Esportes

Academia pragmática

Estádio do Maracanã. Rio de Janeiro. Dia 7 de março de 1965. Torneio Rio São Paulo. Palmeiras contra o Vasco da Gama-RJ. O juiz Ethel Rodrigues apita o início da partida. O Palmeiras dá a saída. Djalma Santos lança uma bola longa para Gildo na ponta-direita. Em velocidade ele dispara e em apenas sete segundos abre o placar para o Palmeiras.

Bola longa treinada pelo técnico argentino Filpo Nuñez era um expediente fatal da primeira Academia da década de 60, que levou o alviverde ao título do Torneio Rio São-Paulo.

Estádio Centenário. Montevideo. Uruguai. Dia 11 de fevereiro de 1972. Torneio de Mar del Plata. Palmeiras contra o Peñarol-URU. O juiz apita o início da partida. O Palmeiras dá a saída. Lançamento para Fedato. Em velocidade ele dispara e em apenas 30 segundos abre o placar para o Palmeiras.

Bola longa treinada pelo técnico Oswaldo Brandão era um expediente fatal da segunda Academia da década de 70, que levou o alviverde a ganhar todos os títulos que disputou.

Estádio do Pacaembu. Dia 3 de setembro de 1972. Campeonato Paulista. Palmeiras contra o São Paulo. Por 90 minutos, o alviverde joga defensivamente para garantir o resultado de empate em 0 a 0, que lhe dava o título de campeão paulista invicto. Expediente comum utilizado pelo técnico Oswaldo Brandão, comandante da segunda Academia e o técnico mais vitorioso da história do Verdão.

Estádio do Morumbi. Dia 23 de dezembro de 1972. Campeonato Brasileiro. Palmeiras contra o Botafogo-RJ. Por 90 minutos, o alviverde joga defensivamente para garantir o resultado de empate em 0 a 0, que lhe dava o título de campeão brasileiro. Expediente comum utilizado pelo técnico Oswaldo Brandão, comandante da segunda Academia e o técnico mais vitorioso da história do Verdão.

Estádio do Morumbi. Dia 20 de fevereiro de 1974. Campeonato Brasileiro. Palmeiras contra o São Paulo. Por 90 minutos, o alviverde joga defensivamente para garantir o resultado de empate em 0 a 0, que lhe dava o título de campeão brasileiro. Expediente comum utilizado pelo técnico Oswaldo Brandão, comandante da segunda Academia e o técnico mais vitorioso da história do Verdão.

Aqui, alguns recortes da história dos maiores times do Palmeiras. As duas Academias dos anos 60 e 70. Times clássicos e super-campeões. Exaltados pelo seu jogo técnico e eficente. Jogavam com brilho durante toda a competição. Mas, inúmeras vezes, na hora da decisão, a técnica e o refinamento davam lugar a raça, a bola longa e aos cuidados defensivos.

Cada jogo e situação pedem uma estratégia e mobilização especiais. Os grandes times do Palmeiras sempre souberam disso. A maior parte da torcida do Palmeiras sempre soube disso. Felipão, como tantos outros grandes técnicos da vida palestrina, sabe disso.

Quem não conhece a nossa história (ou parte dela) tenta induzir o torcedor mais desatento que o Palmeiras faz um futebol medíocre ou de resultadismo. Picham o clube alviverde com termos pejorativos como “Cucabol” e outras maledicências. Contam números de passes, como se isso fosse o único recurso válido e eficiente. Limitam suas análises para avaliar a qualidade de um time por quantos chuveirinhos eles realizaram nas partidas. Tentam diminuir nossos feitos. Tentam criar um estado de espírito adverso, de modo canalha e cafajeste.

Pouco ou nada importa para a coletividade palestrina. Soa caricato e inócuo. Essas artimanhas são truques antigos que convivemos desde a nossa existência. Já fomos italianinhos, carcamanos, quinta colunas e tudo mais que o valha. Seguimos cada vez mais fortes.

Queremos o Deca! Jogando bonito, jogando na retranca, jogando no ataque, com troca de passses, com bolas longas. Do jeito que for. Nada nem ninguém desviará nosso foco. Cada jogo será uma batalha e estamos fechados com nosso comandante Luiz Felipe Scolari e o atual elenco de jogadores. Todos unidos e com fé inabaláveis rumo à esse grande e tão sonhado objetivo.

felipao-palmeiras

FORZA VERDÃO!!!

