Esportes

BIBLIOFUT: A LITERATURA DO FUTEBOL BRASILEIRO

O livro é o resultado de estudos e pesquisas de um bibliófilo e um bibliotecário sobre obras publicadas com o tema futebol. A obra se divide em duas partes:

A primeira UM RELATO DA LITERATURA DO FUTEBOL BRASILEIRO buscou indicar os livros que tratam do ludopédio, divididos em cinco fases históricas adotadas, e devam ser conhecidos segundo a visão de um dos autores Domingos D’Angelo.

A segunda BIBLIOGRAFIA BRASILEIRA DE FUTEBOL é o resultado de uma ampla pesquisa de Ademir Takara que relaciona 4.570 livros publicados no Brasil sobre futebol, de acordo com uma classificação segundo o seu conteúdo e as normas da biblioteconomia.

A obra é fruto de um trabalho de dois pesquisadores e tem objetivo permitir que outros pesquisadores, acadêmicos ou não, possam aprofundar a leitura ou identificar alguma publicação para suas pesquisas.

No prefácio do livro o jornalista Mauricio Stycer afirma: “Pesquisadores interessados em futebol vão encontrar neste livro um mapa do tesouro para as mais variadas investigações. Editores atentos vão perceber que seu Domingos e Ademir estão colocando à disposição uma verdadeira mina de ouro, com sugestões de reedições de obras hoje esquecidas ou menos valorizadas do que mereceriam.”

Serviços

12h30/13h15. Bate-papo e sessão de autógrafos com Domingos Antonio D’Angelo Jr. e Ademir Takara, autores do livro “Bibliofut: a literatura do futebol brasileiro” (Jundiaí: In House, 2019). O livro —fruto do trabalho de dois pesquisadores que amam o futebol e resolveram compartilhar suas paixões pelo esporte bretão e pelos livros— estará à venda no local pelo preço de R$ 50,00. Domingos é consultor de relações do trabalho, bibliófilo —dono de uma ampla biblioteca com livros sobre futebol— e um dos fundadores do Memofut. Ademir é bacharel em Biblioteconomia e História pela Universidade de São Paulo (USP) e bibliotecário do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) do Museu do Futebol.

Dia: 14/09 (sábado), às 12:30 horas
(114ª Reunião do Memofut – Grupo Literatura e Memória do Futebol)
MUSEU DO FUTEBOL – Auditório Armando Nogueira
(Estádio do Pacaembu, Praça Charles Miller)
Estacionamento com Zona Azul.

Convite lançamento BIBLIOFUT

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Artes

Vila Buarque em livro

LANÇAMENTO DO LIVRO: “Vila Buarque, o caldo da regressão”

28/Nov/2017, à partir das 19h (Terça-Feira)

Local: TAPERA TAPERÁ (Galeria Metrópole, av. São Luís, 187, 2o piso)

 

“Vila Buarque, o caldo da regressão”, do jornalista  Marcos Gama, conta sobre o processo em que o Brasil, desde os anos 50, vinha num razoável crescimento cultural e político. O golpe de 64, com toda a perseguição doentia ao pensamento livre, e violência física aos opositores, não conseguiu estancar de imediato estes avanços. O homem com sabedoria, acuado, cresceu na sua produção, e até 68, esta criatividade incomodou os militares no poder.

Subservientes a inteligência norte-americana, os golpistas recusaram as energias positivas que elevavam o debate do país. Optaram servir aos donos de velhos e desonestos privilégios, e exercer um poder macabro, que só fomentou a violência. Criaram cartilhas e mecanismos repressivos a tudo que não servisse a essas perversas e carcomidas elites nacionais. Conivente, uma imprensa escrita, censurada, estranhamente demorou a acordar. Diferente da oligarca televisão, que se auto-censurava. Assim, gestaram o AI-5 e o decreto-lei 477, guilhotinas em cabeças essenciais a formação honesta da nação. Um estancamento histórico que só alimentou a bolha da safadeza e do cinismo nacional.

