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Fiel… mas nem tanto!

A torcida corintiana se auto-denomina como Fiel, pela sua relação apaixonada com o time. O preto e branco é sagrado para eles. Verde nem pensar. Vetam e repudiam tudo o que pode se referir a Sociedade Esportiva Palmeiras, dada a rivalidade que ambos nutrem entre si. A paranóia é tão grande que já cogitaram pintar o gramado do estádio de Itaquera, mudaram janelas esverdeadas, barraram alfaces dos lanches e balinhas de hortelã, entre outras manias. Roupa verde, então, nem por decreto!

Mas isso nem sempre foi assim. Por duas vezes na história, os corintianos viraram casaca literalmente e vibraram pelo seu maior rival Palmeiras, com manifestações públicas e declaradas.

O primeiro registro aconteceu em maio de 1971. Na véspera da partida decisiva entre Palmeiras e Nacional do Uruguai, no Pacaembu, válida pela fase semifinal da Copa libertadores da América, uma comitiva da torcida organizada corintiana foi prestar apoio aos palmeirenses no treinamento, espontaneamente.

Com a premissa de que o “Palmeiras era Brasil na competição continental”, os alvinegros foram até o Palestra Itália dois dias antes do confronto contra os uruguaios e deixaram sua promessa aos dirigentes palestrinos de que estariam no Pacaembu apoiando o Verdão.

O jornal “A Gazeta Esportiva”, do dia 1 de maio de 1971, na página 6, registrou esse fato pitoresco e inusitado, a qual transcrevemos na íntegra:

TORCIDA DO TIMÃO NO BOM EXEMPLO

Parece mesmo que as torcidas de São Paulo estão dispostas a colaborar com a apresentação do Palmeiras diante do Nacional. Ontem, no finalzinho da tarde, a torcida corinthiana compareceu ao Parque Antártica. Falaram com Ernani e comunicaram sua solidariedade para o prélio de amanhã à tarde. Ernani estava feliz:

‘A torcida corinthiana começou com bom exemplo. Irá torcer para o Palmeiras. Grande demonstração. Afinal de contas tudo é Brasil’.

Sorrindo faz um lembrete:

‘O Corinthians já veio. Esperamos contar com a solidariedade de todas as torcidas. Ainda há tempoa para que todos compareçam ao Parque Antártica e dêem o voto de apoio”.

Ernani em questão, citado na matéria, era Ernani Matarazzo, diretor de futebol do Palmeiras naquele período. Um fundador da TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras), que preferiu não se identificar, viveu de perto essa curiosa situação e nos relatou o seguinte. “Conto essa história e poucos acreditam. Participei dos acordos com a Gaviões antes do jogo. O Milton Peruzzi (jornalista da Gazeta Esportiva) foi quem teve a idéia de trazê-los no Palmeiras. Os corintianos chegaram com uns 50 torcedores no treino lá no Palestra. Vieram até com instrumentos musicais”, se recorda.

No jogo, os alvinegros se fizeram representar e gritavam Brasil e não Palmeiras nas arquibancadas, comenta o torcedor palmeirense. “Tava na cara que isso não poderia dar certo. Além deles trazerem azar para nós, já que estavam na fila há anos, perdemos o jogo e a classificação. Fico puto até hoje ao lembrar disso”, conta o palmeirense em meio a gargalhadas.

As manifestações corintianas ao Palmeiras não pararam por aí e se repetiram 17 anos depois. Em 16 de julho de 1988, o Corinthians precisava vencer o Santos no estádio do Pacaembu e torcer para o Palmeiras vencer o São Paulo no estádio do Morumbi para chegar a final do Campeonato Paulista daquele ano.

O time do Parque São Jorge venceu os santistas por 2 a 0.  O Verdão venceu o Tricolor Paulista por 1 a 0. Quando o placar eletrônico do estádio municipal anunciou a vitória alviverde, a Fiel explodiu numa só voz: Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras!!!

Os corintianos avançaram para a decisão do estadual e conquistaram o título contra o Guarani de Campinas.

Veja aqui o vídeo sobre esse fato histórico:

https://www.youtube.com/watch?v=nCP0PQjY4yQ

É inegável a paixão corintiana pelo seu clube… Mas a fidelidade por eles propalada em verso e prosa, nem tanto!

palmeiras sccp rivalidade

FORZA VERDÃO!!!

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Palestra na frente

Nos oito Derbys realizados em toda a história da Arena de Itaquera, quem saiu na frente nunca perdeu. Essa lógica foi mantida na tarde de sábado (31), quando o Palmeiras venceu o Corinthians pelo placar de 1 a 0, gol marcado pelo atacante colombiano Borja, no jogo de ida da final do Campeonato Paulista.

