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Fiel… mas nem tanto!

A torcida corintiana se auto-denomina como Fiel, pela sua relação apaixonada com o time. O preto e branco é sagrado para eles. Verde nem pensar. Vetam e repudiam tudo o que pode se referir a Sociedade Esportiva Palmeiras, dada a rivalidade que ambos nutrem entre si. A paranóia é tão grande que já cogitaram pintar o gramado do estádio de Itaquera, mudaram janelas esverdeadas, barraram alfaces dos lanches e balinhas de hortelã, entre outras manias. Roupa verde, então, nem por decreto!

Mas isso nem sempre foi assim. Por duas vezes na história, os corintianos viraram casaca literalmente e vibraram pelo seu maior rival Palmeiras, com manifestações públicas e declaradas.

O primeiro registro aconteceu em maio de 1971. Na véspera da partida decisiva entre Palmeiras e Nacional do Uruguai, no Pacaembu, válida pela fase semifinal da Copa libertadores da América, uma comitiva da torcida organizada corintiana foi prestar apoio aos palmeirenses no treinamento, espontaneamente.

Com a premissa de que o “Palmeiras era Brasil na competição continental”, os alvinegros foram até o Palestra Itália dois dias antes do confronto contra os uruguaios e deixaram sua promessa aos dirigentes palestrinos de que estariam no Pacaembu apoiando o Verdão.

O jornal “A Gazeta Esportiva”, do dia 1 de maio de 1971, na página 6, registrou esse fato pitoresco e inusitado, a qual transcrevemos na íntegra:

TORCIDA DO TIMÃO NO BOM EXEMPLO

Parece mesmo que as torcidas de São Paulo estão dispostas a colaborar com a apresentação do Palmeiras diante do Nacional. Ontem, no finalzinho da tarde, a torcida corinthiana compareceu ao Parque Antártica. Falaram com Ernani e comunicaram sua solidariedade para o prélio de amanhã à tarde. Ernani estava feliz:

‘A torcida corinthiana começou com bom exemplo. Irá torcer para o Palmeiras. Grande demonstração. Afinal de contas tudo é Brasil’.

Sorrindo faz um lembrete:

‘O Corinthians já veio. Esperamos contar com a solidariedade de todas as torcidas. Ainda há tempoa para que todos compareçam ao Parque Antártica e dêem o voto de apoio”.

Ernani em questão, citado na matéria, era Ernani Matarazzo, diretor de futebol do Palmeiras naquele período. Um fundador da TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras), que preferiu não se identificar, viveu de perto essa curiosa situação e nos relatou o seguinte. “Conto essa história e poucos acreditam. Participei dos acordos com a Gaviões antes do jogo. O Milton Peruzzi (jornalista da Gazeta Esportiva) foi quem teve a idéia de trazê-los no Palmeiras. Os corintianos chegaram com uns 50 torcedores no treino lá no Palestra. Vieram até com instrumentos musicais”, se recorda.

No jogo, os alvinegros se fizeram representar e gritavam Brasil e não Palmeiras nas arquibancadas, comenta o torcedor palmeirense. “Tava na cara que isso não poderia dar certo. Além deles trazerem azar para nós, já que estavam na fila há anos, perdemos o jogo e a classificação. Fico puto até hoje ao lembrar disso”, conta o palmeirense em meio a gargalhadas.

As manifestações corintianas ao Palmeiras não pararam por aí e se repetiram 17 anos depois. Em 16 de julho de 1988, o Corinthians precisava vencer o Santos no estádio do Pacaembu e torcer para o Palmeiras vencer o São Paulo no estádio do Morumbi para chegar a final do Campeonato Paulista daquele ano.

O time do Parque São Jorge venceu os santistas por 2 a 0.  O Verdão venceu o Tricolor Paulista por 1 a 0. Quando o placar eletrônico do estádio municipal anunciou a vitória alviverde, a Fiel explodiu numa só voz: Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras!!!

Os corintianos avançaram para a decisão do estadual e conquistaram o título contra o Guarani de Campinas.

Veja aqui o vídeo sobre esse fato histórico:

https://www.youtube.com/watch?v=nCP0PQjY4yQ

É inegável a paixão corintiana pelo seu clube… Mas a fidelidade por eles propalada em verso e prosa, nem tanto!

palmeiras sccp rivalidade

FORZA VERDÃO!!!

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Dudu e mais 10

Creio que daqui a cinquenta anos, quando, talvez, eu não exista mais, continuando porém a existir o Palestra, o vezo que toma conta dos palestrinos a cada derrota, também continuará, sem esperanças de desaperecer.

