Esportes

Mística Palestrina

Negro. Sociedade Esportiva Palmeiras. Decisão. Pacaembu. Lotação máxima. Número 42. Combinações perfeitas e que se renovam na história alviverde, como uma espécie de misticismo protetor das tradições esmeraldinas.

Em 20 de setembro de 1942, Og Moreira, meio campista, negro, capitão palestrino, no estádio municipal lotado, parava o craque Lêonidas da Silva e conduzia o Verdão a mais um título paulista, superando o São Paulo Futebol Clube na partida final.

Após quase 76 anos, um negro, na mesma cancha do Pacaembu, abarrotada com mais de 36 mil almas, vestindo a camisa 42 às costas conduziu o Palmeiras a mais uma decisão estadual, na noite chuvosa de terça-feira, 27 de março de 2018.

O goleiro Jailson voou como uma pantera no canto direito de sua meta e defendeu a cobrança de penalidade máxima do jovem atacante santista Diogo Vitor, na decisão por pênaltis, que deu a vitória aos palmeirenses pelo placar de 5 a 4, na partida de volta das semifinais do Paulistão, diante do Santos Futebol Clube.

Foi vendo Og Moreira jogar que surgiu a frase do nosso hino “Defesa que ninguém passa”, escrita por Antônio Sergi. Foi vendo Jailson jogar que todos nós palmeirenses reafirmamos essa estrofe como uma verdade absoluta!

Og Moreira é o Jailson do passado. Jailson é o Og Moreira do presente. Negros. Palestrinos. Decisivos. Predestinados. Ídolos. Amados pelos palmeirenses. Espíritos vencedores. Capazes de produzir as lágrimas alegres de toda uma nação. Trovadores de versos mágicos através do jogo de bola. Anjos guardiões de nossa fé inabalável e de nossos sonhos mais felizes.

Abençoada seja a gente palestrina em contar em suas fileiras com Og Moreira. Abençoada seja a gente palmeirense em contar em suas fileiras com Jailson.

VIVA JAILSÃO DA MASSA!
VIVA OG MOREIRA!
VIVA A SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS!

Rumo à Rússia

Certamente, nas vésperas da convocação final para a Copa do Mundo de 2018, Jailson garantiu o seu passaporte para a Rússia. O goleiro palestrino inegavelmente tem sido um dos maiores nomes da posição no Brasil e merece estar na maior competição de seleções.

Abre o olho, Tite. O Jailsão tem estrela!

Tabus Quebrados

Após quase três anos, o Verdão está de volta a uma final de Campeonato Paulista. Nos últimos dois anos, o Palmeiras havia sido eliminado na fase semifinal do torneio, pelo próprio Santos em 2016 e pela Ponte Preta em 2017.

Os palmeirenses aguardam o seu adversário na grande decisão que sai do encontro entre São Paulo Futebol Clube e Sport Club Corinthians Paulista, que acontece nessa quarta-feira (28), em Itaquera.

Para alcançar essa condição de finalista, o alviverde, além de vencer os santistas, precisou superar alguns tabus e traumas.

Desde 1999,  O Verdão não vencia o Peixe na fase semifinal do estadual. De lá para cá, foram três encontros entre as equipes nessa fase, todas com vitórias alvinegras em 2000, 2009 e 2016.

No estádio do Pacaembu, o Verdão não havia tendo um retrospecto positivo recentemente nos confrontos eliminatórios, por qualquer competição. Apesar das vitórias contra o Novorizontino pelas quartas de final do Paulista em 2017, e das classificações na Copa do Brasil diante de Vilhena, Sampaio Correa e Avaí, todas em 2014, o time palmeirense acumulou algumas eliminações traumáticas para o seu torcedor no local, tais quais:

2010 – Palmeiras 1×2 Goiás – Copa Sul-Americana (Semifinais)
2011 – Palmeiras (5) 1×1 (6) Corinthians – Campeonato Paulista (Semifinais)
2011 – Palmeiras 2×0 Coritiba – Copa do Brasil (Quartas de Finais)
2011 – Palmeiras 3×1 Vasco da Gama – Copa Sul-Americana (Primeira Fase)
2013 – Palmeiras 1×2 Tijuana – Copa Libertadores da América (Oitavas de Finais)
2014 – Palmeiras 0x1 Ituano – Campeonato Paulista (Semifinais)

A vitória diante dos santistas exorciza alguns fantasmas que teimavam a circundar a vida palestrina.