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Fiel… mas nem tanto!

A torcida corintiana se auto-denomina como Fiel, pela sua relação apaixonada com o time. O preto e branco é sagrado para eles. Verde nem pensar. Vetam e repudiam tudo o que pode se referir a Sociedade Esportiva Palmeiras, dada a rivalidade que ambos nutrem entre si. A paranóia é tão grande que já cogitaram pintar o gramado do estádio de Itaquera, mudaram janelas esverdeadas, barraram alfaces dos lanches e balinhas de hortelã, entre outras manias. Roupa verde, então, nem por decreto!

Mas isso nem sempre foi assim. Por duas vezes na história, os corintianos viraram casaca literalmente e vibraram pelo seu maior rival Palmeiras, com manifestações públicas e declaradas.

O primeiro registro aconteceu em maio de 1971. Na véspera da partida decisiva entre Palmeiras e Nacional do Uruguai, no Pacaembu, válida pela fase semifinal da Copa libertadores da América, uma comitiva da torcida organizada corintiana foi prestar apoio aos palmeirenses no treinamento, espontaneamente.

Com a premissa de que o “Palmeiras era Brasil na competição continental”, os alvinegros foram até o Palestra Itália dois dias antes do confronto contra os uruguaios e deixaram sua promessa aos dirigentes palestrinos de que estariam no Pacaembu apoiando o Verdão.

O jornal “A Gazeta Esportiva”, do dia 1 de maio de 1971, na página 6, registrou esse fato pitoresco e inusitado, a qual transcrevemos na íntegra:

TORCIDA DO TIMÃO NO BOM EXEMPLO

Parece mesmo que as torcidas de São Paulo estão dispostas a colaborar com a apresentação do Palmeiras diante do Nacional. Ontem, no finalzinho da tarde, a torcida corinthiana compareceu ao Parque Antártica. Falaram com Ernani e comunicaram sua solidariedade para o prélio de amanhã à tarde. Ernani estava feliz:

‘A torcida corinthiana começou com bom exemplo. Irá torcer para o Palmeiras. Grande demonstração. Afinal de contas tudo é Brasil’.

Sorrindo faz um lembrete:

‘O Corinthians já veio. Esperamos contar com a solidariedade de todas as torcidas. Ainda há tempoa para que todos compareçam ao Parque Antártica e dêem o voto de apoio”.

Ernani em questão, citado na matéria, era Ernani Matarazzo, diretor de futebol do Palmeiras naquele período. Um fundador da TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras), que preferiu não se identificar, viveu de perto essa curiosa situação e nos relatou o seguinte. “Conto essa história e poucos acreditam. Participei dos acordos com a Gaviões antes do jogo. O Milton Peruzzi (jornalista da Gazeta Esportiva) foi quem teve a idéia de trazê-los no Palmeiras. Os corintianos chegaram com uns 50 torcedores no treino lá no Palestra. Vieram até com instrumentos musicais”, se recorda.

No jogo, os alvinegros se fizeram representar e gritavam Brasil e não Palmeiras nas arquibancadas, comenta o torcedor palmeirense. “Tava na cara que isso não poderia dar certo. Além deles trazerem azar para nós, já que estavam na fila há anos, perdemos o jogo e a classificação. Fico puto até hoje ao lembrar disso”, conta o palmeirense em meio a gargalhadas.

As manifestações corintianas ao Palmeiras não pararam por aí e se repetiram 17 anos depois. Em 16 de julho de 1988, o Corinthians precisava vencer o Santos no estádio do Pacaembu e torcer para o Palmeiras vencer o São Paulo no estádio do Morumbi para chegar a final do Campeonato Paulista daquele ano.

O time do Parque São Jorge venceu os santistas por 2 a 0.  O Verdão venceu o Tricolor Paulista por 1 a 0. Quando o placar eletrônico do estádio municipal anunciou a vitória alviverde, a Fiel explodiu numa só voz: Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras!!!

Os corintianos avançaram para a decisão do estadual e conquistaram o título contra o Guarani de Campinas.