Na hora do revez, o palestrino limita-se a criticar. Critica em primeiro lugar a diretoria, critica o campo, critica o juiz, critica os jogadores, critica a si mesmo. Moléstia sem cura!

Foi assim que o fundador do Palestra Itália, Vincenzo Ragognetti, definiu nas páginas da Revista Vida Esportiva Paulista, em 1941, o perfil dos palestrinos, a qual reproduzimos e nos identificamos em gênero, número e grau.

Afirmação oportuna e que pode ser repetida em diversos momentos de nossa história. Um espelho de nossa alma. Uma radiografia do nosso DNA alviverde. Uma fratura exposta do nosso jeito peculiar de entender as coisas do nosso querido Palmeiras. Sempre com uma passionalidade visceral.

No início do Palestra, em 1920, o alvo da torcida era o craque Ministro. Quando as coisas não iam bem, ele era o culpado. Depois que Ministro deixou o Palestra, o alvo passou a ser Heitor Marcelino. Cada vez que o maior artilheiro da história esmeraldina iria jogar contra o Paulistano, diziam que ele afinava. Não queria jogar. Fazia corpo mole.

Quando Heitor pendurou as chuteiras, o alvo foi o atacante Romeu Pelliciari. Cada derrota do clube alviverde, ele era tratado como pipoqueiro. Pelliciari foi embora e o alvo passou a ser o meia-atacante Lima. Diziam que nos Derbys ele não era de nada.

No final dos anos 70 foi a vez do nosso bode expiatório se chamar Jorge Mendonça. Baladeiro, cachaceiro, indolente era alguns dos rótulos colados na testa do craque palmeirense. Nos anos 80, o atacante Jorginho Putinatti era pé-frio. Nos anos 90, Edmundo era mercenário. Nos anos 2000, o meia Alex era sonolento. Chegou a vez de Dudu!

Com 46 gols em pouco mais de três anos o atacante e capitão palestrino é o atual vice-artilheiro do Palmeiras no século XXI, atrás apenas de Vagner Love, com 54 gols. Dois títulos de campeão nacional. Três vices-campeonatos. O jogador com maior número de assistências do elenco. Dois gols na final da Copa do Brasil em 2015. Artilheiro do time na temporada em 2015, com 16 gols. Vice-artilheiro da equipe no Brasileirão de 2016, com 6 gols, atrás apenas de Gabriel Jesus. Artilheiro do time no Brasileirão de 2017, com 9 gols marcados. Vice-artilheiro da equipe na temporada 2017, com 16 gols marcados. Maior artilheiro da história do estádio Palestra Itália, após a sua reforma em 2014, com 23 gols marcados.

Esse é o jogador que “não serve” para alguns setores da nossa torcida? Esse é o “ídolo de barro” para aqueles que adoram procurar um bode expiatório? Esse é o jogador que “afunda” o Verdão? Esse é o jogador que “desrrespeita” o torcedor ao não comemorar um gol que nos garante uma vitória? A quem interessa criar uma rota de colisão contra um dos principais jogadores do atual elenco?

Ironia a parte, uma miopia sem tamanho que se repete como um padrão de tempos em tempos, mas que cabe a todos nós escolhermos continuar presos a esse ciclo destrutivo, ou evoluir para um caminho mais iluminado.

Breve comparativo com jogadores chaves dos rivais e com período proporcional ao de Dudu no Palmeiras:

Corinthians

Rodriguinho chegou em 2013 no time do Parque São Jorge e só se firmou no elenco alvinegro em 2015. De lá para cá, disputou 160 jogos e marcou 33 gols nesse período.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2017, diante do São Paulo. Contra os três principais  rivais paulistas fez quatro gols no total. (Dois contra o São Paulo, dois contra o Palmeiras e nenhum contra o Santos).

É tratado como “Reidriguinho”.

Santos

Gabriel foi alçado a equipe profissional do Santos em 2013. Disputou 157 jogos e marcou 57 gols.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2014, diante do Corinthians. Contra os três principais  rivais paulistas fez 12 gols no total. (Seis contra o Palmeiras, três contra o Corinthians e três contra o São Paulo).

É tratado como “Gabigol”.

Palmeiras

Dudu chegou em 2015 no Palmeiras. Fez 184 jogos e marcou 46 gols.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2015, diante do Corinthians. Contra os três principais  rivais paulistas fez 7 gols no total. (Três contra o Santos, dois contra o Corinthians e dois contra o São Paulo).