O jogo de volta acontece no estádio Palestra Itália, no próximo domingo (8), às 16h, apenas com torcida palmeirense. Para essa partida, o volante Felipe Melo, expulso de campo, cumpre suspensão automática e é desfalque garantido na equipe de Roger Machado.

Os alvinegros precisam vencer por dois gols ou mais de diferença para ficar com a taça. Uma vitória deles por um gol de diferença leva a decisão para a cobrança de penalidades máximas. Ao alviverde, um empate ou vitória por qualquer placar garante a taça.

Nessa temporada, o Corinthians perdeu todas as primeiras partidas nos jogos eliminatórios do Campeonato Paulista, contra Bragantino e São Paulo, e reverteu no jogo de volta.

Já o Palmeiras ganhou todas as primeiras partidas nos jogos eliminatórios do Campeonato Paulista, contra Novorizontino e Santos, e garantiu a vantagem sobre os seus rivais no jogo de volta.

A vitória palestrina põe fim a um incômodo tabu. O time palmeirense não ganhava um Derby há quatro partidas, desde 17 de setembro de 2016, quando bateu os alvinegros pelo placar de 2 a 0, pelo Campeonato Brasileiro, na própria Arena de Itaquera. De lá para cá, foram quatro confrontos, com quatro vitórias seguidas dos corintianos, registrando a maior sequência positiva da história do clube de Parque São Jorge contra o seu maior rival.

Essa é a primera decisão entre as equipe na Era da Arenas. É também a primeira final entre ambos no século XXI. A última decisão entre os rivais aconteceu há 19 anos atrás, em 1999, pelo Campeonato Paulista, com vitória alvinegra.

No total, os times já decidiram cinco estaduais, com três vitórias palmeirenses (1936, 1974 e 1993) e duas dos alvinegros (1995 e 1999).

Estrangeiro goleador

O atacante colombiano Miguel Borja é o décimo terceiro estrangeiro a marcar gol em Derbys atuando pela Sociedade Esportiva Palmeiras. Yerri Mina, Carazzo, Echevarrieta, Villadoniga, Gonzalez, Bovio, Ponce de Leon, Artime, Rincon,  Arce, Munoz e Valdivia foram os outros estrangeiros alviverdes que escreveram seus nomes na história ao marcarem gols no tradicional confronto entre palestrinos e corintianos.

Borja também deixou sua marca em todos os clássicos nessa temporada (Santos, São Paulo e Corinthians). O último atleta palmeirense a marcar um gol em cada clássico no mesmo ano foi o zagueiro Yerri Mina, em 2016.

Com 7 gols marcados no Campeonato Paulista, Borja é o atual artilheiro da competição. Se ele mantiver a ponta dos goleadores até o fim do campeonato, o colombiano pode entrar para história do futebol paulista ao se tornar o primeiro jogador estrangeiro da era profissional a ser artilheiro do campeonato estadual mais importante do país.

Exceto pelos primeiros tempos do futebol paulista na década de 10, onde atletas de origem inglesa e alemã acabaram na artilharia geral da competição, nunca um jogador de origem sul-americana terminou como artilheiro do Paulistão.

Herbert Boyes (inglês do São Paulo Atlhetic foi artilheiro em 1903, 1904 e 1910), Hermann Friese (alemão do Germânia foi artilheiro em 1905), Fuller (alemão do Germânia foi artilheiro em 1906), Whatley (britânico do Mackenzie College foi artilheiro em em 1913).

Desde então, nenhum outro estrangeiro terminou na artilharia máxima do torneio.

Decisão fora de campo

Mal acabou uma decisão dentro de campo, o Verdão já terá outra importante batalha nos tribunais. O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SP) confirmou para a próxima segunda, dia 2 de abril, o novo julgamento do goleiro palmeirense Jailson, no Pleno.

Punido no primeiro julgamento com três partidas de gancho, pela expulsão e por declaração dada após o clássico contra o Corinthians, na primeira fase da competição estadual, Jailson ainda tinha um jogo a cumprir, mas foi liberado na fase semifinal graças a efeito suspensivo.

Títulos no Palestra

Ao longo de mais de cem anos, tanto Palmeiras quanto Corinthians já conquistaram inúmeros títulos estaduais no estádio Palestra Itália, palco da partida decisiva que definirá o Campeão Paulista de 2018.

