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Artilheiro na Mooca

Com experiência no futebol paulista, o atacante Jorge Mauá quer fazer história com a camisa do Juventus. O camisa 9 ficou mais conhecido do torcedor juventino quando defendia o Nacional Atlético Clube. Em três clássicos realizados entre as equipes em 2015, o jogador anotou três gols a favor dos nacionalinos.

“Não sabia da importância e dimensão do clássico Juvenal, até jogá-lo. Foram jogos marcantes e que mobilizou muito os torcedores e os clubes. Isso é bem bacana. Aqueles gols foram importantes na minha carreira. Agora, quero marcar muitos gols defendendo o Juventus e dar alegrias a essa torcida”, falou Mauá.

Recentemente, no jogo-treino contra o Nacional, na rua Javari, pelo Juventus, o atacante deixou sua marca na goleada juventina por 4 a 0. “Foi muito bom. Comecei essa temporada fazendo gols e encerrei marcando. Estou muito feliz aqui no Juventus. Fui muito bem recebido e sinto que aqui é uma grande família. Quero colaborar para que possamos fazer um bom campeonato”, avaliou.

Sobre atuar na rua Javari, ele diz estar realizando um sonho. “Sei da força da torcida juventina. Incentiva do começo ao fim. Não vejo a hora de entrar na Javari lotada e sentir o apoio dos nossos torcedores”, concluiu.

Segundo o site da Federação Paulista de Futebol, Jorge Mauá anotou 24 gols por clubes paulistas na temporada 2016, sendo o maior artilheiro paulista do ano passado, somando apenas os gols por clubes do Estado. Foram sete gols no Paulista A-2 atuando pelo Taubaté e 17 gols pela Mauaense, onde foi vice-artilheiro do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

No jogo-treino contra o Audax, vice-campeão Paulista da Série A-1, na tarde de quarta-feira (18), em Sorocaba, Jorge Mauá deixou sua marca, no empate em 2 a 2.
Foto Ale Vianna/Divulgação32391376655_03ca5bee47_k

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Juvenal: o maior clássico paulista entre os menores

Clube Atlético Juventus e Nacional Atlético Clube se enfrentam pelo Campeonato Paulista da Série A-3, na tarde da próxima quarta-feira (8), às 15h, no estádio Comendador Souza, na Barra Funda.

Tradicionalmente batizado como Juvenal, o confronto reúne duas das mais tradicionais equipes do futebol paulista. Ambos são sócios-fundadores da atual Federação Paulista de Futebol, desde 1941, gozam de prestígio, simpatia e lutam bravamente para se reerguerem no cenário estadual.

Campeão da Segunda Divisão Paulista (equivalente a quarta divisão) no ano passado, o Nacional volta a disputar a Série A-3 após seis anos. Com uma equipe jovem, o Naça cumpre uma campanha regular e se mantém no meio da tabela.

O Moleque Travesso, por sua vez, nos últimos tempos segue uma sina de subidas e descidas entre a Série A-2 e A-3. O esquadrão da Mooca lidera a tabela de classificação nessa temporada e tem boas perspectivas de conquistar o acesso.

Grandes nomes da história do futebol brasileiro já vestiram as camisas das duas equipes. No Nacional: Roberto Dias, Servílio, Lima, Dodô, Deco, Cafu, Rubens Minelli, entre outros. No Juventus: Oberdan Cattani, Julinho Botelho, Luizinho Pequeno Polegar, Baltazar, Pinga, Brecha, Thiago Motta, Alex, Luisão, são alguns valores que desfilaram seu talento envergando as cores grenás.

Entre os clubes profissionais com o menor número de torcedores na capital paulista, o Juvenal é o maior e mais esperado confronto. Pode-se até dizer que esse é o “Derby dos Pequenos”.

Em tempos de grandes Arenas e de futebol à europeia, o Juvenal tem como palco os acanhados e românticos Nicolau Alayon e Conde Rodolfo Crespi. Enquanto os  clássicos entre Palmeiras x Corinthians, Palmeiras x São Paulo e São Paulo x Corinthians aglutinam todo o olhar da imprensa e mobilizam grandes massas, o “Derby dos Pequenos” se limita há algumas notinhas de rodapé da grande mídia, com matérias caricatas e pitorescas, sem dar nenhuma ênfase ao espetáculo em si, sendo quase que totalmente desprezado seus dados e registros.

Nos últimos dez jogos entre Juventus e Nacional, a média de público foi de 365 torcedores. O maior número de aficcionados registrados nesse período foi de 779 pagantes numa partida realizada em 2005.

Nathan, do Juventus, e Jorge Mauá, do Nacional, ambos com seis gols marcados nesse ano, são os vice-artilheiros do atual campeonato e os goleadores de suas respectivas equipes. Dentre todos os jogadores que estarão em campo, o veterano atacante Gil (ex-Corinthians), que veste a camisa grená, é a grande atração do clássico e o atleta com a maior folha corrida de serviços prestados ao futebol.

Juvenal em números:

Total de Jogos: 68
Vitórias Juventus: 35
Empates: 17
Vitórias Nacional: 16
Gols marcados pelo Juventus: 139
Gols marcados pelo Nacional: 109
Primeiro Juvenal: Juventus 3×1 Nacional – Campeonato Paulista – 27/9/1936
Maior goleada a favor do Juventus: Juventus 5×0 Nacional – Campeonato Paulista – 5/8/1956
Maior goleada a favor do Nacional: Nacional 5×1 Juventus – Amistoso – 25/1/1961

****Nota:  Não inclui nas estatísticas jogos-treinos e também as partidas que o C.A.Fiorentino realizou contra o SPR nos anos 30. Em 1988 há um amistoso que não está computado nas estatísticas, pois não há registro do placar. Todos os números se referem a partidas oficiais entre as equipes.

Curiosidades:

– Por três vezes o Juvenal foi disputado no estádio municipal do Pacaembu, com uma vitória para cada lado e um empate;

– Em 2008, o Juvenal registrou o maior número de gols da história do confronto. Foram noves gols marcados e o placar final registrou Juventus 5×4 Nacional. Justamente esse jogo foi a última partida entre as equipes no estádio Comendador Souza

– Essa será a primeira vez que as equipes se enfrenta pelo Campeonato Paulista da Série A-3.

– Até hoje foram disputados 25 jogos entre as equipes no estádio Comendador Souza. Foram 12 vitórias juventinas, 5 vitórias nacionalistas e 8 empates.

– O Juventus não perde há cinco jogos no estádio Comendador Souza.  A última derrota aconteceu em 2001, quando foi derrotado pelo placar de 1 a 0.

– Uma única vez o Juvenal foi disputado no antigo e extinto estádio da Rua Nami Jafet, pertencente ao Clube Atlético Ypiranga, no bairro do Ipiranga. A partida válida pelo Campeonato Paulista de 1940 terminou com a vitória nacionalista pelo placar de 3 a 1.

– Os dois times nasceram com nomes diferentes. O Juventus chamava-se Cotoníficio Rodolfo Crespi F.C. e o Nacional era denominado São Paulo Railway A.C.

    juveimages

**** Todos os dados contidos nessa postagem, se utilizados por outros veículos, devem registrar o crédito ao autor desse blog: Fernando Razzo Galuppo, jornalista e historiador

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