Esportes

América Alviverde

O ano de 2016 será a décima sexta vez que a Sociedade Esportiva Palmeiras disputa a Taça Libertadores da América. O Verdão tem uma longa tradição na disputa continental, sendo a primeira equipe brasileira a jogar uma final em 1961, logo em sua estreia no torneio, obtendo o vice-campeonato.

De lá para cá, foram mais três finais com um título de campeão (1999) e mais dois vices (1968 e 2000), o que coloca o Verdão como a segunda equipe brasileira que mais vezes chegou na decisão, junto com Santos, Cruzeiro e Grêmio.

Os palmeirenses também são a segunda equipe do Brasil com o maior número de participações, ao lado do Grêmio.

Com 148 jogos disputados em todas as suas participações, o Palmeiras também ostenta a segunda colocação entre as equipes brasileiras que mais vezes atuaram em partidas válidas pela Taça.

O Verdão teve por quatro vezes um dos seus atletas como artilheiro máximo do torneio: Tupãzinho (11 gols em 1968), Lopes (9 gols em 2001) e Washington e Marcinho (ambos com 5 gols cada em 2006).

Uma das maiores partidas da história do Palmeiras aconteceu justamente na Taça Libertadores da América. No dia 9 de março de 1994, no estádio Palestra Itália, o Verdão goleou o Boca Juniors-ARG, pelo placar de 6 a 1, com uma aula de bola, impondo ao seu tradicional rival a maior goleada sofrida em sua história em confrontos internacionais.

Na memória e no coração do torcedor alviverde, estarão sempre vivas as lembranças das duas decisões por pênaltis diante do seu maior rival Sport Club Corinthians Paulista, em 1999 e 2000, ambas vencidas pelo Verdão, com atuações marcantes do goleiro e ídolo Marcos.

Roque Júnior é um dos poucos atletas na história do futebol que teve a honra de ser campeão da Taça Libertadores da América,  Liga dos Campeões da Europa e Copa do Mundo de Seleções. Revelado nas categorias de base do Palmeiras, o zagueiro foi figura de destaque na conquista palmeirense em 1999, marcando um gol na semifinal contra o River Plate-ARG, que garantiu o Verdão em mais uma decisão.

Telê Santana, Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari foram os únicos treinadores que dirigiram o Palmeiras em mais de uma edição. Os três estiveram no comando do Verdão em duas Libertadores cada.

O goleiro Fernando Prass e o meia Cleiton Xavier são os únicos atletas do atual elenco que já disputaram uma Libertadores pelo Palmeiras.

Em sorteio realizado na noite de 22 de dezembro, na sede da Conmebol, o Palmeiras está no Grupo 2 ao lado de Nacional-URU, Rosário Central-ARG e o vencedor do confronto entre Universidad do Chile e River Plate-URU.

A vantagem desse grupo é que o Palmeiras não terá grandes viagens, nem altitude. Desvantagem: o Verdão vai enfrentar times tradicionais. Nunca o Palmeiras havia disputado uma primeira fase de Libertadores com equipes uruguaias e argentinas no mesmo Grupo. Essa será a primeira vez.

Retrospecto do Palmeiras em Libertadores no estádio Centenario, em Montevideu: 8 jogos, 3 vitorias, 1 empate e 4 derrotas, 7 gols pro e 10 gols contra. No estádio Lisandro de La Torre, em Rosario: 1 jogo, 1 empate, 2 gols pro e 2 gols contra. Em Santiago no Chile: 3 jogos, 3 vitorias, 4 gols pro e 1 gol contra.

Com pelo menos 1 jogo em Montevideu ja garantido, a capital uruguaia passa a ser a cidade estrangeira em que mais vezes o Palmeiras atuará na Libertadores da América, com nove partidas disputadas.

Confira estatísticas e curiosidades do Palmeiras na competição

Primeiro gol marcado na competição: Gildo, em 4/5/1961 Palmeiras 2×0 Independiente-ARG

Primeiro jogo na competição: 4/5/1961 Palmeiras 2×0 Independiente-ARG, em Avellaneda, Buenos Aires-ARG

Maior Goleada a favor: 4/4/1995 Palmeiras 7×0 El Nacional-EQU, no estádio Palestra Itália

Maior Goleada contra:  26/7/1995 Palmeiras 0x5 Grêmio-RS, no estádio Olímpico, em Porto Alegre-RS

Estádio que mais atuou: Palestra Itália – 48 jogos

Quantos adversários enfrentou: 51 equipes diferentes

País estrangeiro que mais enfrentou: Argentina – 19 vezes

Time que mais enfrentou: Peñarol-URU, Cerro Porteño-PAR e São Paulo – 8 vezes cada

Maior Artilheiro: Alex – 12 gols marcados

Quem mais jogou: Marcos – 57 jogos, em 6 edições

Maior número de gols numa só partida: Lopes – 3 gols, em 23/5/2001, Palmeiras 3×3 Cruzeiro-MG, no estádio Palestra Itália

Técnico que mais comandou: Luiz Felipe Scolari – 28 jogos

Números no estádio Palestra Itália
Jogos: 48
Vitórias: 33
Empates: 11
Derrotas: 04
Gols Pró: 118
Gols Contra: 41

Números Gerais
Jogos: 148
Vitórias: 76
Empates: 28
Derrotas: 44
Gols pró: 261
Gols contra: 171

Veja alguns vídeos da história alviverde na Libertadores

Final 1999

Goleada no Boca Juniors

Palmeiras x Corinthians – 1999

Palmeiras x Corinthians – 2000

libertadores 99

FORZA PALMEIRAS!!!!