Os alvinegros foram campeões paulistas no estádio palestrino nos anos de 1914 (primeira conquista futebolística de sua história), 1916 e 1929. Além de celebrarem uma conquista de Torneio Início do Campeonato Paulista em 1936.

Já os palestrinos, comemoraram em sua casa os títulos paulistas de 1926, 1933, 1936, 1976, 1996 e 2008. Os palmeirenses também celebraram em seus domínios os troféus da Taça Libertadores de 1999, da Copa Sul-Americana Mercosul em 1998, do Torneio Rio-São Paulo em 1933, dos Campeonatos Paulistas Extras de 1926 e 1938, do Torneio Início do Campeonato Paulista de 1927, 1939 e 1969, da Copa do Brasil de 2015 e do Brasileiro de 2016.

Apenas por duas vezes em toda a história, palmeirenses e corintianos fizeram o jogo de volta de uma decisão de qualquer competição na casa alviverde.

O Campeonato Paulista de 1936 foi a primeira decisão entre palestrinos e corintianos em confrontos eliminatórios no estádio Palestra Itália. Na ocasião, o Verdão venceu por 2 a 1, gols marcados por Moacyr e Luzinho Mesquita, e ficou com a taça.

Em 1938 foi a segunda decisão entre os maiores rivais realizada na casa palestrina. Valendo pelo Campeonato Paulista Extra, novamente o alviverde venceu por 2 a 1, gols marcados por Barrilotti e Rolando, e conquistou mais uma competição sobre os alvinegros.

Números do Derby

Com o triunfo em Itaquera, o Palmeiras abriu uma margem de quatro vitórias sobre o seu maior rival em toda a história dos confrontos diretos entre as equipes. Em 366 jogos, são 130 vitórias palestrinas, 110 empates e 126 vitórias dos alvinegros.

Os números do trabalho apresentado pela Sociedade Esportiva Palmeiras englobam todas as competições disputadas entre as equipes, inclusive o Torneio Início do Campeonato Paulista, respeitando e preservando a história puramente factual, frio, sem análises, interpretações personalistas, critérios próprios ou julgamentos.

borja

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Mística Palestrina

Negro. Sociedade Esportiva Palmeiras. Decisão. Pacaembu. Lotação máxima. Número 42. Combinações perfeitas e que se renovam na história alviverde, como uma espécie de misticismo protetor das tradições esmeraldinas.

Em 20 de setembro de 1942, Og Moreira, meio campista, negro, capitão palestrino, no estádio municipal lotado, parava o craque Lêonidas da Silva e conduzia o Verdão a mais um título paulista, superando o São Paulo Futebol Clube na partida final.

Após quase 76 anos, um negro, na mesma cancha do Pacaembu, abarrotada com mais de 36 mil almas, vestindo a camisa 42 às costas conduziu o Palmeiras a mais uma decisão estadual, na noite chuvosa de terça-feira, 27 de março de 2018.

O goleiro Jailson voou como uma pantera no canto direito de sua meta e defendeu a cobrança de penalidade máxima do jovem atacante santista Diogo Vitor, na decisão por pênaltis, que deu a vitória aos palmeirenses pelo placar de 5 a 4, na partida de volta das semifinais do Paulistão, diante do Santos Futebol Clube.

Foi vendo Og Moreira jogar que surgiu a frase do nosso hino “Defesa que ninguém passa”, escrita por Antônio Sergi. Foi vendo Jailson jogar que todos nós palmeirenses reafirmamos essa estrofe como uma verdade absoluta!

Og Moreira é o Jailson do passado. Jailson é o Og Moreira do presente. Negros. Palestrinos. Decisivos. Predestinados. Ídolos. Amados pelos palmeirenses. Espíritos vencedores. Capazes de produzir as lágrimas alegres de toda uma nação. Trovadores de versos mágicos através do jogo de bola. Anjos guardiões de nossa fé inabalável e de nossos sonhos mais felizes.

Abençoada seja a gente palestrina em contar em suas fileiras com Og Moreira. Abençoada seja a gente palmeirense em contar em suas fileiras com Jailson.

VIVA JAILSÃO DA MASSA!
VIVA OG MOREIRA!
VIVA A SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS!

Rumo à Rússia

Certamente, nas vésperas da convocação final para a Copa do Mundo de 2018, Jailson garantiu o seu passaporte para a Rússia. O goleiro palestrino inegavelmente tem sido um dos maiores nomes da posição no Brasil e merece estar na maior competição de seleções.

Abre o olho, Tite. O Jailsão tem estrela!

