Esportes, Italianidade

Carta de repúdio – El Clarín

Carcamanos, palestrinos e palmeirenses
FASCISTAS NUNCA!

Devido à ligação histórica que a Sociedade Esportiva Palmeiras nutre com os peninsulares desde a sua iluminada fundação em 26 de agosto de 1914, a instituição e toda a sua coletividade paga um preço grande, muito além das esferas esportivas. De um certo modo, há uma campanha há décadas relacionando o ideário fascista com o clube palestrino.

Tomamos a liberdade de usar um parágrafo da obra da autora Viviane Teresinha dos Santos, “Os Seguidores do Duce: os Italianos Fascistas no Estado de São Paulo”, para contextualizar esse estado de espírito contra os alviverdes de todos os tempos.

Nele, aponta como o regime de Mussolini agia na cooptação de adeptos para o seu pensamento e doutrina: “Nos anos 30, a política fascista italiana forçou muitos italianos a aderir aos camisas-pretas, prejudicando aqueles que se negavam a colaborar. Nos anos 40, os prejuízos recaíram sobre os italianos que haviam cedido às pressões do fascismo, pois passaram a ser identificados pelo governo brasileiro como inimigos militares. Sem dúvida alguma, foram tempos difíceis para os italianos no Brasil, ora vítimas do regime fascista italiano, ora do regime autoritário brasileiro.”.

Desde então, o ambiente em torno dos ítalo-brasileiros, e no caso específico dos palestrinos, começou a ser de muita apreensão, precaução e cautela, com os rumos intolerantes que a política mundial caminhava.

Contudo, o início da década de 40 ficou marcado pelos conflitos promovidos pelos regimes totalitários, que visavam sobretudo as conquistas territoriais, desencadeando a Segunda Guerra Mundial. Essa tensão influenciou a vida de todos os povos ao redor do mundo e também do Palestra Itália. No Brasil, o presidente da República, Getúlio Vargas, introduzira o Estado Novo, que consistia num modelo de governo que ficou conhecido como “fascismo tropical”.

Dentre tantas questões polêmicas do governo Vargas, uma em específico chama a atenção: a anulação da identidade italiana dos imigrantes e descendentes de italianos em território brasileiro. Vale lembrar que, durante os anos em que o Brasil esteve em guerra com a Itália, todos os italianos e suas instituições que se achavam em território brasileiro passaram a ser vistos como inimigos em potencial e identificados como “súditos do Eixo”, fossem adeptos ou não da ideologia fascista.

O Palestra Itália, como instituição brasileira, mas com fortes e inquebrantáveis raízes italianas, passou a sofrer inúmeras injúrias impostas por setores da imprensa, da política e do esporte, tendo sua vida sido colocada sob investigação, bem como as de seus diretores e associados.

Hoje, dia 9 de outubro de 2018, fomos surpreendidos ao lermos no jornal argentino El Clarin uma matéria assinada pela jornalista Eleonora Gosman, cujo título diz: “Elecciones en Brasil. La disputa política llegaal fútbol: la hinchada del Palmeiras se declara bolsonarista”. E vai além no subtítulo: “La instituciòn, con una dura história vinculada al fascismo italiano, abandera ahora la campaña de Bolsonaro.”.

Não comentaremos nada sobre a matéria. O título e seu subtítulo já nos causa naúseas profundas e por si só apontam completa e total ignorância sobre a Sociedade Esportiva Palmeiras e os palmeirenses.

Nós, como LIGA VERDE, grupo que congrega e reúne formadores de opiniões sobre a vida da SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, repudiamos com veemência o veículo de imprensa El Clarin e a sua jornalista Eleonora Gosman, pela veiculação de inverdades que visam depreciar a imagem da nossa querida instituição, formada por milhões de torcedores espalhados pelo mundo, com os mais diversos tons de pele, gêneros, credos e opiniões, algo intolerável num regime fascista.

Somos uma entidade laica, desde o nosso berço. Construímos o nosso patrimônio com nosso sangue, alma, suor e trabalho. Sem associações governamentais de qualquer matiz ou corrente política.