Como iremos tratá-lo?

dudu

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Acabou como começou

Parabéns ao campeão. Ponto. Nada o que for dito mudará o que aconteceu ontem no estádio Palestra Itália na decisão do Campeonato Estadual. A vida é para frente. É condição humana. Com a Sociedade Esportiva Palmeiras não deve ser diferente. Sigamos o nosso rumo e o nosso caminho, defendendo nossos princípios e valores que sempre nos nortearam.

Somos uma instituição que sempre adotou atitudes de vanguarda. Assumimos uma postura de enfrentar o sistema. Diga-se por “sistema”, todo o obscurantismo que permeia os bastidores do futebol, que passa desde interesses comerciais de grandes redes, ao jogo sujo do poder e corrupção de toda ordem.

O futebol é um simulacro da vida pública. Nas vésperas da grande final, por exemplo, o mundo presenciou um ex-presidente do Brasil sendo preso, por conta de inúmeras conjecturas e tramas, as quais estão vindo à luz. Outros seguirão esse caminho, caso as autoridades consigam manter os seus trabalhos. Algo inimaginável, num passado recente.

No futebol, parece que esse momento ainda está longe de acontecer. Mas acontecerá. Nesse dia, nós palmeirenses, vamos olhar tudo isso como exaltamos os passos justos e leais dos nossos antepassados há mais de cem anos. Diferente dos nossos rivais.

Acima das vitórias e derrotas, construímos a nossa instituição com mãos limpas. Um orgulho para poucos. Não nos apoiamos em ajudas estatais para afirmar a nossa grandeza. Ainda cremos em tudo aquilo que foi idealizado no abençoado dia 26 de agosto de 1914.

Esse deve ser o maior valor de nossa gente. O que temos, de fato, é fruto do nosso suor. Nunca escolhemos o caminho mais fácil. Mas o mais digno. E que assim seja a conduta por todos aqueles que terão a iluminada missão de comandar os nossos destinos.

Os “acidentes” contrários aos interesses alviverdes nessa temporada foram inúmeros. Alertamos exaustivamente sobre isso desde o início. Sabíamos que eles seriam determinantes para o nosso sucesso ou insucesso. Outros tantos ainda virão. O pacote de maldades contra o Palmeiras não deve acabar tão cedo. Pelo contrário.

Gustavo Scarpa. SJTD. Promotor. Federação. “Esquema Crefisa”. “Já Ganhou”. Mãe do Goleiro. Árbitro de vídeo. Influência Externa. Pênalti  e expulsão contra o Palmeiras marcado pelo vídeo. Pênalti a favor voltado atrás pelo “quinto” árbitro. Enfim…

Em pouco mais de três meses, um processo de desestabilização constante. Sempre uma mensagem negativa. Sempre um sarcasmo. Sempre uma polêmica. Sempre uma ironia. Tudo a fim de diminuir, ferir, machucar e provocar uma turbulência, numa campanha odiosa de dar nojo.

Esse é o preço que iremos pagar por optar por uma conduta fora do “status quo”. Por nos tornarmos uma instituição mais perto de nossas tradições, longe de todas as mediocridades e armações que permeiam a natureza humana.

Temos erros, sim. Inúmeros. Dentro e fora do campo. Temos essa autocrítica. E vamos corrigi-los em busca do nosso mundo ideal. Essa é a missão de todos que vestem verde. Que sangram e lutam pelo nosso querido pavilhão esmeraldino.

Ainda entendemos o jogo como um fator de lealdade. Como brada os versos do nosso hino. Somos a Sociedade Esportiva Palmeiras.

A dor da derrota para o nosso maior rival, em nossa casa, numa decisão de campeonato, será absorvida. Tudo vai passar. Vamos nos fortalecer ainda mais para tantas lutas que teremos pela frente. E não serão poucas.

“Tudo o que começa errado, termina errado”, já diz o provérbio.  O Campeonato Paulista de 2018 reforçou essa afirmação.

Essa sensação amarga e vazio passarão. O Palmeiras ressurgirá!

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Liberta pode esperar

O Verdão terá nessa terça-feira (3) mais um compromisso pela Taça Libertadores da América, diante do Alianza Lima do Peru, às 21h30, no estádio Palestra Itália, pela segunda rodada do primeiro do turno da competição.

A partida antecede o segundo jogo da final do Campeonato Paulista diante do Sport Club Corinthians Paulista, que acontece domingo (8), no mesmo Palestra Itália. Nesse momento, a prioridade dos palestrinos deve ser o foco total na disputa do título do estadual contra o seu maior rival.

