Esportes

Melhor do século XXI

No século XXI não houve um time na história da Sociedade Esportiva Palmeiras que conviveu mais com as vitórias como o elenco Campeão Brasileiro de 2018. Foram 48 triunfos em 77 jogos (contando os amistosos na América Central). O recorde anterior de vitórias numa única temporada nesse novo século havia sido em 2008, quando o Verdão registrou 38 vitórias em 71 jogos.

Foi também em 2018 o ano que o torcedor palmeirense mais vezes soltou o grito de gol. Foram 131 tentos marcados, superando a marca de 126 gols marcados nas temporadas de 2003 e 2004.

Pela primeira vez nesse século o Palmeiras terminou uma temporada sem derrotas superiores a dois gols de diferença. Isso aconteceu em apenas duas ocasiões nas derrotas para o Boca Juniors, no estádio da Bombonera, pela Copa Libertadores da América e para o Corinthians, na Arena Itaquera, pelo Campeonato Paulista.

Em 2018, registramos também o melhor saldo de gols em uma temporada nesse século com uma marca de 82 gols positivos. O recorde anterior havia sido em 2003 quando terminamos o ano com 57 gols positivos.

Nessa temporada, pela primeira vez na história do clube, um atleta terminou a temporada sendo artilheiro por duas competições. Borja foi o goleador máximo do Campeonato Paulista e da Copa Libertadores da América. Algo inédito.

Registramos a Melhor Campanha da história do Campeonato Brasileiro em um único turno na era dos pontos corridos (2003 em diante) com 47 pontos conquistados no segundo turno, obtivemos a Maior sequência invicta da competição com 23 partidas invictas, melhor ataque, melhor defesa, maior número de vitórias, menor número de derrotas, melhor desempenho como visitante, melhor desempenho como mandante, líder de arrecadação, craque do campeonato com o atacante Dudu e o melhor técnico do campeonato com Luiz Felipe Scolari.

Nesse ano, conquistamos feitos expressivos como aplicar a maior vitória de um clube estrangeiro sobre o Boca Juniors atuando no estádio do rival em jogos por competições oficiais.Quebramos o incômodo tabu de 16 anos sem vencer o São Paulo Futebol Clube no estádio do Morumbi. Após 17 anos voltamos a disputar uma semifinal de Copa Libertadores da América. Entre outros.

Nas arquibancadas, quebramos o recorde de público do novo Palestra Itália com 41.256 pagantes presentes na partida entre Palmeiras 3×2 Vitória, pelo Brasileirão.

Além desses recordes e marcas alcançados pelo futebol profissional, os palmeirenses puderam se orgulhar também do seu futebol de base e dos esportes olímpicos do clube. Pelo segundo ano consecutivo, o alviverde classificou todas as suas cinco categorias de base do futebol para as finais do Campeonato Paulista. Feito inédito que nenhum outro clube na história jamais conseguiu.

Foram 25 conquistas alviverdes nas categorias de base do futebol, sem contar premiações individuais e convocações de atletas para a seleção brasileira:

Torneio Ibercup – Etapa Brasil (Sub-10)
GO Cup (Sub-11)
Copa Bellmare U-11 Internacional (Sub-11)
1ª Copa Internacional de Avanhandava (Sub-12)
Copa Puma Toreros (Sub-12)
Mito Hollyhock Cup (Sub-13)
Campeão Paulista (Sub-13)
Encontro de Futebol Infantil Pan-Americano (EFIPAN) (Sub-14)
Tokyo U-14 International Youth Football Tournament (Sub-14)
Dani Cup (Sub-14)
Campeão Brasileiro (Sub-14)
Copa do Brasil de Futebol Infantil (Sub-15)
Torneio We Love Football (Sub-15)
Torneio FAM CUP – Série Prata  (Sub-16)
Saitama International Football Festival (Sub-16)
Salvador Cup – Série Prata (Sub-16)
Copa Santiago de Futebol Juvenil (Sub-17)
Scopigno Cup (Sub-17)
Mundial de Clubes (Sub-17)
Campeão Paulista (Sub-17)
Torneio de ICTG Uitgeest (Sub-20)
Torneio de Terborg (Sub-20)
CEE Cup (Sub-20)
Campeão Brasileiro (Sub-20)
Campeão Paulista (Sub-20)

Foram 16 conquistas coletivas nos esportes olímpicos que militamos, sem contar as centenas de conquistas individuais e convocações para as seleções brasileiras das respectivas modalidades:

Basquete

Campeão Paulista (Mirim)
Copa Brasil de Clubes (Infanto-Juvenil)
Campeão Estadual (Infanto-Juvenil)

Futebol Americano

Campeão Metropolitano (Adulto Feminino)

