Esportes

Levantar a cabeça

Frustração. Decepção. Ressentimento. Raiva. Ou qualquer outro sentimento que o valha é justo e compreensível nesse momento entre nós palmeirenses para expressar um dissabor. O torcedor tem sempre razão e acima de tudo paixão. Cada um sente e se manifesta por uma perda a sua maneira. A todos os palestrinos meu respeito profundo e um pedido de desculpas por uma eliminação dolorida.

Desde o fim da fatídica noite da última terça-feira no estádio municipal muito ouvi, li e observei atento e calado, buscando um melhor entendimento. Somente agora me sinto em condições razoáveis para me expressar sobre o atual momento.

Muitas soluções sendo apontadas. Muitas teorias sendo levantadas sobre o fracasso da desclassificação e da temporada, até aqui. Muita agitação de toda ordem e partindo de todas as frentes. Algumas com consciência e razoabilidade. Outras odiosas e oportunistas.

Vozes que não tem nenhuma relação com o Palmeiras se levantam e bradam a pleno pulmões: “O Palmeiras é Soberbo”, “O Palmeiras joga feio”, “O Palmeiras é Arrogante”, “O Palmeiras é antipático”. Fazem enquete para induzir o ódio ao Verde. Tentam de todas as formas colar tendências ideológicas a um clube laico e plural. Tratam o clube esmeraldino com caricatura e falta de respeito. Como se tudo o que fazemos é pífio e quem defende essas cores são uns completos idiotas e ignorantes.

Quase sempre esses mesmos que verbalizam contra o Palmeiras na derrota são aqueles que na vitória afirmam: “Esquema não sei o quê”, “Fair Play Financeiro”, “Campeão por Fax”, “Ultrapassado”, entre outros menosprezos, afim de diminuir as nossas glórias e conquistas.

Esses “formadores de opinião”, em sua maioria são ex-jogadores de rivais, que lutaram contra nós dentro do campo toda vida, que possuem referências outras que não são as nossas, que desconhecem a nossa essência, que tem empatia com outros valores.

De todas as manifestações de ex-jogadores que li e ouvi, fico com a mais pura e verdadeira. De alguém que de fato deve ser ouvido e nos representa como nenhum outro jamais fez. Ademir da Guia, o maior de todos de nossa história, em sua conta oficial de twitter, escreveu:

“A dor é passageira, mas o orgulho de torcer para o Palmeiras é eterno. Domingo vocês têm uma nova oportunidade de dar a volta por cima. Nos encham de orgulho novamente!”. Estou sempre com você, Divino. E faço minhas as suas palavras!

Somos todos nós que vestimos verde que temos a capacidade de reverter esse estado de espírito em que nos colocamos. Foi assim no passado, quando enfrentamos juntos um longo jejum de títulos. Quando resgatamos o Verdão de seus dois descensos. Quando sobrevivemos a Guerra. Será assim pela eternidade. Por entre gerações, o nosso processo constante de renascimento. Temos uma longa jornada pela frente. A começar pelo duelo no Maracanã, no Rio de Janeiro, domingo, contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro.

A hora é de levantar a cabeça e mostrar que de fato é campeão!

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Paulistinha, sim senhor!

O palmeirense tem sido tachado por alguns setores da crônica esportiva e também por dirigentes do futebol paulista como um clube “chorão”, justamente pelo fato dos esmeraldinos lutarem por aquilo que julgam ser o caminho mais correto. Um comportamento, no mínimo, infantilizado de quem tenta diminuir os reclames palestrinos e não aceita ser contestado, adotando um discurso subserviente.

De 2018 para cá, a má vontade (quero ainda não acreditar em má fé) e os sucessivos erros contra a Sociedade Esportiva Palmeiras protagonizados pela FPF são notórios, gerando um estado de espírito litigioso entre as partes.

Na história centenária Palestrina, o clube alviverde já protagonizou duas grandes cisões com a entidade máxima do futebol paulista, afastando-se das competições estaduais, por não concordar com a forma desrespeitosa que fora tratado.

A primeira delas aconteceu em 1918. Tendo início o Campeonato Paulista, o Palestra, com pouco mais de três anos de vida, já era apontado como uma potência do futebol paulista, dono de uma popularidade enorme e candidato a conquista do título.

Apesar de alguns tropeços diante da A.A. das Palmeiras e da A.A. São Bento, a equipe brigava pelas primeiras colocações. Foi quando no dia 30 de junho, no jogo entre Palestra Italia e Clube Atlético Paulistano, devido aos inúmeros erros cometidos pelo juiz da partida em favor do Paulistano, entre outras provocações feitas por dirigentes deste clube dias antes da partida nos veículos de imprensa, jogadores e torcedores alviverdes envolveram-se na maior briga já vista, até então, no esporte paulista.

As arquibancadas do estádio do Jardim América, sede do Paulistano, clube aristocrata onde se concentrava a burguesia da cidade, foram completamente destruídas pelos palestrinos. O árbitro apanhou feito gente grande. A guarda montada precisou intervir. Foi um verdadeiro caos!

Era o orgulho do Palestra que tinha sido ferido. Segmentos da imprensa e o próprio Paulistano haviam tocado na essência italiana daqueles imigrantes que viam no Palestra um elo que os uniam a sua terra natal, a Itália.

