Esportes, Italianidade

Ítalo-Palestrino

Avanti – Jornal em São Paulo em língua italiana que lutava pelo POVO no início do Século XX.

Fanfulla – Herói popular italiano que lutava pelo POVO e que deu nome ao maior jornal do início do século XX em São Paulo.

Italianos propunham desde a sua chegada a São Paulo a divisão de renda através do trabalho para o POVO.

Mutuo Soccorso – criada pelos ítalo-paulistas as primeiras organizações sociais para ajuda ao POVO.

Os princípios dos primeiros ítalo-paulistas eram: trabalho, comida e bibliotecas para o POVO crescer e se desenvolver.

Italianos lutaram em São Paulo pela consolidação de direitos e melhores condições de trabalho nas fábricas e nas lavouras para o POVO.

Italianos serviam sopas e pães para o POVO em São Paulo durante a primeira grande recessão vivida pela economia paulista em 1917.

Na Gripe Espanhola de 1918 ítalo-paulistas transformaram as suas instituições em hospitais para o POVO.

Ítalo-paulistas operários das fábricas de São Paulo fundaram para o POVO a SOCIETÀ SPORTIVA PALESTRA ITALIA.

Os primeiros italianos aqui em São Paulo nos ensinaram a sermos homens livres, cultos, generosos, fraternos, solidários e PALESTRINOS!

Dia 2 de junho de 2020. Comemoramos 74 anos da República Italiana! Orgulho em fazer parte dessa coletividade.

torcida

 

FORZA VERDÃO 💚💚💚🇮🇹🇮🇹🇮🇹

Padrão
Esportes

Futebol e Basquete

As duas primeiras modalidades esportivas coletivas da história da Sociedade Esportiva Palmeiras foram, pela ordem, o Futebol e o Basquete. Essa tradição secular do alviverde é um orgulho para todos os palmeirenses que vibraram com inúmeras glórias e ídolos dentro dos gramados e dos ginásios.

Uma expressão do passado cantada pelos palestrinos nas vitórias simboliza essa simbiose : “É com o pé, é com a mão, o Palestra é o Campeão!”.

Essa ligação entre as modalidades fica ainda mais viva quando notamos que consagrados atletas do futebol jogaram partidas oficiais de basquete pelo alviverde, bem como craques das cestas também atuaram pelo esporte bretão palestrino.

Listamos esses casos únicos na vida esportiva esmeraldina:

Oscar Paolillo

Em 1925 atuou pela equipe de futebol do Segundo Quadro do Palestra Italia. Há relatos que também atuava como goleiro, mas é na linha, jogando no meio campo, que aparece os registros de sua participação na equipe esmeraldina naquela temporada.

Craque do basquete, Oscar é o primeiro ídolo nacional desse esporte. Responsável por disseminar a modalidade pelo interior paulista, principalmente, organizando excursões e levando as regras do jogo para as pessoas e praticantes.

Defendeu o Palestra, a seleção paulista e brasileira, conquistando títulos por onde passou. Conciliava a função de jogador e técnico da equipe, cargo esse que ocupou por 24 anos, com pequenos intervalos, até 1949. Um dos seus tantos recordes!

Continuou a servir o clube como o primeiro gerente de futebol da história do futebol brasileiro, ainda nos anos 50. É o funcionário mais antigo até hoje que se tem registro no Palmeiras, com mais de 60 anos de serviços prestados, vindo a falecer nos anos 90.

Renato Paolillo

Assim como seu irmão Oscar, Renato também defendeu a equipe de futebol do Segundo Quadro do Palestra Italia em 1925, atuando no meio campo.

Mas, certamente, sua passagem pelo clube alviverde foi justamente dentro de quadra, vestindo a camisa do basquete palestrino. Enquanto Oscar se encarregava de encestar, Renato era o responsável por guardar a cesta palestrina e evitar os ataques dos adversários.

Se dedicou a vida associativa do clube alviverde, sendo representante oficial da instituição em Federações e Confederações.

Heitor

Figura conhecida nos círculos esportivos por causa de suas qualidades como grande centroavante nos primeiros tempos do futebol paulista, Heitor participou da partida inaugural do basquete alvivede na função de “guarda” em 1924. Sua tarefa era bloquear o ataque adversário, muitas vezes com o uso da força, já que a dinâmica do basquete naquela época era totalmente diferente dos tempos atuais. Seu porte físico e estatura privilegiada – há informações da própria família que sua altura era por volta de 1,90 m – fizeram de Heitor um exímio jogador de defesa militando como cestobolista do Palestra.

Em 1928 participou da campanha do título paulista de basquete do alviverde. Esta equipe foi  batizada carinhosamente pela crônica esportiva como “Os Invencíveis”. Heitor, junto com os irmãos Paolillo – Renato e Oscar – foram os grandes ícones palestrinos que contribuíram para o basquete se tornar o segundo esporte mais popular do Estado de São Paulo e do país, naquela década.

Suas virtudes futebolísticas, são desnecessárias apresentações. Trata-se do maior artilheiro da história palestrina, clube que defendeu de 1916 a 1931, com títulos e glórias.

Nascimento

Um dos maiores goleiros do futebol brasileiro nos anos 20 e 30, Oscar Francisco Nascimento, também deixou sua marca no basquete alviverde. Incorporado a equipe em 1929, foi peça fundamental, ao lado de Heitor, Oscar e Renato para a conquista do bi-campeonato paulista de basquete, sendo pivô do quinteto esmeraldino até o ano de 1932.

Nesse mesmo período, atuando pelo futebol do Verdão conquistou três títulos paulistas e um Torneio Rio-São Paulo com a nossa camisa, mantendo a tradição de grandes goleiros de nossa história.

Vivaldo

Uma lenda do basquete esmeraldino nas décadas de 30 e 40, Vivaldo Biagioni estreou nas quadras e nos gramados no ano de 1935. No futebol palestrino, participou da equipe de Segundo Quadros que ficou com o título de Vice-Campeão Paulista em 35.

Nas quadras, entretanto, teve ainda mais sucesso, defendendo o basquete alviverde por 20 anos! Depois de encerrada a carreira de jogador, foi diretor das categorias de base do basquete do Palmeiras e conselheiro. Em 1949 Vivaldo Biagioni foi eleito o melhor esportista do ano pelo DEFE e recebeu título de benemerência da Federação Paulista de Basquete.

Foi Campeão Paulista e Campeão Estadual em 1935, entre outros torneios.

Índio

O goleiro Índio, reserva do lendário Oberdan Cattani na década de 40, também dividia seu tempo entre o campo e as quadras. Atuando como pivô, ele participou da equipe palestrina de basquete entre 1943 e 1946.

Ulysses de Almeida Pupo, seu verdadeiro nome, participou da campanha do título alviverde do Torneio de Preparação da FPB em 1943, derrotando o quinteto do São Paulo F.C. na final pelo placar de 41 a 34.

Eurides Gianinni, Vendrame e Arnaldo, entre outros craques, foram seus companheiros de equipe nas quadras.