E quando a Casa Grande divisou que a bolha ia explodir, rolou-a para a senzala, aproveitando que ela se articulava pela primeira vez no poder. Assim, os pecadilhos dos desafortunados foram baralhados aos dos grandes arquitetos do nosso universo aristocrático, de ruralistas a banqueiros. As “ações” entre irmãos cresceram no combate a perigosa inclusão social, e os novos bispos-magnatas, para “salvar” os incautos, e aumentar o livre trânsito em favelas e cadeias, vão ignorando os fornecedores de drogas às carcomidas elites. Perversidades e contra-sensos desprezados nesse espetáculo hipócrita das delações seletivas, e na massacrante manipulação midiática.

Sobreviventes dessa repressão, velhos amigos, fortuita e inusitadamente se encontram no centro de São Paulo e resolvem voltar a Vila Buarque, região marcante entre 64/68. Sentem a decadência dolosa da cidade, e provam o que foi o caldo da regressão.

MARCOS GAMA é jornalista e delegado de polícia. Foi morador da Vila Buarque nos anos 1960 e tem longa militância política, tendo sido, diversas vezes, diretor da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo. Foi professor de Relações Humanas da Acadepol. É autor do livro de crônicas Nação Inversa (Mania de Livros). Vila Buarque é seu primeiro romance.

 

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(Capa de Gilberto Maringoni)
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Esportes

Livro Palmeiras x Corinthians

Historiador e professor Alfredo Oscar Salun acaba de lançar um livro sobre a história de Palmeiras e Corinthians em seus primórdios.

Denominado “Corinthians e Palestra Itália: Futebol em Terras Bandeirantes”, a obra retrata com riqueza de detalhes o início dessas duas agremiações e a sua trajetória na consolidação de sua popularidade.

Um trabalho de profunda pesquisa e metodológico, como é a marca dos trabalhos realizados pelo competentíssimo Salun. Confira a entrevista exclusiva concedida pelo autor:

Como surgiu a ideia de fazer uma obra sobre o Palestra Itália e o Corinthians? Por quê?

RESP: Inicialmente o objetivo era apenas abordar a historia da mudança de nome da Sociedade Esportiva Palmeiras, antigo Palestra Itália. No mestrado, havia estudado a Força Expedicionária Brasileira e sua atuação na Itália, utilizando documentos, jornais e história oral.  Quando pensei em um tema para o doutorado, resolvi continuar no mesmo tempo histórico (governo Vargas e a Segunda Guerra Mundial), então como palmeirense e amante do futebol, optei por unir o útil com o agradável. Por essa razão, achei que pesquisar sobre o processo de nacionalização do Palestra Itália, seria uma ótima solução, aproveitaria meu conhecimento sobre o período e ampliaria para aspectos esportivos.  Uma parte da pesquisa foi nos arquivos do DEOPS disponíveis no Arquivo do Estado, procurava informações sobre a nacionalização dos clubes paulistanos, e me deparei com o prontuário do Corinthians. Ele era maior que o do Palestra e do Germânia, fato que me chamou a atenção. Assim, tomei conhecimento sobre o afastamento do presidente espanhol Correcher em 1940/1941. Dessa forma, percebi que seria interessante em todos os sentidos, entrelaçar a história desses dois clubes, que tinham muito em comum, até aquele período.

A obra retrata a São Paulo do início do século XIX com um olhar romântico e riqueza de detalhes, muito além da esfera esportiva? Qual a contribuição desse ambiente efervescente influenciou na grandeza de Palestra e Corinthians?