Finais de Paulista

Em toda a história do Campeonato Paulista, a Sociedade Esportiva Palmeiras chega a sua décima segunda decisão de título, excetuando as competições em cárater de pontos corridos para definição do campeão do torneio.

Em finais, o Verdão conquistou seis títulos estaduais e por cinco vezes ficou com o vice-campeonato. Dos possíveis finalistas, o Palmeiras fez apenas uma decisão contra o São Paulo, em 1992, e foi derrotado pelos tricolores. Diante dos corintianos, foram cinco finais, com três vitórias alviverdes contra duas dos alvinegros.

Detentor da melhor campanha da competição, essa será a terceira vez em toda a história do torneio que o Palmeiras disputa a partida final da competição no estádio Palestra Itália. Nas duas vezes anteriores em que isso aconteceu, nos anos de 1936 e 2008, o Verdão sagrou-se campeão paulista.

Essa é a terceira final de Campeonato Paulista que o Verdão disputa no Século XXI. Em 2008, o Verdão sagrou-se campeão e em 2015 obteve o vice-campeonato.

Confira todas as finais do Palmeiras no Paulistão:

1920 – Palestra Itália 2×1 Paulistano – (campeão)
1936 – Palestra Itália 2×1 Corinthians – (campeão)
1959 – Palmeiras 2×1 Santos – (campeão)
1974 – Palmeiras 1×0 Corinthians – (campeão)
1986 – Palmeiras 1×2 Internacional de Limeira – (vice-campeão)
1992 – Palmeiras 1×2 São Paulo – (vice-campeão)
1993 – Palmeiras 4×0 Corinthians – (campeão)
1995 – Palmeiras 1×2 Corinthians – (vice-campeão)
1999 – Palmeiras 2×2 Corinthians – (vice-campeão)
2008 – Palmeiras 5×0 Ponte Preta – (campeão)
2015 – Palmeiras 1×2 Santos – (vice-campeão)

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Primeiro Passo

O Verdão saiu na frente na luta por uma vaga na final do Campeonato Paulista ao vencer o Santos pelo placar de 1 a 0, gol de Willian, na tarde de sábado (24), no estádio do Pacaembu, pela partida de ida da semifinal do estadual.

O resultado dá a possibilidade ao alviverde de jogar pelo empate na partida de volta, na próxima terça-feira (27), no mesmo estádio municipal, com torcida única apenas dos palmeirenses, que prometem lotação máxima para apoiar o Verdão rumo a mais uma decisão.

O destaque do jogo fica por conta da excelente atuação do goleiro Jailson, mais um vez. O arqueiro palestrino teve uma atuação perfeita, com defesas capitais e garantiu o placar em branco pelos lados santistas. Esse é o quinto jogo consecutivo que a defesa alviverde não sofre gols.

Outro ponto que merece menção foi a jogada que originou o gol palestrino, onde a bola circulou de pé em pé entre todos os atacantes do Verdão, numa troca de passes perfeita e envolvente que terminou com a finalização de Willian para as redes.

Esse equilíbrio defensivo e ofensivo que faz do Palmeiras a melhor defesa e o melhor ataque da competição é mérito do técnico Roger Machado e sua comissão técnica, que vem realizando um trabalho muito bom em pouco mais de três meses no clube.

Ao fim da partida, o desgaste físico dos palestrinos foi evidente. O time acabou a partida no seu limite. Duas substituições (Bruno Henrique e Felipe Melo) foram ocasionadas em função disso. Se pudesse trocar mais seis atletas, certamente o comandante palestrino usaria desse expediente.