Veja aqui o vídeo sobre esse fato histórico:

https://www.youtube.com/watch?v=nCP0PQjY4yQ

É inegável a paixão corintiana pelo seu clube… Mas a fidelidade por eles propalada em verso e prosa, nem tanto!

palmeiras sccp rivalidade

FORZA VERDÃO!!!

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Mística Palestrina

Negro. Sociedade Esportiva Palmeiras. Decisão. Pacaembu. Lotação máxima. Número 42. Combinações perfeitas e que se renovam na história alviverde, como uma espécie de misticismo protetor das tradições esmeraldinas.

Em 20 de setembro de 1942, Og Moreira, meio campista, negro, capitão palestrino, no estádio municipal lotado, parava o craque Lêonidas da Silva e conduzia o Verdão a mais um título paulista, superando o São Paulo Futebol Clube na partida final.

Após quase 76 anos, um negro, na mesma cancha do Pacaembu, abarrotada com mais de 36 mil almas, vestindo a camisa 42 às costas conduziu o Palmeiras a mais uma decisão estadual, na noite chuvosa de terça-feira, 27 de março de 2018.

O goleiro Jailson voou como uma pantera no canto direito de sua meta e defendeu a cobrança de penalidade máxima do jovem atacante santista Diogo Vitor, na decisão por pênaltis, que deu a vitória aos palmeirenses pelo placar de 5 a 4, na partida de volta das semifinais do Paulistão, diante do Santos Futebol Clube.

Foi vendo Og Moreira jogar que surgiu a frase do nosso hino “Defesa que ninguém passa”, escrita por Antônio Sergi. Foi vendo Jailson jogar que todos nós palmeirenses reafirmamos essa estrofe como uma verdade absoluta!

Og Moreira é o Jailson do passado. Jailson é o Og Moreira do presente. Negros. Palestrinos. Decisivos. Predestinados. Ídolos. Amados pelos palmeirenses. Espíritos vencedores. Capazes de produzir as lágrimas alegres de toda uma nação. Trovadores de versos mágicos através do jogo de bola. Anjos guardiões de nossa fé inabalável e de nossos sonhos mais felizes.

Abençoada seja a gente palestrina em contar em suas fileiras com Og Moreira. Abençoada seja a gente palmeirense em contar em suas fileiras com Jailson.

VIVA JAILSÃO DA MASSA!
VIVA OG MOREIRA!
VIVA A SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS!

Rumo à Rússia

Certamente, nas vésperas da convocação final para a Copa do Mundo de 2018, Jailson garantiu o seu passaporte para a Rússia. O goleiro palestrino inegavelmente tem sido um dos maiores nomes da posição no Brasil e merece estar na maior competição de seleções.

Abre o olho, Tite. O Jailsão tem estrela!

Tabus Quebrados

Após quase três anos, o Verdão está de volta a uma final de Campeonato Paulista. Nos últimos dois anos, o Palmeiras havia sido eliminado na fase semifinal do torneio, pelo próprio Santos em 2016 e pela Ponte Preta em 2017.

Os palmeirenses aguardam o seu adversário na grande decisão que sai do encontro entre São Paulo Futebol Clube e Sport Club Corinthians Paulista, que acontece nessa quarta-feira (28), em Itaquera.

Para alcançar essa condição de finalista, o alviverde, além de vencer os santistas, precisou superar alguns tabus e traumas.

Desde 1999,  O Verdão não vencia o Peixe na fase semifinal do estadual. De lá para cá, foram três encontros entre as equipes nessa fase, todas com vitórias alvinegras em 2000, 2009 e 2016.

No estádio do Pacaembu, o Verdão não havia tendo um retrospecto positivo recentemente nos confrontos eliminatórios, por qualquer competição. Apesar das vitórias contra o Novorizontino pelas quartas de final do Paulista em 2017, e das classificações na Copa do Brasil diante de Vilhena, Sampaio Correa e Avaí, todas em 2014, o time palmeirense acumulou algumas eliminações traumáticas para o seu torcedor no local, tais quais:

2010 – Palmeiras 1×2 Goiás – Copa Sul-Americana (Semifinais)
2011 – Palmeiras (5) 1×1 (6) Corinthians – Campeonato Paulista (Semifinais)
2011 – Palmeiras 2×0 Coritiba – Copa do Brasil (Quartas de Finais)
2011 – Palmeiras 3×1 Vasco da Gama – Copa Sul-Americana (Primeira Fase)
2013 – Palmeiras 1×2 Tijuana – Copa Libertadores da América (Oitavas de Finais)
2014 – Palmeiras 0x1 Ituano – Campeonato Paulista (Semifinais)

A vitória diante dos santistas exorciza alguns fantasmas que teimavam a circundar a vida palestrina.