Talvez, a jornalista Eleonora Gosman deva ter confundido a história do querido Palmeiras com alguns outros clubes brasileiros.

Talvez, a jornalista Eleonora Gosman deva ser torcedora do Boca Juniors e age sem escrúpulos às vésperas de uma decisão, que há 17 anos atrás envolveu os mesmos clubes, e todos sabemos bem da forma como Ubaldo Aquino conduziu os destinos daquela porfía, orientado certamente por forças ocultas.

Talvez, a jornalista Eleonora Gosman tenha esquecido ou omitido que foi o seu país berço de uma das mais terríveis e sangrentas ditaduras e que graças a sua influência conquistou a Copa do Mundo em 1978.

Mas o que de fato a jornalista Eleonora Gosman não sabe com toda a certeza e aqui esclarecemos é que o nosso querido Palmeiras, desde 1942, época da eclosão da Segunda Grande Guerra, sabe lidar com todas as pressões externas e internas por ele sofridas.

Aqui no Brasil já temos gente desqualificada demais e que trabalha há décadas para nos extinguir. Não é de hoje que os canalhas sonham com isso. O El Clarin e a jornalista Eleonora Gosman não serão os primeiros e nem os únicos. Pelo contrário.

À todos, lembramos que tudo isso só nos fortalece e nos dá ainda mais orgulho de sermos o que somos, do pavilhão esmeraldino que defendemos e amamos, dos valores que cultivamos, das nossas raízes operárias, populares e italianas, e da brasilidade que representamos, por sermos uma coletividade plural e fraterna.

Morremos líderes, Nascemos Campeões! Somos imortais! Somos Palmeiras!

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Carcamanos, palestrinos e palmeirenses

FASCISTAS NUNCA!

FORZA VERDÃO!!!

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Italiano campeão

A comunidade italiana de São Paulo está em festa. Nesse domingo (4), o tenista italiano Fabio Fognini venceu o chileno Nicolas Jarry por 1-6; 6-1; 6-4, tornando-se o primeiro atleta peninsular a se sagrar campeão do Brasil Open (ATP de São Paulo), realizado no ginásio do Ibirapuera, na capital paulista.

Além do feito inédito, Fognini consegue quebrar um jejum de 15 anos sem conquistas de atletas italianos em eventos esportivos de relevo internacional realizados na cidade de São Paulo, a maior cidade italiana fora da Itália e que congrega uma legião de ítalo-descendentes.

A última vitória de um italiano na paulicéia aconteceu em 2003, quando o piloto de Formula Um, Giancarlo Fisichella, da equipe Jordan-Ford, conquistou o Grande Prêmio Brasil, em Interlagos.

De lá para cá, inúmeros atletas italianos competiram na cidade, nas mais diversas modalidades e em eventos de grande projeção, mas sempre bateram na trave para alcançar o lugar mais alto do pódio.

Antes do título de Fabio Fognini no ATP de São Paulo, os tenistas italianos haviam chegado a decisão do torneio de simples em três ocaisões. Em 2012, Filippo Volandri ficou com o vice-campeonato ao ser derrotado pelo espanhol Nicolas Almagro. Em 2014, Paolo Lorenzi foi superado pelo argentino Federico Delbonis. Em 2015, Luca Vanni ficou na segunda colocação ao perder para o uruguaio Pablo Cuevas. Nesse mesmo ano de 2015, na disputa do título de duplas, o italiano Paolo Lorenzi junto com o argentino Diego Schwartzman ficaram com a medalha de prata ao serem superados pela dupla colombiana Juan Sebastian Cabal e Robert Farah.

Feitos importantes

Ao longo do tempo, os esportistas italianos proporcionaram bons momentos aos ítalos-descendentes de São Paulo e marcaram seus nomes na história dos principais eventos esportivos promovidos na cidade, aos quais listamos aqui alguns desses feitos:

Em 1993, no ginásio do Ibirapuera, a seleção masculina de voleibol conquistou a medalha de bronze da Liga Mundial de Voleibol, ao vencer a seleção de Cuba por 3 sets a 0.