Futsal

Campeão Metropolitano (Sub-16)
Taça Brasil de Futsal (Sub-9)
Campeão Estadual (Sub-10)
Campeão Estadual (Sub-12)
Campeão Estadual (Sub-16)

Futebol de Mesa

Campeão Paulista (Adulto Masculino)

Ginástica

Campeão Estadual (Adulto)
Campeão Estadual (Categoria de Base)
Campeão Pan-Americano (Infanto-Juvenil)

Hóquei in Line

Campeão Paulista (Adulto)
Campeão Copa São Paulo (Sub-20)

Tênis

Campeão Paulista Interclubes (Especial Adulto Masculino)

Esse é o maior legado que toda a coletividade esmeraldina sonha e deseja. Nossa tradição se faz com títulos e troféus. Seguimos fortes nessa direção. É missão de fé dos nossos gestores impulsionar cada vez mais a grandeza do nosso querido Alviverde.

Nesse particular, estamos muito bem representados. Temos na figura do presidente Maurício Galiotte um gestor com perfil conciliador, apaixonado pelo clube e capaz de nos conduzir com sabedoria e competência. Não à toa, obtivemos todos os prêmios de gestão e reconhecimento dos principais veículos e órgãos que avaliam a administração dos clubes esportivos.

Temos também um parceria sólida que nos oferece um invejável suporte financeiro para mantermos a nossa excelência esportiva, na figura da FAM e Crefisa, empresas comandadas pelos conselheiros José Roberto Lamacchia e Leila Pereira.

Aliado a isso um corpo de profissionais, colaboradores, conselheiros e diretores que atuam em todas as esferas do clube com dedicação ímpar, paixão e capacidade acima da média.

Acima de tudo, uma torcida apaixonada, que conduz esse sentimento de palestrinidade com alma e coração, em todos os momentos!

Estamos no caminho certo. Somos a Sociedade Esportiva Palmeiras!

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO À TODA FAMIGLIA PALMEIRENSE!

QUE 2019 SEJA AINDA MAIS ALVIVERDE E REPLETO DE NOVOS FEITOS E CONQUISTAS!

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FORZA VERDÃO!!!

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Esportes, Italianidade

Carta de repúdio – El Clarín

Carcamanos, palestrinos e palmeirenses
FASCISTAS NUNCA!

Devido à ligação histórica que a Sociedade Esportiva Palmeiras nutre com os peninsulares desde a sua iluminada fundação em 26 de agosto de 1914, a instituição e toda a sua coletividade paga um preço grande, muito além das esferas esportivas. De um certo modo, há uma campanha há décadas relacionando o ideário fascista com o clube palestrino.

Tomamos a liberdade de usar um parágrafo da obra da autora Viviane Teresinha dos Santos, “Os Seguidores do Duce: os Italianos Fascistas no Estado de São Paulo”, para contextualizar esse estado de espírito contra os alviverdes de todos os tempos.

Nele, aponta como o regime de Mussolini agia na cooptação de adeptos para o seu pensamento e doutrina: “Nos anos 30, a política fascista italiana forçou muitos italianos a aderir aos camisas-pretas, prejudicando aqueles que se negavam a colaborar. Nos anos 40, os prejuízos recaíram sobre os italianos que haviam cedido às pressões do fascismo, pois passaram a ser identificados pelo governo brasileiro como inimigos militares. Sem dúvida alguma, foram tempos difíceis para os italianos no Brasil, ora vítimas do regime fascista italiano, ora do regime autoritário brasileiro.”.

Desde então, o ambiente em torno dos ítalo-brasileiros, e no caso específico dos palestrinos, começou a ser de muita apreensão, precaução e cautela, com os rumos intolerantes que a política mundial caminhava.

Contudo, o início da década de 40 ficou marcado pelos conflitos promovidos pelos regimes totalitários, que visavam sobretudo as conquistas territoriais, desencadeando a Segunda Guerra Mundial. Essa tensão influenciou a vida de todos os povos ao redor do mundo e também do Palestra Itália. No Brasil, o presidente da República, Getúlio Vargas, introduzira o Estado Novo, que consistia num modelo de governo que ficou conhecido como “fascismo tropical”.

Dentre tantas questões polêmicas do governo Vargas, uma em específico chama a atenção: a anulação da identidade italiana dos imigrantes e descendentes de italianos em território brasileiro. Vale lembrar que, durante os anos em que o Brasil esteve em guerra com a Itália, todos os italianos e suas instituições que se achavam em território brasileiro passaram a ser vistos como inimigos em potencial e identificados como “súditos do Eixo”, fossem adeptos ou não da ideologia fascista.