Tabus Quebrados

Após quase três anos, o Verdão está de volta a uma final de Campeonato Paulista. Nos últimos dois anos, o Palmeiras havia sido eliminado na fase semifinal do torneio, pelo próprio Santos em 2016 e pela Ponte Preta em 2017.

Os palmeirenses aguardam o seu adversário na grande decisão que sai do encontro entre São Paulo Futebol Clube e Sport Club Corinthians Paulista, que acontece nessa quarta-feira (28), em Itaquera.

Para alcançar essa condição de finalista, o alviverde, além de vencer os santistas, precisou superar alguns tabus e traumas.

Desde 1999,  O Verdão não vencia o Peixe na fase semifinal do estadual. De lá para cá, foram três encontros entre as equipes nessa fase, todas com vitórias alvinegras em 2000, 2009 e 2016.

No estádio do Pacaembu, o Verdão não havia tendo um retrospecto positivo recentemente nos confrontos eliminatórios, por qualquer competição. Apesar das vitórias contra o Novorizontino pelas quartas de final do Paulista em 2017, e das classificações na Copa do Brasil diante de Vilhena, Sampaio Correa e Avaí, todas em 2014, o time palmeirense acumulou algumas eliminações traumáticas para o seu torcedor no local, tais quais:

2010 – Palmeiras 1×2 Goiás – Copa Sul-Americana (Semifinais)
2011 – Palmeiras (5) 1×1 (6) Corinthians – Campeonato Paulista (Semifinais)
2011 – Palmeiras 2×0 Coritiba – Copa do Brasil (Quartas de Finais)
2011 – Palmeiras 3×1 Vasco da Gama – Copa Sul-Americana (Primeira Fase)
2013 – Palmeiras 1×2 Tijuana – Copa Libertadores da América (Oitavas de Finais)
2014 – Palmeiras 0x1 Ituano – Campeonato Paulista (Semifinais)

A vitória diante dos santistas exorciza alguns fantasmas que teimavam a circundar a vida palestrina.

Finais de Paulista

Em toda a história do Campeonato Paulista, a Sociedade Esportiva Palmeiras chega a sua décima segunda decisão de título, excetuando as competições em cárater de pontos corridos para definição do campeão do torneio.

Em finais, o Verdão conquistou seis títulos estaduais e por cinco vezes ficou com o vice-campeonato. Dos possíveis finalistas, o Palmeiras fez apenas uma decisão contra o São Paulo, em 1992, e foi derrotado pelos tricolores. Diante dos corintianos, foram cinco finais, com três vitórias alviverdes contra duas dos alvinegros.

Detentor da melhor campanha da competição, essa será a terceira vez em toda a história do torneio que o Palmeiras disputa a partida final da competição no estádio Palestra Itália. Nas duas vezes anteriores em que isso aconteceu, nos anos de 1936 e 2008, o Verdão sagrou-se campeão paulista.

Essa é a terceira final de Campeonato Paulista que o Verdão disputa no Século XXI. Em 2008, o Verdão sagrou-se campeão e em 2015 obteve o vice-campeonato.

Confira todas as finais do Palmeiras no Paulistão:

1920 – Palestra Itália 2×1 Paulistano – (campeão)
1936 – Palestra Itália 2×1 Corinthians – (campeão)
1959 – Palmeiras 2×1 Santos – (campeão)
1974 – Palmeiras 1×0 Corinthians – (campeão)
1986 – Palmeiras 1×2 Internacional de Limeira – (vice-campeão)
1992 – Palmeiras 1×2 São Paulo – (vice-campeão)
1993 – Palmeiras 4×0 Corinthians – (campeão)
1995 – Palmeiras 1×2 Corinthians – (vice-campeão)
1999 – Palmeiras 2×2 Corinthians – (vice-campeão)
2008 – Palmeiras 5×0 Ponte Preta – (campeão)
2015 – Palmeiras 1×2 Santos – (vice-campeão)

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Primeiro Passo

O Verdão saiu na frente na luta por uma vaga na final do Campeonato Paulista ao vencer o Santos pelo placar de 1 a 0, gol de Willian, na tarde de sábado (24), no estádio do Pacaembu, pela partida de ida da semifinal do estadual.

O resultado dá a possibilidade ao alviverde de jogar pelo empate na partida de volta, na próxima terça-feira (27), no mesmo estádio municipal, com torcida única apenas dos palmeirenses, que prometem lotação máxima para apoiar o Verdão rumo a mais uma decisão.