Em 1983, novamente tendo o ginásio do Ibirapuera como palco, a seleção de basquete adulto masculino da Itália ficou com a medalha de bronze da Copa dos Campeões Mundiais, ao vencer a Argentina.

Em 1978, o pedestrianista Luigi Zarcone foi o campeão da Corrida Internacional do Ibirapuera, realizada na pista de atletismo do Conjunto Constâncio Vaz Guimarães.

Em 1959, o ciclista Luigi Cussigh sagrou-se o campeão da Prova Ciclística 9 de Julho, principal e mais tradicional competição da modalidade no Brasil, realizada nas ruas de São Paulo. Ele foi o único italiano a conquistar tal feito, até hoje.

Em 1935, o pugilista italiano Primo Carnera enfrentou o norte-americando Sean Harris no ringue improvisado no extinto estádio da Chacará da Floresta, em São Paulo, a céu aberto, com mais de seis mil pessoas presentes para acompanhar o combate. Carnera venceu Harris, num dos maiores combates de pugilismo já registrados na capital paulista, até então.

O único atleta italiano a ganhar a tradicional Corrida de São Silvestre foi o pedestrianista Ettore Blasi, bicampeão da prova em 1927 e 1929. A primeira como atleta do Clube Espéria e a segunda defendendo o Palestra Itália (atual Sociedade Esportiva Palmeiras), ambas entidades esportivas da cidade fundadas pela comunidade italiana aqui presente.

O primeiro grande nome do esporte que agitou a comunidade italiana aqui de São Paulo foi o remador Marcellino Marcello, que praticou a modalidade entre 1904 a 1911, no rio Tietê. Sua paixão pelo esporte servia de inspiração a todos os italo-descendentes dos primeiros tempos da imigração. Chegou a ser presidente do Clube Espéria, antes de retornar para a Itália no início dos anos 20.

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FORZA AZZURRI!!!

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Rumo a Copa

Se com  a bola nos pés a Itália frustrou os seus torcedores e não conseguiu alcançar o objetivo de participar da Copa do Mundo da Rússia, os peninsulares ainda possuem uma chance de disputar um Mundial em outra tradicional modalidade do país: o basquete.

A seleção italiana comandada pelo técnico Romeo Sacchetti, que substituiu Ettore Messina, entra em quadra no próximo dia 23 de fevereiro (sexta-feira), em Treviso, contra a Holanda e no dia 26 de fevereiro (segunda-feira) diante da Romênia, na cidade de Cluj-Napoca, na Romênia, pela fase de qualificação européia para a Copa do Mundo de Basquete na China em 2019.

Para essas duas partidas, Sacchetti convocou 16 atletas, são eles: Abass (Ala-Pivô do Milano), Aradori (Ala do Virtus Bologna), Biligha (Pivô do Venezia), Burns (Ala-Pivô do Cantù), Crosariol (Pivô do Cantù), Della Valle (Armador do Reggio Emilia), Filloy (Armador do Avellino), Flaccadori (Ala-Armador do Trento), Fontecchio (Ala-Pivô do Cremona), Gaspardo (Ala-Pivô do Pistoia), Gentile (Ala do Virtus Bologna), Pascolo (Ala-Pivô do Milano), Polonara (Ala-Pivô do Sassari), Brian Sacchetti (Ala Pivô do Brescia), Luca Vitali (Armador do Brescia), Michele Vitali (Armador do Brescia).

A Azzurra não poderá contar com Marco Belinelli (Ala do Atlanta Hawks) e Danilo Gallinari (Ala-Pivô do Los Angeles Clippers), que disputam a temporada regular da liga de basquete norte-americana NBA.

Nas eliminatórias, a Itália lidera o Grupo D, com duas vitórias em dois jogos disputados, diante da Croácia (80×64) e da Romênia (75×70). Participam 32 seleções dessa fase européia. As 12 melhores classificadas avançam diretamente para o Mundial.

Os destaques individuais ficam por conta do armador Della Valle, cestinha da equipe na competição com 20.5 pontos por jogo, do pivô Gentile com 5.5 rebotes por jogo e do armador Filloy com 4 assistências por jogo.

