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Academia pragmática

Estádio do Maracanã. Rio de Janeiro. Dia 7 de março de 1965. Torneio Rio São Paulo. Palmeiras contra o Vasco da Gama-RJ. O juiz Ethel Rodrigues apita o início da partida. O Palmeiras dá a saída. Djalma Santos lança uma bola longa para Gildo na ponta-direita. Em velocidade ele dispara e em apenas sete segundos abre o placar para o Palmeiras.

Bola longa treinada pelo técnico argentino Filpo Nuñez era um expediente fatal da primeira Academia da década de 60, que levou o alviverde ao título do Torneio Rio São-Paulo.

Estádio Centenário. Montevideo. Uruguai. Dia 11 de fevereiro de 1972. Torneio de Mar del Plata. Palmeiras contra o Peñarol-URU. O juiz apita o início da partida. O Palmeiras dá a saída. Lançamento para Fedato. Em velocidade ele dispara e em apenas 30 segundos abre o placar para o Palmeiras.

Bola longa treinada pelo técnico Oswaldo Brandão era um expediente fatal da segunda Academia da década de 70, que levou o alviverde a ganhar todos os títulos que disputou.

Estádio do Pacaembu. Dia 3 de setembro de 1972. Campeonato Paulista. Palmeiras contra o São Paulo. Por 90 minutos, o alviverde joga defensivamente para garantir o resultado de empate em 0 a 0, que lhe dava o título de campeão paulista invicto. Expediente comum utilizado pelo técnico Oswaldo Brandão, comandante da segunda Academia e o técnico mais vitorioso da história do Verdão.

Estádio do Morumbi. Dia 23 de dezembro de 1972. Campeonato Brasileiro. Palmeiras contra o Botafogo-RJ. Por 90 minutos, o alviverde joga defensivamente para garantir o resultado de empate em 0 a 0, que lhe dava o título de campeão brasileiro. Expediente comum utilizado pelo técnico Oswaldo Brandão, comandante da segunda Academia e o técnico mais vitorioso da história do Verdão.

Estádio do Morumbi. Dia 20 de fevereiro de 1974. Campeonato Brasileiro. Palmeiras contra o São Paulo. Por 90 minutos, o alviverde joga defensivamente para garantir o resultado de empate em 0 a 0, que lhe dava o título de campeão brasileiro. Expediente comum utilizado pelo técnico Oswaldo Brandão, comandante da segunda Academia e o técnico mais vitorioso da história do Verdão.

Aqui, alguns recortes da história dos maiores times do Palmeiras. As duas Academias dos anos 60 e 70. Times clássicos e super-campeões. Exaltados pelo seu jogo técnico e eficente. Jogavam com brilho durante toda a competição. Mas, inúmeras vezes, na hora da decisão, a técnica e o refinamento davam lugar a raça, a bola longa e aos cuidados defensivos.

Cada jogo e situação pedem uma estratégia e mobilização especiais. Os grandes times do Palmeiras sempre souberam disso. A maior parte da torcida do Palmeiras sempre soube disso. Felipão, como tantos outros grandes técnicos da vida palestrina, sabe disso.

Quem não conhece a nossa história (ou parte dela) tenta induzir o torcedor mais desatento que o Palmeiras faz um futebol medíocre ou de resultadismo. Picham o clube alviverde com termos pejorativos como “Cucabol” e outras maledicências. Contam números de passes, como se isso fosse o único recurso válido e eficiente. Limitam suas análises para avaliar a qualidade de um time por quantos chuveirinhos eles realizaram nas partidas. Tentam diminuir nossos feitos. Tentam criar um estado de espírito adverso, de modo canalha e cafajeste.

Pouco ou nada importa para a coletividade palestrina. Soa caricato e inócuo. Essas artimanhas são truques antigos que convivemos desde a nossa existência. Já fomos italianinhos, carcamanos, quinta colunas e tudo mais que o valha. Seguimos cada vez mais fortes.