Como goleiro do Verdão, fez seis partidas oficiais pela equipe principal em 1946, sendo o titular na campanha do título do Torneio Início do Campeonato Paulista daquela temporada. Pela equipe aspirantes, foi vice-campeão paulista em 1943.

heitor, renato e oscar1

Equipe palestrina anos 20. Da esquerda para a direita: Heitor Marcelino Domingues (segundo jogador), Oscar Paolillo (terceiro jogador) e Renato Paolillo (quinto jogador)

FORZA VERDÃO!!!

Padrão
Esportes

Presidente dos Enfermos

Em 21 de dezembro de 1917, Valentino Sola foi eleito à presidência da Società Sportiva Palestra Italia, em substituição a Duilio Frugoli, assumindo o cargo em 1918. Em menos de quatro anos de vida, era o décimo mandatário do alviverde. Sua missão esportiva era dar continuidade ao bom trabalho e manter a organização do elenco que havia sido vice-campeão paulista em sua segunda participação no torneio estadual.

Bianco, Picagli e Heitor já eram a espinha dorsal da equipe, que rivalizava com o Clube Atlético Paulistano pelos primeiros postos da competição oficial. A expectativa dos palestrinos ao ver em sua galeria de troféus a primeira conquista do clube era imensa e as chances reais.

O período teve início com a realização da primeira partida interestadual da história do Palestra Itália contra o São Cristovão do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro, válido pelo jogo de ida em disputa da “Taça Jornal do Commércio”, no dia 13 de janeiro.

Em seguida, o Palestra foi convidado pelo Sport Club Corinthians Paulista para a inauguração de seu novo estádio na Ponte Grande, valendo a posse do “Troféu da Associação dos Chronistas Sportivos”, no dia 17 de março.  O jogo terminou empatado em 3 a 3, tendo a necessidade de um jogo desempate para saber quem ficaria com o troféu. Assim sendo, nesta nova partida no dia 24 de março coube ao Palestra a vitória por 4 a 2 alcançando mais uma conquista em cima desse nosso eterno rival.

Iniciado o Campeonato Paulista, o Palestra era apontado como um dos favoritos ao título. Até que os incidentes verificados na partida contra o Clube Atlético Paulistano culminaram com o desligamento do clube alviverde do torneio.

A partir disso, em 4 de julho de 1918, Sola inicia no seio palestrino dois caminhos para o alviverde se manter ativo e em evolução nas lides esportivas e sociais: construção de um campo próprio e criação de uma nova liga de futebol.

Federação Olímpica Paulista

Valentino Sola de pronto arregaçou as mangas e mobilizou clubes que estavam alijados da APEA, a fim de colocar em prática a criação de uma nova liga e manter o futebol com regras mais organizadas e justas.

Surgia a Federação Olímpica Paulista (FOP). Formava-se, assim, a mais nova cisão no futebol paulista, composta pelas seguintes equipes: Palestra Itália, América, Americano, Campos Elyseos, Touring Club Paulistano e Luzitano.

Imaginava-se, àquela altura, um enfraquecimento do Palestra com a sua saída da APEA, entretanto, ocorreu justamente o contrário. O Palestra continuou lotando os campos onde atuava, enquanto a APEA ficou sem um dos seus mais rentáveis integrantes.

O apogeu palestrino, entretanto, ocorreu no dia 01 de setembro, quando derrotou a Seleção Mineira por 6 a 2, para um público de aproximadamente 15.000 pessoas no estádio do Parque Antárctica. Esta vitória rendeu ao clube o título honorário de “Campeão do Brasil”, proclamado pelos jornais Fanfulla e Diário Popular.

Em 01 de outubro, após inúmeras reuniões conciliatórias, bem como a intervenção do presidente da Associação dos Cronistas Esporitvos do Estado de São Paulo, Sr. Olival Costa, junto aos dirigentes da APEA e do alviverde, foi declarada a volta do Palestra para a entidade organizadora dos esportes em São Paulo e a extinção da FOP.

Gripe Espanhola

Em 20 de outubro, uma hora antes de serem iniciadas as partidas da rodada do Campeonato Paulista de 1918, com os estádios tomados pelos torcedores, agentes sanitários ali chegaram para impedir a realização dos jogos, exigindo que não se formasse concentração de público, por causa da “Influenza Hespanhola”, que já se alastrava em solo brasileiro e paulista.

Por conta disso, houve interrupção por dois meses dos jogos oficiais, sendo retomada as partidas em dezembro daquele ano.

Clubes como o Palestra Italia abriram as suas sedes para que se transformassem em leitos de tratamento para os enfermos. No caso palestrino, foram abertas 30 vagas na antiga sala social do clube localizada na rua Líbero Badaró. Os atendimentos aconteceram com a anuência e apoio dos médicos da Cruz Vermelha Brasileira. Além disso o alviverde doou durante três meses para os órgãos de saúde a quantia de 500 mil réis mensais para outros custeios necessários.

Valentino Sola, presidente palestrino, era um jovem que aos 32 anos de idade (nasceu em 29 de junho de 1886) atuava como médico e possuía uma clínica na rua Direita.  Fez seus estudos preliminares no Instituto Manzione de São Paulo. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Roma, Itália, em 1912. Suas especialidades eram as doenças de pele, sífilis, doenças venéreas, urologia, tuberculose e lupus. Antes de residir no Brasil, ele já havia trabalhado em clínicas de Nápoles, Roma e Paris.

Quando dos primeiros casos do surto da Gripe em São Paulo, Sola liderou a abertura do primeiro posto de combate a doença justamente nas dependências do clube que presidia, com a anuência total de seus pares. Ele ao lado do seu colega de medicina Giuseppe Zaccaro foram os responsáveis diretamente pelos cuidados dos pacientes.

Dos 20 locais de tratamento sob a supervisão da Cruz Vermelha Brasileira, o Posto Hospitalar Palestra Italia foi o terceiro que mais recebeu enfermos (atrás apenas da sede da própria entidade e do Posto da Comunidade Syria de São Paulo), segundo relatório da própria entidade publicado em fevereiro de 1919.

Guerra Civil Italiana

Extinta a Grande Gripe em São Paulo, Sola foi reeleito para o cargo de presidente do clube alviverde em 30 de dezembro de 1918. Ficou no posto por menos de quatro meses, pois em 4 de abril de 1919 ele deixa o cargo mais alto do seu clube de coração retornando para a Itália, a fim de quitar as suas obrigações militares.

Durante a primeira Guerra Mundial, Valentino Sola estava no Brasil exercendo as suas funções na medicina e já participando da organização inicial do Palestra Italia, não podendo cumprir o seu dever junto ao serviço militar.

Em solo italiano, dedicou-se a contribuir no posto de médico dos militares durante a Guerra Civil Italiana que eclodiu no ano de 1919. Logo em seguida, nesse mesmo período, foi destacado para atuar na cidade de Fiume (hoje Rijeka, na Croácia), onde os italianos liderados por Gabrielle D´Annunzio travaram uma batalha com os croatas pela conquista daquele território.

