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Fiel… mas nem tanto!

A torcida corintiana se auto-denomina como Fiel, pela sua relação apaixonada com o time. O preto e branco é sagrado para eles. Verde nem pensar. Vetam e repudiam tudo o que pode se referir a Sociedade Esportiva Palmeiras, dada a rivalidade que ambos nutrem entre si. A paranóia é tão grande que já cogitaram pintar o gramado do estádio de Itaquera, mudaram janelas esverdeadas, barraram alfaces dos lanches e balinhas de hortelã, entre outras manias. Roupa verde, então, nem por decreto!

Mas isso nem sempre foi assim. Por duas vezes na história, os corintianos viraram casaca literalmente e vibraram pelo seu maior rival Palmeiras, com manifestações públicas e declaradas.

O primeiro registro aconteceu em maio de 1971. Na véspera da partida decisiva entre Palmeiras e Nacional do Uruguai, no Pacaembu, válida pela fase semifinal da Copa libertadores da América, uma comitiva da torcida organizada corintiana foi prestar apoio aos palmeirenses no treinamento, espontaneamente.

Com a premissa de que o “Palmeiras era Brasil na competição continental”, os alvinegros foram até o Palestra Itália dois dias antes do confronto contra os uruguaios e deixaram sua promessa aos dirigentes palestrinos de que estariam no Pacaembu apoiando o Verdão.

O jornal “A Gazeta Esportiva”, do dia 1 de maio de 1971, na página 6, registrou esse fato pitoresco e inusitado, a qual transcrevemos na íntegra:

TORCIDA DO TIMÃO NO BOM EXEMPLO

Parece mesmo que as torcidas de São Paulo estão dispostas a colaborar com a apresentação do Palmeiras diante do Nacional. Ontem, no finalzinho da tarde, a torcida corinthiana compareceu ao Parque Antártica. Falaram com Ernani e comunicaram sua solidariedade para o prélio de amanhã à tarde. Ernani estava feliz:

‘A torcida corinthiana começou com bom exemplo. Irá torcer para o Palmeiras. Grande demonstração. Afinal de contas tudo é Brasil’.

Sorrindo faz um lembrete:

‘O Corinthians já veio. Esperamos contar com a solidariedade de todas as torcidas. Ainda há tempoa para que todos compareçam ao Parque Antártica e dêem o voto de apoio”.

Ernani em questão, citado na matéria, era Ernani Matarazzo, diretor de futebol do Palmeiras naquele período. Um fundador da TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras), que preferiu não se identificar, viveu de perto essa curiosa situação e nos relatou o seguinte. “Conto essa história e poucos acreditam. Participei dos acordos com a Gaviões antes do jogo. O Milton Peruzzi (jornalista da Gazeta Esportiva) foi quem teve a idéia de trazê-los no Palmeiras. Os corintianos chegaram com uns 50 torcedores no treino lá no Palestra. Vieram até com instrumentos musicais”, se recorda.

No jogo, os alvinegros se fizeram representar e gritavam Brasil e não Palmeiras nas arquibancadas, comenta o torcedor palmeirense. “Tava na cara que isso não poderia dar certo. Além deles trazerem azar para nós, já que estavam na fila há anos, perdemos o jogo e a classificação. Fico puto até hoje ao lembrar disso”, conta o palmeirense em meio a gargalhadas.

As manifestações corintianas ao Palmeiras não pararam por aí e se repetiram 17 anos depois. Em 16 de julho de 1988, o Corinthians precisava vencer o Santos no estádio do Pacaembu e torcer para o Palmeiras vencer o São Paulo no estádio do Morumbi para chegar a final do Campeonato Paulista daquele ano.

O time do Parque São Jorge venceu os santistas por 2 a 0.  O Verdão venceu o Tricolor Paulista por 1 a 0. Quando o placar eletrônico do estádio municipal anunciou a vitória alviverde, a Fiel explodiu numa só voz: Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras!!!

Os corintianos avançaram para a decisão do estadual e conquistaram o título contra o Guarani de Campinas.

Veja aqui o vídeo sobre esse fato histórico:

https://www.youtube.com/watch?v=nCP0PQjY4yQ

É inegável a paixão corintiana pelo seu clube… Mas a fidelidade por eles propalada em verso e prosa, nem tanto!

palmeiras sccp rivalidade

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Liberta pode esperar

O Verdão terá nessa terça-feira (3) mais um compromisso pela Taça Libertadores da América, diante do Alianza Lima do Peru, às 21h30, no estádio Palestra Itália, pela segunda rodada do primeiro do turno da competição.