O Palestra Itália, como instituição brasileira, mas com fortes e inquebrantáveis raízes italianas, passou a sofrer inúmeras injúrias impostas por setores da imprensa, da política e do esporte, tendo sua vida sido colocada sob investigação, bem como as de seus diretores e associados.

Hoje, dia 9 de outubro de 2018, fomos surpreendidos ao lermos no jornal argentino El Clarin uma matéria assinada pela jornalista Eleonora Gosman, cujo título diz: “Elecciones en Brasil. La disputa política llegaal fútbol: la hinchada del Palmeiras se declara bolsonarista”. E vai além no subtítulo: “La instituciòn, con una dura história vinculada al fascismo italiano, abandera ahora la campaña de Bolsonaro.”.

Não comentaremos nada sobre a matéria. O título e seu subtítulo já nos causa naúseas profundas e por si só apontam completa e total ignorância sobre a Sociedade Esportiva Palmeiras e os palmeirenses.

Nós, como LIGA VERDE, grupo que congrega e reúne formadores de opiniões sobre a vida da SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, repudiamos com veemência o veículo de imprensa El Clarin e a sua jornalista Eleonora Gosman, pela veiculação de inverdades que visam depreciar a imagem da nossa querida instituição, formada por milhões de torcedores espalhados pelo mundo, com os mais diversos tons de pele, gêneros, credos e opiniões, algo intolerável num regime fascista.

Somos uma entidade laica, desde o nosso berço. Construímos o nosso patrimônio com nosso sangue, alma, suor e trabalho. Sem associações governamentais de qualquer matiz ou corrente política.

Talvez, a jornalista Eleonora Gosman deva ter confundido a história do querido Palmeiras com alguns outros clubes brasileiros.

Talvez, a jornalista Eleonora Gosman deva ser torcedora do Boca Juniors e age sem escrúpulos às vésperas de uma decisão, que há 17 anos atrás envolveu os mesmos clubes, e todos sabemos bem da forma como Ubaldo Aquino conduziu os destinos daquela porfía, orientado certamente por forças ocultas.

Talvez, a jornalista Eleonora Gosman tenha esquecido ou omitido que foi o seu país berço de uma das mais terríveis e sangrentas ditaduras e que graças a sua influência conquistou a Copa do Mundo em 1978.

Mas o que de fato a jornalista Eleonora Gosman não sabe com toda a certeza e aqui esclarecemos é que o nosso querido Palmeiras, desde 1942, época da eclosão da Segunda Grande Guerra, sabe lidar com todas as pressões externas e internas por ele sofridas.

Aqui no Brasil já temos gente desqualificada demais e que trabalha há décadas para nos extinguir. Não é de hoje que os canalhas sonham com isso. O El Clarin e a jornalista Eleonora Gosman não serão os primeiros e nem os únicos. Pelo contrário.

À todos, lembramos que tudo isso só nos fortalece e nos dá ainda mais orgulho de sermos o que somos, do pavilhão esmeraldino que defendemos e amamos, dos valores que cultivamos, das nossas raízes operárias, populares e italianas, e da brasilidade que representamos, por sermos uma coletividade plural e fraterna.

Morremos líderes, Nascemos Campeões! Somos imortais! Somos Palmeiras!

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Carcamanos, palestrinos e palmeirenses

FASCISTAS NUNCA!

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Esportes

Tradição é Modernidade

São Paulo amanheceu cinzenta. Garoa, frio e chuva. Era dia de novo técnico na Sociedade Esportiva Palmeiras. A escolha da diretoria foi por um nome histórico entre os palestrinos. Gaúcho. Bigode farto. Campeoníssimo. Pela terceira vez com a honra de dirigir o time de futebol profissional, que vinha de um vice-campeonato brasileiro e paulista….

Foi exatamente assim que em novembro de 1971, o técnico Oswaldo Brandão voltava para o Palmeiras, onde no ano seguinte ele edificaria a Segunda Academia de Futebol, que conquistaria tudo o que disputou até 1974.

Foi exatamente assim que em 3 de agosto de 2018, o técnico Luiz Felipe Scolari volta para o Palmeiras para comandar o futebol esmeraldino até 2020.

Felipão tem a alma palestrina. A empatia do treinador com o Verdão é imensa e a memória afetiva da torcida foi sacudida com a sua volta ao Palestra Italia.

Muitos são os fatos marcantes em suas passagens pelo Palmeiras. Bem como os títulos conquistados. Logo em sua primeira passagem foi vice-campeão Brasileiro em 1997. No ano seguinte, conquistou a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana Mercosul. Em 1999 foi campeão da Copa Libertadores da América, vice-campeão paulista e vice-campeão mundial interclubes. Em 2000, campeão do Torneio Rio São Paulo e da Copa dos Campeões, alem de ser vice-campeão da Copa Sul-Americana Mercosul e da Libertadores.