Retorno ao Palestra

Em 1921, Valentino Sola retorna a cidade de São Paulo já casado com a senhora Ignez Galizia, em matrimônio realizado na cidade de Nápoles.

Agraciado com a Ordem de Cavalheiro da Coroa Italiana pelos seus serviços prestados ao governo peninsular, manteve suas atividades médicas na capital paulista. No Palestra Italia, esteve ativo como conselheiro e associado. Fez parte de outras entidades ítalo-brasileiras como a Sociedade Dante Alighieri.

Foi homenageado pela prefeitura de São Paulo com nome de rua Doutor Valentino Sola, no bairro Jardim da Gloria, na Zona Sul da cidade. Integrou o corpo médico do Hospital Humberto I (também conhecido como Hospital Matarazzo ou Hospital dos Italianos) e também mantinha suas atividades na sua própria clínica cirúrgica até o seu falecimento com 43 anos de idade, em 6 de fevereiro de 1930.

Conferencista, ensaísta, poeta e jornalista, foi colaborador do períodico “La Stampa Sportiva” onde assinava matérias com os pseudônimos de Doutor Esse e Edelweis.

Como Sola, outros dois presidentes do clube alviverde também exerceram a profissão da medicina: Raphael Parisi (1934 a 1938) e Francisco Patti (1945 a 1947).

Nesse momento em que os profissionais de saúde se transformam em heróis anônimos em busca de estabelecer a paz social na linha de frente do combate a essa desastrosa pandemia, trazemos a singela lembrança do Dr. Valentino Sola, o Presidente dos Enfermos!

05_Valentim Sola

Valentino Sola, médico italiano e presidente do Palestra Italia em 1918

FORZA VERDÃO!!!

Padrão
Esportes

Futebol paulista paralisado

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu suspender, a partir de segunda-feira (16) por prazo indeterminado, as competições nacionais sob sua coordenação que estão em andamento: Copa do Brasil, Campeonatos Brasileiros Femininos A1 e A2, Campeonato Brasileiro Sub-17 e Copa do Brasil Sub-20.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) se reunirá na manhã de segunda-feira (16) com os clubes filiados das Séries A-1, A-2 e A-3 para deliberar medidas contra a expansão da COVID-19, popularmente conhecida como Coronavírus, e deve seguir os mesmos passos da entidade máxima do futebol brasileiro, paralisando temporariamente os campeonatos oficiais das três divisões bandeirante.

Relembre todos os casos na história do esporte bretão em São Paulo em que a principal competição estadual foi interrompida:

Gripe Espanhola 1918

Em 20 de outubro, uma hora antes de serem iniciadas as partidas da rodada do Campeonato Paulista de 1918, com os estádios tomados pelos torcedores, agentes sanitários ali chegaram para impedir a realização dos jogos, exigindo que não se formasse concentração de público, por causa da “Influenza Hespanhola”, que já se alastrava em solo brasileiro e paulista.

Por conta disso, houve interrupção por dois meses dos jogos oficiais, sendo retomada as partidas em dezembro daquele ano.

A APEA (Associação de Esportes Atléticos), à época ficou contrariada com as autoridades de saúde pelo fato de outras atividades consideradas de risco, como circos, teatros, cinemas, por exemplos, não terem a mesma fiscalização e determinação que foi estabelecida pelos agentes públicos.

De acordo com registros de 1918, em São Paulo viviam aproximadamente 410.872 pessoas, sendo que 152.657 adquiriram a gripe espanhola, dos quais foram registrados 2.756 óbitos. A prefeitura franqueou aos munícipes o serviço funerário para pessoas de baixa renda.

Clubes como o Palestra Italia abriram as suas sedes para que se transformassem em leitos de tratamento para os enfermos. No caso palestrino, foram abertas 30 vagas na antiga sala social do clube localizada na rua Líbero Badaró. Os atendimentos aconteceram com a anuência e apoio dos médicos da Cruz Vermelha Brasileira. Além disso o alviverde doou durante três meses para os órgãos de saúde a quantia de 500 mil réis mensais para outros custeios necessários.

O Palestra participou também da criação junto com empresários do setor privado de um grupo de apoio denominado “Comissão de Socorro Estado-Fanfulla” que tinha como objetivo abastecer os enfermos e suas famílias com alimentos e obtenção de ambulâncias para o tratamento em locais de difícil acesso e locomoção.

Houve um engajamento de toda população e vencido o mal, para não expor os atletas, na volta das atividades esportivas, a APEA determinou que os jogos teriam redução de dez minutos em sua duração, ou seja, disputando as partidas em dois tempos de 35 minutos, para preservar a saúde dos atletas até a normalização total da epidemia.

Revolução Tenentista 1924

O Campeonato Paulista de Futebol ficou suspenso por quase três meses na temporada de 1924 devido a convulsão social vivida em São Paulo motivada pelo descontentamento dos militares com a crise econômica e a concentração de poder nas mãos de políticos de São Paulo e Minas Gerais.

A capital paulista foi duramente bombardeada e ocupada pelas forças legalistas. A confusão pelas ruas e os riscos que a população corria fez com que o futebol oficial fosse interrompido de 29 de junho a 17 de agosto.

Revolução Paulista 1932

O Campeonato Paulista de 1932 teve uma brusca parada por causa da Revolução Constitucionalista que se deflagrou no dia 9 de julho. O futebol na capital paulista ficou suspenso de julho a novembro e foi reestabelecido após as hostilidades cessarem.

Devido a essa interrupção, o Campeonato Paulista daquele ano, previsto inicialmente para dois turnos, teve somente o primeiro turno disputado. Os clubes, entre eles o Palestra Italia, colaboraram com o governo paulista, cedendo dependências de suas sedes para que ali se instalassem enfermarias, com campanhas de arrecadação e doação de taças e medalhas, alimentos enlatados, sabonetes, cigarros e outro utensílios para os combatentes.

Criou-se uma divisão do exército denominada como voluntários esportivos, vindos de 60 clubes da capital e interior, chegando a 1,4 mil homens. Os treinamento e manobras militares foram realizados no campo do São Paulo da Floresta, na Ponte Grande. Os atletas/soldados lutaram na cidade de Eleutério, na divisa com Minas, onde se concentravam os embates mais cerrados. Um segundo batalhão esportivo dirigiu-se à região da Mogiana, também na fronteira.

Jabaquarada 1952

O Jabaquara Atlético Clube da cidade de Santos foi declarado rebaixado no Campeonato Paulista de 1951. O time do litoral paulista inconformado com a decisão esportiva, pleiteou a sua permanência na divisão principal através de um recurso junto ao Conselho Nacional de Desportos (CND), órgão regulador e responsável por todo o esporte no país, naquela época.

Como a Federação Paulista de Futebol não havia registrado junto ao CND a Lei de Acesso e Descenso, estabelecida em 1948, e temendo que isso ameaçasse toda a estrutura do futebol paulista, com diversas ações na justiça por todo e qualquer clube, a entidade máxima bandeirante decidiu não rebaixar o Jabaquara e modificar a Lei do Acesso e Descenso, dentro das normas do CND.