As possíveis lesões dos laterais Marcos Rocha e Victor Luis para o jogo de volta, serão ausências sentidas, ainda mais pela forma como o Santos costuma atuar, com jogadores leves e rápidos pelos lados do campo. Na esquerda há a possibilidade da estreia de Diogo Barbosa. Já pelo lado direito, Tchê Tchê deve ficar com a vaga, casos os dois titulares das posições não reúnam condições de jogo.

O alviverde tem um retrospecto positivo atuando no Pacaembu. Os palestrinos não perdem no local desde 24 de março de 2016, quando foi superado pelo Red Bull Brasil, por 2 a 1, pelo Campeonato Paulista. De lá para cá, foram nove jogos, com oito vitórias esmeraldinas e um empate.

Em clássicos realizados no campo da municipalidade, o último revés aconteceu justamente para o Santos, pelo placar de 3 a 1, em 19 de outubro de 2014, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. Desde então, foram realizadas quatro partidas no local, com três vitórias palestrinas e um empate.

Do atual elenco do Palmeiras, são os maiores goleadores nos clássicos contra os três grandes paulistas os seguintes atletas:  Dudu (7), Willian (4), Borja (2), Moisés (2) e Antônio Carlos (2).

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Semifinais do Paulistão

Os quatro maiores clubes do futebol paulista estão todos classificados para a fase semifinal do Campeonato Paulista de 2018. Palmeiras e Santos se enfrentam em dois jogos no estádio do Pacaembu. O primeiro embate será nesse sábado (24), às 19h, apenas com torcida santista. A partida de volta acontece na terça-feira (27), às 20h30, apenas com torcedores palestrinos.

No outro confronto, corintianos e são paulinos  se encaram em busca da outra vaga na final. O primeiro encontro será no domingo (25), às 16h, no estádio do Morumbi, com presença apenas de tricolores. O jogo de volta acontece na quarta-feira (28), às 21h45, na Arena de Itaquera, apenas com torcedores alvinegros.

Essa será a oitava vez em toda a história do Campeonato Estadual que os quatro grandes chegam juntos à fase semifinal. A primeira vez que isso aconteceu foi em 1983. Nas ocasiões anteriores, o Corinthians conquistou três títulos (1983, 1999, 2009), São Paulo dois troféus (1987 e 2000), Santos dois canecos (2011 e 2015) e apenas o Palmeiras nunca venceu o Paulistão quando as quatro maiores forças do Estado estiveram todas juntas reunidas nessa fase decisiva em confrontos eliminatórios. O Verdão chegou em duas finais e ficou com o vice-campeonato em 1999 e 2015.

O time do Parque São Jorge é a equipe que mais superou os seus tradicionais rivais nos confrontos diretos, contando também a decisão. Eis o retrospecto: Corinthians (8 eliminações a favor), Santos (6 eliminações a favor), São Paulo (5 eliminações a favor) e Palmeiras (2 eliminações a favor).

Grandes nas semifinais

Edição 1983
Semifinais
São Paulo x Santos – São Paulo eliminou o Santos
Palmeiras x Corinthians – Corinthians eliminou o Palmeiras

Final
Corinthians x São Paulo
Campeão: Corinthians

Edição 1987
Semifinais
Palmeiras x São Paulo – São Paulo eliminou o Palmeiras
Corinthians x Santos – Corinthians eliminou o Santos

Final
Corinthians x São Paulo
Campeão: São Paulo

Edição 1999
Semifinais
Palmeiras x Santos – Palmeiras eliminou o Santos
Corinthians x São Paulo – Corinthians eliminou o São Paulo

Final
Palmeiras x Corinthians
Campeão: Corinthians

Edição 2000
Semifinais
Palmeiras x Santos – Santos eliminou o Palmeiras
Corinthians x São Paulo – São Paulo eliminou o Corinthians

Final
Santos x São Paulo
Campeão: São Paulo

Edição 2009
Semifinais
Palmeiras x Santos – Santos eliminou o Palmeiras
Corinthians x São Paulo – Corinthians eliminou o São Paulo

Final
Corinthians x Santos
Campeão: Corinthians

Edição 2011
Semifinais
Santos x São Paulo – Santos eliminou o São Paulo
Palmeiras x Corinthians – Corinthians eliminou o Palmeiras

Final
Corinthians x Santos
Campeão: Santos

Edição 2015
Semifinais
Santos x São Paulo – Santos eliminou o São Paulo
Palmeiras x Corinthians  – Palmeiras eliminou o Corinthians

Final
Palmeiras x Santos
Campeão: Santos

Palmeiras contra Santos

O Verdão enfrentou o Peixe na fase semifinal do estadual em quatro oportunidades,  ao longo dos tempos: 1999, 2000, 2009 e 2016.