Felipão é o cara da Libertadores. Nosso Capitão América. Ele é o técnico que mais treinou o Palmeiras na competição, com 28 jogos. É o técnico que mais venceu em Libertadores, com 14 triunfos. Único a treinar a equipe pela terceira vez no torneio. Único que chegou em duas finais (1999 e 2000). Único a vencer um título continental em 1999. Além de duas inesquecíveis e eternas eliminações sobre o nosso maior rival na competição continental.

Felipão também é o cara do Brasileirão. Ele é o técnico que mais vezes comandou o alviverde na competição com 172 partidas disputadas pelo Palmeiras, nas duas passagens que ele teve pelo clube.

Felipão também é o cara da Copa do Brasil. Ele é o técnico que mais venceu a competição pelo Palmeiras, com duas conquistas, em 1998 e 2012.

Felipão também é o cara do Palmeiras! Ele é o segundo técnico que mais treinou o Verdão em sua história, com 408 jogos, atrás apenas de Oswaldo Brandão. Foram 192 vitórias sob o seu comando, sendo o terceiro comandante mais vitorioso do alviverde, atrás de Brandão e Luxemburgo.

Gaúcho de Passo Fundo, Felipão também é o cara do Brasil. Foi sob o seu comando que a seleção brasileira conquistou o seu último título numa Copa do Mundo de Seleções, em 2002. Felipão possui o recorde de ser o treinador com maior número de vitórias consecutivas em Copas do Mundo, com 11 vitórias seguidas, entre 2002 e 2006, treinando a seleção brasileira e portuguesa, respectivamente.

No Século XXI, nenhum técnico brasileiro conquistou mais títulos que Felipão, com 14 conquistas entre 2001 e 2018, somando as suas passagens por clubes e seleções.

A sua estreia pelo Palmeiras na primeira passagem aconteceu no amistoso contra o Caldas de Goiás, em 22 de junho de 1997, em partida realizada fora de casa, vencida pelo Palmeiras por 2 a 0. O atacante Cris, formado nas categorias de base do Palmeiras, fez o primeiro gol da primeira Era Felipão no Palestra Italia.

Na sua segunda passagem, estreou diante do Avaí, também fora de casa, no 18 de julho de 2010, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, com derrota pelo placar de 4 a 2. O lateral-esquerdo Gabriel Silva, formado nas categorias de base do Palmeiras, fez o primeiro do Verdão na segunda Era Felipão no Palestra Italia.

Agora, em sua terceira passagem, também estreará fora de casa, no domingo (5), contra o América-MG, no estádio Independência, em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro.

Em sua primeira passagem pelo Palmeiras, o atleta mais utilizado por Felipão foi o volante Galeano, em 210 jogos. Já na sua segunda passagem pelo alviverde, o jogador mais utilizado por Scolari foi o volante Márcio Araujo em 139 jogos.

Coincidência ou não, ambos eram volantes contestados pela torcida, não eram os mais dotados tecnicamente, eram operários, jogavam para o time e eram incansáveis na sua entrega, esforço e espírito de luta.

Na primeira passagem, Felipão efetivou promessas da base do alviverde que se tornaram ídolos do clube e astros mundiais, como o caso do goleiro Marcos e do zagueiro Roque Júnior.

Muitos outros atletas da categoria de base foram utilizados pelo treinador em sua primeira passagem, como por exemplo: Adriano, Cassiano, Cris, Daniel, Eriberto, Jorginho Paulista, Thiago Gentil, Marcelo (G), Gilvan (G), Paulo Assunção, Rubens Junior, Beto, Ferrugem, Juliano, Rodrigo Taddei, Tiago Silva, Thiago Matias, Chocolate, entre outros.

Na segunda passagem, Felipão também deu muito espaço para as categorias de base e utilizou os seguintes atletas: Gabriel Silva, Luis Felipe, Vinicius, Patrik, Fernando, Bruno Turco, Bruno Oliveira, Miguel, Caio Mancha, Bruno Dybal, João Denoni, Luiz Gustavo, Patrick Vieira, Gualberto, Wellington, Raphael Alemão (G), Bruno (G), Deola (G), entre outros.

Felipão revolucionou o jeito do Palmeiras jogar. Acostumado com o estilo acadêmico e cadenciado das Academias ou com o futebol espetáculo dos anos 90, Luiz Felipe Scolari implementou o futebol por resultados no Palestra. Jogos truncados, torcida e time jogando juntos, jogo sem tanto brilho, mas com ampla dose de emoção do começo ao fim. Verdadeiras batalhas! Que só fortaleceram o clube, a torcida e a nossa rica galeria de troféus.