Todo esse trâmite fez com que o Campeonato Paulista daquele ano ficasse suspenso durante todo primeiro semestre, iniciando a temporada de jogos apenas em agosto.

Liminar do Corinthians 1979

O então presidente da Federação Paulista de Futebol, Nabi Abi Chedid, visando um maior lucro na fase decisiva do Campeonato Paulista de 1979, ofereceu às emissoras de televisão o direito de transmissão direta de uma rodada dupla, mediante o pagamento da cota de seis milhões  de cruzeiros, uma fortuna para a época.

A rodada em questão marcava Palmeiras x Guarani na partida principal e Corinthians x Ponte Preta, na preliminar.

Vicente Matheus, presidente do Sport Club Corinthians Paulista, com muita artimanha, aproveitando a brecha de Nabi, informou não concordar com a atribuição de seu clube participar de uma rodada dupla e ainda por cima de uma preliminar do seu maior rival. Matheus entrou com recurso na Justiça Comum e obteve liminar paralisando o Campeonato por quase três meses, entre novembro de 1979 e janeiro de 1980.

gripe espannhola 1918

Encarte publicado em jornais para a prevenção contra a Gripe Espanhola de 1918 (Acervo Jota Roberto)

Padrão
Esportes

Nossa única bandeira é Verde

Nascemos pela paixão e saudades de imigrantes italianos por sua pátria nos anos 10. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Anunciamos a participação dos filhos dos italianos na Primeira Guerra no nosso baile inaugural nos anos 10.  Hoje, outros bradariam: direitistas!

Abrimos nossa sede social para o povo na Gripe Espanhola nos anos 10. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Compramos o Parque Antártica com o apoio do clã Matarazzo nos anos 20. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Auxiliamos as famílias das chuvas que desabrigaram centenas de pessoas em Santos nos anos 20. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Recebemos Getúlio Vargas em nossas dependências nos anos 30. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Auxiliamos as famílias do desastre da Cantareira nos anos 30. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Recebemos o General Adalberto Mendes para as nossas fileiras nos anos 40. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Fomos perseguidos pela ditadura tropical devido a nossa origem nos anos 40. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Ajudamos na construção da Catedral da Sé nos anos 40. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Auxiliamos na reorganização do Partido Comunista do Brasil nos anos 40. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Ajudamos na construção da Catedral de Nossa Senhora da Aparecida nos anos 50. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Beneficiamos mais de 700 instituições assistenciais, contemplando com a sua ajuda mais de 300 mil pessoas, com os Periquitos em Revista nos anos 50. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Recebemos o presidente da Itália Giovanni Gronchi em nossa sede nos anos 50. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Abrimos nosso clube para uma das maiores festas do movimento negro brasileiro, a Chic Show nos anos 70 e 80. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Criamos a Escola MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização) em nossa sede social nos anos 70. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Recebemos os shows da Anistia Internacional em nosso estádio nos anos 80. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Enfrentamos amistosamente a Seleção da Argentina durante o regime militar instaurado naquele país nos anos 70. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Fomos pioneiros a reconhecer a participação das mulheres nas arquibancadas oferecendo flores e entrada gratuita para elas nos anos 80. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Enfrentamos amistosamente a Seleção do Chile durante o regime de Pinochet nos anos 80. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Lilico, o primeiro atleta brasileiro declaradamente homossexual, atuou no voleibol do Palmeiras nos anos 2000. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Homofobia veste verde foi uma faixa estendida por nossa torcida nos anos 2000. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Tivemos atletas com a camisa 24 nos anos 2000. Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Não tivemos atletas com a camisa 24 nos anos 2000. Hoje, outros bradariam: direitistas!

Recebemos em nossa Arena o músico Roger Waters que bradou a #elenao nos anos 2010.  Hoje, alguns bradariam: esquerdistas!

Recebemos em nossa Arena o presidente da República Jair Messias Bolsonaro nos anos 2010. Hoje, outros bradariam: direitistas!

O nosso alviverde é um dos pouquíssimos clubes no mundo que se grafa nos dois gêneros. A Sociedade Esportiva Palmeiras, ou simplesmente, o Palmeiras!

Nossa querida instituição não tem lado. Nunca teve. Nunca terá. É laica em seus princípios, valores e estatutos desde sempre. A única bandeira que ostenta em mais de 100 anos de rica e gloriosa existência é a verde e branca.

Sob o seu manto sempre esteve (e estará) todos os credos, raças, cores e religiões. Sem distinção. Ela não escolhe ou seleciona quem dela participa ou faz parte. O processo é inverso. Ela é escolhida, por pura paixão juvenil e quase nenhuma razão por quem quiser e bem entender que o verde é a sua alma.

Dos rincões mais distantes do planeta ao quadrilátero da Pompéia pulsam milhões de corações esmeraldas. Com diversidades múltiplas. Cada qual com a sua verdade, simpatia, empatia e antipatia.

Não se confunde Sociedade Esportiva Palmeiras com quaisquer ideologias que não sejam as vitórias nas lides esportivas. Esse é o seu destino e vocação. Essa é a responsabilidade e missão de quem a comanda. É a herança deixada por nossos antepassados.

O Palmeiras não é de direita. O Palmeiras não é de centro. O Palmeiras não é de esquerda. O único “ismo” que nos representa é o PALMEIRISMO! A única política que nos move (ou não) é a das cornetas pulsantes e incessantes em nossas sagradas Alamedas. E essa já nos basta, cansa, consome, divide, une, ergue ou afunda.

É por tudo isso e muito mais que o Palmeiras é um clube de todos, sempre!

bandeira2

FORZA VERDÃO!!!

Padrão
Esportes

Levantar a cabeça

Frustração. Decepção. Ressentimento. Raiva. Ou qualquer outro sentimento que o valha é justo e compreensível nesse momento entre nós palmeirenses para expressar um dissabor. O torcedor tem sempre razão e acima de tudo paixão. Cada um sente e se manifesta por uma perda a sua maneira. A todos os palestrinos meu respeito profundo e um pedido de desculpas por uma eliminação dolorida.

Desde o fim da fatídica noite da última terça-feira no estádio municipal muito ouvi, li e observei atento e calado, buscando um melhor entendimento. Somente agora me sinto em condições razoáveis para me expressar sobre o atual momento.

Muitas soluções sendo apontadas. Muitas teorias sendo levantadas sobre o fracasso da desclassificação e da temporada, até aqui. Muita agitação de toda ordem e partindo de todas as frentes. Algumas com consciência e razoabilidade. Outras odiosas e oportunistas.

Vozes que não tem nenhuma relação com o Palmeiras se levantam e bradam a pleno pulmões: “O Palmeiras é Soberbo”, “O Palmeiras joga feio”, “O Palmeiras é Arrogante”, “O Palmeiras é antipático”. Fazem enquete para induzir o ódio ao Verde. Tentam de todas as formas colar tendências ideológicas a um clube laico e plural. Tratam o clube esmeraldino com caricatura e falta de respeito. Como se tudo o que fazemos é pífio e quem defende essas cores são uns completos idiotas e ignorantes.