O time da Vila Belmiro leva ampla vantagem contra o alviverde. Os palestrinos só superaram o seu tradicional em uma única ocasião, justamente no primeiro encontro entre ambos em 1999.

Naquela ocasião, no primeiro jogo, o Verdão foi derrotado por 2 a 1 no jogo de ida no Morumbi. No jogo de volta, também no estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Palmeiras devolveu o placar de 2 a 1 e eliminou os santistas, garantindo vaga na grande decisão.

Em 2000, o confronto também foi realizado em jogos de ida e volta, registrando empate em 0 a 0 e vitória santista por 3 a 2, numa virada espetacular, após o time palmeirense abrir 2 a 0 no placar, no estádio do Morumbi.

O terceiro embate entre alviverdes e alvinegros aconteceu em 2009. Também em dois confrontos, os santistas venceram o Verdão por 2 a 1 nos jogos na Vila Belmiro e Palestra Itália.

Em 2016, em jogo único no estádio da Vila Belmiro, houve empate em 2 a 2. O atacante Rafael Marques fez os dois gols palestrinos nos minutos finais da partida, quando os santistas venciam por 2 a 0. O jogo foi para a decisão por pênaltis e o time do litoral paulista venceu por 3 a 2. Barrios, Fernando Prass e Rafael Marques perderam as penalidades máximas para os palestrinos. Cleiton Xavier e Jean converteram as suas cobranças.

O fato curioso dessa partida foi o goleiro Fernando Prass ter defendido o pênalti cobrado pelo meia Lucas Lima, que hoje atual pelo Verdão.

Foi esse também o primeiro clássico da história do futebol paulista com torcida única, ou seja, sem torcida adversária, por determinação da lei.

Semifinais na década

De 2008 para cá, ano em que o Palmeiras venceu o seu último título estadual, essa é a oitava vez que o alviverde chega na fase semifinal do torneio. Os palmeirenses só ficaram ausentes em 2010, 2012 e 2013.

Nas sete ocasiões anteriores, os palestrinos conseguiram a vaga para a final por duas vezes, nos anos de 2008 e 2015.

Confira todos os confrontos palestrinos nas semifinais do Paulistão na última década:

2008 – Palmeiras eliminou o São Paulo
2009 – Palmeiras foi eliminado pelo Santos
2011 – Palmeiras foi eliminado pelo Corinthians
2014 – Palmeiras foi eliminado pelo Ituano
2015 – Palmeiras eliminou o Corinthians
2016 – Palmeiras foi eliminado pelo Santos
2017 – Palmeiras foi eliminado pela Ponte Preta

*** Colaborou com as informações o pesquisador Valdir Palmeirense de Diadema

torcida

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Palmeiras x Santos

No próximo domingo (4), às 17h, o alviverde faz o seu primeiro clássico na atual temporada diante do Santos Futebol Clube, no estádio Palestra Itália, pelo Campeonato Paulista. Além da rivalidade recente entre as equipes, que  disputaram diversas partidas decisivas nos últimos anos, o encontro marca o primeiro jogo do meia Lucas Lima contra o seu ex-clube.

Se por um lado será a primeira vez de Lima usando a camisa alviverde perante o Peixe, do lado santista David Braz, que foi formado na  categoria de base do Palmeiras, novamente veste a camisa alvinegra contra o Verdão. Por essa particularidade, esse será o jogo dos “exs”.