Foi Felipão que cunhou algumas expressões que ficaram populares na torcida do Palmeiras e no vocabulário do futebol brasileiro. Os corneteiros do passado foram batizados pelo treinador como Turma do Amendoim. Na sua segunda passagem, os amendoins passaram a ser chamados de Turma do Limão.

Entre as inúmeras declarações e entrevistas que ficaram marcantes em sua carreira de treinador, um vazamento de uma preleção na véspera da partida contra o Corinthians na partida de volta da semifinal da Copa Libertadores da América de 2000, ele vaticina um mantra que ecoa até hoje entre os palestrinos: “Tem que ter Raiva dessa Porra de Corinthians!”.

Esse é o espírito palestrino. Vibrante. Passional. Emotivo. Vitorioso. Obcecado pelas conquistas e com um amor latente à flor da pele.

Scolari, com seu jeito italiano, bonachão, deixa o Palmeiras mais Palestra. Que em sua terceira passagem, time, técnico e torcida cantem a mesma música que embalou a conquista da Libertadores em 1999. “Fica Felipão, no fim do ano, nós vamos pro Japão!”, em referência a disputa do Mundial Interclubes que acontecia em Tóquio, em jogo único.

Agora, que o sonho se renove! Que a esperança seja cada vez mais Verde!

Bem vindo de volta Felipão! A casa é sua! O Palestra e os palestrinos te amam!

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Fiel… mas nem tanto!

A torcida corintiana se auto-denomina como Fiel, pela sua relação apaixonada com o time. O preto e branco é sagrado para eles. Verde nem pensar. Vetam e repudiam tudo o que pode se referir a Sociedade Esportiva Palmeiras, dada a rivalidade que ambos nutrem entre si. A paranóia é tão grande que já cogitaram pintar o gramado do estádio de Itaquera, mudaram janelas esverdeadas, barraram alfaces dos lanches e balinhas de hortelã, entre outras manias. Roupa verde, então, nem por decreto!

Mas isso nem sempre foi assim. Por duas vezes na história, os corintianos viraram casaca literalmente e vibraram pelo seu maior rival Palmeiras, com manifestações públicas e declaradas.

O primeiro registro aconteceu em maio de 1971. Na véspera da partida decisiva entre Palmeiras e Nacional do Uruguai, no Pacaembu, válida pela fase semifinal da Copa libertadores da América, uma comitiva da torcida organizada corintiana foi prestar apoio aos palmeirenses no treinamento, espontaneamente.

Com a premissa de que o “Palmeiras era Brasil na competição continental”, os alvinegros foram até o Palestra Itália dois dias antes do confronto contra os uruguaios e deixaram sua promessa aos dirigentes palestrinos de que estariam no Pacaembu apoiando o Verdão.

O jornal “A Gazeta Esportiva”, do dia 1 de maio de 1971, na página 6, registrou esse fato pitoresco e inusitado, a qual transcrevemos na íntegra:

TORCIDA DO TIMÃO NO BOM EXEMPLO

Parece mesmo que as torcidas de São Paulo estão dispostas a colaborar com a apresentação do Palmeiras diante do Nacional. Ontem, no finalzinho da tarde, a torcida corinthiana compareceu ao Parque Antártica. Falaram com Ernani e comunicaram sua solidariedade para o prélio de amanhã à tarde. Ernani estava feliz:

‘A torcida corinthiana começou com bom exemplo. Irá torcer para o Palmeiras. Grande demonstração. Afinal de contas tudo é Brasil’.

Sorrindo faz um lembrete:

‘O Corinthians já veio. Esperamos contar com a solidariedade de todas as torcidas. Ainda há tempoa para que todos compareçam ao Parque Antártica e dêem o voto de apoio”.

Ernani em questão, citado na matéria, era Ernani Matarazzo, diretor de futebol do Palmeiras naquele período. Um fundador da TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras), que preferiu não se identificar, viveu de perto essa curiosa situação e nos relatou o seguinte. “Conto essa história e poucos acreditam. Participei dos acordos com a Gaviões antes do jogo. O Milton Peruzzi (jornalista da Gazeta Esportiva) foi quem teve a idéia de trazê-los no Palmeiras. Os corintianos chegaram com uns 50 torcedores no treino lá no Palestra. Vieram até com instrumentos musicais”, se recorda.

No jogo, os alvinegros se fizeram representar e gritavam Brasil e não Palmeiras nas arquibancadas, comenta o torcedor palmeirense. “Tava na cara que isso não poderia dar certo. Além deles trazerem azar para nós, já que estavam na fila há anos, perdemos o jogo e a classificação. Fico puto até hoje ao lembrar disso”, conta o palmeirense em meio a gargalhadas.