Provocações de todos os tipos contra os torcedores e jogadores palestrinos, a fim de desestabilizá-los foi o motivo maior que gerou um estado pleno de revolta, culminando com o mau resultado no campo de jogo, tornando uma simples partida, numa questão de vida ou morte para a coletividade palestrina.

Assim sendo, no dia 3 de julho de 1918, a gente palestrina, após uma histórica assembleia geral, que reuniu mais de 800 associados, decidiu o desligamento do Palestra Italia da APSA (Associação Paulista de Sports Atléticos), por unanimidade de votos, e automaticamente a criação de uma nova liga.

Surgia a Federação Olímpica Paulista – F.O.P. Formava-se, assim, a mais nova cisão no futebol paulista, composta pelas seguintes equipes: Palestra Italia, América-SP, Americano-SP, Campos Elyseos, Touring Club Paulistano e Luzitano.

Eis a transcrição da decisão palestrina veiculada nos jornais da época no dia 4 de julho de 1918, sob o título, “O Palestra desliga-se da APSA”:

“De acordo com a assembléia geral realizada no dia 03/07/1918, a Societa Sportiva Palestra Italia, por unanimidade de votos – o que representou mais de 800 votos – decidiu o desligamento dessa sociedade da APSA.

Os motivos dessa resolução são bastante conhecidos em São Paulo e devem-se aos deploráveis incidentes ocorridos no Jardim América em 30/06/1918.

Na mesma reunião foi aventada a idéia de construir um campo próprio, sendo aberta então uma subscrição entre os sócios presentes que imediatamente logrou o saldo de 60 contos de réis”.

Imaginava-se, aquela altura, um enfraquecimento do Palestra com a sua saída da APSA, entretanto, ocorreu justamente o contrário. O Palestra continuou forte, vencedor, deu início ao projeto de compra de sua praça esportiva, enquanto a APSA perdia um dos seus mais rentáveis integrantes.

A volta para a competição estadual veio no ano seguinte, após inúmeras reuniões conciliatórias, bem como a intervenção do presidente da Associação do Chronistas Sporitvos do Estado de São Paulo, Sr. Olival Costa.

Nova cisão em 1924

Uma vez mais, como em 1918, o Palestra Italia sacrificou-se tecnicamente, tomando a decisão de abandonar o campeonato oficial da APSA, a fim de que prevalecesse o respeito que lhe era devido, bem como a honra e dignidade da família palestrina.

A entidade maior do futebol passava por uma reforma nas suas leis esportivas e disciplinares a pedido do Paulistano e apoiado pela maioria dos clubes filiados, inclusive pelo próprio clube de Parque Antártica.

Logo após a primeira partida da equipe no certame local contra o Paulistano, no dia 21 de abril de 1924, Nigro e Cassarini, atletas alvi-esmeraldinos, foram os primeiros alvos de tais reformas, sendo ambos acusados de praticarem jogo violento e de modo arbitrário suspensos por três jogos pela comissão de sindicância da Associação. O clube alviverde, a contragosto, recorreu a decisão, mas de nada adiantou.

A gota d’agua, no entanto, estava reservada para o dia 3 de maio de 1924. No tumultuado jogo contra o Braz Atlhetico, o Palestra, já desfalcado destes importantes jogadores, além de Picagli que fora suspenso pela APSA no final da temporada anterior, participou de uma grande confusão dentro de campo. Primo, goleiro alviverde, brigou com atletas da equipe adversária, Heitor sofreu uma grave contusão, devido à violência dos adversários, o juiz da partida abandonou o campo tendo que ser substituído, enfim houve de tudo, menos futebol.

No dia seguinte a partida, a decisão da APSA foi ágil e severa contra o Palestra, suspendendo Primo e Heitor, imediatamente. A diretoria palestrina reuniu-se e decidiu, por unanimidade, abandonar a competição citadina, deixando clara a sua posição de descontentamento com os modos como o clube vinha sendo tratado pela entidade que controlava o futebol paulista.

O clube ficou disputando amistosos durante todo o ano de 1924, retornando para as disputas oficiais no ano seguinte, após disputa de um jogo eliminatório contra o campeão da segunda divisão do Campeonato Paulista.

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Freguês Fiel

Nem todos os apaixonados pelo futebol possuem conhecimento de algumas importantes vantagens palestrinas no Derby ao longo dos mais de 100 anos de disputa desse clássico e eterno confronto.

Se faz necessário algumas lembranças, as quais elencamos:

Quem mais marcou em Derbys: 522 gols alviverdes contra 483 alvinegros

Maior Goleada em Derbys pelo Paulista: Palestra Itália 8×0 Corinthians (1933)

Maior Goleada em Derbys pelo Brasileiro: Palmeiras 4×0 Corinthians (2004)

Maior Goleada em Derbys por qualquer competição: Palestra Itália 8×0 Corinthians (1933)

Confrontos Diretos em Campeonatos Nacionais:  Palmeiras 21 vitórias contra 17 vitórias alvinegras

Confrontos Eliminatórios em Libertadores da América: Palmeiras duas eliminações a seu favor (1999 e 2000) contra nenhuma do rival

Derbys realizados em estádios fora da capital: 15 jogos, 6 vitórias do Palmeiras, 1 vitória do Corinthians, 8 empates
(Barretão, Barretos-SP, Benedito Teixeira, São José do Rio Preto-SP, Eduardo José Farah, Presidente Prudente-SP, Fonte Nova, Salvador-BA, Martins Pereira, São José dos Campos-SP, Morenão, Campo Grande-MS, Santa Cruz, Ribeirão Preto-SP)