O destaque do jogo fica por conta da excelente atuação do goleiro Jailson, mais um vez. O arqueiro palestrino teve uma atuação perfeita, com defesas capitais e garantiu o placar em branco pelos lados santistas. Esse é o quinto jogo consecutivo que a defesa alviverde não sofre gols.

Outro ponto que merece menção foi a jogada que originou o gol palestrino, onde a bola circulou de pé em pé entre todos os atacantes do Verdão, numa troca de passes perfeita e envolvente que terminou com a finalização de Willian para as redes.

Esse equilíbrio defensivo e ofensivo que faz do Palmeiras a melhor defesa e o melhor ataque da competição é mérito do técnico Roger Machado e sua comissão técnica, que vem realizando um trabalho muito bom em pouco mais de três meses no clube.

Ao fim da partida, o desgaste físico dos palestrinos foi evidente. O time acabou a partida no seu limite. Duas substituições (Bruno Henrique e Felipe Melo) foram ocasionadas em função disso. Se pudesse trocar mais seis atletas, certamente o comandante palestrino usaria desse expediente.

As possíveis lesões dos laterais Marcos Rocha e Victor Luis para o jogo de volta, serão ausências sentidas, ainda mais pela forma como o Santos costuma atuar, com jogadores leves e rápidos pelos lados do campo. Na esquerda há a possibilidade da estreia de Diogo Barbosa. Já pelo lado direito, Tchê Tchê deve ficar com a vaga, casos os dois titulares das posições não reúnam condições de jogo.

O alviverde tem um retrospecto positivo atuando no Pacaembu. Os palestrinos não perdem no local desde 24 de março de 2016, quando foi superado pelo Red Bull Brasil, por 2 a 1, pelo Campeonato Paulista. De lá para cá, foram nove jogos, com oito vitórias esmeraldinas e um empate.

Em clássicos realizados no campo da municipalidade, o último revés aconteceu justamente para o Santos, pelo placar de 3 a 1, em 19 de outubro de 2014, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro. Desde então, foram realizadas quatro partidas no local, com três vitórias palestrinas e um empate.

Do atual elenco do Palmeiras, são os maiores goleadores nos clássicos contra os três grandes paulistas os seguintes atletas:  Dudu (7), Willian (4), Borja (2), Moisés (2) e Antônio Carlos (2).

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Semifinais do Paulistão

Os quatro maiores clubes do futebol paulista estão todos classificados para a fase semifinal do Campeonato Paulista de 2018. Palmeiras e Santos se enfrentam em dois jogos no estádio do Pacaembu. O primeiro embate será nesse sábado (24), às 19h, apenas com torcida santista. A partida de volta acontece na terça-feira (27), às 20h30, apenas com torcedores palestrinos.

No outro confronto, corintianos e são paulinos  se encaram em busca da outra vaga na final. O primeiro encontro será no domingo (25), às 16h, no estádio do Morumbi, com presença apenas de tricolores. O jogo de volta acontece na quarta-feira (28), às 21h45, na Arena de Itaquera, apenas com torcedores alvinegros.

Essa será a oitava vez em toda a história do Campeonato Estadual que os quatro grandes chegam juntos à fase semifinal. A primeira vez que isso aconteceu foi em 1983. Nas ocasiões anteriores, o Corinthians conquistou três títulos (1983, 1999, 2009), São Paulo dois troféus (1987 e 2000), Santos dois canecos (2011 e 2015) e apenas o Palmeiras nunca venceu o Paulistão quando as quatro maiores forças do Estado estiveram todas juntas reunidas nessa fase decisiva em confrontos eliminatórios. O Verdão chegou em duas finais e ficou com o vice-campeonato em 1999 e 2015.

O time do Parque São Jorge é a equipe que mais superou os seus tradicionais rivais nos confrontos diretos, contando também a decisão. Eis o retrospecto: Corinthians (8 eliminações a favor), Santos (6 eliminações a favor), São Paulo (5 eliminações a favor) e Palmeiras (2 eliminações a favor).

