Esportes

Tite odeia Verde

Desde 20 de junho de 2016, Adenor Leonardo Bacchi é o homem que responde pelo comando técnico da seleção da Confederação Brasileira de Futebol. Junto com ele, Edu Gaspar assumiu a coordenação técnica canarinho.

Identificados com o maior rival da Sociedade Esportiva Palmeiras, o comandante e seu assecla aprenderam no Parque São Jorge a nutrir uma repulsa natural ao alviverde. Isso não é declarado abertamente, evidentemente. Mas é nítido nas atitudes de ambos.

Aclamado constantemente por setores da crônica esportiva como um dos melhores elencos do Brasil desde 2015, o Palmeiras é o clube dentre os grandes do futebol brasileiro que menos atletas cedeu para a seleção nacional na era Tite/Gaspar.

O treinador e seu coordenador discordam desse “chavão” criado pelos jornalistas de que o alviverde é o time que mais concentra atletas de qualidade em suas fileiras no país, e entendem justamente o contrário. Os olhos e os corações deles estão voltados para o outro Parque, localizado às margens do rio Tietê. Isso é óbvio e comprovado.

Os números demonstram a antipatia do treinador e do seu coordenador com os palmeirenses. Apenas dois atletas do Verdão foram “testados” a partir da gestão encabeçada pela dupla: os atacantes Dudu e Gabriel Jesus.

Em 25 de janeiro de 2017, Dudu em sua única chance na seleção de Tite, marcou o gol da vitória brasileira por 1 a 0 no amistoso contra a Colômbia. O jogo realizado no Rio de Janeiro não pode nem ser parâmetro de análise dos jogadores que atuaram, dada a carga emocional por trás da partida, que tinha como objetivo reverter a renda às vítimas do acidente aéreo que atingiu fatidicamente os atletas da Chapecoense.

Além disso, o critério da convocação só dizia respeito aos atletas que atuavam no Brasil. Do então campeão brasileiro Palmeiras, o zagueiro Vitor Hugo e Dudu integraram os selecionáveis, mas somente o atacante foi utillizado e “testado”, muito mais para cumprir um protocolo excepcional que por uma convicção do treinador e seu coordenador.

Dudu ainda foi chamado novamente em março de 2017 para o lugar de Douglas Costa, cortado por lesão, para os jogos contra Uruguai e Paraguai pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Mas apenas se resumiu a amargar o banco de reservas, até nunca mais ser convocado.

Já Gabriel Jesus foi convocado pelo comandante da seleção nacional em 22 de agosto de 2016, após o jogador se destacar na seleção olímpica, quando ajudou o Brasil a conquistar a medalha de ouro inédita, com seus gols e habilidade. Antes, já como referência ofensiva do Palmeiras, não era lembrado.

Tite teve que “engolir” o palmeirense Jesus, que logo se tornaria jogador do inglês Manchester City, para alívio da dupla alvinegra Tite/Gaspar.

A cada convocação fica cada vez mais evidente que há no minímo uma má vontade com os atletas da Sociedade Esportiva Palmeiras. Fernando Prass no seu auge, nunca foi “testado”. Moisés, um dos melhores e mais versáteis atletas de sua posição sequer está no “radar”. Jailson, um goleiro com mais de 500 dias de invencibilidade na meta, algo que nenhum dos convocados possui em seus currículos, foi ignorado. Lucas Lima, após vestir o manto alviverde, não serve mais. Gustavo Scarpa quando jogador do Fluminense foi lembrado por Tite. Agora, nem sabe que ele existe. Marcos Rocha, quando defendia o Atlético-MG era selecionável, hoje nada.

O técnico usa um discurso de encantador de serpentes em suas explanações. Evoca valores morais, éticos e de justiça. Parece um pastor em pregação. Sempre bem postado. Construiu uma aura perante os setores da crítica esportiva de quase unanimidade. Quase!

Para nós palmeirenses, em particular, ele sempre será o técnico do nosso maior rival. Do time que mais detestamos. Aquele que saiu pelas portas dos fundos do Palestra Itália em 2006, após uma derrota para o Santa Cruz, em Recife, quando comandava o alviverde.

“O conselho que eu dou para o Tite é ele calar a boca. O Palmeiras jogou um futebol medíocre. Isso é o que precisamos avaliar”, disse na ocasião, o então diretor de futebol palmeirense Salvador Hugo Palaia. Tite chegou a São Paulo e pediu demissão.

Já a bronca de Edu Gaspar vem dos tempos em que ele era jogador do rival, e esteve em campo nas duas eliminações alvinegras para o Verdão na Copa Libertadores da América de 1999 e 2000.

Consciente ou inconscientemente a má vontade da dupla contra o Palmeiras se justifica. Mas saibam, que nós também não gostamos de vocês. Nossa seleção veste apenas uma cor, a verde. É por ela que nos importamos e sangramos.

O amarelo fica por conta do que desejamos para essa seleção gambática na Copa do Mundo da Rússia.

dudu selecao

FORZA VERDÃO!!!

 

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5 comentários sobre “Tite odeia Verde

  1. Edmundo Salgado disse:

    Olá Fernando, só lembrando que a seleção brasileira jamais venceu uma Copa do Mundo sem, ao menos, um jogador do Palmeiras no seu elenco. Não não gosto do jeito professoral do Tite, e se não tiver nenhum jogador não vou torcer mesmo. Vou de Inglaterra ou Bélgica.

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