Quase sempre esses mesmos que verbalizam contra o Palmeiras na derrota são aqueles que na vitória afirmam: “Esquema não sei o quê”, “Fair Play Financeiro”, “Campeão por Fax”, “Ultrapassado”, entre outros menosprezos, afim de diminuir as nossas glórias e conquistas.

Esses “formadores de opinião”, em sua maioria são ex-jogadores de rivais, que lutaram contra nós dentro do campo toda vida, que possuem referências outras que não são as nossas, que desconhecem a nossa essência, que tem empatia com outros valores.

De todas as manifestações de ex-jogadores que li e ouvi, fico com a mais pura e verdadeira. De alguém que de fato deve ser ouvido e nos representa como nenhum outro jamais fez. Ademir da Guia, o maior de todos de nossa história, em sua conta oficial de twitter, escreveu:

“A dor é passageira, mas o orgulho de torcer para o Palmeiras é eterno. Domingo vocês têm uma nova oportunidade de dar a volta por cima. Nos encham de orgulho novamente!”. Estou sempre com você, Divino. E faço minhas as suas palavras!

Somos todos nós que vestimos verde que temos a capacidade de reverter esse estado de espírito em que nos colocamos. Foi assim no passado, quando enfrentamos juntos um longo jejum de títulos. Quando resgatamos o Verdão de seus dois descensos. Quando sobrevivemos a Guerra. Será assim pela eternidade. Por entre gerações, o nosso processo constante de renascimento. Temos uma longa jornada pela frente. A começar pelo duelo no Maracanã, no Rio de Janeiro, domingo, contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro.

A hora é de levantar a cabeça e mostrar que de fato é campeão!

bandeira2

FORZA VERDÃO!!!

Padrão
Italianidade

Paulistinha, sim senhor!

O palmeirense tem sido tachado por alguns setores da crônica esportiva e também por dirigentes do futebol paulista como um clube “chorão”, justamente pelo fato dos esmeraldinos lutarem por aquilo que julgam ser o caminho mais correto. Um comportamento, no mínimo, infantilizado de quem tenta diminuir os reclames palestrinos e não aceita ser contestado, adotando um discurso subserviente.

De 2018 para cá, a má vontade (quero ainda não acreditar em má fé) e os sucessivos erros contra a Sociedade Esportiva Palmeiras protagonizados pela FPF são notórios, gerando um estado de espírito litigioso entre as partes.

Na história centenária Palestrina, o clube alviverde já protagonizou duas grandes cisões com a entidade máxima do futebol paulista, afastando-se das competições estaduais, por não concordar com a forma desrespeitosa que fora tratado.

A primeira delas aconteceu em 1918. Tendo início o Campeonato Paulista, o Palestra, com pouco mais de três anos de vida, já era apontado como uma potência do futebol paulista, dono de uma popularidade enorme e candidato a conquista do título.

Apesar de alguns tropeços diante da A.A. das Palmeiras e da A.A. São Bento, a equipe brigava pelas primeiras colocações. Foi quando no dia 30 de junho, no jogo entre Palestra Italia e Clube Atlético Paulistano, devido aos inúmeros erros cometidos pelo juiz da partida em favor do Paulistano, entre outras provocações feitas por dirigentes deste clube dias antes da partida nos veículos de imprensa, jogadores e torcedores alviverdes envolveram-se na maior briga já vista, até então, no esporte paulista.

As arquibancadas do estádio do Jardim América, sede do Paulistano, clube aristocrata onde se concentrava a burguesia da cidade, foram completamente destruídas pelos palestrinos. O árbitro apanhou feito gente grande. A guarda montada precisou intervir. Foi um verdadeiro caos!

Era o orgulho do Palestra que tinha sido ferido. Segmentos da imprensa e o próprio Paulistano haviam tocado na essência italiana daqueles imigrantes que viam no Palestra um elo que os uniam a sua terra natal, a Itália.

Provocações de todos os tipos contra os torcedores e jogadores palestrinos, a fim de desestabilizá-los foi o motivo maior que gerou um estado pleno de revolta, culminando com o mau resultado no campo de jogo, tornando uma simples partida, numa questão de vida ou morte para a coletividade palestrina.

Assim sendo, no dia 3 de julho de 1918, a gente palestrina, após uma histórica assembleia geral, que reuniu mais de 800 associados, decidiu o desligamento do Palestra Italia da APSA (Associação Paulista de Sports Atléticos), por unanimidade de votos, e automaticamente a criação de uma nova liga.

Surgia a Federação Olímpica Paulista – F.O.P. Formava-se, assim, a mais nova cisão no futebol paulista, composta pelas seguintes equipes: Palestra Italia, América-SP, Americano-SP, Campos Elyseos, Touring Club Paulistano e Luzitano.

Eis a transcrição da decisão palestrina veiculada nos jornais da época no dia 4 de julho de 1918, sob o título, “O Palestra desliga-se da APSA”:

“De acordo com a assembléia geral realizada no dia 03/07/1918, a Societa Sportiva Palestra Italia, por unanimidade de votos – o que representou mais de 800 votos – decidiu o desligamento dessa sociedade da APSA.

Os motivos dessa resolução são bastante conhecidos em São Paulo e devem-se aos deploráveis incidentes ocorridos no Jardim América em 30/06/1918.

Na mesma reunião foi aventada a idéia de construir um campo próprio, sendo aberta então uma subscrição entre os sócios presentes que imediatamente logrou o saldo de 60 contos de réis”.

Imaginava-se, aquela altura, um enfraquecimento do Palestra com a sua saída da APSA, entretanto, ocorreu justamente o contrário. O Palestra continuou forte, vencedor, deu início ao projeto de compra de sua praça esportiva, enquanto a APSA perdia um dos seus mais rentáveis integrantes.

A volta para a competição estadual veio no ano seguinte, após inúmeras reuniões conciliatórias, bem como a intervenção do presidente da Associação do Chronistas Sporitvos do Estado de São Paulo, Sr. Olival Costa.

Nova cisão em 1924

Uma vez mais, como em 1918, o Palestra Italia sacrificou-se tecnicamente, tomando a decisão de abandonar o campeonato oficial da APSA, a fim de que prevalecesse o respeito que lhe era devido, bem como a honra e dignidade da família palestrina.

A entidade maior do futebol passava por uma reforma nas suas leis esportivas e disciplinares a pedido do Paulistano e apoiado pela maioria dos clubes filiados, inclusive pelo próprio clube de Parque Antártica.

Logo após a primeira partida da equipe no certame local contra o Paulistano, no dia 21 de abril de 1924, Nigro e Cassarini, atletas alvi-esmeraldinos, foram os primeiros alvos de tais reformas, sendo ambos acusados de praticarem jogo violento e de modo arbitrário suspensos por três jogos pela comissão de sindicância da Associação. O clube alviverde, a contragosto, recorreu a decisão, mas de nada adiantou.

