Esportes

Semifinais do Paulistão

Os quatro maiores clubes do futebol paulista estão todos classificados para a fase semifinal do Campeonato Paulista de 2018. Palmeiras e Santos se enfrentam em dois jogos no estádio do Pacaembu. O primeiro embate será nesse sábado (24), às 19h, apenas com torcida santista. A partida de volta acontece na terça-feira (27), às 20h30, apenas com torcedores palestrinos.

No outro confronto, corintianos e são paulinos  se encaram em busca da outra vaga na final. O primeiro encontro será no domingo (25), às 16h, no estádio do Morumbi, com presença apenas de tricolores. O jogo de volta acontece na quarta-feira (28), às 21h45, na Arena de Itaquera, apenas com torcedores alvinegros.

Essa será a oitava vez em toda a história do Campeonato Estadual que os quatro grandes chegam juntos à fase semifinal. A primeira vez que isso aconteceu foi em 1983. Nas ocasiões anteriores, o Corinthians conquistou três títulos (1983, 1999, 2009), São Paulo dois troféus (1987 e 2000), Santos dois canecos (2011 e 2015) e apenas o Palmeiras nunca venceu o Paulistão quando as quatro maiores forças do Estado estiveram todas juntas reunidas nessa fase decisiva em confrontos eliminatórios. O Verdão chegou em duas finais e ficou com o vice-campeonato em 1999 e 2015.

O time do Parque São Jorge é a equipe que mais superou os seus tradicionais rivais nos confrontos diretos, contando também a decisão. Eis o retrospecto: Corinthians (8 eliminações a favor), Santos (6 eliminações a favor), São Paulo (5 eliminações a favor) e Palmeiras (2 eliminações a favor).

Grandes nas semifinais

Edição 1983
Semifinais
São Paulo x Santos – São Paulo eliminou o Santos
Palmeiras x Corinthians – Corinthians eliminou o Palmeiras

Final
Corinthians x São Paulo
Campeão: Corinthians

Edição 1987
Semifinais
Palmeiras x São Paulo – São Paulo eliminou o Palmeiras
Corinthians x Santos – Corinthians eliminou o Santos

Final
Corinthians x São Paulo
Campeão: São Paulo

Edição 1999
Semifinais
Palmeiras x Santos – Palmeiras eliminou o Santos
Corinthians x São Paulo – Corinthians eliminou o São Paulo

Final
Palmeiras x Corinthians
Campeão: Corinthians

Edição 2000
Semifinais
Palmeiras x Santos – Santos eliminou o Palmeiras
Corinthians x São Paulo – São Paulo eliminou o Corinthians

Final
Santos x São Paulo
Campeão: São Paulo

Edição 2009
Semifinais
Palmeiras x Santos – Santos eliminou o Palmeiras
Corinthians x São Paulo – Corinthians eliminou o São Paulo

Final
Corinthians x Santos
Campeão: Corinthians

Edição 2011
Semifinais
Santos x São Paulo – Santos eliminou o São Paulo
Palmeiras x Corinthians – Corinthians eliminou o Palmeiras

Final
Corinthians x Santos
Campeão: Santos

Edição 2015
Semifinais
Santos x São Paulo – Santos eliminou o São Paulo
Palmeiras x Corinthians  – Palmeiras eliminou o Corinthians

Final
Palmeiras x Santos
Campeão: Santos

Palmeiras contra Santos

O Verdão enfrentou o Peixe na fase semifinal do estadual em quatro oportunidades,  ao longo dos tempos: 1999, 2000, 2009 e 2016.

O time da Vila Belmiro leva ampla vantagem contra o alviverde. Os palestrinos só superaram o seu tradicional em uma única ocasião, justamente no primeiro encontro entre ambos em 1999.

Naquela ocasião, no primeiro jogo, o Verdão foi derrotado por 2 a 1 no jogo de ida no Morumbi. No jogo de volta, também no estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Palmeiras devolveu o placar de 2 a 1 e eliminou os santistas, garantindo vaga na grande decisão.