RESP: A cidade de São Paulo até a metade do século XIX era muito provinciana. A expansão cafeeira no Estado, o processo de imigração e industrialização, colaboraram para uma profunda alteração do perfil da capital paulista. Em poucas décadas, teve um crescimento populacional enorme e passou por um procedimento de urbanização muito rápido. Em 1920, já era, junto com o Rio de janeiro, a metrópole mais dinâmica do Brasil. Entre 1910-1920, cerca de metade da população paulistana era formada por imigrantes ou seus descendentes, assim, italianos, espanhóis, portugueses, árabes, alemães, britânicos e outros grupos, conviviam com brasileiros natos, fossem brancos, negros, indígenas ou mestiços. Isso proporcionava um caldo cultural muito instigante, que acredito ter sido responsável pela formação de um tipo particular de futebolista, que agregava diversas influências. Como pude notar em pesquisas nos jornais de época (1910-1918) é possível perceber como a vida esportiva era um fenômeno mundial, e que atingia a capital paulista. Diversos trabalhos acadêmicos tem se debruçado sobre essa temática. O futebol, em tal contexto, se tornou por diversos motivos, um esporte altamente receptivo para os jovens, fosse ele oriundo da elite, classe média ou grupos populares. Incialmente os clubes paulistanos estavam ligados aos jovens de famílias tradicionais e de classe média (e imigrantes), entretanto, rapidamente surgiram clubes entre os operários e pequenos comerciários, difícil hoje apontar que motivos levaram a dissolução de uns e o sucesso de outros, com certeza, Palestra e Corinthians se tornaram clubes importantes nesse período, graças ás conquistas esportivas que atraiam simpatizantes/torcedores. Podemos dizer que era um circulo, quanto mais vitorioso era, aumentava o numero de torcedores e isso impulsionava seus dirigentes, a buscarem atletas competitivos e formarem esquadrões que pudessem obter grandes triunfos. Finalmente a constituição de uma praça de esportes, estádios e espaço para lazer, serviam para atrair associados, que enriqueciam ainda mais os clubes.

Qual a importância de Palestra e Corinthians na formação da identidade do paulistano?

RESP: Tem uma importância muito grande, não á toa, o livro “Brás, Bexiga e Barra Funda” de Antônio Alcântara Machado cita inúmeras vezes esses dois clubes e seus torcedores. Os jornais e revistas também exploravam a imagem deles para atrair leitores. Por ser um clube ligado aos italianos e seus descendentes, no caso do Palestra, e de espanhóis, portugueses, italianos e brasileiros natos em relação ao Corinthians, na grande maioria classe média e operários, foi natural que representassem um ideário paulistano. Isto é, os imigrantes eram parte essencial da formação de uma identidade paulistana, alguns bairros se tornariam com o tempo, locais celebrados e identificados como “cartões postais” da cidade. Lembremos que São Paulo era considerado uma cidade italiana e que esse grupo deixou fortes marcas: língua, costumes, culinária, festas religiosas, etc. Então vamos somar outros imigrantes ligados ao Corinthians, que também foram de suma importância no desenvolvimento da cidade, assim, aliados as questões de classe social, além do enriquecimento de alguns representantes de tais comunidades, era difícil que a popularidade deles, não se convertesse em parte do ethos.

Como você analisa essa paixão e rivalidade latente entre palestrinos e corintianos, desde os primórdios?

RESP: O futebol já estava despertando grandes paixões, podemos perceber isso nos inúmeros entreveros entre os clubes tradicionais, como Paulistano, Atlética Palmeiras, Americano, Mackenzie e o São Paulo AC. Os conflitos entre atletas e dirigentes, que incluía reclamações as arbitragens e contra os dirigentes da Liga paulista de Futebol, causavam grandes confusões. Em meu livro demonstro, por exemplo, que o rompimento da LPF e a criação da APSA estiveram muito mais relacionados com as disputas de poder e interesses financeiros dos dirigentes dos clubes tradicionais, do que o preconceito contra a introdução de operários nos jogos da liga. Portanto, a rivalidade entre Palestra e Corinthians, é parte dessa situação. É notório que foram os dois clubes populares que mais obtiveram sucesso na capital, mas não eram os únicos. Entretanto, o primeiro jogo entre eles, ocorreu somente quando tivemos a fusão da APSA com a LPF. O Corinthians já era um clube vitorioso em 1918, mas o Palestra, conseguiu ocupar com muita rapidez, um lugar de destaque. Tanto que o trio de ferro era o Paulistano, Palestra e Corinthians, que venceram a maioria dos campeonatos regionais. A rivalidade entre Palestra e Corinthians, era muito grande, entretanto, o Paulistano (e depois o São Paulo FC), era usualmente o rival de ambos, já que representava o “paulistano tradicional” e aqueles os “imigrantes”. É possível perceber que apesar das divergências, nos anos 1920 e 1930, usualmente os dois clubes estavam aliados nas disputas políticas.

Qual a maior dificuldade e também a maior curiosidade que você se deparou ao produzir a obra?