A gota d’agua, no entanto, estava reservada para o dia 3 de maio de 1924. No tumultuado jogo contra o Braz Atlhetico, o Palestra, já desfalcado destes importantes jogadores, além de Picagli que fora suspenso pela APSA no final da temporada anterior, participou de uma grande confusão dentro de campo. Primo, goleiro alviverde, brigou com atletas da equipe adversária, Heitor sofreu uma grave contusão, devido à violência dos adversários, o juiz da partida abandonou o campo tendo que ser substituído, enfim houve de tudo, menos futebol.

No dia seguinte a partida, a decisão da APSA foi ágil e severa contra o Palestra, suspendendo Primo e Heitor, imediatamente. A diretoria palestrina reuniu-se e decidiu, por unanimidade, abandonar a competição citadina, deixando clara a sua posição de descontentamento com os modos como o clube vinha sendo tratado pela entidade que controlava o futebol paulista.

O clube ficou disputando amistosos durante todo o ano de 1924, retornando para as disputas oficiais no ano seguinte, após disputa de um jogo eliminatório contra o campeão da segunda divisão do Campeonato Paulista.

simbolo-original

FORZA VERDÃO!!!

Padrão
Esportes

Freguês Fiel

Nem todos os apaixonados pelo futebol possuem conhecimento de algumas importantes vantagens palestrinas no Derby ao longo dos mais de 100 anos de disputa desse clássico e eterno confronto.

Se faz necessário algumas lembranças, as quais elencamos:

Quem mais marcou em Derbys: 522 gols alviverdes contra 483 alvinegros

Maior Goleada em Derbys pelo Paulista: Palestra Itália 8×0 Corinthians (1933)

Maior Goleada em Derbys pelo Brasileiro: Palmeiras 4×0 Corinthians (2004)

Maior Goleada em Derbys por qualquer competição: Palestra Itália 8×0 Corinthians (1933)

Confrontos Diretos em Campeonatos Nacionais:  Palmeiras 21 vitórias contra 17 vitórias alvinegras

Confrontos Eliminatórios em Libertadores da América: Palmeiras duas eliminações a seu favor (1999 e 2000) contra nenhuma do rival

Derbys realizados em estádios fora da capital: 15 jogos, 6 vitórias do Palmeiras, 1 vitória do Corinthians, 8 empates
(Barretão, Barretos-SP, Benedito Teixeira, São José do Rio Preto-SP, Eduardo José Farah, Presidente Prudente-SP, Fonte Nova, Salvador-BA, Martins Pereira, São José dos Campos-SP, Morenão, Campo Grande-MS, Santa Cruz, Ribeirão Preto-SP)

Decisões de títulos em competições oficiais em confrontos diretos:

Palmeiras: 8 conquistas

  1. 1935 – Torneio Início
  2. 1936 – Campeonato Paulista
  3. 1938 – Campeonato Paulista Extra
  4. 1951 – Torneio Rio São Paulo
  5. 1974 – Campeonato Paulista
  6. 1993 – Campeonato Paulista
  7. 1993 – Torneio Rio São Paulo
  8. 1994 – Campeonato Brasileiro

Corinthians: 3 conquistas

  1. 1995 – Campeonato Paulista
  2. 1999 – Campeonato Paulista
  3. 2018 – Campeonato Paulista

NÚMEROS GERAIS DO DERBY

Jogos: 370
Vitórias Palmeiras: 131
Empates: 110
Vitórias Corinthians: 129
Gols marcados Palmeiras: 522
Gols marcados Corinthians: 483

simbolo-original

FORZA VERDÃO!!!

Padrão
Esportes

Números do Derby

O Torneio Início foi uma competição criada puramente pelos brasileiros. O primeiro registro desse modelo de torneio de tiro curto, congregando diversas agremiações em um mesmo dia e local, com caráter beneficente, aconteceu justamente nos primeiros anos do século passado.

Pode se dizer que o Rio de Janeiro foi o berço do Torneio Início, já que a competição foi criada em 1916 pela Associação de Cronistas Desportivos do Rio de Janeiro (entidade atualmente denominada Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro – ACERJ). A primeira edição do Torneio Início do Rio de Janeiro, cuja final fora disputada entre Fluminense e América e que teve o Tricolor Carioca como o grande vencedor, jogando em casa, contou com cerca de cinco mil espectadores e teve a renda destinada em benefício da instituição denominada Patronato de Menores.

Três anos mais tarde, em 1919, a Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (ACEESP), junto com a Associação Atlética das Palmeiras, extinto clube da capital paulista, introduziram a competição no calendário esportivo bandeirante.

Sua fórmula popular foi reproduzida nas principais praças esportivas do Brasil: os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, por exemplo, já haviam aderido à competição a partir de 1917, enquanto, no Paraná, o Torneio Início foi implantado em 1918. Já em Pernambuco e na Bahia, a competição começou a ser disputada em 1919 – assim como em São Paulo. E no Ceará, no Rio Grande do Sul e em Alagoas, o certame fora disputado pela primeira vez, respectivamente, em 1920, 1921 e 1927.

A partir dos anos 50, por conta de questões financeiras e do aumento dos clubes nas divisões principais, a competição perdeu a sua importância, sendo descontinuada, tendo algumas edições esporádicas e esparsas, mas sem o mesmo prestígio.

O livro oficial da Federação Paulista de Futebol, escrito pelo jornalista Rubens Ribeiro, denominado “O Caminho da Bola”, que remonta a trajetória de mais de cem anos de futebol em São Paulo, retrata todas as edições da competição, com detalhes e resultados dos jogos.

PALMEIRAS NO TORNEIO INÍCIO

De 1919 a 1996, a Sociedade Esportiva Palmeiras disputou 87 partidas válidas pelo Torneio Início do Campeonato Paulista em toda a história da competição, contra as mais diversas agremiações, sagrando-se campeão nas seguintes edições: 1927, 1930, 1935, 1939, 1942, 1946 e 1969.

Independente do adversário, todas essas partidas são consideradas válidas pelo clube devido os seguintes critérios:

(1) Competição oficial organizada e chancelada pela entidade máxima do futebol estadual;

(2) Competição com regulamento definido;

(3) Competição com premiação estabelecida (troféu e bonificação em dinheiro aos participantes);

(4) Competição com arbitragem oficial;

(5) Competição com ampla difusão da mídia;

(6) Competição com bilheteria, renda e público;

(7) Competição com tradição e continuidade por cerca de quatro décadas consecutivas;

(8) Competição congregando todos os filiados da Divisão Principal;

(9) Competição em que as equipes utilizam seus uniformes oficiais;

(10) Competição em que os atletas deveriam estar devidamente filiados e registrados de acordo com as normas vigentes;

(11) Competição com súmula oficial.

Posto isso, a Sociedade Esportiva Palmeiras entende que há mais elementos que fazem a competição ter um pertencimento histórico relevante em vez de simplesmente eliminá-la de sua vida esportiva, como algo que nunca existiu, por puro anacronismo.