Garotos x Experiência

Ao longo da história do clássico entre Palmeiras e Santos os dois clubes sempre apresentaram um jogo franco e vistoso quando se encontraram, com muitos gols e plasticidade. O time praiano invariavelmente aposta em jovens garotos de talento e pratica um futebol ofensivo, jogando e deixando  jogar, sempre privilegiando o ataque.

Já o Palmeiras normalmente aposta em jogadores mais experientes, renomados, e possui uma longa tradição de praticar um jogo mais cadenciado e técnico, com vocação de propor o jogo a todo instante e impor a sua classe para dominar os seus adversários e alcançar as vitórias.

Fazendo uma análise rápida de ambos elencos, as duas escolas de futebol nesse ano estão em consonância com suas tradições históricas.

O Peixe aposta na velocidade dos seus garotos de frente (Copete, Arthur Gomes, Rodrygo, Gabriel) para buscar o resultado positivo. Já o Palestra deverá buscar o caminho da vitória contando com a habilidade de Lucas Lima, Dudu, Moisés, Willian e Gustavo Scarpa.

Craques

Grandes craques vestiram a camisa dos dois clubes ao longo do tempo. O primeiro caso ocorreu nos anos 30, com o atacante Feitiço. Um dos maiores artilheiros do time da Vila Belmiro, encerrou a sua carreira atuando pelo Palestra Itália.

Nos anos 40, Claudio Cristovão Pinho, revelado no time santista se transferiu para o Palmeiras e foi o autor do primeiro gol da história do alviverde, após adotar o seu novo nome em 1942. Ainda nesse período, o atacante argentino Echevarrieta, que é o estrangeiro com maior número de gols da história palmeirense, se transferiu para o time praiano. Em 1943, o goleiro Ciro Portieri atuou pelo Palmeiras em duas partidas. Ele marcou época defendendo a meta santista na conquista do primeiro título estadual do Santos em 1935.

Nos anos 50, o goleiro Laercio e o meia Jair da Rosa Pinto, que defenderam o Palmeiras, foram para o Santos. Em contrapartida, o zagueiro Formiga, o meia Vasconcelos e o atacante Odair Titica, ídolos santistas, trocaram o alvinegro pelo Verdão.

O zagueiro Djalma Dias, que brilhou na Academia Palmeirense nos anos 60, também teve grande passagem com a camisa santista. Alfredo Mostarda outro grande zagueiro palmeirense que fez parte da Academia Alviverde dos anos 70, defendeu o Santos no fim de sua carreira.

Zetti, goleiro formado no Palmeiras nos anos 80 e com passagens pela seleção brasileira, defendeu as duas camisas.

Nos anos 90, Cleber (zagueiro), Cesar Sampaio (meio campo) e Velloso (goleiro), marcaram as suas trajetórias com as duas camisas. Nos anos 2000, o meia Pedrinho e o volante Arouca também mostraram seu valor nos dois clubes, conquistando títulos.

Casos únicos

Poucos sabem, mas dois dos maiores ídolos santistas tiveram passagens relâmpago pela Sociedade Esportiva Palmeiras.

O meia Antoninho Fernandes foi contratado pelo Palmeiras junto ao time praiano em janeiro de 1951. Chegou a fazer dois jogos pelo alviverde e marcou um gol. Mas a saudades da Vila Belmiro e a relutância dos cartolas praianos em ceder o passe do craque santista fez com que o negócio fosse desfeito e ele retornasse ao Peixe, onde continuou a sua jornada de grande craque.

O outro caso trata-se do atacante Pagão. Em 1955 o jogador pertencia a Portuguesa Santista e foi oferecido ao Palmeiras em sigilo para disputar uma partida amistosa no Rio de Janeiro, onde seria a sua prova de fogo para firmar um contrato com o time palestrino, em caso de ser aprovado.

Os lusos santistas nutriam uma forte rivalidade com o time alvinegro e estavam dispostos a cedê-lo ao Verdão, ao invés do seu vizinho praiano, que já cobiçava o atleta.