Em 2000, o confronto também foi realizado em jogos de ida e volta, registrando empate em 0 a 0 e vitória santista por 3 a 2, numa virada espetacular, após o time palmeirense abrir 2 a 0 no placar, no estádio do Morumbi.

O terceiro embate entre alviverdes e alvinegros aconteceu em 2009. Também em dois confrontos, os santistas venceram o Verdão por 2 a 1 nos jogos na Vila Belmiro e Palestra Itália.

Em 2016, em jogo único no estádio da Vila Belmiro, houve empate em 2 a 2. O atacante Rafael Marques fez os dois gols palestrinos nos minutos finais da partida, quando os santistas venciam por 2 a 0. O jogo foi para a decisão por pênaltis e o time do litoral paulista venceu por 3 a 2. Barrios, Fernando Prass e Rafael Marques perderam as penalidades máximas para os palestrinos. Cleiton Xavier e Jean converteram as suas cobranças.

O fato curioso dessa partida foi o goleiro Fernando Prass ter defendido o pênalti cobrado pelo meia Lucas Lima, que hoje atual pelo Verdão.

Foi esse também o primeiro clássico da história do futebol paulista com torcida única, ou seja, sem torcida adversária, por determinação da lei.

Semifinais na década

De 2008 para cá, ano em que o Palmeiras venceu o seu último título estadual, essa é a oitava vez que o alviverde chega na fase semifinal do torneio. Os palmeirenses só ficaram ausentes em 2010, 2012 e 2013.

Nas sete ocasiões anteriores, os palestrinos conseguiram a vaga para a final por duas vezes, nos anos de 2008 e 2015.

Confira todos os confrontos palestrinos nas semifinais do Paulistão na última década:

2008 – Palmeiras eliminou o São Paulo
2009 – Palmeiras foi eliminado pelo Santos
2011 – Palmeiras foi eliminado pelo Corinthians
2014 – Palmeiras foi eliminado pelo Ituano
2015 – Palmeiras eliminou o Corinthians
2016 – Palmeiras foi eliminado pelo Santos
2017 – Palmeiras foi eliminado pela Ponte Preta

*** Colaborou com as informações o pesquisador Valdir Palmeirense de Diadema

torcida

FORZA VERDÃO!!!

 

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Esportes

Juve x Lusa

O clássico paulistano entre Juventus e Portuguesa de Desportos acontece na manhã de domingo (18), às 10h, no estádio Oswaldo Teixeira Duarte, no Canindé, pela décima terceira rodada do Campeonato Paulista da Série A-2.

O jogo é decisivo para ambos na luta contra o rebaixamento para a Série A-3. A Lusa é a décima segunda colocada com 11 pontos ganhos. O Juventus está em décimo terceiro com nove pontos conquistados, e só não ocupa a zona de descenso, devido aos critérios de desempate, pois tem uma vitória a mais que Batatais e Audax.

O confronto acontece pela quarta vez na história do Paulistão da Série A-2. A primeira delas ocorreu em 2013, no mesmo estádio do Canindé, quando a Lusa venceu o Moleque Travesso por 2 a 1. Em 2016, o Juventus venceu por 1 a 0 os lusitanos, em novo encontro realizado na casa rubro-verde. No ano passado, jogando na rua Javari, o Moleque Travesso obteve mais um triunfo ao vencer o seu rival por 3 a 1.

Em toda a história dos estaduais, juventinos e lusos jogaram 23 partidas no estádio Oswaldo Teixeira Duarte, com amplo domínio dos donos da casa. A lusa venceu 18 vezes, com três empates e apenas duas vitórias grenás.