Finais de Paulista

Em toda a história do Campeonato Paulista, a Sociedade Esportiva Palmeiras chega a sua décima segunda decisão de título, excetuando as competições em cárater de pontos corridos para definição do campeão do torneio.

Em finais, o Verdão conquistou seis títulos estaduais e por cinco vezes ficou com o vice-campeonato. Dos possíveis finalistas, o Palmeiras fez apenas uma decisão contra o São Paulo, em 1992, e foi derrotado pelos tricolores. Diante dos corintianos, foram cinco finais, com três vitórias alviverdes contra duas dos alvinegros.

Detentor da melhor campanha da competição, essa será a terceira vez em toda a história do torneio que o Palmeiras disputa a partida final da competição no estádio Palestra Itália. Nas duas vezes anteriores em que isso aconteceu, nos anos de 1936 e 2008, o Verdão sagrou-se campeão paulista.

Essa é a terceira final de Campeonato Paulista que o Verdão disputa no Século XXI. Em 2008, o Verdão sagrou-se campeão e em 2015 obteve o vice-campeonato.

Confira todas as finais do Palmeiras no Paulistão:

1920 – Palestra Itália 2×1 Paulistano – (campeão)
1936 – Palestra Itália 2×1 Corinthians – (campeão)
1959 – Palmeiras 2×1 Santos – (campeão)
1974 – Palmeiras 1×0 Corinthians – (campeão)
1986 – Palmeiras 1×2 Internacional de Limeira – (vice-campeão)
1992 – Palmeiras 1×2 São Paulo – (vice-campeão)
1993 – Palmeiras 4×0 Corinthians – (campeão)
1995 – Palmeiras 1×2 Corinthians – (vice-campeão)
1999 – Palmeiras 2×2 Corinthians – (vice-campeão)
2008 – Palmeiras 5×0 Ponte Preta – (campeão)
2015 – Palmeiras 1×2 Santos – (vice-campeão)

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FORZA VERDÃO!!!

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Primeiro Passo

O Verdão saiu na frente na luta por uma vaga na final do Campeonato Paulista ao vencer o Santos pelo placar de 1 a 0, gol de Willian, na tarde de sábado (24), no estádio do Pacaembu, pela partida de ida da semifinal do estadual.

O resultado dá a possibilidade ao alviverde de jogar pelo empate na partida de volta, na próxima terça-feira (27), no mesmo estádio municipal, com torcida única apenas dos palmeirenses, que prometem lotação máxima para apoiar o Verdão rumo a mais uma decisão.

O destaque do jogo fica por conta da excelente atuação do goleiro Jailson, mais um vez. O arqueiro palestrino teve uma atuação perfeita, com defesas capitais e garantiu o placar em branco pelos lados santistas. Esse é o quinto jogo consecutivo que a defesa alviverde não sofre gols.

Outro ponto que merece menção foi a jogada que originou o gol palestrino, onde a bola circulou de pé em pé entre todos os atacantes do Verdão, numa troca de passes perfeita e envolvente que terminou com a finalização de Willian para as redes.

Esse equilíbrio defensivo e ofensivo que faz do Palmeiras a melhor defesa e o melhor ataque da competição é mérito do técnico Roger Machado e sua comissão técnica, que vem realizando um trabalho muito bom em pouco mais de três meses no clube.

Ao fim da partida, o desgaste físico dos palestrinos foi evidente. O time acabou a partida no seu limite. Duas substituições (Bruno Henrique e Felipe Melo) foram ocasionadas em função disso. Se pudesse trocar mais seis atletas, certamente o comandante palestrino usaria desse expediente.