Os palmeirenses mostraram nos dois últimos jogos, contra Santos e Corinthians, principalmente, um declínio físico acentuado na parte final da partida, dado a alta intensidade das disputas. Alguns atletas saíram lesionados, como o lateral-esquerdo Victor Luis, com sobrecarga muscular no tendão do adutor da perna esquerda.

Um descanso se faz necessário para a recuperação psicológica, física, concentração e treinamento específicos visando a grande decisão do final de semana.

Dono de um elenco com diversas opções, o técnico Roger Machado e sua comissão técnica devem cogitar essa possibilidade para o jogo contra os peruanos. Uma possível formação que poderá entrar em campo e manter o alto nível de competição da equipe titular e conquistar um bom resultado no meio de semana deve ser a seguinte: Fernando Prass, Tchê Tchê, Juninho, Edu Dracena, Diogo Barbosa, Felipe Melo, Thiago Santos, Guerra, Michel Bastos, Keno e Deyverson.

O meia Hyoran, o lateral-direito Mayke, voltando de lesão, e os zagueiros Emerson Santos, Luan e Pedrão podem ser outras opções para a partida, apesar de todos eles terem sido pouco ou nem mesmo utilizados até aqui.

Por conta da limitação do número de inscritos, atletas da categoria de base como os atacantes Fernando e Papagaio, que tiveram oportunidades na rotação da equipe alviverde durante o Campeonato Paulista, e que poderiam ganhar uma chance, não poderão atuar.

A listagem de atletas que podem participar da competição é apenas para a fase de grupos. Para o mata-mata, o clube poderá realizar algumas trocas. Caso, por exemplo, do lateral-direito Fabiano que está inscrito na competição continental, mas já não faz mais parte do plantel palmeirense.

O Palmeiras é o líder do seu grupo, com três pontos ganhos, após a vitória fora de casa diante do Junior Barrranquila da Colômbia por 3 a 0 na estreia. Alianza Lima e Boca Juniors empataram na primeira rodada e possuem um ponto cada.

Para o Verdão, a Libertadores está apenas no início. As atenções da apaixonada torcida palestrina está na disputa do título que teremos contra o nosso maior rival no fim de semana. Amanhã, estaremos nas arquibancadas lotando o Palestra, como sempre, e vamos empurrar o nosso querido Verdão a mais uma vitória contra os peruanos. Mas agora a América pode esperar!

Estreia em casa

O Palmeiras faz a sua estreia na Libertadores da América atuando no Palestra Itália diante do Alianza Lima. O Verdão nunca perdeu para um clube estrangeiro, quando atuou pela primeira vez em sua casa na competição.

Em toda a história do torneio jogando a primeira partida em seus domínios, foram 13 jogos, com 11 vitórias alviverdes, um empate e apenas uma derrota. Nos anos de 1961, 1968, 1971 e 2013 o alviverde não realizou nenhum jogo pela Libertadores no Palestra Itália.

Em 1979, o primeiro jogo do Palmeiras no estádio Palestra Itália na Libertadores foi justamente contra o Alianza Lima. Na ocasião, o Verdão goleou por 4 a 0, gols marcados por Pedro Rocha, Rosemiro, Baroninho (2).

A única derrota do alviverde pela Libertadores da América em sua estreia no Palestra Itália, foi em 1974, diante do São Paulo Futebol Clube, pelo placar de 2 a 1.

O retrospecto geral do Verdão na Libertadores atuando no Palestra Itália é o seguinte: 55 jogos, 39 vitórias, 3 empates, 4 derrotas, 32 gols pró e 15 gols contra.

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FORZA VERDÃO!!!

 

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Mística Palestrina

Negro. Sociedade Esportiva Palmeiras. Decisão. Pacaembu. Lotação máxima. Número 42. Combinações perfeitas e que se renovam na história alviverde, como uma espécie de misticismo protetor das tradições esmeraldinas.

Em 20 de setembro de 1942, Og Moreira, meio campista, negro, capitão palestrino, no estádio municipal lotado, parava o craque Lêonidas da Silva e conduzia o Verdão a mais um título paulista, superando o São Paulo Futebol Clube na partida final.

Após quase 76 anos, um negro, na mesma cancha do Pacaembu, abarrotada com mais de 36 mil almas, vestindo a camisa 42 às costas conduziu o Palmeiras a mais uma decisão estadual, na noite chuvosa de terça-feira, 27 de março de 2018.

O goleiro Jailson voou como uma pantera no canto direito de sua meta e defendeu a cobrança de penalidade máxima do jovem atacante santista Diogo Vitor, na decisão por pênaltis, que deu a vitória aos palmeirenses pelo placar de 5 a 4, na partida de volta das semifinais do Paulistão, diante do Santos Futebol Clube.