A partida antecede o segundo jogo da final do Campeonato Paulista diante do Sport Club Corinthians Paulista, que acontece domingo (8), no mesmo Palestra Itália. Nesse momento, a prioridade dos palestrinos deve ser o foco total na disputa do título do estadual contra o seu maior rival.

Os palmeirenses mostraram nos dois últimos jogos, contra Santos e Corinthians, principalmente, um declínio físico acentuado na parte final da partida, dado a alta intensidade das disputas. Alguns atletas saíram lesionados, como o lateral-esquerdo Victor Luis, com sobrecarga muscular no tendão do adutor da perna esquerda.

Um descanso se faz necessário para a recuperação psicológica, física, concentração e treinamento específicos visando a grande decisão do final de semana.

Dono de um elenco com diversas opções, o técnico Roger Machado e sua comissão técnica devem cogitar essa possibilidade para o jogo contra os peruanos. Uma possível formação que poderá entrar em campo e manter o alto nível de competição da equipe titular e conquistar um bom resultado no meio de semana deve ser a seguinte: Fernando Prass, Tchê Tchê, Juninho, Edu Dracena, Diogo Barbosa, Felipe Melo, Thiago Santos, Guerra, Michel Bastos, Keno e Deyverson.

O meia Hyoran, o lateral-direito Mayke, voltando de lesão, e os zagueiros Emerson Santos, Luan e Pedrão podem ser outras opções para a partida, apesar de todos eles terem sido pouco ou nem mesmo utilizados até aqui.

Por conta da limitação do número de inscritos, atletas da categoria de base como os atacantes Fernando e Papagaio, que tiveram oportunidades na rotação da equipe alviverde durante o Campeonato Paulista, e que poderiam ganhar uma chance, não poderão atuar.

A listagem de atletas que podem participar da competição é apenas para a fase de grupos. Para o mata-mata, o clube poderá realizar algumas trocas. Caso, por exemplo, do lateral-direito Fabiano que está inscrito na competição continental, mas já não faz mais parte do plantel palmeirense.

O Palmeiras é o líder do seu grupo, com três pontos ganhos, após a vitória fora de casa diante do Junior Barrranquila da Colômbia por 3 a 0 na estreia. Alianza Lima e Boca Juniors empataram na primeira rodada e possuem um ponto cada.

Para o Verdão, a Libertadores está apenas no início. As atenções da apaixonada torcida palestrina está na disputa do título que teremos contra o nosso maior rival no fim de semana. Amanhã, estaremos nas arquibancadas lotando o Palestra, como sempre, e vamos empurrar o nosso querido Verdão a mais uma vitória contra os peruanos. Mas agora a América pode esperar!

Estreia em casa

O Palmeiras faz a sua estreia na Libertadores da América atuando no Palestra Itália diante do Alianza Lima. O Verdão nunca perdeu para um clube estrangeiro, quando atuou pela primeira vez em sua casa na competição.

Em toda a história do torneio jogando a primeira partida em seus domínios, foram 13 jogos, com 11 vitórias alviverdes, um empate e apenas uma derrota. Nos anos de 1961, 1968, 1971 e 2013 o alviverde não realizou nenhum jogo pela Libertadores no Palestra Itália.

Em 1979, o primeiro jogo do Palmeiras no estádio Palestra Itália na Libertadores foi justamente contra o Alianza Lima. Na ocasião, o Verdão goleou por 4 a 0, gols marcados por Pedro Rocha, Rosemiro, Baroninho (2).

A única derrota do alviverde pela Libertadores da América em sua estreia no Palestra Itália, foi em 1974, diante do São Paulo Futebol Clube, pelo placar de 2 a 1.

O retrospecto geral do Verdão na Libertadores atuando no Palestra Itália é o seguinte: 55 jogos, 39 vitórias, 3 empates, 4 derrotas, 32 gols pró e 15 gols contra.

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FORZA VERDÃO!!!

 

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Lambendo as feridas

Mês de Abril. Eduardo Baptista no comando do Palmeiras. Jogo de ida contra a Ponte Preta válido pela semifinal do Campeonato Paulista em Campinas. Em 30 minutos, Palmeiras sofre três gols e vê a vaga para a final do estadual distante.