Esses dois únicos triunfos juventinos aconteceram nos dias 23 de julho de 1958 e 3 de fevereiro de 2016. Confira as fichas técnicas dos jogos:

23/7/1958 Juventus 3×2 Portuguesa – Campeonato Paulista A-1
Juventus: Nenê (G), Donald, Cotia, Cássio, Clóvis, Pando, Buzzone, Zeola, Viana, Parobé, Lanza. Técnico: Libero Golinelli
Portuguesa: Carlos Alberto, Djalma Santos, Ditão, Jutis, Bauer, Odorico, Hermínio, Ipojucan, Alfeu, Ocimar e De Carlo. Técnico: Flávio Costa.
Gols: Buzzone, Zeola (2) (JUV); Herminio, Alfeu (POR)

3/2/2016 Juventus 1×0 Portuguesa – Campeonato Paulista A-2
Juventus: André Dias (G), Rafael Ferro, André Astorga, Diego Borges, Paulo Vitor (Renan Oliveira), Felipe Nunes, Derli, Adriano Paulista, Adiel (Elder Granja), Nathan, Léo Souza (Diogo Oliveira). Técnico: Rodrigo Santana
Portuguesa: Douglas; Digão, Talis, Ferdinando e Luan Peres; Renan Teixeira, Boquita (Diego Gonçalves), Moacir (Dionatan) e Matteus (Guilherme Schettine); Dominic e Milton Júnior. Técnico: Estevam Soares.
Gol: Adriano Paulista

Entre as partidas marcantes na história do confronto no estádio luso, destaque para o primeiro jogo em competição oficial da Portuguesa de Desportos como proprietária do Canindé. A partida aconteceu em 9 de dezembro de 1956. A Lusa venceu o Juventus pelo placar de 2 a 0, pelo Campeonato Paulista.

Eis a ficha do jogo:

Juventus 0x2 Portuguesa – Campeonato Paulista A-1
Juventus: Villera (G), Ditão, Diogenes, Ademar, Riogo, Bonfiglio, Zeola, Dorval, Orlando, Tito, Rodrigues. Técnico: Alfredo Gonzalez
Portuguesa: Cabeção, Hermínio, Floriano, Reinaldo, Julião, Zinho, Amaral, Ipojucan,Liminha, Edmur e Nelsinho. Técnico: Maurício Cardoso.
Gols: Liminha e Nelsinho (POR)

Uma das partidas inesquecíveis para a torcida juventina ocorrida no Canindé contra a Lusa foi no dia 18 de fevereiro de 1973. O time rubro-verde ostentava uma invencibilidade de 15 jogos e mais de um ano em seu estádio. A última derrota havia sido contra o Benfica-POR, por  3 a 1 no dia 9 de janeiro de 1972.

Perante cerca de cinco mil pessoas, o Moleque Travesso foi convidado pelos lusos para um amistoso de preparação nas vésperas da estreia do Campeonato Paulista. Num clima nada “amistoso”, Milton Buzzetto armou a sua tradicional retranca e brecou o poderoso ataque lusitano.

Aos cinco minutos do segundo tempo, após um bate-rebate na área da Lusa, a bola sobrou para o lateral-direito juventino Chiquinho, que quase na marca do pênalti, fuzilou para as redes de Miguel, marcando o gol da vitória juventina e a quebra da invencibilidade. Dez minutos depois, Dicá e Chiquinho foram expulsos de campo, pelo árbitro Almir Ricci Peixoto Laguna, após desentendimento.

Confira a ficha dessa partida:

Juventus 1×0 Portuguesa – Amistoso
Juventus: Bernardino (G), Chiquinho, Paulo, Oscar, Deodoro, Maurinho, Brida, Luis Antonio (Tadeu), Adinan, Vanderley (Tanese), Ziza. Tecnico: Milton Buzzetto
Portuguesa: Miguel (G), Cardoso,Calegari, Isidoro, Santos (Raimundo), Badeco, Dicá, Xaxá, Tatá (Maurício), Basílio e Da Costa. Técnico: Cilinho
Gol: Chiquinho (JUV)

Confrontos no Canindé em Paulistas da Série A-1 e A-2:

Jogos: 23
Vitórias Juventus: 02
Empates: 03
Vitórias Lusa: 18

Confrontos Gerais em Paulistas da Série A-1 e A-2:

Jogos: 122
Vitórias Juventus: 27
Empates: 30
Vitórias Lusa: 65

Torcidas

Com a implementação de torcida única nos clássicos  pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e a Secretaria de Segurança Pública a partir de abril de 2016, após confronto entre integrantes das torcidas Mancha Alvi Verde, do Palmeiras, e Gaviões da Fiel, do Corinthians, que deixou dezenas de feridos e um morto, Juventus e Portuguesa é um dos poucos clássicos da cidade que ainda admitem torcida “mista”.