Foi vendo Og Moreira jogar que surgiu a frase do nosso hino “Defesa que ninguém passa”, escrita por Antônio Sergi. Foi vendo Jailson jogar que todos nós palmeirenses reafirmamos essa estrofe como uma verdade absoluta!

Og Moreira é o Jailson do passado. Jailson é o Og Moreira do presente. Negros. Palestrinos. Decisivos. Predestinados. Ídolos. Amados pelos palmeirenses. Espíritos vencedores. Capazes de produzir as lágrimas alegres de toda uma nação. Trovadores de versos mágicos através do jogo de bola. Anjos guardiões de nossa fé inabalável e de nossos sonhos mais felizes.

Abençoada seja a gente palestrina em contar em suas fileiras com Og Moreira. Abençoada seja a gente palmeirense em contar em suas fileiras com Jailson.

VIVA JAILSÃO DA MASSA!
VIVA OG MOREIRA!
VIVA A SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS!

Rumo à Rússia

Certamente, nas vésperas da convocação final para a Copa do Mundo de 2018, Jailson garantiu o seu passaporte para a Rússia. O goleiro palestrino inegavelmente tem sido um dos maiores nomes da posição no Brasil e merece estar na maior competição de seleções.

Abre o olho, Tite. O Jailsão tem estrela!

Tabus Quebrados

Após quase três anos, o Verdão está de volta a uma final de Campeonato Paulista. Nos últimos dois anos, o Palmeiras havia sido eliminado na fase semifinal do torneio, pelo próprio Santos em 2016 e pela Ponte Preta em 2017.

Os palmeirenses aguardam o seu adversário na grande decisão que sai do encontro entre São Paulo Futebol Clube e Sport Club Corinthians Paulista, que acontece nessa quarta-feira (28), em Itaquera.

Para alcançar essa condição de finalista, o alviverde, além de vencer os santistas, precisou superar alguns tabus e traumas.

Desde 1999,  O Verdão não vencia o Peixe na fase semifinal do estadual. De lá para cá, foram três encontros entre as equipes nessa fase, todas com vitórias alvinegras em 2000, 2009 e 2016.

No estádio do Pacaembu, o Verdão não havia tendo um retrospecto positivo recentemente nos confrontos eliminatórios, por qualquer competição. Apesar das vitórias contra o Novorizontino pelas quartas de final do Paulista em 2017, e das classificações na Copa do Brasil diante de Vilhena, Sampaio Correa e Avaí, todas em 2014, o time palmeirense acumulou algumas eliminações traumáticas para o seu torcedor no local, tais quais:

2010 – Palmeiras 1×2 Goiás – Copa Sul-Americana (Semifinais)
2011 – Palmeiras (5) 1×1 (6) Corinthians – Campeonato Paulista (Semifinais)
2011 – Palmeiras 2×0 Coritiba – Copa do Brasil (Quartas de Finais)
2011 – Palmeiras 3×1 Vasco da Gama – Copa Sul-Americana (Primeira Fase)
2013 – Palmeiras 1×2 Tijuana – Copa Libertadores da América (Oitavas de Finais)
2014 – Palmeiras 0x1 Ituano – Campeonato Paulista (Semifinais)

A vitória diante dos santistas exorciza alguns fantasmas que teimavam a circundar a vida palestrina.

Finais de Paulista

Em toda a história do Campeonato Paulista, a Sociedade Esportiva Palmeiras chega a sua décima segunda decisão de título, excetuando as competições em cárater de pontos corridos para definição do campeão do torneio.

Em finais, o Verdão conquistou seis títulos estaduais e por cinco vezes ficou com o vice-campeonato. Dos possíveis finalistas, o Palmeiras fez apenas uma decisão contra o São Paulo, em 1992, e foi derrotado pelos tricolores. Diante dos corintianos, foram cinco finais, com três vitórias alviverdes contra duas dos alvinegros.

Detentor da melhor campanha da competição, essa será a terceira vez em toda a história do torneio que o Palmeiras disputa a partida final da competição no estádio Palestra Itália. Nas duas vezes anteriores em que isso aconteceu, nos anos de 1936 e 2008, o Verdão sagrou-se campeão paulista.

Essa é a terceira final de Campeonato Paulista que o Verdão disputa no Século XXI. Em 2008, o Verdão sagrou-se campeão e em 2015 obteve o vice-campeonato.