QUEM TAMBÉM CONSIDERA

O Clube de Regatas do Flamengo, por exemplo, que congrega um grupo de reconhecidos historiadores do clube na difusão e resgate histórico da agremiação carioca, por meio do site Fla-Estatísticas, tem o seguinte entendimento sobre a validação do Torneio Início como jogo oficial, o qual transcrevemos:

“JOGOS OFICIAIS: Consideramos na estatística oficial de jogos, aqueles em que o time do Flamengo entrou em campo obedecendo os critérios da FIFA. Mesmo quando há uma das restrições citadas abaixo, consideramos como jogo oficial do clube.

1ª Restrição: Jogos disputados em torneios que tinham jogos com duração menor que 90 minutos. Como exemplo, temos o Torneio Início e alguns torneios disputados na Europa e América do Sul. Mesmo não seguindo as determinações oficiais da FIFA, consideramos estes jogos oficiais, pois faziam parte de torneios realizados por Federações, Confederações e Entidades locais oficiais e quando o C. R. Flamengo se sagrava campeão, o título era considerado na lista oficial de títulos do clube.”

Veja mais aqui: www.flaestatistica.com/criterios

DIVERGÊNCIAS

Há divergências nos números dos confrontos entre Palmeiras e Corinthians justamente por conta dos critérios utilizados pelos clubes no tratamento de sua história: o Alviverde considera as partidas válidas por Torneios Inícios para fins de estatísticas, enquanto o Alvinegro suprime estes resultados quando contabilizam seu retrospecto.

Desde a implementação estatutária do Departamento de Acervo Histórico da Sociedade Esportiva Palmeiras, em 2005, o grupo de trabalho alviverde segue a mesma metodologia e princípios, e sempre considerando as partidas válidas pelo Torneio Início, a exemplo do que fez o Almanaque do Palmeiras, de autoria de Celso Dario Unzelte e Mário Sergio Venditti, publicado em 2004 pela Editora Abril, que contempla jogos de Torneio Início e outras competições similares contra todas as equipes do futebol paulista, sem distinção e revisionismo.

O Sport Club Corinthians Paulista, conforme a sua posição oficial e pública, utiliza como números oficiais os dados fornecidos pelo jornalista Celso Dario Unzelte.

De 2000 até os dias atuais, Unzelte já apresentou as seguintes posições nos mais diversos trabalhos por ele elaborado:

Almanaque do Timão – Volume 1 – (autor: Celso Dario Unzelte) publicado em 2000 pela Editora Abril.

Todo o almanaque considera as dezenas de jogos do Corinthians pelo Torneio Início de 1919 a 1996, além do Torneio Henrique Mündel, o qual a agremiação corintiana jogou com o time titular.

Esse mesmo Almanaque foi reeditado em 2005, porém, desta vez, sem os jogos do Torneio Início e do Torneio Henrique Mündel.

Corinthians x Palmeiras – Uma história de Rivalidade (autor: Antônio Carlos Napoleão), publicado em 2001 pela editora Mauad, com colaboração de Celso Dario Unzelte.

O trabalho distingue o Torneio Início separadamente, mas traz como jogo válido o Torneio Henrique Mündel.

Revista Placar – Os Grandes Clássicos (maio de 2005). Com colaboração de Celso Dario Unzelte

A edição não considera os Torneios Inícios, mas traz como jogo válido o Torneio Henrique Mündel.

Site – Meu Timão

Um dos portais mais importantes de difusão de conteúdo sobre o Sport Club Corinthians Paulista, o Meu Timão apresentou matéria especial sobre a conquista do Torneio Início, em 17 de novembro de 2017, às 16h43, assinada por Celso Dario Unzelte.

Site Oficial – SCCP

O site oficial do Sport Club Corinthians Paulista também faz referências à competição, tanto em algumas matérias do site quanto na sua relação de conquistas e cronologia histórica.

Revista O Mundo do Futebol publicada em 2003 pela Editora On Line, com colaboração e consultoria de Celso Dario Unzelte.

A obra traz os jogos do Torneio Início e do Torneio Henrique Mündel na contagem geral dos números do confronto.

CONCLUSÃO

O trabalho elaborado pela Sociedade Esportiva Palmeiras engloba todos os confrontos oficiais entre as equipes principais dos dois tradicionais clubes na história, sem distinção, respeitando e preservando a história puramente factual, de forma fria, sem análises, interpretações personalistas, critérios próprios ou julgamentos.

O trabalho elaborado pelo Sport Club Corinthians Paulista apresenta os números, alegando que os Torneios Inícios e a Taça Henrique Mündel não eram competições jogadas em 90 minutos, apesar de a competição ser oficial organizada pela entidade máxima do futebol bandeirante, ter súmula, juiz, valer taça, ter público, bilheteria e registros nas federações e imprensa.

Vale lembrar que, nem sempre na história do futebol, as partidas eram jogadas em 90 minutos. No início dos tempos, por exemplo, as partidas eram divididas em dois tempos de 40.

Indo além, as partidas disputadas em 1918 e no começo de 1919 foram limitadas em seu tempo de jogo ainda mais, baixando as partidas do Campeonato Paulista para dois tempos de 35 minutos, devido à epidemia da Gripe Espanhola, por exemplo.

Segundo a ótica alvinegra, como ficam os jogos que houveram prorrogação? Afinal, segundo eles, o critério para estabelecer o que é ou não jogo válido são apenas os 90 minutos. Partindo disso, a semifinal do campeonato paulista de 1986 e as finais do paulista de 1993 e 1995 deverão ser riscadas da história do Derby?

Partindo da análise dos corintianos, teriam então que ser deconsiderados inúmeros jogos da história do Derby, pois a regra utilizada por eles para formatação de seus conceitos históricos não atende aos parâmetros de análise por eles mesmos criados e entendidos como ponto de fé e verdade absoluta, aos quais apontamos acima.

O trabalho do Palmeiras tem como a regra número 1 o seguinte parâmetro: não se mede o passado com a régua do presente e vice-versa. Deve-se respeitar os fatos de acordo com o seu tempo e o seu espírito.

No entanto, cabe a cada um julgar por si só os metódos adotados pelas duas instituições na preservação da história de um dos maiores confrontos do futebol mundial e utilizar a métrica que melhor lhe convém. A Sociedade Esportiva Palmeiras trabalha com fatos. E, aos fatos, respondemos.

Se o Corinthians entende que os jogos do Torneio Início contra o Palmeiras devam ser descartados e não valem nada, entendemos que eles prestam um desserviço à memória de seu próprio clube. Afinal, o time alvinegro possui oito títulos da competição, sendo o maior campeão do torneio, e por conta de não reconhecê-lo, segundo o que foi exposto no trabalho alvinegro, tem por si só essas conquistas descartadas de sua rica galeria de campeões. Já nós, do Palmeiras, damos muito valor a tudo aquilo que conquistamos, com suor e fibra, no gramado em que a luta sempre nos aguarda. Principalmente a todas as vitórias sobre o nosso maior rival.

