Esportes

Juvenal: o maior clássico paulista entre os menores

Clube Atlético Juventus e Nacional Atlético Clube se enfrentam pelo Campeonato Paulista da Série A-3, na tarde da próxima quarta-feira (8), às 15h, no estádio Comendador Souza, na Barra Funda.

Tradicionalmente batizado como Juvenal, o confronto reúne duas das mais tradicionais equipes do futebol paulista. Ambos são sócios-fundadores da atual Federação Paulista de Futebol, desde 1941, gozam de prestígio, simpatia e lutam bravamente para se reerguerem no cenário estadual.

Campeão da Segunda Divisão Paulista (equivalente a quarta divisão) no ano passado, o Nacional volta a disputar a Série A-3 após seis anos. Com uma equipe jovem, o Naça cumpre uma campanha regular e se mantém no meio da tabela.

O Moleque Travesso, por sua vez, nos últimos tempos segue uma sina de subidas e descidas entre a Série A-2 e A-3. O esquadrão da Mooca lidera a tabela de classificação nessa temporada e tem boas perspectivas de conquistar o acesso.

Grandes nomes da história do futebol brasileiro já vestiram as camisas das duas equipes. No Nacional: Roberto Dias, Servílio, Lima, Dodô, Deco, Cafu, Rubens Minelli, entre outros. No Juventus: Oberdan Cattani, Julinho Botelho, Luizinho Pequeno Polegar, Baltazar, Pinga, Brecha, Thiago Motta, Alex, Luisão, são alguns valores que desfilaram seu talento envergando as cores grenás.

Entre os clubes profissionais com o menor número de torcedores na capital paulista, o Juvenal é o maior e mais esperado confronto. Pode-se até dizer que esse é o “Derby dos Pequenos”.

Em tempos de grandes Arenas e de futebol à europeia, o Juvenal tem como palco os acanhados e românticos Nicolau Alayon e Conde Rodolfo Crespi. Enquanto os  clássicos entre Palmeiras x Corinthians, Palmeiras x São Paulo e São Paulo x Corinthians aglutinam todo o olhar da imprensa e mobilizam grandes massas, o “Derby dos Pequenos” se limita há algumas notinhas de rodapé da grande mídia, com matérias caricatas e pitorescas, sem dar nenhuma ênfase ao espetáculo em si, sendo quase que totalmente desprezado seus dados e registros.

Nos últimos dez jogos entre Juventus e Nacional, a média de público foi de 365 torcedores. O maior número de aficcionados registrados nesse período foi de 779 pagantes numa partida realizada em 2005.

Nathan, do Juventus, e Jorge Mauá, do Nacional, ambos com seis gols marcados nesse ano, são os vice-artilheiros do atual campeonato e os goleadores de suas respectivas equipes. Dentre todos os jogadores que estarão em campo, o veterano atacante Gil (ex-Corinthians), que veste a camisa grená, é a grande atração do clássico e o atleta com a maior folha corrida de serviços prestados ao futebol.

Juvenal em números:

Total de Jogos: 68
Vitórias Juventus: 35
Empates: 17
Vitórias Nacional: 16
Gols marcados pelo Juventus: 139
Gols marcados pelo Nacional: 109
Primeiro Juvenal: Juventus 3×1 Nacional – Campeonato Paulista – 27/9/1936
Maior goleada a favor do Juventus: Juventus 5×0 Nacional – Campeonato Paulista – 5/8/1956
Maior goleada a favor do Nacional: Nacional 5×1 Juventus – Amistoso – 25/1/1961

****Nota:  Não inclui nas estatísticas jogos-treinos e também as partidas que o C.A.Fiorentino realizou contra o SPR nos anos 30. Em 1988 há um amistoso que não está computado nas estatísticas, pois não há registro do placar. Todos os números se referem a partidas oficiais entre as equipes.

Curiosidades:

– Por três vezes o Juvenal foi disputado no estádio municipal do Pacaembu, com uma vitória para cada lado e um empate;

– Em 2008, o Juvenal registrou o maior número de gols da história do confronto. Foram noves gols marcados e o placar final registrou Juventus 5×4 Nacional. Justamente esse jogo foi a última partida entre as equipes no estádio Comendador Souza

– Essa será a primeira vez que as equipes se enfrenta pelo Campeonato Paulista da Série A-3.

– Até hoje foram disputados 25 jogos entre as equipes no estádio Comendador Souza. Foram 12 vitórias juventinas, 5 vitórias nacionalistas e 8 empates.

– O Juventus não perde há cinco jogos no estádio Comendador Souza.  A última derrota aconteceu em 2001, quando foi derrotado pelo placar de 1 a 0.

– Uma única vez o Juvenal foi disputado no antigo e extinto estádio da Rua Nami Jafet, pertencente ao Clube Atlético Ypiranga, no bairro do Ipiranga. A partida válida pelo Campeonato Paulista de 1940 terminou com a vitória nacionalista pelo placar de 3 a 1.

– Os dois times nasceram com nomes diferentes. O Juventus chamava-se Cotoníficio Rodolfo Crespi F.C. e o Nacional era denominado São Paulo Railway A.C.

    juveimages

**** Todos os dados contidos nessa postagem, se utilizados por outros veículos, devem registrar o crédito ao autor desse blog: Fernando Razzo Galuppo, jornalista e historiador

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12 comentários sobre “Juvenal: o maior clássico paulista entre os menores

  1. Pereira de Freitas, Lucas disse:

    Passei horas conversando com um amigo sobre os rumos que o futebol paulista esta tomando um dias desses… Até pensei em uma “solução” para ajudar os “pequenos”, o trio de ferro deveria emprestar seus jogadores para Lusa, Juventus e Nacional. Sem custo nenhum, como tem feito com alguns jogadores, ao invés de distribuir jogadores país a fora e ter que criar toda uma logística com mudança, o cara jogaria aqui na cidade, isso facilitaria até mesmo a supervisão no desenvolvimento do jogador. Quarta estarei lá.

    • Lucas, sua ideia é um dos caminhos. Mas muitas vezes, a resistencia vem dos proprios clubes menores da capital em nao querer tal ajuda. Nao sei lhe dizer por que, mas isso acontece… Quarta estaremos la!! Abracao e obrigado pelo comentario

  2. Adriano disse:

    Ola Lucas Pereira de Freitas.

    Sua ideia parece muito boa, mas isso parece nao dar certo. O Flamengo de Guarulhos possui uma parceria assim com o Corinthians, e nao vem jogadores bons. O time é muito ruim.

    Um abraço!

  3. Pingback: São Paulo vai parar! | RoubadaFC

  4. Leandro Caria disse:

    Enquanto não reformularem a lei Pelé e a igualdade na distribuição de direitos de imagem, o futebol do interior e das equipes menores dos grandes centros tendem sucumbir. Atualmente, a Ponte Preta é um pequeno Oásis no meio deste deserto. Mas até quando resistirá?

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