Pagão estraçalhou com a camisa alviverde. Fez três gols no amistoso contra a Seleção de Barra Mansa e praticamente selou a sua ida em definitivo para o alviverde. Para não chamar a atenção, os dirigentes alviverdes ao invés de divulgar na súmula da partida o nome de Pagão, colocaram o nome de “Fernando” para o camisa 9.

Mas a notícia inesperadamente vazou na cidade Santos. Os cartolas santistas se mobilizaram e rapidamente endossaram um cheque para o tio de Pagão num valor acima do dobro do que o Palmeiras oferecia para a compra do passe do seu sobrinho junto a Lusa Santista.

Na volta para a cidade praiana, Pagão que dava como certo o seu destino traçado para o Parque Antártica, mal sabia que sua vida esportiva já estava acertada pelo seu tio com o clube da Vila Belmiro, onde se transformou num dos maiores craques do clube e do futebol brasileiro.

Santistas Palmeirenses

Três ídolos santistas já declararam publicamente a sua paixão juvenil pelo Palmeiras, ao longo da história.

O primeiro deles foi José Ely de Miranda, o eterno capitão santista Zito. Em matéria publicada no jornal A Gazeta Esportiva do dia 24 de novembro de 2011, o jogador contou que quando menino torcia para o Palmeiras e seu ídolo era o goleiro Oberdan Cattani.

Em sua biografia escrita pelo jornalista Wladimir Miranda, intitulada “O artilheiro indomável”, o atacante Serginho Chulapa também declarou sua torcida pelo Palmeiras.  Na página 25, há a seguinte afirmação: “… na infância, passada nos campos de terra batida no bairro da Casa Verde, torcia mesmo para o Palmeiras.”

Chulapa conclue dizendo que adorava ver jogar o irreverente e inquieto Cesar Maluco, com a camisa palestrina.

Mais recentemente, o atacante Neymar Jr., também afirmou publicamente em diversas oportunidades a sua torcida pelo Palmeiras quando criança, em entrevistas e nas redes sociais.

No entanto, todos eles nunca jogaram no Palmeiras e brilharam com a camisa santista.

Divino na Vila

Ademir da Guia treinou na equipe juvenil do Santos quando garoto.  Foi aprovado e tinha proposta para ficar na Vila Belmiro. Seu pai Domingos da Guia seria o treinador do time infantil do Peixe.

Domingos iria pedir como salário aos diretores do Santos 9 mil reais para os dois acertarem sua vida com o Peixe. Eles ganhavam 3 mil reais no Bangu. Mas na negociação, o pai de Da Guia aumentou sua pedida para 13 mil reais. O diretor das categorias de base santista disse que somente o responsável por todo o departamente de futebol poderia autorizar aquele salário, mas que no momento ele acompanhava o time principal do Peixe em um compromisso e só chegaria alguns dias depois.

Ademir pediu para o seu pai para voltarem para Bangu. Era semana de carnaval e pretendiam retornar ao litoral paulista após os festejos de Momo. Brincaram o carnaval no Rio de Janeiro e nunca mais voltaram. O destino de Ademir da Guia seria o Palmeiras, para a nossa felicidade!

Chuva de Gols

Nenhum outro clássico paulista teve tantos gols numa única partida como o jogo entre Palmeiras 6×7 Santos, em 6 de março de 1958, válido pelo Torneio Rio-São Paulo, realizado no estádio municipal do Pacaembu.

Dizem que torcedores morreram de emoção dado os revezes do placar, ora com o Palmeiras na frente ora com o Peixe.

Números no Palestra

Essa será a partida de número 78 entre as equipes no estádio Palestra Itália. Até aqui foram 77 jogos, com 40 vitórias alviverdes, 22 empates, 15 vitórias santistas, 144 gols marcados pelos palmeirenses, contra 79 sofridos. Nenhum outro clube fez tantos gols no Palmeiras em seus domínios como o Santos.

O clássico de domingo tornará o Santos Futebol Clube o time que mais vezes atuou diante do Palmeiras em sua casa.

A última vitória do Palmeiras contra os santistas no Palestra Itália foi justamente na decisão da Copa do Brasil no dia 2 de dezembro de 2015, pelo placar de 2 a 1, gols palestrinos marcados por Dudu (2). Na ocasião, o alviverde conquistou o título da competição na disputa por pênaltis.