Queremos o Deca! Jogando bonito, jogando na retranca, jogando no ataque, com troca de passses, com bolas longas. Do jeito que for. Nada nem ninguém desviará nosso foco. Cada jogo será uma batalha e estamos fechados com nosso comandante Luiz Felipe Scolari e o atual elenco de jogadores. Todos unidos e com fé inabaláveis rumo à esse grande e tão sonhado objetivo.

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FORZA VERDÃO!!!

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Sair na frente

Muitas são as avaliações e opiniões para entender uma derrota em um clássico. São evocados todos os tipos de argumentos, dos mais racionais, aos mais passionais. Todos com suas motivações e que merecem reflexão, compreensão e respeito.

A tentativa da busca do diagnóstico correto para se curar uma incomôda ferida pode vir de diversas formas para que se encontre esse caminho, a fim de estancar a dor que nos consome a alma.

Parto do princípio que em clássicos, principalmente, quem sai na frente do placar tem a grande chance de ser o vencedor, ou pelo menos, não sai derrotado. E não importa se joga como visitante ou mandante, se tem elenco superior ou inferior, se está num bom ou mau momento, se o salário está em dia ou atrasado, se o treino foi aberto ou fechado, se a estrutura do Centro de Treinamento é ótima ou péssima.

Quando a bola rola, quem marca primeiro tem vantagem. Isso é um fato que se impõe acima de posse de bola, chutes a gol, números de passes, escalação certa ou errada, jogador “A” ou “B”, arbitragem, ou qualquer outro atributo que por ventura seja imputado o fator da derrota ou da vitória.

Nos últimos 20 Derbys, a equipe que fez o primeiro gol no confronto não perdeu. A última virada num clássico aconteceu em 24 de junho de 2012, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, realizada no estádio do Pacaembu, pelo placar de 2 a 1. Na ocasião, o Palmeiras marcou um a zero no placar, aos três minutos da primeira etapa, gol marcado por Mazinho. Romarinho, aos 33 minutos do primeiro tempo e aos 10 minutos da etapa complementar, se encarregou de dar a vitória aos alvinegros.

Já a última virada palestrina no clássico contra os alvinegros ocorreu em 28 de agosto de 2011, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, realizada no estádio Prudentão, em Presidente Prudente, também pelo placar de 2 a 1. Emerson Sheik abriu o marcador aos 18 minutos da primeira etapa. Aos 34 minutos Luan empatou para o Verdão. O atacante Fernandão, aos sete minutos do segundo tempo, determinou a vitória alviverde.

Tanto nos recentes confrontos em Itaquera ou no Palestra Itália, quem saiu na frente do marcador não perdeu. Uma lógica que talvez a psicologia possa explicar melhor e trazer mais subsídios para o porquê disso.

Podemos ampliar essa hipótese para além dos clássicos e tentar analisar um recorte maior, se essa perspectiva também se aplica em todos os jogos e com maior frequência em quais circunstâncias. Enfim, lançar uma luz para que possamos compreender o jogo, muito além de achismos e do fígado. Toda manifestação que se debruce com objetivo de evoluir em busca das vitórias é válida.

De todo modo, o torcedor é passional. Está chateado por ver seu time ter um desempenho abaixo da crítica contra o seu principal rival. Não sou diferente. Nada apaga a dor de uma derrota. Apenas a esperança de vencê-lo no próximo encontro. Já aguardamos ansiosamente por isso. Pelo Brasileirão, o jogo do segundo turno, no Palestra Itália, ainda não tem data definida. Talvez podemos nos enfrentar pela Copa do Brasil ou Libertadores ainda.  Teremos muitos embates pela frente.

Perder o controle e criar terra arrasada não é o rumo mais inteligente para enfrentar os nossos problemas (os quais temos vários, dentro e fora de campo). Haver cobranças, detectar as falhas, trabalhar para que elas mudem devem ser circunstâncias naturais na vida de um grande clube como a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Lembro um fato histórico, sem a pretensão alguma de qualquer tipo de comparação além dos resultados em si. Elencos e épocas completamente diferentes. Mas que vale a reflexão. A Academia de Futebol do Palmeiras entre 1971 a 1974 ficou 15 jogos consecutivos sem vencer o São Paulo Futebol Clube e de 1970  a 1973  ficou 10 partidas consecutivas sem vencer o Corinthians. Ao final, conquistamos títulos em cima de todos eles e essa geração ficou imortalizada na vida palestrina como uma das principais referências para todos nós alviverdes.