História

As duas melhores posições da Itália nos mundiais de basquete adulto masculino foram nos anos 70, quando alcançou a fase semifinal do torneio em 1970 (na antiga Iugoslávia) e 1978 (nas Filipinas), terminando em quarto lugar em ambas ocasiões.

Em 17 edições, foram oito participações italianas na competição. A primeira vez foi  em 1963, quando o torneio foi sediado no Brasil. A última vez que a Itália esteve no torneio foi em 2006, no Japão. Nos últimos dois mundiais, a Itália não obteve classificação (2010 na Turquia e 2014 na Espanha).

O ala-armador Antonello Riva, com 18 partidas disputadas pela Azzurra no torneio, anotou 434 pontos e está entre os 10 jogadores com melhor média e número de pontos marcados na história dos mundiais. Riva é o maior cestinha de todos os tempos da Liga Italiana de Basquete e atuou como atleta de 1977 a 2005.

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O jovem armador Della Valle, uma esperança de renovação do basquete italiano

FORZA AZZURRI!!!

 

 

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Eleições italianas

A Itália terá renovação em seu parlamento. A eleição está marcada para o dia 4 de março. A América do Sul pode eleger quatro deputados e dois senadores ao Parlamento Italiano.

Os cidadãos italianos no exterior podem participar através do voto por correspondência e por isso devem estar atentos. No Brasil, a cédula de votação deve chegar pelos correios entre os dias 14 e 20 de fevereiro, na residência dos eleitores.

O eleitor que estiver com o cadastro atualizado irá receber em seu endereço o plicco elettorale, um envelope com o cartão para votação. Após preencher o cartão, o eleitor precisa entregar o envelope no consulado até o dia 1° de março, às 16h.

Apoio a Fanganiello – Deputado

O desembargador e jurista Wálter Fanganiello Maierovitch é candidato a deputado nas eleições italianas como o representante da comunidade peninsular na América do Sul.

Formado em Direito e com um vasto currículo de serviços prestados para a sociedade ítalo-brasileira, terá com uma de suas metas criar mecanismos para motivar as novas gerações com relação à italianidade, entre elas a utilização do esporte para atingir esse objetivo.

Fanganiello foi atleta de pólo aquático da Sociedade Esportiva Palmeiras nos anos 60, clube de seu coração. Ele conta com a simpatia e o apoio institucional do clube alviverde de raiz italiana.

Declaração do Candidato

“Durante 35 anos de carreira me dediquei a Justiça. Com a Itália trabalhei na luta antimáfia, na extradição de mafiosos italianos do Brasil e continuo a colaborar no processo Cesare Battisti. Sou Fundador e presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone de Ciências Criminais, atuei na Organização das Nações Unidas (ONU) como especialista nos fenômenos da criminalidade, sou professor e autor de diversos livros e artigos divulgados em todo mundo sobre corrupção transnacionais e máfia. Em reconhecimento aos trabalhos prestados em favor da Itália recebi o título de Cavaliere della Repubblica Italiana. Conheço como poucos as leis e sei como lutar, sem populismo, pelos direitos à e da cidadania, aposentadoria e renovação de passaporte. O pilar da minha plataforma é o combate ao crime organizado e a corrupção transnacionais”.

Como votar para Deputado

Para votar para Deputado, utilize a cédula eleitoral “Camera dei Deputati” que virá dentro do envelope enviado pelo Consulado. Para expressar sua preferência, primeiramente, marque um “X” sobre o logotipo do partido (LIBERI IGUALI) e, em seguida, escreva ao lado, bem legível, o sobrenome de seu candidato: FANGANIELLO MAIEROVITCH.

Como votar para Senador

Para votar para Senador, utilize a cédula eleitoral “Senato” que virá dentro do envelope enviado pelo Consulado. Para expressar sua preferência, primeiramente, marque um X sobre o logotipo do partido (LIBERI IGUALI) e, em seguida, escreva ao lado, bem legível, o sobrenome de seu candidato: RIZZIOLI.