Confira todas as finais do Palmeiras no Paulistão:

1920 – Palestra Itália 2×1 Paulistano – (campeão)
1936 – Palestra Itália 2×1 Corinthians – (campeão)
1959 – Palmeiras 2×1 Santos – (campeão)
1974 – Palmeiras 1×0 Corinthians – (campeão)
1986 – Palmeiras 1×2 Internacional de Limeira – (vice-campeão)
1992 – Palmeiras 1×2 São Paulo – (vice-campeão)
1993 – Palmeiras 4×0 Corinthians – (campeão)
1995 – Palmeiras 1×2 Corinthians – (vice-campeão)
1999 – Palmeiras 2×2 Corinthians – (vice-campeão)
2008 – Palmeiras 5×0 Ponte Preta – (campeão)
2015 – Palmeiras 1×2 Santos – (vice-campeão)

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Inveja mascarada de ódio

Inicia-se mais uma semana decisiva na vida da Sociedade Esportiva Palmeiras. E com ela a inveja mascarada de ódio contra o alviverde e toda sua coletividade emergiu com força total de todos os lados.

Primeiro o anúncio de que o Verdão foi processado, mais uma vez, por causa da contratação do meio campista Wesley, em 2012. Carlos Alberto Duarte Moreira Filho, da empresa Toksai, entrou com uma ação no Tribunal de Justiça de São Paulo contra o clube alviverde pedindo R$ 7,9 milhões, referente à restituição do valor investido na negociação.

Depois, a polêmica reunião do Conselho Arbitral para a definição das datas e locais para a disputa das quartas de final do Campeonato Paulista, onde os interesses da Rede Globo de Televisão e da Federação Paulista de Futebol se mostraram contrários ao que pleiteava o Verdão.

Na sequência, o procurador Vinicius Marchetti, do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) de São Paulo denunciou o goleiro Jailson, o volante Felipe Melo e o atacante Dudu no artigo 258 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), por atitude contrária à ética ou disciplina, que prevê pena de suspensão de uma a seis partidas. Jailson também foi enquadrado no artigo 254 (praticar jogada violenta), com pena semelhante.

Agora, o meia Gustavo Scarpa foi retirado do Boletim Informativo Diário (BID) da CBF como atleta do Palmeiras. A entidade foi notificada pelo Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, que cassou a liminar que desvinculava Scarpa do Fluminense.

Tudo isso em uma semana. Num momento de decisão. NADA É POR ACASO!

Era mais que sábido que as forças ocultas que regem os bastidores do futebol agiriam  (e ainda agirão) contra o Palmeiras, a fim de desestabilizá-lo de todas as formas. Isso é histórico na vida palestrina. Uma velha e asquerosa artimanha que usam desde os primórdios para frear a vontade incontrolável pelas Glórias dos palestrinos.

Em 1918, o alviverde já era apontado como uma potência do futebol paulista, dono de uma popularidade enorme e candidato a conquista do título. A equipe brigava pelas primeiras colocações contra o Club Atlético Paulistano. Time da elite e da aristocracia paulistana, que era apoiado pela família Mesquita, que entre outros negócios, controlava o principal veículo de imprensa da cidade, o Jornal Estado de São Paulo.

Temendo um sucesso palestrino diante do seu rival que até aquele momento dominava as conquistas futebolísticas, iniciou-se uma campanha de provocação no jornal contra os decentes de italianos e os palestrinos. No jogo entre ambos, após uma arbitragem tendenciosa a favor do Paulistano, os palestrinos abandonaram a competição, após reunião e deliberação de todos os seus associados e diretores, devido aos desrespeitos sofridos.

Em 1924 novo abandonado do campeonato. O Palestra Itália se sentiu desrespeitado, mais uma vez, após as punições severas aos seus atletas, tendo cinco jogadores da equipe titular sendo alijados da disputa do torneio pelo Tribunal de Justiça, logo nas primeiras rodadas.

Em 1930, um gol legítimo do Palestra Itália mal anulado pelo juiz Francisco Santana no jogo diante do Corinthians no Parque São Jorge no dia 4 de maio impediu que o Verdão conquistasse mais um título paulista em sua gloriosa história. O Palestra dominava o seu arqui-rival e já o vencia por 1 a 0. Os jogadores, comissão técnica e torcida perderam a calma com o juiz da partida. Houve muita confusão dentro e fora do campo. Mesmo com a vitória parcial, o Palestra negou-se a prosseguir no jogo e retirou-se do gramado, entregando o título para o rival.

Em 1942 a mais severa das disputas palestrinas dentro e fora de campo, que por imposição governamental culminou com a mudança de nome do clube e todas as suas referências ancestrais. Manobras e artifícios de todos os genêros foram evocados por nossos inimigos para usurpar nosso estádio e aniquilar a existência e continuidade da instituição. No fim, patrimônio mantido e título conquistado pelos palestrinos.