Ademir da Guia esteve presente em todas essas partidas (ou na maioria). Não foi taxado de pipoqueiro ou sem alma por causa disso, por exemplo. Pelo contrário. É reverenciado com toda a justiça e méritos como um ícone palestrino. Talvez o maior de todos.

Repito, para deixar bem claro e não haver distorções, longe de qualquer comparação. Tempos infinitamente distintos. Mas o radicalismo e intolerância não nos levarão a solucionar os nossos problemas, muito menos diminuir os obstáculos que ainda temos pela frente. E não são poucos!

As vitórias virão! Vamos com fé, palestrinos!

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Senhor Derby

É da natureza palestrina gostar de não gostar do time alvinegro do Parque São Jorge e das coisas que se relacionam ao nosso maior rival. Trata-se de um legado que herdamos e nos dá prazer. Procuramos cultivar por entre gerações, de modo intenso e verdadeiro.

Ninguém na cúpula diretiva palestrina personificou tanto esse sentimento em atitudes como o saudoso e memorável diretor, conselheiro e benemérito José Gimenez Lopes. Ele era enfático ao afirmar: “Se é bom para ELES é ruim para NÓS”, referindo-se ao Sport Club Corinthians Paulista.

Folclórico. Radical. Passional. Sincero. O Espanhol, como era conhecido, se transformava quando o embate era contra o time da Fazendinha. Não engolia “eles” de jeito nenhum.

A italianada palmeirense sabia desse pormenor e sempre cutucava Gimenez com todo tipo de galhofa: “Um espanhol no Palestra, deve ser corintiano camuflado”, provocavam. Pronto. O pau quebrava. O fio desencapava. O sangue fervia. O palestrinismo vinha à tona.

Gimenão, delegado e investigador de polícia, era morador do bairro de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Franco, autêntico, sem meias palavras, não fugia da polêmica quando o assunto era a sua maior paixão, a Sociedade Esportiva Palmeiras.

Ocupou o cargo de diretor de futebol profissional do Palmeiras em três ocasiões. Sua primeira passagem na função  nos anos 60 foi a mais marcante. Em 1968, iniciou um processo de renovação no elenco alviverde, dispensando ídolos como: Tupãzinho, Maidana, Perez, Valdir Joaquim de Moraes, Ferrari, Servílio, Gildo, Rinaldo, Djalma Santos, Zequinha, entre outros.

Em contrapartida, trouxe outros grandes craques como Artime, Cesar Maluco (em definitivo), Leão, Eurico, Luis Pereira, Zeca. Mantendo os geniais Dudu e Ademir da Guia. Basicamente, construindo a espinhal dorsal da Segunda Academia.

Sua estratégia deu certo. Sagrou-se Campeão Brasileiro em 1969 e deixou edificado os pilares sólidos que fariam do Palmeiras um dos maiores e mais consagrados times de futebol da década de 70.

Porco

Em 1969, os jogadores corintianos Lidu e Eduardo morreram em um trágico acidente de carro na Marginal Tietê. As inscrições para o Campeonato Paulista já estavam encerradas.

Em caráter excepcional, o dirigentes dos clubes se reuniram na Federação Paulista de Futebol, a fim de permitir que os corintianos pudessem inscrever dois novos atletas, em função do acontecido. Para que isso ocorresse, haveria de ter unaminidade entre todos os filiados.

José Gimenez Lopes, representante da Sociedade Esportiva Palmeiras, entendia que o regulamento deveria ser respeitado, e foi a única voz contrária aos interesses alvinegros, entre todos os presentes.

O então presidente corintiano, Wadih Helu, se irritou com a posição do Palmeiras e declarou à imprensa que os palmeirenses tinham “Espírito de Porco”.

