Esportes

Anos eleitorais

A Sociedade Esportiva Palmeiras desunida só ganhou duas séries B em anos políticos. Nosso ponto de partida é o ano de 1978, há 40 anos atrás, período em que entendemos que a unidade palestrina sofreu a sua pior crise moral e que nos afundou durante mais de uma década num ostracismo de dar dó, desde que homens se digladiaram entre si na busca desenfreada pelo poder em nossa querida instituição, colocando interesses pessoais acima de outros princípios que sempre nortearam o nosso Verdão.

De lá para cá, as Glórias Alviverdes em anos de eleições presidenciais no alviverde só aconteceram quando o clube se manteve coeso e sereno, apontando para o mais alto cargo da vida palestrina um candidato único, como nos casos de 1994, 1999 e 2016.

Todos os demais anos, sem exceção, em que a família palestrina se viu dividida por questões internas para definir o rumo do seu mais importante mandatário, sangramos esportivamente e notadamente isso se reflete nos pífios resultados colhidos nesses períodos no departamento de futebol, onde a energia de todos se dispersa e nossas forças são consumidas por batalhas internas, que nos enfraquecem sobremaneira para os inúmeros desafios que temos pela frente, contra os mais diversos rivais.

Estamos num momento delicado de nossa história, mais uma vez, em outro ano político da vida alviverde. Inúmeros ruídos se impõem em nossa caminhada. Vozes se levantam de todos os lados, num barulho ensurdecedor. Difícil saber quem tem a razão. A alma palestrina se agita. A paz tende a colapsar. Nenhum clube sente mais os efeitos danosos da política no seu futebol que o Palmeiras.

Fogos amigos. Fogos inimigos. Fogos ocultos. Fogos de vaidades. Fogos de paixões.

A contingência de mudar o rumo da carta magna que norteia as nossas vidas é imprescíndivel. Isso é fato e assunto superado. Mas, levar a questão para o casuísmo é, no minímo, querer reprimir a vocação evolutiva que imprimimos de uns anos para cá. Não é correto e justo. É dever de todo palestrino lutar pela nossa evolução sempre em todas as esferas.

Há algum tempo, temos um modelo arcaíco, que induz ao gestor usar o primeiro ano de seu mandato para se adaptar ao posto de comando e suas atribuições e no ano subsequente se dedique a fazer campanha para um novo mandato. Nesse meio tempo, o clube fica estagnado e envolto com uma corda em seu pescoço, estrangulado em suas reais necessidades, simplesmente por ainda perpetuarmos regras antigas para a solução de problemas atuais. Não tem o menor cabimento!

Em resumo, nesse atual modelo, ano sim e ano não, a política é o que predomina nas alamedas palestrinas, criando uma atmosfera constante de tensão e desarmonia, que em nada contribui para o progresso do nosso querido Palestra. Há quem interessa isso? Tenho certeza que a ninguém que de fato diz amar e defender o nosso pavilhão esmeraldino!

Personificar esse momento é um retrocesso. O Palmeiras precisa continuar andando para frente. Toda transição tem benefícios e prejuízos. Cabe a cada um de nós avaliar os prós e contras e procurar a melhor decisão de acordo com nossa consciência. Mas, acima de tudo, o que deve ser debatido e levado em conta é o sentimento de vanguarda que sempre foi vocacação do nosso amado Palestra.

Aqui listamos todos os anos políticos na vida palmeirense nas últimas 4 décadas, relacionando com o desempenho da equipe profissional de futebol:

2016 – Campeão Brasileiro (candidato único)

2014 – Não ganhou nada

2013 – Campeão da Série B

2011 – Não ganhou nada

2009 – Não ganhou nada

2007 – Não ganhou nada

2005 – Não ganhou nada

2003 – Campeão da Série B

2001 – Não ganhou nada

1999 – Campeão da Libertadores (candidato único)

1997 – Não ganhou nada

1994 – Campeão Paulista e Brasileiro (candidato único)

1992 – Não ganhou nada

1990 – Não ganhou nada

1988 – Não ganhou nada

1987 – Não ganhou nada

1984 – Não ganhou nada

1982 – Não ganhou nada

1980 – Não ganhou nada

1978 – Não ganhou nada

torcida

FORZA VERDÃO!!!

 

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