Juventus contra Nacional também ainda não há restrição pelas autoridades, assim como os confrontos que lusos e juventinos travam contra o trio de ferro da capital paulista (Palmeiras, Corinthians e São Paulo) e o Santos.

Herói luso e grená

O atual técnico do Juventus Alex Alves, quando atuava como atacante, foi o grande herói da Portuguesa de Desportos em 2006 quando livrou o time do rebaixamento para a Série C do Brasileiro, ao marcar de pênalti nos minutos finais, o gol que garantiu a vitória da Lusa, por 3 a 2, sobre o Sport Recife na Ilha do Retiro e evitou a queda rubro-verde, naquela ocasião.

Como atleta da Lusa, fez 61 jogos e marcou 32 gols. Em 2015, assumiu como técnico da equipe sub-17 da Portuguesa.

No Juventus, Alex Alves iniciou a sua carreira de jogador profissional em 1996 e a encerrou em 2010 na Mooca. Ele se tornou o primeiro artilheiro da história do clube no Campeonato Paulista da Série A-1, em 2002, ao anotar 17 gols no torneio. No total o atacante fez 103 jogos e 52 gols com a camisa grená.

Defendendo o Juventus como atleta e agora como treinador profissional, essa será a primeira vez que Alex Alves enfrenta a Portuguesa de Desportos.

alex alves

Alex Alves, técnico do Juventus, fez história nos dois clubes

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América Alviverde

O ano de 2016 será a décima sexta vez que a Sociedade Esportiva Palmeiras disputa a Taça Libertadores da América. O Verdão tem uma longa tradição na disputa continental, sendo a primeira equipe brasileira a jogar uma final em 1961, logo em sua estreia no torneio, obtendo o vice-campeonato.

De lá para cá, foram mais três finais com um título de campeão (1999) e mais dois vices (1968 e 2000), o que coloca o Verdão como a segunda equipe brasileira que mais vezes chegou na decisão, junto com Santos, Cruzeiro e Grêmio.

Os palmeirenses também são a segunda equipe do Brasil com o maior número de participações, ao lado do Grêmio.

Com 148 jogos disputados em todas as suas participações, o Palmeiras também ostenta a segunda colocação entre as equipes brasileiras que mais vezes atuaram em partidas válidas pela Taça.

O Verdão teve por quatro vezes um dos seus atletas como artilheiro máximo do torneio: Tupãzinho (11 gols em 1968), Lopes (9 gols em 2001) e Washington e Marcinho (ambos com 5 gols cada em 2006).

Uma das maiores partidas da história do Palmeiras aconteceu justamente na Taça Libertadores da América. No dia 9 de março de 1994, no estádio Palestra Itália, o Verdão goleou o Boca Juniors-ARG, pelo placar de 6 a 1, com uma aula de bola, impondo ao seu tradicional rival a maior goleada sofrida em sua história em confrontos internacionais.

Na memória e no coração do torcedor alviverde, estarão sempre vivas as lembranças das duas decisões por pênaltis diante do seu maior rival Sport Club Corinthians Paulista, em 1999 e 2000, ambas vencidas pelo Verdão, com atuações marcantes do goleiro e ídolo Marcos.

Roque Júnior é um dos poucos atletas na história do futebol que teve a honra de ser campeão da Taça Libertadores da América,  Liga dos Campeões da Europa e Copa do Mundo de Seleções. Revelado nas categorias de base do Palmeiras, o zagueiro foi figura de destaque na conquista palmeirense em 1999, marcando um gol na semifinal contra o River Plate-ARG, que garantiu o Verdão em mais uma decisão.

Telê Santana, Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari foram os únicos treinadores que dirigiram o Palmeiras em mais de uma edição. Os três estiveram no comando do Verdão em duas Libertadores cada.

O goleiro Fernando Prass e o meia Cleiton Xavier são os únicos atletas do atual elenco que já disputaram uma Libertadores pelo Palmeiras.