Na partida seguinte entre os rivais, no dia 11 de maio, a torcida alvinegra soltou um porquinho no gramado do Morumbi, antes da partida começar, relembrando as palavras de seu mandatário. Resultado: vitória palestrina por 2 a 0, gols de Artime. Gimenez sorria nos vestiários, junto aos jogadores e toda coletividade esmeraldina. E o animal fora adotado como mascote alviverde, anos mais tarde!

Bom de Briga

Gimenez não afinava. Se o diálogo não resolvia, ele ia mesmo para a briga. São inúmeras as situações em que ele se engalfinhou com alguém por causa do Verdão.  Em 1970, depois de um jogo, ele agrediu com um soco o árbitro José de Assis Aragão, por julgar que ele havia prejudicado o Palmeiras.

Nesse mesmo período, chamou o jornalista Zé Italiano, que participava do programa Mesa Redonda da TV Gazeta liderado por Milton Peruzzi, para sair no braço no meio do debate. Levantou-se e mandou Zé Italiano ir para rua, dizendo que iria quebrar a cara dele, por não concordar com suas posições, ao qual julgou ofensivas aos palmeirenses.

Nos anos 80, já com 70 anos, contestou Eduardo José Farah, então presidente da Federação Paulista de Futebol, que havia nomeado para o departamento de arbitragem da entidade o ex-diretor de futebol do Corinthians e na ocasião deputado, Adilson Monteiro Alves.

Em entrevista aos jornalistas da época, Gimenez declarou: “O Farah colocou um político no Departamento de Árbitros. Por quê? Só porque ele tem imunidade para não levar uns cascudos, uns tapas? Olha, eu sou um cara bravo, por isso a hora que eu achar que o Departamento de Árbitros prejudicou meu time vou lá na FPF para conversar. Comigo não tem esse negócio de não aceitar reclamação. Acho o Adilson lá um erro imperdoável. Até porque ele foi diretor do Corinthians e isso pesa, não adianta dizer o contrário”.

Paulista 1968

Um dos piores anos do Palmeiras em campeonatos estaduais aconteceu em 1968. Naquele ano, o clube priorizou a Taça Libertadores da América, onde foi finalista e terminou como vice-campeão, e realizou um desempenho pífio no Paulistão.

Na parte debaixo da tabela, o Verdão lutou contra o rebaixamento até as últimas rodadas e conseguiu escapar da degola no campo, apesar de algumas vozes contrárias afirmarem que o Palmeiras havia “comprado jogadores” e “induzindo” o Guarani a escalar irregularmente alguns atletas para que o clube palestrino ganhasse os pontos da partida contra os campineiros no tapetão.

Na ocasião, apenas o último colocado seria rebaixado. Nessa condição estavam empatados com o mesmo número de pontos: Palmeiras, América de São José do Rio Preto, Comercial de Ribeirão Preto e Juventus da Mooca.

Entretanto uma situação extra-campo, de fato, interferiu na questão do descenso. E não partiu do Palmeiras e seus mentores.

O Comercial de Ribeirão Preto entrou na justiça (e conseguiu) a anulação da partida contra a Portuguesa de Desportos do dia 2 de junho, realizado em Ribeirão Preto. Teve de tudo nesse jogo. Gols anulados. Quebra pau. Invasão de torcedores. Pedradas. Ataque aos veículos de imprensa. O resultado da partida ficou desconhecido e o relatório da arbitragem sob análise da FPF para definir o que fazer. No campo, a Lusa venceu por 1 a 0. Mas a  situação ficou pendente e os comercialinos conseguiram seu intento de refazer a partida, a fim de virar a mesa e se manter na elite.

No novo jogo, marcado para o dia 20 de agosto, com portões fechados, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, a Lusa venceu novamente o Comercial pelo placar de 1 a 0, gol de Leivinha (que depois se tornaria ídolo palmeirense).

O resultado deixou o time ribeirão pretano na laterninha isolada e livrou todas as possibilidades de descenso de Palmeiras, América de São José do Rio Preto e Juventus da Mooca.

Mas no final das contas a FPF, por decisão única e exclusiva da entidade máxima do futebol bandeirante na figura de seu presidente, definiu que não haveria rebaixamento na competição.

Foi nesse contexto que Gimenez Lopes se tornou o homem forte do futebol palestrino e transformou um time desacreditado na Academia de Futebol.

