Esportes

Nem 8. Nem 80

Excelente resultado marcou a estreia da Sociedade Esportiva Palmeiras na Taça Libertadores da América, ao vencer fora de casa o Junior Barranquilla, pelo placar de 3 a 0, na noite de quinta-feira (1). O Verdão foi o único time brasileiro a conquistar uma vitória na primeira rodada da fase de grupos do torneio, apesar do Vasco da Gama ainda poder igualar essa marca, quando fizer sua estreia.

As mudanças do técnico Roger Machado deram resultado. Victor Luis no lugar de  Michel Bastos deu mais segurança para a lateral esquerda. Bruno Henrique no lugar de Tchê Tchê no meio campo deu maior equilíbrio ao setor. Possivelmente, pelo que apresentaram, assumiram a titularidade, pois aproveitaram muito bem as chances que tiveram.

O volante em particular esteve envolvido nos lances capitais da partida. E foi o nome do jogo. Marcou dois gols, aproveitando o espaço que o Verdão teve, após a expulsão do atleta colombiano em que o próprio Bruno Henrique recebeu uma voadora no queixo, logo no início da partida. Chegou bem ao ataque e cumpriu sua função defensiva.

O placar elástico e a vitória com relativa facilidade não escondem alguns ajustes que precisam ser feitos para o time alcançar todo o potencial que possui. O miolo de zaga repetiu os mesmos erros do clássico. Deu muito espaço para os seus adversários, que só não marcaram graças a qualidade do goleiro Jailson.

A transição entre ataque e defesa também apresentou dificuldades, com inúmeros erros de passes. Após marcar o primeiro gol e ter um homem a mais em campo, recuamos demais, chamamos o adversário e  não conseguimos prender a bola com qualidade para fazer prevalecer a superioridade numérica. No início do segundo tempo, melhorou um pouco, principalmente com a entrada de Guerra.

Dudu fez uma boa partida. Voluntarioso e jogando para a equipe. Lucas Lima manteve sua regularidade de sempre. Borja, autor de um golaço, ainda oscila demais, mas demonstra uma evolução em relação ao ano passado. Felipe Melo teve destaque novamente pelos seus bons passes.

No que tange a disposição coletiva, o time não correu nem mais nem menos do que fez no clássico. Parece que o ritmo do time é esse mesmo. Ganhando ou perdendo, não muda a sua cadência. Uma equipe fria e que tem um excesso de confiança para fazer o resultado a hora que quiser. Algo que pode ser positivo ou negativo, dependendo das circunstâncias, e sugerir uma interpretação de apatia em certos casos. Uma linha tênue que deve ser observada para que não a ultrapasse.

O Verdão ainda é um time em formação. Buscando o seu melhor ajuste tático, técnico, físico e mental. Isso está claro. Foram até aqui 10 jogos no ano, com sete vitórias, dois empates e uma derrota. Entre todos os grandes times da capital paulista, é quem mais fez gols (17), contra 16 do Corinthians, 14 do Santos e 12 do São Paulo. Somos a melhor defesa do trio de ferro também, com sete gols sofridos, ao lado do São Paulo.

Nossos desafios ainda são inúmeros (dentro e fora de campo). São dois meses completos de Roger Machado à frente do Palmeiras. Estamos em construção para alcançar o que sonhamos. O Palmeiras não é aquela caricatura do Derby. E também não é a euforia da goleada diante dos colombianos. Há muito trabalho a ser feito para chegarmos ao ideal.

Nem oito. Nem oitenta.

bruno hernique

FORZA VERDÃO!!!

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