NÚMEROS DO DERBY

Jogos: 369
Vitórias Palmeiras: 131
Empates: 110
Vitórias Corinthians: 128
Gols marcados Palmeiras: 522
Gols marcados Corinthians: 482

luis pereira consola rivelino 1974

FORZA VERDÃO!!!

Padrão
Esportes

Melhor do século XXI

No século XXI não houve um time na história da Sociedade Esportiva Palmeiras que conviveu mais com as vitórias como o elenco Campeão Brasileiro de 2018. Foram 48 triunfos em 77 jogos (contando os amistosos na América Central). O recorde anterior de vitórias numa única temporada nesse novo século havia sido em 2008, quando o Verdão registrou 38 vitórias em 71 jogos.

Foi também em 2018 o ano que o torcedor palmeirense mais vezes soltou o grito de gol. Foram 131 tentos marcados, superando a marca de 126 gols marcados nas temporadas de 2003 e 2004.

Pela primeira vez nesse século o Palmeiras terminou uma temporada sem derrotas superiores a dois gols de diferença. Isso aconteceu em apenas duas ocasiões nas derrotas para o Boca Juniors, no estádio da Bombonera, pela Copa Libertadores da América e para o Corinthians, na Arena Itaquera, pelo Campeonato Paulista.

Em 2018, registramos também o melhor saldo de gols em uma temporada nesse século com uma marca de 82 gols positivos. O recorde anterior havia sido em 2003 quando terminamos o ano com 57 gols positivos.

Nessa temporada, pela primeira vez na história do clube, um atleta terminou a temporada sendo artilheiro por duas competições. Borja foi o goleador máximo do Campeonato Paulista e da Copa Libertadores da América. Algo inédito.

Registramos a Melhor Campanha da história do Campeonato Brasileiro em um único turno na era dos pontos corridos (2003 em diante) com 47 pontos conquistados no segundo turno, obtivemos a Maior sequência invicta da competição com 23 partidas invictas, melhor ataque, melhor defesa, maior número de vitórias, menor número de derrotas, melhor desempenho como visitante, melhor desempenho como mandante, líder de arrecadação, craque do campeonato com o atacante Dudu e o melhor técnico do campeonato com Luiz Felipe Scolari.

Nesse ano, conquistamos feitos expressivos como aplicar a maior vitória de um clube estrangeiro sobre o Boca Juniors atuando no estádio do rival em jogos por competições oficiais.Quebramos o incômodo tabu de 16 anos sem vencer o São Paulo Futebol Clube no estádio do Morumbi. Após 17 anos voltamos a disputar uma semifinal de Copa Libertadores da América. Entre outros.

Nas arquibancadas, quebramos o recorde de público do novo Palestra Itália com 41.256 pagantes presentes na partida entre Palmeiras 3×2 Vitória, pelo Brasileirão.

Além desses recordes e marcas alcançados pelo futebol profissional, os palmeirenses puderam se orgulhar também do seu futebol de base e dos esportes olímpicos do clube. Pelo segundo ano consecutivo, o alviverde classificou todas as suas cinco categorias de base do futebol para as finais do Campeonato Paulista. Feito inédito que nenhum outro clube na história jamais conseguiu.

Foram 25 conquistas alviverdes nas categorias de base do futebol, sem contar premiações individuais e convocações de atletas para a seleção brasileira:

Torneio Ibercup – Etapa Brasil (Sub-10)
GO Cup (Sub-11)
Copa Bellmare U-11 Internacional (Sub-11)
1ª Copa Internacional de Avanhandava (Sub-12)
Copa Puma Toreros (Sub-12)
Mito Hollyhock Cup (Sub-13)
Campeão Paulista (Sub-13)
Encontro de Futebol Infantil Pan-Americano (EFIPAN) (Sub-14)
Tokyo U-14 International Youth Football Tournament (Sub-14)
Dani Cup (Sub-14)
Campeão Brasileiro (Sub-14)
Copa do Brasil de Futebol Infantil (Sub-15)
Torneio We Love Football (Sub-15)
Torneio FAM CUP – Série Prata  (Sub-16)
Saitama International Football Festival (Sub-16)
Salvador Cup – Série Prata (Sub-16)
Copa Santiago de Futebol Juvenil (Sub-17)
Scopigno Cup (Sub-17)
Mundial de Clubes (Sub-17)
Campeão Paulista (Sub-17)
Torneio de ICTG Uitgeest (Sub-20)
Torneio de Terborg (Sub-20)
CEE Cup (Sub-20)
Campeão Brasileiro (Sub-20)
Campeão Paulista (Sub-20)

Foram 16 conquistas coletivas nos esportes olímpicos que militamos, sem contar as centenas de conquistas individuais e convocações para as seleções brasileiras das respectivas modalidades:

Basquete

Campeão Paulista (Mirim)
Copa Brasil de Clubes (Infanto-Juvenil)
Campeão Estadual (Infanto-Juvenil)

Futebol Americano

Campeão Metropolitano (Adulto Feminino)

Futsal

Campeão Metropolitano (Sub-16)
Taça Brasil de Futsal (Sub-9)
Campeão Estadual (Sub-10)
Campeão Estadual (Sub-12)
Campeão Estadual (Sub-16)

Futebol de Mesa

Campeão Paulista (Adulto Masculino)

Ginástica

Campeão Estadual (Adulto)
Campeão Estadual (Categoria de Base)
Campeão Pan-Americano (Infanto-Juvenil)

Hóquei in Line

Campeão Paulista (Adulto)
Campeão Copa São Paulo (Sub-20)

Tênis

Campeão Paulista Interclubes (Especial Adulto Masculino)

Esse é o maior legado que toda a coletividade esmeraldina sonha e deseja. Nossa tradição se faz com títulos e troféus. Seguimos fortes nessa direção. É missão de fé dos nossos gestores impulsionar cada vez mais a grandeza do nosso querido Alviverde.

Nesse particular, estamos muito bem representados. Temos na figura do presidente Maurício Galiotte um gestor com perfil conciliador, apaixonado pelo clube e capaz de nos conduzir com sabedoria e competência. Não à toa, obtivemos todos os prêmios de gestão e reconhecimento dos principais veículos e órgãos que avaliam a administração dos clubes esportivos.

Temos também um parceria sólida que nos oferece um invejável suporte financeiro para mantermos a nossa excelência esportiva, na figura da FAM e Crefisa, empresas comandadas pelos conselheiros José Roberto Lamacchia e Leila Pereira.

Aliado a isso um corpo de profissionais, colaboradores, conselheiros e diretores que atuam em todas as esferas do clube com dedicação ímpar, paixão e capacidade acima da média.

Acima de tudo, uma torcida apaixonada, que conduz esse sentimento de palestrinidade com alma e coração, em todos os momentos!

Estamos no caminho certo. Somos a Sociedade Esportiva Palmeiras!

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO À TODA FAMIGLIA PALMEIRENSE!

QUE 2019 SEJA AINDA MAIS ALVIVERDE E REPLETO DE NOVOS FEITOS E CONQUISTAS!

mosaico

FORZA VERDÃO!!!

Padrão