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Derby dos Tabus

O clássico entre Palmeiras e Corinthians no próximo domingo na Arena de Itaquera vale muito mais que uma vaga à final do Campeonato Paulista de 2015.  Além de toda a rivalidade natural entre alviverdes e alvinegros, o confronto de número 356 da história leva a campo algumas marcas e tabus a serem quebrados, a saber:

– A última vitória do Palmeiras sobre o Corinthians na capital paulista aconteceu em 2/3/2008 quando o Verdão bateu o seu rival pelo placar de 1 a 0, gol de Valdivia, no estádio do Morumbi, válida pelo Campeonato Paulista;

– Essa partida de 2/3/2008 também foi a última vitória alviverde em Campeonato Paulista sobre o time do Parque São Jorge. De lá para cá, foram jogadas oito partidas pelo estadual com quatro empates e quatro vitórias do  time alvinegro;

– No confronto geral, a última vitória do Palmeiras sobre o seu rival aconteceu em 28/8/2011 pelo placar de 2 a1, gols marcados por Luan e Fernandão, pelo Campeonato Brasileiro, em Presidente Prudente. De lá para cá, foram jogadas nove partidas com quatro empates e cinco vitórias alvinegras;

– O Corinthians defende uma longa invencibilidade em seu novo estádio;

– A maior série de jogos que o Corinthians ficou sem perder para o Palmeiras em toda a história foram 10 partidas. O Timão pode igualar essa marca, já que sustenta uma invencibilidade de nove partidas sem derrotas para o rival;

– Será essa a primeira semifinal de uma competição disputada entre as equipes com o mando real de uma das equipes. Todos os outros confrontos se deram em campos neutros (Morumbi e Pacaembu);

– A última vitória do Palmeiras em um campo de propriedade do Corinthians, no Parque São Jorge, acaonteceu no dia 7/9/1938, pelo Campeonato Paulista. O Verdão venceu por 2 a 1.

Outro ingrediente em particular que apimenta ainda mais o clássico de domingo é a presença de Vagner Love, hoje defendendo as cores do Corinthians. O atacante formado nas categorias de base do Verdão é o maior artilheiro do Palmeiras no Século XXI com 54 gols marcados e pela primeira vez enfrenta o seu ex-clube com a camisa do maior rival.

Entendendo os números

Algumas correntes e segmentos da mídia divulgam que se caso o time alvinegro vença, ele empataria com o Palmeiras em números totais de vitórias em toda a história dos confrontos.

Isso não é verdade. Vamos explicar o por quê:

Analisando os dados oficiais divulgados pela assessoria do clube alvinegro, eles não consideram os jogos do torneio início do campeonato paulista, da taça henrique mundel e contabiliza um jogo entre segundos  quadros de 1929.

Já os dados oficiais do Palmeiras considera os jogos do torneio início do campeonato paulista, da taça henrique mundel e não contabiliza o jogo de segundos quadros de 1929.

Com isso os números ficam assim dispostos:

Para o Corinthians: 345 jogos, 121 vitórias Palmeiras, 104 empates e 120 vitórias Corinthians

Para o Palmeiras: 355 jogos, 125 vitórias Palmeiras, 108 empates e 122 vitórias Corinthians

Comentário

O trabalho elaborado pela Sociedade Esportiva Palmeiras é o mais fidedigno aos fatos da história do Derby, pois engloba todos os confrontos oficiais entre as equipes principais dos dois tradicionais clubes na história, sem distinção, respeitando e preservando a história puramente factual, frio, sem análises, interpretações personalistas ou julgamentos.

O trabalho elaborado pelo Sport Club Corinthians Paulista distorce os números, alegando que os Torneio Inícios e a Taça Henrique Mundel não eram competições jogadas em 90 minutos, apesar da competição ser oficial, ter súmula, juiz, valer taça, ter público, bilheteria e registros nas federações e imprensa.

Aqui contestamos o trabalho do clube de Parque São Jorge com veemência, pois nem sempre na história do futebol as partidas eram jogadas em 90 minutos. No início dos tempos, por exemplo, as partidas eram divididas em dois tempos de 40.

Indo além, as partidas disputadas em 1918 e início de 1919 foram limitadas em seu tempo de jogo ainda mais, baixando as partidas do Campeonato Paulista para dois tempos de 35 minutos, devido a epidemia da Gripe Espanhola.

Ora, partindo da análise dos corinthianos, teria então que ser deconsiderado quase três anos de história do Derby, pois a regra utilizada por eles para formatação de seus conceitos históricos não atende aos parâmetros de análise por eles criados.

Lembramos a regra número 1 de quando se trabalha com história e memória: Não se mede o passado com a régua do presente, e vice-versa. Deve-se respeitar os fatos de acordo com o seu tempo e o seu espírito.

No entanto, cabe a cada um julgar por si só os metódos adotados pelas duas instituições na preservação da história de um dos maiores confrontos do futebol mundial e utilizar qual melhor lhe convém.

O que não se pode compactuar é com distorções e conjecturas parciais, sem uma reflexão, opinião e esclarecimento mais amplo.

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