Em sorteio realizado na noite de 22 de dezembro, na sede da Conmebol, o Palmeiras está no Grupo 2 ao lado de Nacional-URU, Rosário Central-ARG e o vencedor do confronto entre Universidad do Chile e River Plate-URU.

A vantagem desse grupo é que o Palmeiras não terá grandes viagens, nem altitude. Desvantagem: o Verdão vai enfrentar times tradicionais. Nunca o Palmeiras havia disputado uma primeira fase de Libertadores com equipes uruguaias e argentinas no mesmo Grupo. Essa será a primeira vez.

Retrospecto do Palmeiras em Libertadores no estádio Centenario, em Montevideu: 8 jogos, 3 vitorias, 1 empate e 4 derrotas, 7 gols pro e 10 gols contra. No estádio Lisandro de La Torre, em Rosario: 1 jogo, 1 empate, 2 gols pro e 2 gols contra. Em Santiago no Chile: 3 jogos, 3 vitorias, 4 gols pro e 1 gol contra.

Com pelo menos 1 jogo em Montevideu ja garantido, a capital uruguaia passa a ser a cidade estrangeira em que mais vezes o Palmeiras atuará na Libertadores da América, com nove partidas disputadas.

Confira estatísticas e curiosidades do Palmeiras na competição

Primeiro gol marcado na competição: Gildo, em 4/5/1961 Palmeiras 2×0 Independiente-ARG

Primeiro jogo na competição: 4/5/1961 Palmeiras 2×0 Independiente-ARG, em Avellaneda, Buenos Aires-ARG

Maior Goleada a favor: 4/4/1995 Palmeiras 7×0 El Nacional-EQU, no estádio Palestra Itália

Maior Goleada contra:  26/7/1995 Palmeiras 0x5 Grêmio-RS, no estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS

Estádio que mais atuou: Palestra Itália – 48 jogos

Quantos adversários enfrentou: 51 equipes diferentes

País estrangeiro que mais enfrentou: Argentina – 19 vezes

Time que mais enfrentou: Peñarol-URU, Cerro Porteño-PAR e São Paulo – 8 vezes cada

Maior Artilheiro: Alex – 12 gols marcados

Quem mais jogou: Marcos – 57 jogos, em 6 edições

Maior número de gols numa só partida: Lopes – 3 gols, em 23/5/2001, Palmeiras 3×3 Cruzeiro-MG, no estádio Palestra Itália

Técnico que mais comandou: Luiz Felipe Scolari – 28 jogos

Números no estádio Palestra Itália
Jogos: 48
Vitórias: 33
Empates: 11
Derrotas: 04
Gols Pró: 118
Gols Contra: 41

Números Gerais
Jogos: 148
Vitórias: 76
Empates: 28
Derrotas: 44
Gols pró: 261
Gols contra: 171

Veja alguns vídeos da história alviverde na Libertadores

Final 1999

Goleada no Boca Juniors

Palmeiras x Corinthians – 1999

Palmeiras x Corinthians – 2000

libertadores 99

FORZA PALMEIRAS!!!!

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Derby dos Tabus

O clássico entre Palmeiras e Corinthians no próximo domingo na Arena de Itaquera vale muito mais que uma vaga à final do Campeonato Paulista de 2015.  Além de toda a rivalidade natural entre alviverdes e alvinegros, o confronto de número 356 da história leva a campo algumas marcas e tabus a serem quebrados, a saber:

– A última vitória do Palmeiras sobre o Corinthians na capital paulista aconteceu em 2/3/2008 quando o Verdão bateu o seu rival pelo placar de 1 a 0, gol de Valdivia, no estádio do Morumbi, válida pelo Campeonato Paulista;

– Essa partida de 2/3/2008 também foi a última vitória alviverde em Campeonato Paulista sobre o time do Parque São Jorge. De lá para cá, foram jogadas oito partidas pelo estadual com quatro empates e quatro vitórias do  time alvinegro;