As manifestações corintianas ao Palmeiras não pararam por aí e se repetiram 17 anos depois. Em 16 de julho de 1988, o Corinthians precisava vencer o Santos no estádio do Pacaembu e torcer para o Palmeiras vencer o São Paulo no estádio do Morumbi para chegar a final do Campeonato Paulista daquele ano.

O time do Parque São Jorge venceu os santistas por 2 a 0.  O Verdão venceu o Tricolor Paulista por 1 a 0. Quando o placar eletrônico do estádio municipal anunciou a vitória alviverde, a Fiel explodiu numa só voz: Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras!!!

Os corintianos avançaram para a decisão do estadual e conquistaram o título contra o Guarani de Campinas.

Veja aqui o vídeo sobre esse fato histórico:

https://www.youtube.com/watch?v=nCP0PQjY4yQ

É inegável a paixão corintiana pelo seu clube… Mas a fidelidade por eles propalada em verso e prosa, nem tanto!

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Dudu e mais 10

Creio que daqui a cinquenta anos, quando, talvez, eu não exista mais, continuando porém a existir o Palestra, o vezo que toma conta dos palestrinos a cada derrota, também continuará, sem esperanças de desaperecer.

Na hora do revez, o palestrino limita-se a criticar. Critica em primeiro lugar a diretoria, critica o campo, critica o juiz, critica os jogadores, critica a si mesmo. Moléstia sem cura!

Foi assim que o fundador do Palestra Itália, Vincenzo Ragognetti, definiu nas páginas da Revista Vida Esportiva Paulista, em 1941, o perfil dos palestrinos, a qual reproduzimos e nos identificamos em gênero, número e grau.

Afirmação oportuna e que pode ser repetida em diversos momentos de nossa história. Um espelho de nossa alma. Uma radiografia do nosso DNA alviverde. Uma fratura exposta do nosso jeito peculiar de entender as coisas do nosso querido Palmeiras. Sempre com uma passionalidade visceral.

No início do Palestra, em 1920, o alvo da torcida era o craque Ministro. Quando as coisas não iam bem, ele era o culpado. Depois que Ministro deixou o Palestra, o alvo passou a ser Heitor Marcelino. Cada vez que o maior artilheiro da história esmeraldina iria jogar contra o Paulistano, diziam que ele afinava. Não queria jogar. Fazia corpo mole.

Quando Heitor pendurou as chuteiras, o alvo foi o atacante Romeu Pelliciari. Cada derrota do clube alviverde, ele era tratado como pipoqueiro. Pelliciari foi embora e o alvo passou a ser o meia-atacante Lima. Diziam que nos Derbys ele não era de nada.

No final dos anos 70 foi a vez do nosso bode expiatório se chamar Jorge Mendonça. Baladeiro, cachaceiro, indolente era alguns dos rótulos colados na testa do craque palmeirense. Nos anos 80, o atacante Jorginho Putinatti era pé-frio. Nos anos 90, Edmundo era mercenário. Nos anos 2000, o meia Alex era sonolento. Chegou a vez de Dudu!

Com 46 gols em pouco mais de três anos o atacante e capitão palestrino é o atual vice-artilheiro do Palmeiras no século XXI, atrás apenas de Vagner Love, com 54 gols. Dois títulos de campeão nacional. Três vices-campeonatos. O jogador com maior número de assistências do elenco. Dois gols na final da Copa do Brasil em 2015. Artilheiro do time na temporada em 2015, com 16 gols. Vice-artilheiro da equipe no Brasileirão de 2016, com 6 gols, atrás apenas de Gabriel Jesus. Artilheiro do time no Brasileirão de 2017, com 9 gols marcados. Vice-artilheiro da equipe na temporada 2017, com 16 gols marcados. Maior artilheiro da história do estádio Palestra Itália, após a sua reforma em 2014, com 23 gols marcados.

Esse é o jogador que “não serve” para alguns setores da nossa torcida? Esse é o “ídolo de barro” para aqueles que adoram procurar um bode expiatório? Esse é o jogador que “afunda” o Verdão? Esse é o jogador que “desrrespeita” o torcedor ao não comemorar um gol que nos garante uma vitória? A quem interessa criar uma rota de colisão contra um dos principais jogadores do atual elenco?

Ironia a parte, uma miopia sem tamanho que se repete como um padrão de tempos em tempos, mas que cabe a todos nós escolhermos continuar presos a esse ciclo destrutivo, ou evoluir para um caminho mais iluminado.