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Da dir. para esq.: Fanganiello (candidato a deputado), Maurício Galiotte (presidente do Palmeiras) e Rizzioli (candidata ao senado)

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Azzurra Nera

O futebol italiano registrou na noite dessa segunda-feira (13) a sua maior tragédia em toda a história gloriosa do calcio peninsular. Em pleno estádio San Siro (Giuseppe Meazza) em Milão, com cerca de 70 mil pessoas, a Itália não foi capaz de sequer marcar um mísero gol diante da Suécia, em partida de volta válida pela repescagem da Copa do Mundo 2018 e viu suas pretensões de disputar a competição na Rússia se pulverizar.

Um drama anunciado. Dentro e fora de campo, a Azzurra definha. Os grandes craques inexistem. Faltam lideranças. A renovação de valores é aquém do esperado. Uma safra de jovens atletas que se mostraram incapazes de suportar o peso e a tradição de uma das camisas mais importantes do esporte bretão. Um comportamento tático covarde e ultrapassado. Um futebol doméstico recheado de estrangeiros e numa posição de segundo escalão no plano europeu. Categorias de base e formativas com poucos italianos.

Ainda mais triste foi ver a imagem de velhos ídolos como De Rossi e Buffon, campeões mundiais em 2006, terem um fim de carreira com a camisa nacional tão melancólico.

Desde 1958, uma catástrofe como essa não havia registro, quando o futebol italiano caiu perante a Irlanda do Norte, em Belfast, com Ghiggia e Schiaffino (ítalos-uruguaios que oito anos antes ganharam o mundial com o Uruguai diante do Brasil em pleno no Maracanã), endossando a camisa “tricolore”.

Ressurgir se faz imperativo. Olhar para o trabalho de base é uma das primeiras iniciativas. A Itália é a maior campeã européia sub-21 com cinco títulos (1992, 1994, 1996, 2000 e 2004), produzindo nessas disputas atletas como Chiellini, Nesta, Pirlo, Totti, entre tantos outros. Não obstante, em 2006, a Azzurra conquistou a Copa do Mundo, após 24 anos de jejum.

Em 2019, a Itália será o país-sede do próximo campeonato europeu sub-21. Será essa a geração de valores que poderão dar outro rumo e perspectiva para uma nova Itália. Que se plante hoje o que iremos colher no futuro. A história italiana não se resume a esse pesadelo que assistimos diante da Suécia.

Sem a Itália, a Copa do Mundo da Rússia fica um pouco menor.

Ao Risorgimento, Azzurra!

Te voglio bene assai >>> 

https://www.youtube.com/watch?v=84OOTHBuvqM 

Soccer - 2006 FIFA World Cup Germany - Final - Italy v France - Olympiastadion - Berlin

AVANTI ITÁLIA!!!

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Rumo à Copa

A seleção italiana entra em campo nessa sexta-feira (10) pela partida de ida contra a Suécia válida pela repescagem das Eliminatórias da  Copa do Mundo de 2018, às 17h45 (horário de Brasília), em Estolcomo, na Suécia.

A ausência do atacante sueco Ibrahimovic é um alento para as pretensões italianas rumo à Rússia. Os ítalo-brasileiros Jorginho, que atua pelo Napoli, e Eder, que joga pela Internazionale, estão entre os 27 convocados para essa partida pelo técnico Gianpiero Ventura.

Confira a relação dos atletas que tem a missão de conduzir a Itália ao Mundial:

Buffon, Donnarumma, Perin, Astori, Barzagli, Bonnucci, Chiellini, D’Ambrosio, Darmian, Rugani, Spinazzola, Zappacosta, Bernardeschi, Candreva, De Rossi, El Shaarawy, Florenzi, Gagliardini, Insigne, Jorginho, Parolo, Verratti, Belotti, Eder, Gabbiadini, Immobile e Zaza.

Na primeira fase, os italianos ficaram em segundo lugar no Grupo G, tendo a Espanha como líder alcançado a vaga direta ao Mundial, com cinco pontos a mais que a Azzurra. Já os suecos ficaram na vice-liderança do Grupo A, atrás da seleção francesa e eliminando a tradicional Holanda.