Grandes nas semifinais

Edição 1983
Semifinais
São Paulo x Santos – São Paulo eliminou o Santos
Palmeiras x Corinthians – Corinthians eliminou o Palmeiras

Final
Corinthians x São Paulo
Campeão: Corinthians

Edição 1987
Semifinais
Palmeiras x São Paulo – São Paulo eliminou o Palmeiras
Corinthians x Santos – Corinthians eliminou o Santos

Final
Corinthians x São Paulo
Campeão: São Paulo

Edição 1999
Semifinais
Palmeiras x Santos – Palmeiras eliminou o Santos
Corinthians x São Paulo – Corinthians eliminou o São Paulo

Final
Palmeiras x Corinthians
Campeão: Corinthians

Edição 2000
Semifinais
Palmeiras x Santos – Santos eliminou o Palmeiras
Corinthians x São Paulo – São Paulo eliminou o Corinthians

Final
Santos x São Paulo
Campeão: São Paulo

Edição 2009
Semifinais
Palmeiras x Santos – Santos eliminou o Palmeiras
Corinthians x São Paulo – Corinthians eliminou o São Paulo

Final
Corinthians x Santos
Campeão: Corinthians

Edição 2011
Semifinais
Santos x São Paulo – Santos eliminou o São Paulo
Palmeiras x Corinthians – Corinthians eliminou o Palmeiras

Final
Corinthians x Santos
Campeão: Santos

Edição 2015
Semifinais
Santos x São Paulo – Santos eliminou o São Paulo
Palmeiras x Corinthians  – Palmeiras eliminou o Corinthians

Final
Palmeiras x Santos
Campeão: Santos

Palmeiras contra Santos

O Verdão enfrentou o Peixe na fase semifinal do estadual em quatro oportunidades,  ao longo dos tempos: 1999, 2000, 2009 e 2016.

O time da Vila Belmiro leva ampla vantagem contra o alviverde. Os palestrinos só superaram o seu tradicional em uma única ocasião, justamente no primeiro encontro entre ambos em 1999.

Naquela ocasião, no primeiro jogo, o Verdão foi derrotado por 2 a 1 no jogo de ida no Morumbi. No jogo de volta, também no estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Palmeiras devolveu o placar de 2 a 1 e eliminou os santistas, garantindo vaga na grande decisão.

Em 2000, o confronto também foi realizado em jogos de ida e volta, registrando empate em 0 a 0 e vitória santista por 3 a 2, numa virada espetacular, após o time palmeirense abrir 2 a 0 no placar, no estádio do Morumbi.

O terceiro embate entre alviverdes e alvinegros aconteceu em 2009. Também em dois confrontos, os santistas venceram o Verdão por 2 a 1 nos jogos na Vila Belmiro e Palestra Itália.

Em 2016, em jogo único no estádio da Vila Belmiro, houve empate em 2 a 2. O atacante Rafael Marques fez os dois gols palestrinos nos minutos finais da partida, quando os santistas venciam por 2 a 0. O jogo foi para a decisão por pênaltis e o time do litoral paulista venceu por 3 a 2. Barrios, Fernando Prass e Rafael Marques perderam as penalidades máximas para os palestrinos. Cleiton Xavier e Jean converteram as suas cobranças.

O fato curioso dessa partida foi o goleiro Fernando Prass ter defendido o pênalti cobrado pelo meia Lucas Lima, que hoje atual pelo Verdão.

Foi esse também o primeiro clássico da história do futebol paulista com torcida única, ou seja, sem torcida adversária, por determinação da lei.

Semifinais na década

De 2008 para cá, ano em que o Palmeiras venceu o seu último título estadual, essa é a oitava vez que o alviverde chega na fase semifinal do torneio. Os palmeirenses só ficaram ausentes em 2010, 2012 e 2013.

Nas sete ocasiões anteriores, os palestrinos conseguiram a vaga para a final por duas vezes, nos anos de 2008 e 2015.

Confira todos os confrontos palestrinos nas semifinais do Paulistão na última década:

2008 – Palmeiras eliminou o São Paulo
2009 – Palmeiras foi eliminado pelo Santos
2011 – Palmeiras foi eliminado pelo Corinthians
2014 – Palmeiras foi eliminado pelo Ituano
2015 – Palmeiras eliminou o Corinthians
2016 – Palmeiras foi eliminado pelo Santos
2017 – Palmeiras foi eliminado pela Ponte Preta

*** Colaborou com as informações o pesquisador Valdir Palmeirense de Diadema

torcida

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Juve x Lusa

O clássico paulistano entre Juventus e Portuguesa de Desportos acontece na manhã de domingo (18), às 10h, no estádio Oswaldo Teixeira Duarte, no Canindé, pela décima terceira rodada do Campeonato Paulista da Série A-2.

O jogo é decisivo para ambos na luta contra o rebaixamento para a Série A-3. A Lusa é a décima segunda colocada com 11 pontos ganhos. O Juventus está em décimo terceiro com nove pontos conquistados, e só não ocupa a zona de descenso, devido aos critérios de desempate, pois tem uma vitória a mais que Batatais e Audax.