Breve comparativo com jogadores chaves dos rivais e com período proporcional ao de Dudu no Palmeiras:

Corinthians

Rodriguinho chegou em 2013 no time do Parque São Jorge e só se firmou no elenco alvinegro em 2015. De lá para cá, disputou 160 jogos e marcou 33 gols nesse período.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2017, diante do São Paulo. Contra os três principais  rivais paulistas fez quatro gols no total. (Dois contra o São Paulo, dois contra o Palmeiras e nenhum contra o Santos).

É tratado como “Reidriguinho”.

Santos

Gabriel foi alçado a equipe profissional do Santos em 2013. Disputou 157 jogos e marcou 57 gols.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2014, diante do Corinthians. Contra os três principais  rivais paulistas fez 12 gols no total. (Seis contra o Palmeiras, três contra o Corinthians e três contra o São Paulo).

É tratado como “Gabigol”.

Palmeiras

Dudu chegou em 2015 no Palmeiras. Fez 184 jogos e marcou 46 gols.

Fez seu primeiro gol em um clássico em 2015, diante do Corinthians. Contra os três principais  rivais paulistas fez 7 gols no total. (Três contra o Santos, dois contra o Corinthians e dois contra o São Paulo).

Como iremos tratá-lo?

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Acabou como começou

Parabéns ao campeão. Ponto. Nada o que for dito mudará o que aconteceu ontem no estádio Palestra Itália na decisão do Campeonato Estadual. A vida é para frente. É condição humana. Com a Sociedade Esportiva Palmeiras não deve ser diferente. Sigamos o nosso rumo e o nosso caminho, defendendo nossos princípios e valores que sempre nos nortearam.

Somos uma instituição que sempre adotou atitudes de vanguarda. Assumimos uma postura de enfrentar o sistema. Diga-se por “sistema”, todo o obscurantismo que permeia os bastidores do futebol, que passa desde interesses comerciais de grandes redes, ao jogo sujo do poder e corrupção de toda ordem.

O futebol é um simulacro da vida pública. Nas vésperas da grande final, por exemplo, o mundo presenciou um ex-presidente do Brasil sendo preso, por conta de inúmeras conjecturas e tramas, as quais estão vindo à luz. Outros seguirão esse caminho, caso as autoridades consigam manter os seus trabalhos. Algo inimaginável, num passado recente.

No futebol, parece que esse momento ainda está longe de acontecer. Mas acontecerá. Nesse dia, nós palmeirenses, vamos olhar tudo isso como exaltamos os passos justos e leais dos nossos antepassados há mais de cem anos. Diferente dos nossos rivais.

Acima das vitórias e derrotas, construímos a nossa instituição com mãos limpas. Um orgulho para poucos. Não nos apoiamos em ajudas estatais para afirmar a nossa grandeza. Ainda cremos em tudo aquilo que foi idealizado no abençoado dia 26 de agosto de 1914.

Esse deve ser o maior valor de nossa gente. O que temos, de fato, é fruto do nosso suor. Nunca escolhemos o caminho mais fácil. Mas o mais digno. E que assim seja a conduta por todos aqueles que terão a iluminada missão de comandar os nossos destinos.

Os “acidentes” contrários aos interesses alviverdes nessa temporada foram inúmeros. Alertamos exaustivamente sobre isso desde o início. Sabíamos que eles seriam determinantes para o nosso sucesso ou insucesso. Outros tantos ainda virão. O pacote de maldades contra o Palmeiras não deve acabar tão cedo. Pelo contrário.

Gustavo Scarpa. SJTD. Promotor. Federação. “Esquema Crefisa”. “Já Ganhou”. Mãe do Goleiro. Árbitro de vídeo. Influência Externa. Pênalti  e expulsão contra o Palmeiras marcado pelo vídeo. Pênalti a favor voltado atrás pelo “quinto” árbitro. Enfim…

Em pouco mais de três meses, um processo de desestabilização constante. Sempre uma mensagem negativa. Sempre um sarcasmo. Sempre uma polêmica. Sempre uma ironia. Tudo a fim de diminuir, ferir, machucar e provocar uma turbulência, numa campanha odiosa de dar nojo.

Esse é o preço que iremos pagar por optar por uma conduta fora do “status quo”. Por nos tornarmos uma instituição mais perto de nossas tradições, longe de todas as mediocridades e armações que permeiam a natureza humana.

Temos erros, sim. Inúmeros. Dentro e fora do campo. Temos essa autocrítica. E vamos corrigi-los em busca do nosso mundo ideal. Essa é a missão de todos que vestem verde. Que sangram e lutam pelo nosso querido pavilhão esmeraldino.

Ainda entendemos o jogo como um fator de lealdade. Como brada os versos do nosso hino. Somos a Sociedade Esportiva Palmeiras.