Em 1944, Palmeiras e São Paulo disputavam o título Paulista. Subitamente, no meio da semana que antecedia o clássico decisivo entre ambos, o Tribunal de Penas Desportivas, recém-criado pela Federação Paulista de Futebol, decidiu suspender o médio volante argentino Dacunto, do Palmeiras. Mesmo sem o jogador, o Verdão sagrou-se campeão ao superar o seu rival.

Na final do Paulistão de 1971, entre Palmeiras e São Paulo, o atacante palmeirense Leivinha marcou gol legal de cabeça em Sérgio Valentim, mas o árbitro Armando Marques entendeu que o meia utilizou a mão para colocar a bola no fundo do gol são-paulino, anulando um gol legal. Dulcídio Wanderley Boschilia, bandeirinha da partida, correu para o centro do campo depois da cabeçada de Leivinha e, no fim do jogo, não hesitou em falar à imprensa que tinha tomado tal atitude pois o gol havia sido legal. O título acabou em posse dos tricolores.

Em 1972, o atacante palmeirense Cesar Maluco ofendeu moralmente o árbitro Renato de Oliveira Braga em uma partida contra o XV de Piracicaba. Foi suspenso do futebol por nove meses e praticamente teve sua carreira encerrada no Palmeiras, numa das mais severas punições a um atleta de futebol jamais vista, até então.

Em 1979, o então presidente do Corinthians, Vicente Matheus, paralisou as semifinais entre Palmeiras e o seu clube, manipulando a tabela de jogo em favor do time do Parque São Jorge,  sob alegação de que não participaria de rodadas duplas. Com conivência do então presidente da Federação Paulista de Futebol, Nabi Abi Chedid, sócio benemérito do time alvinegro, o campeonato ficou parado e Matheus quebrou o embalo palmeirense, que vivia melhor momento que seu maior rival. O Verdão foi eliminado e o alvinegro campeão.

Em 1997, o atacante Edmundo, que defendia o Vasco da Gama, na decisão do Campeonato Brasileiro, entre Palmeiras e os cariocas, recebeu o terceiro cartão amarelo no primeiro jogo da final, o que o suspenderia da última partida. Seguindo orientações da direção vascaína, comandada por Eurico Miranda, forçou sua expulsão nos minutos finais da partida para com um efeito suspensivo atuar no Maracanã no segundo jogo. A manobra deu resultado e os vascaínos foram campeões após um empate em 0 a 0.

Em 2008, na primeira semifinal do Campeonato Paulista, entre Palmeiras e São Paulo, o atacante são-paulino Adriano abriu o placar no Morumbi usando o braço direito para empurrar a bola para a rede. O trio de arbitragem validou o lance e o São Paulo venceu o Palmeiras por 2 a 1.

Litígios recentes com o Fluminense por jogadores também tem sido uma constante no caminho palmeirense. Em 2007, o Verdão assinou pré-contrato para ter o meia Thiago Neves, mas o jogador foi para as Laranjeiras. Em 2011, aconteceu o mesmo com o meia Martinuccio.

Outro caso emblemático foi em 2006, quando o lateral-direito Ilsinho deixou o Palmeiras para ir para o São Paulo sem custos. Alan Kardec em 2014 e Wesley em 2015 repetiram o gesto de Ilsinho e saíram de graça do alviverde para o tricolor paulista.

Listamos alguns dos tantos embates dentro e fora dos campos que os palestrinos de todas as épocas travaram. Não seria diferente desta vez. Em todos os casos, o espírito palestrino se manteve em unidade, lúcido e sereno, a fim de se fortalecer para os enfrentamentos que se punham como obstáculo em nossa caminhada.

Agora, podemos não ter na reta final do Paulista os atletas: Jailson, Dudu, Felipe Melo, Gustavo Scarpa e Borja (este último por uma provável convocação para a Copa do Mundo). Todos elementos chaves da equipe do técnico Roger Machado.

Jailson responde pela melhor defesa do campeonato. Felipe Melo responde pelo melhor desarme do campeonato. Borja responde pelo melhor ataque do campeonato. A espinha dorsal palestrina pode ser neutralizada por um adversário que não entra em campo para os olhos comuns justamente num momento de decisão.

Agora, é a hora de nos mantermos cada vez mais unidos, todos nós palmeirenses sob a mesma bandeira gloriosa do alviverde, para combater com ardor todo o ranço que nos depositam. Sem receios. Sem temor. Com esperança, energia e fé inabaláveis.

