras tantas picuinhas são criadas com o único intuito de nos desestabilizar.

Nós torcedores estamos lúcidos contra essa velha e calhorda artimanha e seguimos firmes em apoiar o nosso maior sentimento rumo às vitórias que tanto sonhamos! Vamos levar esse Querido Palestrão nas costas como sempre fizemos. De forma operária e discreta como tem sido o trabalho de Roger Machado e seus comandados.

Agora, teremos o primeiro clássico de 2018, diante do Santos Futebol Clube em nossos domínios, no próximo final de semana. Certeza de um Palestra Itália lotado, vibrante e pulsante, empurrando o Alviverde Imponente, como sempre!

Que essa energia e atmosfera extasiantes sejam a tônica que inspire a todos que vestem verde e branco a manter cada vez mais longeva a nossa sequência positiva que está apenas no começo!

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Verdão no Paulista

O Palmeiras faz a sua estreia no Campeonato Paulista de 2018 diante do Santo André, no estádio Palestra Itália, na noite de quinta-feira (18), às 19h30. Essa será a 102 participação do alviverde na competição estadual de maior relevo do futebol nacional.

A primeira vez que o alviverde disputou o torneio foi em 1916. De lá para cá, foram 22 títulos de campeão e 24 vice-campeonatos. Apenas em 2002 o Palmeiras (e todas as equipes grandes da capital) não esteve presente no torneio.

Em três edições o Verdão terminou a disputa sem sofrer sequer uma derrota. Foram nos anos de 1926, 1932 e 1972.

Foram quatro os anos em que o Palmeiras sofreu o menor número de gols numa única edição. Os palmeirenses permitiram apenas oito gols aos seus adversários nas edições de 1926, 1932, 1934 e 1972.

Apenas em duas ocasiões o alviverde superou a marca de 100 gols ou mais numa única edição. Foram nos anos de 1959 (112 gols) e em 1996 (102 gols).

Em 1981 foi o ano em que o Verdão efetou o maior número de partidas pelo estadual. Foram 52 jogos. O ano em que o Palmeiras mais venceu no torneio foi em 1959, quando obteve 30 vitórias em 41 jogos.

Goleadores

O alviverde também ostenta a marca dos melhores desempenhos numa única edição do Campeonato Paulista, tanto na era amadora (1902 a 1932) quanto na era profissional (1933 em diante). Esses feitos ocorreram em 1932 (quando obteve 100% de aproveitamento) e em 1996 (quando alcançou 92,2% de aproveitamento).

Os artilheiros do Palmeiras na história da competição foram: Heitor Marcelino (1926 e 1928), Romeu Pelliciari (1932 e 1934), Humberto Tozzi (1953 e 1954), César Maluco (1971), Evair (1994), Vagner Love (2004), Alex Mineiro (2008) e Alan Kardec (2014).

Humberto Tozzi, com 36 gols marcados em 1954, é o recordista de gols numa única edição com a camisa palestrina.

Técnicos

Roger Machado será o treinador de número 97 a comandar o Palmeiras na história do Campeonato Paulista.

Foram esses os técnicos que escreveram seu nome na história alviverde pela eternidade ao conquistarem o caneco de campeão: Giuseppe Roberti e Frediano De Lucca (1920), Renzo Mangiande (1926), Ramon Platero (1927), Humberto Cabelli (1932, 1933 e 1934), Ventura Cambon (1936 e 1950), Caetano De Domenico (1940), Armando Del Debbio (1942 e 1944), Oswaldo Brandão (1947, 1959, 1972 e 1974), Silvio Pirilo (1963), Mario Travaglini (1966), Dudu (1976), Vanderlei Luxemburgo (1993, 1994, 1996 e 2008).

Números

Jogos: 2.456
Vitórias: 1.381
Empates: 594
Derrotas: 481
Gols Pró: 4.914
Gols Contra: 2.587

Maior Goleada a favor: 8/8/1920 Palestra Itália 11×0 Internacional
Primeira partida: 13/5/1916 Palestra Itália 1×1 Mackenzie

*** Em caso de reprodução dos dados acima, é obrigatório dar os créditos das informações ao autor Fernando Razzo Galuppo e seu respectivo blog pessoal ***

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À moda antiga

Dois meias cerebrais articulando o setor de criação de meio campo era algo comum no passado. Esses atletas vestiam geralmente as camisas 8 e 10 da equipe. Era fácil de reconhecer. Com o tempo, o futebol força ganhou cada vez mais espaço ceifando a figura dos criadores e privilegiando os brucutus.