As possíveis lesões dos laterais Marcos Rocha e Victor Luis para o jogo de volta, serão ausências sentidas, ainda mais pela forma como o Santos costuma atuar, com jogadores leves e rápidos pelos lados do campo. Na esquerda há a possibilidade da estreia de Diogo Barbosa. Já pelo lado direito, Tchê Tchê deve ficar com a vaga, casos os dois titulares das posições não reúnam condições de jogo.

O alviverde tem um retrospecto positivo atuando no Pacaembu. Os palestrinos não perdem no local desde 24 de março de 2016, quando foi superado pelo Red Bull Brasil, por 2 a 1, pelo Campeonato Paulista. De lá para cá, foram nove jogos, com oito vitórias esmeraldinas e um empate.

Em clássicos realizados no campo da municipalidade, o último revés aconteceu justamente para o Santos, pelo placar de 3 a 1, em 19 de outubro de 2014, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. Desde então, foram realizadas quatro partidas no local, com três vitórias palestrinas e um empate.

Do atual elenco do Palmeiras, são os maiores goleadores nos clássicos contra os três grandes paulistas os seguintes atletas:  Dudu (7), Willian (4), Borja (2), Moisés (2) e Antônio Carlos (2).

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Verdão na Copinha

A equipe de juniores da Sociedade Esportiva Palmeiras enfrentará a Associação Portuguesa de Desportos na próxima sexta-feira (19), às 19h20, no estádio municipal do Pacaembu, pelas quartas de final da Copa São Paulo de Futebol Juniores.

O Verdão até aqui anotou 20 gols e sofreu apenas um, em seis jogos disputados na competição, com cinco vitórias e um empate. O atacante Fernando é o artilheiro da equipe alviverde com cinco gols marcados e briga também para ser o principal marcador da competição.

Comandado pelo técnico Wesley Carvalho, o time palmeirense sonha com a conquista inédita e já deixou para trás Taubaté, Moto Club, Luverdense, Botafogo-PB e Vasco da Gama.

Palestra x Lusos

Na história da Copa São Paulo de Futebol Juniores esse será o quinto jogo entre Palmeiras e Lusa. Nos quatro jogos anteriores, a vantagem é dos rubro-verdes com três vitórias, contra apenas uma dos palestrinos. Em fase eliminatória, há equilíbrio com uma eliminação para cada lado.

O primeiro encontro entre as equipes aconteceu em 1971 pela primeira fase da competição, com a Lusa vencendo pelo placar de 3 a 2. O segundo confronto aconteceu em 1974, pela fase semifinal do torneio. Novamente o time do Canindé superou o alviverde pelo placar de 1 a 0, na única vez que a partida entre as equipes aconteceu no estádio municipal do Pacaembu, palco do encontro nessa atual edição.

Em 1977 novo triunfo da Lusa também pelo placar de 1 a 0, em partida válida pela primeira fase da Copinha.

A única vitória palestrina contra o lusitanos na competição aconteceu em 2010, na cidade de São Carlos, em jogo válido pelas quartas de final. O time alviverde goleou o seu tradicional adversário pelo placar de 4 a 2, gols marcados por Wellington, Mayko, Ramos e Luis Felipe, avançando à semifinal.

Palmeiras no Pacaembu

Essa será a décima oitava vez que o Palmeiras jogará no estádio municipal do Pacaembu pela Copa São Paulo de Futebol Juniores. Até aqui, nos dezessete jogos disputados, foram três vitórias, seis empates, oito derrotas, 16 gols pró e 19 gols contra.

Na cancha da municipalidade, o Verdão disputou quatro decisões por pênaltis em jogos da Copinha. Em todas elas, o alviverde nunca conseguiu êxito sobre os seus rivais uma única vez sequer.

A primeira vez que os palmeirenses atuaram no estádio pela competição foi em 1972, na goleada por 4 a 0 contra o Campo Grande-RJ.

A última partida do Palmeiras no estádio municipal do Pacaembu pela Copinha foi justamente na final da competição em 25 de janeiro de 2003, quando o Verdão empatou em 2 a 2 contra o Santo André, e ficou com o vice-campeonato do torneio ao ser superado nas penalidades máximas.