O confronto acontece pela quarta vez na história do Paulistão da Série A-2. A primeira delas ocorreu em 2013, no mesmo estádio do Canindé, quando a Lusa venceu o Moleque Travesso por 2 a 1. Em 2016, o Juventus venceu por 1 a 0 os lusitanos, em novo encontro realizado na casa rubro-verde. No ano passado, jogando na rua Javari, o Moleque Travesso obteve mais um triunfo ao vencer o seu rival por 3 a 1.

Em toda a história dos estaduais, juventinos e lusos jogaram 23 partidas no estádio Oswaldo Teixeira Duarte, com amplo domínio dos donos da casa. A lusa venceu 18 vezes, com três empates e apenas duas vitórias grenás.

Esses dois únicos triunfos juventinos aconteceram nos dias 23 de julho de 1958 e 3 de fevereiro de 2016. Confira as fichas técnicas dos jogos:

23/7/1958 Juventus 3×2 Portuguesa – Campeonato Paulista A-1
Juventus: Nenê (G), Donald, Cotia, Cássio, Clóvis, Pando, Buzzone, Zeola, Viana, Parobé, Lanza. Técnico: Libero Golinelli
Portuguesa: Carlos Alberto, Djalma Santos, Ditão, Jutis, Bauer, Odorico, Hermínio, Ipojucan, Alfeu, Ocimar e De Carlo. Técnico: Flávio Costa.
Gols: Buzzone, Zeola (2) (JUV); Herminio, Alfeu (POR)

3/2/2016 Juventus 1×0 Portuguesa – Campeonato Paulista A-2
Juventus: André Dias (G), Rafael Ferro, André Astorga, Diego Borges, Paulo Vitor (Renan Oliveira), Felipe Nunes, Derli, Adriano Paulista, Adiel (Elder Granja), Nathan, Léo Souza (Diogo Oliveira). Técnico: Rodrigo Santana
Portuguesa: Douglas; Digão, Talis, Ferdinando e Luan Peres; Renan Teixeira, Boquita (Diego Gonçalves), Moacir (Dionatan) e Matteus (Guilherme Schettine); Dominic e Milton Júnior. Técnico: Estevam Soares.
Gol: Adriano Paulista

Entre as partidas marcantes na história do confronto no estádio luso, destaque para o primeiro jogo em competição oficial da Portuguesa de Desportos como proprietária do Canindé. A partida aconteceu em 9 de dezembro de 1956. A Lusa venceu o Juventus pelo placar de 2 a 0, pelo Campeonato Paulista.

Eis a ficha do jogo:

Juventus 0x2 Portuguesa – Campeonato Paulista A-1
Juventus: Villera (G), Ditão, Diogenes, Ademar, Riogo, Bonfiglio, Zeola, Dorval, Orlando, Tito, Rodrigues. Técnico: Alfredo Gonzalez
Portuguesa: Cabeção, Hermínio, Floriano, Reinaldo, Julião, Zinho, Amaral, Ipojucan,Liminha, Edmur e Nelsinho. Técnico: Maurício Cardoso.
Gols: Liminha e Nelsinho (POR)

Uma das partidas inesquecíveis para a torcida juventina ocorrida no Canindé contra a Lusa foi no dia 18 de fevereiro de 1973. O time rubro-verde ostentava uma invencibilidade de 15 jogos e mais de um ano em seu estádio. A última derrota havia sido contra o Benfica-POR, por  3 a 1 no dia 9 de janeiro de 1972.

Perante cerca de cinco mil pessoas, o Moleque Travesso foi convidado pelos lusos para um amistoso de preparação nas vésperas da estreia do Campeonato Paulista. Num clima nada “amistoso”, Milton Buzzetto armou a sua tradicional retranca e brecou o poderoso ataque lusitano.

Aos cinco minutos do segundo tempo, após um bate-rebate na área da Lusa, a bola sobrou para o lateral-direito juventino Chiquinho, que quase na marca do pênalti, fuzilou para as redes de Miguel, marcando o gol da vitória juventina e a quebra da invencibilidade. Dez minutos depois, Dicá e Chiquinho foram expulsos de campo, pelo árbitro Almir Ricci Peixoto Laguna, após desentendimento.