Decisões de títulos em competições oficiais em confrontos diretos:

Palmeiras: 8 conquistas

  1. 1935 – Torneio Início
  2. 1936 – Campeonato Paulista
  3. 1938 – Campeonato Paulista Extra
  4. 1951 – Torneio Rio São Paulo
  5. 1974 – Campeonato Paulista
  6. 1993 – Campeonato Paulista
  7. 1993 – Torneio Rio São Paulo
  8. 1994 – Campeonato Brasileiro

Corinthians: 3 conquistas

  1. 1995 – Campeonato Paulista
  2. 1999 – Campeonato Paulista
  3. 2018 – Campeonato Paulista

NÚMEROS GERAIS DO DERBY

Jogos: 370
Vitórias Palmeiras: 131
Empates: 110
Vitórias Corinthians: 129
Gols marcados Palmeiras: 522
Gols marcados Corinthians: 483

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Números do Derby

O Torneio Início foi uma competição criada puramente pelos brasileiros. O primeiro registro desse modelo de torneio de tiro curto, congregando diversas agremiações em um mesmo dia e local, com caráter beneficente, aconteceu justamente nos primeiros anos do século passado.

Pode se dizer que o Rio de Janeiro foi o berço do Torneio Início, já que a competição foi criada em 1916 pela Associação de Cronistas Desportivos do Rio de Janeiro (entidade atualmente denominada Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro – ACERJ). A primeira edição do Torneio Início do Rio de Janeiro, cuja final fora disputada entre Fluminense e América e que teve o Tricolor Carioca como o grande vencedor, jogando em casa, contou com cerca de cinco mil espectadores e teve a renda destinada em benefício da instituição denominada Patronato de Menores.

Três anos mais tarde, em 1919, a Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (ACEESP), junto com a Associação Atlética das Palmeiras, extinto clube da capital paulista, introduziram a competição no calendário esportivo bandeirante.

Sua fórmula popular foi reproduzida nas principais praças esportivas do Brasil: os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, por exemplo, já haviam aderido à competição a partir de 1917, enquanto, no Paraná, o Torneio Início foi implantado em 1918. Já em Pernambuco e na Bahia, a competição começou a ser disputada em 1919 – assim como em São Paulo. E no Ceará, no Rio Grande do Sul e em Alagoas, o certame fora disputado pela primeira vez, respectivamente, em 1920, 1921 e 1927.

A partir dos anos 50, por conta de questões financeiras e do aumento dos clubes nas divisões principais, a competição perdeu a sua importância, sendo descontinuada, tendo algumas edições esporádicas e esparsas, mas sem o mesmo prestígio.

O livro oficial da Federação Paulista de Futebol, escrito pelo jornalista Rubens Ribeiro, denominado “O Caminho da Bola”, que remonta a trajetória de mais de cem anos de futebol em São Paulo, retrata todas as edições da competição, com detalhes e resultados dos jogos.

PALMEIRAS NO TORNEIO INÍCIO

De 1919 a 1996, a Sociedade Esportiva Palmeiras disputou 87 partidas válidas pelo Torneio Início do Campeonato Paulista em toda a história da competição, contra as mais diversas agremiações, sagrando-se campeão nas seguintes edições: 1927, 1930, 1935, 1939, 1942, 1946 e 1969.

Independente do adversário, todas essas partidas são consideradas válidas pelo clube devido os seguintes critérios:

(1) Competição oficial organizada e chancelada pela entidade máxima do futebol estadual;

(2) Competição com regulamento definido;

(3) Competição com premiação estabelecida (troféu e bonificação em dinheiro aos participantes);

(4) Competição com arbitragem oficial;

(5) Competição com ampla difusão da mídia;

(6) Competição com bilheteria, renda e público;

(7) Competição com tradição e continuidade por cerca de quatro décadas consecutivas;

(8) Competição congregando todos os filiados da Divisão Principal;

(9) Competição em que as equipes utilizam seus uniformes oficiais;

(10) Competição em que os atletas deveriam estar devidamente filiados e registrados de acordo com as normas vigentes;

(11) Competição com súmula oficial.

Posto isso, a Sociedade Esportiva Palmeiras entende que há mais elementos que fazem a competição ter um pertencimento histórico relevante em vez de simplesmente eliminá-la de sua vida esportiva, como algo que nunca existiu, por puro anacronismo.

QUEM TAMBÉM CONSIDERA

O Clube de Regatas do Flamengo, por exemplo, que congrega um grupo de reconhecidos historiadores do clube na difusão e resgate histórico da agremiação carioca, por meio do site Fla-Estatísticas, tem o seguinte entendimento sobre a validação do Torneio Início como jogo oficial, o qual transcrevemos:

“JOGOS OFICIAIS: Consideramos na estatística oficial de jogos, aqueles em que o time do Flamengo entrou em campo obedecendo os critérios da FIFA. Mesmo quando há uma das restrições citadas abaixo, consideramos como jogo oficial do clube.