RESP: A maior dificuldade foi em relação a documentação, já que infelizmente o Brasil é um pais que tem muitos problemas com a preservação da memória. Claro, que nos últimos vinte anos isso mudou, mas nenhuma entidade esportiva em São Paulo tem um acervo digno de nota. Em relação ao Palmeiras parece existir arquivo um pouco mais consistente, mas com muita dificuldade para ser pesquisado. Dessa forma, contei com acervos familiares, isso é, filhos de antigos dirigentes que guardavam cópias de atas e outros documentos. Os jornais de época, também foram essenciais, muitas vezes para confrontar diversas versões, por isso, utilizar diferentes periódicos, também permitiu perceber como um assunto era retratado. Assim, o pesquisador ao selecionar um jornal, corre o risco de não perceber que esta selecionando também apenas uma única versão. Nesse ponto, podemos dizer como foi curioso analisar vários jornais, foram mais de vinte periódicos diferentes e como percebemos a parcialidade de alguns. Entretanto, talvez o fato mais instigante, foi acompanhar a “amizade” entre os dirigentes e torcedores do Corinthians e Palestra até por volta de 1943, quando o alviverde, era denominado de o clube mais popular do Brasil e apontado pela imprensa como o mais rico também. Claro, que havia rivalidades, mas no jogo em 1942 entre Palmeiras e São Paulo que definiu o campeão daquele ano, os torcedores italianos e espanhóis corintianos foram muito mais simpáticos a vitória do alviverde. Os dois acabaram sofrendo um processo de nacionalização em outubro de 1942 quando alguns associados foram obrigados a se licenciarem, por serem descendentes dos “súditos do Eixo”. Essa situação especifica, é pouco explorada na história dos clubes, já que mais de trezentos indivíduos foram impedidos em função da legislação nacionalista do Estado Novo, de continuarem como associados.

Conte um pouco do seu trabalho sobre memória esportiva?

RESP: Acho que o trabalho tem duas qualidades nesse contexto. A primeira consiste na utilização da história oral, pois entrevistei uma série de colaboradores como jornalistas, atletas, dirigentes (familiares) e outras personagens ligadas ao futebol. A íntegra das entrevistas está disponível na tese que pode ser encontrada digitalmente. A segunda questão são os jornais de época que contribuem para a ampliação do acervo referente a memoria esportiva.

Quem é Alfredo Oscar Salun?

RESP: Sou Doutor em História Social pela USP e Mestre pela PUC-SP. Professor do curso de História da Uninove e pesquisador do NEHO\USP e GEINT. Autor de diversos livros e artigos sobre História, Educação e Esportes.

Para quem deseja adquirir a obra acesse o site:

todasasmusas@gmail.com

ou  através do email: todasasmusas.org

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Capa do livro publicado por Alfredo Oscar Salun

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Artes, Esportes

História do Futebol

Biblioteca Mário de Andrade inaugura selo editorial com o lançamento de Primeiros passes – Documentos para a história do futebol em São Paulo, de Wilson Gambeta

No dia 7 de julho, às 19 horas, a Biblioteca Mário de Andrade lança o primeiro livro com o selo Biblioteca Mário de Andrade Edições, em uma iniciativa que busca tornar acessível a um público mais amplo o catálogo de obras raras da maior biblioteca pública de São Paulo – e segunda maior do país.

Com organização de Wilson Gambeta e textos de Hans Nobiling, Luiz Fonseca, Antonio Figueiredo e Mario Cardim, a publicação de estreia do selo – e também primeiro livro da Edições Ludens –, Primeiros passes:  Documentos para a história do futebol em São Paulo (1897-1918), reúne, em formato fac-símile, quatro obras históricas, esgotadas há décadas, que, juntas, formam um importante panorama do futebol paulista de meados do século XX.

A primeira delas, Primórdios de dados históricos da implantação do futebol em São Paulo, publicada pela primeira vez em 1937, é o relato memorialístico do imigrante alemão Hans Nobiling, um texto curto e esclarecedor sobre os anos iniciais do futebol em São Paulo, até 1900. Ao lado de outros nomes importantes da história do futebol nacional, como Charles Miller, Arthur Ravache e Armando Prado, Nobiling também foi um grande articulador de clubes, times e campeonatos.