Na história dos confrontos diretos entre Itália e Suécia, os números apontam: 23 jogos, 11 vitórias italianas, seis empates, seis vitórias suecas. A Itália anotou 28 gols e a Suécia 24 tentos.

Em Estocolmo, palco da partida, a Itália conquistou apenas uma vitória contra o seu rival e tenta quebrar um tabu de 105 anos. O único triunfo ocorreu no longíquo ano de 1912, quando os italianos comandados pelo mítico Vittorio Pozzo venceram por 1 a 0, gol marcado por Franco Bontadini, em jogo válido pelas eliminatórias olímpicas. De lá para cá, houveram mais quatro jogos na capital sueca, com duas vitórias a favor dos locais e dois empates.

Por outro lado, a Suécia não vence a Itália desde 1998, quando superou os peninsulares em jogo amistoso em Gotemburgo pelo placar de 1 a 0. Desse jogo até os dias atuais, foram cinco partidas, com quatro vitórias italianas e um empate.

Uma da mais importantes seleções de futebol do mundo, a Azzurra disputou seis finais de Copa do Mundo e sagrou-se vencedora em quatro oportunidades (1934, 1938, 1982 e 2006). Apenas duas vezes os italianos não participaram do Mundial de seleções (1930 e 1958).

Itália e Suécia voltam a jogar na segunda-feira (13), às 17h45, em Milão.

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AVANTI AZZURRA!!!

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Livro Palestrino

A jornalista Carla Barbosa é a autora da obra “Palmeiras: O Brasil de Coração Italiano”, pela editora Multifoco, que será lançada no próximo dia 17 de dezembro (sábado), das 14h às 19h, no Museu do Futebol, na Praça Charles Muller, estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Em entrevista excluvisa para o blog, a autora conta um pouco mais sobre a sua nova publicação

Como surgiu a Idéia da elaboração dessa obra?

RESP: Quando entrei na faculdade, todos diziam que o TCC (Trabalho de conclusão de curso) era um bicho de sete cabeças. Então pensei: já que é tão difícil, vou fazer algo que me faça feliz e resolvi unir o útil ao agradável, escrevendo um livro, que era um sonho e sobre o Palmeiras, por quem sou apaixonada.

O problema é que eu não conhecia ninguém do clube e nunca tinha ido para São Paulo sozinha (cada viagem era uma aventura). Quando decidi que escreveria o livro, comecei uma busca na internet por nomes que pudessem me ajudar, foi quando surgiu Galuppo e Finelli. As primeiras pessoas que me ajudaram dentro do clube.

De início, quis escrever sobre o ex-goleiro Marcos, mas, coincidiu com a aposentadoria dele e outros dois livros foram escritos. Mudei de planos. Comprei vários livros do Palmeiras e pensei: o que não tiver aprofundado em nenhum deles, eu vou escrever.

Foi assim que nasceu a ideia de falar sobre o Brasil x Uruguai em 65 na inauguração do Mineirão, quando o Palmeiras representou a seleção brasileira. O livro é um contraponto entre o preconceito sofrido pelos italianos e a consolidação de um clube fundado por eles. Escrever em primeira pessoa foi para homenagear meu avô, palmeirense e descendente de italianos. É como se ele contasse o livro. O personagem é fictício, mas, todas as histórias contadas são reais, colhidas nas entrevistas com Mauro Beting, Ademir da Guia, Jota Roberto, entre tantos outros, além das pesquisas que fiz ao longo de dois anos.

Qual a maior curiosidade que encontrou durante as suas pesquisas? E a maior dificuldade?

RESP: O futebol antigo, da época de fundação do Palestra, era um futebol solidário. Arrecadavam dinheiro para ajudar quem precisava, um clube ajudava o outro, como é o caso do jogo das Barricas, entre Palmeiras x Corinthians para ajudar o São Paulo. Sem contar que no início, nenhum jogador vivia disso. Jogavam apenas por amor e hobby. Isso foi além de uma bela curiosidade algo que me fez entender a beleza do futebol, que infelizmente hoje em dia está se perdendo.