1ª Restrição: Jogos disputados em torneios que tinham jogos com duração menor que 90 minutos. Como exemplo, temos o Torneio Início e alguns torneios disputados na Europa e América do Sul. Mesmo não seguindo as determinações oficiais da FIFA, consideramos estes jogos oficiais, pois faziam parte de torneios realizados por Federações, Confederações e Entidades locais oficiais e quando o C. R. Flamengo se sagrava campeão, o título era considerado na lista oficial de títulos do clube.”

Veja mais aqui: www.flaestatistica.com/criterios

DIVERGÊNCIAS

Há divergências nos números dos confrontos entre Palmeiras e Corinthians justamente por conta dos critérios utilizados pelos clubes no tratamento de sua história: o Alviverde considera as partidas válidas por Torneios Inícios para fins de estatísticas, enquanto o Alvinegro suprime estes resultados quando contabilizam seu retrospecto.

Desde a implementação estatutária do Departamento de Acervo Histórico da Sociedade Esportiva Palmeiras, em 2005, o grupo de trabalho alviverde segue a mesma metodologia e princípios, e sempre considerando as partidas válidas pelo Torneio Início, a exemplo do que fez o Almanaque do Palmeiras, de autoria de Celso Dario Unzelte e Mário Sergio Venditti, publicado em 2004 pela Editora Abril, que contempla jogos de Torneio Início e outras competições similares contra todas as equipes do futebol paulista, sem distinção e revisionismo.

O Sport Club Corinthians Paulista, conforme a sua posição oficial e pública, utiliza como números oficiais os dados fornecidos pelo jornalista Celso Dario Unzelte.

De 2000 até os dias atuais, Unzelte já apresentou as seguintes posições nos mais diversos trabalhos por ele elaborado:

Almanaque do Timão – Volume 1 – (autor: Celso Dario Unzelte) publicado em 2000 pela Editora Abril.

Todo o almanaque considera as dezenas de jogos do Corinthians pelo Torneio Início de 1919 a 1996, além do Torneio Henrique Mündel, o qual a agremiação corintiana jogou com o time titular.

Esse mesmo Almanaque foi reeditado em 2005, porém, desta vez, sem os jogos do Torneio Início e do Torneio Henrique Mündel.

Corinthians x Palmeiras – Uma história de Rivalidade (autor: Antônio Carlos Napoleão), publicado em 2001 pela editora Mauad, com colaboração de Celso Dario Unzelte.

O trabalho distingue o Torneio Início separadamente, mas traz como jogo válido o Torneio Henrique Mündel.

Revista Placar – Os Grandes Clássicos (maio de 2005). Com colaboração de Celso Dario Unzelte

A edição não considera os Torneios Inícios, mas traz como jogo válido o Torneio Henrique Mündel.

Site – Meu Timão

Um dos portais mais importantes de difusão de conteúdo sobre o Sport Club Corinthians Paulista, o Meu Timão apresentou matéria especial sobre a conquista do Torneio Início, em 17 de novembro de 2017, às 16h43, assinada por Celso Dario Unzelte.

Site Oficial – SCCP

O site oficial do Sport Club Corinthians Paulista também faz referências à competição, tanto em algumas matérias do site quanto na sua relação de conquistas e cronologia histórica.

Revista O Mundo do Futebol publicada em 2003 pela Editora On Line, com colaboração e consultoria de Celso Dario Unzelte.

A obra traz os jogos do Torneio Início e do Torneio Henrique Mündel na contagem geral dos números do confronto.

CONCLUSÃO

O trabalho elaborado pela Sociedade Esportiva Palmeiras engloba todos os confrontos oficiais entre as equipes principais dos dois tradicionais clubes na história, sem distinção, respeitando e preservando a história puramente factual, de forma fria, sem análises, interpretações personalistas, critérios próprios ou julgamentos.

O trabalho elaborado pelo Sport Club Corinthians Paulista apresenta os números, alegando que os Torneios Inícios e a Taça Henrique Mündel não eram competições jogadas em 90 minutos, apesar de a competição ser oficial organizada pela entidade máxima do futebol bandeirante, ter súmula, juiz, valer taça, ter público, bilheteria e registros nas federações e imprensa.

Vale lembrar que, nem sempre na história do futebol, as partidas eram jogadas em 90 minutos. No início dos tempos, por exemplo, as partidas eram divididas em dois tempos de 40.

Indo além, as partidas disputadas em 1918 e no começo de 1919 foram limitadas em seu tempo de jogo ainda mais, baixando as partidas do Campeonato Paulista para dois tempos de 35 minutos, devido à epidemia da Gripe Espanhola, por exemplo.

Segundo a ótica alvinegra, como ficam os jogos que houveram prorrogação? Afinal, segundo eles, o critério para estabelecer o que é ou não jogo válido são apenas os 90 minutos. Partindo disso, a semifinal do campeonato paulista de 1986 e as finais do paulista de 1993 e 1995 deverão ser riscadas da história do Derby?

Partindo da análise dos corintianos, teriam então que ser deconsiderados inúmeros jogos da história do Derby, pois a regra utilizada por eles para formatação de seus conceitos históricos não atende aos parâmetros de análise por eles mesmos criados e entendidos como ponto de fé e verdade absoluta, aos quais apontamos acima.

O trabalho do Palmeiras tem como a regra número 1 o seguinte parâmetro: não se mede o passado com a régua do presente e vice-versa. Deve-se respeitar os fatos de acordo com o seu tempo e o seu espírito.