O segundo documento, Guia de football, de 1906, de Mario Cardim e Luiz Fonseca, traz um cenário diferente. Na época, o esporte havia se transformado em espetáculo para o público, e percebia-se o entusiasmo dos torcedores. O Guia, folheto praticamente dirigido a fãs, reúne informações básicas para quem quer acompanhar um torneio: regras do jogo, regulamentos de campeonatos e principais jogadas. Ou seja, é o antecessor dos pequenos manuais de campeonatos que até hoje circulam.

O resumo histórico do Club Athlético é um folheto institucional em comemoração à inauguração da nova sede do clube, no Jardim América, em 1917. A agremiação vivia maus momentos e o folheto tinha como objetivo não só publicar um memorial que marcasse a conclusão das obras, mas também atrair novos contribuintes para sustentar as finanças do clube. A obra talvez seja um dos mais antigos registros de um gênero textual muito comum nos dias de hoje: a narrativa histórica inspirada em crônicas esportivas. É um relato de partidas e campeonatos, vitórias e derrotas que marcaram a história do clube.

A obra que encerra a seleção, História do football em São Paulo, publicada em 1918 pelo jornalista Antonio Figueiredo, foi a que primeiro abordou esse tema. Raríssimos exemplares circulam hoje em dia, nas mãos de colecionadores. Trata-se de uma crônica esportiva nas fronteiras entre jornalismo, historiografia e ficção literária. Apesar da abrangência do título, Figueiredo focou a narrativa no campeonato da capital, não citando as disputas interioranas. O recorte elitista transformou-se em padrão para outras obras sobre o tema do mesmo período, e o livro tornou-se uma espécie de “história oficial” do futebol para as duas primeiras décadas do século XX.

 

Primeiros passes – Documentos para a história do futebol em São Paulo (1897-1918) Organizador: Wilson Gambeta

Editoras: Biblioteca Mário de Andrade Edições e Edições Ludens

Páginas: 448

ISBN: 978-85-68146-00-2

Valor: R$ 60,00

 

Lançamento dia 07/07, segunda-feira, a partir das 19h

Biblioteca Mário de Andrade

Rua da Consolação, 94 – Centro – São Paulo – SP

(Metrô – estação Anhangabaú ou República)

Telefone: 11. 3775 0002

bma@prefeitura.sp.gov.br / http://www.bma.sp.gov.br

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Artes, Esportes, Italianidade

Escritor italiano lança livro em homenagem ao Palmeiras

O escritor, professor e pesquisador italiano, Vincenzo Fratta, fez uma belíssima obra que retrata a história do Palestra Itália, de 1914 a 1942, que será lançada em maio, na Itália, em homenagem ao centenário do clube alviverde.

Com o titulo provisório «Vincere in Brasile con il Tricolore. La Palestra Itália di San Paolo 1914-1942», a obra é a primeira do gênero a retratar um clube brasileiro em língua italiana e ser editada em solo europeu.

Confira a entrevista exclusiva de Vincenzo Fratta ao blog:

Conte um pouco sobre você. Quem é o Vincenzo Fratta? Faça uma breve apresentação?
Vincenzo Fratta:
Fui muitos anos vereador e prefeito de um dos dezenove Municípios (subprefeituras) da cidade de Roma, na Itália. Sempre me interessei por história e cultura, colaborando com vários jornais e revistas. Depois de uma viagem ao Brasil em 2006 decidi aprender o português e logo depois comecei a ler livros nesse idioma e estudar a história do Brasil, com atenção às relações com a Itália. Aqui são muitas as pessoas que gostam da música brasileira e que admiram os seus craques de futebol, mas muito poucos aqueles que conhecem a história desse país e as grandes ligações que esse possui com a Itália.

Fale da sua paixão pelo Palestra Itália-Palmeiras?
VF:
Em 2011 publiquei um ensaio sobre o Brasil na década de 30. Estudando para esse trabalho o papel dos imigrantes italianos naquela época, descobri o Palestra Itália, com a sua importância pelo desenvolvimento do futebol brasileiro e também pelo crescimento da comunidade italiana em São Paulo. Com surpresa ia aprendendo as dificuldades que essa teve nos anos 1938-1945 pela escolha do presidente Vargas de participar na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Estados Unidos. Com admiração, li às páginas gloriosas que levaram em 1942 ao nascimento do Palmeiras.