Com o anúncio de Gustavo Scarpa na tarde dessa segunda-feira (15), e a presença de Lucas Lima no elenco, o Palmeiras 2018 terá uma linha ofensiva que taticamente resgata o passado do nosso futebol e que tantas glórias nos trouxe.

Dois pontas abertos (Dudu e Keno), dois meias de criação (Scarpa e Lima) e um atacante de área (Willian). Esse quinteto ofensivo deve ser o responsável pelas chances de gols que o torcedor esmeraldino tanto almeja. Na contenção, um volante centralizado com mobilidade e saída de jogo (Moisés) e uma linha de quatro defensores (Marcos Rocha, Luan, Dracena e Diogo Barbosa), com os laterais mais plantados. Possivelmente seja esse o pensamento de Roger Machado e sua comissão técnica para o Verdão nessa temporada.

Essa formação popularmente conhecida como WM, pelo fato da disposição nos setores do campo formarem linhas que sugerem o desenho dessas letras nos dois lados do gramado, pode ser uma solução do passado para os nossos desafios do presente.

Claro que no futebol atual não nos limitaremos apenas a esse conceito de jogo. Ainda mais com as peças individuais que o alviverde possui no plantel e que podem oferecer boas opções para cada circunstância específica e de acordo com o adversário que terá pela frente.

Entretanto, a tradição de um eixo central sólido e de qualidade técnica acima da média sempre foi uma das marcas em comum dos melhores times que já envergaram o manto esmeraldino.

A chegada de Scarpa está em sintonia com a história de sucesso do futebol do Verdão e uma solução viável para dispor individualmente as melhores peças numa harmonia tática ideal deve ser o velho e pragmático WM.

Há quem possa questionar o fato de dois meias canhotos atuando juntos ao mesmo tempo não ser possível. Para esses, vale lembrar que a seleção brasileira de 70 tinha três canhotos no time titular: Gerson, Rivellino e Tostão. O resto é história.

Veremos na prática todas as possibilidades que esse elenco pode oferecer para atingir os resultados que o torcedor e toda coletividade esmeraldina aguarda.

As esperanças se renovam no coração e na alma palestrina, que necessita ter paciência para ver esse bom time na teoria se transformar numa nova Academia na prática.

No meio do processo, teremos que conviver com a maledicência de setores da imprensa, com as artimanhas dos rivais, com os jogos ocultos dos bastidores e, acima de tudo, com a nossa euforia desmedida. Esses sempre foram fatores preponderantes para o nosso sucesso ou derrocada.

O ano começa com uma boa perspectiva para nós palmeirenses. Vemos nas discussões entre torcedores que cada um já possui o seu onze que mais lhe agrada. Para não fugir dessa prerrogativa, desenho o meu Verdão titular (contando com o fato de que todos os atletas estejam saudáveis e em condições de jogo), no sistema já mencionado:

Fernando Prass, Marcos Rocha, Luan, Edu Dracena, Diogo Barbosa, Moisés, Keno, Lucas Lima, Gustavo Scarpa, Willian e Dudu.

Essa formação se assemelha muito ao Palmeiras do segundo semestre de 1994, que tinha dois meias criativos (Rivaldo e Flávio Conceição), dois pontas abertos (Zinho e Edmundo), um atacante de área (Evair), um volante centralizado de grande qualidade técnica (César Sampaio) e uma linha de quatro defensores (Cláudio, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos).

Um time imbatível, comandado pelo estrategista Wanderley Luxemburgo, e considerado por muitos como o melhor entre todos os grandes esquadrões do alviverde nos anos 90, dado o seu equilíbrio técnico e tático.

Esperamos que essa semelhança não fique apenas no papel e se traduza em vitórias e conquistas dentro das quatro linhas, com plasticidade e eficiência. Nas arquibancadas estaremos, como sempre, vibrando numa fé inabalável para que o nosso Verdão nos faça emocionar com um futebol à moda antiga.