Automobolismo

José Gimenez Lopes foi piloto e dono de escuderia, chegando em segundo lugar por duas vezes na tradicional Mil Milhas de Interlagos, formando dupla com nomes históricos como Chico Landi e Camilo Christófaro.

Sofreu acidentes que quase o levaram a morte. Num deles, teve a perna dilacerada e viu o seu amigo Victor Losacco falecer no volante. Outra vez sofreu um capotamento e foi salvo por uma valeta de água.

Dono da bola

O Espanhol comandou o futebol alviverde nos seguintes períodos:

10/7/1968 – Empossado pela primeira vez como diretor de futebol profissional pelo presidente Delfino Faccchina. Permaneceu até 3/7/1970.

6/3/1977 – Empossado pelo presidente Jordão Bruno Saccomani como diretor de futebol profissional. Permaneceu até 19/8/1977

15/2/1988 – Empossado pelo presidente Nelson Tadini Duque como diretor de futebol profissional. Permaneceu até 19/12/1988.

Desempenho nos Derbys

Confira o retrospecto de José Gimenez Lopes nos Derbys em que esteve a frente como diretor de futebol profissional do Palmeiras:

1968 a 1970 – 11 jogos, 6 vitórias do Palmeiras, 3 empates, 2 derrotas, 17 gols pró, 9 gols contra

1977 – 3 jogos, 1 vitória do Palmeiras, 1 empate, 1 derrota, 4 gols pró, 4 gols contra

1988 – 4 jogos, 1 vitórias do Palmeiras, 3 empates, 0 derrotas, 3 gols pró, 1 gol contra

Total:  18 jogos, 8 vitórias do Palmeiras, 7 empates, 3 derrotas, 24 gols pró, 14 gols contra

Frases

Listamos aqui algumas das inúmeras frases de José Gimenez Lopes sobre os mais diversos assuntos. Confira:

“A última vez que a Portuguesa precisou reforçar algum time em campo, ela comprou oito sacos de cimento”, ironizando a premiação prometida pelos diretores da Lusa para os jogadores do América de São José do Rio Preto vencerem o Palmeiras em 5 de junho de 1988.

“Eles não tem time e não ganham mesmo, nem aqui, nem no Maracanã, nem no inferno”, após vitória sobre o Vasco da Gama, na fase decisiva do Campeonato Brasileiro de 1968.

“A maioria dos caras que dirigem futebol é amador. Eles são ricos geralmente frustrados na vida particular e querem aparecer”, em entrevista em 1988 sobre os cartolas do futebol.

“O futebol é o melhor trampolim político que existe no mundo. Veja o caso do Adilson Monteiro Alves. Ele tirou proveito do futebol, ou alguém acha que ele se elegeria deputado se não tivesse passado pelo Corinthians”, em entrevista em 1988 sobre a relação política e futebol.

“Eu não tenho medo de nada. Nem de morrer, pois tenho um túmulo lindo no Araçá”, falando sobre os cinco acidentes que sofreu em corridas automobilísticas.

“Passionalismo ou não, o que acontece é que eu não posso aceitar pacificamente que meu clube seja prejudicado por quem quer que seja. Não posso ficar parado se todo mundo mete a mão no Palmeiras. Repito: se roubarem o Palmeiras, vão me ver bravo!”, questionado sobre o seu temperamento explosivo e passional.

“O Maradona joga no meu time com dois brincos, colar e sarongue”, perguntado sobre o modo de se vestir e o estilo dos jogadores nos anos 80.

“Não aceito beque meu amaciar. Uma vez o Luis Pereira ajudou um adversário caído a se levantar. Vi aquilo e avisei: Luisão, na hora do jogo, adversário é inimigo, e como inimigo deve ser tratado. Depois do jogo tudo bem beber uma cervejinha. Mas no campo é guerra. Não se dá a mão a ninguém. Pelo contrário, se puder cutucar o crânio dele, melhor”, sobre o Fair Play no futebol.

“Um, dois, três, o Corinthians é freguês!”, mensagem vinda do plano espiritual endereçada a todos os Palestrinos.

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