Como surgiu a ideia de fazer uma obra em italiano sobre o Palestra?
VF:
Na Itália todos os apaixonados por futebol conhecem o Palmeiras e os outros principais times do futebol brasileiro, mas quase ninguém sabe da sua origem entre a comunidade italiana nem do papel desenrolado na primeira fase do futebol, nem quanto o Palestra Itália contribui para a profissionalização desse esporte e para o nascimento das torcidas. Ninguém conhece os nomes dos grandes craques da primeira geração do Palestra Itália, como Heitor e Bianco, das artífices das vitorias dos anos Trinta, como Romeu Pelliciari e Imparato, ou a história do goleiro Oberdan Cattani e dos outros dez heróis da Arrancada Heróica de 1942. O ano do centenário da Sociedade Esportiva Palmeiras e da Copa do Mundo no Brasil me pareceu o melhor momento para contar esta gloriosa epopeia ao publico italiano. O livro, com o titulo provisório «Vincere in Brasile con il Tricolore. La Palestra Itália di San Paolo 1914-1942» está na editora e vai ser lançado no mês de maio. Preciso sublinhar que pela minha tarefa foram de grande ajuda os valiosos trabalhos que o Fernando Galuppo fez sobre o Palestra-Palmeiras.

Fale sobre literatura esportiva na Itália. Há muita variedade de obras a respeito do tema?
VF:
Como no Brasil também no meu país o futebol é um esporte muito amado e muito seguido. Assim tem muito espaço nos meios de comunicações. Além dos programas televisivos, radiofônicos e vários jornais esportivos, existem muitas editoras especializadas em livros esportivos, a maioria dos quais é dedicada ao futebol.

No ano centenário do Palestra Itália, qual é a sua expectativa?
VF:
Ainda mais que uma expectativa eu tenho um sonho… Que assim como em 1920,  quando o Palestra ganhou o seu primeiro título no Parque Antártica recém-adquirido, o Palmeiras consiga ganhar o Brasileirão na sua nova Arena!

Na Copa do Mundo, qual é  o seu prognóstico? Itália e Brasil são favoritos?
VF:
Fazer prognósticos é sempre muito arriscado. Mas é claro que o Brasil pela força do seu time e pela circunstancia de jogar em casa é o maior favorito. Além da Seleção Brasileira eu indicaria Espanha, Alemanha e também Itália. Apesar de não serem reputados entre os favoritos, os Azzurri são uma boa equipe e a experiência nos ensina que se a Itália parte com o pé-direito pode chegar muito longe.

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Vincenzo Fratta, escritor italiano, é o primeiro autor a retratar a história do Palestra Itália em língua italiana

JUVENTUS JOGA NA JAVARI COM NOVO TREINADOR

Luis Carlos Ferreira, um velho conhecido da  torcida juventina, está de volta ao time da Mooca. Essa será a terceira passagem do treinador no Moleque Travesso. Em 2012,  Ferreirão conseguiu o acesso para a Série A-2 e tentará repetir o feito novamente. Na sua segunda passagem, de forma relâmpago, em 2013, não conseguiu salvar a equipe do rebaixamento à Série A-3.

Ferreira possui o seguinte retrospecto no comando juventino: 40 jogos, 15 vitórias, 13 empates e 12 derrotas.

A sua estreia, provavelmente, já acontecerá na tarde de quarta-feira (19), às 15h, no estádio Conde  Rodolfo Crespi, na Rua Javari, onde o Juventus encara o Rio Preto, pela sexta rodada do Campeonato Paulista da Série A-3.

Em toda a história do confronto entre as equipes foram realizados  7  jogos, com 4 vitórias juventinas e 3 derrotas. No último encontro entre as equipes no estádio da Rua Javari, realizado em 13 de outubro de 2013, o Juventus goleou o Rio Preto pelo placar de 4 a 1, em partida válida pela Copa Paulista de Futebol.

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