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Esportes, Italianidade

Livro Palestrino

A jornalista Carla Barbosa é a autora da obra “Palmeiras: O Brasil de Coração Italiano”, pela editora Multifoco, que será lançada no próximo dia 17 de dezembro (sábado), das 14h às 19h, no Museu do Futebol, na Praça Charles Muller, estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Em entrevista excluvisa para o blog, a autora conta um pouco mais sobre a sua nova publicação

Como surgiu a Idéia da elaboração dessa obra?

RESP: Quando entrei na faculdade, todos diziam que o TCC (Trabalho de conclusão de curso) era um bicho de sete cabeças. Então pensei: já que é tão difícil, vou fazer algo que me faça feliz e resolvi unir o útil ao agradável, escrevendo um livro, que era um sonho e sobre o Palmeiras, por quem sou apaixonada.

O problema é que eu não conhecia ninguém do clube e nunca tinha ido para São Paulo sozinha (cada viagem era uma aventura). Quando decidi que escreveria o livro, comecei uma busca na internet por nomes que pudessem me ajudar, foi quando surgiu Galuppo e Finelli. As primeiras pessoas que me ajudaram dentro do clube.

De início, quis escrever sobre o ex-goleiro Marcos, mas, coincidiu com a aposentadoria dele e outros dois livros foram escritos. Mudei de planos. Comprei vários livros do Palmeiras e pensei: o que não tiver aprofundado em nenhum deles, eu vou escrever.

Foi assim que nasceu a ideia de falar sobre o Brasil x Uruguai em 65 na inauguração do Mineirão, quando o Palmeiras representou a seleção brasileira. O livro é um contraponto entre o preconceito sofrido pelos italianos e a consolidação de um clube fundado por eles. Escrever em primeira pessoa foi para homenagear meu avô, palmeirense e descendente de italianos. É como se ele contasse o livro. O personagem é fictício, mas, todas as histórias contadas são reais, colhidas nas entrevistas com Mauro Beting, Ademir da Guia, Jota Roberto, entre tantos outros, além das pesquisas que fiz ao longo de dois anos.

Qual a maior curiosidade que encontrou durante as suas pesquisas? E a maior dificuldade?

RESP: O futebol antigo, da época de fundação do Palestra, era um futebol solidário. Arrecadavam dinheiro para ajudar quem precisava, um clube ajudava o outro, como é o caso do jogo das Barricas, entre Palmeiras x Corinthians para ajudar o São Paulo. Sem contar que no início, nenhum jogador vivia disso. Jogavam apenas por amor e hobby. Isso foi além de uma bela curiosidade algo que me fez entender a beleza do futebol, que infelizmente hoje em dia está se perdendo.

Sobre a dificuldade, acredito que a maior delas foi conseguir viabilizar a obra. Foram quatro anos tentando, mas, quando uma editora se interessava, não fechava devido ao licenciamento de marca do Palmeiras. Foi aí que resolvi eliminar as imagens que remetiam ao clube e focar na imigração. Sem símbolo, e sem a marca Palmeiras, consegui a aprovação da editora Multifoco, do Rio de Janeiro para lançamento independente. Meu sonho sempre foi uma publicação pelo clube, como produto oficial, mas, infelizmente isso não foi possível.

A relação Palmeiras-Itália é o tema central da obra. Como você analisa essa ligação nos dias atuais?

RESP: Hoje em dia, sinceramente acho que isso se perdeu. Algumas pessoas lutam para que o Palmeiras continue Palestra de raiz. Mas, vejo isso pouco difundido. Poucos palmeirenses sabem de fato dessa origem, dos propósitos daquele grupo de imigrantes que fundaram o clube e é exatamente com essa parte da história, o meu compromisso ao lançar o livro.

A influência da cultura italiana é um traço marcante em diversos segmentos da nossa sociedade. Qual a importância do Palmeiras na difusão desses valores ao longo dos tempos?