A dor da derrota para o nosso maior rival, em nossa casa, numa decisão de campeonato, será absorvida. Tudo vai passar. Vamos nos fortalecer ainda mais para tantas lutas que teremos pela frente. E não serão poucas.

“Tudo o que começa errado, termina errado”, já diz o provérbio.  O Campeonato Paulista de 2018 reforçou essa afirmação.

Essa sensação amarga e vazio passarão. O Palmeiras ressurgirá!

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Liberta pode esperar

O Verdão terá nessa terça-feira (3) mais um compromisso pela Taça Libertadores da América, diante do Alianza Lima do Peru, às 21h30, no estádio Palestra Itália, pela segunda rodada do primeiro do turno da competição.

A partida antecede o segundo jogo da final do Campeonato Paulista diante do Sport Club Corinthians Paulista, que acontece domingo (8), no mesmo Palestra Itália. Nesse momento, a prioridade dos palestrinos deve ser o foco total na disputa do título do estadual contra o seu maior rival.

Os palmeirenses mostraram nos dois últimos jogos, contra Santos e Corinthians, principalmente, um declínio físico acentuado na parte final da partida, dado a alta intensidade das disputas. Alguns atletas saíram lesionados, como o lateral-esquerdo Victor Luis, com sobrecarga muscular no tendão do adutor da perna esquerda.

Um descanso se faz necessário para a recuperação psicológica, física, concentração e treinamento específicos visando a grande decisão do final de semana.

Dono de um elenco com diversas opções, o técnico Roger Machado e sua comissão técnica devem cogitar essa possibilidade para o jogo contra os peruanos. Uma possível formação que poderá entrar em campo e manter o alto nível de competição da equipe titular e conquistar um bom resultado no meio de semana deve ser a seguinte: Fernando Prass, Tchê Tchê, Juninho, Edu Dracena, Diogo Barbosa, Felipe Melo, Thiago Santos, Guerra, Michel Bastos, Keno e Deyverson.

O meia Hyoran, o lateral-direito Mayke, voltando de lesão, e os zagueiros Emerson Santos, Luan e Pedrão podem ser outras opções para a partida, apesar de todos eles terem sido pouco ou nem mesmo utilizados até aqui.

Por conta da limitação do número de inscritos, atletas da categoria de base como os atacantes Fernando e Papagaio, que tiveram oportunidades na rotação da equipe alviverde durante o Campeonato Paulista, e que poderiam ganhar uma chance, não poderão atuar.

A listagem de atletas que podem participar da competição é apenas para a fase de grupos. Para o mata-mata, o clube poderá realizar algumas trocas. Caso, por exemplo, do lateral-direito Fabiano que está inscrito na competição continental, mas já não faz mais parte do plantel palmeirense.

O Palmeiras é o líder do seu grupo, com três pontos ganhos, após a vitória fora de casa diante do Junior Barrranquila da Colômbia por 3 a 0 na estreia. Alianza Lima e Boca Juniors empataram na primeira rodada e possuem um ponto cada.

Para o Verdão, a Libertadores está apenas no início. As atenções da apaixonada torcida palestrina está na disputa do título que teremos contra o nosso maior rival no fim de semana. Amanhã, estaremos nas arquibancadas lotando o Palestra, como sempre, e vamos empurrar o nosso querido Verdão a mais uma vitória contra os peruanos. Mas agora a América pode esperar!

Estreia em casa

O Palmeiras faz a sua estreia na Libertadores da América atuando no Palestra Itália diante do Alianza Lima. O Verdão nunca perdeu para um clube estrangeiro, quando atuou pela primeira vez em sua casa na competição.

Em toda a história do torneio jogando a primeira partida em seus domínios, foram 13 jogos, com 11 vitórias alviverdes, um empate e apenas uma derrota. Nos anos de 1961, 1968, 1971 e 2013 o alviverde não realizou nenhum jogo pela Libertadores no Palestra Itália.

Em 1979, o primeiro jogo do Palmeiras no estádio Palestra Itália na Libertadores foi justamente contra o Alianza Lima. Na ocasião, o Verdão goleou por 4 a 0, gols marcados por Pedro Rocha, Rosemiro, Baroninho (2).

A única derrota do alviverde pela Libertadores da América em sua estreia no Palestra Itália, foi em 1974, diante do São Paulo Futebol Clube, pelo placar de 2 a 1.

O retrospecto geral do Verdão na Libertadores atuando no Palestra Itália é o seguinte: 55 jogos, 39 vitórias, 3 empates, 4 derrotas, 32 gols pró e 15 gols contra.

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FORZA VERDÃO!!!

 

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