Mês de Junho. Cuca no comando do Palmeiras. Jogo de ida válido pelas quartas de final da Copa do Brasil no estádio Palestra Itália. Em 30 minutos, Palmeiras sofre três gols e, apesar da reação, é eliminado pelos gols sofridos em casa.

Mês de Novembro. Alberto Valentim no comando do Palmeiras. Jogo decisivo diante do maior rival pelo Campeonato Brasileiro na casa do adversário. Em 30 minutos, Palmeiras sofre três gols e dá adeus a disputa do título nacional.

Nada é por acaso. Jogamos sem qualquer proteção defensiva durante todo o ano. Todo aberto. Com um meio campo pobre, sem capacidade de criação e marcação. Laterais inexistentes. Erros capitais nos momentos decisivos, na defesa e no ataque. Individualidades abaixo da média e não representando o fator decisivo que assumiam outrora.

Soma-se a isso as diversas mudanças de comando. Um bastidor confuso e contratações equivocadas, que tornaram nosso elenco inchado e desequilibrado.

Sintomático é que em todos os momentos em que dependemos apenas das nossas forças, esse atual elenco deixou muito a desejar e nos frustrou. Não conseguimos fazer um grande jogo sequer nessa temporada.

Nos clássicos, um desempenho apático. Três derrotas contra o maior rival. Duas vitórias e uma derrota contra um cambaleante São Paulo. Uma vitória e duas derrotas contra o Santos. Nesses nove jogos, 13 gols sofridos e 11 gols marcados. Um saldo pífio.

Eliminações prematuras no Paulista, Copa do Brasil, Libertadores e Brasileiro. Um ano em que foi prometido o céu aos torcedores, com ostentação milionária, acaba de forma melancólica e amarga!

Que os egos não ceguem as cabeças pensantes da Sociedade Esportiva Palmeiras e que tenham luz para tomarem as decisões necessárias e reformular um elenco mofado, sem brilho e que está aquém das nossas expectativas.

A hora é de ter lucidez, analisar os erros cometidos (que foram além do limite em todas as esferas), lamber as feridas e recuperar o espaço perdido, projetando um 2018 de acordo com as tradições palestrinas!

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Entre o céu e o inferno

“Uma torcida preocupa-se com a má conduta de uma jovem estrela”… Assim escreve um jornalista, a respeito da expulsão do atacante Gabriel Jesus, na última quarta-feira diante do Rosário Central da Argentina, pela Copa Libertadores da América.

Se essa fosse a única preocupação da TORCIDA palestrina, nossos problemas estavam resolvidos. Pelo contrário, antes do Jesus, nos preocupamos com os preços dos ingressos, com a qualificação do nosso elenco, com os possíveis reforços, com as vagas às próximas fases do Paulista e da Libertadores, como entraremos no Brasileirão, quem fica e que sai, enfim.

Nesse contexto, Jesus sempre foi visto como solução. Nunca como engodo e preocupação, como alguns setores da mídia querem nos induzir. A memória curta desses setores do jornalismo esportivo talvez esqueçam que foi a TORCIDA quem escalou Gabriel Jesus em 2015 nos tempos de Oswaldo Oliveira. O técnico até caiu por causa disso. Todo jogo, cantavamos em uníssono para que Jesus participasse das partidas. Sua entrada em campo era ovacionada pela TORCIDA!

Eu, como parte integrante da TORCIDA palestrina, que convivo intensamente em diversos setores alviverdes, NUNCA ouvi essa discussão na arquibancada, nos butecos, nas alamedas, entre os cornetas, entre os cardeais, entre os amendoins, ou em qualquer canto onde se respira a vida palestrina. NUNCA!

Talvez a “preocupação”  transferida à TORCIDA, seja do próprio jornalista ou de seu veículo. O colega  tenta associar a imagem de Jesus a “jogador problema”. Assim como outros já fizeram recentemente com Dudu, lembram?

Em mais de 50 jogos como profissional, Jesus teve apenas a expulsão do meio de semana! Uma única expulsão como atleta profissional! Justamente num jogo em alta tensão. Numa das maiores rivalidades do futebol mundial. Argentinos e Brasileiros. Valendo a vida na competição. No campo do adversário. Com uma pressão incalculável para quem analisa os fatos de uma redação refrigerada. Até mesmo jogadores tarimbados se descontrolaram num cenário como esse por diversas vezes, o que dirá de um jogador de 19 anos?