Seguindo a nossa tradição de lutas, como os velhos palestrinos nos ensinaram, vamos passar por tudo isso, transformando a lealdade em padrão, pois de fato nascemos para ser Campeão! O maior do Brasil. O maior do século no país do futebol. Contra tudo e contra todos!

periquito

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Esportes, Italianidade

Italiano campeão

A comunidade italiana de São Paulo está em festa. Nesse domingo (4), o tenista italiano Fabio Fognini venceu o chileno Nicolas Jarry por 1-6; 6-1; 6-4, tornando-se o primeiro atleta peninsular a se sagrar campeão do Brasil Open (ATP de São Paulo), realizado no ginásio do Ibirapuera, na capital paulista.

Além do feito inédito, Fognini consegue quebrar um jejum de 15 anos sem conquistas de atletas italianos em eventos esportivos de relevo internacional realizados na cidade de São Paulo, a maior cidade italiana fora da Itália e que congrega uma legião de ítalo-descendentes.

A última vitória de um italiano na paulicéia aconteceu em 2003, quando o piloto de Formula Um, Giancarlo Fisichella, da equipe Jordan-Ford, conquistou o Grande Prêmio Brasil, em Interlagos.

De lá para cá, inúmeros atletas italianos competiram na cidade, nas mais diversas modalidades e em eventos de grande projeção, mas sempre bateram na trave para alcançar o lugar mais alto do pódio.

Antes do título de Fabio Fognini no ATP de São Paulo, os tenistas italianos haviam chegado a decisão do torneio de simples em três ocaisões. Em 2012, Filippo Volandri ficou com o vice-campeonato ao ser derrotado pelo espanhol Nicolas Almagro. Em 2014, Paolo Lorenzi foi superado pelo argentino Federico Delbonis. Em 2015, Luca Vanni ficou na segunda colocação ao perder para o uruguaio Pablo Cuevas. Nesse mesmo ano de 2015, na disputa do título de duplas, o italiano Paolo Lorenzi junto com o argentino Diego Schwartzman ficaram com a medalha de prata ao serem superados pela dupla colombiana Juan Sebastian Cabal e Robert Farah.

Feitos importantes

Ao longo do tempo, os esportistas italianos proporcionaram bons momentos aos ítalos-descendentes de São Paulo e marcaram seus nomes na história dos principais eventos esportivos promovidos na cidade, aos quais listamos aqui alguns desses feitos:

Em 1993, no ginásio do Ibirapuera, a seleção masculina de voleibol conquistou a medalha de bronze da Liga Mundial de Voleibol, ao vencer a seleção de Cuba por 3 sets a 0.

Em 1983, novamente tendo o ginásio do Ibirapuera como palco, a seleção de basquete adulto masculino da Itália ficou com a medalha de bronze da Copa dos Campeões Mundiais, ao vencer a Argentina.

Em 1978, o pedestrianista Luigi Zarcone foi o campeão da Corrida Internacional do Ibirapuera, realizada na pista de atletismo do Conjunto Constâncio Vaz Guimarães.

Em 1959, o ciclista Luigi Cussigh sagrou-se o campeão da Prova Ciclística 9 de Julho, principal e mais tradicional competição da modalidade no Brasil, realizada nas ruas de São Paulo. Ele foi o único italiano a conquistar tal feito, até hoje.

Em 1935, o pugilista italiano Primo Carnera enfrentou o norte-americando Sean Harris no ringue improvisado no extinto estádio da Chacará da Floresta, em São Paulo, a céu aberto, com mais de seis mil pessoas presentes para acompanhar o combate. Carnera venceu Harris, num dos maiores combates de pugilismo já registrados na capital paulista, até então.

O único atleta italiano a ganhar a tradicional Corrida de São Silvestre foi o pedestrianista Ettore Blasi, bicampeão da prova em 1927 e 1929. A primeira como atleta do Clube Espéria e a segunda defendendo o Palestra Itália (atual Sociedade Esportiva Palmeiras), ambas entidades esportivas da cidade fundadas pela comunidade italiana aqui presente.

O primeiro grande nome do esporte que agitou a comunidade italiana aqui de São Paulo foi o remador Marcellino Marcello, que praticou a modalidade entre 1904 a 1911, no rio Tietê. Sua paixão pelo esporte servia de inspiração a todos os italo-descendentes dos primeiros tempos da imigração. Chegou a ser presidente do Clube Espéria, antes de retornar para a Itália no início dos anos 20.

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FORZA AZZURRI!!!

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