De lá para cá houveram mais três confrontos, com dois empates e uma vitória do time praiano.

*** Em caso de reprodução dos dados acima, é obrigatório dar os créditos das informações ao autor Fernando Razzo Galuppo e seu respectivo blog pessoal ***

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Lambendo as feridas

Mês de Abril. Eduardo Baptista no comando do Palmeiras. Jogo de ida contra a Ponte Preta válido pela semifinal do Campeonato Paulista em Campinas. Em 30 minutos, Palmeiras sofre três gols e vê a vaga para a final do estadual distante.

Mês de Junho. Cuca no comando do Palmeiras. Jogo de ida válido pelas quartas de final da Copa do Brasil no estádio Palestra Itália. Em 30 minutos, Palmeiras sofre três gols e, apesar da reação, é eliminado pelos gols sofridos em casa.

Mês de Novembro. Alberto Valentim no comando do Palmeiras. Jogo decisivo diante do maior rival pelo Campeonato Brasileiro na casa do adversário. Em 30 minutos, Palmeiras sofre três gols e dá adeus a disputa do título nacional.

Nada é por acaso. Jogamos sem qualquer proteção defensiva durante todo o ano. Todo aberto. Com um meio campo pobre, sem capacidade de criação e marcação. Laterais inexistentes. Erros capitais nos momentos decisivos, na defesa e no ataque. Individualidades abaixo da média e não representando o fator decisivo que assumiam outrora.

Soma-se a isso as diversas mudanças de comando. Um bastidor confuso e contratações equivocadas, que tornaram nosso elenco inchado e desequilibrado.

Sintomático é que em todos os momentos em que dependemos apenas das nossas forças, esse atual elenco deixou muito a desejar e nos frustrou. Não conseguimos fazer um grande jogo sequer nessa temporada.

Nos clássicos, um desempenho apático. Três derrotas contra o maior rival. Duas vitórias e uma derrota contra um cambaleante São Paulo. Uma vitória e duas derrotas contra o Santos. Nesses nove jogos, 13 gols sofridos e 11 gols marcados. Um saldo pífio.

Eliminações prematuras no Paulista, Copa do Brasil, Libertadores e Brasileiro. Um ano em que foi prometido o céu aos torcedores, com ostentação milionária, acaba de forma melancólica e amarga!

Que os egos não ceguem as cabeças pensantes da Sociedade Esportiva Palmeiras e que tenham luz para tomarem as decisões necessárias e reformular um elenco mofado, sem brilho e que está aquém das nossas expectativas.

A hora é de ter lucidez, analisar os erros cometidos (que foram além do limite em todas as esferas), lamber as feridas e recuperar o espaço perdido, projetando um 2018 de acordo com as tradições palestrinas!

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Debutante no clásssico

O goleiro Vinicius Silvestre vestiu pela primeira vez a camisa do time profissional do Palmeiras no clássico diante do Santos Futebol Clube, no estádio da Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro, na noite de sábado (29).

Na história do alviverde foram seis arqueiros que fizeram a sua primeira partida pelo Verdão no clássico contra o rival praiano.

Em 1916, Flosi assumiu a meta palestrina e garantiu a vitória por 4 a 2 contra o Peixe. O goleiro ficou como titular da equipe até 1919, quando deixou o Palestra. Um dos seus principais feitos com a camisa esmeraldina foi defender uma penalidade do lendário Arthur Friedenreich, o principal craque do futebol brasileiro no início do século XX.

No ano de 1932, Joel fazia a sua estréia no gol contra o Peixe. O Verdão venceu por 2 a 1. Mas sua carreira foi interrompida, após uma grave contusão no jogo seguinte diante do Sírio.

Craque consagrado, Jurandyr vestiu a camisa palestrina pela primeira vez em 1935 no empate por 0 a 0 contra o Santos, pelo Campeonato Paulista. O arqueiro foi um dos maiores de sua posição no futebol sul-americano. Brilhou defendendo a seleção brasileira, Palmeiras, Corinthians, Flamengo e equipes argentinas.