No entanto, cabe a cada um julgar por si só os metódos adotados pelas duas instituições na preservação da história de um dos maiores confrontos do futebol mundial e utilizar a métrica que melhor lhe convém. A Sociedade Esportiva Palmeiras trabalha com fatos. E, aos fatos, respondemos.

Se o Corinthians entende que os jogos do Torneio Início contra o Palmeiras devam ser descartados e não valem nada, entendemos que eles prestam um desserviço à memória de seu próprio clube. Afinal, o time alvinegro possui oito títulos da competição, sendo o maior campeão do torneio, e por conta de não reconhecê-lo, segundo o que foi exposto no trabalho alvinegro, tem por si só essas conquistas descartadas de sua rica galeria de campeões. Já nós, do Palmeiras, damos muito valor a tudo aquilo que conquistamos, com suor e fibra, no gramado em que a luta sempre nos aguarda. Principalmente a todas as vitórias sobre o nosso maior rival.

NÚMEROS DO DERBY

Jogos: 369
Vitórias Palmeiras: 131
Empates: 110
Vitórias Corinthians: 128
Gols marcados Palmeiras: 522
Gols marcados Corinthians: 482

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Melhor do século XXI

No século XXI não houve um time na história da Sociedade Esportiva Palmeiras que conviveu mais com as vitórias como o elenco Campeão Brasileiro de 2018. Foram 48 triunfos em 77 jogos (contando os amistosos na América Central). O recorde anterior de vitórias numa única temporada nesse novo século havia sido em 2008, quando o Verdão registrou 38 vitórias em 71 jogos.

Foi também em 2018 o ano que o torcedor palmeirense mais vezes soltou o grito de gol. Foram 131 tentos marcados, superando a marca de 126 gols marcados nas temporadas de 2003 e 2004.

Pela primeira vez nesse século o Palmeiras terminou uma temporada sem derrotas superiores a dois gols de diferença. Isso aconteceu em apenas duas ocasiões nas derrotas para o Boca Juniors, no estádio da Bombonera, pela Copa Libertadores da América e para o Corinthians, na Arena Itaquera, pelo Campeonato Paulista.

Em 2018, registramos também o melhor saldo de gols em uma temporada nesse século com uma marca de 82 gols positivos. O recorde anterior havia sido em 2003 quando terminamos o ano com 57 gols positivos.

Nessa temporada, pela primeira vez na história do clube, um atleta terminou a temporada sendo artilheiro por duas competições. Borja foi o goleador máximo do Campeonato Paulista e da Copa Libertadores da América. Algo inédito.

Registramos a Melhor Campanha da história do Campeonato Brasileiro em um único turno na era dos pontos corridos (2003 em diante) com 47 pontos conquistados no segundo turno, obtivemos a Maior sequência invicta da competição com 23 partidas invictas, melhor ataque, melhor defesa, maior número de vitórias, menor número de derrotas, melhor desempenho como visitante, melhor desempenho como mandante, líder de arrecadação, craque do campeonato com o atacante Dudu e o melhor técnico do campeonato com Luiz Felipe Scolari.

Nesse ano, conquistamos feitos expressivos como aplicar a maior vitória de um clube estrangeiro sobre o Boca Juniors atuando no estádio do rival em jogos por competições oficiais.Quebramos o incômodo tabu de 16 anos sem vencer o São Paulo Futebol Clube no estádio do Morumbi. Após 17 anos voltamos a disputar uma semifinal de Copa Libertadores da América. Entre outros.

Nas arquibancadas, quebramos o recorde de público do novo Palestra Itália com 41.256 pagantes presentes na partida entre Palmeiras 3×2 Vitória, pelo Brasileirão.

Além desses recordes e marcas alcançados pelo futebol profissional, os palmeirenses puderam se orgulhar também do seu futebol de base e dos esportes olímpicos do clube. Pelo segundo ano consecutivo, o alviverde classificou todas as suas cinco categorias de base do futebol para as finais do Campeonato Paulista. Feito inédito que nenhum outro clube na história jamais conseguiu.

Foram 25 conquistas alviverdes nas categorias de base do futebol, sem contar premiações individuais e convocações de atletas para a seleção brasileira:

Torneio Ibercup – Etapa Brasil (Sub-10)
GO Cup (Sub-11)
Copa Bellmare U-11 Internacional (Sub-11)
1ª Copa Internacional de Avanhandava (Sub-12)
Copa Puma Toreros (Sub-12)
Mito Hollyhock Cup (Sub-13)
Campeão Paulista (Sub-13)
Encontro de Futebol Infantil Pan-Americano (EFIPAN) (Sub-14)
Tokyo U-14 International Youth Football Tournament (Sub-14)
Dani Cup (Sub-14)
Campeão Brasileiro (Sub-14)
Copa do Brasil de Futebol Infantil (Sub-15)
Torneio We Love Football (Sub-15)
Torneio FAM CUP – Série Prata  (Sub-16)
Saitama International Football Festival (Sub-16)
Salvador Cup – Série Prata (Sub-16)
Copa Santiago de Futebol Juvenil (Sub-17)
Scopigno Cup (Sub-17)
Mundial de Clubes (Sub-17)
Campeão Paulista (Sub-17)
Torneio de ICTG Uitgeest (Sub-20)
Torneio de Terborg (Sub-20)
CEE Cup (Sub-20)
Campeão Brasileiro (Sub-20)
Campeão Paulista (Sub-20)