RESP: A principal contribuição do clube foi romper o preconceito. Mas, como disse, acho que muito da cultura italiana se perdeu e os valores também. Os mais novos precisam conhecer essa história e se orgulhar dela, sendo descendente ou não de italiano, pois esse povo construiu mais que o Palmeiras, mais que São Paulo, eles fazem parte da identidade do Brasil.

Em 1942 o clube teve que mudar de nome de Palestra Itália para Palmeiras devido a Grande Guerra. Como você avalia esse fato do ponto de vista da relação entre o clube a sua italianidade ancestral?

RESP: Difícil saber se os laços começaram a se romper a partir daí, ou com o passar dos anos. Com certeza esse momento da história teve sua parcela de culpa, já que as raízes foram cortadas a força e as consequências da Guerra foram sofridas. Mas, não acho que esse tenha sido o único motivo. Certamente a mistura com o Brasil falou mais alto. Não digo que não seja um clube brasileiro, claro que é. Mas, acho que pouco se fala sobre a história… de onde veio. Na verdade, isso acontece com todos os clubes. Pouco se fala das origens. Os torcedores não tem esse conhecimento porque simplesmente ele não é repassado.

Diversas ações ao longo do tempo rementem o clube as suas origens, tais como camisas comemorativas, por exemplo. Como você avalia essas iniciativas?

RESP: Acho bacana demais! Além de lindas, esse tipo de iniciativa é fundamental para contar a história e mostrar que o palmeirense tem orgulho das raízes. Nosso Palmeiras tem o estádio com um nome que remete aos tempos de Palestra, abriu uma cantina também com o nome Palestra e as cores da Itália, isso é lindo. Mas, volto a dizer, a maioria sabe apenas que é um clube de descendência italiana. Talvez os torcedores paulistas tenham um conhecimento maior, por causa da influência mais próxima dos italianos. Mas, eu que moro em Minas Gerais, quando conto algo sobre a fundação, ninguém conhece. Acho que o livro vai tentar cumprir um pouco desse papel.

Com o fim dos processos migratórios, é fato que o clube deixou de ser um ambiente de italianidade há décadas. Você acredita que as futuras gerações preservarão essa identidade? Quais os desafios?

RESP: Se nada mudar, acredito que não. Os palmeirenses mais velhos e principalmente, o próprio clube devem fomentar isso. Ir além das camisas comemorativas. Muitos jovens não conhecem a história do futebol no Brasil, como ele veio pra cá, qual o propósito, enfim. Não só as raízes italianas precisam ser preservadas, como também a ideologia do futebol. O principal desafio é romper a barreira do capitalismo. Futebol hoje é sinônimo de dinheiro. Pouca gente se importa com a história, mas, ela é apaixonante!

Saiba mais sobre a obra através dos links abaixo:

https://www.facebook.com/dribledeletra/?ref=ts&fref=ts

https://www.facebook.com/PalmeirasOBrasilDeCoracaoItaliano/?fref=ts

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Copa Antel 2016

O Palmeiras disputará em janeiro a Copa Antel, em Montevidéu, no Uruguai, em busca de seu primeiro troféu na temporada 2016.

Disputada desde 2011, a competição é um torneio de verão que reúne as duas principais equipes uruguaias (Peñarol e Nacional), junto com mais dois convidados da América do Sul, em um quadrangular eliminatório, disputado no estádio Centenário. O Verdão será o primeiro clube brasileiro a disputar o torneio.

A patrocinadora do evento, Antel (Administração Nacional de Telecomunicação), é uma empresa pública de telefonia fixa do Uruguai.

O Peñarol venceu a primeira edição em 2011, ao vencer o Nacional por 2 a 1, na única edição em que não houve equipes convidadas.

Em 2012, disputaram Nacional, Peñarol, Libertad-PAR e Olimpia-PAR. Na decisão, o Olimpia-PAR venceu o Nacional e conquistou a taça.

Em 2013, a Copa Antel teve quatro edições num mesmo ano. Sporting Cristal-PER (2 vezes), Nacional e Guarani-PAR foram os vencedores das quatro taças em disputa.

Em 2014, Nacional, Peñarol, Atlético Rafaela-ARG e Olimpia-PAR foram os participantes. Na decisão o Nacional venceu o Atlético Rafaela pelo placar de 3 a 2.

