Esportes

Lambendo as feridas

Mês de Abril. Eduardo Baptista no comando do Palmeiras. Jogo de ida contra a Ponte Preta válido pela semifinal do Campeonato Paulista em Campinas. Em 30 minutos, Palmeiras sofre três gols e vê a vaga para a final do estadual distante.

Mês de Junho. Cuca no comando do Palmeiras. Jogo de ida válido pelas quartas de final da Copa do Brasil no estádio Palestra Itália. Em 30 minutos, Palmeiras sofre três gols e, apesar da reação, é eliminado pelos gols sofridos em casa.

Mês de Novembro. Alberto Valentim no comando do Palmeiras. Jogo decisivo diante do maior rival pelo Campeonato Brasileiro na casa do adversário. Em 30 minutos, Palmeiras sofre três gols e dá adeus a disputa do título nacional.

Nada é por acaso. Jogamos sem qualquer proteção defensiva durante todo o ano. Todo aberto. Com um meio campo pobre, sem capacidade de criação e marcação. Laterais inexistentes. Erros capitais nos momentos decisivos, na defesa e no ataque. Individualidades abaixo da média e não representando o fator decisivo que assumiam outrora.

Soma-se a isso as diversas mudanças de comando. Um bastidor confuso e contratações equivocadas, que tornaram nosso elenco inchado e desequilibrado.

Sintomático é que em todos os momentos em que dependemos apenas das nossas forças, esse atual elenco deixou muito a desejar e nos frustrou. Não conseguimos fazer um grande jogo sequer nessa temporada.

Nos clássicos, um desempenho apático. Três derrotas contra o maior rival. Duas vitórias e uma derrota contra um cambaleante São Paulo. Uma vitória e duas derrotas contra o Santos. Nesses nove jogos, 13 gols sofridos e 11 gols marcados. Um saldo pífio.

Eliminações prematuras no Paulista, Copa do Brasil, Libertadores e Brasileiro. Um ano em que foi prometido o céu aos torcedores, com ostentação milionária, acaba de forma melancólica e amarga!

Que os egos não ceguem as cabeças pensantes da Sociedade Esportiva Palmeiras e que tenham luz para tomarem as decisões necessárias e reformular um elenco mofado, sem brilho e que está aquém das nossas expectativas.

A hora é de ter lucidez, analisar os erros cometidos (que foram além do limite em todas as esferas), lamber as feridas e recuperar o espaço perdido, projetando um 2018 de acordo com as tradições palestrinas!

simbolo-original

FORZA VERDÃO!!!

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3 comentários sobre “Lambendo as feridas

  1. José Paulo D'Angelo Cucci disse:

    Parabéns pelo seu comentário. Você retratou com propriedade o futebol apresentado até ontem pelo time (?) da Sociedade Esportiva Palmeiras. Você, acertadamente, não citou nomes, já que 99% do elenco se enquadram na citação. Espero que aqueles que indicam e contratam limpem do elenco as eternas promessas que não vingarão, assim como os que fizeram um dia pelo futebol o que hoje são só lembranças. Aos contratantes: contratem poucos, mas aqueles que tenham qualidade e que chegam dizendo “vim aqui para resolver”. Abraços.

  2. Rogério disse:

    A faxina deve acontecer o mais rápido possível, jogadores como Egídio, Dayverson, Arouca, Jean, Fabiano, Felipe Mello, Erick, Juninho, Fabiano, Bruno Henrique, Róger Guedes, devem ser dispensados, assim como Zé Roberto e Drascena que não tem condições de jogar em auto nível, precisamos de laterais, de volantes e de atacantes que resolvam e não que pipocam…

  3. felipeomoraes disse:

    Galuppo, saudade companheiro! Parabéns pela lucidez. Infelizmente no Brasil a administração futebolística engatinha, funciona na base de ególatras que pensam em si em vez do clube e que repetem as vergonhas da política nacional.

    A fiel foi o combustível para vencermos esse jogo. E o Palmeiras repete a megalomania de todos os grandes clubes centenários investindo fortunas e planejando nada. De minha parte, espero comemorar esse provável título com fervor, pois o prognóstico para os próximos anos do meu time são nefastos.

    Foi um belo dérbi com todos os ingredientes que esse jogo merece. Que venham mais e, quiça, com duas torcidas e sem mortes (sonhar é preciso).

    Sigamos com nossa paixão acesa que é isso que nos move.

    Rivalidade em campo.

    Amizade fora do campo.

    Abração, amigo!

    Felipe Moraes Jornalista Sócio-fundador da Takobike +55 11 99425-3436 facebook.com/takobike

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