Foram 16 conquistas coletivas nos esportes olímpicos que militamos, sem contar as centenas de conquistas individuais e convocações para as seleções brasileiras das respectivas modalidades:

Basquete

Campeão Paulista (Mirim)
Copa Brasil de Clubes (Infanto-Juvenil)
Campeão Estadual (Infanto-Juvenil)

Futebol Americano

Campeão Metropolitano (Adulto Feminino)

Futsal

Campeão Metropolitano (Sub-16)
Taça Brasil de Futsal (Sub-9)
Campeão Estadual (Sub-10)
Campeão Estadual (Sub-12)
Campeão Estadual (Sub-16)

Futebol de Mesa

Campeão Paulista (Adulto Masculino)

Ginástica

Campeão Estadual (Adulto)
Campeão Estadual (Categoria de Base)
Campeão Pan-Americano (Infanto-Juvenil)

Hóquei in Line

Campeão Paulista (Adulto)
Campeão Copa São Paulo (Sub-20)

Tênis

Campeão Paulista Interclubes (Especial Adulto Masculino)

Esse é o maior legado que toda a coletividade esmeraldina sonha e deseja. Nossa tradição se faz com títulos e troféus. Seguimos fortes nessa direção. É missão de fé dos nossos gestores impulsionar cada vez mais a grandeza do nosso querido Alviverde.

Nesse particular, estamos muito bem representados. Temos na figura do presidente Maurício Galiotte um gestor com perfil conciliador, apaixonado pelo clube e capaz de nos conduzir com sabedoria e competência. Não à toa, obtivemos todos os prêmios de gestão e reconhecimento dos principais veículos e órgãos que avaliam a administração dos clubes esportivos.

Temos também um parceria sólida que nos oferece um invejável suporte financeiro para mantermos a nossa excelência esportiva, na figura da FAM e Crefisa, empresas comandadas pelos conselheiros José Roberto Lamacchia e Leila Pereira.

Aliado a isso um corpo de profissionais, colaboradores, conselheiros e diretores que atuam em todas as esferas do clube com dedicação ímpar, paixão e capacidade acima da média.

Acima de tudo, uma torcida apaixonada, que conduz esse sentimento de palestrinidade com alma e coração, em todos os momentos!

Estamos no caminho certo. Somos a Sociedade Esportiva Palmeiras!

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO À TODA FAMIGLIA PALMEIRENSE!

QUE 2019 SEJA AINDA MAIS ALVIVERDE E REPLETO DE NOVOS FEITOS E CONQUISTAS!

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Carta de repúdio – El Clarín

Carcamanos, palestrinos e palmeirenses
FASCISTAS NUNCA!

Devido à ligação histórica que a Sociedade Esportiva Palmeiras nutre com os peninsulares desde a sua iluminada fundação em 26 de agosto de 1914, a instituição e toda a sua coletividade paga um preço grande, muito além das esferas esportivas. De um certo modo, há uma campanha há décadas relacionando o ideário fascista com o clube palestrino.

Tomamos a liberdade de usar um parágrafo da obra da autora Viviane Teresinha dos Santos, “Os Seguidores do Duce: os Italianos Fascistas no Estado de São Paulo”, para contextualizar esse estado de espírito contra os alviverdes de todos os tempos.

Nele, aponta como o regime de Mussolini agia na cooptação de adeptos para o seu pensamento e doutrina: “Nos anos 30, a política fascista italiana forçou muitos italianos a aderir aos camisas-pretas, prejudicando aqueles que se negavam a colaborar. Nos anos 40, os prejuízos recaíram sobre os italianos que haviam cedido às pressões do fascismo, pois passaram a ser identificados pelo governo brasileiro como inimigos militares. Sem dúvida alguma, foram tempos difíceis para os italianos no Brasil, ora vítimas do regime fascista italiano, ora do regime autoritário brasileiro.”.

Desde então, o ambiente em torno dos ítalo-brasileiros, e no caso específico dos palestrinos, começou a ser de muita apreensão, precaução e cautela, com os rumos intolerantes que a política mundial caminhava.

Contudo, o início da década de 40 ficou marcado pelos conflitos promovidos pelos regimes totalitários, que visavam sobretudo as conquistas territoriais, desencadeando a Segunda Guerra Mundial. Essa tensão influenciou a vida de todos os povos ao redor do mundo e também do Palestra Itália. No Brasil, o presidente da República, Getúlio Vargas, introduzira o Estado Novo, que consistia num modelo de governo que ficou conhecido como “fascismo tropical”.

Dentre tantas questões polêmicas do governo Vargas, uma em específico chama a atenção: a anulação da identidade italiana dos imigrantes e descendentes de italianos em território brasileiro. Vale lembrar que, durante os anos em que o Brasil esteve em guerra com a Itália, todos os italianos e suas instituições que se achavam em território brasileiro passaram a ser vistos como inimigos em potencial e identificados como “súditos do Eixo”, fossem adeptos ou não da ideologia fascista.

O Palestra Itália, como instituição brasileira, mas com fortes e inquebrantáveis raízes italianas, passou a sofrer inúmeras injúrias impostas por setores da imprensa, da política e do esporte, tendo sua vida sido colocada sob investigação, bem como as de seus diretores e associados.