Em 2015, Nacional do Paraguai e Sportivo Luqueño-PAR, foram os convidados. Na decisão, o Nacional conquistou o bi-campeonato (e seu terceiro troféu) ao vencer o Sportivo Luqueño-PAR pelo placar de 3 a 2.

Em todas essas edições, os canais de TV responsáveis pela transmissão das partidas e parceiros do evento foram: VTV, GolTV, TyC Sports, Tigo Sports, TVC Deportes.

Montevidéu

O primeiro jogo do Palmeiras na cidade de Montevidéu aconteceu em 8 de março de 1925. O Verdão enfrentou a Seleção Uruguaia e foi derrotada pelo placar de 3 a 2. Essa foi também a primeira partida do alviverde em um país estrangeiro.

Os gols palmeirenses foram marcados por Feitiço (2). Para os uruguaios marcaram: Saldombide (2) e Cea.

O Palestra atuou com a seguinte formação: Primo (G), Bianco, Nigro, Brasileiro, Amílcar, Serafini, Coé, Heitor, Feitiço, Tatú, Tito. Técnico: Amílcar Barbuy

Em 16 de maio de 1968, o Palmeiras decidiu a Libertadores da América na cidade de Montevidéu, contra o Estudiantes de La Plata-ARG. Derrotado por 2 a 0, o alviverde ficou com o vice-campeonato do torneio continental.

A última atuação do Verdão na capital uruguaia aconteceu em 17 de junho de 2009, em partida válida pelas quartas de final da Taça Libertadores da América, contra  o Nacional-URU. O empate em 0 a 0 eliminou o Palmeiras da competição.

Libertad

A primeira partida na competição será diante do Libertad-PAR. O Verdão encontrará um velho conhecido de sua torcida. Trata-se do zagueiro paraguaio Adalberto Roman que faz parte do elenco do Libertad-PAR. Pelo Palmeiras, Roman atuou em 16 partidas e marcou um gol, na fatídica temporada de 2012.

Saldivar (que jogou no Figueirense) e Benitez (que jogou no Atlético-MG) são outros atletas do time paraguaio com passagens pelo futebol brasileiro. O meio campista Richard Ortiz é o único atleta do atual elenco do Libertad-PAR que tem sido convocado regularmente para a seleção paraguaia nas Eliminatórias Sul-Americanas.

A equipe é treinada pelo uruguaio, naturalizado paraguaio, Ever Hugo Almeida Almada, que tem em seu currículo o Vice-Campeonato da Libertadores da América no comando do Olimpia-PAR, em 2013, entre outros feitos.

Tradição

O último torneio Sul-Americano que o Palmeiras disputou foi o  Torneio de Mar del Plata, em 1972, ao lado de San Lorenzo-ARG, Boca Juniors-ARG e Peñarol-URU. O Verdão sagrou-se campeão invicto.

Os torneios Sul-Americanos conquistados pelo Palmeiras em sua história são: Torneio de Manizales-Colômbia (1962), Torneio Cidade de Lima-Peru (1962), Torneio IV Centenário do Rio de Janeiro (1965), Torneio de Cochabamba-Bolívia (1970) e Torneio de Mar del Plata-Argentina (1972)

Estatísticas

Confira o desempenho do Palmeiras em confrontos internacionais:

Jogos 451
Vitórias 261
Empates 98
Derrotas 92
Gols Pró 923
Gols Contra 502
Primeira Partida: 26/10/1922 Palmeiras 4×1 Seleção do Paraguai
Maior Vitória: 15/7/1999 Palmeiras 15×0 Valle D’Aosta-ITA
Pior Derrota: 8/2/1947 Palmeiras 0x6 River Plate-ARG

Tabela

Estádio Centenário, em Montevidéu-Uruguai – Quarta-Feira (20/1)

Jogo 1 – Palmeiras x Libertad-PAR
Jogo 2 – Nacional-URU x Peñarol-URU

Estádio Centenário, em Montevidéu-Uruguai – Sábado (23/1)

Vencedor do Jogo 1 x Vencedor do Jogo 2 (decisão do título)
Perdedor do Jogo 1 x Perdedor do Jogo 2 (terceiro e quarto lugares)

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FORZA PALESTRA!!!

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