O histórico de Jesus na seleção brasileira e categoria de base do Verdão são irrepreensíveis. Sua maior crítica é a sua mãe, a qual ele cita, honra e reverencia em cada discurso. Em cada gesto. Um menino do bem. Um menino de ouro. Longe de ser problema. Uma grata revelação num pobre futebol brasileiro.

O jornalista cita num trecho: “Ao englobar o torneio que projetou o camisa 12, Gabriel Jesus chega a 0,21 cartões por partidas.”.

Por que não lembrar que a média dele de gols por partida é de 0,27? Não é um fator mais relevante e interessante para audiência? E também superior ao número de cartões e mais significativo?

A TORCIDA do Palmeiras não está preocupada com os cartões amarelos ou vermelhos do Gabriel Jesus. Queremos os seus gols, os seus dribles, a sua ginga, a sua garra, a sua imprevisibilidade e sua fibra. E que isso se reverta em conquistas e vitórias.

Já tivemos gênios mais irrassíveis em nossa história que são ídolos eternos em nossa galeria dos imortais e no coração da torcida: Liminha, Jair da Rosa Pinto, Cesar Maluco, Edmundo, Djalminha.

A TORCIDA palmeirense simpatiza com os “bad boys” do futebol. Eles são viscerais como nós torcedores. Eles nos representam. Vemos um pouco da nossa paixão nesses personagens. Amamos os “indisciplinados” de nossa história.

O fato por trás da matéria sobre “a preocupação da torcida” parece ser outro. Talvez alguns colegas ainda não engoliram as verdades que Jesus falou sobre a mídia após a partida contra o Rio Claro. Toda a retaliação – sútil, descarada ou velada – será pouca contra o garoto. Mesmo em um jogo em que ele faz dois gols, manda uma bola na trave e é o melhor atleta palmeirense em campo, mesmo sendo expulso.

Imagina o dia em que ele passar em branco o que dirão? Qual será a maledicência contra o garoto?

A TORCIDA DO PALMEIRAS eu tenho plena consciência de como agirá. Enquanto ele vestir e honrar nosso escudo, entoaremos em alto e bom som o grito a plenos pulmões:  Glória, glória, aleluia, é Gabriel Jesus!

jesus

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O time é produto do ambiente

A atmosfera do Palestra Italia nos grandes jogos tem sido a maior força  do Palmeiras desde 2015. Nenhum reforço ou jogador tem sido tão fundamental quanto a nossa torcida!

A torcida carregou, mais uma vez, o Palmeiras para uma vitória heróica. A alma palestrina posta à prova sempre vem à tona. E como sempre temos a mesma resposta: O melhor do Palmeiras são os Palmeirenses!

Foi a torcida que prendeu a bola na poça d’agua para Cristaldo marcar o primeiro gol. Foi a torcida que induziu o Prass a defender o pênalti contra o alviverde. Foi a torcida que evitou o empate na pressão absurda dos argentinos. Foi a torcida que puxou o contra-ataque que Allione mandou para as redes e matar a partida.

A camisa pesou. Como sempre pesa.

A torcida pesou. Como sempre pesa.

As mais de 36 mil almas palestrinas presentes no Palestra Italia na chuvosa noite de quarta-feira foram os maiores protagonistas.

Foram elas quem colocaram o Palmeiras na liderança provisória de sua chave na Libertadores. Foram elas que evitaram o pior inicio da história do clube em seu estadio em mais de cem anos. Foram elas que me emocionoram no apito final.

Foram essas abençoadas almas alviverdes o nosso maior jogador!

A NOSSA ETERNA TORCIDA QUE CANTA E VIBRA!

A fé invencível! O amor incondicional! A vibração constante! A alma gloriosa! A tradição campeã!

TUDO ENTROU EM CAMPO NESSA NOITE MÁGICA!

Nossa torcida é o escudo e a espada dessa saga infinita materializada sob o manto verde!

Hoje, a festa nas alamedas será infinita!

Como é infinita a paixão e a força dessa torcida palestrina!

Gratidão eterna à nossa torcida!

Histórico

A vitória do Palmeiras sobre o Rosario Central-ARG pelo placar de 2 a 0, na noite de quarta-feira (3), se tornou histórica.

Essa é a primeira vez na história do Verdão na Libertadores que o clube vence uma partida com dois gols marcados por atletas estrangeiros (Allione e Cristaldo).

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