Hoje, dia 9 de outubro de 2018, fomos surpreendidos ao lermos no jornal argentino El Clarin uma matéria assinada pela jornalista Eleonora Gosman, cujo título diz: “Elecciones en Brasil. La disputa política llegaal fútbol: la hinchada del Palmeiras se declara bolsonarista”. E vai além no subtítulo: “La instituciòn, con una dura história vinculada al fascismo italiano, abandera ahora la campaña de Bolsonaro.”.

Não comentaremos nada sobre a matéria. O título e seu subtítulo já nos causa naúseas profundas e por si só apontam completa e total ignorância sobre a Sociedade Esportiva Palmeiras e os palmeirenses.

Nós, como LIGA VERDE, grupo que congrega e reúne formadores de opiniões sobre a vida da SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, repudiamos com veemência o veículo de imprensa El Clarin e a sua jornalista Eleonora Gosman, pela veiculação de inverdades que visam depreciar a imagem da nossa querida instituição, formada por milhões de torcedores espalhados pelo mundo, com os mais diversos tons de pele, gêneros, credos e opiniões, algo intolerável num regime fascista.

Somos uma entidade laica, desde o nosso berço. Construímos o nosso patrimônio com nosso sangue, alma, suor e trabalho. Sem associações governamentais de qualquer matiz ou corrente política.

Talvez, a jornalista Eleonora Gosman deva ter confundido a história do querido Palmeiras com alguns outros clubes brasileiros.

Talvez, a jornalista Eleonora Gosman deva ser torcedora do Boca Juniors e age sem escrúpulos às vésperas de uma decisão, que há 17 anos atrás envolveu os mesmos clubes, e todos sabemos bem da forma como Ubaldo Aquino conduziu os destinos daquela porfía, orientado certamente por forças ocultas.

Talvez, a jornalista Eleonora Gosman tenha esquecido ou omitido que foi o seu país berço de uma das mais terríveis e sangrentas ditaduras e que graças a sua influência conquistou a Copa do Mundo em 1978.

Mas o que de fato a jornalista Eleonora Gosman não sabe com toda a certeza e aqui esclarecemos é que o nosso querido Palmeiras, desde 1942, época da eclosão da Segunda Grande Guerra, sabe lidar com todas as pressões externas e internas por ele sofridas.

Aqui no Brasil já temos gente desqualificada demais e que trabalha há décadas para nos extinguir. Não é de hoje que os canalhas sonham com isso. O El Clarin e a jornalista Eleonora Gosman não serão os primeiros e nem os únicos. Pelo contrário.

À todos, lembramos que tudo isso só nos fortalece e nos dá ainda mais orgulho de sermos o que somos, do pavilhão esmeraldino que defendemos e amamos, dos valores que cultivamos, das nossas raízes operárias, populares e italianas, e da brasilidade que representamos, por sermos uma coletividade plural e fraterna.

Morremos líderes, Nascemos Campeões! Somos imortais! Somos Palmeiras!

torcida
Carcamanos, palestrinos e palmeirenses

FASCISTAS NUNCA!

FORZA VERDÃO!!!

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Esportes

Tradição é Modernidade

São Paulo amanheceu cinzenta. Garoa, frio e chuva. Era dia de novo técnico na Sociedade Esportiva Palmeiras. A escolha da diretoria foi por um nome histórico entre os palestrinos. Gaúcho. Bigode farto. Campeoníssimo. Pela terceira vez com a honra de dirigir o time de futebol profissional, que vinha de um vice-campeonato brasileiro e paulista….

Foi exatamente assim que em novembro de 1971, o técnico Oswaldo Brandão voltava para o Palmeiras, onde no ano seguinte ele edificaria a Segunda Academia de Futebol, que conquistaria tudo o que disputou até 1974.

Foi exatamente assim que em 3 de agosto de 2018, o técnico Luiz Felipe Scolari volta para o Palmeiras para comandar o futebol esmeraldino até 2020.

Felipão tem a alma palestrina. A empatia do treinador com o Verdão é imensa e a memória afetiva da torcida foi sacudida com a sua volta ao Palestra Italia.

Muitos são os fatos marcantes em suas passagens pelo Palmeiras. Bem como os títulos conquistados. Logo em sua primeira passagem foi vice-campeão Brasileiro em 1997. No ano seguinte, conquistou a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana Mercosul. Em 1999 foi campeão da Copa Libertadores da América, vice-campeão paulista e vice-campeão mundial interclubes. Em 2000, campeão do Torneio Rio São Paulo e da Copa dos Campeões, alem de ser vice-campeão da Copa Sul-Americana Mercosul e da Libertadores.

Felipão é o cara da Libertadores. Nosso Capitão América. Ele é o técnico que mais treinou o Palmeiras na competição, com 28 jogos. É o técnico que mais venceu em Libertadores, com 14 triunfos. Único a treinar a equipe pela terceira vez no torneio. Único que chegou em duas finais (1999 e 2000). Único a vencer um título continental em 1999. Além de duas inesquecíveis e eternas eliminações sobre o nosso maior rival na competição continental.

Felipão também é o cara do Brasileirão. Ele é o técnico que mais vezes comandou o alviverde na competição com 172 partidas disputadas pelo Palmeiras, nas duas passagens que ele teve pelo clube.