– No confronto geral, a última vitória do Palmeiras sobre o seu rival aconteceu em 28/8/2011 pelo placar de 2 a1, gols marcados por Luan e Fernandão, pelo Campeonato Brasileiro, em Presidente Prudente. De lá para cá, foram jogadas nove partidas com quatro empates e cinco vitórias alvinegras;

– O Corinthians defende uma longa invencibilidade em seu novo estádio;

– A maior série de jogos que o Corinthians ficou sem perder para o Palmeiras em toda a história foram 10 partidas. O Timão pode igualar essa marca, já que sustenta uma invencibilidade de nove partidas sem derrotas para o rival;

– Será essa a primeira semifinal de uma competição disputada entre as equipes com o mando real de uma das equipes. Todos os outros confrontos se deram em campos neutros (Morumbi e Pacaembu);

– A última vitória do Palmeiras em um campo de propriedade do Corinthians, no Parque São Jorge, acaonteceu no dia 7/9/1938, pelo Campeonato Paulista. O Verdão venceu por 2 a 1.

Outro ingrediente em particular que apimenta ainda mais o clássico de domingo é a presença de Vagner Love, hoje defendendo as cores do Corinthians. O atacante formado nas categorias de base do Verdão é o maior artilheiro do Palmeiras no Século XXI com 54 gols marcados e pela primeira vez enfrenta o seu ex-clube com a camisa do maior rival.

Entendendo os números

Algumas correntes e segmentos da mídia divulgam que se caso o time alvinegro vença, ele empataria com o Palmeiras em números totais de vitórias em toda a história dos confrontos.

Isso não é verdade. Vamos explicar o por quê:

Analisando os dados oficiais divulgados pela assessoria do clube alvinegro, eles não consideram os jogos do torneio início do campeonato paulista, da taça henrique mundel e contabiliza um jogo entre segundos  quadros de 1929.

Já os dados oficiais do Palmeiras considera os jogos do torneio início do campeonato paulista, da taça henrique mundel e não contabiliza o jogo de segundos quadros de 1929.

Com isso os números ficam assim dispostos:

Para o Corinthians: 345 jogos, 121 vitórias Palmeiras, 104 empates e 120 vitórias Corinthians

Para o Palmeiras: 355 jogos, 125 vitórias Palmeiras, 108 empates e 122 vitórias Corinthians

Comentário

O trabalho elaborado pela Sociedade Esportiva Palmeiras é o mais fidedigno aos fatos da história do Derby, pois engloba todos os confrontos oficiais entre as equipes principais dos dois tradicionais clubes na história, sem distinção, respeitando e preservando a história puramente factual, frio, sem análises, interpretações personalistas ou julgamentos.

O trabalho elaborado pelo Sport Club Corinthians Paulista distorce os números, alegando que os Torneio Inícios e a Taça Henrique Mundel não eram competições jogadas em 90 minutos, apesar da competição ser oficial, ter súmula, juiz, valer taça, ter público, bilheteria e registros nas federações e imprensa.

Aqui contestamos o trabalho do clube de Parque São Jorge com veemência, pois nem sempre na história do futebol as partidas eram jogadas em 90 minutos. No início dos tempos, por exemplo, as partidas eram divididas em dois tempos de 40.

Indo além, as partidas disputadas em 1918 e início de 1919 foram limitadas em seu tempo de jogo ainda mais, baixando as partidas do Campeonato Paulista para dois tempos de 35 minutos, devido a epidemia da Gripe Espanhola.

Ora, partindo da análise dos corinthianos, teria então que ser deconsiderado quase três anos de história do Derby, pois a regra utilizada por eles para formatação de seus conceitos históricos não atende aos parâmetros de análise por eles criados.

Lembramos a regra número 1 de quando se trabalha com história e memória: Não se mede o passado com a régua do presente, e vice-versa. Deve-se respeitar os fatos de acordo com o seu tempo e o seu espírito.

No entanto, cabe a cada um julgar por si só os metódos adotados pelas duas instituições na preservação da história de um dos maiores confrontos do futebol mundial e utilizar qual melhor lhe convém.

O que não se pode compactuar é com distorções e conjecturas parciais, sem uma reflexão, opinião e esclarecimento mais amplo.

palmeiras-x-Corinthians

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