Sobre a dificuldade, acredito que a maior delas foi conseguir viabilizar a obra. Foram quatro anos tentando, mas, quando uma editora se interessava, não fechava devido ao licenciamento de marca do Palmeiras. Foi aí que resolvi eliminar as imagens que remetiam ao clube e focar na imigração. Sem símbolo, e sem a marca Palmeiras, consegui a aprovação da editora Multifoco, do Rio de Janeiro para lançamento independente. Meu sonho sempre foi uma publicação pelo clube, como produto oficial, mas, infelizmente isso não foi possível.

A relação Palmeiras-Itália é o tema central da obra. Como você analisa essa ligação nos dias atuais?

RESP: Hoje em dia, sinceramente acho que isso se perdeu. Algumas pessoas lutam para que o Palmeiras continue Palestra de raiz. Mas, vejo isso pouco difundido. Poucos palmeirenses sabem de fato dessa origem, dos propósitos daquele grupo de imigrantes que fundaram o clube e é exatamente com essa parte da história, o meu compromisso ao lançar o livro.

A influência da cultura italiana é um traço marcante em diversos segmentos da nossa sociedade. Qual a importância do Palmeiras na difusão desses valores ao longo dos tempos?

RESP: A principal contribuição do clube foi romper o preconceito. Mas, como disse, acho que muito da cultura italiana se perdeu e os valores também. Os mais novos precisam conhecer essa história e se orgulhar dela, sendo descendente ou não de italiano, pois esse povo construiu mais que o Palmeiras, mais que São Paulo, eles fazem parte da identidade do Brasil.

Em 1942 o clube teve que mudar de nome de Palestra Itália para Palmeiras devido a Grande Guerra. Como você avalia esse fato do ponto de vista da relação entre o clube a sua italianidade ancestral?

RESP: Difícil saber se os laços começaram a se romper a partir daí, ou com o passar dos anos. Com certeza esse momento da história teve sua parcela de culpa, já que as raízes foram cortadas a força e as consequências da Guerra foram sofridas. Mas, não acho que esse tenha sido o único motivo. Certamente a mistura com o Brasil falou mais alto. Não digo que não seja um clube brasileiro, claro que é. Mas, acho que pouco se fala sobre a história… de onde veio. Na verdade, isso acontece com todos os clubes. Pouco se fala das origens. Os torcedores não tem esse conhecimento porque simplesmente ele não é repassado.

Diversas ações ao longo do tempo rementem o clube as suas origens, tais como camisas comemorativas, por exemplo. Como você avalia essas iniciativas?

RESP: Acho bacana demais! Além de lindas, esse tipo de iniciativa é fundamental para contar a história e mostrar que o palmeirense tem orgulho das raízes. Nosso Palmeiras tem o estádio com um nome que remete aos tempos de Palestra, abriu uma cantina também com o nome Palestra e as cores da Itália, isso é lindo. Mas, volto a dizer, a maioria sabe apenas que é um clube de descendência italiana. Talvez os torcedores paulistas tenham um conhecimento maior, por causa da influência mais próxima dos italianos. Mas, eu que moro em Minas Gerais, quando conto algo sobre a fundação, ninguém conhece. Acho que o livro vai tentar cumprir um pouco desse papel.

Com o fim dos processos migratórios, é fato que o clube deixou de ser um ambiente de italianidade há décadas. Você acredita que as futuras gerações preservarão essa identidade? Quais os desafios?

RESP: Se nada mudar, acredito que não. Os palmeirenses mais velhos e principalmente, o próprio clube devem fomentar isso. Ir além das camisas comemorativas. Muitos jovens não conhecem a história do futebol no Brasil, como ele veio pra cá, qual o propósito, enfim. Não só as raízes italianas precisam ser preservadas, como também a ideologia do futebol. O principal desafio é romper a barreira do capitalismo. Futebol hoje é sinônimo de dinheiro. Pouca gente se importa com a história, mas, ela é apaixonante!

Saiba mais sobre a obra através dos links abaixo:

https://www.facebook.com/dribledeletra/?ref=ts&fref=ts

https://www.facebook.com/PalmeirasOBrasilDeCoracaoItaliano/?fref=ts

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FORZA VERDÃO!!!

 

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