O Verdão possui um tabu indigesto atuando diante de clubes paulistas pela Copinha no estádio municipal. Foram oito jogos contra equipes do próprio Estado, sem nunca obter sequer uma vitória, tendo alcançado cinco empates e três derrotas.

*** Em caso de reprodução dos dados acima, é obrigatório dar os créditos das informações ao autor Fernando Razzo Galuppo e seu respectivo blog pessoal ***

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Nada é por acaso

Será que venceremos?  Esta foi a primeira pergunta que ela fez na manhã de domingo ao acordar nos braços do seu namorado, após uma noite mágica de amor.

O namorado com um olhar cúmplice responde com um sorriso sereno e uma leve afirmativa.

Era dia de Derby. Palmeiras e Corinthians. O pensamento desde o início da semana era só esse. O Verde em crise e desacreditado. O Preto navegando em rio sereno.

Ela nada otimista. Racional. Ele só positivismo. Passional. Ela com o ingresso comprado há dias. Ele nem ingresso tinha há poucas horas da partida. Um ansioso. Outro relaxado.

O diálogo fluia durante o café da manhã. Ela dizia: “Não ganhamos deles lá no Pacaembu há 21 anos. Eles tem o Tite e está dando tudo certo. Como acreditar numa vitória hoje?”.

Ele respondia: “A mística, meu amor. Chegou a hora do Palestra! Hoje mudaremos a história. Hoje faremos a história! O jogo vai ser duro até os 30 do segundo tempo. Depois, o Palestra vencerá. Confie em mim!”.

Durante o papo, ela confessa. “Preciso lhe dizer que já fui em alguns Derbys. Mas nunca vi uma vitória do nosso Palmeiras. Isso não lhe preocupa?”. Sem responder, ele a abraça e lhe dá um beijo.

Ela veste a camisa palestrina. Das inúmeras que tem, a escolhida para a grande ocasião é a número 7 que Edmundo vestiu em 1994 e cansou de vencer o maior rival alviverde.

Distantes na arquibancada do Pacaembu, mas unidos em sentimento, ambos acompanharam apreensivos o desenrolar de mais um clássico. Lances perdidos. Ansiedade. Erros. Acertos. Um persistente 0 a 0 que se arrastava até os 30 do segundo tempo.

Pênalti para o Corinthians. Ela pensou e vociferou com o universo. “Meu Deus, de novo não! Será que a culpa é minha? Será que é uma maldição eu não ver o Palmeiras vencer o Derby? Que castigo é esse? O que fiz para merecer?”.

Ele fechou os olhos. Cerrou os punhos e pediu a Deus. “Meu Senhor, abençoe o Fernando Prass nessa hora. Faça com que ele defenda essa penalidade. Eu já cansei de ver o Palmeiras vencê-los. Mas a minha amada nunca. Por tudo quanto é mais sagrado, dê essa Glória para ela!”

A arquibancada explode. Um barulho ensurdecedor. Prass pega o pênalti de Lucca com maestria. Entre abraços e lágrimas, ele abre os olhos. Mantém a sua crença de nunca ver as penalidades. Seu pedido foi atendido. Gratidão.

Ela não acredita no que vê. Reage com raiva. Xinga e extravassa. Anda pelas arquibancadas para aliviar a tensão. Canta e vibra. É pura pilha de nervos.

Num hiato de menos de dois minutos, o baixinho Dudu, que veste a camisa 7, a mesma que ela estava vestindo, ganha no alto do gigante Cássio. De cabeça, ele desvia a bola para as redes do alvinegro. Delírio verde!

Caía o rival do Parque São Jorge. Caía o tabu de 21 anos sem vitórias palestrinas no Pacaembu. Caía todos os medos e fantasmas.

É a primeira vitória dela no Derby visto numa arquibancada. Festa Palmeirense! Alívio!

Ao fim do jogo quando ambos se encontram na Praça Charles Muller, o abraço e o beijo apaixonado selam um final de semana perfeito.

A mesma praça que cruzou o destino dessas duas almas pela primeira vez. O mesmo Palmeiras que os une desde a eternidade!

Nada é por acaso!

dudu

VIVA O PALESTRA!!!
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Gratuidade no Palestra

O Palmeiras fará a sua estreia na capital paulista no charmoso e tradcional estádio do Pacaembu, na noite de quinta-feira (4), às 21h,  diante do São Bento de Sorocaba, pelo Campeonato Paulista.