Confira a ficha dessa partida:

Juventus 1×0 Portuguesa – Amistoso
Juventus: Bernardino (G), Chiquinho, Paulo, Oscar, Deodoro, Maurinho, Brida, Luis Antonio (Tadeu), Adinan, Vanderley (Tanese), Ziza. Tecnico: Milton Buzzetto
Portuguesa: Miguel (G), Cardoso,Calegari, Isidoro, Santos (Raimundo), Badeco, Dicá, Xaxá, Tatá (Maurício), Basílio e Da Costa. Técnico: Cilinho
Gol: Chiquinho (JUV)

Confrontos no Canindé em Paulistas da Série A-1 e A-2:

Jogos: 23
Vitórias Juventus: 02
Empates: 03
Vitórias Lusa: 18

Confrontos Gerais em Paulistas da Série A-1 e A-2:

Jogos: 122
Vitórias Juventus: 27
Empates: 30
Vitórias Lusa: 65

Torcidas

Com a implementação de torcida única nos clássicos  pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e a Secretaria de Segurança Pública a partir de abril de 2016, após confronto entre integrantes das torcidas Mancha Alvi Verde, do Palmeiras, e Gaviões da Fiel, do Corinthians, que deixou dezenas de feridos e um morto, Juventus e Portuguesa é um dos poucos clássicos da cidade que ainda admitem torcida “mista”.

Juventus contra Nacional também ainda não há restrição pelas autoridades, assim como os confrontos que lusos e juventinos travam contra o trio de ferro da capital paulista (Palmeiras, Corinthians e São Paulo) e o Santos.

Herói luso e grená

O atual técnico do Juventus Alex Alves, quando atuava como atacante, foi o grande herói da Portuguesa de Desportos em 2006 quando livrou o time do rebaixamento para a Série C do Brasileiro, ao marcar de pênalti nos minutos finais, o gol que garantiu a vitória da Lusa, por 3 a 2, sobre o Sport Recife na Ilha do Retiro e evitou a queda rubro-verde, naquela ocasião.

Como atleta da Lusa, fez 61 jogos e marcou 32 gols. Em 2015, assumiu como técnico da equipe sub-17 da Portuguesa.

No Juventus, Alex Alves iniciou a sua carreira de jogador profissional em 1996 e a encerrou em 2010 na Mooca. Ele se tornou o primeiro artilheiro da história do clube no Campeonato Paulista da Série A-1, em 2002, ao anotar 17 gols no torneio. No total o atacante fez 103 jogos e 52 gols com a camisa grená.

Defendendo o Juventus como atleta e agora como treinador profissional, essa será a primeira vez que Alex Alves enfrenta a Portuguesa de Desportos.

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Alex Alves, técnico do Juventus, fez história nos dois clubes

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Esportes

O Palmeiras levanta sua voz

Os torcedores e conselheiros da Sociedade Esportiva Palmeiras repelem com veemência a forma como a Federação Paulista de Futebol definiu os jogos das quartas de final. O Palmeiras, clube que mais somou pontos, jogará duas partidas fora de casa, enquanto o segundo colocado atuará duas vezes em casa com o mando cedido pelo Bragantino, único clube que optou por não utilizar o próprio campo na disputa para chegar às semifinais. Sem surpresa mas com justa ira, nós, torcedores da Sociedade Esportiva Palmeiras, tomamos conhecimento dessas datas.

Mais uma vez, os demônios de 1942 abandonaram seus infernos para assombrar e retirar os direitos do maior campeão do Brasil.

Nós, palmeirenses de todas as partes e de tantas diversidades, não podemos nos calar diante dessa infeliz manobra. Em entrevista concedida há tempos ao jornal Lance!, o jogador Alex, ícone do Palmeiras, indagado sobre quem manda no futebol brasileiro não trepidou em desdenhar a CBF (“uma sala de reuniões”) e botou os senhores da mídia no trono da bola. “Quem manda no futebol brasileiro é a Rede Globo”.

Os Donos da Bola e a FPF desdenharam o desempenho esportivo do Velho Palestra, primeiro colocado, e se entregaram aos caprichos e interesses puramente mercantis e monetários. Caprichos e interesses cultivados e exercidos com as bordunas do poder midiático, arbitrário e empenhado em menoscabar nosso clube. Não se trata de definição ocorrida por acaso, há um claro e inaceitável prejuízo à Sociedade Esportiva Palmeiras em tabela formulada hoje, e que, portanto, poderia e deveria ser mais justa e consentânea com o mérito alcançado em campo.

O Palmeiras não permanecerá calado nem aceitará isso com resignação. Somos filhos da Arrancada Heroica, soubemos enfrentar todas as arbitrariedades e perseguições.

Só nos resta proclamar, ainda uma vez: Avanti Palestra.

O Palmeiras levanta sua voz : Somos imponentes porque temos consciência de nossa grandeza e do que ela representa para o Brasil!

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FORZA VERDÃO!!!

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