Felipão também é o cara da Copa do Brasil. Ele é o técnico que mais venceu a competição pelo Palmeiras, com duas conquistas, em 1998 e 2012.

Felipão também é o cara do Palmeiras! Ele é o segundo técnico que mais treinou o Verdão em sua história, com 408 jogos, atrás apenas de Oswaldo Brandão. Foram 192 vitórias sob o seu comando, sendo o terceiro comandante mais vitorioso do alviverde, atrás de Brandão e Luxemburgo.

Gaúcho de Passo Fundo, Felipão também é o cara do Brasil. Foi sob o seu comando que a seleção brasileira conquistou o seu último título numa Copa do Mundo de Seleções, em 2002. Felipão possui o recorde de ser o treinador com maior número de vitórias consecutivas em Copas do Mundo, com 11 vitórias seguidas, entre 2002 e 2006, treinando a seleção brasileira e portuguesa, respectivamente.

No Século XXI, nenhum técnico brasileiro conquistou mais títulos que Felipão, com 14 conquistas entre 2001 e 2018, somando as suas passagens por clubes e seleções.

A sua estreia pelo Palmeiras na primeira passagem aconteceu no amistoso contra o Caldas de Goiás, em 22 de junho de 1997, em partida realizada fora de casa, vencida pelo Palmeiras por 2 a 0. O atacante Cris, formado nas categorias de base do Palmeiras, fez o primeiro gol da primeira Era Felipão no Palestra Italia.

Na sua segunda passagem, estreou diante do Avaí, também fora de casa, no 18 de julho de 2010, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, com derrota pelo placar de 4 a 2. O lateral-esquerdo Gabriel Silva, formado nas categorias de base do Palmeiras, fez o primeiro do Verdão na segunda Era Felipão no Palestra Italia.

Agora, em sua terceira passagem, também estreará fora de casa, no domingo (5), contra o América-MG, no estádio Independência, em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro.

Em sua primeira passagem pelo Palmeiras, o atleta mais utilizado por Felipão foi o volante Galeano, em 210 jogos. Já na sua segunda passagem pelo alviverde, o jogador mais utilizado por Scolari foi o volante Márcio Araujo em 139 jogos.

Coincidência ou não, ambos eram volantes contestados pela torcida, não eram os mais dotados tecnicamente, eram operários, jogavam para o time e eram incansáveis na sua entrega, esforço e espírito de luta.

Na primeira passagem, Felipão efetivou promessas da base do alviverde que se tornaram ídolos do clube e astros mundiais, como o caso do goleiro Marcos e do zagueiro Roque Júnior.

Muitos outros atletas da categoria de base foram utilizados pelo treinador em sua primeira passagem, como por exemplo: Adriano, Cassiano, Cris, Daniel, Eriberto, Jorginho Paulista, Thiago Gentil, Marcelo (G), Gilvan (G), Paulo Assunção, Rubens Junior, Beto, Ferrugem, Juliano, Rodrigo Taddei, Tiago Silva, Thiago Matias, Chocolate, entre outros.

Na segunda passagem, Felipão também deu muito espaço para as categorias de base e utilizou os seguintes atletas: Gabriel Silva, Luis Felipe, Vinicius, Patrik, Fernando, Bruno Turco, Bruno Oliveira, Miguel, Caio Mancha, Bruno Dybal, João Denoni, Luiz Gustavo, Patrick Vieira, Gualberto, Wellington, Raphael Alemão (G), Bruno (G), Deola (G), entre outros.

Felipão revolucionou o jeito do Palmeiras jogar. Acostumado com o estilo acadêmico e cadenciado das Academias ou com o futebol espetáculo dos anos 90, Luiz Felipe Scolari implementou o futebol por resultados no Palestra. Jogos truncados, torcida e time jogando juntos, jogo sem tanto brilho, mas com ampla dose de emoção do começo ao fim. Verdadeiras batalhas! Que só fortaleceram o clube, a torcida e a nossa rica galeria de troféus.

Foi Felipão que cunhou algumas expressões que ficaram populares na torcida do Palmeiras e no vocabulário do futebol brasileiro. Os corneteiros do passado foram batizados pelo treinador como Turma do Amendoim. Na sua segunda passagem, os amendoins passaram a ser chamados de Turma do Limão.

Entre as inúmeras declarações e entrevistas que ficaram marcantes em sua carreira de treinador, um vazamento de uma preleção na véspera da partida contra o Corinthians na partida de volta da semifinal da Copa Libertadores da América de 2000, ele vaticina um mantra que ecoa até hoje entre os palestrinos: “Tem que ter Raiva dessa Porra de Corinthians!”.

Esse é o espírito palestrino. Vibrante. Passional. Emotivo. Vitorioso. Obcecado pelas conquistas e com um amor latente à flor da pele.

Scolari, com seu jeito italiano, bonachão, deixa o Palmeiras mais Palestra. Que em sua terceira passagem, time, técnico e torcida cantem a mesma música que embalou a conquista da Libertadores em 1999. “Fica Felipão, no fim do ano, nós vamos pro Japão!”, em referência a disputa do Mundial Interclubes que acontecia em Tóquio, em jogo único.

Agora, que o sonho se renove! Que a esperança seja cada vez mais Verde!

Bem vindo de volta Felipão! A casa é sua! O Palestra e os palestrinos te amam!

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FORZA VERDÃO!!!

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