Joãozinho, em 1939, era reserva palestrino e fez a sua primeira partida como profissional contra o Santos, num amistoso em que o Verdão foi goleado por 6 a 1. Depois dessa partida, teve poucas chances pelo alviverde e foi negociado.

Em busca de um reserva para o lendário Oberdan Cattani, o goleiro Rei foi um dos inúmeros arqueiros que fizeram um período de testes no Parque Antártica. Teve uma prova de fogo em sua estreia e se saiu bem na vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Santos. Entretanto, teve carreira curta no Palestra. Afinal, na titularidade estava um dos maiores goleiros do futebol mundial.

Emprestado pela Ferroviária de Araraquara enquanto Emerson Leão servia a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1974, Sergio Bergantin foi o último goleiro palestrino a estrear num clássico contra o Santos. Muito desfalcado, o Verdão foi goleado pelo rival pelo placar de 4 a 0.

Vinicius Silvestre na categoria de base do Palmeiras:

Sub-15

Torneio SC Cup (2009)

Sub-17

Taça Rio (2011) – Campeão
*** Na cobrança de pênaltis, o goleiro Vinícius brilhou defendendo duas cobranças.

Campeonato Paulista (2011) – Campeão
*** Defendeu penalidade na decisão do Campeonato Paulista contra o Santos Futebol Clube.

Copa Santiago (2012) – Vice-Campeão

Sub-20

Campeonato Paulista (2012)

Copa do Brasil (2013)

Campeonato Paulista (2013)

Campeonato Brasileiro (2013) – Vice-Campeão

Copa São Paulo de Futebol Juniores (2014)

Copa do Brasil (2014)

Campeonato Brasileiro (2014)

Campeonato Paulista (2014)

vinicius

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Verdão contra tabus

Palmeiras e Santos Futebol Clube entram em campo no domingo (24) no estádio da Vila Belmiro pela semifinal do Campeonato Paulista. Para avançar às finais do estadual, os palestrinos precisarão superar uma série de tabus.

Apesar do confronto datar mais de  100 anos, sendo o rival mais antigo em atividade na vida do alviverde, o Verdão enfrentou o Peixe nessa fase do estadual em apenas três ocasiões: 1999, 2000 e 2009.

Em 1999, o Palmeiras superou os santistas e garantiu vaga na final do Paulista, ao ser derrotado por 2 a 1 no jogo de ida no Morumbi. No jogo de volta, também no Cícero Pompeu de Toledo, o Verdão devolveu o placar de 2 a 1 e eliminou os santistas.

Em 2000, o confronto, também em jogos de ida e volta, registrou empate em 0 a 0 e vitória santistas por 3 a 2, numa virada espetacular, após o time palmeirense abrir 2 a 0 no placar, no estádio do Morumbi.

O terceiro embate entre alviverdes e alvinegros aconteceu em 2009. Também em dois confrontos, os santistas venceram o Verdão por 2 a 1 nos jogos na Vila Belmiro e Palestra Itália. Naquela ocasião o meia Robinho, que hoje defende o Palmeiras, atuava pelo time praiano.

Além desse tabu em Campeonatos Paulistas, o clube alvinegro não é derrotado em seus domínios desde 2011.  A última derrota santista em sua casa foi imposta justamente pelo Palmeiras ao vencê-los por 1 a 0.

De lá para cá, o Verdão fez nove jogos na casa santista, com oito derrotas e apenas um empate, contando partidas pelo Campeonato Paulista, Brasileiro e Copa do Brasil.

Ao longo do tempo, entretanto, o Palmeiras leva ampla vantagem nos confrontos diretos contra os santistas. Confira:

Palmeiras x Santos
Jogos: 322
Vitórias Palmeiras: 136
Empates: 85
Vitórias Santos: 101

Maior Goleada a favor do Palmeiras:  11/12/1932 Palestra Itália 8×0 Santos – Campeonato Paulista

Maior Goleada a favor do Santos: 03/10/1915 Palestra Itália 0x7 Santos – Amistoso

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