Dentre tantos aspectos positivos do Verdão atuar na praça esportiva da municipalidade um dos mais simpáticos é o fato do acesso franqueado para crianças e idosos.

Uma tradição e um gesto de grandeza que deveria ser mantido pela Sociedade Esportiva Palmeiras também quando mandar os jogos no estádio Palestra Itália e que infelizmente a partir da inauguração do novo Palestra ainda não acontece.

Acessando os borderôs dos últimos jogos do Palmeiras no estádio do Pacaembu, a média de gratuidade é em torno de 400 pessoas. Esse número só se eleva nos grandes jogos, o que certamente é algo óbvio de se compreender.

Com capacidade total de 40 mil pessoas, o novo estádio palestrino poderia franquear 1% de sua carga de ingresso, mediante a um sistema similar utilizado na arena do co-irmão Sport Club Corinthians Paulista.

Uma solução inteligente e racional, que atente o interesse dos torcedores e preserva a tradição, sem qualquer transtorno ou constrangimento.

Veja como funciona o sistema de acesso livre na arena alvinegra:

Credenciados:
Menores até 11 anos (a partir de 12 anos não tem direito ao benefício)

Maiores de 60 anos

Pessoas com deficiência

O atendimento a estas categorias será feito da seguinte forma e nos seguintes setores:

Forma de atendimento:
Cadastro e reserva do lugar através do site do sócio torcedor

O cadastro pode ser feito a qualquer momento.

A reserva do lugar precisa ser feita a cada jogo, como por exemplo: Menores até 12 anos: o cadastro precisa ser feito em nome do menor até 12 anos. O pai, a mãe ou o responsável cadastra a criança no site a qualquer momento; e quando for iniciada a venda dos ingressos aos torcedores em geral para o jogo desejado é necessário fazer a reserva do lugar.

Maiores de 60 anos e pessoas com deficiência: o beneficiário se cadastra no site a qualquer momento; e quando for iniciada a venda dos ingressos aos torcedores em geral para o jogo desejado é necessário fazer a reserva do lugar.

Após a reserva, será necessário imprimir o comprovante que o site vai disponibilizar e levar juntamente com o documento original (R.G e C.P.F) para retirada do ingresso em um dos pontos de venda.

No caso de pessoas com deficiência, é necessário apresentar, além do R.G e C.P.F., o documento comprovatório da deficiência.

A reserva segue liberada até 48 horas antes do jogo ou enquanto houver disponibilidade.

Retirada do ingresso e acesso ao estádio:

A troca de ingressos poderá ser feita até 1 dia antes do jogo, no horário de atendimento da bilheteria.

Os ingressos poderão ser trocados em qualquer ponto de venda, até 1 dia antes do jogo.

Não haverá troca de ingressos reservados no dia do jogo em nenhum ponto de venda (isso inclui a Arena Corinthians).

Para a troca é necessária a apresentação do comprovante de reserva que é liberado para impressão através do site.

Para idosos maiores de 60 anos, a troca somente poderá ser feita pelo próprio idoso maior de 60 anos que efetuou a reserva.

Para pessoas com deficiência a troca somente poderá ser feita pela própria pessoa com deficiência que efetuou a reserva.

Para crianças menores de 11 anos, somente os pais poderão efetuar a retirada dos ingressos.

Em todos os casos acima, além do comprovante de reserva, é necessário apresentar os documentos originais com foto, do titular do cadastro/reserva e dos pais, no caso de menores.

Os documentos de identificação comprovatórios dos torcedores serão exigidos tanto no ato da retirada como no acesso das catracas.

Além disso o setor  da gratuidade é discriminado de forma clara e objetiva.

Fica aqui apenas uma modesta sugestão e reflexão de um simples  e apaixonado torcedor para que um sistema similar seja implantado em nosso grandioso estádio pelos homens de bem.

Basta agir com boa vontade e pensando única e exclusivamente em quem move essa paixão: O TORCEDOR!

Um gesto simpático como a gratuidade hoje é a certeza de um palmeirense consumidor para a eternidade!

arenapalestra

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